{"id":4667,"date":"2013-04-19T23:16:39","date_gmt":"2013-04-19T23:16:39","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4667"},"modified":"2013-04-19T23:16:39","modified_gmt":"2013-04-19T23:16:39","slug":"fraude-no-episodio-que-mudou-a-face-do-futebol-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4667","title":{"rendered":"Fraude no epis\u00f3dio que mudou a face do futebol mundial"},"content":{"rendered":"\n<p><em>H\u00e1 23 anos, trag\u00e9dia em est\u00e1dio ingl\u00eas matou 96, demonizou torcedores e iniciou elitiza\u00e7\u00e3o do esporte. Foi manipulada, sabe-se agora<\/em><\/p>\n<p>Por\u00a0<strong>Irlan Sim\u00f5es<\/strong>, editor da coluna\u00a0<a href=\"http:\/\/www.outraspalavras.net\/author\/irlansimoes\/\" target=\"_blank\"><em>Futebol Al\u00e9m da Mercadoria<\/em><\/a><\/p>\n<p>Em 12 de setembro \u00faltimo, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, fez um pedido de desculpas hist\u00f3rico. Dirigindo-se \u00e0s fam\u00edlias das 96 pessoas massacradas no Est\u00e1dio de Hillsborough, em abril de 1989, numa partida de futebol entre o Liverpool e o Nothingan Forest, reconheceu que os mortos haviam sido v\u00edtimas de \u201cdupla injusti\u00e7a\u201d. Al\u00e9m de perderem a vida, foram acusados, por 23 anos, de pertencerem ao grupo de torcedores do Liverpool que causou a trag\u00e9dia. Foi uma manipula\u00e7\u00e3o grosseira que durou mais de duas d\u00e9cadas, admitiu Cameron, em discurso ao Parlamento e apoiado no relat\u00f3rio final de um painel independente.<\/p>\n<p>No final dos anos 1980, uma pequena parcela dos frequentadores ingleses de est\u00e1dios \u2013 chamados de\u00a0<em>hooligans<\/em> \u2013 haviam, de fato desenvolvido uma cultura de prazer pelo confronto e viol\u00eancia. Mas a torcida do Liverpool n\u00e3o teve responsabilidade alguma pela chamada Trag\u00e9dia de Hillsborough. Ela foi provocada pelas condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias do est\u00e1dio (algo comum na \u00e9poca) e por atitudes de clara neglig\u00eancia da pol\u00edcia. Decis\u00f5es esdr\u00faxulas, no controle do fluxo de torcedores ao est\u00e1dio superlotado, favoreceram esmagamentos, pisoteamentos e, ao final, queda do muro que separava as arquibancadas do campo. N\u00e3o se prestou socorro. Apenas 14, dos 96 mortos (houve, tamb\u00e9m, 766 feridos) foram atendidos em hospital. S\u00f3 uma das 44 ambul\u00e2ncias presentes \u00e0s imedia\u00e7\u00f5es de Hillsborough foi autorizada a socorrer as v\u00edtimas.<\/p>\n<p>O reconhecimento da verdade deveria impulsionar um passo ainda mais importante. \u00c9 preciso rever todo o conjunto de pol\u00edticas e normas que, a partir da trag\u00e9dia, transformaram a face futebol mundial, convertendo-o num esporte cada vez mais elitizado, afastado de suas ra\u00edzes sociais e culturais, reduzido \u00e0 dimens\u00e3o de produto mercantil e de marketing. Hillsborough e a fraude produzida a seguir foram o marco decisivo desta mudan\u00e7a \u2014 que est\u00e1 sendo adotada no Brasil no momento em que voc\u00ea l\u00ea este artigo, tendo como pretexto da Copa do Mundo de 2014.<\/p>\n<p><strong>Como Thatcher manipulou a trag\u00e9dia<\/strong><\/p>\n<p>A ponte entre o que ocorreu no est\u00e1dio e a elitiza\u00e7\u00e3o do futebol foi o chamado<em>Relat\u00f3rio Taylor<\/em>. Chefiado ent\u00e3o pela primeira-ministra Margareth Thatcher, um dos personagens-\u00edcones do neoliberalismo, o governo brit\u00e2nico constituiu uma comiss\u00e3o, chefiado por Lorde Taylor de Gosforth, para investigar as causas da trag\u00e9dia e sugerir provid\u00eancias.<\/p>\n<p>O trabalho de apura\u00e7\u00e3o foi manipulado do in\u00edcio ao fim, sabe-se agora oficialmente. Dos 164 relat\u00f3rios produzidos por policiais presentes ao est\u00e1dio, 116 foram alterados, para remover \u201ccoment\u00e1rios desfavor\u00e1veis\u201d \u00e0 atua\u00e7\u00e3o das for\u00e7as \u201cda ordem\u201d. A omiss\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es foi proposital, segundo admitiu Cameron ao Parlamento. A falsifica\u00e7\u00e3o teve objetivos claros: responsabilizar pela trag\u00e9dia a torcida do Liverpool; demoniz\u00e1-la; abrir caminho para um conjunto radical de transforma\u00e7\u00f5es que j\u00e1 haviam sido planejadas, mas n\u00e3o eram at\u00e9 ent\u00e3o vi\u00e1veis. Elas incidiram nos est\u00e1dios, na forma de financiamento dos clubes e na rela\u00e7\u00e3o entre o jogo e o mundo do marketing. Iniciadas na Inglaterra, repercutiram rapidamente em todo o mundo.<\/p>\n<p>Thatcher aplicou, no futebol, a mesma \u201cm\u00e3o-de-ferro\u201d com que destru\u00eda leis trabalhistas e atacava os sindicatos. Estourou as\u00a0<em>firms<\/em>, como eram conhecidos os agrupamentos\u00a0<em>hooligans<\/em>, torcedores que j\u00e1 vinham causando problema dentro e fora dos est\u00e1dios pelo seu prazer pelo confronto f\u00edsico. Quatro anos antes de Hlilsborough, em partida entre Liverpool e Juventus pela Copa dos Campe\u00f5es da Europa, 39 torcedores haviam morrido pisoteados e esmagados durante uma briga generalizada, conhecida como Trag\u00e9dia de Heysel.<\/p>\n<p>Em paralelo, avan\u00e7ava outro processo: a poderosa FIFA iniciara uma reforma no futebol mundial. O avan\u00e7o das tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o transformaria o esporte num dos principais \u201cprodutos\u201d televisivos do planeta. Foi um movimento marcado pela entrada maci\u00e7a de atores econ\u00f4micos que hoje controlam o futebol. O com\u00e9rcio de jogadores n\u00e3o era mais o \u00fanico espa\u00e7o de trocas comerciais. O esporte passou a ser um grande conglomerado internacional que envolvia anunciantes, patrocinadores, investidores, atletas-estrelas e, se dependesse do projeto ao qual aderiu Margareth Thatcher: uma competi\u00e7\u00e3o esportiva de grandes empresas. Estava sendo gestado o futebol-neg\u00f3cio dos dias de hoje.<\/p>\n<p>Para tal projeto, a Trag\u00e9dia de Hillsborough veio no momento ideal. Desde que devidamente arquitetadas, as argumenta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a \u201creforma\u201d estavam dadas: era preciso dar, definitivamente, um novo rumo ao futebol, \u201cciviliz\u00e1-lo\u201d. Publicado em janeiro de 1990, menos de um ano ap\u00f3s o incidente, o relat\u00f3rio final da comiss\u00e3o chefiada por Lord Taylor indicou o caminho.<\/p>\n<p>Embora focado em estabelecer diretrizes para um projeto de seguran\u00e7a, o documento prop\u00f4s uma s\u00e9rie de medidas que traziam novas normas de estrutura\u00e7\u00e3o dos est\u00e1dios e do pr\u00f3prio futebol ingl\u00eas. A capacidade de p\u00fablico foi reduzida. Estabeleceu-se que todos os torcedores deveriam permanecer sentados. Os clubes passaram a ser responsabilizados pelos atos de seus apoiadores \u2013 o que gerou uma leva de mudan\u00e7as e de uma ideologiza\u00e7\u00e3o da suposta \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o e profissionaliza\u00e7\u00e3o das estruturas\u201d.<\/p>\n<p>O movimento de reforma dos est\u00e1dios, e de restri\u00e7\u00f5es aos torcedores briguentos j\u00e1 estava em curso. A crise que se estendeu ap\u00f3s o evento em Hillsborough serviu de catalizador para que o processo avan\u00e7asse. Por\u00e9m, os clubes e suas torcidas n\u00e3o tinham estrutura necess\u00e1ria para isso.<\/p>\n<p>Para enfrentar rapidamente o novo desafio, tornaram-se empresas de capital aberto e passaram a ter propriet\u00e1rios. Assim, conseguiram obter a estrutura necess\u00e1ria para desenvolver os est\u00e1dios que seriam os prot\u00f3tipos das atuais \u201cArenas Multiuso\u201d: complexos desportivos e verdadeiras zonas de consumo.<\/p>\n<p>Surgiu um efeito colateral imediato: o futebol ingl\u00eas expulsou, junto com os \u201cviolentos\u201d, os torcedores mais pobres, que n\u00e3o tinham a capacidade financeira de arcar com ingressos cada vez mais caros em est\u00e1dios cada vez menores e mais restritivos.<\/p>\n<p>O projeto neoliberal para o futebol consolidou-se, por fim, com a cria\u00e7\u00e3o da Premier League em 1992 (a liga de primeira divis\u00e3o do esporte na Inglaterra), com a defini\u00e7\u00e3o de novas regras de comercializa\u00e7\u00e3o dos direitos televisivos, publicidade, patroc\u00ednios e jogadores. No fim da d\u00e9cada de 2000, todos os clubes desta liga \u2014 uma das maiores do futebol profissional no mundo \u2014 j\u00e1 pertenciam a multimilion\u00e1rios e bilion\u00e1rios \u00e1rabes, russos, chineses ou estadunidenses.<\/p>\n<p><strong>O futebol brasileiro tamb\u00e9m revisar\u00e1 o relat\u00f3rio?<\/strong><\/p>\n<p>Ainda que o esfor\u00e7o por acabar com viol\u00eancia que tomava os est\u00e1dios ingleses fosse elogi\u00e1vel, o Relat\u00f3rio Taylor falhou \u2013 por miopia ou por m\u00e1 vontade pol\u00edtica \u2013 em reconhecer que verdadeiras causas da Trag\u00e9dia de Hillsborough. As p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es do est\u00e1dio eram consequ\u00eancia dos interesses que cercaram o futebol durante as d\u00e9cadas de sua massifica\u00e7\u00e3o. Naqueles tempos, importavam quantidades. Convinha aos dirigentes ver est\u00e1dios superlotados, para ampliar as rendas dos clubes e abarrotar seus pr\u00f3prios bolsos. Pouco importavam as condi\u00e7\u00f5es de conforto ou seguran\u00e7a dos torcedores.<\/p>\n<p>Na nova fase, consolidada a partir do Relat\u00f3rio Taylor, o modelo de neg\u00f3cio mudou. N\u00e3o interessava encher as arenas com torcedores que mal podiam pagar ingressos. O novo p\u00fablico precisava ter n\u00e3o apenas um \u201cpadr\u00e3o de comportamento\u201d, mas um \u201cpadr\u00e3o de consumo\u201d que compensasse uma estrutura de tal porte.<\/p>\n<p>A Trag\u00e9dia de Hillsborough dos tempos de hoje n\u00e3o \u00e9 mais a superlota\u00e7\u00e3o, mas o esvaziamento dos est\u00e1dios, de onde v\u00e3o sendo expulsos os antigos torcedores tradicionais. O futebol ingl\u00eas, apesar de ainda ter a maior m\u00e9dia de p\u00fablico do futebol mundial, \u00e9 o mais caro e menos popular de todas as grandes ligas. O padr\u00e3o de torcedor est\u00e1 totalmente modificado.<\/p>\n<p>No Brasil, vemos a prolifera\u00e7\u00e3o das \u201carenas\u201d com consequente aumento do valor dos ingressos. O resultado \u00e9 o esvaziamento do campeonato brasileiro \u2013 que tem a pior m\u00e9dia de p\u00fablico, dentre as dez melhores ligas.<\/p>\n<p>At\u00e9 o in\u00edcio dos anos 2010, muitos apontaram o exemplo ingl\u00eas para referendar essa ideologiza\u00e7\u00e3o de um futebol \u201cmoderno, profissional e empreendedor\u201d. O pr\u00f3prio Estatuto do Torcedor fazia men\u00e7\u00e3o ao Relat\u00f3rio Taylor e ao modelo brit\u00e2nico de \u201cgest\u00e3o de crises\u201d: Restringiu de m\u00faltiplas formas as torcidas organizadas e procurou moldar o comportamento do torcedor comum dentro dos est\u00e1dios.<\/p>\n<p><strong>A longa luta dos torcedores do Liverpool<\/strong><\/p>\n<p>A revis\u00e3o do ocorrido em Hillsborough, e das manipula\u00e7\u00f5es que se seguiram, foi poss\u00edvel apenas devido \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o da torcida do Liverpool. Ela contestou, ao longo de mais de duas d\u00e9cadas, a vers\u00e3o constru\u00edda pelo Relat\u00f3rio Taylor. Enfrentou, al\u00e9m de Margareth Thatcher, o sensacionalismo dos tabloides brit\u00e2nicos. O The Sun chegou a publicar \u201cdepoimentos\u201d de policiais assegurando n\u00e3o ter ajudado as v\u00edtimas porque torcedores, b\u00eabados, n\u00e3o permitiam, urinando em quem tentava socorr\u00ea-los.<\/p>\n<p>Aos poucos, a resist\u00eancia restabeleceu a verdade. Um abaixo-assinado com 140 mil ades\u00f5es exigiu nova investiga\u00e7\u00e3o. O painel independente, no qual o primeiro-ministro Cameron agora se ap\u00f3ia, foi formado gra\u00e7as \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o. O presidente das investiga\u00e7\u00f5es, James Jones, reconheceu que o inqu\u00e9rito inicial foi comprometido por \u201c\u00e1rduas tentativas de colocar a culpa nos torcedores\u201d.<\/p>\n<p>Foram necess\u00e1rios 23 anos de ang\u00fastia e de mentiras para que as fam\u00edlias das v\u00edtimas de Hillsborough pudessem provar ao mundo que se tratou de neglig\u00eancia e de irresponsabilidade das autoridades inglesas. Foram necess\u00e1rios 23 anos para que elas pudessem provar que seus filhos, e os filhos de tantos outros torcedores criminalizados na Inglaterra, n\u00e3o eram os culpados por aquela trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Foram necess\u00e1rios 23 anos para que os torcedores expulsos dos est\u00e1dios \u2013 por livre e espont\u00e2nea press\u00e3o do dinheiro, como prega o pensamento neoliberal \u2013 pudessem provar que foram injustamente culpados para que um plano premeditado pudesse ser aplicado sem direito de resposta.<\/p>\n<p>Resta saber se, no Brasil, prevalecer\u00e3o as pol\u00edticas preconizadas pelo Relat\u00f3rio Taylor, fruto de not\u00f3ria manipula\u00e7\u00e3o. Resta saber se prevalecer\u00e3o a \u201cvontade e a liberdade dos agentes econ\u00f4micos\u201d ou o bom senso, a democracia e o direito do acesso \u00e0 cultura e ao futebol pela popula\u00e7\u00e3o empobrecida, j\u00e1 t\u00e3o exclu\u00edda nos tempos neoliberais.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Irlan Sim\u00f5es <\/strong>\u00e9 estudante Comunica\u00e7\u00e3o Social e escreve para a coluna Futebol Al\u00e9m da Mercadoria.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.outraspalavras.net\/2012\/09\/22\/fraude-no-episodio-que-mudou-a-face-do-futebol-mundial\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.outraspalavras.net\/2012\/09\/22\/fraude-no-episodio-que-mudou-a-face-do-futebol-mundial\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nIRLAN SIM\u00d5ES\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4667\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-4667","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1dh","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4667","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4667"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4667\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4667"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4667"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4667"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}