{"id":4669,"date":"2013-04-19T23:29:20","date_gmt":"2013-04-19T23:29:20","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4669"},"modified":"2013-04-19T23:29:20","modified_gmt":"2013-04-19T23:29:20","slug":"sobre-o-imperialismo-e-a-piramide-imperialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4669","title":{"rendered":"Sobre o imperialismo e a pir\u00e2mide imperialista"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma das quest\u00f5es propagadas pelo oportunismo contra o Partido \u00e9 sobre a nossa avalia\u00e7\u00e3o (que, ali\u00e1s, n\u00e3o \u00e9 nova, sendo mencionada no programa atual e tendo sido elaborada no 15\u00ba Congresso, em 1996) de que o capitalismo grego est\u00e1 na fase imperialista de desenvolvimento e ocupa uma posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria no sistema imperialista internacional, com uma forte depend\u00eancia dos EUA e da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Eles atacam a posi\u00e7\u00e3o de que a luta pela defesa das fronteiras, dos direitos soberanos da Gr\u00e9cia, do ponto de vista da classe trabalhadora e setores populares, est\u00e1 indissoluvelmente ligada \u00e0 luta pela derrubada do poder do capital. O povo grego n\u00e3o deve defender os planos de guerra de um ou outro p\u00f3lo imperialista, a rentabilidade de um ou outro grupo monopolista.<\/p>\n<p>O KKE tem uma rica experi\u00eancia que confirma plenamente a posi\u00e7\u00e3o leninista sobre a rela\u00e7\u00e3o entre o imperialismo &#8211; como a fase superior do capitalismo &#8211; e o oportunismo no movimento oper\u00e1rio, que \u00e9 um assunto que n\u00e3o est\u00e1 relacionado apenas \u00e0 Gr\u00e9cia, mas a todos pa\u00edses capitalistas. N\u00e3o \u00e9 por acaso que a ess\u00eancia econ\u00f4mica do imperialismo, que tem o monop\u00f3lio como um dos seus tra\u00e7os caracter\u00edsticos, \u00e9 subestimada ou deixada de lado pelos partidos comunistas que aderiram ao oportunismo, seja antes ou, especialmente, ap\u00f3s a vit\u00f3ria da contra-revolu\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses socialistas.<\/p>\n<p><strong>A percep\u00e7\u00e3o oportunista sobre o imperialismo e a nega\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de um sistema imperialista internacional (pir\u00e2mide imperialista)<\/strong><\/p>\n<p>O termo \u201cimperialista\u201d ficou recentemente muito em moda na Europa e na Gr\u00e9cia entre for\u00e7as que n\u00e3o o utilizavam com frequ\u00eancia ou t\u00e3o facilmente nos anos anteriores. O problema \u00e9 que o imperialismo \u00e9 apresentado como algo diferente e distinto do capitalismo, como um conceito pol\u00edtico separado da base econ\u00f4mica, uma posi\u00e7\u00e3o que foi fortemente respaldada pelo pai do oportunismo, Kautsky. O oportunismo \u00e9, entre outras coisas, incapaz de se modernizar; repete-se Kautsky, utilizam-se argumentos anti-cient\u00edficos, centra-se deliberadamente na superf\u00edcie e n\u00e3o na ess\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 de seu interesse e, portanto, n\u00e3o pode ver o panorama inteiro da economia capitalista mundial em suas rela\u00e7\u00f5es internacionais m\u00fatuas. Ele, que n\u00e3o quer entender a ess\u00eancia econ\u00f4mica do imperialismo e ver nessa base a superestrutura ideol\u00f3gica e pol\u00edtica, ao final o absolve, o ap\u00f3ia e semeia ilus\u00f5es entre as massas trabalhadores e populares de que existe capitalismo bom e mau, de que existe gest\u00e3o burguesa boa e eficaz. Em \u00faltima an\u00e1lise, o oportunismo quer uma sociedade capitalista, sem os supostos desvios, chamando de desvios as pr\u00f3prias leis da economia capitalista e suas conseq\u00fc\u00eancias. Esconde do povo a ess\u00eancia de classe da guerra, criticando-a de um ponto de vista moral pelas suas tr\u00e1gicas consequ\u00eancias. Semeia a ilus\u00e3o de que o capitalismo pode garantir a paz se impuser os princ\u00edpios da igualdade e da liberdade, pelo entendimento pol\u00edtico entre pa\u00edses capitalistas rivais, se forem colocadas regras de competi\u00e7\u00e3o intercapitalista.<\/p>\n<p>O oportunismo, o reformismo, repete com estilo inovador a percep\u00e7\u00e3o antiga, velha e ultrapassada de que o imperialismo se identifica com a agress\u00e3o militar a um pa\u00eds, com a pol\u00edtica de interven\u00e7\u00e3o militar, com os bloqueios, com o esfor\u00e7o de reativar a velha pol\u00edtica colonial. Na Europa, os oportunistas identificam o imperialismo com a Alemanha e com o dogm\u00e1tico &#8211; segundo dizem &#8211; ponto de vista liberal autorit\u00e1rio. A pol\u00edtica dos EUA sob a administra\u00e7\u00e3o de Obama \u00e9 considerada progressista pelas diferen\u00e7as parciais com a Alemanha sobre a gest\u00e3o da crise, ou \u00e9 considerada imperialista apenas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Am\u00e9rica Latina. Consideram-se progressistas todas as tentativas da classe trabalhadora, por exemplo, na Fran\u00e7a ou na It\u00e1lia, de confrontar o antagonismo com o capitalismo alem\u00e3o. O oportunismo na Gr\u00e9cia tem como posi\u00e7\u00e3o fundamental a de que o pa\u00eds est\u00e1 sob ocupa\u00e7\u00e3o alem\u00e3, que se tornou ou est\u00e1 se tornando uma col\u00f4nia, que est\u00e1 sendo saqueado pela Sra. Merkel e pelos credores. O principal inimigo, al\u00e9m da pr\u00f3pria Alemanha, \u00e9 a tr\u00edade dos representantes da Uni\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e do Fundo Monet\u00e1rio Internacional que supervisionam e determinam a gest\u00e3o da d\u00edvida externa, interna e o d\u00e9ficit fiscal. Acusam a burguesia do pa\u00eds e os partidos governistas de traidores, antipatri\u00f3ticos, subordinados e subservientes \u00e0 Alemanha, aos credores e banqueiros.<\/p>\n<p>Eles acusam o KKE a respeito de nossas avalia\u00e7\u00f5es sobre o capitalismo grego no sistema imperialista internacional, o que eles n\u00e3o aceitam que exista. Eles acreditam que a Gr\u00e9cia \u00e9 um pa\u00eds ocupado principalmente pela Alemanha e que o regime \u00e9 neocolonial.<\/p>\n<p>Utilizam de maneira arbitr\u00e1ria a avalia\u00e7\u00e3o de Lenin em sua conhecida obra &#8220;Imperialismo, fase superior do capitalismo&#8221;, de que um punhado, um pequeno n\u00famero de Estados, saqueiam a grande maioria dos Estados do mundo. Como consequ\u00eancia, o imperialismo \u00e9 identificado por um n\u00famero muito pequeno de pa\u00edses, que s\u00e3o contados nos dedos de uma m\u00e3o, enquanto todos os outros pa\u00edses est\u00e3o subordinados, oprimidos, s\u00e3o col\u00f4nias, pa\u00edses ocupados devido \u00e0 subordina\u00e7\u00e3o \u00e0 percep\u00e7\u00e3o liberal.<\/p>\n<p>Hoje em dia h\u00e1 poucos pa\u00edses no topo, nas posi\u00e7\u00f5es superiores do sistema imperialista internacional (que tamb\u00e9m \u00e9 ilustrado pelo esquema de uma pir\u00e2mide para mostrar os diferentes n\u00edveis ocupados pelos pa\u00edses capitalistas). Poder-se-ia at\u00e9 dizer que estes s\u00e3o um punhado de pa\u00edses, segundo a express\u00e3o leninista. No entanto, isso n\u00e3o significa que os outros Estados capitalistas sejam v\u00edtimas de poderosos pa\u00edses capitalistas, que a burguesia da maioria dos pa\u00edses sucumbiu \u00e0 press\u00e3o, apesar de seu interesse geral, que teria assim se corrompido. Isso n\u00e3o significa que a luta dos povos da Europa deve estar em dire\u00e7\u00e3o anti-alem\u00e3, e nas Am\u00e9ricas deve ser dirigida apenas contra os EUA. N\u00e3o \u00e9 por acaso que os oportunistas na Gr\u00e9cia colocam como exemplo positivo a supera\u00e7\u00e3o da crise no Brasil e na Argentina e exaltam as pol\u00edticas de Obama.<\/p>\n<p>Sua insist\u00eancia de que n\u00e3o h\u00e1 pir\u00e2mide imperialista, ou seja, de que n\u00e3o existe um sistema imperialista internacional (mas apenas um n\u00famero muito pequeno de pa\u00edses que podem ser classificados como imperialistas sobretudo devido \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica imperialista e sua capacidade de decidir lan\u00e7ar uma guerra local ou generalizada), n\u00e3o \u00e9 nada acidental ou resultado de uma opini\u00e3o equivocada, \u00e9 consciente. Disto deriva sua disposi\u00e7\u00e3o de assumir responsabilidades em um governo burgu\u00eas para gerir a crise.<\/p>\n<p>O principal \u00e9 que defendem a exist\u00eancia de uma etapa entre o capitalismo e o socialismo com um objetivo claro. Por um lado, assegurar que a classe trabalhadora renuncie \u00e0 luta pelo poder oper\u00e1rio e, por outro lado, prometer que no futuro distante e indefinido o capitalismo se transformar\u00e1, pacificamente, mediante reformas e sem sacrif\u00edcios, no seu \u201csocialismo\u201d, em que a propriedade capitalista vai coexistir com algumas formas de autogest\u00e3o.<\/p>\n<p>Cabe assinalar que quando falam de uma Gr\u00e9cia independente e digna que resiste \u00e0 Sra. Merkel, esclarecem que o pa\u00eds deve permanecer na Uni\u00e3o Europeia como Estado-membro, enquanto esperam que a OTAN se autodissolva, desligando-se das depend\u00eancias e compromissos pol\u00edtico-militares que imp\u00f5e.<\/p>\n<p>Eles dizem que a Gr\u00e9cia, enquanto membro da Uni\u00e3o Europeia e da OTAN, pode recorrer a empr\u00e9stimos, cr\u00e9dito, investimentos de outros Estados, como os EUA, R\u00fassia e China, ao mesmo tempo em que consideram que os governos do Brasil e Argentina alcan\u00e7aram a liberta\u00e7\u00e3o de seus povos do FMI. Como se os investimentos desses Estados n\u00e3o se baseassem na aquisi\u00e7\u00e3o do maior benef\u00edcio poss\u00edvel e na utiliza\u00e7\u00e3o de for\u00e7a de trabalho barata, no uso a longo prazo dos recursos naturais e mat\u00e9rias-primas locais, at\u00e9 que se esgotem.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m dizem que a restaura\u00e7\u00e3o capitalista nos pa\u00edses socialistas aboliu a Guerra Fria e que o mundo ficou melhor porque tornou-se multipolar, ou seja, tem muitos centros e novas pot\u00eancias. No entanto, &#8220;esquecem&#8221; o fato de que estes novos &#8220;centros&#8221; e &#8220;pot\u00eancias&#8221; s\u00e3o baseados no desenvolvimento das rela\u00e7\u00f5es capitalistas de produ\u00e7\u00e3o, no dom\u00ednio dos monop\u00f3lios na economia, ou seja, trata-se de novas pot\u00eancias imperialistas emergentes. Concluindo, o mundo n\u00e3o se tornou melhor nem mais promissor \u2013 mesmo porque j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 conflito entre o imperialismo e o socialismo -, como sustentam os apologistas do capitalismo. <strong>O oportunismo justifica o seu curso decadente interpretando arbitrariamente cita\u00e7\u00f5es de Marx e L\u00eanin<\/strong><\/p>\n<p>Devido \u00e0 exist\u00eancia e \u00e0 atividade do KKE, o oportunismo, principalmente por causa de suas t\u00e1ticas aventureiras, surge como pretenso substituto do movimento comunista, invocando fragmentos de Lenin, e at\u00e9 mesmo de Marx e Engels, para acusar o nosso partido de ter abandonado o socialismo cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Hoje \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio recordar alguns elementos b\u00e1sicos do conceito leninista de imperialismo que tem sido confirmados, bem como destacar os desenvolvimentos que est\u00e3o se acelerando e fazem ainda mais imperativo do que antes a identifica\u00e7\u00e3o da luta antiimperialista com a luta anticapitalista. A resposta ao capitalismo n\u00e3o \u00e9, entre outras, o retorno imposs\u00edvel \u00e0 \u00e9poca do capitalismo de livre concorr\u00eancia, de empresas capitalistas dispersas, mas a afirma\u00e7\u00e3o da necessidade e vig\u00eancia do socialismo, a aquisi\u00e7\u00e3o de prepara\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. Uma prepara\u00e7\u00e3o que, \u00e9 claro, n\u00e3o pode ser conciliada com o oportunismo na luta di\u00e1ria.<\/p>\n<p>Mesmo se imaginarmos o inimagin\u00e1vel, ou seja, se fosse poss\u00edvel voltar ao capitalismo de livre concorr\u00eancia, isso inevitavelmente produziria novamente o nascimento do monop\u00f3lio. As grandes empresas carregam dentro de si a tend\u00eancia de se converterem em monop\u00f3lios. Marx j\u00e1 deixou claro que a livre concorr\u00eancia cria o monop\u00f3lio.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria tem mostrado que o monop\u00f3lio, como consequ\u00eancia da concentra\u00e7\u00e3o de capital, como lei fundamental da fase atual do capitalismo, \u00e9 uma tend\u00eancia geral no mundo inteiro e pode coexistir com formas da economia e da propriedade pr\u00e9-capitalistas. No final do s\u00e9culo XIX a crise econ\u00f4mica acelerou a cria\u00e7\u00e3o dos monop\u00f3lios, como todas as crises econ\u00f4micas c\u00edclicas que aceleraram a concentra\u00e7\u00e3o, a centraliza\u00e7\u00e3o e o surgimento de monop\u00f3lios poderosos, a reprodu\u00e7\u00e3o e a competi\u00e7\u00e3o em um n\u00edvel elevado. O surgimento de monop\u00f3lios e seus desenvolvimentos, expans\u00e3o e enraizamento n\u00e3o \u00e9 realizado simultaneamente em todos os pa\u00edses, nem mesmo em pa\u00edses vizinhos, mas certamente ocorre da mesma forma, com a exporta\u00e7\u00e3o de capitais que prevalece sobre a exporta\u00e7\u00e3o de mercadorias. O surgimento e fortalecimento de monop\u00f3lios, mesmo quando se limitam a certos setores a n\u00edvel nacional, ao final causa a anarquia de toda a produ\u00e7\u00e3o capitalista. Isso foi particularmente caracter\u00edstico do s\u00e9culo XX e ocorre at\u00e9 hoje em dia com o desequil\u00edbrio de desenvolvimento entre a produ\u00e7\u00e3o industrial e agr\u00edcola, o desequil\u00edbrio de desenvolvimento entre setores da ind\u00fastria. O desequil\u00edbrio n\u00e3o tem a ver apenas com os setores de produ\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m com o desequil\u00edbrio na aplica\u00e7\u00e3o e uso da tecnologia. A pol\u00edtica de pilhagem, de anexa\u00e7\u00f5es, da convers\u00e3o de Estados em protetorados, a pol\u00edtica de \u00a0desmembramento de Estados, n\u00e3o \u00e9 o resultado da imoralidade pol\u00edtica por parte dos imperialistas poderosos, nem \u00e9 uma quest\u00e3o de subordina\u00e7\u00e3o e de covardia por parte da burguesia do pa\u00eds que experimenta a depend\u00eancia. \u00c9 um assunto que tem a ver com a exporta\u00e7\u00e3o de capitais e com a desigualdade inerente ao capitalismo em n\u00edvel nacional e internacional.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia \u00e9 um dos exemplos t\u00edpicos que, certamente, tem um valor universal, j\u00e1 que o fen\u00f4meno n\u00e3o \u00e9 meramente grego. Nosso pa\u00eds tem um importante potencial produtivo que, no entanto, tem sido desenvolvido de forma seletiva no curso do desenvolvimento capitalista, enquanto a incorpora\u00e7\u00e3o do pa\u00eds \u00e0 Uni\u00e3o Europeia e sua rela\u00e7\u00e3o em geral com o mercado capitalista mundial levou a uma utiliza\u00e7\u00e3o ainda mais restritiva de seus recursos naturais. Em resumo, deve-se notar que a Gr\u00e9cia tem importantes recursos energ\u00e9ticos, importantes recursos minerais, produ\u00e7\u00e3o industrial e agr\u00edcola, artesanato, ou seja, recursos que podem cobrir grande parte das necessidades do povo, tal como a necessidade de alimenta\u00e7\u00e3o, de energia, de transportes, de constru\u00e7\u00e3o de obras p\u00fablicas, de infra-estrutura e habita\u00e7\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola pode apoiar a ind\u00fastria em diversos setores. No entanto, a Gr\u00e9cia, n\u00e3o s\u00f3 como resultado da crise, mas de todo o curso de sua assimila\u00e7\u00e3o na pir\u00e2mide imperialista, se deteriorou ainda mais; depende das importa\u00e7\u00f5es, enquanto os produtos gregos n\u00e3o s\u00e3o vendidos e se enterram.<\/p>\n<p>Trata-se de uma caracter\u00edstica que mostra as conseq\u00fc\u00eancias da propriedade capitalista e da competi\u00e7\u00e3o capitalista, tanto a n\u00edvel europeu quanto a n\u00edvel mundial.<\/p>\n<p><strong>Assim como Kautsky, o oportunismo contempor\u00e2neo divide o capital em se\u00e7\u00f5es separadas, centrando\u00a0sua cr\u00edtica em uma de suas formas.<\/strong> Lembremos que Kautsky considera como inimigo apenas parte do capital, o capital industrial que, com sua pol\u00edtica imperialista, lan\u00e7a seu ataque em primeiro lugar contra as \u00e1reas rurais, e assim se cria um desequil\u00edbrio entre o desenvolvimento da ind\u00fastria e da agricultura. Supostamente se trata de um desvio estrutural. Os oportunistas contempor\u00e2neos afirmam mais ou menos as mesmas posi\u00e7\u00f5es, centrando sua cr\u00edtica no sistema banc\u00e1rio, os banqueiros, o capital banc\u00e1rio, sem levar em conta a fus\u00e3o do capital banc\u00e1rio com o capital industrial, ainda que se apresentem como marxistas. Os desequil\u00edbrios que aparecem, mesmo nos pa\u00edses capitalistas desenvolvidos e fortes em diferentes ramos e setores, s\u00e3o atribu\u00eddos \u00e0 irracionalidade ou a uma tend\u00eancia \u00e0 especula\u00e7\u00e3o, que eles consideram ser imoral, posto que fazem uma distin\u00e7\u00e3o entre a rentabilidade e a especula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas a posi\u00e7\u00e3o de que a exporta\u00e7\u00e3o de capitais estava orientada exclusivamente para as zonas rurais n\u00e3o se confirmou nem no per\u00edodo em que o oportunista Kautsky estava em pleno apogeu. Naquela \u00e9poca tamb\u00e9m a pol\u00edtica das chamadas anexa\u00e7\u00f5es, utilizando como alavanca o capital financeiro, afetou enormemente as \u00e1reas industriais. Se o capitalismo na sua fase imperialista apoiasse todo o potencial de desenvolvimento de todos os pa\u00edses, sem exce\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o n\u00e3o haveria esse n\u00edvel de acumula\u00e7\u00e3o capitalista para exportar capitais e explorar as mat\u00e9rias-primas e a classe trabalhadora de um grande n\u00famero de pa\u00edses, mantendo-os amarrados com uma variedade de rela\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia e interdepend\u00eancia.<\/p>\n<p>A invoca\u00e7\u00e3o do patriotismo tem a finalidade de justificar a estrat\u00e9gia da burguesia para tomar a maior parte poss\u00edvel da nova distribui\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de rivalidade imperialista implac\u00e1vel.<\/p>\n<p>Os oportunistas e partidos nacionalistas na Gr\u00e9cia est\u00e3o dizendo em voz alta que a burguesia, o Estado grego e os partidos burgueses, n\u00e3o s\u00e3o patriotas, mas traidores. Na realidade, a burguesia de nosso pa\u00eds, assim como seus partidos, est\u00e3o bem cientes do fato de que, mesmo em condi\u00e7\u00f5es de desigualdade, \u00e9 prefer\u00edvel aderir a uma uni\u00e3o imperialista porque \u00e9 o \u00fanico modo de reivindicar uma parte do butim e esperar por apoio pol\u00edtico-militar externo caso o sistema comece a estremecer, se a luta de classes se intensificar, prevenindo e esmagando o movimento com a ajuda dos mecanismos militares da Uni\u00e3o Europeia e da OTAN. O patriotismo da burguesia se identifica com a defesa do sistema capitalista podre.<\/p>\n<p>Em condi\u00e7\u00f5es em que as contradi\u00e7\u00f5es inter-imperialistas e mundiais conduzam a um conflito militar, ent\u00e3o a burguesia da Gr\u00e9cia ter\u00e1 que escolher o lado de um imperialista poderoso, ao lado de que alian\u00e7a imperialista vai lutar para a redistribui\u00e7\u00e3o dos mercados, na esperan\u00e7a de tomar pelo menos uma pequena parte.<\/p>\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel que a burguesia defenda os direitos soberanos a favor do povo; o far\u00e1 apenas para seus pr\u00f3prios interesses. Se necess\u00e1rio, vai at\u00e9 mesmo ignorar seus interesses particulares a fim de n\u00e3o perder o seu poder, para mant\u00ea-lo tanto quanto poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>A teoria a respeito de um punhado de pa\u00edses dominantes<\/strong><\/p>\n<p>Quando Lenin falava de um punhado de pa\u00edses que saqueiam um grande n\u00famero de pa\u00edses, destacou, com muitos exemplos e detalhes, uma variedade de formas de pilhagem coloniais, semi-coloniais e tamb\u00e9m n\u00e3o-coloniais. No topo da pir\u00e2mide est\u00e1 um pequeno grupo de pa\u00edses, j\u00e1 que o capital financeiro (uma das cinco caracter\u00edsticas b\u00e1sicas do capitalismo na fase imperialista, como fus\u00e3o do capital banc\u00e1rio com o capital industrial) est\u00e1 estendendo seus tent\u00e1culos para todos os pa\u00edses mundo.<\/p>\n<p>A ideia de &#8220;um punhado de pa\u00edses&#8221; define as diferentes formas de rela\u00e7\u00f5es entre os pa\u00edses capitalistas, caracterizadas pela desigualdade. Isto \u00e9 o que descreve a pir\u00e2mide para ilustrar a economia capitalista global.<\/p>\n<p>Antes de tudo, Lenin deixou claro que o imperialismo \u00e9 o capitalismo monopolista, \u00e9 a economia capitalista mundial, \u00e9 o pr\u00f3logo da revolu\u00e7\u00e3o socialista em cada pa\u00eds.<\/p>\n<p>Lenin esclareceu as caracter\u00edsticas do imperialismo: a concentra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e do capital, a fus\u00e3o do capital banc\u00e1rio com o capital industrial e a cria\u00e7\u00e3o da oligarquia financeira, a exporta\u00e7\u00e3o de capitais, a cria\u00e7\u00e3o de uni\u00f5es monopolistas internacionais. N\u00e3o se trata de uma pol\u00edtica de anexa\u00e7\u00f5es, de depend\u00eancias concebidas num aspecto moral ou de um fen\u00f4meno que reflita uma certa vis\u00e3o pol\u00edtica no marco do sistema pol\u00edtico burgu\u00eas, uma coisa que fazem sistematicamente os oportunistas. Conecta diretamente o imperialismo nas rela\u00e7\u00f5es internacionais com a emerg\u00eancia do capital financeiro na fase imperialista do capitalismo e sua necessidade imperiosa de expandir continuamente o terreno econ\u00f4mico mais al\u00e9m das fronteiras nacionais, com o objetivo de deslocar os antagonistas. O deslocamento dos antagonistas poderia ser feito mais facilmente atrav\u00e9s da coloniza\u00e7\u00e3o, assim como atrav\u00e9s da transforma\u00e7\u00e3o de uma col\u00f4nia em um Estado politicamente independente, tirando do meio o pa\u00eds capitalista-metr\u00f3pole, cuja posi\u00e7\u00e3o ocuparia uma outra pot\u00eancia capitalista emergente atrav\u00e9s da exporta\u00e7\u00f5es de capitais e de investimentos estrangeiros diretos. S\u00e3o importantes e ilustrativas as diferentes posturas da Gr\u00e3-Bretanha colonialista e da Alemanha emergente como pot\u00eancia imperialista.<\/p>\n<p>A nova divis\u00e3o do mundo no final do s\u00e9culo XIX e princ\u00edpios do s\u00e9culo XX de que falou Lenin, levou-se a cabo entre os pa\u00edses capitalistas mais poderosos. No entanto, no jogo de partilha, da forma\u00e7\u00e3o da correla\u00e7\u00e3o negativa de for\u00e7as em geral tamb\u00e9m se envolveram outros Estados capitalistas, n\u00e3o ficaram passivos. Os pa\u00edses capitalistas fortes repartiram n\u00e3o somente as col\u00f4nias, mas tamb\u00e9m pa\u00edses n\u00e3o-coloniais, enquanto que \u00e0 parte das grandes pot\u00eancias coloniais havia pa\u00edses coloniais menores, atrav\u00e9s dos quais a nova expans\u00e3o colonial se iniciou. Tamb\u00e9m se mencionam Estados pequenos que mantinham col\u00f4nias quando as grandes pot\u00eancias coloniais n\u00e3o logravam um acordo de partilha.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Lenin sublinhava que a pol\u00edtica colonial existia mesmo nas sociedades pr\u00e9-capitalistas, mas o que a distingue da pol\u00edtica colonial capitalista \u00e9 que esta \u00e9 baseada no monop\u00f3lio. Sublinhava que a variedade de rela\u00e7\u00f5es entre os Estados capitalistas no per\u00edodo do imperialismo se convertem em um sistema geral, constituem parte do conjunto das rela\u00e7\u00f5es de partilha do mundo, tornam-se os elos da cadeia de opera\u00e7\u00f5es do capital financeiro mundial. No per\u00edodo a que se refere Lenin, e ainda hoje, as rela\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia e saques de mat\u00e9rias-primas tamb\u00e9m existem \u00e0s expensas das n\u00e3o-col\u00f4nias, ou seja, dos Estados com independ\u00eancia pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Depois da Segunda Guerra Mundial e do estabelecimento do sistema \u00a0socialista internacional, levou-se a cabo necessariamente o m\u00e1ximo agrupamento do imperialismo contra as for\u00e7as do socialismo-comunismo e se intensificou sua agressividade, seu expansionismo econ\u00f4mico, pol\u00edtico e militar multifacetado. Sob o impacto da nova correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, rapidamente come\u00e7ou o desmantelamento dos imp\u00e9rios coloniais, do imp\u00e9rio franc\u00eas e brit\u00e2nico. Os Estados capitalistas mais poderosos viram-se obrigados a reconhecer a independ\u00eancia dos Estados nacionais, sob a press\u00e3o dos movimentos de independ\u00eancia nacional que desfrutavam do apoio m\u00faltiplo e da solidariedade dos pa\u00edses socialistas, do movimento oper\u00e1rio e comunista.<\/p>\n<p>No per\u00edodo p\u00f3s-guerra, uma s\u00e9rie de pa\u00edses n\u00e3o se incorporaram plenamente aos organismos pol\u00edtico-militares e econ\u00f4micos do imperialismo, j\u00e1 que tinham a possibilidade de estabelecer rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas com os pa\u00edses socialistas, ainda que a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as continuasse a favor do capitalismo. Volta-se a observar a variedade de rela\u00e7\u00f5es, de interdepend\u00eancias, assim como de obriga\u00e7\u00f5es nos marcos do mercado capitalista mundial.<\/p>\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo XX a situa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a mudar como resultado de dois fatores que interagiram entre si, mas cada um com sua autonomia relativa. Os pa\u00edses capitalistas mais maduros e poderosos, que est\u00e3o no topo da pir\u00e2mide, com um ponto de partida hist\u00f3rico diferente, mas com o mesmo objetivo estrat\u00e9gico, seguem uma pol\u00edtica diferente em favor dos monop\u00f3lios, especialmente sob o impacto da crise econ\u00f4mica capitalista de 1973. Em condi\u00e7\u00f5es de crescente antagonismo e mais r\u00e1pida internacionaliza\u00e7\u00e3o, a estrat\u00e9gia contempor\u00e2nea que apoia a rentabilidade capitalista abandona as receitas neo-keynesianas que foram \u00fateis especialmente em pa\u00edses que sofreram danos de guerra. Efetuam extensas privatiza\u00e7\u00f5es, fortalecem as exporta\u00e7\u00f5es de capitais, diminuem e gradualmente suprimem as concess\u00f5es que tinha feito especialmente na \u00e1rea social, com objetivo de parar o movimento oper\u00e1rio que foi influenciado pelas conquistas do socialismo, comprando uma parte da classe trabalhadora e de setores sociais m\u00e9dios.<\/p>\n<p>Isto se demonstra tamb\u00e9m pelo fato de que a pol\u00edtica pr\u00f3-imperialista contepor\u00e2nea tem um car\u00e1ter mundial; n\u00e3o \u00e9 uma forma de gest\u00e3o conjuntural, mas uma op\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, dado que se adotam medidas anti-populares e contr\u00e1rias aos trabalhadores para contrariar a tend\u00eancia decrescente da taxa de lucro em quase todos os pa\u00edses, n\u00e3o s\u00f3 na Uni\u00e3o Europeia, mas tamb\u00e9m fora dela, especialmente na Am\u00e9rica Latina. As medidas que est\u00e3o encaminhadas para a elimina\u00e7\u00e3o dos ganhos trabalhistas s\u00e3o tomadas tanto pelos governos liberais quanto pelos social-democratas, tanto pela centro-esquerda quanto pela centro-direita.<\/p>\n<p>A restaura\u00e7\u00e3o capitalista deu ao imperialismo a oportunidade de lan\u00e7ar uma nova onda de ataques com menor resist\u00eancia, com a ajuda do oportunismo que se havia fortalecido, enquanto novos mercados foram formados nos antigos pa\u00edses socialistas. Como resultado, debilitou-se a unidade entre as pot\u00eancias dirigentes contr\u00e1rias ao socialismo, que antes colocavam em segundo plano as contradi\u00e7\u00f5es entre si. Eclodiu uma nova onda de contradi\u00e7\u00f5es inter-imperialistas sobre a reparti\u00e7\u00e3o de novos mercados que resultou nas guerras nos Balc\u00e3s, \u00c1sia, Oriente M\u00e9dio e Norte da \u00c1frica. Nestas guerras tomaram parte tamb\u00e9m Estados que n\u00e3o estavam integrados nas uni\u00f5es interestatais imperialistas. Isso demonstra que o sistema imperialista existe como sistema\u00a0 mundial. Nele se incorporam todos os pa\u00edses capitalistas, mesmo aqueles que est\u00e3o atrasados ou t\u00eam res\u00edduos de formas econ\u00f4micas pr\u00e9-capitalistas. As pot\u00eancias dirigentes est\u00e3o no topo, entre as quais h\u00e1 uma forte concorr\u00eancia e os acordos estabelecidos s\u00e3o tempor\u00e1rios.<\/p>\n<p>Ao final do s\u00e9culo XX havia tr\u00eas centros imperialistas desenvolvidos principalmente ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial: a Comunidade Econ\u00f4mica Europeia, que mais tarde se tornou a Uni\u00e3o Europeia, os EUA e o Jap\u00e3o. Hoje em dia os centros imperialistas aumentaram e tem surgido novas formas de alian\u00e7a, como a alian\u00e7a que tem em seu n\u00facleo a R\u00fassia, a alian\u00e7a de Shangai, a alian\u00e7a do Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China, \u00c1frica do Sul (BRICS), a alian\u00e7a \u00a0dos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina (Mercosul, ALBA), etc.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica imperialista n\u00e3o \u00e9 exercida somente pelos pa\u00edses capitalistas que est\u00e3o na parte de cima, mas tamb\u00e9m pelos que est\u00e3o nos outros n\u00edveis, inclusive pelos que tem fortes depend\u00eancias das pot\u00eancias maiores, como pot\u00eancias regionais e locais. Hoje em dia, na nossa regi\u00e3o, tal \u00e9 o caso da Turquia, Israel, os Estados \u00e1rabes, e tais pot\u00eancias atrav\u00e9s das quais o capital monopolista ocupa novo terreno e se encontra tamb\u00e9m na \u00c1frica, \u00c1sia, Am\u00e9rica Latina, e como consequ\u00eancia disso temos o fen\u00f4meno da depend\u00eancia e interdepend\u00eancia.<\/p>\n<p>A depend\u00eancia e interdepend\u00eancia das economias, \u00e9 claro, n\u00e3o s\u00e3o iguais. Est\u00e3o determinadas pela for\u00e7a econ\u00f4mica de cada pa\u00eds, assim como por alguns outros elementos militares e pol\u00edticos, dependendo dos la\u00e7os de alian\u00e7a particulares.<\/p>\n<p>Ainda que um ou v\u00e1rios pa\u00edses estejam no n\u00edvel mais alto e sejam os l\u00edderes da internacionaliza\u00e7\u00e3o capitalista e da partilha, n\u00e3o deixam de estar sob um regime de interdepend\u00eancia com outros pa\u00edses. Por exemplo, na Europa, a Alemanha pode ser a pot\u00eancia dirigente, no entanto as exporta\u00e7\u00f5es de capitais e bens industriais dependem da capacidade dos estados europeus absorv\u00ea-los. J\u00e1 na China, devido \u00e0 crise, esta possibilidade come\u00e7ou a se limitar e por isso os c\u00edrculos dirigentes do governo, assim como setores da burguesia, sobretudo da ind\u00fastria, refletem e se preocupam.<\/p>\n<p>O curso da economia dos EUA depende muito da China, bem como dos interesses opostos na Uni\u00e3o Europeia; a Batalha entre d\u00f3lar, euro e iene \u00e9 vis\u00edvel.<\/p>\n<p>Nas Teses do 19\u00ba Congresso destaca-se que a tend\u00eancia de mudan\u00e7a na correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as entre os Estados capitalistas se reflete tamb\u00e9m na participa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses no fluxo de capitais na forma de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), bem como das reservas de capital em forma de IED em fluxo.<\/p>\n<p>Est\u00e1 aumentando o n\u00famero dos Estados-sat\u00e9lites de pot\u00eancias imperialistas fortes, pa\u00edses imperialistas regionais que cumprem um papel particular na pol\u00edtica de alian\u00e7as e de afilia\u00e7\u00e3o a uma ou outra pot\u00eancia da pir\u00e2mide. As contradi\u00e7\u00f5es interimperialistas est\u00e3o em vigor em cada forma de alian\u00e7a e todas estas rela\u00e7\u00f5es multifacetadas que abarcam todos os pa\u00edses capitalistas do mundo, sem exce\u00e7\u00e3o, constituem a pir\u00e2mide imperialista.<\/p>\n<p>Nossa refer\u00eancia a isto n\u00e3o significa em absoluto que estamos de acordo com as posi\u00e7\u00f5es sobre o \u201cultra-imperialismo\u201d, como nos acusam equivocadamente. Pelo contr\u00e1rio! Ressaltamos sempre que no sistema imperialista, que representamos sob a forma de uma pir\u00e2mide, seguem se desenvolvendo e se manifestando fortes contradi\u00e7\u00f5es entre os Estados imperialistas, entre os monop\u00f3lios pelo controle das mat\u00e9rias primas, das rotas de transporte, das cotas de mercado, etc. A burguesia pede formar uma frente comum para a explora\u00e7\u00e3o mais eficiente dos trabalhadores, mas sempre afiar\u00e1 suas facas na hora de repartir o \u201cbutim\u201d imperialista.<\/p>\n<p>Ademais, \u00e9 rid\u00edcula a acusa\u00e7\u00e3o de que a refer\u00eancia a uma \u201cpir\u00e2mide\u201d \u00e9 um \u201cenfoque estruturalista\u201d do imperialismo. Lenin, como \u00e9 bem sabido, utilizou o esquema da \u201ccorrente\u201d. O esquema que se utiliza em cada ocasi\u00e3o \u00e9 uma maneira de ajudar os trabalhadores a compreender a realidade do imperialismo como capitalismo monopolista, como capitalismo que est\u00e1 podre e morre, no qual est\u00e3o incorporados todos os pa\u00edses capitalistas, segundo sua for\u00e7a (econ\u00f4mica, pol\u00edtica, militar, etc.). Isto est\u00e1 claramente em conflito com o chamado \u201cenfoque cultural\u201d do imperialismo que, assim como fez Kautsky, separa a pol\u00edtica do imperialismo de sua economia. Lenin assinalava que este enfoque nos levaria \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o err\u00f4nea de que os monop\u00f3lios na economia podem coexistir na pol\u00edtica com um tipo de atividade n\u00e3o monopolista, n\u00e3o violento, n\u00e3o predat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O desenvolvimento desigual faz-se ainda mais evidente, n\u00e3o s\u00f3 entre os pa\u00edses capitalistas poderosos em compara\u00e7\u00e3o com os mais fracos, mas tamb\u00e9m no n\u00facleo duro dos pa\u00edses mais poderosos. Cabe destacar que na Europa est\u00e1 crescendo o fosso entre a Alemanha, por um lado, e a Fran\u00e7a e a It\u00e1lia, por outro. No entanto, o fen\u00f4meno mais importante e caracter\u00edstico \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o dos EUA, da UE e do Jap\u00e3o no PIB mundial. A zona do euro j\u00e1 n\u00e3o det\u00e9m a segunda posi\u00e7\u00e3o; caiu para terceiro, enquanto a segunda posi\u00e7\u00e3o foi ocupada pela China. H\u00e1 uma maior participa\u00e7\u00e3o da China e da \u00cdndia no PIB mundial, enquanto a participa\u00e7\u00e3o do Brasil, R\u00fassia e \u00c1frica do Sul se mant\u00e9m est\u00e1vel.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao capital que constitui o estoque de IED, \u00e9 not\u00e1vel a tend\u00eancia de fortalecimento dos capitais de origem ou de destino final nas economias emergentes do grupo BRICS (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China, \u00c1frica do Sul). A China se refor\u00e7a como o destino para o IED e est\u00e1 aumentando sua participa\u00e7\u00e3o no estoque de IED, especialmente ap\u00f3s a eclos\u00e3o da crise capitalista de 2008. Como exportador de capitais est\u00e1 aumentando a sua participa\u00e7\u00e3o nas sa\u00eddas mundiais de IED que duplicaram com crises nos anos 2007-2009 e tem se mantido em um n\u00edvel elevado desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Por outro lado, tende a se reduzir a participa\u00e7\u00e3o das economias capitalistas desenvolvidas com respeito \u00e0 entrada e sa\u00edda de capital de IED ap\u00f3s a eclos\u00e3o da crise. \u00c9 claro que n\u00e3o perdem a sua primazia (mantendo uma dist\u00e2ncia do grupo seguinte de pa\u00edses) j\u00e1 que em meio \u00e0 crise a maior parte permanece indo ou vindo dos EUA e dos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Uma tend\u00eancia similar est\u00e1 se desenvolvendo com respeito \u00e0 participa\u00e7\u00e3o nas importa\u00e7\u00f5es e exporta\u00e7\u00f5es de mercadorias. A participa\u00e7\u00e3o da China est\u00e1 se refor\u00e7ando constantemente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 totalidade das exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es de mercadorias, assim como no conjunto das importa\u00e7\u00f5es. A participa\u00e7\u00e3o correspondente da \u00cdndia est\u00e1 se fortalecendo, mas a um ritmo muito mais lento, enquanto que a R\u00fassia, a Cor\u00e9ia do Sul e a \u00c1frica do Sul est\u00e3o se movendo com um ritmo constantemente crescente.<\/p>\n<p>Os \u00fanicos pa\u00edses da OCDE que superam os EUA em produtividade (volume de produ\u00e7\u00e3o por unidade de tempo) s\u00e3o a Noruega, Irlanda, Luxemburgo e se aproximam Alemanha, Fran\u00e7a, B\u00e9lgica e Holanda.<\/p>\n<p>Nas Teses do 19\u00ba Congresso enfatiza-se que as mudan\u00e7as no equil\u00edbrio de for\u00e7as entre os Estados capitalistas aumentam a possibilidade de uma mudan\u00e7a geral na posi\u00e7\u00e3o da Alemanha com rela\u00e7\u00e3o aos temas das rela\u00e7\u00f5es euro-atl\u00e2nticas e do rearranjo do eixo imperialista. Os fatores decisivos para este desenvolvimento s\u00e3o, por um lado, a interdepend\u00eancia das economias dos EUA e da Uni\u00e3o Europeia e, por outro lado, o antagonismo entre o euro e o d\u00f3lar como moeda de reserva internacional e o fortalecimento da coopera\u00e7\u00e3o entre a R\u00fassia e a China.<\/p>\n<p><strong>Sobre a posi\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia no sistema imperialista<\/strong><\/p>\n<p>Aqueles que falam de subordina\u00e7\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o reconhecem a exporta\u00e7\u00e3o de capitais da Gr\u00e9cia (uma tra\u00e7o caracter\u00edstico do capitalismo na sua fase imperialista), que foi significativa antes da crise e ainda segue sem ver diminu\u00edda em condi\u00e7\u00f5es de crise. A exporta\u00e7\u00e3o de capitais \u00e9 realizada para investimentos produtivos em outros pa\u00edses e, \u00e9 claro, nos bancos europeus, at\u00e9 que se produzam as condi\u00e7\u00f5es para voltar a entrar no processo de garantir o m\u00e1ximo benef\u00edcio poss\u00edvel. Eles enxergam a escassez de capitais em vez da superacumula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Eles n\u00e3o v\u00eaem o problema da superacumula\u00e7\u00e3o porque assim eles seriam for\u00e7ados a admitir o car\u00e1ter da crise econ\u00f4mica capitalista que faria voar pelos ares a sua proposta pol\u00edtica pr\u00f3-monopolista. Os partidos burgueses, bem como os oportunistas, apesar das diferen\u00e7as parciais entre eles, defendem a prote\u00e7\u00e3o da competitividade dos monop\u00f3lios nacionais que inevitavelmente trazem em primeiro plano as reestrutura\u00e7\u00f5es reacion\u00e1rias, garantem uma for\u00e7a de trabalho mais barata, intensificam a intimida\u00e7\u00e3o estatal, a repress\u00e3o e o anticomunismo, ao mesmo tempo em que dirigem o foco da aten\u00e7\u00e3o para a expans\u00e3o do capital grego na regi\u00e3o (Balc\u00e3s, Mediterr\u00e2neo Oriental, zona do Mar Negro). Trata-se, dentre outras coisas, do ciclo vicioso que conduz a um novo e mais profundo ciclo de crise.<\/p>\n<p>Lenin, em seu livro sobre o imperialismo, acrescentou que a compara\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser feita entre os pa\u00edses capitalistas desenvolvidos e atrasados, mas entre a exporta\u00e7\u00e3o de capitais, um assunto que os oportunistas em todos os lugares n\u00e3o querem e n\u00e3o se atrevem a reconhecer, pois este crit\u00e9rio refuta seu ponto de vista com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia, a col\u00f4nia grega.<\/p>\n<p>Todos esses dados tamb\u00e9m confirmam que a partir deste ponto de vista, a luta contempor\u00e2nea deve ter uma dire\u00e7\u00e3o antimonopolista, anticapitalista, que em nenhum caso pode ser somente antiimperialista com o conte\u00fado que d\u00e3o os oportunistas a este termo, que identificam o imperialismo com a pol\u00edtica externa agressiva, com rela\u00e7\u00f5es desiguais, com a guerra, com a chamada quest\u00e3o nacional, desligada de explora\u00e7\u00e3o de classe, das rela\u00e7\u00f5es de propriedade e poder.<\/p>\n<p>\u00c9 um fato que a ades\u00e3o de um pa\u00eds a uma alian\u00e7a interestatal imperialista, e inclusive em uma forma mais avan\u00e7ada, como \u00e9 a Uni\u00e3o Europeia, limita algumas capacidades de manobras t\u00e1ticas do ponto de vista da burguesia. Por exemplo, minimiza as margens e as possibilidades de manobra na pol\u00edtica monet\u00e1ria uma vez que esta est\u00e1 sob a jurisdi\u00e7\u00e3o do Banco Central Europeu. Mas este assunto n\u00e3o tem a ver somente com o per\u00edodo da crise, j\u00e1 que haviam sido firmados acordos entre Estados-membros muito antes \u00a0&#8211; 20 anos antes da eclos\u00e3o da crise na zona do euro -, segundo os quais se cedem direitos nacionais-estatais coscientemente, se reconhece a primazia do direito europeu em muitos assuntos, independentemente do fato de que a zona euro e a Uni\u00e3o Europeia em geral n\u00e3o tenham uma forma federal. Esta tend\u00eancia, precisamente, que demonstra o interesse classista da burguesia, ser\u00e1 expressa na promo\u00e7\u00e3o de elementos de federaliza\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia se forem superados os respectivos desacordos interimperialistas.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o na \u00c1frica, em regi\u00f5es da Eur\u00e1sia e do Oriente M\u00e9dio confirma que todos os pa\u00edses capitalistas est\u00e3o incorporados no sistema imperialista internacional, independentemente de ter ou n\u00e3o a capacidade de assumir a responsabilidade para a realiza\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica expansionista. Em qualquer caso, o s\u00e9culo XX e o s\u00e9culo XXI mostram que mesmo os EUA, a principal pot\u00eancia imperialista, n\u00e3o conseguem lidar independentemente com os assuntos\u00a0 mundiais do imperialismo se n\u00e3o dispuser da ajuda m\u00faltipla e do apoio de seus aliados, se n\u00e3o formar alian\u00e7as pelo menos tempor\u00e1rias. A Gr\u00e9cia n\u00e3o \u00e9 apenas um Estado-membro da Uni\u00e3o Europeia e da OTAN, \u00e9 um pa\u00eds que tem uma alian\u00e7a de import\u00e2ncia estrat\u00e9gica para os EUA, devido a sua posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica no cruzamento de tr\u00eas continentes: Europa, \u00c1sia e \u00c1frica, sendo uma importante base militar para lan\u00e7amento de ataques e de suprimentos para as opera\u00e7\u00f5es militares, um pa\u00eds por onde passam dutos de petr\u00f3leo e de g\u00e1s natural. Ao longo do s\u00e9culo XX e XXI, quando necess\u00e1rio, contribuiu com as opera\u00e7\u00f5es de guerra e para a manuten\u00e7\u00e3o da paz imperialista, assim como no caso da guerra na Iugosl\u00e1via, no Afeganist\u00e3o, Iraque e L\u00edbia, atuando com for\u00e7as militares, mostrando tamb\u00e9m sua disposi\u00e7\u00e3o na guerra contra a S\u00edria.<\/p>\n<p>Portanto, a posi\u00e7\u00e3o do KKE de que a Gr\u00e9cia pertence ao sistema imperialista, que est\u00e1 organicamente integrada e que desempenha um papel ativo na guerra como aliado dos atores principais, est\u00e1 completamente justificada. Trata-se de uma decis\u00e3o que leva em conta os interesses da burguesia que, de fato, chamou duas vezes o imperialismo brit\u00e2nico e norte-americano para esmagar o povo armado com for\u00e7as militares, armas e opera\u00e7\u00f5es militares.<\/p>\n<p>Os oportunistas contempor\u00e2neos, quando querem destacar a necessidade de que sua burguesia n\u00e3o seja o &#8220;primo pobre&#8221; em termos de partilha de mercados, recordam-se da quest\u00e3o nacional, mas quando se trata do assunto da luta pelo socialismo, logo declaram que ou o socialismo ser\u00e1 mundial ou que n\u00e3o pode ser realizado num s\u00f3 pa\u00eds. Renunciam \u00e0 luta em \u00e2mbito nacional, ou seja, rejeitam a necessidade de agudizar a luta de classes, a necessidade de preparar o fator subjetivo em condi\u00e7\u00f5es de situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>A luta pela liberta\u00e7\u00e3o do homem de toda \u00a0forma de explora\u00e7\u00e3o, a luta contra a guerra imperialista, n\u00e3o pode obter um desenvolvimento positivo se n\u00e3o for combinada com a luta contra o oportunismo. Independentemente da for\u00e7a pol\u00edtica do oportunismo em cada pa\u00eds, este n\u00e3o deve ser subestimado ou \u00a0julgado com crit\u00e9rios parlamentares, posto que a ra\u00edz do oportunismo se encontra no pr\u00f3prio sistema imperialista, porque a burguesia quando se d\u00e1 conta que n\u00e3o pode gerir os seus neg\u00f3cios com estabilidade, ap\u00f3ia-se no oportunismo como uma vis\u00e3o generalizada, como um partido pol\u00edtico, a fim de ganhar tempo para reagrupar o sistema pol\u00edtico burgu\u00eas, minando o crescimento cont\u00ednuo do movimento oper\u00e1rio revolucion\u00e1rio. A concentra\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, a alian\u00e7a da classe oper\u00e1ria com os setores populares pobres dos trabalhadores aut\u00f4nomos objetivamente deve se desenvolver em uma dire\u00e7\u00e3o firmemente antimonopolista e anticapitalista, deve dirigir-se \u00e0 conquista do poder oper\u00e1rio. A dire\u00e7\u00e3o antimonopolista e anticapitalista expressa o compromisso necess\u00e1rio, por\u00e9m avan\u00e7ado, entre o interesse da classe oper\u00e1ria de eliminar toda forma de propriedade capitalista \u2013 grande, m\u00e9dia e pequena \u2013 e as camadas que s\u00e3o oscilantes devido \u00e0 sua natureza (por sua posi\u00e7\u00e3o na economia capitalista), que t\u00eam interesse na aboli\u00e7\u00e3o dos monop\u00f3lios, na socializa\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o concentrados, ao mesmo tempo em que est\u00e3o imbu\u00eddas da ilus\u00e3o de que t\u00eam interesse na pequena propriedade privada. N\u00e3o podem entender que seus interesses a longo e m\u00e9dio prazo s\u00f3 podem ser atendidos pelo poder socialista. A ilus\u00e3o de que qualquer outro compromisso pode ter \u00eaxito em condi\u00e7\u00f5es de capitalismo monopolista, ou seja, na fase imperialista do capitalismo, \u00e9 prejudicial, ut\u00f3pico, ineficiente.<\/p>\n<p>O KKE, em condi\u00e7\u00f5es em que n\u00e3o h\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, tem como meta n\u00e3o apenas prevenir o curso descendente, n\u00e3o apenas obter conquistas tempor\u00e1rias, mas sobretudo preparar o fator subjetivo, ou seja, o partido da classe oper\u00e1ria e seus aliados, para levar a cabo suas tarefas estrat\u00e9gicas em condi\u00e7\u00f5es de situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. Nestas situa\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o podem ser preditas de antem\u00e3o &#8211; h\u00e1 de se levar em conta o aprofundamento da crise econ\u00f4mica, a agudiza\u00e7\u00e3o das contradi\u00e7\u00f5es interimperialistas que chegam at\u00e9 o ponto de conflitos militares -, \u00a0\u00e9 poss\u00edvel que se criem as condi\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias e seus desdobramentos na Gr\u00e9cia. Nas condi\u00e7\u00f5es da situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, o papel da prepara\u00e7\u00e3o organizativa e pol\u00edtica da vanguarda do movimento oper\u00e1rio, do Partido Comunista, \u00e9 decisivo para o agrupamento e orienta\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria da maioria da classe oper\u00e1ria, especialmente do proletariado industrial, para atrair os setores dirigentes das camadas populares. <a href=\"http:\/\/lamanchaobrera.es\/sobre-el-imperialismo-y-la-piramide-imperialista\/\" target=\"_blank\">http:\/\/lamanchaobrera.es\/sobre-el-imperialismo-y-la-piramide-imperialista\/<\/a><\/p>\n<p><strong><em>Tradu\u00e7\u00e3o: PCB (Partido Comunista Brasileiro)<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Artigo para O Machete, Revista de Teoria e Pol\u00edtica do Partido Comunista do M\u00e9xico, escrito pela Secret\u00e1ria-Geral do Partido Comunista da Gr\u00e9cia, Aleka Papariga\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4669\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-4669","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c42-comunistas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1dj","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4669","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4669"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4669\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4669"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4669"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4669"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}