{"id":4679,"date":"2013-04-23T00:05:59","date_gmt":"2013-04-23T00:05:59","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4679"},"modified":"2013-04-23T00:05:59","modified_gmt":"2013-04-23T00:05:59","slug":"cacada-humana-espetaculo-em-cinco-atos-ou-cinco-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4679","title":{"rendered":"Ca\u00e7ada humana, espet\u00e1culo em cinco atos (ou, cinco dias)"},"content":{"rendered":"\n<p>Roteiro, Dire\u00e7\u00e3o e Sonoplastia \u2013 CIA, FBI, POL\u00cdCIA DE BOSTON<\/p>\n<p>Participa\u00e7\u00e3o Especial \u2013 Sociedade Americana<\/p>\n<p>Narra\u00e7\u00e3o \u2013 Fox News<\/p>\n<p>Mem\u00e9lia Moreira<\/p>\n<p>Era Boston, in\u00edcio da tarde de 15 de abril, numa primavera sonolentae e ainda fria, quando dois irm\u00e3os sairam de casa. Nas costas carregavam um elemento cada dia mais demonizado pela sociedade americana: mochila. E essa tinha seus perigos. Ela transportava uma bomba. Caseira, rudimentar, de baixo impacto, de f\u00e1cil feitura, feita em panela de press\u00e3o. \u00a0Mas continuava sendo uma bomba. E bombas, de n\u00eautrons ou caseiras, s\u00e3o constru\u00eddas com o mesmo objetivo. Para matar. \u00a0Sempre.<\/p>\n<p>Os jornais da cidade de Boston naquela segunda-feira, dia da \u201csegunda maratona do mundo\u201d (a primeira continua sendo a grega) trazem not\u00edcias corriqueiras., al\u00e9m do assunto do dia, a maratona . Nas primeiras p\u00e1ginas do jornais de Boston, New York, Washington, Chicago, Miami, nenhuma linha sobre o que acontecera na v\u00e9spera, domingo, 14 de abril. Naquele dia, 30 pessoas, entre elas oito crian\u00e7as,foram mortas por um drone no Afeganist\u00e3o. A m\u00e1quina da morte confundiu uma cerim\u00f4nia de casamento com ato terrorista. H\u00e1 quem concorde.<\/p>\n<p>S\u00e3o 2h17 minutos da tarde de 15 de abril na bela e culta cidade de Boston. Correrias, sirenes, multid\u00e3o em polvorosa. \u00a0A bomba havia explodido. Quatro pessoas s\u00e3o envolvidas em sacos pl\u00e1sticos. Mortas. Outras 160 \u00a0se espalham pela rua interditada e pelas cal\u00e7adas. Feridas. Como\u00e7\u00e3o nacional. N\u00e3o pelo drone que matou 30 pessoas inocentes. Mas pelo \u201cato terrorista\u201d que matou quatro pessoas, inocentes, entre eles um garoto, \u00a0e mais 160 feridos. Um deles, com pernas amputadas.<\/p>\n<p>24 horas do atentado, nenhum suspeito. Nada. \u00a0Nenhuma testemunha mas (as conjun\u00e7\u00f5es adversativas sempre mudam a hist\u00f3ria do mundo), surge a primeira imagem, um primeiro suspeito. Algu\u00e9m que andava sobre os telhados na hora da maratona.<\/p>\n<p>As especula\u00e7\u00f5es qual coriscos ensandecidos, riscam os c\u00e9us de Miami, Chicago, Washington, New York e Boston. \u00a0\u201cIsso \u00e9 coisa do Tea Party\u201d, reclamam uns. \u201cParece que foi a\u00e7\u00e3o de quem \u00e9 contra a alta de impostos\u201d, bradam outros. Ningu\u00e9m se lembra de que o Congresso dos EUA est\u00e1, nesse momento, discutindo uma Lei de Migra\u00e7\u00e3o menos draconiana. A discuss\u00e3o arrepia e traz pesadelos para a \u00a0extrema direita e seu atual l\u00edder, senador pela Fl\u00f3rida, Marco R\u00fabio. Filho de cubanos fugidos da ilha nos 60.<\/p>\n<p>Quarta-feira, 17 de abril. A c\u00e2mera de um \u201can\u00f4nimo\u201d traz, finalmente, aquilo que mais de 300 milh\u00f5es de americanos esperavam. A imagem de dois rapazes. Eles e suas e suas mochilas. \u00a0Os dois pr\u00f3ximo \u00e0 lixeira onde a bomba fora deixada.<\/p>\n<p>Ainda \u00e9 17 de abril. A voz da \u00e2ncora da Fox News ecoa pelos ares de um pa\u00eds em p\u00e2nico. Mas, antes de qualquer pronunciamento oficial, a \u00e2ncora da Fox News canal de televis\u00e3o de Rupert Murdoch \u00a0(a mesma que se recusou a acreditar na reelei\u00e7\u00e3o de Obama) deixa escapar o cheiro da panela. Um cheiro de Islam servido num samovar.<\/p>\n<p>17 de abril, em Boston, a c\u00e2mera com imagem dos dois irm\u00e3os, de nomes impronunci\u00e1veis no Ocidente, se junta a outras c\u00e2meras. A CIA entra em a\u00e7\u00e3o para ampliar as imagens que mais a interessavam A dos dois irm\u00e3os. \u00a0A Pol\u00edcia de Boston nega ter feito a captura de qualquer suspeito.<\/p>\n<p>J\u00e1 \u00e9 quinta-feira, 18 de abril. CNN, com seu notici\u00e1rio desbotado e Fox News exigindo vingan\u00e7a passam a centralizar o notici\u00e1rio na busca dos \u201cterroristas\u201d. \u00c0s nove da noite desse dia, as imagens dos dois irm\u00e3os surge nas telas das redes sociais com a tarja \u201cWanted\u201d (Procurados). A mesma tarja utilizada na coloniza\u00e7\u00e3o da costa Oeste do pa\u00eds para encontrar pistoleiros ou ladr\u00f5es de gado, de banco\u2026<\/p>\n<p>Ainda \u00e9 quinta-feira. Dez da noite. O lado Leste dos EUA \u00a0 j\u00e1 se entregou ao sono. \u00a0A sociedade estadunidense dorme cedo. Mant\u00e9m at\u00e9 hoje h\u00e1bitos rurais, com algumas exce\u00e7\u00f5es. Na Fox News, uma voz embargada de emo\u00e7\u00e3o anuncia que uma loja de conveni\u00eancias foi assaltada. Eram os dois irm\u00e3os. Eles tamb\u00e9m fizeram um ref\u00e9m, o dono de uma Mercedes SUV (Sport Utility Vehicule), um jeep possante. O ref\u00e9m escapa enquanto os irm\u00e3os assaltam a loja. Nem o FBI, nem a CIA, nem a Pol\u00edcia de Boston mostra a loja do assalto e muito menos o cidad\u00e3o sequestrado.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, a tarja \u201cWanted\u201d pode ser substitu\u00edda pela tarja \u201cFiction\u201d. Ou, com o aviso de acredite, se quiser. Porque, nessa trag\u00e9dia, com cinco mortos (os quatro pela bomba e um dos irm\u00e3os pela pol\u00edcia) a verdade de substantivo abstrato, torna-se substantivo vol\u00e1til.<\/p>\n<p>10h30 minutos da noite de quinta-feira, os dois irm\u00e3os, mesmo num carro possante, n\u00e3o tinham se afastado tanto do local do sequestro seguido de roubo. A Pol\u00edcia cerca o carro. Uma c\u00e2mera im\u00f3vel filma o tiroteio. O som dos tiros s\u00e3o nitidamente de armas do mesmo calibre. \u00a0Mas a vers\u00e3o oficial informa que a pol\u00edcia foi recebida com bombas, embora o v\u00eddeo de c\u00e2mara parada n\u00e3o mostre nenhuma explos\u00e3o.<\/p>\n<p>O mais velho dos irm\u00e3os \u00e9 preso (ou se entrega, ningu\u00e9m sabe). E morre \u201ca caminho do hospital\u201d. Ou voc\u00eas pensavam que s\u00f3 bandido brasileiro morre a caminho do hospital depois de \u201cintensa troca de tiros\u201d.<\/p>\n<p>O irm\u00e3o ca\u00e7ula, ferido, consegue escapar. Deixa um rastro de sangue, mas a pol\u00edcia n\u00e3o segue as pegadas frescas. Desloca-se para uma pacata cidadezinha, Watertown para vasculhar a casa onde, afirmam as autoridades, viviam \u00a0os irm\u00e3os. A essa altura, o telespectador j\u00e1 sabe que eles s\u00e3o estrangeiros. Vieram da sofrida Chech\u00eania, pa\u00eds localizado numa regi\u00e3o onde a morte chega pelas m\u00e3os das tropas de ocupa\u00e7\u00e3o estacionadas no Afeganist\u00e3o, pelos russos ou, pela arma mais abjeta criada pela ind\u00fastria armamentista dos Estados Unidos, o drone.<\/p>\n<p>Os rep\u00f3rteres, \u00e2ncoras e comentaristas se entreolham decepcionados. Por que Chechenia? Afinal de contas, \u00a0Chechenia, \u00e9 um pa\u00eds invadido pela R\u00fassia. Seus imigrantes t\u00eam direito ao status de \u201crefugiados\u201d. Ou seja, os dois estavam fugindo do antigo inimigo n\u00famero um dos EUA, a poderosa Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Um fantasma que por mais de cinco d\u00e9cadas povoou os pesadelos dos americanos. N\u00e3o fazia sentido, bradavam os analistas e especialistas em Seguran\u00e7a e Terrorismo.<\/p>\n<p>Helic\u00f3pteros, carros anti-bomas, agentes com colete do FBI, Pol\u00edcia de Boston, sirenes incessantes. A casa \u00e9 cercada. S\u00e3o 10h30 da manh\u00e3 de 19 de abril. A ca\u00e7ada fora iniciada doze horas antes. O movimento \u00e9 acompanhado por centenas de jornalistas e canais de TV. As ruas da cidade foram fechadas. Ningu\u00e9m entra ou sa\u00ed. Os v\u00f4os, cancelados. Boston e seus arredores transformam-se em cidades sitiadas. \u201cEstou no meio da guerra\u201d dizia ao microfone um rep\u00f3rter da Fox News num cen\u00e1rio onde n\u00e3o se via carros ou pessoas.<\/p>\n<p>P\u00e9 ante-p\u00e9, rodeados por c\u00e2meras de grandes e pequenos canais de TV, batalh\u00f5es de policiais, agentes do FBI, especialistas em desarmar bombas, helic\u00f3pteros de guerra sobrevoam a pacata Watertown.<\/p>\n<p>A \u00e2ncora da Fox News baixa o tom de voz dramaticamente para dizer, \u201co procurado \u00e9 uma pessoa de extrema periculosidade\u201d. Ela est\u00e1 rouca e muito excitada. A pol\u00edcia, qual seriado de TV, p\u00f5e a arma em diagonal (nunca entendi porque as armas ficam na diagonal da m\u00e3o quando a pol\u00edcia busca criminosos). Chegam \u00e0 casa onde viveriam os dois irm\u00e3os. N\u00e3o se ouve nada. Nenhum som.<\/p>\n<p>Frustra\u00e7\u00e3o. Os policiais abandonam a busca. E saem declarando que havia um verdadeiro arsenal dentro da casa vazia. E muitas bombas, algumas delas de alto poder destrutivo e que \u201cexigem treinamento para sua fabrica\u00e7\u00e3o. . ,N\u00e3o h\u00e1 imagens do arsenal.<\/p>\n<p>S\u00f3 um protesto diante da cena. A tia dos dois irm\u00e3os \u00e9 advogada. Sem papas na l\u00edngua. E vive no Canad\u00e1. Quando uma jornalista lhe pergunta o que acha do fato de seus sobrinhos terem bomba em casa, ela, voz firme, com forte sotaque do Leste europeu, responde \u201cEvid\u00eancias. Quero evid\u00eancias de que havia bombas. Quem est\u00e1 est\u00e1 informando sobre as bombas \u00e9 o FBI e a CIA. Mas n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias\u201d. E at\u00e9 agora as evid\u00eancias continuam no anonimato.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m contesta a informa\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m se pergunta porque os dois irm\u00e3os, \u201cpessoas de extrema periculosidade\u201d deixaram em casa bombas potentes e usaram uma outra de baixo impacto.<\/p>\n<p>\u201cNecessidade de treinamento para a fabrica\u00e7\u00e3o\u201d. A frase, parece solta ao acaso. Mas n\u00e3o se iludam. \u00c9 o primeiro passo, o primeiro elo com o \u201cterrorismo\u201d (leia-se \u201cterrorismo isl\u00e2mico\u201d).<\/p>\n<p>14h30 minutos de 19 de abril. A ca\u00e7ada continua sem pistas da pessoa de \u201cextrema periculosidade\u201d. A essa altura, na cozinha da Fox News, a panela de press\u00e3o assovia. Na tela o sinal de \u201cAlert\u201d, ou seja, vem not\u00edcia bomb\u00e1stica (sem trocadilhos).<\/p>\n<p>E, para um p\u00fablico que, passivamente se deixa impregnar pelo notici\u00e1rio como se fossem gansos alimentados para que seus f\u00edgados engordem e se transformem em pat\u00e9 de \u201cfoie gras\u201d, a voz que alicia multid\u00f5es diz que\u2026tchan\u2026tchan\u2026tchan, o mais velho dos irm\u00e3os passou \u201cseis meses na Chechenia.<\/p>\n<p>Que absurdo! Como \u00e9 que um checheno tem a ousadia de passar seis meses na Chechenia, mesmo morando no pa\u00eds mais rico e poderso do planeta? Isso \u00e9 crime. \u00c9 sinal expl\u00edcito de milit\u00e2ncia terrorista.<\/p>\n<p>Mas ainda n\u00e3o era tudo. Os ponteiros do rel\u00f3gio avan\u00e7avam. A ca\u00e7ada ia a passos de um velho celacanto. Nessa \u00e9poca do ano, o dia invade a noite. S\u00f3 se deixa vencer quando n\u00e3o mais consegue provar o poder do sol.<\/p>\n<p>As tropas tomam outra dire\u00e7\u00e3o. Agora procuram um barco ancorado na terra. L\u00e1 est\u00e1 um adolescente. Ferido. Sangrando.<\/p>\n<p>S\u00e3o 19h30 em Boston e seus arredores. A claridade \u00e9 suficiente para encontrar filhotes de esquilo em mata fechada. Os helic\u00f3pteros continuam vasculhando c\u00e9u, terra. As tropas do pa\u00eds mais armado do mundo \u00a0parecem perdidas. O bombardeio da Fox News sobre os gansos repete exaustivamente as mesmas informa\u00e7\u00f5es. \u00a0Em tons de filme macabro ou novela policial, os \u00e2ncoras se revezam em adjetivos. Os gansos est\u00e3o quase a ponto de virar pat\u00e9 de foie gras, explodindo de \u00f3dio contra os seguidores do Alcor\u00e3o.<\/p>\n<p>A luminosidade cede lugar \u00e0s primeiras escurid\u00f5es. A Fox News, num tom solene anuncia que o aparato policial \u201cavan\u00e7a com cautela\u201d porque quer pegar o irm\u00e3o sobrevivente \u201cvivo\u201d. Como se fosse uma grande concess\u00e3o.<\/p>\n<p>21 horas. J\u00e1 \u00e9 noite de 19 de abril em Boston, em Watertown, Miami, New York e Washington. Em Chicago ainda h\u00e1 luz. A escurid\u00e3o impede imagens n\u00edtidas mesmo para c\u00e2meras poderosas. E\u2026\u201dcantemos ao senhor\u201d, a pessoa de \u201cextrema periculosidade\u201d \u00e9 capturada. Est\u00e1 ferida. Perdeu muito sangue por quase 24 horas. Debru\u00e7ados sobre um corpo magro, os param\u00e9dicos impedem telespectadores de olhar a cara do \u201cterrorista\u201d que \u00e9 levado para o hospital. Os helic\u00f3pteros com luzes infra-vermelho retornam \u00e0 base.<\/p>\n<p>Cai a cortina. \u00a0E, como em qualquer espet\u00e1culo teatral, o p\u00fablico aplaude os atores. Eles desfilam em seus carros com luzes que piscam vermelhas e azuis, os tanques anti-bombas passam sob um frenesi de uma sociedade que, \u00a0desde 11 de setembro de 2001 vive a frustra\u00e7\u00e3o por n\u00e3o ter conseguido ca\u00e7ar os terroristas que abalaram o orgulho nacional quando explodiram as Torres do WTC.<\/p>\n<p>O espet\u00e1culo se encerra com os habitantes de toda uma cidade. Carregando \u00a0flores ou velas protegidas por saco de papel cantam God save America. My home, sweet home\/ God save America\/ my home sweet home, numa verdadeira catarse nacional.<\/p>\n<p>Dos 30 mortos no Afeganist\u00e3o, entre eles, oito crian\u00e7as, nenhuma linha at\u00e9 domigo, 21 de abril, uma semana depois do massacre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nESPET\u00c1CULO EM CINCO ATOS (OU, CINCO DIAS)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4679\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-4679","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1dt","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4679","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4679"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4679\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4679"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4679"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4679"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}