{"id":4690,"date":"2013-04-24T19:23:00","date_gmt":"2013-04-24T19:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4690"},"modified":"2013-04-24T19:23:00","modified_gmt":"2013-04-24T19:23:00","slug":"dilma-admite-fraude-no-minha-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4690","title":{"rendered":"Dilma admite fraude no Minha Casa"},"content":{"rendered":"\n<p>&#8211; Fraudes, minha querida, em um programa desse tamanho tamb\u00e9m podem ocorrer. A minha obriga\u00e7\u00e3o, a obriga\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 combat\u00ea-las. Assegurar que eles (moradores) ter\u00e3o a casa da melhor qualidade poss\u00edvel. Sabe por que eu falo isso? Porque o nosso pa\u00eds tem \u00f3timas tradi\u00e7\u00f5es, mas tem tradi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o muito boas, herdadas da escravid\u00e3o e que acham que o povo brasileiro, de baixa renda, merece qualquer coisa. Eu n\u00e3o fui eleita para dar casas de qualquer jeito para a popula\u00e7\u00e3o brasileira &#8211; disse a presidente.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s publica\u00e7\u00e3o de reportagens do GLOBO sobre a atua\u00e7\u00e3o da RCA, uma empresa montada por ex-servidores do Minist\u00e9rio das Cidades, a Controladoria Geral da Uni\u00e3o (CGU) abriu investiga\u00e7\u00e3o sobre o caso. O pr\u00f3prio minist\u00e9rio tamb\u00e9m instaurou uma sindic\u00e2ncia. A RCA tamb\u00e9m ser\u00e1 investigada por suposta viola\u00e7\u00e3o de senhas de dirigentes da Secretaria Nacional de Habita\u00e7\u00e3o a fim de ter acesso a e-mails funcionais. Dois dos s\u00f3cios da RCA, Daniel Vital Nolasco e Jos\u00e9 Iran Alves dos Santos, eram servidores do minist\u00e9rio. O primeiro foi diretor de Produ\u00e7\u00e3o Habitacional do Minist\u00e9rio das Cidades. O segundo tinha sido gar\u00e7om. Nolasco \u00e9 filiado ao PCdoB.<\/p>\n<p>Presidente provoca tucanos sobre moradia<\/p>\n<p>Os detalhes da atua\u00e7\u00e3o da RCA est\u00e3o narrados numa a\u00e7\u00e3o movida por outro ex-servidor do minist\u00e9rio, Fernando Borges, que alega ser s\u00f3cio oculto da empresa. Borges cobra sua parte no neg\u00f3cio. Ele chega a sustentar que a RCA repassava dinheiro para o PCdoB e tamb\u00e9m cita a ex-ministra Erenice Guerra, cujo irm\u00e3o teria intermediado a negocia\u00e7\u00e3o pr\u00e9-judicial entre os donos da RCA e Fernando Borges.<\/p>\n<p>Com a divulga\u00e7\u00e3o do caso, o PSDB pediu apura\u00e7\u00e3o. Foi aprovado no plen\u00e1rio do Senado requerimento determinando que o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) fa\u00e7a uma auditoria no Minha Casa Minha Vida, especialmente nos contratos que tiveram a participa\u00e7\u00e3o da RCA. O pedido de apura\u00e7\u00e3o foi formulado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). A RCA fraudava processos de sele\u00e7\u00e3o de construtoras respons\u00e1veis por obras do MCMV. O site da empresa registra a escolha de uma construtora cujo endere\u00e7o era o mesmo da RCA. O registro dessa fraude foi apagado do site da empresa ap\u00f3s seus donos terem sido procurados pelo GLOBO. A RCA tamb\u00e9m apagou do seu site fotos mostrando um dos s\u00f3cios participando de evento no Nordeste.<\/p>\n<p>Ontem, a presidente afirmou que o governo do tucano Fernando Henrique n\u00e3o fez um programa de moradia popular desse porte por falta de convic\u00e7\u00e3o ou devido \u00e0 &#8220;crise do Estado&#8221;. Ela disse que o ex-presidente Lula entregou um milh\u00e3o de moradias e que, no atual governo, ela contratar\u00e1 mais 2,4 milh\u00f5es. E que as casas ter\u00e3o piso de cer\u00e2mica ou de l\u00e2mina de madeira.<\/p>\n<p>Lula, por\u00e9m, terminou o governo sem entregar todas as habita\u00e7\u00f5es contratadas. Em agosto de 2012, cerca de 400 mil unidades ainda n\u00e3o haviam sido entregues.<\/p>\n<p>Segundo ela, agora, mesmo quem j\u00e1 recebeu as casas sem piso pode reivindicar o revestimento. Dilma alegou que, quando Lula lan\u00e7ou o programa, os recursos n\u00e3o eram suficientes para fazer o piso.<\/p>\n<p>&#8211; Na primeira fase do programa, os recursos n\u00e3o eram t\u00e3o avultados. Ent\u00e3o o piso ficaria de cimento, muitas vezes se usa piso de cimento em casas at\u00e9 sofisticadas, piso queimado, n\u00f3s estamos optando por fazer piso de cer\u00e2mica, de l\u00e2mina de madeira. Minha obriga\u00e7\u00e3o \u00e9 estar atenta para que ningu\u00e9m queira vender gato por lebre, para que ningu\u00e9m queira entregar produtos que n\u00e3o sejam de qualidade.<\/p>\n<p>Quanto aos problemas de rachaduras em algumas casas do programa, Dilma disse que as falhas podem ser contadas nos dedos.<\/p>\n<p>&#8211; Os que racharam, em um milh\u00e3o, se voc\u00ea contar nos dedos, voc\u00ea conta muito. Num montante de 2,4 milh\u00f5es novos (empreendimentos), voc\u00ea vai ter um problema aqui, o outro ali. A arte \u00e9 estar atento e monitorando e obrigando a refazer, n\u00e3o aceitando quando entregar errado. N\u00e3o h\u00e1 perfei\u00e7\u00e3o absoluta em 2,4 milh\u00f5es. A obriga\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico \u00e9 zelar pela qualidade, e voc\u00eas contribuem quando denunciam.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Entidade critica pol\u00edtica de vistos para haitianos<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>As pol\u00edticas migrat\u00f3rias estabelecidas pelo governo brasileiro podem tornar os imigrantes haitianos vulner\u00e1veis a viola\u00e7\u00f5es e abusos de direitos humanos. O alerta \u00e9 feito pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional de Migra\u00e7\u00f5es (OIM), principal entidade mundial que se ocupa dos fluxos migrat\u00f3rios. Para a organiza\u00e7\u00e3o, a pol\u00edtica adotada pelo Brasil de dar vistos humanit\u00e1rios aos haitianos apresenta limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o teme que os mecanismos estabelecidos pelo governo brasileiro para receber legalmente os haitianos podem n\u00e3o ser suficientes, diante da demanda que continua crescendo e do fluxo migrat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Com sede em Genebra, na Su\u00ed\u00e7a, a OIM revelou que foi contratada pelo governo brasileiro para realizar um levantamento da situa\u00e7\u00e3o migrat\u00f3ria dos haitianos no Brasil, justamente para avaliar a situa\u00e7\u00e3o e orientar sobre poss\u00edveis medidas a serem tomadas.<\/p>\n<p>Dois pontos ser\u00e3o tratados no estudo: o primeiro \u00e9 sobre a integra\u00e7\u00e3o dos haitianos na sociedade e na economia brasileiras. O outro \u00e9 a rota para chegar ao Brasil, al\u00e9m dos riscos e desafios no caminho. Essa segunda parte avaliar\u00e1 n\u00e3o apenas a situa\u00e7\u00e3o no Brasil, mas as condi\u00e7\u00f5es em pa\u00edses de tr\u00e2nsito, como Bol\u00edvia, Equador e Peru.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Pacote para ind\u00fastria qu\u00edmica e setor de etanol prev\u00ea ren\u00fancia fiscal de R$ 2 bi<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>Lan\u00e7ado ontem pelo governo federal, o pacote para o setor de etanol e ind\u00fastria qu\u00edmica prev\u00ea uma ren\u00fancia fiscal de R$ 2,07 bilh\u00f5es neste ano com a redu\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia de PIS-Cofins e a reabertura de linhas de cr\u00e9dito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) para financiar investimentos em canaviais e a estocagem de \u00e1lcool.<\/p>\n<p>Os ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Edison Lob\u00e3o, de Minas e Energia, disseram que o governo pretende baixar custos, aumentar investimentos e estimular ganhos de competitividade nos dois setores. N\u00e3o h\u00e1 inten\u00e7\u00e3o de reduzir pre\u00e7os aos consumidores e, sim, recompor margens das ind\u00fastrias.<\/p>\n<p>As medidas, assim como o aumento j\u00e1 anunciado da mistura de etanol anidro na gasolina de 20% para 25%, come\u00e7am a vigorar no dia 1\u00ba de maio e, no caso das desonera\u00e7\u00f5es, dependem ainda de uma medida provis\u00f3ria<\/p>\n<p>O governo mudou a tributa\u00e7\u00e3o do etanol: as distribuidoras deixam de pagar o PIS-Cofins, que passa a incidir integralmente sobre o produtor no valor de R$ 0,12 por litro.<\/p>\n<p>Para &#8220;neutralizar&#8221; o efeito do tributo, os produtores v\u00e3o receber um cr\u00e9dito tribut\u00e1rio do governo federal no mesmo valor.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do ministro Guido Mantega a mudan\u00e7a \u00e9 &#8220;anti-inflacion\u00e1ria&#8221;. O custo fiscal em 2013 ser\u00e1 de R$ 970 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O governo tamb\u00e9m melhorou as condi\u00e7\u00f5es de linhas de financiamento do BNDES que j\u00e1 existiam, mas n\u00e3o vinham funcionando por causa de juros elevados.<\/p>\n<p>O Pro Renova, que permite a renova\u00e7\u00e3o e implanta\u00e7\u00e3o de novos canaviais, ter\u00e1 R$ 4 bilh\u00f5es neste ano, com juros reduzidos de 8,5% a 9% ao ano para 5,5%. O prazo de pagamento \u00e9 de 72 meses, com 18 meses de car\u00eancia.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o nos juros ser\u00e1 equalizada pelo Tesouro Nacional, que desembolsar\u00e1 R$ 344 milh\u00f5es. No ano passado, o governo tamb\u00e9m disponibilizou R$ 4 bilh\u00f5es para o Pro Renova, mas o setor pegou apenas R$ 1,3 bilh\u00e3o por causa da taxa de juros.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram anunciadas novas condi\u00e7\u00f5es de financiamento da estocagem do etanol. A linha contar\u00e1 com R$ 2 bilh\u00f5es e ter\u00e1 taxa de juros de 7,7% ao ano ante 8,7% cobrada em 2012.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria qu\u00edmica ter\u00e1 redu\u00e7\u00e3o no PIS-Cofins da mat\u00e9ria-prima e dos produtos de primeira e segunda gera\u00e7\u00e3o. Para isso, o governo federal vai abrir m\u00e3o de R$ 1,1 bilh\u00e3o neste ano. Para essa ind\u00fastria, que sofre com a invas\u00e3o dos importados, a al\u00edquota do PIS-Cofins vai cair de 5,6% para 1%. O setor recebe cr\u00e9dito tribut\u00e1rio de 9,25%, que ser\u00e1 mantido.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio efetivo &#8211; diferen\u00e7a entre os dois percentuais &#8211; vai aumentar. Esse benef\u00edcio ser\u00e1 v\u00e1lido at\u00e9 2015. Em 2016, o tributo come\u00e7a subir gradualmente atingindo a al\u00edquota cheia (5,6%) em 2018.<\/p>\n<p>A diretora t\u00e9cnica de economia e estat\u00edstica da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria Qu\u00edmica (Abiquim), F\u00e1tima Ferreira, disse que as medidas do governo v\u00eam &#8220;numa hora excelente&#8221; e d\u00e3o &#8220;um certo al\u00edvio&#8221; ao setor. J\u00e1 a presidente da Uni\u00e3o da Ind\u00fastria de Cana-de-A\u00e7\u00facar (Unica), Elizabeth Farina, ressaltou que as a\u00e7\u00f5es de est\u00edmulo aumentam a competitividade, mas &#8220;n\u00e3o s\u00e3o medidas que por si s\u00f3 venham a resolver os problemas do setor de etanol&#8221;. Ela relatou ainda que a presidente Dilma Rousseff teria dito que, apesar desse pacote de est\u00edmulos, as conversas entre governo e o setor &#8220;n\u00e3o terminaram aqui&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Companhias brasileiras ganham mercado em 2012<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>O mercado ressegurador brasileiro dobrou de tamanho desde a quebra do monop\u00f3lio estatal exercido pelo Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) at\u00e9 2007. O setor arrecadou no ano passado quase R$ 5,7 bilh\u00f5es, um salto de 100% sobre os pr\u00eamios gerados no \u00faltimo ano da atua\u00e7\u00e3o solit\u00e1ria do IRB. De l\u00e1 para c\u00e1, cresceu expressivamente o interesse de grandes grupos empresariais em montar resseguradoras que, com capital m\u00ednimo de R$ 60 milh\u00f5es, se enquadram na categoria de &#8220;locais&#8221;, as quais podem desfrutar de uma reserva de mercado de 40% das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Hoje a Superintend\u00eancia de Seguros Privados (Susep), registra 103 resseguradoras. S\u00e3o 14 locais, 29 admitidas (estrangeiras que possuem escrit\u00f3rio de representa\u00e7\u00e3o no Brasil, com capital m\u00ednimo de US$ 5 milh\u00f5es) e 60 eventuais, que operam a partir de um simples cadastro. Como as vantagens legais conferidas \u00e0s locais n\u00e3o tendem a ser revistas t\u00e3o cedo, \u00e9 grande o interesse, sobretudo das admitidas, em se transformar em locais. &#8220;O mercado ressegurador n\u00e3o poderia atender as necessidades decorrentes do crescimento do pa\u00eds se n\u00e3o houvesse a abertura. Foi uma provid\u00eancia imprescind\u00edvel nesse momento de grandes obras de infraestrutura&#8221;, diz Eduardo O. N\u00f3brega, diretor da JMalucelli Resseguradora.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o fim do monop\u00f3lio, o IRB demorou cinco anos para recuperar o mesmo volume nominal de pr\u00eamios detido em 2007. Somente no ano passado a sua arrecada\u00e7\u00e3o bateu nos R$ 2,4 bilh\u00f5es, ap\u00f3s adotar uma pol\u00edtica de reconquista de fatias perdidas. \u00c9 ainda a maior do mercado, respons\u00e1vel por arrecadar 42% do total de pr\u00eamios, o equivalente a 66% da receita gerada pelo conjunto das resseguradoras locais. Estas, no seu todo, respondem por 68% do mercado.<\/p>\n<p>De acordo com a consultoria Siscorp, o share das locais cresceu significativamente no ano passado, pois em 2011 o volume arrecadado pelas resseguradoras locais representou 56% do valor destinado ao resseguro pelas seguradoras. &#8220;Essa fatia se mant\u00e9m bem acima da reserva de mercado devido ao aumento de operadoras locais. O fato do volume de pr\u00eamio destinado ao resseguro pelas seguradoras manter-se estagnado em 2012, e as resseguradoras locais crescerem no mesmo per\u00edodo, indica que parcela importante que estava sendo ressegurada no exterior est\u00e1 permanecendo no pa\u00eds&#8221;, diz Fl\u00e1vio Faggion, presidente da Siscorp.<\/p>\n<p>Em 2012, segundo a consultoria, as seguradoras destinaram ao resseguro R$ 5,7 bilh\u00f5es, valor id\u00eantico ao de 2011, apesar de o volume dos pr\u00eamios emitidos ressegur\u00e1veis (R$ 66,2 bilh\u00f5es) ter crescido 14% sobre o ano anterior. &#8220;A rela\u00e7\u00e3o pr\u00eamio cr\u00e9dito\/pr\u00eamio emitido ressegur\u00e1vel que em 2011 foi de 9,8%, foi reduzida para 8,6% em 2012&#8221;, diz Faggion. Mas, entre as 14 locais, a arrecada\u00e7\u00e3o expandiu-se 21%, para R$ 3,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Wady Cury, diretor-geral de grandes riscos da BB Mapfre, atribui a manuten\u00e7\u00e3o do volume arrecadado no ano passado no mesmo patamar de 2011 h\u00e1 dois fatores. O primeiro foi que as modalidades de seguro que mais requerem dilui\u00e7\u00e3o de riscos por meio das opera\u00e7\u00f5es de resseguros, como as de risco de engenharia e seguro-garantia, foram afetadas pela desacelera\u00e7\u00e3o dos investimentos e o adiamento de grandes obras. Esse cen\u00e1rio come\u00e7ou a mudar j\u00e1 no \u00faltimo trimestre de 2012. O segundo fator foi que as seguradoras aumentaram a sua capacidade de reten\u00e7\u00e3o dos riscos, ou seja, caiu a sua demanda por resseguros. Segundo Cury, enquanto que em 2009 da totalidade dos pr\u00eamios um pouco mais de 6% mereceu o resseguro, no ano passado essa rela\u00e7\u00e3o baixou para 4,1%.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o, segundo Faggion, \u00e9 resultado da maior capitaliza\u00e7\u00e3o das seguradoras. &#8220;Como melhorou muito a gest\u00e3o e a identifica\u00e7\u00e3o dos riscos e como superam as exig\u00eancias de capital m\u00ednimo, elas se sentem confort\u00e1veis em reter as opera\u00e7\u00f5es, o que diminui os pr\u00eamios \u00e0s resseguradoras&#8221;, diz. Contribuiu para a estabilidade no volume arrecadado em 2012 a pol\u00edtica de cess\u00e3o de pr\u00eamios de seguros para a resseguradora do pr\u00f3prio grupo. As resseguradoras locais que n\u00e3o disp\u00f5em de uma institui\u00e7\u00e3o seguradora que d\u00ea origem ao neg\u00f3cio, s\u00e3o as que mais sofrem com a diminui\u00e7\u00e3o da procura.<\/p>\n<p>Cury acredita que o segmento de resseguro j\u00e1 esteja consolidado no pa\u00eds. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, perto de 90% das corpora\u00e7\u00f5es globais de peso j\u00e1 est\u00e3o, de uma forma ou outra, instaladas aqui. Mas a preponder\u00e2ncia, acredita, continuar\u00e1 das resseguradoras locais. &#8220;A lideran\u00e7a das locais \u00e9 natural. Elas nunca fizeram uso da prerrogativa de imposi\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es e pre\u00e7os. Poderiam se conformar com os 40% de reserva de mercado fixando as condi\u00e7\u00f5es que julgassem mais convenientes. Mas escolheram competir&#8221;, diz Cury.<\/p>\n<p>Adriana Seemann, head of client management da Munich Re, nota que a grande maioria das empresas locais possui como estrat\u00e9gia a verticaliza\u00e7\u00e3o, ou seja, apoiam-se em um bra\u00e7o de seguros. A Munich Re \u00e9 das poucas completamente independentes e que atuam em todas as linhas de neg\u00f3cio. &#8220;Acredito que teremos novas duas ou tr\u00eas locais, mas nascidas ainda com este vi\u00e9s de verticaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, diz. O CEO da Terra Brasis Resseguros, Paulo Eduardo Botti, n\u00e3o aposta em expans\u00e3o relevante no mercado. Em sua opini\u00e3o, as admitidas e eventuais parecem estar satisfeitas com os seus status atuais. Elas olham o retorno sobre patrim\u00f4nio das locais e n\u00e3o se entusiasmam muito. Como a competi\u00e7\u00e3o \u00e9 acirrada, o retorno obtido pelo IRB, que era de 25% em 2007, hoje est\u00e1 entre 15% e 20%. As outras locais apresentaram um retorno em torno de 6%.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Gigante russa do petr\u00f3leo quer fechar acordos de coopera\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>A maior produtora de petr\u00f3leo da R\u00fassia e uma das maiores petroleiras do mundo quer aumentar a atua\u00e7\u00e3o no Brasil a partir deste ano. Por meio da TNK-BP- que foi adquirida h\u00e1 um m\u00eas e j\u00e1 tinha presen\u00e7a no mercado brasileiro, a estatal russa Rosneft j\u00e1 est\u00e1 se articulando para fazer acordos de coopera\u00e7\u00e3o e comprar participa\u00e7\u00f5es em projetos explorat\u00f3rios no Pa\u00eds,<\/p>\n<p>A companhia est\u00e1 apostando suas fichas nas parcerias, porque n\u00e3o chegou a se habilitar para a 11a rodada de licita\u00e7\u00f5es de \u00e1reas explorat\u00f3rias da Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo, G\u00e1s e Bio-combust\u00edveis (ANP), prevista para maio. Segundo o vice-presidente s\u00eanior de explora\u00e7\u00e3o da TNK-BP, Chris Einchcomb, a decis\u00e3o de n\u00e3o participar do leil\u00e3o est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0 mega aquisi\u00e7\u00e3o da empresa pela Rosneft &#8211; transa\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou em outubro e foi finalizada apenas no dia 21 de mar\u00e7o. &#8220;Por causa da aquisi\u00e7\u00e3o, seria imposs\u00edvel termos a aprova\u00e7\u00e3o na pr\u00e9-qualifica\u00e7\u00e3o para a rodada de maio. Ent\u00e3o, decidimos ; n\u00e3o participar como candidatos&#8221;, diz Einchcomb. &#8220;Mas isso n\u00e3o nos impede de assinar acordos de coopera\u00e7\u00e3o com outros para participar como investidores, como fizemos com a HRT.&#8221;<\/p>\n<p>A TNK-BP entrou definitivamente no Brasil em 2011, ao comprar por US$ 1 bilh\u00e3o uma participa\u00e7\u00e3o de 45% nos ativos da petroleira brasileira HRT na bacia do Rio Solim\u00f5es. A transa\u00e7\u00e3o fez da multinacional uma parceira da HRT sem que ela precisasse ser dona da empresa. \u00c9 esse modelo que os russos pretendem repetir daqui para frente.<\/p>\n<p>Segundo Einchcomb, a petroleira j\u00e1 fez contatos com duas empresas habilitadas para o leil\u00e3o e poder\u00e1 conversar com &#8220;mais uma ou duas&#8221;. Os acordos<\/p>\n<p>N\u00e3o precisam ser firmados antes do leil\u00e3o, mas dariam for\u00e7a aos participantes habilitados.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 v\u00e1rias oportunidades de fazermos acordos de coopera\u00e7\u00e3o, seja com nosso parceiro atual, a HRT, seja com outras companhias&#8221;, afirmou Einchcomb, ontem, durante entrevista ao Estado, no escrit\u00f3rio da TNK no Rio, onde, na semana passada, foi realizada uma reuni\u00e3o com funcion\u00e1rios da ANP. O escrit\u00f3rio fica no mesmo pr\u00e9dio onde est\u00e1 a sede da HRT, em Copacabana.<\/p>\n<p>O executivo destacou a import\u00e2ncia de investir no Brasil: &#8220;Se voc\u00ea quer ser uma grande companhia de petr\u00f3leo e g\u00e1s 110 mundo, voc\u00ea n\u00e3o pode ignorar o Brasil&#8221; Por isso, a companhia russa tamb\u00e9m est\u00e1 de olho nas duas outras rodadas de leil\u00f5es previstas para o segundo semestre deste ano &#8211; uma somente para explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s e outra para \u00e1reas no pr\u00e9-sal. &#8220;Ainda podemos nos pr\u00e9-qualificar se quisermos&#8221; diz Einchcomb, destacando que a ANP ainda n\u00e3o definiu um cronograma para a pr\u00e9-qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Antes da aquisi\u00e7\u00e3o, os atuais projetos da TNK no Brasil eram destaque na atua\u00e7\u00e3o internacional da antiga joint venture da British Petroleum (BP) com investidores russos &#8211; comprada pela Rosneft por US$ 16,7 bilh\u00f5es em dinheiro e 12,8% em a\u00e7\u00f5es da petroleira russa de controle estatal. A Rosneft mant\u00e9m acordos de coopera\u00e7\u00e3o com as petroleiras Exxon, Statoil e Eni.<\/p>\n<p>Gigante<\/p>\n<p>Agora, a opera\u00e7\u00e3o brasileira faz parte de um portf\u00f3lio que inclui opera\u00e7\u00f5es nos Estados Unidos, na Noruega, na Arg\u00e9lia, na Venezuela e no Vietn\u00e3.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o fora da R\u00fassia, por\u00e9m, \u00e9 pequena. A Rosneft produziu, em m\u00e9dia, 2,702 milh\u00f5es de barris de \u00f3leo equivalente por dia em 2012, na soma de petr\u00f3leo e g\u00e1s, acima de toda a produ\u00e7\u00e3o brasileira, em cerca de 2,3 milh\u00f5es de barris por dia.<\/p>\n<p>Segundo Einchcomb, o foco principal da TNK no Brasil \u00e9 investir em projetos explorat\u00f3rios, menos como operadora, ou comprando fatias em empresas j\u00e1 estabelecidas. &#8220;O que estamos procurando no momento \u00e9 mais investir em projetos, mas se boas oportunidades surgirem do ponto de vista de (investir em) companhias, por que : n\u00e3o considerar?&#8221;<\/p>\n<p>Um dia ap\u00f3s as a\u00e7\u00f5es da OGX, petroleira do grupo EBX, do empres\u00e1rio Eike Batista, subirem na esteira de rumores de que outra petroleira russa, a Lukoil, poderia comprar uma fatia da empresa, Einchcomb negou interesse espec\u00edfico por qualquer empresa brasileira. &#8220;O mesmo (desvaloriza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es) aconteceu com nosso parceiro, a HRT. Todos viram a queda dram\u00e1tica nas a\u00e7\u00f5es e disseram que dever\u00edamos comprar uma fatia na HRT. Queremos participar nos projetos. N\u00e3o precisamos ser donos da HRT&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nO Globo\nA presidente Dilma Rousseff admitiu ontem que, por conta da dimens\u00e3o, o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) pode ser alvo de irregularidades, e \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o do governo investigar as fraudes. A presidente falou sobre o tema ao ser indagada sobre as den\u00fancias reveladas pelo GLOBO. 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