{"id":4718,"date":"2013-04-28T21:29:07","date_gmt":"2013-04-28T21:29:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4718"},"modified":"2013-04-28T21:29:07","modified_gmt":"2013-04-28T21:29:07","slug":"senso-comum-e-conservadorismo-o-pt-e-a-desconstrucao-da-consciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4718","title":{"rendered":"Senso comum e conservadorismo: o PT e a desconstru\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p>No 5<sup>o<\/sup> Encontro Nacional do PT em 1987, o problema \u00e9 colocado da seguinte maneira: certos companheiros n\u00e3o distinguem entre as a\u00e7\u00f5es ligadas ao ac\u00famulo de for\u00e7as daquelas voltadas diretamente \u00e0 conquista do poder, n\u00e3o entendendo, segundo o ju\u00edzo dos formuladores, a diferen\u00e7a entre o \u201cmomento atual, (\u2026) em que as grandes massas da popula\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o se convenceram de que \u00e9 preciso acabar com o dom\u00ednio pol\u00edtico da burguesia, e o momento em que a situa\u00e7\u00e3o se inverte e se torna poss\u00edvel colocar na ordem do dia a conquista imediata do poder\u201d.<\/p>\n<p>O resultado desta incompreens\u00e3o seria que os \u201cpretensamente revolucion\u00e1rios\u201d n\u00e3o seriam entendidos pela popula\u00e7\u00e3o e pelos trabalhadores contribuindo, assim, de fato para a \u201cdesorganiza\u00e7\u00e3o das lutas\u201d ficando condenados a \u201cpequenos grupos conscientes e vanguardistas\u201d.<\/p>\n<p>Bem, o centro deste argumento que contrap\u00f5e os pretensos revolucion\u00e1rios aos verdadeiros seria que estes \u00faltimos teriam a capacidade de dialogar com a consci\u00eancia imediata das massas e dos trabalhadores criando a media\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para elev\u00e1-la \u00e0 compreens\u00e3o da necessidade da conquista do poder.<\/p>\n<p>Nada como uma d\u00e9cada depois da outra para julgarmos as pretens\u00f5es anunciadas. A prova da validade ou n\u00e3o de tal formula\u00e7\u00e3o deve ser buscada na seguinte pergunta: ap\u00f3s dez anos de governo petista os trabalhadores est\u00e3o hoje (considerando como ponto de referencia 1987 e o 5<sup>o<\/sup> Encontro do PT) mais organizados e se desenvolveu uma consci\u00eancia de classe que coloca de forma mais evidente a necessidade de conquista do poder \u201cacabando com o dom\u00ednio pol\u00edtico da burguesia\u201d?<\/p>\n<p>Comecemos pela express\u00e3o maior dessa estrat\u00e9gia e seu l\u00edder incontent\u00e1vel: Luis In\u00e1cio Lula da Silva. Como oper\u00e1rio ele expressava no in\u00edcio de sua trajet\u00f3ria pol\u00edtica os elementos evidentes do senso comum, nos termos gramscianos, ou de uma consci\u00eancia reificada nos termos de Luk\u00e1cs. Em seu discurso de posse no Sindicato dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Bernardo do Campo e Diadema em 1975, dizia que viv\u00edamos em um momento \u201cnegro\u201d para o destino dos indiv\u00edduos e da humanidade, porque t\u00ednhamos \u201cde um lado\u201d o homem \u201cesmagado pelo Estado, escravizado pela ideologia marxista, tolhido nos seus mais comezinhos ideais de liberdade\u201d, e de outro lado, t\u00ednhamos o homem \u201cescravizado pelo poder econ\u00f4mico explorado por outros homens\u201d (<em>Discurso de Lula na posse do Sindicato dos Metal\u00fargicos de SBC e Diadema<\/em>, 1975).<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as na consci\u00eancia dos trabalhadores n\u00e3o v\u00eam da autodescoberta ou do esclarecimento, s\u00e3o o resultado de sua inser\u00e7\u00e3o na luta de classes. As lutas oper\u00e1rias do final dos anos 1970 e in\u00edcio dos anos 1980 colocariam novos elementos \u00e0 consci\u00eancia deste oper\u00e1rio em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em seu discurso na 1<sup>a<\/sup> Conven\u00e7\u00e3o Nacional do PT em 1981, Lula j\u00e1 diria: \u201cO PT n\u00e3o poder\u00e1, jamais, representar os interesses do capital\u201d.\u00a0 Em outra parte do mesmo discurso o l\u00edder em forma\u00e7\u00e3o afirmaria:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">\u201cN\u00f3s, do PT, sabemos que o mundo caminha para o socialismo. Os trabalhadores que tomaram a iniciativa hist\u00f3rica de propor a cria\u00e7\u00e3o do PT j\u00e1 sabiam disso muito antes de terem sequer a ideia da necessidade de um partido (\u2026). Os trabalhadores s\u00e3o os maiores explorados da sociedade atual. Por isso sentimos na pr\u00f3pria carne e queremos, com todas as for\u00e7as, uma sociedade (\u2026) sem exploradores. Que sociedade \u00e9 esta sen\u00e3o uma sociedade socialista\u201d<\/p>\n<p>(<em>Discurso de Lula na 1<sup>a<\/sup> Conven\u00e7\u00e3o Nacional do PT<\/em>, 1981).<\/p>\n<p>Os trabalhadores, no momento de fus\u00e3o que os constitu\u00eda em classe contra o capital, expressavam a dif\u00edcil passagem da consci\u00eancia reificada \u00e0 consci\u00eancia em si, apontando j\u00e1 neste momento os germes de uma consci\u00eancia para si, ou seja, mais que a consci\u00eancia de uma classe da ordem do capital, mas uma classe portadora da possibilidade de uma nova forma societ\u00e1ria para al\u00e9m da sociedade burguesa.<\/p>\n<p>As lutas oper\u00e1rias, assim como o retomar de um conjunto muito amplo de lutas sociais, tornaram poss\u00edvel um salto organizativo que resultou na forma\u00e7\u00e3o de um partido e, depois, de uma central sindical, da mesma forma que se alastra pela sociedade a retomada de associa\u00e7\u00f5es, movimentos sociais e lutas das mais diversas.<\/p>\n<p>Fa\u00e7amos um corte e pulemos para uma\u00a0<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=qRVlhRbERJM\" target=\"_blank\">entrevista<\/a> em que Lula recebe o rep\u00f3rter do programa norte americano\u00a0<em>60 minutes<\/em> por ocasi\u00e3o do final de seu segundo mandato como presidente.<\/p>\n<p>Nesta entrevista o rep\u00f3rter norte americano pergunta ao ex-presidente:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">\u201cHavia empres\u00e1rios, no Brasil e no exterior, muito preocupados com sua posse, que pensavam que era um socialista e que daria uma virada completamente \u00e0 esquerda. Agora estas pessoas s\u00e3o seus maiores apoiadores. Como isso aconteceu?\u201d<\/p>\n<p>E Lula responde:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">&#8220;Veja, eu de vez em quando brinco que um torneiro mec\u00e2nico com tend\u00eancias socialistas se tornou presidente do Brasil\u00a0<strong>para fazer o capitalismo funcionar<\/strong>.\u00a0 Porque \u00e9ramos uma sociedade capitalista sem capital. E se voc\u00ea olhar para os balan\u00e7os dos bancos neste ano (final do segundo mandato de Lula) ver\u00e1 que nunca antes os Bancos ganharam tanto dinheiro no Brasil como eles ganharam no meu governo. E as grandes montadoras nunca venderam tantos carros como no meu governo. Mas os trabalhadores tamb\u00e9m fizeram dinheiro&#8221;.<\/p>\n<p>O rep\u00f3rter um tanto surpreso pergunta: \u201cComo voc\u00ea conseguiu fazer isso?\u201d. E Lula responde: \u201cEu descobri uma coisa fant\u00e1stica. O sucesso do pol\u00edtico \u00e9 fazer o que \u00e9 \u00f3bvio.\u00a0\u00c9 o que todo mundo sabe que precisa ser feito, mas que alguns insistem em fazer diferente\u201d.<\/p>\n<p>Notem bem, Lula expressava entre 1975 e 1987 o movimento da consci\u00eancia de classe que passava de uma determina\u00e7\u00e3o da aliena\u00e7\u00e3o \u00e0 consci\u00eancia de classe em si. Da mesma forma fica manifesto na consci\u00eancia de sua lideran\u00e7a mais expressiva o caminho de volta \u00e0 reifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a consci\u00eancia expressa na lideran\u00e7a \u00e9 representativa do resultado pol\u00edtico da estrat\u00e9gia por ele implementada no conjunto da classe e em sua consci\u00eancia. Como a consci\u00eancia em seu movimento \u00e9 s\u00edntese de fatores subjetivos e objetivos, a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da classe conformada por uma estrat\u00e9gia incide diretamente sobre a classe e sua forma\u00e7\u00e3o enquanto classe.<\/p>\n<p>Em sua an\u00e1lise sobre a social-democracia, Adan Przeworski (<em>Capitalismo e Social-democracia, S\u00e3o Paulo: Cia das Letras, 1989<\/em>) afirma que:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">\u201cA classe molda o comportamento dos indiv\u00edduos t\u00e3o-somente se os que s\u00e3o oper\u00e1rios forem organizados politicamente como tal. Se os partidos pol\u00edticos n\u00e3o mobilizam as pessoas como oper\u00e1rios, e sim como \u201cas massas\u201d, o \u201cpovo\u201d, \u201cconsumidores\u201d, \u201ccontribuintes\u201d, ou simplesmente \u201c<em>cidad\u00e3os<\/em>\u201d, os oper\u00e1rios tornam-se menos propensos a identificar-se como membros da classe.\u201d (Przeworski, 1989:42).<\/p>\n<p>O mito do ac\u00famulo de for\u00e7as s\u00f3 se sustenta renovando-se ao infinito, isto \u00e9, nunca estamos prontos, nunca h\u00e1 a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as favor\u00e1vel, nunca o n\u00edvel de consci\u00eancia das massas e dos trabalhadores chega \u00e0 necessidade da conquista do poder. O problema \u00e9 que agindo desta forma criam-se as condi\u00e7\u00f5es para que de fato nunca estejam dadas as condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No entanto, a quest\u00e3o \u00e9 ainda mais s\u00e9ria. Os defensores do ac\u00famulo de for\u00e7as acreditam piamente que os patamares de consci\u00eancia n\u00e3o regridem, isto \u00e9, a consci\u00eancia de classe desenvolvida nos anos oitenta e noventa ficaria ali no ponto onde chegou e iria se tornando massiva em consequ\u00eancia do andamento positivo das ditas reformas. Nesta leitura, se ainda n\u00e3o temos uma consci\u00eancia revolucion\u00e1ria, que j\u00e1 coloca a necessidade da conquista do poder, ter\u00edamos a generaliza\u00e7\u00e3o gradual de uma consci\u00eancia em si, digamos democr\u00e1tica, disposta a manter o patamar das conquistas e reagir quando estes est\u00e3o amea\u00e7ados.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 o que verificamos. A consci\u00eancia expressa na lideran\u00e7a revela que o conjunto da classe retoma um patamar que Sartre denominava de serialidade e ao qual corresponde a consci\u00eancia reificada. Esta \u00e9 a consci\u00eancia da imediaticidade, da ultrageneraliza\u00e7\u00e3o, do preconceito, da perda do capacidade de vislumbrar, ainda que potencialmente,\u00a0 a totalidade.<\/p>\n<p>Presos a esta forma de consci\u00eancia, os trabalhadores n\u00e3o agem como uma classe nos limites da ordem do capital em luta contra suas manifesta\u00e7\u00f5es mais aparentes e, pior, eles a naturalizam e se comportam como agentes de sua reprodu\u00e7\u00e3o e perpetua\u00e7\u00e3o desta ordem.<\/p>\n<p>O senso comum reflete este movimento e \u00e9 no cotidiano que ele se manifesta. Se pod\u00edamos falar de um senso comum progressista, ou tendencialmente de esquerda, no contexto de intensifica\u00e7\u00e3o da luta de classes na crise da autocracia burguesa e no processo de democratiza\u00e7\u00e3o, hoje no quadro de uma democracia de coopta\u00e7\u00e3o consolidada temos um senso comum que tende a ser conservador e, por vezes, reacion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Permitam-se um exemplo caseiro, mas creio que significativo. Lincoln Secco escreveu um texto sobre a situa\u00e7\u00e3o da Cor\u00e9ia do Norte em nosso blog (<em><a href=\"http:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2013\/04\/17\/kim-jong-un\/\" target=\"_blank\">Kim Jong-un<\/a><\/em> 17\/04\/2013). Um comentador simplesmente respondeu com um direto \u201cvai morar l\u00e1\u201d, mas deixemos este de lado. Destaco dois coment\u00e1rios mais substanciosos e que revelam uma forma de compreens\u00e3o do mundo atual e seus dilemas:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">\u201cOlha, at\u00e9 pouco tempo tinha raiva dos EUA pela sua ind\u00fastria cultural, sua arrog\u00e2ncia, sua intromiss\u00e3o em assuntos de outras na\u00e7\u00f5es, etc. Entretanto, depois de conhecer o pa\u00eds e seu povo, mudei completamente minha concep\u00e7\u00e3o. Os caras s\u00e3o os \u201ccaras\u201d porque trabalham duro, estudam bastante e s\u00e3o muito educados e politizados. O fazem mundo afora \u00e9 conhecido na natureza como a lei do mais forte. Queria eu morar num pa\u00eds que dita as regras aos outros e ningu\u00e9m tira farinha. Al\u00e9m disso, em pleno s\u00e9culo XXI, os norte coreanos s\u00e3o tratados como um rebanho e n\u00e3o como cidad\u00e3os livres. Abaixo o apoio ao totalitarismo, como ocorre por l\u00e1!!!\u201d<\/p>\n<p>Um outro, mais duro, afirma:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">\u201ckkkkkkkkkkkkkkkkk . Pa\u00eds sitiado? por quem? Paran\u00f3icos, malucos mesmo, todos eles, o \u201cestadista mirim\u201d, o \u201cprofessor\u201d que assina esta bobagem. Veja bem, a li\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria pode at\u00e9 ser boa, talvez o que o trai sejam as convic\u00e7\u00f5es pol\u00edticas\u2026 o tempo passou e eles n\u00e3o perceberam\u2026 O Presidente dos Estados Unidos, j\u00e1 \u00e9 Obama, viu pessoal\u2026 Amea\u00e7a do Ocidente? Para quem? Despertem deste \u201csono\u201d louco, sejam felizes, ou n\u00e3o, mas, deixem de loucura! Vivemos num mundo diferente do das \u201ccartilhas\u201d que voc\u00eas estudam!!!\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o vou entrar no m\u00e9rito, n\u00e3o guardo nenhuma simpatia pela forma pol\u00edtica norte coreana, mas em seu n\u00facleo central o texto do companheiro Lincoln, apenas afirma que existe um espa\u00e7o de soberania dos Estados nacionais e que estes tem direito de se defender, o que o leva \u00e0 constata\u00e7\u00e3o que n\u00e3o s\u00e3o eles que provocam e atacam, mas ao contr\u00e1rio, est\u00e3o sendo provocados por \u201cexerc\u00edcios militares\u201d que partem dos EUA. Como explicar tal rea\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>N\u00e3o vai aqui nenhuma considera\u00e7\u00e3o aos comentadores, eles t\u00eam direito de expressar sua opini\u00e3o, concordemos ou n\u00e3o. Um blog tem de tudo e tais coment\u00e1rios o deixam ainda mais interessante. O que nos preocupa \u00e9 que ele revela, e isto \u00e9 uma virtude, um elemento do senso comum que indica uma preocupante guinada conservadora, mesmo em rela\u00e7\u00e3o a valores mais elementares, e isso em um leitor de um blog de uma editora com uma linha claramente de esquerda em um pais que est\u00e1 h\u00e1 dez anos \u201cacumulando for\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>Podemos ver este fen\u00f4meno como um resqu\u00edcio ou uma exce\u00e7\u00e3o em um senso comum que tende a ser mais progressista. Infelizmente eu acredito que n\u00e3o. A forma do senso comum \u00e9 resultado de toda a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o social, sua resultante cultural, a perman\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o burguesas, mas tamb\u00e9m do processo pol\u00edtico mais recente que como toda pr\u00e1xis pode superar ou refor\u00e7ar o existente. No caso refor\u00e7ou.<\/p>\n<p>Lembrando ainda Przeworski, sabemos que a chamada organiza\u00e7\u00e3o das massas precisa ser compreendida de forma mais profunda. N\u00e3o h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o direta entre organiza\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel organizar para apassivar. Diz o autor:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">\u201cOs l\u00edderes tornam-se representantes. Massas representadas por l\u00edderes \u2013 eis o modo de organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora no seio das institui\u00e7\u00f5es capitalistas. Dessa maneira, a participa\u00e7\u00e3o desmobiliza as massas\u201d (Przeworski, 1989: 27).<\/p>\n<p>\u00c9 triste.<\/p>\n<p><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"747\" height=\"421\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qRVlhRbERJM?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/p>\n<p> <object width=\"100%\" height=\"385\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/qRVlhRbERJM\" \/><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><\/object> <\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Mauro Iasi<\/strong> \u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, presidente da ADUFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro <a href=\"http:\/\/boitempo.com\/livro_completo.php?isbn=85-87767-10-0\" target=\"_blank\"><em>O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia<\/em><\/a> (Boitempo, 2002). Colabora para o <strong>Blog da Boitempo<\/strong> mensalmente, \u00e0s quartas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2013\/04\/25\/senso-comum-e-conservadorismo-o-pt-e-a-desconstrucao-da-consciencia\/\">http:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2013\/04\/25\/senso-comum-e-conservadorismo-o-pt-e-a-desconstrucao-da-consciencia\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Mauro Iasi.\nUm dos mitos da estrat\u00e9gia democr\u00e1tica popular \u00e9 o acumulo de for\u00e7as. A ideia geral \u00e9 que por n\u00e3o haver condi\u00e7\u00e3o de rupturas revolucion\u00e1rias, nem correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as por mudan\u00e7as estruturais no sentido do socialismo, a democratiza\u00e7\u00e3o da sociedade e as reformas graduais iriam criando as bases pol\u00edticas para o desenvolvimento gradual de uma consci\u00eancia socialista de massa.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4718\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-4718","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c65-lulismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1e6","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4718","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4718"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4718\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4718"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4718"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4718"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}