{"id":4726,"date":"2013-04-30T00:29:38","date_gmt":"2013-04-30T00:29:38","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4726"},"modified":"2013-04-30T00:29:38","modified_gmt":"2013-04-30T00:29:38","slug":"50-verdades-sobre-as-sancoes-economicas-dos-estados-unidos-contra-cuba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4726","title":{"rendered":"50 verdades sobre as san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas dos Estados Unidos contra Cuba"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O estado de s\u00edtio econ\u00f4mico mais extenso da hist\u00f3ria voltou a atrair holofotes ap\u00f3s a visita de Beyonc\u00e9 \u00e0 ilha<\/strong><\/p>\n<p>A visita da estrela estadunidense da m\u00fasica Beyonc\u00e9 e de seu marido Jay-z \u00e0 Havana voltou a levantar pol\u00eamica sobre a manuten\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es contra Cuba, em vigor h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo. Eis aqui alguns dados sobre o mais extenso estado de s\u00edtio econ\u00f4mico da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>1) A administra\u00e7\u00e3o republicada de Dwight D. Eisenhower imp\u00f4s as primeiras san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas contra Cuba em 1960, oficialmente por causa do processo de nacionaliza\u00e7\u00f5es que o governo revolucion\u00e1rio de Fidel Castro empreendeu.<\/p>\n<p>2) Em1962, o governo democrata de John F. Kennedy aplicou san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas totais contra a ilha.<\/p>\n<p>3) O impacto foi terr\u00edvel. Os Estados Unidos sempre constitu\u00edram o mercado natural de Cuba. Em 1959, 73% das exporta\u00e7\u00f5es eram feitas para o vizinho do norte e 70% das importa\u00e7\u00f5es precediam deste territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>4) Agora, Cuba n\u00e3o pode exportar nem importar nada dos Estados Unidos. Desde 2000, depois das press\u00f5es do lobby agr\u00edcola estadunidense que buscava novos mercados para seus excedentes, a cidade de Havana est\u00e1 autorizada a importar algumas mat\u00e9rias-primas aliment\u00edcias, com condi\u00e7\u00f5es draconianas.<\/p>\n<p>5) A ret\u00f3rica diplom\u00e1tica para justificar o endurecimento deste estado de s\u00edtio econ\u00f4mico evoluiu com o tempo. Entre 1969 e 1990, os Estados Unidos evocaram o primeiro caso de expropria\u00e7\u00f5es de suas empresas para justificar sua pol\u00edtica hostil contra Havana. Em seguida, Washington evocou sucessivamente a alian\u00e7a com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, o apoio \u00e0s guerrilhas latino-americanas na luta contra as ditaduras militares e a interven\u00e7\u00e3o cubana na \u00c1frica para ajudar as antigas col\u00f4nias portuguesas a conseguir sua independ\u00eancia e a defend\u00ea-la.<\/p>\n<p>6) Em 1991, depois do desmoronamento do bloco sovi\u00e9tico, em vez de normalizar as rela\u00e7\u00f5es com Cuba, os Estados Unidos decidiram refor\u00e7ar as san\u00e7\u00f5es invocando a necessidade de reestabelecer a democracia e o respeito aos direitos humanos.<\/p>\n<p>7) Em 1992, sob a administra\u00e7\u00e3o de Bush pai, o Congresso dos Estados Unidos adotou a lei Torricelli, que recrudesce as san\u00e7\u00f5es contra a popula\u00e7\u00e3o cubana e lhes d\u00e1 um car\u00e1ter extraterritorial, isto \u00e9, contr\u00e1rio \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>8) O direito internacional pro\u00edbe toda lei nacional de ser extraterritorial, isto \u00e9, de ser aplicada al\u00e9m das fronteiras do pa\u00eds. Assim, a lei francesa n\u00e3o pode ser aplicada na Alemanha. A legisla\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o pode ser aplicada na Argentina. N\u00e3o obstante, a lei Torricelli \u00e9 aplicada em todos os pa\u00edses do mundo.<\/p>\n<p>9) Assim, desde 1992, todo barco estrangeiro \u2013 qualquer que seja sua proced\u00eancia \u2013 que entre em um porto cubano, se v\u00ea proibido de entrar nos Estados Unidos durante seis meses.<\/p>\n<p>10) As empresas mar\u00edtimas que operam na regi\u00e3o privilegiam o com\u00e9rcio com os Estados Unidos, primeiro mercado mundial. Cuba, que depende essencialmente do transporte mar\u00edtimo por sua insularidade, tem de pagar um pre\u00e7o muito superior ao do mercado para convencer as transportadoras internacionais a fornecer mercadoria \u00e0 ilha.<\/p>\n<p>11) A lei Torricelli prev\u00ea tamb\u00e9m san\u00e7\u00f5es aos pa\u00edses que brindam assist\u00eancia a Cuba. Assim, se a Fran\u00e7a ou o Brasil outorgarem uma ajuda de 100 milh\u00f5es de d\u00f3lares \u00e0 ilha, os Estados Unidos cortam o mesmo montante de sua ajuda a essas na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>12) Em 1996, a administra\u00e7\u00e3o Clinton adotou a lei Helms-Burton que \u00e9 ao mesmo tempo extraterritorial e retroativa, isto \u00e9, se aplica sobre feitos ocorridos antes da ado\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 contr\u00e1rio ao direito internacional.<\/p>\n<p>13) O direito internacional pro\u00edbe toda legisla\u00e7\u00e3o de ter car\u00e1ter retroativo. Por exemplo, na Fran\u00e7a, desde 1\u00ba de janeiro de 2008, est\u00e1 proibido fumar nos restaurantes. N\u00e3o obstante, um fumador que tivesse consumido um cigarro no dia 31 de dezembro de 2007 durante um jantar n\u00e3o pode ser multado por isso, j\u00e1 que a lei n\u00e3o pode ser retroativa.<\/p>\n<p>14) A lei Helms-Burton sanciona toda empresa estrangeira que se instalou em propriedades nacionalizadas pertencentes a pessoas que, no momento da estatiza\u00e7\u00e3o, dispunham de nacionalidade cubana, violando o direito internacional.<\/p>\n<p>15) A lei Helms-Burton viola tamb\u00e9m o direito estadunidense que estipula que as demandas judiciais nos tribunais somente s\u00e3o poss\u00edveis se a pessoa afetada por um processo de nacionaliza\u00e7\u00f5es era um cidad\u00e3o estadunidense quando ocorreu a expropria\u00e7\u00e3o e que esta tenha violado o direito internacional p\u00fablico. Veja s\u00f3, nenhum destes requisitos s\u00e3o cumpridos.<\/p>\n<p>16) A lei Helms-Burton tem como efeito dissuadir numerosos investidores de se instalarem em Cuba por temer repres\u00e1lias por parte da justi\u00e7a estadunidense e \u00e9 muito eficaz.<\/p>\n<p>17) Em 2004, a administra\u00e7\u00e3o de Bush filho criou a Comiss\u00e3o de Assist\u00eancia a uma Cuba Livre, que impulsionou novas san\u00e7\u00f5es contra Cuba.<\/p>\n<p>18) Esta Comiss\u00e3o limitou muito as viagens. Todos os habitantes dos Estados Unidos podem viajar a seu pa\u00eds de origem quantas vezes quiserem &#8211; menos os cubanos. De fato, entre 2004 e 2009, os cubanos dos Estados Unidos s\u00f3 puderam viajar a ilha 14 dias a cada tr\u00eas anos, na melhor das hip\u00f3teses, desde que conseguissem uma autoriza\u00e7\u00e3o do Departamento do Tesouro.<\/p>\n<p>19) Para poder viajar era necess\u00e1rio demonstrar que ao menos um membro da fam\u00edlia vivia em Cuba. N\u00e3o obstante, a administra\u00e7\u00e3o Bush redefiniu o conceito de fam\u00edlia, que se aplicou exclusivamente aos cubanos. Assim, os primos, sobrinhos, tios e outros parentes pr\u00f3ximos j\u00e1 n\u00e3o formavam parte da fam\u00edlia. Somente os av\u00f3s, pa\u00eds, irm\u00e3os, filhos e c\u00f4njuges formavam parte da fam\u00edlia, de acordo com a nova defini\u00e7\u00e3o. Por exemplo, um cubano que residisse nos Estados Unidos n\u00e3o poderia visitar sua tia em Cuba, nem mandar uma ajuda econ\u00f4mica para seu primo.<\/p>\n<p>20) Os cubanos que cumpriam todos os requisitos para viajar a seu pa\u00eds de origem, al\u00e9m de terem de limitar sua estadia a duas semanas, n\u00e3o podiam gastar ali mais de 50 d\u00f3lares di\u00e1rios.<\/p>\n<p>21) Todos os cidad\u00e3os ou residentes estadunidenses podiam mandar uma ajuda financeira a sua fam\u00edlia, sem limite de valor, menos os cubanos, que n\u00e3o podiam mandar mais de 100 d\u00f3lares ao m\u00eas entre 2004 e 2009.<\/p>\n<p>22) N\u00e3o obstante, era imposs\u00edvel a um cubano da Fl\u00f3rida mandar dinheiro \u00e0 sua m\u00e3e que vivia em Havana \u2013 membro direto da sua fam\u00edlia de acordo com a nova defini\u00e7\u00e3o \u2013, se a m\u00e3e militasse no Partido Comunista.<\/p>\n<p>23) Em 2006, a Comiss\u00e3o de Assist\u00eancia a uma Cuba Livre adotou outra norma que recrudesceu as restri\u00e7\u00f5es contra Cuba.<\/p>\n<p>24) Com o objetivo de limitar a coopera\u00e7\u00e3o m\u00e9dica cubana com o resto do mundo, os Estados Unidos proibiram a exporta\u00e7\u00e3o de equipamentos m\u00e9dicos a pa\u00edses terceiros \u201cdestinados a serem utilizados em programas de grande escala [com] pacientes estrangeiros\u201d mesmo apesar de a maior parte da tecnologia m\u00e9dica mundial ser de origem estadunidense.<\/p>\n<p>25) Por causa da aplica\u00e7\u00e3o extraterritorial das san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, uma fabricante de carros japonesa, alem\u00e3, coreana, ou outra, que deseje comercializar seus produtos no mercado estadunidense, tem de demonstrar ao Departamento do Tesouro que seus carros n\u00e3o cont\u00eam nem um s\u00f3 grama de n\u00edquel cubano.<\/p>\n<p>26) Do mesmo modo, um confeiteiro franc\u00eas que deseje entrar no primeiro mercado do mundo tem de demonstrar \u00e0 mesma entidade que sua produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o cont\u00e9m um s\u00f3 grama de a\u00e7\u00facar cubano.<\/p>\n<p>27) Assim, o car\u00e1ter extraterritorial das san\u00e7\u00f5es limita fortemente o com\u00e9rcio internacional de Cuba com o resto do mundo.<\/p>\n<p>28) \u00c0s vezes, a aplica\u00e7\u00e3o destas san\u00e7\u00f5es toma um rumo menos racional. Assim, todo turista estadunidense que consuma um cigarro cubano ou um copo de rum Havana Club durante uma viagem ao exterior, na Fran\u00e7a, no Brasil ou no Jap\u00e3o, se arrisca a pagar uma multa de um milh\u00e3o de d\u00f3lares e a ser condenado a dez anos de pris\u00e3o.<\/p>\n<p>29) Do mesmo modo, um cubano que resida na Fran\u00e7a, teoricamente n\u00e3o pode comer um sandu\u00edche do McDonald\u2019s.<\/p>\n<p>30) O Departamento do Tesouro \u00e9 taxativo a respeito: \u201cMuitos se perguntam com frequ\u00eancia se os cidad\u00e3os estadunidenses podem adquirir legalmente produtos cubanos, inclusive tabaco ou bebidas alc\u00f3olicas, em um pa\u00eds terceiro para seu consumo pessoal fora dos Estados Unidos. A resposta \u00e9 n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>31) As san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas tamb\u00e9m t\u00eam um impacto dram\u00e1tico no campo da sa\u00fade. \u00a0Com efeito, cerca de 80% das patentes depositadas no setor m\u00e9dico prov\u00eam das multinacionais farmac\u00eauticas estadunidenses e de suas subsidi\u00e1rias e Cuba n\u00e3o pode ter acesso a elas. O Escrit\u00f3rio do Alto Comiss\u00e1rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos sublinha que \u201cas restri\u00e7\u00f5es impostas pelo embargo t\u00eam contribu\u00eddo para privar Cuba de um acesso vital a medicamentos, novas tecnologias m\u00e9dicas e cient\u00edficas\u201d.<\/p>\n<p>32) No dia 3 de fevereiro de 2006, uma delega\u00e7\u00e3o de dezesseis funcion\u00e1rios cubanos, reunida com um grupo de empres\u00e1rios estadunidenses, foi expulsa do Hotel Sheraton Mar\u00eda Isabel da capital mexicana, violando a lei asteca que pro\u00edbe todo tipo de discrimina\u00e7\u00e3o por ra\u00e7a ou origem.<\/p>\n<p>33) Em 2006, a empresa japonesa Nikon se negou a entregar o primeiro pr\u00eamio \u2013 uma c\u00e2mera \u2013 a Raysel Sosa Rojas, jovem cubano de 13 anos que sofre de uma hemofilia heredit\u00e1ria incur\u00e1vel, que ganhou o XV Concurso Internacional de Desenho Infantil do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A multinacional nip\u00f4nica explicou que a c\u00e2mera digital n\u00e3o poderia ser entregue ao jovem cubano porque continha componentes estadunidenses.<\/p>\n<p>34) Em abril de 2007, o banco Bawag, vendido ao fundo financeiro estadunidense, fechou as contas de uma centena de clientes de origem cubana que residiam na rep\u00fablica alpina, aplicando assim, de modo extraterritorial, a legisla\u00e7\u00e3o estadunidense em um pa\u00eds terceiro.<\/p>\n<p>35) Em 2007, o banco Barclays ordenou \u00e0s suas filiais de Londres que fechassem as contas de duas empresas cubanas: Havana International Bank e Cubanac\u00e1n, depois de a Ofac (Office of Foreign Assets Control, ou Oficina de Controle de Bens Estrangeiros) do Departamento do Tesouro, efetuar pris\u00f5es.<\/p>\n<p>36) Em julho de 2007, a companhia a\u00e9rea espanhola Hola Airlines, que tinha um contrato com o governo cubano para transportar pacientes que padeciam de doen\u00e7as oculares no marco da Opera\u00e7\u00e3o Milagre teve de por fim \u00e0s suas rela\u00e7\u00f5es com Cuba. Com efeito, quando solicitou ao fabricante estadunidense Boeing que realizasse consertos em um avi\u00e3o, este lhe exigiu como condi\u00e7\u00e3o que rompesse seu contrato com a ilha caribenha e explicou que a ordem era procedente do governo dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>37) No dia 16 de dezembro de 2009, o banco Cr\u00e9dit Suisse recebeu uma multa de 536 milh\u00f5es de d\u00f3lares do Departamento do Tesouro por realizar transa\u00e7\u00f5es financeiras em d\u00f3lares com Cuba.<\/p>\n<p>38) Em junho de 2012, o banco holand\u00eas ING recebeu a maior san\u00e7\u00e3o jamais aplicada desde o in\u00edcio do estado de s\u00edtio econ\u00f3mico contra Cuba em 1960. A Ofac, do Departamento do Tesouro, sancionou a institui\u00e7\u00e3o financeira com uma multa de 619 milh\u00f5es de d\u00f3lares por realizar, entre outras, transa\u00e7\u00f5es em d\u00f3lares com Cuba, atrav\u00e9s do sistema financeiro estadunidense.<\/p>\n<p>39) Os turistas estadunidenses podem viajar para a China, principal rival econ\u00f4mica e pol\u00edtica dos Estados Unidos, para o Vietn\u00e3, pa\u00eds contra o qual Washington esteve mais de quinze anos em guerra, ou para a Cor\u00e9ia do Norte, que possui armamento nuclear e amea\u00e7a us\u00e1-lo, mas n\u00e3o para Cuba, que, em sua hist\u00f3ria, jamais agrediu os Estados Unidos.<\/p>\n<p>40) Todo cidad\u00e3o estadunidense que viole esta proibi\u00e7\u00e3o se arrisca a uma san\u00e7\u00e3o que pode alcan\u00e7ar 10 anos de pris\u00e3o e um milh\u00e3o de d\u00f3lares de multa.<\/p>\n<p>41) Depois das solicita\u00e7\u00f5es de Max Baucus, senador do Estado de Montana, o Departamento do Tesouro admitiu ter realizado, desde 1990, apenas 93 investiga\u00e7\u00f5es relacionadas ao terrorismo internacional. No mesmo per\u00edodo, efetuou outras 10.683 \u201cpara impedir que os estadunidenses exer\u00e7am seu direito de viajar a Cuba\u201d.<\/p>\n<p>42) Em um boletim, a Gao (United States Government Accountability Office, ou Oficina de Responsabilidade Governamental dos Estados Unidos) apontou que os servi\u00e7os aduaneiros (Customs and Border Protection \u2013 CBP) de Miami realizaram inspe\u00e7\u00f5es \u201csecund\u00e1rias\u201d sobre 20% dos passageiros procedentes de Cuba em 2007 com a finalidade de comprovar que n\u00e3o importavam tabaco, \u00e1lcool ou produtos farmac\u00eauticos da ilha. Por outro lado, a m\u00e9dia de inspe\u00e7\u00f5es foi s\u00f3 de 3% para o restante dos viajantes. Segundo a GAO, este enfoque sobre Cuba \u201creduz a aptid\u00e3o dos servi\u00e7os aduaneiros para levar a cabo sua miss\u00e3o que consiste em impedir que os terroristas, criminosos e outros estrangeiros indesej\u00e1veis entrem no pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>43) Os ex-presidentes James Carter e William Clinton expressaram v\u00e1rias vezes sua oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica de Washington. \u201cN\u00e3o deixei de pedir p\u00fablica e privadamente a elimina\u00e7\u00e3o de todas as restri\u00e7\u00f5es financeiras, comerciais e de viagem\u201d, declarou Carter depois de sua segunda estadia em Cuba em mar\u00e7o de 2011. Para Clinton, a pol\u00edtica de san\u00e7\u00f5es \u201cabsurda\u201d tem sido um \u201cfracasso total\u201d.<\/p>\n<p>44) A C\u00e2mara de Com\u00e9rcio dos Estados Unidos, que representa o mundo dos neg\u00f3cios e as mais importantes multinacionais do pa\u00eds, tamb\u00e9m expressou sua oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>45) O jornal\u00a0The New York Times\u00a0condenou \u201cum anacronismo da Guerra Fria\u201d.<\/p>\n<p>46) O\u00a0Washington Post, di\u00e1rio conservador, aparece como o mais virulento quando se trata da pol\u00edtica cubana de Washington: \u201cA pol\u00edtica dos Estados Unidos em rela\u00e7\u00e3o a Cuba \u00e9 um fracasso [\u2026]. Nada mudou, exceto que o nosso embargo nos torna mais rid\u00edculos e impotentes que nunca\u201d.<\/p>\n<p>47) A maior parte da opini\u00e3o p\u00fablica estadunidense tamb\u00e9m est\u00e1 a favor de uma normatiza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre Washington e Havana. Segundo uma pesquisa realizada pela\u00a0CNN\u00a0no dia 10 de abril de 2009, 64% dos cidad\u00e3os estadunidenses se op\u00f5e \u00e0s san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas contra Cuba.<\/p>\n<p>48) De acordo com a empresa\u00a0Orbitz Worldwide, uma das mais importantes ag\u00eancias de viagem da internet, 67% dos habitantes dos Estados Unidos desejam ir de f\u00e9rias para Cuba e 72% acreditam que \u201co turismo em Cuba teria um impacto positivo na vida cotidiana do povo cubano\u201d.<\/p>\n<p>49) Mais de 70% dos cubanos nasceram sob o estado de s\u00edtio econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>50) Em 2012, durante a reuni\u00e3o anual da Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, 188 pa\u00edses de 192 condenaram pela 21\u00aa vez consecutiva as san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas contra Cuba.<\/p>\n<p>(*) Doutor em Estudos Ib\u00e9ricos e Latino-americanos da Universidade de Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani \u00e9 professor-titular da Universidade de la Reuni\u00f3n e jornalista, especialista nas rela\u00e7\u00f5es entre Cuba e Estados Unidos. Seu \u00faltimo livro se chama The Economic War Against Cuba. A Historical and Legal Perspective on the U.S. Blockade, New York, Monthly Review Press, 2013, com pr\u00f3logo de Wayne S. Smith e pref\u00e1cio Paul Estrade.<\/p>\n<p>Contato:<a href=\"mailto:lamranisalim@yahoo.fr\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\"> lamranisalim@yahoo.fr<\/a> ; <a href=\"mailto:Salim.Lamrani@univ-reunion.fr\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">Salim.Lamrani@univ-reunion.fr<\/a><\/p>\n<p>P\u00e1gina no Facebook: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/SalimLamraniOfficiel\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">https:\/\/www.facebook.com\/SalimLamraniOfficiel <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nSalim Lamrani | Paris 26\/04\/2013\/ OperaMundi\/Brasil\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4726\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[77],"tags":[],"class_list":["post-4726","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c90-solidariedade-a-cuba"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1ee","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4726","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4726"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4726\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4726"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4726"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4726"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}