{"id":4741,"date":"2013-05-03T13:55:55","date_gmt":"2013-05-03T16:55:55","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4741"},"modified":"2017-08-25T00:01:18","modified_gmt":"2017-08-25T03:01:18","slug":"qempresas-que-apoiaram-a-ditadura-poderao-ser-processadasq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4741","title":{"rendered":"&#8220;Empresas que apoiaram a ditadura poder\u00e3o ser processadas&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>Apesar do atraso de d\u00e9cadas para come\u00e7ar a revisar os crimes da ditadura, a advogada pernambucana Rosa Cardoso da Cunha, mestre em direito penal, que integra a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV), diz n\u00e3o se sentir ansiosa com a tarefa que tem pela frente. A revista\u00a0<em>Isto \u00c9<\/em> realizou uma entrevista com a advogada que o Portal\u00a0<strong>Vermelho <\/strong>reproduz abaixo:<\/p>\n<p>Rosa Cardoso, integrante da Comiss\u00e3o da Verdade<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel por apurar o envolvimento das empresas no patroc\u00ednio do golpe militar de 1964, Rosa precisa organizar as informa\u00e7\u00f5es levantadas at\u00e9 aqui a respeito do assunto e monitorar os documentos de novos acervos disponibilizados para a CNV. \u201cForam investidos muitos recursos por empres\u00e1rios brasileiros para que o golpe se mantivesse\u201d, afirma Rosa.<\/p>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o de empresas que forneciam listas negras, com os nomes de trabalhadores suspeitos de subvers\u00e3o, aos \u00f3rg\u00e3os de controle do governo pode vir a gerar processos na Justi\u00e7a. \u201cO fato pode ser submetido \u00e0 Corte Interamericana\u201d, diz Rosa.<\/p>\n<p><strong><em>Isto \u00c9<\/em> \u2013 A Comiss\u00e3o Nacional da Verdade trabalha com a linha de que o golpe de 1964 n\u00e3o foi s\u00f3 militar, mas tamb\u00e9m civil. Onde entram as empresas?<\/strong><\/p>\n<p><em>Rosa Cardoso<\/em> \u2013 Estamos focando nessa explicita\u00e7\u00e3o do elemento civil do golpe, caracterizado inicialmente como somente militar. Um golpe custa muito caro, e entraram muitos recursos americanos naquela \u00e9poca, somente para financiar campanhas eleitorais estaduais. \u00c0s v\u00e9speras do golpe, teriam sido US$ 10 milh\u00f5es. Mesmo assim, os candidatos da direita perderam as elei\u00e7\u00f5es, e a\u00ed come\u00e7ou uma movimenta\u00e7\u00e3o desenfreada de empres\u00e1rios brasileiros da ind\u00fastria e da \u00e1rea financeira, ligados a grupos multinacionais, que tinham interesse em conquistar espa\u00e7o pol\u00edtico. \u00c9 tamb\u00e9m o caso de grandes empreiteiros. Foram investidos muitos recursos. Os empres\u00e1rios se organizaram principalmente ao redor do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), criado em 1961, que atuava contra o presidente Jo\u00e3o Goulart.<\/p>\n<p><strong><em>Isto \u00c9 \u2013 <\/em>Houve grupos organizados de empres\u00e1rios que trabalharam de forma articulada na \u00e9poca?<\/strong><\/p>\n<p><em>Rosa Cardoso<\/em> \u2013 Houve a\u00e7\u00e3o de muitas entidades de classe, como a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), a Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Estado de S\u00e3o Paulo, al\u00e9m do Clube de Lojistas e do\u00a0Senai\u00a0do Rio de Janeiro. Temos, ainda, as federa\u00e7\u00f5es de ind\u00fastrias de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. E nomes de empres\u00e1rios como Augusto Trajano de Azevedo Antunes, (fundador da mineradora\u00a0Caemi, e patrocinador do\u00a0Ipes) e Celso Melo de Azevedo, que presidiu a Cemig entre 1961 e 1965. E, ainda,\u00a0Henning\u00a0Boilesen, presidente da Ultragaz, da fam\u00edlia\u00a0Igel. Nomes j\u00e1 identificados no livro do professor uruguaio\u00a0Rene\u00a0Dreyfus (A conquista do Estado, lan\u00e7ado em 1981), que na \u00e9poca n\u00e3o foi t\u00e3o importante, e depois se tornou um livro de refer\u00eancia para o estudo do elemento civil.<\/p>\n<p><strong><em>Isto \u00c9 \u2013 <\/em>S\u00e3o personagens que apoiaram o golpe de 1964 ou o aparato re\u00adpressor tamb\u00e9m?<\/strong><\/p>\n<p><em>Rosa <\/em>&#8211; Estamos investigando o financiamento do golpe e o financiamento da repress\u00e3o. J\u00e1 temos alguns documentos, apontando que o com\u00e9rcio e a ind\u00fastria na \u00e9poca se ofereceram para dar apoio ao governo. Luiz Macedo SampaioQuentel, representante da F\u00e1brica de Motores, amigo do general Jos\u00e9\u00a0Canabarro, comandante do II Ex\u00e9rcito, no final dos anos 1960, construiu instala\u00e7\u00f5es militares, tendo livre tr\u00e2nsito nos quart\u00e9is. A CNV disp\u00f5e de um documento, que exibir\u00e1 oportunamente, no qual o general manifesta sua gratid\u00e3o a um grupo de empres\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>A quais empres\u00e1rios ele agradece, e qual seria a participa\u00e7\u00e3o deles?<\/strong><\/p>\n<p>Alguns deles s\u00e3o: Luiz Pinto Thomas, diretor-presidente da Ind\u00fastria Metal\u00fargica Nossa Senhora Aparecida e ligado \u00e0 Sul Americana de Investimentos e \u00e0 corretora de c\u00e2mbio\u00a0Trefil\u00a0Satora; Roberto\u00a0Selmi\u00a0Dei, presidente da Moinho\u00a0Selmi\u00a0Dei Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, ligado \u00e0 Mercantil Agropecu\u00e1ria de Araraquara SA; Jos\u00e9 Kalil, diretor-presidente da Jos\u00e9 Kalil SA; Sebasti\u00e3o Camargo, da Construtora Camargo Corr\u00eaa SA. Eles colaboraram na constru\u00e7\u00e3o do 2\u00ba Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito (PE), unidade criada \u00e0 \u00e9poca, e na amplia\u00e7\u00e3o da 2\u00aa Companhia da PE. Teriam ajudado a construir um aparato de exerc\u00edcio do poder repressivo, a sede de organismos que se envolveram na repress\u00e3o pol\u00edtica. Buscamos documentos para ter isso registrado, e n\u00e3o somente relatos que geraram filmes e livros at\u00e9 agora.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.admin.paginaoficial.ws\/admin\/arquivos\/biblioteca\/mi_750240820366455341519.jpg?w=747\" border=\"0\"  align=\"left\" \/><strong>Quem a CNV deve chamar a depor sobre a participa\u00e7\u00e3o das empresas na ditadura?<\/strong><\/p>\n<p>A partir de maio, vamos come\u00e7ar a chamar diversas pessoas. Num primeiro momento, queremos ouvir empres\u00e1rios. Vamos ouvir tamb\u00e9m Paulo\u00a0Egydio\u00a0Martins (governador de S\u00e3o Paulo entre 1975 e 1979), que j\u00e1 declarou ter nomes de empresas que participaram. Tamb\u00e9m o ex-ministro Delfim Netto e o empres\u00e1rio Paulo\u00a0Sawaya, apontado como um arrecadador de recursos junto ao empresariado paulista. Vamos trabalhar com literatura que tenha comprova\u00e7\u00e3o. H\u00e1 teses acad\u00eamicas atuais, feitas sobre o papel de muitas empreiteiras durante o governo militar. A ideia \u00e9 garantir provas documentais ou testemunhais.<\/p>\n<p>(foto: O presidente da Ultragaz,\u00a0Henning\u00a0Boilesen, em 1965)<\/p>\n<p><strong>Pode haver nomes novos de empres\u00e1rios que ainda n\u00e3o eram considerados publicamente ligados \u00e0 ditadura?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, h\u00e1 muitos acervos que n\u00e3o foram vistos ainda, acervos particulares que n\u00e3o eram procurados. No Arquivo Nacional, h\u00e1 ainda documentos que n\u00e3o foram digitalizados. As pr\u00f3prias v\u00edtimas da ditadura t\u00eam muito material, e ainda h\u00e1 os acervos da classe empresarial. Veremos a\u00ed n\u00e3o s\u00f3 a participa\u00e7\u00e3o do empresariado, financiando o golpe e o governo militar, mas tamb\u00e9m os empres\u00e1rios que perseguiram trabalhadores, que criaram listas negras, entregues aos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a da \u00e9poca. \u00c9 o caso da\u00a0Cobrasma, do ex-presidente da\u00a0Fiesp, Luiz Eul\u00e1lio de Bueno Vidigal, de Osasco, e daTecnoforjas, na zona leste de S\u00e3o Paulo, al\u00e9m de muitas empresas do ABC. H\u00e1 documentos, com endere\u00e7os residenciais, a se\u00e7\u00e3o em que determinada pessoa trabalhava, que tipo de carro possu\u00eda, indicando que seria suspeito de atividade subversiva.<\/p>\n<p><strong>Um dos casos mais emblem\u00e1ticos de participa\u00e7\u00e3o de um representante do setor privado durante a ditadura \u00e9 o do presidente da Ultragaz, o executivo dinamarqu\u00eas\u00a0Henning\u00a0Boilesen, que \u00e9 inclusive apontado como frequentador ass\u00edduo de sess\u00f5es de tortura. Pode haver casos de outros empres\u00e1rios que tenham tido atitudes como essa?<\/strong><\/p>\n<p>O empres\u00e1rio que sai da sua empresa para ir assistir tortura \u00e9 um psicopata. Que ele seja de direita ou de extrema direita, considerando que defendia sua propriedade, financiando \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o, certamente j\u00e1 demonstra cumplicidade. Mas o n\u00edvel de compromisso \u00e9 maior no caso de\u00a0Boilesen. N\u00e3o podemos, antes de ter pelo menos duas pessoas depondo, afirmar que de fato haja outros casos semelhantes. Mas a Comiss\u00e3o Rubens Paiva, por exemplo, trabalhou com livros de entrada do Dops e descobriu visitas frequentes de um agente do consulado americano em S\u00e3o Paulo, Mr.\u00a0Halliwell, bem como de um representante da\u00a0Fiesp, o senhor Geraldo Resende de Matos, que permanecia por longas horas naquela delegacia, um espa\u00e7o onde havia muita tortura. A\u00a0Fiesp\u00a0j\u00e1 disse que ele n\u00e3o era representante da entidade, mas o senhor Resende de Matos se apresentava como tal.<\/p>\n<p><strong>E a persegui\u00e7\u00e3o dos sindicatos de trabalhadores?<\/strong><\/p>\n<p>Houve muitas pessoas perseguidas, inclu\u00eddas em listas negras, para que n\u00e3o pudessem trabalhar, demitidas por suspeitas pol\u00edticas, de modo que foram distanciadas da vida produtiva. \u00c9 o caso de funcion\u00e1rios das f\u00e1bricas de bicicletas\u00a0Monark\u00a0eCaloi, por exemplo.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.admin.paginaoficial.ws\/admin\/arquivos\/biblioteca\/mi_750242959684562141520.jpg?w=747\" border=\"0\"  align=\"left\" \/><\/p>\n<p>Fichas de empregados &#8220;agitadores&#8221;, enviadas ao Dops pela\u00a0Tecnoforjas\u00a0(imagem)<\/p>\n<p><strong>A Comiss\u00e3o da Verdade identificou tamb\u00e9m a atua\u00e7\u00e3o de empresas que financiaram ditaduras em outros pa\u00edses do continente? <\/strong><\/p>\n<p>Sabemos que elas existiram e que trabalhadores demitidos e empresas cujas propriedades foram expropriadas organizaram-se para reivindicar seus direitos. Na Argentina e no Chile, esse processo foi mais c\u00e9lere porque as Comiss\u00f5es da Verdade foram montadas rapidamente no per\u00edodo de redemocratiza\u00e7\u00e3o. Queremos ver os precedentes para que trabalhadores ou mesmo empres\u00e1rios perseguidos, como os donos da\u00a0Panair\u00a0(cuja concess\u00e3o foi cassada, pois seus s\u00f3cios, Celso Miranda e Mario Simonsen, eram contr\u00e1rios ao regime), possam ir \u00e0 Corte Interamericana.<\/p>\n<p><strong>Muitas empresas que apoiavam o apartheid na \u00c1frica do Sul foram processadas por funcion\u00e1rios que se sentiram perseguidos. \u00c9 poss\u00edvel haver algo dessa natureza no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>Se ficar comprovada a persegui\u00e7\u00e3o de grupo, e n\u00e3o individual, com motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o fato pode ser submetido \u00e0 Corte Interamericana. Se houver lesa-humanidade, e sendo revogada a Lei da Anistia, pode haver, sim, administradores e diretores que sejam n\u00e3o s\u00f3 responsabilizados, mas tamb\u00e9m processados. Tem de se caracterizar persegui\u00e7\u00e3o de grupo, com conota\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Isso tem que ser entendido como um crime de lesa-humanidade, para que autores de viol\u00eancias sejam processados criminalmente.<\/p>\n<p><strong>Que tipo de puni\u00e7\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel aplicar a empresas depois de tanto tempo? <\/strong><\/p>\n<p>Uma empresa pode, sim, ser responsabilizada pela CNV, e n\u00e3o implicar, necessariamente, processo criminal. N\u00e3o \u00e9 preciso responder com uma pena privativa de liberdade. O direito penal tem um rol de outras penalidades, mas isso depende de algo que ainda n\u00e3o existe na realidade brasileira. Fora os casos de desaparecimento de pessoas ou funcion\u00e1rios, quando a\u00ed a investiga\u00e7\u00e3o do crime est\u00e1 em curso e n\u00e3o h\u00e1 anistia para eles.<\/p>\n<p><strong>O modo como o Brasil trata a corrup\u00e7\u00e3o, com as empresas aparecendo como v\u00edtimas e n\u00e3o agentes, pode ser uma heran\u00e7a desse per\u00edodo?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 not\u00e1vel que a ditadura tenha sido justificada \u00e0 \u00e9poca como um elemento contr\u00e1rio \u00e0 subvers\u00e3o e \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, ela cresceu fortemente na ditadura. E como convivemos com o chamado entulho autorit\u00e1rio, houve uma continuidade em formas de organiza\u00e7\u00e3o, inclusive da vida pol\u00edtica. Essa forma de corrup\u00e7\u00e3o mais recente ainda est\u00e1 enla\u00e7ada com o governo militar.<\/p>\n<p>Fonte: Isto \u00c9 Dinheiro<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.vermelho.org.br\/noticia.php?id_noticia=211961&amp;id_secao=1\" target=\"_blank\">http:\/\/www.vermelho.org.br\/noticia.php?id_noticia=211961&amp;id_secao=1<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4741\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-4741","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1et","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4741","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4741"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4741\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4741"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4741"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4741"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}