{"id":4810,"date":"2013-05-13T15:56:20","date_gmt":"2013-05-13T15:56:20","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4810"},"modified":"2013-05-13T15:56:20","modified_gmt":"2013-05-13T15:56:20","slug":"r-1-bilhao-em-troca-da-mp-dos-portos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4810","title":{"rendered":"R$ 1 bilh\u00e3o em troca da MP dos Portos"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Executivo promete liberar R$ 1 bilh\u00e3o em emendas parlamentares caso a C\u00e2mara e o Senado aprovem at\u00e9 quinta-feira o novo marco regulat\u00f3rio do setor. Dilma estuda editar decreto para modificar a regulamenta\u00e7\u00e3o atual se a ofensiva palaciana<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Ap\u00f3s sucessivas derrotas na tramita\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria 595\/2012, a MP dos Portos, o governo prepara uma \u00faltima cartada para tentar convencer os parlamentares a aprovar o texto hoje, na C\u00e2mara. O Pal\u00e1cio do Planalto pretende liberar R$ 1 bilh\u00e3o em emendas para deputados e senadores com o prop\u00f3sito de aliviar as tens\u00f5es e acalmar os \u00e2nimos dos legisladores.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Desde a \u00faltima quinta-feira, um dia ap\u00f3s a suspens\u00e3o do debate da mat\u00e9ria na C\u00e2mara pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), interlocutores palacianos t\u00eam trabalhado para convencer os parlamentares da necessidade de aprovar o texto. Analistas de mercado avaliam que uma eventual derrota do governo pode gerar perdas de at\u00e9 R$ 50 bilh\u00f5es, entre projetos engavetados e neg\u00f3cios frustrados no com\u00e9rcio exterior.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Este ano, foram intensificadas as fragilidades do setor portu\u00e1rio, uma vez que grandes engarrafamentos se formaram nas entradas dos terminais. Com uma safra recorde, a falta de infraestrutura para escoar a produ\u00e7\u00e3o ficou evidente, levando inclusive ao cancelamento de contratos. E o Executivo defende que a aprova\u00e7\u00e3o da MP \u00e9 uma medida para equacionar um dos principais gargalos do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Apesar dos apelos da presidente Dilma Rousseff nas \u00faltimas semanas para a aprova\u00e7\u00e3o do texto e da disposi\u00e7\u00e3o do Executivo em abrir a torneira dos gastos com as emendas, um deputado governista n\u00e3o acredita que essas a\u00e7\u00f5es ser\u00e3o suficientes para sensibilizar os colegas. &#8220;Falta a esse governo representa\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional e tato para negociar, uma vez que tudo \u00e9 colocado de maneira impositiva&#8221;, criticou o parlamentar, que pediu para n\u00e3o ser identificado.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Outro deputado petista, que tamb\u00e9m pediu anonimato, lembrou que, mesmo com a libera\u00e7\u00e3o de emendas, o &#8220;risco&#8221; Eduardo Cunha (PMDB-RJ) poder\u00e1 prevalecer, uma vez que o deputado tumultuou a discuss\u00e3o ao apresentar uma emenda aglutinativa que muda o texto radicalmente \u2014 a a\u00e7\u00e3o do parlamentar fluminense irritou o Planalto. &#8220;O Cunha tem uma bancada fiel a ele. Isso ficou claro durante a \u00faltima sess\u00e3o, e o governo n\u00e3o sabe como lidar com essa situa\u00e7\u00e3o&#8221;, avaliou.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Na \u00faltima quarta-feira, com o acirramento dos \u00e2nimos quando Cunha apresentou a emenda, Henrique Eduardo Alves suspendeu a sess\u00e3o. &#8220;N\u00e3o houve clima (para votar a MP). Restabelecida a calma, serenados os \u00e2nimos, a C\u00e2mara tem que cumprir o seu dever. Convoquei uma sess\u00e3o para a segunda (hoje) para votar a MP dos Portos. A C\u00e2mara n\u00e3o vai se omitir, vai cumprir o seu dever&#8221;, disse Alves na ocasi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Os ministros do n\u00facleo pol\u00edtico do governo atuaram durante todo o fim de semana convocando deputados da base na tentativa de garantir qu\u00f3rum para a aprecia\u00e7\u00e3o da MP. A sess\u00e3o de hoje no plen\u00e1rio da C\u00e2mara \u00e9 considerada como uma das maiores batalhas do Planalto no Congresso desde o in\u00edcio da gest\u00e3o Dilma, que entrou pessoalmente na articula\u00e7\u00e3o para tentar reverter um quadro de poucas chances para a aprova\u00e7\u00e3o da MP. Em jantar na resid\u00eancia do vice-presidente Michel Temer, na semana passada, Dilma delegou a ele a miss\u00e3o de enquadrar o l\u00edder Eduardo Cunha, que trabalha nos bastidores para derrubar a medida.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Dificuldades<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Como o texto caducar\u00e1 na quinta-feira, uma sess\u00e3o extraordin\u00e1ria na C\u00e2mara foi convocada para hoje. Caso a MP seja aprovada, restar\u00e3o apenas dois dias para que a mat\u00e9ria tamb\u00e9m seja apreciada pelo plen\u00e1rio do Senado. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB\u2013AL), sinalizou que convocar\u00e1 os l\u00edderes dos partidos para acelerar a tramita\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Entretanto, h\u00e1 um acordo entre os senadores de que as propostas que chegam da C\u00e2mara devem ser discutidas por pelo menos duas sess\u00f5es. O medo do Planalto \u00e9 de que senadores da oposi\u00e7\u00e3o criem problemas nesse processo, o que levaria o texto a perder a validade. Al\u00e9m disso, se qualquer altera\u00e7\u00e3o for feita na proposta aprovada pelos deputados, a medida provis\u00f3ria precisar\u00e1 voltar \u00e0 C\u00e2mara, o que sepultaria qualquer chance de vit\u00f3ria governista.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Mesmo depositando todas as fichas nessa estrat\u00e9gia, o Planalto estuda alternativas para que as mudan\u00e7as no setor portu\u00e1rio n\u00e3o fiquem encalhadas. Uma das possibilidade \u00e9 editar um decreto com o novo marco regulat\u00f3rio. Essa ideia vem ganhando for\u00e7a desde a semana passada.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">L\u00edderes divergem<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Prova de que a base est\u00e1 dividida s\u00e3o as declara\u00e7\u00f5es de ontem dos l\u00edderes do PMDB e do PT na C\u00e2mara, respectivamente Eduardo Cunha e Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (CE). Enquanto o petista disse que a &#8220;palavra de ordem \u00e9 votar&#8221;, e que &#8220;a bancada do PT estar\u00e1 100% no plen\u00e1rio&#8221;, o colega fluminense endureceu o discurso. Segundo Cunha, a bancada do PMDB n\u00e3o comparecer\u00e1 \u00e0 sess\u00e3o de hoje. &#8220;Nunca na hist\u00f3ria se votou um tema t\u00e3o complexo numa segunda-feira. S\u00e3o 28 destaques. N\u00e3o h\u00e1 condi\u00e7\u00e3o&#8221;, argumentou ao Correio.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Pontos pol\u00eamicos<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Confira os principais entraves que acirram o debate em torno da MP:<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">&#8211; O texto centraliza a pol\u00edtica portu\u00e1ria no governo federal, colocando a Secretaria Especial de Portos e a Ag\u00eancia Nacional de Transporte Aquavi\u00e1rio (Antaq) como respons\u00e1veis pelo planejamento de todo o sistema. O Congresso quer que esses dois \u00f3rg\u00e3os possam delegar poderes para os governos estaduais.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">&#8211; O governo quer que apenas os contratos de 25 anos para concess\u00e3o de terminais possam ser renovados, at\u00e9 o limite m\u00e1ximo de 50 anos. Com as modifica\u00e7\u00f5es feitas no Congresso, um contrato de cinco anos pode ser estendido por 45, desde que o arrendat\u00e1rio ofere\u00e7a uma contrapartida de investimento.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Os terminais de uso privado (TUP) deixam de ter a obrigatoriedade de movimentar somente carga pr\u00f3pria.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">XXX<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Energia barata dos EUA tira investimentos do Brasil<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><em><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O Estado de S. Paulo<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O avan\u00e7o da tecnologia para explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto nos Estados Unidos est\u00e1 provocando perdas bilion\u00e1rias para a ind\u00fastria brasileira. Com custo equivalente a 20% do g\u00e1s brasileiro, o xisto est\u00e1 levando empresas a cancelarem investimentos e trocar a produ\u00e7\u00e3o nacional por importados. Os mais afetados s\u00e3o fabricantes de qu\u00edmicos, petroqu\u00edmicos, cer\u00e2mica e vidro. &#8220;Boa parte do setor est\u00e1 com forno desligado. Estamos perdendo competitividade&#8221;, diz Antonio Carlos Kieling, da associa\u00e7\u00e3o dos fabricantes de produtos de cer\u00e2mica.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">A concorr\u00eancia com o baixo custo do g\u00e1s de xisto americano, que em tr\u00eas anos passou a custar 20% do pre\u00e7o do g\u00e1s natural no Brasil, est\u00e1 fazendo o Pa\u00eds perder ou adiar bilh\u00f5es de d\u00f3lares em investimentos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Ind\u00fastrias que t\u00eam at\u00e9 35% de seus custos no g\u00e1s, como fabricantes de cer\u00e2mica e vidro, petroqu\u00edmica e qu\u00edmica, perderam competitividade, elevaram importa\u00e7\u00f5es e migram investimentos para o exterior. At\u00e9 setores tradicionais, como o de brinquedos, sentem os efeitos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">&#8220;Uma fatia importante do setor est\u00e1 com forno desligado. Estamos perdendo competitividade. O risco \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o nacional ser substitu\u00edda pela importada&#8221;, diz o superintendente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Cer\u00e2mica para Revestimentos (Anfacer), Antonio Carlos Kiel\u00edng.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Kiel\u00edng diz que as importa\u00e7\u00f5es do setor. estouraram 9.000% em sete anos, para \u00dcS$ 220 milh\u00f5es ao ano, num movimento crescente, j\u00e1 que 25% dos custos de produ\u00e7\u00e3o v\u00eam do g\u00e1s. A avalia\u00e7\u00e3o sobre perda de competitividade \u00e9 a mesma em v\u00e1rios setores, mas atinge com maior peso a ind\u00fastria qu\u00edmica e petroqu\u00edmica. Empresas como Braskem, Unigel e Dow Chemical est\u00e3o entre as que paralisaram decis\u00f5es de investimento de bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">A multinacional de vidros AGC decidiu h\u00e1 pouco mais de tr\u00eas anos investir numa f\u00e1brica de R$ 800 milh\u00f5es. Ser\u00e1 inaugurada em Guaratinguet\u00e1 (SP) neste ano para produ\u00e7\u00e3o de vidro plano, espelhos e vidro automotivo. &#8220;De l\u00e1 para c\u00e1, o pre\u00e7o do g\u00e1s dobrou, mudou totalmente o cen\u00e1rio e a rentabilidade&#8221;, disse o CEO da AGC Vidros do Brasil, Davide Cappellino.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">A decis\u00e3o de dobrar a capacidade, com mais R$ 800 milh\u00f5es, foi suspensa por tempo indeterminado. Unidades da multinacional nos Estados Unidos, Emirados \u00c1rabes, Ar\u00e1bia Saudita e Egito, onde o pre\u00e7o do g\u00e1s \u00e9 20% do cobrado no Brasil, ganharam prefer\u00eancia na destina\u00e7\u00e3o de recursos. &#8220;Com certeza, o pre\u00e7o do g\u00e1s tornou a decis\u00e3o de investir no Brasil muito mais dif\u00edcil.&#8221;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">A tamb\u00e9m multinacional Cebrace planejou at\u00e9 R$1 bilh\u00e3o para transformar o Brasil em plataforma de exporta\u00e7\u00e3o de vidros para a Am\u00e9rica Latina. A empresa estancou novas decis\u00f5es de investimentos no Brasil e voltou os olhos para pa\u00edses como Argentina e Col\u00f4mbia. O mesmo aconteceu com a Guardian, que rev\u00ea investimentos. Hoje, o setor importa 35% do vidro plano, ante 10% de 2007.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">&#8220;N\u00e3o h\u00e1 novos investimentos de peso, e o futuro depende de decis\u00f5es de agora. Quero ver como o setor vai estar l\u00e1 para 2018&#8221;, diz Lucien Belmonte, superintendente da associa\u00e7\u00e3o setorial Abividro, que estima, grosso modo, uma perda de at\u00e9 US$3 bilh\u00f5es na d\u00e9cada pela redu\u00e7\u00e2o de competitividade acarretada pelo pre\u00e7o do g\u00e1s.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Revolu\u00e7\u00e3o. A reviravolta no mercado aconteceu depois de uma revolu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica nos Estados Unidos, com a dissemina\u00e7\u00e3o, nos \u00faltimos cinco anos, da t\u00e9cnica de fraturamento terrestre em forma\u00e7\u00f5es de xisto.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Neste curto per\u00edodo, os Estados Unidos trocaram a posi\u00e7\u00e3o de grande importador de g\u00e1s pela de potencial exportador, um cen\u00e1rio impens\u00e1vel em 2008.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Superoferta fez o pre\u00e7o do g\u00e1s americano cair de US$ 9, naquele ano, a US$ 1,82 por milh\u00e3o de BTU (unidade t\u00e9rmica brit\u00e2nica, a refer\u00eancia para o mercado de g\u00e1s) em abril de 2012.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Hoje, o pre\u00e7o do g\u00e1s americano fica em torno de US$ 2,5 a US$3 por milh\u00e3o\/BTUs. No Brasil o produto est\u00e1 cerca de cinco vezes mais caro &#8211; custa entre US$ 12 e US$ 16. Na Europa, ronda os US$ 8 a US$ 10. \u201cTodo mundo que compete no mercado internacional e que tem produ\u00e7\u00e3o no Brasil est\u00e1 reclamando conosco\u201d, diz uma fonte do governo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O efeito \u00e9 mais intenso para ind\u00fastrias que usam o g\u00e1s como mat\u00e9ria-prima, caso das fabricantes de fertilizantes, ou para mover as m\u00e1quinas. Costuma ser o caso tamb\u00e9m de produtos que dependem de altas temperaturas para serem produzidos, como as cer\u00e2micas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">___________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Produ\u00e7\u00e3o cai, mas cresce o faturamento da ind\u00fastria<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><em><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Valor Econ\u00f4mico<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">A eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os e a aquisi\u00e7\u00e3o de um maior volume de produtos importados ajudaram a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o a aumentar o faturamento real, apesar da fraca produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica neste in\u00edcio de ano. No primeiro trimestre, enquanto a produ\u00e7\u00e3o caiu 0,2%, o faturamento real ficou 2,7% maior, ambos na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2012.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Entre os 20 principais setores da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, 13 encerraram o trimestre com ganho real de faturamento entre 0,4% e 14,4%. Desses, dez fizeram, no mesmo per\u00edodo, reajuste de pre\u00e7os acima da infla\u00e7\u00e3o ou elevaram a quantidade da importa\u00e7\u00e3o, segundo dados obtidos nas pesquisas da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e Funda\u00e7\u00e3o Centro de Estudos do Com\u00e9rcio Exterior (Funcex).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">A eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os e a aquisi\u00e7\u00e3o de um volume maior de bens importados ajudaram alguns setores industriais a aumentar o faturamento real, apesar da fraca produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica neste in\u00edcio de ano. Dos vinte principais setores da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, em 12 a receita real de vendas cresceu acima de 1% no primeiro trimestre, contra iguais meses do ano passado. Dentro dos doze setores, dez fizeram, no mesmo per\u00edodo, reajuste de pre\u00e7o acima da infla\u00e7\u00e3o ou elevaram o volume de importados, segundo dados obtidos a partir do cruzamento de pesquisas da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e Funda\u00e7\u00e3o Centro de Estudos do Com\u00e9rcio Exterior (Funcex).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">No primeiro caso est\u00e3o a fabrica\u00e7\u00e3o de produtos aliment\u00edcios e de produtos de madeira. No segundo, os segmentos de vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados e produtos farmac\u00eauticos. Em alguns casos aconteceram as duas coisas simultaneamente, como nos segmentos de m\u00e1quinas, aparelhos e materiais el\u00e9tricos e de produtos de borracha e material pl\u00e1stico. Em outros setores &#8211; de m\u00e1quinas e equipamentos e de minerais n\u00e3o met\u00e1licos -, a venda de estoques ajudou no faturamento maior.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Os pre\u00e7os e os produtos importados contribu\u00edram de forma mais significativa para a alta nas receitas de vendas porque a produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica n\u00e3o acompanhou o desempenho do faturamento. O cruzamento de dados de produ\u00e7\u00e3o, importa\u00e7\u00e3o, pre\u00e7o e faturamento mostra que enquanto 12 dos 20 setores da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o conseguiram faturamento maior, apenas sete registraram, no primeiro trimestre, eleva\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica acima de 1%.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Edgard Pereira, professor do Instituto de Economia da Unicamp, destaca a eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os nos segmentos de produtos de madeira (9,4%), na ind\u00fastria de bebidas (10,14%) e na aliment\u00edcia (8,78%). As varia\u00e7\u00f5es ficaram bem acima da infla\u00e7\u00e3o, que at\u00e9 mar\u00e7o acumulou alta de 6,59% pelo IPCA. Os pre\u00e7os industriais considerados s\u00e3o os da varia\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Produtor (IPP), medido pelo IBGE, que mede a varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o dos bens industriais na sa\u00edda da f\u00e1brica e incorpora, por isso, eventuais descontos concedidos na negocia\u00e7\u00e3o com o varejo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">A eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, por\u00e9m, n\u00e3o teve o mesmo efeito para todos. Enquanto essa alta contribuiu para um faturamento maior na ind\u00fastria de alimentos e no setor de madeira, o mesmo n\u00e3o ocorreu em bebidas, diz Pereira, que mesmo com alta de pre\u00e7os significativa e crescimento de produ\u00e7\u00e3o (alta de 0,76%), registrou recuo de 9,5% no faturamento. &#8220;\u00c9 um caso claro de queda de demanda, que respondeu aos pre\u00e7os mais altos cortando compras&#8221;. Segundo ele, isso pode ser notado no balan\u00e7o de alguns fabricantes, como da Ambev. Com a alta de pre\u00e7os, diz o ex-secret\u00e1rio de pol\u00edtica econ\u00f4mica, Julio Gomes de Almeida, o setor acumulou estoques que poder\u00e3o afetar a produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica dos pr\u00f3ximos meses.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">A alta no volume importado no trimestre tamb\u00e9m teve efeito diverso entre os setores. Para alguns, as importa\u00e7\u00f5es beneficiaram o faturamento. Analistas indicam que essa liga\u00e7\u00e3o entre o aumento nos volumes desembarcados e a alta de faturamento \u00e9 mais clara em setores como vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados, farmoqu\u00edmicos e farmac\u00eauticos, m\u00e1quinas e aparelhos el\u00e9tricos e produtos de metal, com exce\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas. O setor de vestu\u00e1rio \u00e9 considerado caso t\u00edpico, com crescimento forte do faturamento (12%), das importa\u00e7\u00f5es (9%) e dos pre\u00e7os (5%), mas queda na produ\u00e7\u00e3o (7%). &#8220;Claramente \u00e9 um setor que est\u00e1 substituindo produ\u00e7\u00e3o por importa\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Pereira. Esse setor, acrescenta Almeida, ainda pode ter se beneficiado das importa\u00e7\u00f5es do segmento t\u00eaxtil, cadeia imediatamente anterior, que registra alta de importa\u00e7\u00f5es (10,7%), mas com queda de faturamento. &#8220;No setor t\u00eaxtil, a importa\u00e7\u00e3o est\u00e1 roubando n\u00e3o s\u00f3 produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria dom\u00e9stica, como tamb\u00e9m tirando faturamento.&#8221;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Fernando Ribeiro, t\u00e9cnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mico Aplicada (Ipea), acredita que para fabricantes de bens finais como vestu\u00e1rio e produtos farmac\u00eauticos, por exemplo, nos quais o ritmo da importa\u00e7\u00e3o est\u00e1 mais acelerado que o da produ\u00e7\u00e3o industrial, os importados t\u00eam substitu\u00eddo a ind\u00fastria dom\u00e9stica. Isso acontece na margem, ou seja, na parcela de crescimento da demanda interna. &#8220;Isso aconteceu de forma forte em 2010 e 2011 e ficou estabilizado no ano passado, com o recuo das importa\u00e7\u00f5es, mas agora volta a ganhar ritmo.&#8221;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Ribeiro destaca que o c\u00e2mbio, apesar da desvaloriza\u00e7\u00e3o do real no primeiro trimestre deste ano em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo do ano passado, n\u00e3o foi capaz de frear essa importa\u00e7\u00e3o. &#8220;O que se observa, historicamente, \u00e9 que a importa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais determinada pela atividade econ\u00f4mica e pelo c\u00e2mbio&#8221;, diz. Isso s\u00f3 muda, acrescenta, se houver uma varia\u00e7\u00e3o muito grande ou abrupta do pre\u00e7o da moeda nacional, o que n\u00e3o aconteceu.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Em alguns setores importantes, os estoques est\u00e3o fazendo diferen\u00e7a, como em m\u00e1quinas e equipamentos. Nesse segmento, tanto a produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica quanto o volume de importa\u00e7\u00e3o ca\u00edram muito &#8211; queda de 2% e de 0,8%, respectivamente -, mas o faturamento subiu de forma surpreendente, com alta de 14,4%. &#8220;As ind\u00fastrias est\u00e3o vendendo o que estocaram em per\u00edodos anteriores, mas a demanda ainda n\u00e3o chegou a gerar alta de produ\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Almeida.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Pereira, da Unicamp, tamb\u00e9m acredita que os estoques tiveram influ\u00eancia. Mas, para ele, os n\u00fameros do setor de m\u00e1quinas e equipamentos podem embutir uma boa noticia. &#8220;A redu\u00e7\u00e3o na importa\u00e7\u00e3o pode significar que o setor estaria recuperando um pouco a produ\u00e7\u00e3o local.&#8221; Outra hip\u00f3tese, acrescenta, pode ser a venda de m\u00e1quinas mais sofisticadas e, portanto, mais caras, ou seja, o fato de a demanda estar se direcionado a produtos de maior valor agregado.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Os sinais pouco claros da recupera\u00e7\u00e3o da atividade industrial, por\u00e9m, n\u00e3o se restringem ao setor de m\u00e1quinas e equipamentos. Jo\u00e3o Saboia, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), observa que, no geral, a ind\u00fastria teve um pequeno crescimento real no faturamento embora com o n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o esteja praticamente estagnado. &#8220;O resultado \u00e9 med\u00edocre em termos agregados&#8221;, diz ele. Ele destaca que o crescimento m\u00e9dio dos pre\u00e7os da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o foi de 6,5% no per\u00edodo, muito pr\u00f3ximo ao IPCA dos \u00faltimos 12 meses. Mas o que mais o impressiona, diz, \u00e9 a diferen\u00e7a de resultados em alguns setores, com alta de faturamento entre 11% e 14% em setores como vestu\u00e1rio, m\u00e1quinas, aparelhos e materiais el\u00e9tricos e m\u00e1quinas e equipamentos, enquanto a receita em &#8220;outros transportes&#8221; caiu 22%.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Saboia lembra ainda que existem enormes diferen\u00e7as tamb\u00e9m na produ\u00e7\u00e3o e no quantum de importados. &#8220;H\u00e1 segmentos com situa\u00e7\u00f5es extremamente diferenciadas mostrando os perigos de se falar da ind\u00fastria sem especificar de que segmento se est\u00e1 falando&#8221;.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">___________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Companhias alem\u00e3s querem intensificar projetos com o Brasil<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><em><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Valor Econ\u00f4mico<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Empresas alem\u00e3es tem projetos de \u20ac8 a 10 bilh\u00f5es no Brasil para o per\u00edodo 2013-2016, boa parte sendo reinvestimento de lucros, mas a cifra poder\u00e1 ser bem maior com a intensifica\u00e7\u00e3o de &#8220;joint ventures&#8221;, segundo a ind\u00fastria alem\u00e3. Hoje come\u00e7a o &#8220;Ano da Alemanha no Brasil&#8221; pelos presidentes alem\u00e3o Joachim Gauck e brasileira Dilma Rousseff para impulsionar a rela\u00e7\u00e3o bilateral, em cerim\u00f4nia em S\u00e3o Paulo. Haver\u00e1 mil eventos nos pr\u00f3ximos 12 meses.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O primeiro evento ser\u00e1 um encontro econ\u00f4mico bilateral com foco em oportunidades de neg\u00f3cios para pequenas e m\u00e9dias empresas, infraestrutura, energia e inova\u00e7\u00e3o. Boa parte dos novos projetos para os pr\u00f3ximos anos s\u00e3o de companhias j\u00e1 instaladas no Brasil em setores como automotivo, qu\u00edmico, m\u00e1quinas e equipamentos, e eletro-eletr\u00f4nicos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Os alem\u00e3es querem acelerar uma nova onda de coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, com \u00eanfase em &#8220;joint ventures&#8221; entre pequenas e m\u00e9dias empresas (PMEs) em torno do desenvolvimento de tecnologias. Os alem\u00e3es admitem que perderam uma grande oportunidade nos projetos de privatiza\u00e7\u00e3o no Brasil nos anos 90, per\u00edodo que coincidiu com a reunifica\u00e7\u00e3o alem\u00e3 e expans\u00e3o para o leste europeu.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Desde 2010 cerca de 200 novas companhias alem\u00e3es se fixaram no Brasil, 90% delas sendo pequenas e m\u00e9dias empresas (PMEs). Rafael Haddad, diretor-executivo do comit\u00ea de empres\u00e1rios (Brasil Board) da Confedera\u00e7\u00e3o Industrial da Alemanha (BDI, na sigla em alem\u00e3o), estima que 1,5 mil companhias alem\u00e3es atuem no Brasil atualmente. O estoque de investimentos \u00e9 de US$ 30 bilh\u00f5es, mas n\u00e3o considera investimentos atrav\u00e9s de terceiros pa\u00edses.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">A ind\u00fastria alem\u00e3 espera tamb\u00e9m que nos pr\u00f3ximos 12 meses seja conclu\u00eddo o acordo para evitar bitributa\u00e7\u00e3o em mat\u00e9ria de impostos de renda e de capital, decis\u00e3o que se arrasta desde 2005 e pesa nos neg\u00f3cios bilaterais. A Alemanha defende um modelo pelo qual a tributa\u00e7\u00e3o se baseia no domic\u00edlio do investidor, enquanto a pr\u00e1tica brasileira \u00e9 que a taxa\u00e7\u00e3o seja feita no local do investimento.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Desde o in\u00edcio da crise financeira mundial, o d\u00e9ficit comercial brasileiro com a Alemanha vem crescendo. Em 2008, o d\u00e9ficit brasileiro foi de US$ 3,2 bilh\u00f5es, valor que atingiu US$ 7 bilh\u00f5es no ano passado. O d\u00e9ficit cresceu tanto pelo aumento de 18% nas importa\u00e7\u00f5es brasileiras, como na queda (tamb\u00e9m de 18%), nas exporta\u00e7\u00f5es do Brasil para o parceiro europeu.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O fraco resultado das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras no per\u00edodo s pela flutua\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de vendas de min\u00e9rio de ferro, caf\u00e9 e a\u00e7o aos alem\u00e3es, e pela forte desacelera\u00e7\u00e3o nos embarques de ve\u00edculos. Em 2008, o Brasil vendeu US$ 1,3 bilh\u00e3o em carros para a Alemanha. No ano passado, o montante n\u00e3o chegou a US$ 60 milh\u00f5es. O min\u00e9rio de ferro, produto mais vendido, passou de US$ 2,2 bilh\u00f5es em 2010 para US$ 1,2 bilh\u00e3o em 2012, mesmo com alta de pre\u00e7o no per\u00edodo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">S\u00f3 de dois grupos &#8211; aparelhos e m\u00e1quinas mec\u00e2nicas e ve\u00edculos &#8211; o Brasil comprou US$ 5,3 bilh\u00f5es da Alemanha em 2012. Com farmac\u00eauticos, qu\u00edmicos, aparelhos m\u00e9dicos, pl\u00e1sticos e adubos, mais US$ 4,8 bilh\u00f5es foram importados.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">___________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Inova\u00e7\u00e3o depende de reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva, aponta estudo<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><em><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Valor Econ\u00f4mico<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O economista J\u00falio Gomes de Almeida, ex-secret\u00e1rio de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Minist\u00e9rio da Fazenda (2006-2007) e professor da Universidade de Campinas (Unicamp), e o reitor do Instituto Tecnol\u00f3gico de Engenharia (ITA), Carlos Am\u00e9rico Pacheco, tamb\u00e9m professor da Unicamp, est\u00e3o convencidos que o Brasil tem uma estrutura industrial fr\u00e1gil nos setores que mais inovam e tamb\u00e9m que em muitos setores a produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica est\u00e1 situada em patamares de baixa agrega\u00e7\u00e3o de valor na cadeia produtiva, em pontos onde a lideran\u00e7a n\u00e3o depende do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico. Dessa constata\u00e7\u00e3o, eles concluem que para desatar o n\u00f3 da inova\u00e7\u00e3o no pa\u00eds \u00e9 essencial estimular uma transforma\u00e7\u00e3o na estrutura produtiva do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">&#8220;A agenda de inova\u00e7\u00e3o [no Brasil] pressup\u00f5e mudan\u00e7a da estrutura industrial, com est\u00edmulo a setores intensivos em tecnologia. E pressup\u00f5e tamb\u00e9m apoiar as empresas em suas a\u00e7\u00f5es de alterar suas posi\u00e7\u00f5es na cadeia de valor&#8221;. As duas recomenda\u00e7\u00f5es fazem parte do trabalho &#8220;A Pol\u00edtica de Inova\u00e7\u00e3o&#8221;, preparado pela dupla de estudiosos para apresentar amanh\u00e3 \u00e0 tarde no painel &#8220;O Brasil e a Inova\u00e7\u00e3o &#8211; Chave do Desenvolvimento Moderno&#8221;, o terceiro dos cinco em que est\u00e3o divididos os debates do 25\u00ba F\u00f3rum Nacional que come\u00e7a hoje e termina quinta-feira, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Almeida e Pacheco destacam que as ind\u00fastrias eletr\u00f4nica e farmac\u00eautica s\u00e3o internacionalmente as que mais inovam e investem em pesquisa e desenvolvimento (P&#038;D). \u00c0s duas, somam-se os segmentos de instrumentos m\u00e9dico-hospitalares, de \u00f3tica e instrumenta\u00e7\u00e3o, aeron\u00e1utico e, &#8220;em menor escala&#8221;, os de inform\u00e1tica, de m\u00e1quinas e equipamentos e a ind\u00fastria automotiva.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Para os dois especialistas, a inova\u00e7\u00e3o est\u00e1 intimamente associada \u00e0 necessidade de inser\u00e7\u00e3o cada vez maior do pa\u00eds no com\u00e9rcio internacional e, por isso, eles defendem, em consequ\u00eancia, a continuidade da pol\u00edtica de est\u00edmulo \u00e0 internacionaliza\u00e7\u00e3o de empresas com potencial. Recentemente, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que essa pol\u00edtica, popularizada como de elei\u00e7\u00e3o de &#8220;campe\u00f5es nacionais&#8221;, esgotou-se, pelo menos temporariamente, por falta de mais empresas de empresas dom\u00e9sticas com potencial para se tornarem multinacionais.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Os autores ressaltam ser consenso entre os especialistas o aumento recente do apoio \u00e0 inova\u00e7\u00e3o no Brasil, incluindo a aprova\u00e7\u00e3o da chamada Lei do Bem (incentivos fiscais para pesquisa e desenvolvimento) e da pr\u00f3pria Lei de Inova\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do aumento expressivo de linhas de financiamento do BNDES e da Financiadora e Estudos e Projetos (Finep). Apesar desses esfor\u00e7os eles avaliam que &#8220;temos ainda um longo caminho para alterar o quadro da inova\u00e7\u00e3o no Brasil, destacando que aproximadamente dois ter\u00e7os de todo apoio dado ao setor privado para P&#038;D v\u00eam da ren\u00fancia fiscal da Lei de Inform\u00e1tica, cujo alvo \u00e9 o est\u00edmulo \u00e0 Zona Franca de Manaus.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Exclu\u00edda a Lei de Inform\u00e1tica, segundo Almeida e Pacheco, o apoio brasileiro na forma de incentivos fiscais e subven\u00e7\u00f5es representa metade do que d\u00e1 a Espanha, um ter\u00e7o do que fazem Jap\u00e3o e Reino Unido e um quarto dos Estados Unidos e Fran\u00e7a. &#8220;Rever esse quadro \u00e9 uma tarefa urgente&#8221;, afirmam, defendendo tanto a necessidade de amplia\u00e7\u00e3o dos incentivos fiscais como do apoio a fundo perdido na forma de subven\u00e7\u00f5es, de modo a alcan\u00e7ar as pequenas e m\u00e9dias empresas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Os autores tamb\u00e9m destacam outros dois aspectos quase consensuais: a falta e integra\u00e7\u00e3o entre a pesquisa acad\u00eamica e as empresas e a insuficiente forma\u00e7\u00e3o de engenheiros e profissionais de outras ci\u00eancias exatas, 6% de um total j\u00e1 baixo, contra quase 40% em pa\u00edses como China e Coreia do Sul. Para eles, o setor p\u00fablico brasileiro j\u00e1 gasta razoavelmente, 0,6% do PIB em inova\u00e7\u00e3o, mas no setor privado o gasto n\u00e3o passa de 0,5% do PIB, que seria um quarto do que se aplica nas economias mais avan\u00e7adas. E concluem que a efic\u00e1cia deve ser medida por sua capacidade de induzir o gasto privado em inova\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Em outro trabalho sobre o tema que ser\u00e1 apresentado no F\u00f3rum, Marcos Cavalcanti, professor da Coordena\u00e7\u00e3o dos Programas de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe\/UFRJ) e Andr\u00e9 Pereira, pesquisador da Fiocruz, discordam que o Brasil invista pouco em ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o (1,16% do PIB em 2010). Para eles, o problema \u00e9 que o pa\u00eds investe mal, focado na academia (publica\u00e7\u00e3o de artigos) em vez de estimular a intera\u00e7\u00e3o entre os diversos atores para que a inova\u00e7\u00e3o chegue aos produtos comerciais.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Os dois pesquisadores constatam tamb\u00e9m que mais problem\u00e1tico do que a baixa forma\u00e7\u00e3o de doutores \u00e9 o fato de que a esmagadora maioria deles est\u00e1 trabalhando nas universidades como professores. Estudo da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia de Empresa Inovadoras (Anpei) citado pelos autores computou apenas 750 doutores trabalhando em empresas no Brasil, contra 6 mil na Coreia do Sul, pa\u00eds que tem cerca de um quarto da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">___________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Sa\u00edda de Barbosa encerra sequ\u00eancia de diverg\u00eancias fiscais e monet\u00e1rias<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><em><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Valor Econ\u00f4mico<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Nelson Barbosa, secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Fazenda, aguarda apenas a defini\u00e7\u00e3o de uma data para deixar o cargo. No fim de fevereiro ele comunicou o ministro Guido Mantega que pretendia sair do governo at\u00e9 o m\u00eas de julho. Mantega levou o assunto para a presidente Dilma Rousseff, de quem Barbosa \u00e9 pr\u00f3ximo. Ela n\u00e3o conversou com o secret\u00e1rio nem deu sinais de que tentaria demov\u00ea-lo. O Pal\u00e1cio do Planalto e a Fazenda disseram, apenas, que n\u00e3o comentariam a not\u00edcia publicada pelo jornal &#8220;Folha de S\u00e3o Paulo&#8221; s\u00e1bado. A sa\u00edda de Barbosa encerra uma sequ\u00eancia de diverg\u00eancias de conte\u00fado e de forma entre ele, o ministro e o secret\u00e1rio do Tesouro Nacional, Arno Augustin, envolvendo tanto a condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica fiscal quanto a pr\u00f3pria gest\u00e3o da pol\u00edtica macroecon\u00f4mica.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">N\u00e3o est\u00e1 decidido quem ser\u00e1 o sucessor de Barbosa. Ele j\u00e1 vinha discutindo com Mantega um nome para substitu\u00ed-lo. Se o perfil for de um funcion\u00e1rio para cuidar mais da m\u00e1quina da Fazenda do que de temas econ\u00f4micos, uma possibilidade \u00e9 o atual secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio do Turismo, Valdir Sim\u00e3o, para o cargo. Chegou-se a considerar a hip\u00f3tese de transferir Augustin do Tesouro para esse posto, que corresponde ao de vice-ministro, ou, ainda, deslocar M\u00e1rcio Holland da Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica para a Executiva. N\u00e3o havia, por\u00e9m, decis\u00e3o sobre nomes at\u00e9 ontem.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Barbosa entrou no governo Lula em 2003, como chefe-adjunto da assessoria econ\u00f4mica do Minist\u00e9rio do Planejamento, na gest\u00e3o de Mantega. Foi assessor da presid\u00eancia do BNDES quando Mantega deixou o Planejamento para assumir o banco. Est\u00e1 na Fazenda desde que Mantega assumiu a pasta, em 2006. Teve participa\u00e7\u00e3o ativa na prepara\u00e7\u00e3o do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), no Minha Casa Minha Vida e em praticamente todas as medidas econ\u00f4micas relevantes do governo. Foi Barbosa quem formulou e conduziu a aprova\u00e7\u00e3o pelo Congresso das novas regras de rendimento da caderneta de poupan\u00e7a, mudan\u00e7a considerada politicamente delicada e essencial para que o Banco Central (BC) levasse adiante a redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Sua \u00faltima iniciativa foi a da reforma do ICMS &#8211; ele convenceu a presidente de que, embora complexo e dif\u00edcil, era preciso tentar mexer na estrutura do ICMS e na do PIS-Cofins. A primeira n\u00e3o vingou. A segunda, ele n\u00e3o ter\u00e1 tempo para tocar.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Formulador de pol\u00edtica econ\u00f4mica, Barbosa perdeu espa\u00e7o no governo de Dilma Rousseff na medida que Augustin foi ampliando sua presen\u00e7a nas mais diversas \u00e1reas. Na semana passada, o secret\u00e1rio do Tesouro Nacional participava de reuni\u00f5es sobre a distribui\u00e7\u00e3o de &#8220;slots&#8221; nos aeroportos. Mesmo quando concordava com uma medida do governo &#8211; como a de afrouxar o super\u00e1vit prim\u00e1rio para aumentar o investimento p\u00fablico -, Barbosa discordava da forma como isso era feito. Para ele, essas decis\u00f5es deveriam ser transparentes, previamente anunciadas e exaustivamente explicadas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Barbosa come\u00e7ou o ano avaliando que tinha espa\u00e7o no governo para levar adiante uma agenda de pol\u00edticas que considerava importantes. A mais de um interlocutor disse que, apesar do desgaste pessoal que vinha se acumulando, teria condi\u00e7\u00f5es durante os dois \u00faltimos anos de governo para continuar fazendo o mesmo, o que n\u00e3o se confirmou. Barbosa foi voto vencido no pol\u00eamico modelo de renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es do setor el\u00e9trico, discordou da baixa taxa de retorno nas rodovias e \u00e9 contra o fundo com recursos do Tesouro para financiar infraestrutura, mas a favor de um sistema eficiente de garantias. Embora desenvolvimentista, ele \u00e9 menos intervencionista que a m\u00e9dia do governo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Com espa\u00e7o cada ver mais reduzido na discuss\u00e3o dos rumos da pol\u00edtica econ\u00f4mica, Barbosa foi chamado para integrar a comitiva presidencial na viagem \u00e0 Argentina, no fim de abril. A convoca\u00e7\u00e3o, inesperada e feita na \u00faltima hora, foi inicialmente interpretada como um sinal de que a presidente Dilma Rousseff faria algum movimento para segurar Barbosa no governo. N\u00e3o foi o caso.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Discord\u00e2ncias tamb\u00e9m levaram o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, a tentar exonerar o secret\u00e1rio executivo do Mdic, Alessandro Teixeira, num ato abortado pelo Planalto na semana passada. Pimentel teria preparado o ato de demiss\u00e3o de Teixeira e enviado \u00e0 Casa Civil para ser encaminhado ao Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, sem consultar a presidente Dilma. Informada, ela n\u00e3o deu aval a iniciativa. Dilma e Teixeira trabalharam juntos no governo de Ol\u00edvio Dutra do Rio Grande do Sul.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Barbosa volta para a Universidade Federal do Rio de Janeiro enquanto cumpre a quarentena. <\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nCorreio Braziliense\n \nGoverno decide jogar pesado para ver aprovado o novo marco regulat\u00f3rio do setor e promete liberar os recursos das emendas parlamentares, caso o Congresso vote at\u00e9 quinta-feira a medida provis\u00f3ria. Uma eventual derrota do Planalto pode gerar perdas de R$ 50 bilh\u00f5es, entre projetos engavetados e neg\u00f3cios frustrados na \u00e1rea de com\u00e9rcio exterior. Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)convocou sess\u00e3o extraordin\u00e1ria para apreciar ainda hoje a MP. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4810\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4810","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1fA","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4810","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4810"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4810\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4810"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4810"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4810"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}