{"id":4930,"date":"2013-06-05T14:52:55","date_gmt":"2013-06-05T14:52:55","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4930"},"modified":"2013-06-05T14:52:55","modified_gmt":"2013-06-05T14:52:55","slug":"cuba-ou-a-globalizacao-da-solidariedade-o-internacionalismo-humanitario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4930","title":{"rendered":"Cuba ou a globaliza\u00e7\u00e3o da solidariedade: o internacionalismo humanit\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<p>Desde 1963, com o envio da primeira miss\u00e3o m\u00e9dica humanit\u00e1ria \u00e0 Arg\u00e9lia, Cuba se comprometeu a cuidar das popula\u00e7\u00f5es pobres do planeta em nome da solidariedade internacionalista. As miss\u00f5es humanit\u00e1rias cubanas se estendem por quatro continentes e apresentam um car\u00e1ter \u00fanico. Com efeito, nenhuma outra na\u00e7\u00e3o do mundo, nem sequer as mais desenvolvidas, teceu semelhante rede de coopera\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria no planeta. Desde seu lan\u00e7amento, cerca de 132.000 m\u00e9dicos cubanos, al\u00e9m do pessoal sanit\u00e1rio, atuaram voluntariamente em 102 pa\u00edses. \u00a0No total, os m\u00e9dicos cubanos atenderam cerca de 100 milh\u00f5es de pessoas no mundo e salvaram um milh\u00e3o de vidas. Atualmente, 37.000 m\u00e9dicos colaboradores oferecem seus servi\u00e7os em 70 na\u00e7\u00f5es do Terceiro Mundo.<\/p>\n<p>A ajuda internacional cubana se estende a dez pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e \u00e0s regi\u00f5es subdesenvolvidas do planeta. Em outubro de 1998, o furad\u00e3o Mitch havia assolado a Am\u00e9rica Central e o Caribe. Os chefes de Estado da regi\u00e3o lan\u00e7aram um chamado \u00e0 solidariedade internacional.<a href=\"http:\/\/www.undp.org.cu\/idh%20cuba\/cap6.pdf\" target=\"_blank\">Segundo o PNUD<\/a>, Cuba foi a primeira a responder positivamente, cancelando a d\u00edvida da Nicar\u00e1gua de 50 milh\u00f5es de d\u00f3lares e propondo os servi\u00e7os de seu pessoal sanit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Foi elaborado, ent\u00e3o, o Programa Integral de Sa\u00fade, sendo ampliado a outros continentes, como \u00c1frica e \u00c1sia. Nas regi\u00f5es onde foi aplicado, O PNUD aponta uma melhora de todos os indicadores de sa\u00fade, particularmente uma diminui\u00e7\u00e3o not\u00e1vel da taxa de mortalidade infantil.<\/p>\n<p><strong>A ALBA<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro pa\u00eds que se beneficiou do capital humano foi, logicamente, a Venezuela, gra\u00e7as \u00e0 elei\u00e7\u00e3o de Hugo Ch\u00e1vez em 1998 e \u00e0 rela\u00e7\u00e3o especial estabelecida com Cuba. A universaliza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, implementada em 1998, teve resultados excepcionais. Cerca de 1,5 milh\u00e3o de venezuelanos aprenderam a ler e a escrever gra\u00e7as \u00e0 campanha de alfabetiza\u00e7\u00e3o chamada Misi\u00f3n Robinson I. Em dezembro de 2005, a Unesco decretou que o analfabetismo havia sido erradicado da Venezuela. A Misi\u00f3n Robinson II foi lan\u00e7ada para levar a popula\u00e7\u00e3o ao alcance do n\u00edvel secund\u00e1rio. A isso se somam as miss\u00f5es Ribas e Sucre, que permitiram que dezenas de milhares de jovens come\u00e7assem estudos universit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em 2010, 97% das crian\u00e7as venezuelanas<a href=\"http:\/\/www.pnud.org.ve\/content\/view\/176\/169\" target=\"_blank\"> estavam escolarizadas<\/a>. \u00a0Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, foi criado o Sistema Nacional P\u00fablico, para garantir o acesso gratuito \u00e0 aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica a todos os venezuelanos. A miss\u00e3o Barrio Adentro I possibilitou a realiza\u00e7\u00e3o de 300 milh\u00f5es de consultas nos 4.469 centros m\u00e9dicos criados desde 1998. Cerca de 17 milh\u00f5es de pessoas puderam ser atendidas, enquanto que, em 1998, menos de 3 milh\u00f5es de pessoas tinham acesso regular \u00e0 sa\u00fade. Foram salvas mais de 104.000 vidas. A taxa de mortalidade infantil foi reduzida a<a href=\"http:\/\/www.undp.org.cu\/idh%20cuba\/cap6.pdf\" target=\"_blank\"> menos de 10 por mil<\/a>. \u00a0Na classifica\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Venezuela passou do posto 83 no ano 2000 (0,656) ao posto 73 em 2011 (0,735), e entrou na categoria das na\u00e7\u00f5es com o<a href=\"http:\/\/hdr.undp.org\/en\/media\/HDR_2011_FR_Complete.pdf\" target=\"_blank\"> IDH mais elevado<\/a>. \u00a0Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m segundo o PNUD, a Venezuela ostenta o coeficiente Gini mais baixo da Am\u00e9rica Latina, e \u00e9 o pa\u00eds da regi\u00e3o onde h\u00e1 menos desigualdade.<\/p>\n<p>Luis Alberto Matos, economista e especialista em energia, salientou a \u201ccoopera\u00e7\u00e3o emblem\u00e1tica\u201d entre Cuba e Venezuela. \u201cQuem pode negar a imensa contribui\u00e7\u00e3o dessa na\u00e7\u00e3o \u00e0 Venezuela em rela\u00e7\u00e3o ao aprimoramento do setor de <a href=\"http:\/\/aristobulo.psuv.org.ve\/2011\/10\/27\/canpana\/petrocaribe-promueve-el-intercambio-justo-y-equitativo-en-la-region\/#.UaaUtkDFU_w\" target=\"_blank\">sa\u00fade, na agricultura, nos esportes, na cultura<\/a>?\u201d<\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 ALBA e ao programa social lan\u00e7ado pelo governo de Evo Morales entre 2006 e julho de 2011, a Brigada M\u00e9dica cubana presente na Bol\u00edvia cuidou de mais de 48 milh\u00f5es de pessoas e salvou 49.821 vidas. \u00a0A Bol\u00edvia p\u00f4de melhorar seus indicadores de sa\u00fade com uma diminui\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil de 58 a cada mil, em 2007, para 51 a cada mil em 2009, ou seja, uma redu\u00e7\u00e3o de 14% <a href=\"http:\/\/hdrstats.undp.org\/fr\/indicateurs\/57506.html\" target=\"_blank\">em tr\u00eas anos<\/a>. \u00a0Entre 2006 e 2009, foram criados quase 545 centros de sa\u00fade em todo o pa\u00eds. Quanto \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, a Unesco declarou que a Bol\u00edvia \u00e9 um territ\u00f3rio livre de analfabetismo em 20 de dezembro de 2008, com a alfabetiza\u00e7\u00e3o de 824.000 pessoas. Foram constru\u00eddos cerca de 1.540 estabelecimentos escolares. Quanto ao Ensino Superior, foram criadas tr\u00eas universidades ind\u00edgenas. A pobreza extrema foi reduzida a 6%, passando de 37,8% a 31,8%.<\/p>\n<p>Na Nicar\u00e1gua, o programa Yo, s\u00ed puedo permitiu que a Unesco declarasse que o pa\u00eds estava livre do analfabetismo em 2009. Gra\u00e7as \u00e0 Alba, a Nicar\u00e1gua tamb\u00e9m conseguiu resolver sua grave crise energ\u00e9tica, que \u00e0s vezes provocava apag\u00f5es de 16 horas di\u00e1rias. Foram constru\u00eddos v\u00e1rios hospitais equipados integralmente em todo o pa\u00eds, com acesso gratuito \u00e0 aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica para toda a popula\u00e7\u00e3o. Eles operam, em grande parte, gra\u00e7as \u00e0 presen\u00e7a do <a href=\"http:\/\/www.granma.cubaweb.cu\/secciones\/alba\/int\/2integ32.html\" target=\"_blank\">pessoal m\u00e9dico cubano<\/a>.<\/p>\n<p>No Equador, a chegada de Rafael Correa ao poder em 2006 tamb\u00e9m ocasionou uma revolu\u00e7\u00e3o social sem precedentes. Dessa forma, o or\u00e7amento de sa\u00fade aumentou de 437 milh\u00f5es de d\u00f3lares em 2006 para 3.430 milh\u00f5es em 2010. O or\u00e7amento de educa\u00e7\u00e3o passou de 235 milh\u00f5es em 2006 para 940,7 milh\u00f5es em 2010. A taxa de escolaridade at\u00e9 o n\u00edvel universit\u00e1rio da quinta parte mais pobre da popula\u00e7\u00e3o passou de 30% para 40% entre 2006 e 2010. A cobertura da cesta b\u00e1sica passou de 68% para 89%. A pobreza diminuiu 7% no mesmo per\u00edodo em n\u00edvel nacional, e 13% para os afroequatorianos. Mais de 70.000 pessoas dos 5 milh\u00f5es de indigentes que havia no pa\u00eds em 2006 sa\u00edram da pobreza.<\/p>\n<p>Assim, o IDH passou de 0,716 em 2009 para 0,720 em 2011, e agora ocupa a posi\u00e7\u00e3o 83. O Equador prev\u00ea erradicar a desnutri\u00e7\u00e3o infantil em 2015 e assim alcan\u00e7ar Cuba, o \u00fanico pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina e do Terceiro Mundo livre dessa praga, segundo a Unicef.<\/p>\n<p><strong>A Brigada Henry Reeve<\/strong><\/p>\n<p>Em 19 de setembro de 2005, ap\u00f3s a trag\u00e9dia que o furac\u00e3o Katrina provocou em Nova Orleans, Cuba criou a Brigada Henry Reeve, \u00a0um contingente m\u00e9dico composto por 10.000 profissionais da sa\u00fade e especializado em cat\u00e1strofes naturais. Naquela \u00e9poca, Havana ofereceu a Washington o envio de 1.586 m\u00e9dicos para atender as v\u00edtimas, mas o presidente Bush negou a oferta.<\/p>\n<p>A Brigada Henry Reeve interveio em v\u00e1rios continentes. Assim, ap\u00f3s o terremoto de novembro de 2005, que assolou o Paquist\u00e3o, 2.564 m\u00e9dicos cubanos viajaram para l\u00e1 a fim de atender as v\u00edtimas durante mais de oito meses. Foram montados 32 hospitais de campanha, que logo foram doados \u00e0s autoridades de sa\u00fade do pa\u00eds. Mais de 1,8 milh\u00e3o de pessoas foram atendidas e 2.086 vidas foram salvas. Nenhuma outra na\u00e7\u00e3o ofereceu uma ajuda t\u00e3o importante, nem mesmo os Estados Unidos \u2013 principal aliado de Islamabad \u2013, que estabeleceu apenas dois hospitais de campanha e ficou por oito semanas. \u00a0O jornal brit\u00e2nico\u00a0The Independent\u00a0ressaltou o fato de que a brigada m\u00e9dica cubana foi a primeira a chegar ao Paquist\u00e3o e a \u00faltima a deixar o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Anteriormente, ap\u00f3s o tsunami que devastou a regi\u00e3o do Pac\u00edfico em 2004, Cuba enviou v\u00e1rias miss\u00f5es humanit\u00e1rias para oferecer aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica \u00e0s v\u00edtimas, muitas vezes abandonadas pelas autoridades locais. V\u00e1rias \u00e1reas rurais em Kiribati, Timor Leste ou Sri Lanka ainda dependem da ajuda m\u00e9dica cubana. \u00a0Foi inaugurada uma escola de medicina no Timor Leste para formar jovens estudantes do pa\u00eds. As Ilhas Salom\u00e3o, assim como a Papua-Nova Guin\u00e9, acenaram \u00e0 Havana para se beneficiar de uma ajuda similar e firmar acordos de coopera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o terremoto ocorrido em maio de 2006 em Java, na Indon\u00e9sia, Cuba enviou v\u00e1rias miss\u00f5es m\u00e9dicas. Ronny Rockito, coordenador regional para a sa\u00fade, elogiou o trabalho dos 135 profissionais cubanos que instalaram dois hospitais de campanha. Segundo ele, seu trabalho teve um impacto mais importante do que qualquer outro pa\u00eds. \u201cAprecio muito as brigadas m\u00e9dicas cubanas. Seu estilo \u00e9 muito amistoso e seu n\u00edvel de aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, muito elevado. Tudo \u00e9 gratuito e n\u00e3o h\u00e1 nenhum apoio por parte do meu governo para isso. Agradecemos Fidel Castro. Muitos moradores suplicaram aos m\u00e9dicos cubanos para que ficassem\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>O caso mais recente e mais emblem\u00e1tico da coopera\u00e7\u00e3o m\u00e9dica cubana diz respeito ao Haiti. O terremoto de janeiro de 2010, de magnitude 7, causou dram\u00e1ticos danos <a href=\"http:\/\/www.insu.cnrs.fr\/terre-solide\/catastrophes-et-risques\/seismes\/seisme-de-haiti-du-12-janvier-2010\" target=\"_blank\">humanos e materiais<\/a>. \u00a0Segundo as autoridades haitianas, o balan\u00e7o foi de 230.000 mortos, 300.000 feridos e 1,2 milh\u00e3o de<a href=\"http:\/\/www.radio-canada.ca\/nouvelles\/International\/2010\/02\/10\/004-haiti_bilan.shtml\" target=\"_blank\">pessoas sem teto<\/a>. \u00a0A brigada m\u00e9dica cubana, presente desde 1998, foi a primeira a auxiliar as v\u00edtimas e atendeu cerca de 40% delas.<\/p>\n<p>Em outubro de 2010, soldados nepaleses das Na\u00e7\u00f5es Unidas introduziram inadvertidamente o v\u00edrus do c\u00f3lera no Haiti. Segundo a ONU, a equipe m\u00e9dica do doutor Jorge Luis Qui\u00f1ones descobriu a epidemia. Cerca de 6.600 pessoas perderam a vida e 476.000 foram infectadas, o que representa 5% da popula\u00e7\u00e3o de um total de 10 milh\u00f5es de habitantes. Era a taxa de c\u00f3lera mais elevada do mundo, segundo as Na\u00e7\u00f5es Unidas. O New York Times ressaltou, em uma reportagem, o papel chave dos m\u00e9dicos cubanos: \u201cA miss\u00e3o m\u00e9dica cubana, que desempenhou um papel importante na deten\u00e7\u00e3o da epidemia, ainda est\u00e1 presente no Haiti e recebe a cada dia a gratid\u00e3o dos doadores e dos diplomatas por sua presen\u00e7a nas linhas de frente e por seus esfor\u00e7os de reconstru\u00e7\u00e3o do carcomido sistema de sa\u00fade do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Por sua vez, Paul Farmer, enviado especial das Na\u00e7\u00f5es Unidas, salientou que, em dezembro de 2010, quando a epidemia atingiu seu pico, com uma taxa de mortalidade sem precedentes e o mundo estava com os olhos em outros lugares, \u201ca metade das ONGs haviam ido embora, ao passo que os cubanos ainda estavam presentes\u201d. Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade haitiano, os m\u00e9dicos cubanos salvaram mais de 76.000 pessoas nas 67 unidades m\u00e9dicas sob sua responsabilidade, com apenas 272 falecimentos, ou seja, 0,36%, contra uma taxa de 1,4% no resto do pa\u00eds. Desde dezembro de 2010, n\u00e3o faleceu nenhum paciente tratado pelos m\u00e9dicos cubanos.<\/p>\n<p><strong>Na\u00e7\u00f5es Unidas sa\u00fadam uma pol\u00edtica solid\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o PNUD, a ajuda humanit\u00e1ria cubana representa, proporcionalmente ao PIB, uma porcentagem superior \u00e0 m\u00e9dia das 18 na\u00e7\u00f5es mais desenvolvidas. Ressalta, em um informe, que:<\/p>\n<p>\u201cA coopera\u00e7\u00e3o oferecida por Cuba se inscreve em um contexto de coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul. N\u00e3o persegue um objetivo de lucrar, mas, ao contr\u00e1rio, se oferece como a express\u00e3o de um princ\u00edpio de solidariedade e, na medida do poss\u00edvel, a partir de custos compartilhados. No entanto, durante anos, Cuba proporcionou ajuda de qualidade com doa\u00e7\u00f5es aos pa\u00edses mais pobres, e se mostrou muito flex\u00edvel quanto \u00e0 forma ou \u00e0 estrutura da colabora\u00e7\u00e3o [\u2026]. Em quase a totalidade dos casos, a ajuda cubana foi gratuita, ainda que, a partir de 1977, com alguns pa\u00edses de alta renda, principalmente os petroleiros, se desenvolveu uma coopera\u00e7\u00e3o sob uma forma de compensa\u00e7\u00e3o. O desenvolvimento elevado que Cuba alcan\u00e7ou nos campos da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e esporte fizeram com que a coopera\u00e7\u00e3o contemplasse esses setores, ainda que tenha havido uma participa\u00e7\u00e3o em outras \u00e1reas, como, por exemplo, a <a href=\"http:\/\/www.undp.org.cu\/idh%20cuba\/cap6.pdf\" target=\"_blank\">constru\u00e7\u00e3o, a pesca e a agricultura<\/a>\u201d.<\/p>\n<p>O internacionalismo humanit\u00e1rio elaborado por Cuba demonstra que a solidariedade pode ser um vetor fundamental nas rela\u00e7\u00f5es internacionais. Assim, uma pequena na\u00e7\u00e3o do Terceiro Mundo com recursos limitados e v\u00edtima de um estado de s\u00edtio sem precedentes por parte dos Estados Unidos consegue reunir os recursos necess\u00e1rios para ajudar os mais pobres e oferece ao mundo um exemplo, como diria o her\u00f3i nacional cubano Jos\u00e9 Mart\u00ed, que P\u00e1tria pode ser Humanidade.<\/p>\n<p>*Doutor em Estudos Ib\u00e9ricos e Latino-americanos da Universidade Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani \u00e9 professor titular da Universidade de la Reuni\u00f3n e jornalista, especialista nas rela\u00e7\u00f5es entre Cuba e Estados Unidos. Seu \u00faltimo livro \u00e9 intitulado The economic war against Cuba. A historical and legal perspective on the U.S. Blockade (A guerra econ\u00f4mica contra Cuba. Uma perspectiva hist\u00f3rica e legal sobre o bloqueio norte-americano), Nova York, Monthly Review Press, 2013, com um pr\u00f3logo de Wayne S. Smith e pref\u00e1cio de Paul Estrade.<\/p>\n<p>Contato:\u00a0<a href=\"mailto:lamranisalim@yahoo.fr\" target=\"_blank\">lamranisalim@yahoo.fr<\/a> ;\u00a0<a href=\"mailto:Salim.Lamrani@univ-reunion.fr\" target=\"_blank\">Salim.Lamrani@univ-reunion.fr<\/a><\/p>\n<p>P\u00e1gina Facebook:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/SalimLamraniOfficiel\" target=\"_blank\">https:\/\/www.facebook.com\/SalimLamraniOfficiel<\/a><\/p>\n<p>This article originally appeared on: <a href=\"http:\/\/www.globalresearch.ca\/cuba-ou-a-globalizacao-da-solidariedade-o-internacionalismo-humanitario\/5337439?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=cuba-ou-a-globalizacao-da-solidariedade-o-internacionalismo-humanitario\" target=\"_blank\" title=\"Cuba ou a globaliza\u00e7\u00e3o da solidariedade: o internacionalismo humanit\u00e1rio\">Global Research<\/a><\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/operamundi.uol.com.br\/conteudo\/opiniao\/29161\/cuba+ou+a+globalizacao+da+solidariedade+o+internacionalismo+humanitario+.shtml\">http:\/\/operamundi.uol.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nSalim Lamrani\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4930\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-4930","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c57-revolucao-cubana"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1hw","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4930","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4930"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4930\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4930"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4930"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4930"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}