{"id":4944,"date":"2013-06-06T19:42:59","date_gmt":"2013-06-06T19:42:59","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4944"},"modified":"2013-06-06T19:42:59","modified_gmt":"2013-06-06T19:42:59","slug":"massa-salarial-tem-menor-alta-em-nove-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4944","title":{"rendered":"Massa salarial tem menor alta em nove anos"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O aumento da massa salarial registrado nos primeiros meses deste ano foi resultado da combina\u00e7\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o de 1,6% do n\u00edvel de emprego com o aumento de 1,7% da renda real (descontada a infla\u00e7\u00e3o). No ano passado, quando a alta foi de 6,7% entre janeiro e abril, o avan\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o ocupada foi levemente maior, de 1,8%, enquanto o rendimento subiu bem mais, 4,7%. O levantamento foi feito com base na Pesquisa Mensal do Emprego (PME) pelo economista Rafael Bacciotti, da Tend\u00eancias Consultoria, a pedido do Valor.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Para economistas, a desacelera\u00e7\u00e3o da massa salarial \u00e9 resultado de um aumento menor da gera\u00e7\u00e3o de empregos formais, o que est\u00e1 limitando o poder de barganha dos trabalhadores por reajustes mais fortes. Ao mesmo tempo, a infla\u00e7\u00e3o elevada nos primeiros meses deste ano diminui ainda mais os ganhos salariais. O menor reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo neste ano, de 2,7% em termos reais, ante 7,5% em 2012, \u00e9 secund\u00e1rio para entender o comportamento dessa vari\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O resultado dessa din\u00e2mica, de acordo com Bacciotti, \u00e9 que o poder de compra dos trabalhadores caiu e o consumo das fam\u00edlias est\u00e1 perdendo for\u00e7a. As vendas no varejo no conceito restrito, que n\u00e3o inclui material de constru\u00e7\u00e3o e autom\u00f3veis, recuaram 0,2% no primeiro trimestre, em rela\u00e7\u00e3o ao quarto trimestre, com ajuste sazonal. No Produto Interno Bruto (PIB), o consumo das fam\u00edlias avan\u00e7ou 0,1% entre janeiro e mar\u00e7o, menor crescimento desde o terceiro trimestre de 2011.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Para Rodrigo de Moura, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre-FGV), os ganhos de renda real superiores \u00e0 produtividade nos \u00faltimos anos tornaram menores as margens de lucro das empresas, por causa da dificuldade de repassar para os pre\u00e7os esses reajustes, o que ficou bastante vis\u00edvel no setor industrial. No entanto, o prolongado per\u00edodo de atividade econ\u00f4mica fraca tamb\u00e9m est\u00e1 tornando reticentes empres\u00e1rios de outros segmentos de atividade, o que limita a concess\u00e3o de reajustes nominais de sal\u00e1rios. Nos primeiros quatro meses deste ano, o sal\u00e1rio nominal subiu, em m\u00e9dia, 8%, em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2012. Na mesma base de compara\u00e7\u00e3o, essa alta foi de 9,9% no ano passado.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Jos\u00e9 M\u00e1rcio Camargo, professor da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), faz an\u00e1lise semelhante. Apesar da estabilidade da taxa de desemprego desde meados do ano passado, a gera\u00e7\u00e3o de postos de trabalho est\u00e1 desacelerando, afirma. Com o mercado de trabalho um pouco menos aquecido, o poder de barganha do trabalhador por reajustes salariais diminui. &#8220;Continuamos a ver aumentos nominais de sal\u00e1rios, por\u00e9m a tend\u00eancia \u00e9 decrescente.&#8221; Esse contexto, diz Camargo, foi agravado por infla\u00e7\u00e3o mais alta. A composi\u00e7\u00e3o dessa alta de pre\u00e7os \u00e9 particularmente ruim para o trabalhador, diz o professor da PUC-Rio, porque esteve concentrada em alimentos, o que afeta o poder de compra. At\u00e9 abril deste ano, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 2,5%, enquanto os alimentos avan\u00e7aram 5,65%.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Os reflexos desse cen\u00e1rio come\u00e7am a abalar a confian\u00e7a das fam\u00edlias. Em maio, o \u00cdndice de Confian\u00e7a do Consumidor caiu 0,4% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior e 10,3% na compara\u00e7\u00e3o com igual m\u00eas do ano passado. &#8220;O ambiente percebido pelas fam\u00edlias, de modo geral, piorou, a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 mais alta e esse cen\u00e1rio se d\u00e1 em um contexto de comprometimento de renda j\u00e1 elevado&#8221;. Em fun\u00e7\u00e3o desses dados e do desempenho do com\u00e9rcio no primeiro trimestre, a Tend\u00eancias projeta alta de 4,5% das vendas no varejo, ante varia\u00e7\u00e3o positiva de 8,4% no ano passado.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Para Bacciotti, a modera\u00e7\u00e3o do consumo tende a esfriar tamb\u00e9m o ritmo de contrata\u00e7\u00f5es. A consultoria, que chegou a estimar alta de 2,3% da popula\u00e7\u00e3o ocupada neste ano, agora projeta avan\u00e7o de 1,8%. A taxa de desemprego n\u00e3o deve subir, no entanto, porque a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa tende a acompanhar o ciclo econ\u00f4mico e tamb\u00e9m crescer\u00e1 menos. O economista estima desocupa\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 5,3% neste ano.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Para Moura, da FGV, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que o crescimento menor neste ano &#8211; o mercado agora prev\u00ea alta de 2,8% do PIB &#8212; e a alta de juros provoque deteriora\u00e7\u00e3o mais forte do mercado de trabalho. De acordo com seus c\u00e1lculos, um avan\u00e7o de 1% do PIB neste ano j\u00e1 seria suficiente para manter a taxa de desemprego m\u00e9dia deste ano em 5,5%, est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a 2012.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">_____________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">FMI admite erros no socorro \u00e0 Gr\u00e9cia<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><em><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Valor Econ\u00f4mico<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) admitiu &#8220;falhas not\u00e1veis&#8221; no plano de resgate da Gr\u00e9cia promovido pela institui\u00e7\u00e3o em conjunto com a Comiss\u00e3o Europeia e o Banco Central Europeu (BCE), que superou \u20ac 100 bilh\u00f5es. Em documento divulgado ontem, o Fundo reconhece que &#8220;a confian\u00e7a dos mercados n\u00e3o foi restabelecida, o sistema banc\u00e1rio perdeu 30% dos seus dep\u00f3sitos e a economia teve uma recess\u00e3o mais profunda que a esperada, com desemprego excepcionalmente alto&#8221;. A institui\u00e7\u00e3o reconheceu que a reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida deveria ter ocorrido antes.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Em 2012, o Produto Interno Bruto (PIB) grego estava num n\u00edvel 17% inferior ao registrado em 2009, muito abaixo dos 5,5% projetados originalmente pelo programa em 2010. As proje\u00e7\u00f5es para o desemprego tamb\u00e9m se mostraram otimistas demais. Em 2012, a taxa ficou em 25%, 10 pontos percentuais a mais do que os 15% estimados inicialmente. Hoje, est\u00e1 em 27%, atingindo mais de 60% entre os jovens.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O FMI observa que &#8220;a d\u00edvida p\u00fablica prosseguiu alta e no fim teve que ser reestruturada, com danos para os balan\u00e7os dos bancos que j\u00e1 estavam enfraquecidos pela recess\u00e3o. A competitividade melhorou um pouco devido aos sal\u00e1rios em queda, mas reformas estruturais pararam e os ganhos de produtividade se mostraram ilus\u00f3rios&#8221;. Mesmo assim, o FMI considera que, dado o risco de cont\u00e1gio, o programa foi uma necessidade, dado o risco de cont\u00e1gio, apesar dos receios da institui\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 sustentabilidade da d\u00edvida.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Apesar do &#8220;mea culpa&#8221;, o FMI tamb\u00e9m aponta o que avalia como &#8220;sucessos not\u00e1veis&#8221; do programa. &#8220;Uma forte consolida\u00e7\u00e3o fiscal foi alcan\u00e7ada e colocou-se o sistema de previd\u00eancia num caminho vi\u00e1vel. A Gr\u00e9cia continuou na zona do euro, o que era a sua prefer\u00eancia pol\u00edtica. Transbordamentos que poderiam ter provocado um efeito grave sobre a economia global foram relativamente bem contidos, ajudados por esfor\u00e7os multilaterais para constru\u00e7\u00e3o de uma blindagem&#8221;, aponta o documento.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O relat\u00f3rio ressalta ainda &#8220;poss\u00edveis li\u00e7\u00f5es&#8221; com a experi\u00eancia do pacote grego. Entre elas, destacam-se a import\u00e2ncia de uma melhor adapta\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de empr\u00e9stimo do FMI \u00e0s circunst\u00e2ncias de uni\u00f5es monet\u00e1rias, assim como evitar atrasos indevidos na reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida. Maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 economia pol\u00edtica do ajuste e mais parcim\u00f4nia em reformas fiscais estruturais tamb\u00e9m s\u00e3o vistas como li\u00e7\u00f5es do caso grego. Para este ano, o FMI estima uma contra\u00e7\u00e3o de 4,2% para o PIB da Gr\u00e9cia, depois de encolher 6,4% no ano passado.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Na reuni\u00e3o mais recente da diretoria do Fundo sobre a situa\u00e7\u00e3o da economia grega, a diretoria-executiva do Brasil e de mais dez pa\u00edses no FMI apresentou um documento com cr\u00edticas ao programa para a Gr\u00e9cia. Segundo a diretoria comandada por Paulo Nogueira Batista Jr., um caminho mais gradual de consolida\u00e7\u00e3o fiscal, com menos peso sobre o crescimento, teria sido poss\u00edvel, &#8220;especialmente se atrasos indevidos na reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida tivessem sido evitados&#8221;.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O documento lembra que a diretoria-executiva do Brasil e dos outros dez pa\u00edses havia defendido anteriormente que o envolvimento do setor privado desde o come\u00e7o teria sido prefer\u00edvel. &#8220;Apesar disso, levou mais de um ano e mais de \u20ac 100 bilh\u00f5es de d\u00edvida grega acumulada pelo BCE, governos da zona do euro e do FMI para que as autoridades europeias e o FMI finalmente admitissem a necessidade desse envolvimento&#8221;, diz o documento, ressaltando ainda ter tido desde o come\u00e7o uma vis\u00e3o cr\u00edtica sobre &#8220;a aplica\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios excepcionais de acesso no caso da Gr\u00e9cia&#8221;.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">_____________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Ruralistas organizam paralisa\u00e7\u00e3o nacional<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><em><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Valor Econ\u00f4mico<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Os ruralistas no Congresso Nacional articulam um movimento nacional de paralisa\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3ximo dia 14. A Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria (FPA) encaminhou uma solicita\u00e7\u00e3o nesse sentido a todas as federa\u00e7\u00f5es de agricultura de Estados em que h\u00e1 conflitos com ind\u00edgenas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Os ruralistas alertam para a possibilidade de uma guerra civil envolvendo produtores rurais e ind\u00edgenas no pa\u00eds e afirmam que h\u00e1 interesses econ\u00f4micos por tr\u00e1s das demarca\u00e7\u00f5es de \u00e1reas ind\u00edgenas, em especial relacionados \u00e0 minera\u00e7\u00e3o. &#8220;O que tem na parte de cima dessas terras n\u00e3o \u00e9 nada perto do que tem embaixo. Tem muitos interesses por tr\u00e1s disso, muito ouro, muita regi\u00e3o de garimpo&#8221;, integrante da FPA e l\u00edder da minoria, Nilson Leit\u00e3o (PSDB-MT).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Ex-prefeito de Sinop (MT), o tucano lidera com outros ruralistas a press\u00e3o sobre o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para que seja instalada a comiss\u00e3o especial da proposta de emenda constitucional (PEC) 215, que retira poderes da Funai, e a Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) da Funai.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">&#8220;A PEC \u00e9 um instrumento do bem, n\u00e3o do mal. \u00c9 a forma de pacificar isso, se n\u00e3o o setor produtivo vai se armar. O governo teme uma invas\u00e3o ind\u00edgena em Bras\u00edlia. Agora imagina se vierem 100 mil produtores, vira uma guerra civil&#8221;, declarou.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Segundo ele, praticamente nenhum ind\u00edgena hoje vive da pesca e da ca\u00e7a. &#8220;\u00c9 tudo massa de manobra. O governo d\u00e1 passagem para eles fazerem manifesta\u00e7\u00e3o. Tudo culpa do [Secret\u00e1rio-Geral da Presid\u00eancia] Gilberto Carvalho, que tentar formar uma opini\u00e3o no Brasil que \u00e9 uma opini\u00e3o dele.&#8221;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O deputado cita o caso da amplia\u00e7\u00e3o das reservas ind\u00edgenas. Segundo Leit\u00e3o, hoje 0,4% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 formada por \u00edndios, que ocupam 13% de \u00e1rea e pretende chegar a 25%. Tamb\u00e9m diz que em seu Estado, cada fam\u00edlia de \u00edndio possui cerca de 25 mil hectares, enquanto cada assentado rural tem 50 hectares.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">&#8220;O governo n\u00e3o tem o direito de transformar o Brasil em uma na\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. Principalmente em uma \u00e1rea que \u00e9 um cintur\u00e3o agr\u00edcola. N\u00e3o d\u00e1 para ser uma grande reserva ind\u00edgena e ao mesmo tempo uma pot\u00eancia agr\u00edcola&#8221;, disse Leit\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O principal alvo de cr\u00edticas dos ruralistas \u00e9 a Funai. A funda\u00e7\u00e3o, acusada de ter uma gest\u00e3o problem\u00e1tica, tem or\u00e7amento de R$ 609 milh\u00f5es previstos para este ano. \u00c9 mais do que o dobro do que a Funai recebeu nos \u00faltimos cinco anos. Apesar do volume de recursos, a Funai disp\u00f5e de apenas 17 funcion\u00e1rios para cuidar de assuntos relacionados a licenciamento ambiental de empreendimentos de infraestrutura que atinjam, de alguma forma, terras ind\u00edgenas. Ao todo, a funda\u00e7\u00e3o tem 2.958 processos de licenciamento ambiental em tr\u00e2mite na coordena\u00e7\u00e3o-geral.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">A Funai possui 2.529 pessoas ocupando cargos efetivos. Outros 408 s\u00e3o comissionados (sem v\u00ednculo) e 37 s\u00e3o tempor\u00e1rios. H\u00e1 ainda 264 profissionais terceirizados. Ao todo, a funda\u00e7\u00e3o conta com mais de 3,3 mil empregados distribu\u00eddos em 37 coordena\u00e7\u00f5es regionais, que s\u00e3o administradas a partir de Bras\u00edlia. Para ele, muitas ONGs recebem recursos da Funai e n\u00e3o prestam contas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">_____________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Mais de 98% das terras ind\u00edgenas ficam na Amaz\u00f4nia Legal<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><em><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Valor Econ\u00f4mico<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">H\u00e1 hoje 112 milh\u00f5es de hectares reconhecidos como terras ind\u00edgenas no Brasil, pouco mais de um oitavo do territ\u00f3rio brasileiro (13,2%). \u00c9 na Amaz\u00f4nia Legal que est\u00e3o 98,6% dessas terras, mas quase 52% da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena est\u00e3o fora dessa regi\u00e3o. \u00c9 por isso que o atual conflito de terras no Mato Grosso do Sul atinge propor\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas. A briga \u00e9 onde a terra \u00e9 muito cara.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Segundo dados recentes do Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (CIMI), entre 2003 e 2010 foram assassinados 279 \u00edndios no Mato Grosso do Sul (MS). Em todo o resto do pa\u00eds foram mortos, no per\u00edodo, 224 \u00edndios.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">\u00c9 o antrop\u00f3logo Spensy Pimentel, pesquisador do Centro de Estudos Amer\u00edndios da Universidade de S\u00e3o Paulo quem joga uma lupa sobre n\u00fameros que na vis\u00e3o dele, distorcem o debate. &#8220;Essa situa\u00e7\u00e3o tem que ser vista povo a povo, regi\u00e3o a regi\u00e3o. No caso dos povos ind\u00edgenas do Centro-Sul, \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de falta de terra e de crise humanit\u00e1ria&#8221;, diz. &#8220;N\u00e3o quer dizer que na Amaz\u00f4nia sobram terras. Mas ali tem que fazer uma discuss\u00e3o pr\u00f3pria da Amaz\u00f4nia. As propriedades rurais na Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m s\u00e3o enormes. Unir a discuss\u00e3o amaz\u00f4nica com a do Centro-Sul s\u00f3 faz confundir mais a confus\u00e3o e turvar a discuss\u00e3o.&#8221;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">&#8220;S\u00e3o duas problem\u00e1ticas distintas&#8221;, prossegue. Na Amaz\u00f4nia, os conflitos vem ocorrendo com as obras do governo. No Mato Grosso do Sul, a briga \u00e9 com os produtores rurais. No MS, em terras que seriam originalmente ind\u00edgenas, colonos estimulados por governos ocuparam aquelas \u00e1reas h\u00e1 d\u00e9cadas. Muitos t\u00eam terras tituladas pelo governo federal ou estadual. &#8220;S\u00e3o conflitos que n\u00e3o s\u00e3o do PT ou do PSDB, v\u00eam desde o governo Vargas ou antes&#8221;, diz Pimentel. &#8220;Esta quest\u00e3o tem que ser tratada como quest\u00e3o de Estado.&#8221;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">&#8220;Os conflitos fundi\u00e1rios no MS s\u00e3o hist\u00f3ricos e resultam de uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es e omiss\u00f5es do Estado brasileiro&#8221;, diz uma nota do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal que tenta propor uma solu\u00e7\u00e3o para o conflito que eclodiu na semana passada em Sidrol\u00e2ndia (MS), quando morreu um \u00edndio terena e outro foi gravemente ferido na ter\u00e7a-feira.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">A proposta de solu\u00e7\u00e3o do MPF para a regi\u00e3o &#8211; e em especial para os 17 mil hectares da Terra Ind\u00edgena Buriti -, seria a repara\u00e7\u00e3o do dano causado aos fazendeiros que possuam t\u00edtulos de propriedade em terras originalmente ind\u00edgenas. &#8220;Por mais que a sugest\u00e3o possa vir a beneficiar os produtores rurais, objetiva tornar mais c\u00e9lere as demarca\u00e7\u00f5es de terras ind\u00edgenas no MS, permitindo o retorno dos \u00edndios \u00e0s suas terras tradicionais e, em consequ\u00eancia, a manuten\u00e7\u00e3o de sua cultura, usos, costumes e tradi\u00e7\u00f5es&#8221;, diz o MPF.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Pimentel, um estudioso da situa\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas no MS, contesta a afirma\u00e7\u00e3o ruralista que as terras por serem demarcadas para os guarani-kaiow\u00e1 tomariam 25% do Estado. &#8220;\u00c9 uma inverdade que tem sido amplamente refutada pela Funai, pelos antrop\u00f3logos e pelos ind\u00edgenas. &#8220;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Existem oito povos ind\u00edgenas distintos no MS. Os dois maiores grupos do Estado, os guarani-kaiowas e os terena, s\u00e3o cerca de 71 mil pessoas, mais de 90% da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena do MS. T\u00eam \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o apenas 60 mil hectares. \u00c9 diferente da situa\u00e7\u00e3o dos \u00edndios kadiweu, onde cerca de 1,5 mil \u00edndios vivem em uma terra ind\u00edgena de 540 mil hectares &#8211; 150 mil deles ocupados por pecuaristas que chegaram \u00e0 regi\u00e3o no s\u00e9culo XX.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Os povos ind\u00edgenas t\u00eam usufruto sobre terras ind\u00edgenas homologadas pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, conforme garantido pela Constitui\u00e7\u00e3o, mas a terra \u00e9 da Uni\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">_____________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">EUA e Canad\u00e1 questionam Brasil na OMC<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><em><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O Estado de S. Paulo<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Estados Unidos e Canad\u00e1, dois dos maiores respons\u00e1veis por subsidiar seus fazendeiros, questionam na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) o apoio do governo brasileiro \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no Pa\u00eds e chegam a alertar que programas como o Brasil Maior poderiam estar sendo usados para tomar irregularmente a agricultura brasileira mais competitiva.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">O questionamento ser\u00e1 feito na reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Agricultura da OMC, que se re\u00fane nos dias 13 e 14, em Genebra. N\u00e3o se trata da abertura de um contencioso jur\u00eddico contra o Brasil Mas, ao insistir em manter o tema na agenda da entidade, governos dos pa\u00edses ricos est\u00e3o dando um sinal de que avaliam com lupa o comportamento do Brasil Acostumado a atacar os subs\u00eddios de pa\u00edses ricos e alegando que a competitividade nacional vinha das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favor\u00e1veis, o Brasil agora ter\u00e1 de se explicar.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Desde mar\u00e7o, pa\u00edses ricos v\u00eam lan\u00e7ando questionamentos ao governo brasileiro e as diplomacias de EUA e Canad\u00e1 deixaram claro ao Estado que n\u00e3o v\u00e3o abandonar a press\u00e3o. O Brasil n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico entre os emergentes que est\u00e1 sendo questionado. Nos \u00faltimos meses, americanos e europeus t\u00eam soado um sinal de alerta sobre os amplos recursos que China e R\u00fassia estariam destinando a seus agricultores.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">A percep\u00e7\u00e3o \u00e9 de que, diante de reservas cada vez maiores por parte de governos emergentes, Pequim, Moscou ou Bras\u00edlia estariam ampliando a ajuda \u00e0 agricultura. Os pa\u00edses emergentes veem &#8220;Ironia&#8221; na acusa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que os n\u00edveis de subs\u00eddios dados pelos pa\u00edses ricos ainda s\u00e3o bem maiores que os dos pa\u00edses desenvolvidos e os mercados continuam sofrendo diante das pr\u00e1ticas desleais de Bruxelas e Washington.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Leil\u00f5es. O governo americano j\u00e1 vinha questionando o sistema de leil\u00f5es feito pelo governo brasileiro numa reuni\u00e3o em mar\u00e7o. Agora, quer detalhes de quantas toneladas de cada commodity s\u00e3o vendidas em leil\u00f5es organizados pelo Estado e qual \u00e9 o destino dado \u00e0 mercadoria. No fundo, o governo americano quer saber se a a\u00e7\u00e3o do governo representa um subs\u00eddio dom\u00e9stico ou se seria um mecanismo para subsidiar exporta\u00e7\u00f5es. Washington chega a citar a Conab.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">No documento encaminhado ao Brasil e obtido pelo Estado, os americanos solicitam todos detalhes volume de toneladas leiloadas nos \u00faltimos quatro anos e seu o destino.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Outro questionamento que o Brasil ter\u00e1 de enfrentar \u00e9 o feito pelo Canad\u00e1. Ottawa j\u00e1 vem desde mar\u00e7o pressionando Bras\u00edlia a dar detalhes do funcionamento do Plano Brasil Maior. Mas n\u00e3o em seu cap\u00edtulo industrial e, sim, nos benef\u00edcios que o plano concede para diversos segmentos do setor de alimentos e &#8211; mesmo agr\u00edcolas. A preocupa\u00e7\u00e3o do Canad\u00e1 \u00e9 com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dedu\u00e7\u00e3o de impostos, como o INSS, para determinados setores. O Canad\u00e1 n\u00e3o esconde que teme perder mercado para suas exporta\u00e7\u00f5es em setores que, no Brasil, passar\u00e3o a ganhar incentivos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Por anos, Brasil e Canad\u00e1 estiveram do mesmo lado na disputa pelo fim das distor\u00e7\u00f5es nos mercados mundiais para o setor agr\u00edcola. Mas, h\u00e1 dois anos, o Brasil superou o Canad\u00e1 e se transformou no terceiro maior exportador agr\u00edcola do mundo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Bras\u00edlia tem sido amplamente questionada por sua pol\u00edtica comercial protecionista. Mas, at\u00e9 agora, os ataques tinham se concentrado no setor industrial e de servi\u00e7os.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">Preste aten\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">1. O questionamento n\u00e3o se trata de abertura de contencioso jur\u00eddico contra o Brasil, mas um sinal de que os pa\u00edses ricos est\u00e3o monitorando o comportamento do Pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">2. Percep\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses ricos \u00e9 de que os pa\u00edses emergentes est\u00e3o com ac\u00famulo de reservas e estariam ampliando a ajuda a seus produtores agr\u00edcolas. Est\u00e3o na mira, al\u00e9m do Brasil China e R\u00fassia.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">3. Preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 saber se os programas brasileiros, entre eles, o Brasil Maior, representam um subs\u00eddio dom\u00e9stico ou um mecanismo para subsidiar exporta\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: \" color:=\"color:\" black;=\"black;\" mso-themecolor:=\"mso-themecolor:\" text1;\"=\"text1;\"\">4. Os governos dos pa\u00edses ricos veem as suposi\u00e7\u00f5es de irregularidade como &#8220;ir\u00f4nicas&#8221;, uma vez que &#8220;historicamente s\u00e3o as na\u00e7\u00f5es desenvolvidas que t\u00eam abusado dos subs\u00eddios agr\u00edcolas.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nValor Econ\u00f4mico\n \nA dificuldade de retomada da economia e a infla\u00e7\u00e3o mais elevada nos primeiros meses deste ano come\u00e7am a afetar o mercado de trabalho de forma mais pronunciada, e ajudam a explicar o ritmo mais lento do consumo. Entre janeiro e abril deste ano, a massa salarial real avan\u00e7ou 3,4% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo do ano passado, a menor alta nesta compara\u00e7\u00e3o desde o primeiro quadrimestre de 2004, quando esse indicador recuou 2,2%, na esteira do forte esfor\u00e7o fiscal feito em 2003. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4944\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4944","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1hK","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4944","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4944"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4944\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}