{"id":4949,"date":"2013-06-08T12:34:47","date_gmt":"2013-06-08T12:34:47","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4949"},"modified":"2013-06-08T12:34:47","modified_gmt":"2013-06-08T12:34:47","slug":"solidariedade-aos-indigenas-em-luta-no-mato-grosso-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4949","title":{"rendered":"SOLIDARIEDADE AOS IND\u00cdGENAS EM LUTA NO MATO GROSSO DO SUL"},"content":{"rendered":"\n<p>O MST manifesta solidariedade aos ind\u00edgenas que lutam no Mato Grosso do Sul em defesa dos seus territ\u00f3rios e contra a apropria\u00e7\u00e3o das terras pelo agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>O Estado brasileiro, com a decis\u00e3o de expulsar os ind\u00edgenas da fazenda Buriti e a a\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal para fazer a reintegra\u00e7\u00e3o de posse no munic\u00edpio de Sidrol\u00e2ndia, age para defender o direito dos fazendeiros, em vez de cumprir o que est\u00e1 previsto na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O governo federal prioriza o atendimento dos interesses do agroneg\u00f3cio, que amea\u00e7a a vida dos camponeses, ind\u00edgenas, quilombolas e povos tradicionais. A omiss\u00e3o diante da morte dos ind\u00edgenas em luta revela a falta de sensibilidade das autoridades.<\/p>\n<p>O agroneg\u00f3cio, enquanto modelo dominante de organiza\u00e7\u00e3o da agricultura e do meio rural no Brasil, \u00e9 sustentado na alian\u00e7a dos fazendeiros capitalistas com empresas transnacionais, que avan\u00e7am para controlar as nossas terras e a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>As pol\u00edticas implementadas para fortalecer as empresas do agroneg\u00f3cio aprofundam os problemas hist\u00f3ricos do nosso pa\u00eds, como a concentra\u00e7\u00e3o de terra, a desigualdade social, a viol\u00eancia contra os povos que vivem do cultivo da terra e a subordina\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica aos interesses do capital internacional.<\/p>\n<p>Por isso, a consolida\u00e7\u00e3o desse modelo n\u00e3o representa desenvolvimento, mas a dilapida\u00e7\u00e3o das bases econ\u00f4micas do Brasil para a organiza\u00e7\u00e3o da agricultura dentro de um modelo que atenda as necessidades do povo brasileiro no campo e nas cidades.<\/p>\n<p>Para alcan\u00e7ar seus objetivos e realizar seus interesses econ\u00f4micos, os latifundi\u00e1rios capitalizados pela grande burguesia financeira e internacional atuam para impedir os cumprimentos das leis que determinam a reforma agr\u00e1ria, a demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios ind\u00edgenas e a titula\u00e7\u00e3o de \u00e1reas quilombolas.<\/p>\n<p>Com sua for\u00e7a no Congresso Nacional, paralelamente o agroneg\u00f3cio faz uma movimenta\u00e7\u00e3o para mudar essas leis, \u201clegalizando\u201d o descumprimento da Constitui\u00e7\u00e3o. Com isso, fazem uma campanha ideol\u00f3gica para desmoralizar os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pelo cumprimento dessas leis<\/p>\n<p>Um dos exemplos mais representativos dessa estrat\u00e9gia foi a discuss\u00e3o em torno do C\u00f3digo Florestal. Os ruralistas, que descumpriam a lei que determinava a manuten\u00e7\u00e3o de reserva legal e das \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente, fizeram antecipadamente um movimento para descredibilizar a legisla\u00e7\u00e3o ambiental (que n\u00e3o corresponderia \u00e0s necessidades econ\u00f4micas do pa\u00eds) e a atua\u00e7\u00e3o do Ibama (que seria politizado). Logo depois, passaram a fazer press\u00e3o pela modifica\u00e7\u00e3o da lei e pelo perd\u00e3o \u00e0s d\u00edvidas aplicadas pelo desmatamento.<\/p>\n<p>O agroneg\u00f3cio repete a mesma f\u00f3rmula para transformar em letra morta o artigo 231 da Constitui\u00e7\u00e3o brasileira: \u201cAs terras tradicionalmente ocupadas pelos \u00edndios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes\u201d.<\/p>\n<p>Os ind\u00edgenas, assim como os sem-terra, os quilombolas e as florestas, representam um obst\u00e1culo para a expans\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o de um modelo de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, que concentra a terra para produzir monoculturas valorizadas no mercado para exporta\u00e7\u00e3o, coloca nosso territ\u00f3rio e agricultura sob controle do capital internacional, expulsa a popula\u00e7\u00e3o do meio rural, destr\u00f3i o meio ambiente e envenena as lavouras, len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos e rios com a utiliza\u00e7\u00e3o excessiva de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>Os movimentos de luta pela reforma agr\u00e1ria, a resist\u00eancia dos ind\u00edgenas e quilombolas e camponeses e os setores preocupados com a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente fazem campanhas e lutas em defesa dos interesses da sociedade brasileira. No entanto, n\u00e3o temos for\u00e7a suficiente para enfrentar a ofensiva do capital na agricultura.<\/p>\n<p>Apenas com a organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o do conjunto da sociedade, especialmente da classe trabalhadora, ser\u00e1 poss\u00edvel derrotar os respons\u00e1veis pelas mortes dos que lutam no campo, pela desnacionaliza\u00e7\u00e3o das nossas terras e pela submiss\u00e3o da nossa economia aos interesses do capital financeiro internacional.<\/p>\n<p>Vamos intensificar as nossas mobiliza\u00e7\u00f5es e realizar atividades por todo o pa\u00eds, em solidariedade aos povos ind\u00edgenas em luta e, dessa forma, pavimentar na pr\u00e1tica a unidade das for\u00e7as progressistas em torno de um novo modelo de organiza\u00e7\u00e3o da agricultura e por mudan\u00e7as estruturais no Brasil.<\/p>\n<p>SECRETARIA NACIONAL DO MST<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4949\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-4949","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c1-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1hP","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4949","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4949"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4949\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4949"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4949"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4949"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}