{"id":5015,"date":"2013-06-25T20:08:24","date_gmt":"2013-06-25T20:08:24","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5015"},"modified":"2013-06-25T20:08:24","modified_gmt":"2013-06-25T20:08:24","slug":"brasil-um-novo-ciclo-de-lutas-populares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5015","title":{"rendered":"Brasil: um novo ciclo de lutas populares?*"},"content":{"rendered":"\n<p>As grandes manifesta\u00e7\u00f5es populares de protesto no Brasil derrubaram, na pr\u00e1tica, uma premissa cultivada pela direita e assumida tamb\u00e9m por diversas organiza\u00e7\u00f5es de esquerda \u2013 come\u00e7ando pelo PT e permanecendo com seus aliados: caso fosse garantido \u201cp\u00e3o e circo\u201d ao povo \u2013 desorganizado, despolitizado, decepcionado com dez anos de governo petista \u2013 este aceitaria mansamente que a alian\u00e7a entre as velhas e as novas oligarquias prosseguisse governando sem maiores sobressaltos.<\/p>\n<p>A continuidade e efic\u00e1cia do programa \u201cBolsa Fam\u00edlia\u201d assegurava o p\u00e3o. A Copa do Mundo e seu prel\u00fadio, a Copa das Confedera\u00e7\u00f5es, e depois os Jogos Ol\u00edmpicos,\u00a0\u00a0garantiriam o circo necess\u00e1rio para consolidar a passividade pol\u00edtica dos brasileiros. Esta vis\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 equivocada como profundamente reacion\u00e1ria (e quase sempre racista) ficou destru\u00edda nestes dias, o que revela a curta mem\u00f3ria hist\u00f3rica e o perigoso autismo da classe dominante e seus representantes pol\u00edticos ao esquecerem que o povo brasileiro soube ser protagonista de grandes jornadas de luta e que seus per\u00edodos de apatia e passividade alternaram com epis\u00f3dios de s\u00fabita mobiliza\u00e7\u00e3o, que ultrapassaram os estreitos marcos olig\u00e1rquicos de um estado apenas superficialmente democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Basta recordar as m\u00faltiplas mobiliza\u00e7\u00f5es populares que impuseram a elei\u00e7\u00e3o direta do presidente em come\u00e7o dos anos oitenta, as que precipitaram a ren\u00fancia de Fernando Collor de Mello em 1992 e a onda ascendente de lutas populares que fizeram poss\u00edvel a vit\u00f3ria de Lula no ano de 2002. A apatia posterior, fomentada por um governo que optou por governar com e para os ricos e poderosos, criou a err\u00f4nea impress\u00e3o de que a expans\u00e3o do consumo de um amplo estrato do universo popular era suficiente para garantir indefinidamente o consenso social. Uma p\u00e9ssima sociologia se combinou com a traidora arrog\u00e2ncia de uma tecnocracia estatal que, ao embotar a mem\u00f3ria, fez com que os acontecimentos desta semana fossem t\u00e3o surpreendentes quanto um raio em um dia de c\u00e9u azul. A surpresa emudeceu uma dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de discurso f\u00e1cil e sensacionalista, que n\u00e3o podia compreender \u2013 e muito menos conter \u2013 o tsunami pol\u00edtico que irrompia nada menos que em meio dos gastos futebolistas da Copa das Confedera\u00e7\u00f5es. Foi not\u00e1vel a lentid\u00e3o da resposta governamental, desde as prefeituras municipais at\u00e9 os governos estaduais e o pr\u00f3prio governo federal.<\/p>\n<p>Especialistas e analistas vinculados ao governo agora insistem em colocar sob a lupa estas manifesta\u00e7\u00f5es, assinalando seu car\u00e1ter ca\u00f3tico, sua falta de lideran\u00e7a, a aus\u00eancia de um projeto pol\u00edtico de reforma. Seria melhor que, em lugar de exaltar as virtudes de um fantasioso \u201cp\u00f3s-neoliberalismo\u201d de Bras\u00edlia e de pensar que o ocorrido tem a ver com a falta de pol\u00edticas governamentais para um novo ator social, a juventude, dirigirem seu olhar para os d\u00e9ficits da gest\u00e3o governamental do PT e seus aliados com uma ampla gama de temas cruciais para o bem-estar da cidadania.<\/p>\n<p>Defender que os protestos foram causados pelo aumento de 20 centavos de real do transporte p\u00fablico de S\u00e3o Paulo \u00e9 o mesmo que, dadas as dist\u00e2ncias, afirmar que a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa ocorreu porque, como \u00e9 sabido, algumas padarias da zona da Bastilha tinham aumentado em uns poucos centavos o pre\u00e7o do p\u00e3o. Estes propagandistas confundem o detonante da rebeli\u00e3o popular com as causas profundas que a provocam, que dizem respeito \u00e0 enorme d\u00edvida social da democracia brasileira, apenas atenuada nos \u00faltimos anos do governo Lula.<\/p>\n<p>O disparador, o aumento no pre\u00e7o da passagem do transporte urbano, teve efic\u00e1cia porque, segundo alguns c\u00e1lculos, para um trabalhador que ganha apenas o sal\u00e1rio m\u00ednimo em S\u00e3o Paulo, o custo di\u00e1rio com transporte para chegar a seu trabalho equivale a pouco mais que a quarta parte de sua renda. Por\u00e9m, este s\u00f3 conseguiu desencadear esta onda de protestos porque se combinava com a p\u00e9ssima situa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de sa\u00fade p\u00fablica; o vi\u00e9s classista e racista do acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o; a corrup\u00e7\u00e3o governamental (um indicador: a presidenta Dilma Rousseff trocou v\u00e1rios ministros por este motivo), a ferocidade repressiva impr\u00f3pria de um estado que se proclama democr\u00e1tico e a arrog\u00e2ncia tecnocr\u00e1tica dos governantes, em todos os seus n\u00edveis, ante as demandas populares que s\u00e3o desconsideradas sistematicamente: caso da reforma da previd\u00eancia social, ou da paralisada Reforma Agr\u00e1ria ou das reivindica\u00e7\u00f5es dos povos origin\u00e1rios ante as constru\u00e7\u00f5es de grandes represas na Amaz\u00f4nia. Com estas quest\u00f5es pendentes, falar de \u201cp\u00f3s-neoliberalismo\u201d revela, no melhor dos casos, indol\u00eancia do esp\u00edrito cr\u00edtico; no pior, uma deplor\u00e1vel submiss\u00e3o incondicional ao discurso oficial.<\/p>\n<p>\u00c0 explosiva combina\u00e7\u00e3o acima assinalada \u00e9 preciso somar o crescente abismo que separa a cidadania comum da partidocracia governante, incessante tecedora de toda sorte de inescrupulosas alian\u00e7as e transformismos sem escr\u00fapulos, que burlam a vontade do eleitorado, sacrificando identidades partid\u00e1rias e afilia\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas. N\u00e3o por acaso todas as manifesta\u00e7\u00f5es expressavam seu rep\u00fadio aos partidos pol\u00edticos. Um indicador do custo fenomenal dessa partidocracia \u2013 que retira recursos do tesouro p\u00fablico que poderiam destinar-se ao investimento social \u2013 est\u00e1 dado pelo que no Brasil se denomina Fundo Partid\u00e1rio, que financia a manuten\u00e7\u00e3o de uma m\u00e1quina meramente eleitoreira e que nada tem a ver com esse \u201cprinc\u00edpio coletivo\u201d, sintetizador da vontade nacional-popular do qual fala Antonio Gramsci.<\/p>\n<p>Um dado apenas ser\u00e1 suficiente: apesar do fato da popula\u00e7\u00e3o exigir infrutuosamente maiores or\u00e7amentos para melhorar os servi\u00e7os b\u00e1sicos que fazem a qualidade da democracia, o mencionado fundo passou de 729.000 reais em 1994 \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de 350.000.000 de reais em 2012, e est\u00e1 por aumentar ainda mais no curso deste ano. Essa enorme cifra fala com eloqu\u00eancia do hiato que separa representantes de representados: nem os sal\u00e1rios reais nem o investimento social em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, habita\u00e7\u00e3o e transporte tiveram a prodigiosa progress\u00e3o experimentada por uma casta pol\u00edtica completamente apartada de seu povo e que n\u00e3o vive para a pol\u00edtica, mas que vive, e muito bem, da pol\u00edtica, a custa de seu pr\u00f3prio povo.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 tudo? N\u00e3o, h\u00e1 algo mais que provocou a f\u00faria cidad\u00e3. O exorbitante custo em que incorre Bras\u00edlia a conta de uma absurda \u201cpol\u00edtica de prest\u00edgio\u201d encaminhada a converter o Brasil em um \u201cjogador global\u201d na pol\u00edtica internacional. A Copa do Mundo da FIFA e os Jogos Ol\u00edmpicos exigir\u00e3o enormes despesas que poderiam ter sido utilizados mais proveitosamente na solu\u00e7\u00e3o de velhos problemas que afetam as classes populares. Seria bom recordar que o M\u00e9xico n\u00e3o s\u00f3 organizou uma, mas duas Copas do Mundo, em 1970 e 1986, e os Jogos Ol\u00edmpicos de 1968. Nenhum destes grandes eventos converteu o M\u00e9xico em um jogador global da pol\u00edtica mundial: por\u00e9m, serviram para ocultar os problemas reais que irrompiam com fora na d\u00e9cada de noventa e que perduram at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p>Segundo a lei aprovada pelo congresso brasileiro, a Copa do Mundo disp\u00f5e de um or\u00e7amento inicial de 13.600 milh\u00f5es de d\u00f3lares que, certamente, aumentar\u00e1 \u00e0 medida que se aproxima a inaugura\u00e7\u00e3o do evento. Al\u00e9m disso, estima-se que os Jogos Ol\u00edmpicos demandar\u00e1 uma cifra ainda maior. Conv\u00e9m aqui recordar uma senten\u00e7a de Adam Smith, quando dizia que \u201co que \u00e9 imprud\u00eancia e loucura no manejo das finan\u00e7as familiares n\u00e3o pode ser responsabilidade e sensatez no manejo das finan\u00e7as do reino\u201d. Aquele que em seu lar n\u00e3o disp\u00f5e de renda suficiente que garantam a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o e uma habita\u00e7\u00e3o adequada para sua fam\u00edlia n\u00e3o pode ser elogiado quando gasta o que n\u00e3o tem em uma festa car\u00edssima.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o deste desprop\u00f3sito fica gravada, como observa com perspic\u00e1cia o soci\u00f3logo e economista brasileiro Carlos Eduardo Martins, quando compara o custo do programa \u201cBolsa Fam\u00edlia\u201d, 20.000 milh\u00f5es de reais, com o que devoram os interesses da d\u00edvida p\u00fablica: 240.000 milh\u00f5es de reais. Ou seja, em um ano os tubar\u00f5es financeiros do Brasil e do exterior, crian\u00e7as mimadas do governo, recebem como compensa\u00e7\u00e3o a seus empr\u00e9stimos fraudulentos o equivalente a doze planos de \u201cBolsa Fam\u00edlia\u201d por ano. Segundo um estudo da Auditoria Cidad\u00e3 da D\u00edvida, no ano de 2012, as despesas com juros e amortiza\u00e7\u00f5es da d\u00edvida p\u00fablica gastou 47.19% do or\u00e7amento nacional. No entanto, dedicou \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica 3.98%, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o 3.18% e ao transporte 1.21%. Com isso, n\u00e3o se quer diminuir a import\u00e2ncia do programa \u201cBolsa Fam\u00edlia\u201d, mas ressaltar a escandalosa gravidade do rombo originado por uma d\u00edvida p\u00fablica \u2013 ileg\u00edtima at\u00e9 a medula \u2013, que faz dos banqueiros e especuladores financeiros os principais benefici\u00e1rios da democracia brasileira ou, mais precisamente, da plutocracia reinante no Brasil.<\/p>\n<p>Por isso, Martins tem raz\u00e3o quando observa que a dimens\u00e3o da crise exige algo mais que reuni\u00f5es de gabinete e conversa\u00e7\u00f5es com alguns dos l\u00edderes dos movimentos sociais organizados. Prop\u00f5e, em troca, a realiza\u00e7\u00e3o de um plebiscito para uma reforma constitucional que corte os poderes da partidocracia e d\u00ea poderes reais \u00e0 cidadania; ou para anular a lei de autoanistia da ditadura; ou para realizar uma auditoria integral sobre a obscura g\u00eanese da escandalosa d\u00edvida p\u00fablica (como fez Rafael Correa no Equador). Acrescenta-se a isto tamb\u00e9m que n\u00e3o basta dizer que 100% dos royalties que originem da explora\u00e7\u00e3o do enorme campo petroleiro e do pr\u00e9-sal ser\u00e3o dedicados, como declarou Rousseff, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, na medida em que n\u00e3o se diga qual ser\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o que o estado captar\u00e1 das empresas petroleiras. Na Venezuela e no Equador, o estado ret\u00e9m no que se refere aos royalties entre 80 e 85% do produzido na boca do po\u00e7o. E no Brasil quem fixar\u00e1 essa porcentagem? O mercado? Por que n\u00e3o estabelec\u00ea-la mediante uma democr\u00e1tica consulta popular?<\/p>\n<p>Como pode presumir-se sobre todo o anterior, \u00e9 imposs\u00edvel reduzir a causa do protesto popular no Brasil a uma eclos\u00e3o juvenil. \u00c9 prematuro prever qual ser\u00e1 o futuro destas manifesta\u00e7\u00f5es, por\u00e9m de algo estamos certos. O \u201c\u00a1Que se vayan todos!\u201d da Argentina, de 2001-2002, n\u00e3o pode constituir-se como uma alternativa de poder, por\u00e9m pelo menos assinalou os limites que nenhum governo poderia voltar a transpassar sob pena de ser derrotado por uma nova insurg\u00eancia popular. Mais ainda, as grandes mobiliza\u00e7\u00f5es populares na Bol\u00edvia e no Equador demonstraram que suas fraquezas e sua n\u00e3o organicidade \u2013 como as que hoje ocorrem no Brasil \u2013 n\u00e3o impediram tombar governantes que s\u00f3 favoreciam os ricos.<\/p>\n<p>As massas que sa\u00edram \u00e0s ruas em mais de cem cidades brasileiras podem, talvez, n\u00e3o saber aonde v\u00e3o, por\u00e9m em sua marcha podem acabar com um governo que, claramente, escolheu se colocar a servi\u00e7o do capital. Bras\u00edlia faria muito bem em olhar o ocorrido nos pa\u00edses vizinhos e tomar nota desta li\u00e7\u00e3o que pressagia crescentes n\u00edveis de ingovernabilidade se persistir em sua alian\u00e7a com a direita, com os monop\u00f3lios, com os agroneg\u00f3cios, com o capital financeiro, com os especuladores que enfraquecem o or\u00e7amento p\u00fablico do Brasil. A \u00fanica sa\u00edda para tudo isso \u00e9 pela esquerda, potencializando n\u00e3o no discurso, mas com fatos concretos, o protagonismo popular e adotando pol\u00edticas coerentes com o novo sistema de alian\u00e7as. N\u00e3o seria exagerado prognosticar que um novo ciclo de crescimento das lutas populares estaria iniciando no gigante sul-americano. Se assim for, o mais prov\u00e1vel seria uma reorienta\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica brasileira, o qual seria uma not\u00edcia muito boa para a causa da emancipa\u00e7\u00e3o do Brasil e de toda Nossa Am\u00e9rica.<\/p>\n<p><strong><em>*Uma vers\u00e3o resumida desta nota saiu publicada na edi\u00e7\u00e3o dominical P\u00e1gina\/12, de 23 de junho do corrente ano.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Fonte:<a href=\"http:\/\/www.atilioboron.com.ar\/2013\/06\/brasil-un-nuevo-ciclo-de-luchas.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.atilioboron.com.ar\/2013\/06\/brasil-un-nuevo-ciclo-de-luchas.html<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nAtilio A. Boron\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5015\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[119],"tags":[],"class_list":["post-5015","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c132-passe-livre"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1iT","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5015","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5015"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5015\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}