{"id":509,"date":"2010-06-01T15:29:47","date_gmt":"2010-06-01T15:29:47","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=509"},"modified":"2010-06-01T15:29:47","modified_gmt":"2010-06-01T15:29:47","slug":"da-unidade-vai-nascer-a-novidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/509","title":{"rendered":"Da unidade, vai nascer a novidade"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Movimentos e pastorais sociais reafirmam Assembl\u00e9ia Popular como instrumento de for\u00e7a pol\u00edtica e de di\u00e1logo com a sociedade. Encontro foi realizado durante os dias 25 e 28 de maio, em Luzi\u00e2nia, Goi\u00e1s.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Resist\u00eancia e unidade. Com esses compromissos terminou a II plen\u00e1ria nacional da Assembl\u00e9ia Popular (AP). Os mais de 600 participantes revisitaram o documento \u201cBrasil que queremos\u201d, cuja constru\u00e7\u00e3o foi iniciada ainda em 2005. O exerc\u00edcio do poder popular, tal como a cr\u00edtica radical ao atual sistema capitalista foram os dois principais conceitos afirmados durante o encontro.<\/em><\/p>\n<p><em>O documento final ser\u00e1 divulgado at\u00e9 agosto deste ano. De acordo com Irm\u00e3 Delci Franzen, assessora das Pastorais Sociais da CNBB, projetos contra o imperialismo, o endividamento dos pa\u00edses mais pobres, al\u00e9m de campanhas contra os megaprojetos, como Belo Monte e o complexo Madeira e em favor da redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho s\u00e3o passos que est\u00e3o apontados para as lutas da AP para o pr\u00f3ximo per\u00edodo. <\/em><\/p>\n<p><em>A forma\u00e7\u00e3o dos militantes e o trabalho de base tamb\u00e9m s\u00e3o priorit\u00e1rios. \u201cEstamos construindo iniciativas que apontam para o novo, fundado em novos valores da justi\u00e7a, da defesa do meio ambiente. Ao escrever o Brasil que se quer, est\u00e1 claro o Brasil que n\u00e3o se quer. A gente est\u00e1 na ofensiva\u201d, disse.<\/em><\/p>\n<p><em>Outro projeto que est\u00e1 na agenda da AP \u00e9 a luta pelo limite da propriedade terra, como uma forma de diminuir com as grandes concentra\u00e7\u00f5es de terra nas m\u00e3os de poucos latifundi\u00e1rios no Brasil. Um plebiscito popular, aos moldes como foram o da ALCA e o da reestatiza\u00e7\u00e3o da Vale do Rio Doce, dever\u00e1 ser promovido at\u00e9 o pr\u00f3ximo ano.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Unidade das for\u00e7as populares<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>O conjunto das organiza\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em a AP manifestou o espa\u00e7o como um lugar de constru\u00e7\u00e3o de consensos. \u201cVamos potencializar as diferen\u00e7as no debate e super\u00e1-las. Sinto uma nova semente de unidade na esquerda do Brasil\u201d, afirmou irm\u00e3 Delci.<\/em><\/p>\n<p>O processo da AP visa fortalecer a capacidade de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos movimentos participantes a fim de convocar o conjunto da sociedade para mobilizar-se pela amplia\u00e7\u00e3o dos direitos do povo e por profundas transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e institucionais. Nessa caminhada, a AP prop\u00f5e alternativas para o desenvolvimento com justi\u00e7a social e o compromisso com a vida em todas as suas express\u00f5es, considerando por isso o cen\u00e1rio de crise ambiental que vive a humanidade e que demanda uma mudan\u00e7a radical no rumo dominante do processo econ\u00f4mico.<\/p>\n<p><em><strong>Mo\u00e7\u00f5es aprovadas<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>A II Assembl\u00e9ia Popular Nacional tamb\u00e9m manifestou apoio a diversas causas. O apoio ao Decreto 4.887\/2003, que regulamenta os dispositivos de reconhecimento, demarca\u00e7\u00e3o e titula\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios das comunidades tradicionais quilombolas, alvo de uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade impetrada pelo partido Democratas, cita a tentativa \u201cnefasta de aniquilamento dos direitos fundamentais\u201d, como \u00e9 o direito \u00e0 terra de ind\u00edgenas, ribeirinhos e quilombolas. <\/em><\/p>\n<p><em>A criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais tamb\u00e9m foi repudiada pela plen\u00e1ria. <\/em> Os participantes exigiram a liberta\u00e7\u00e3o imediata dos militantes sociais do MST e do movimento ind\u00edgena que est\u00e3o mantidos como presos pol\u00edticos em v\u00e1rios estados do Pa\u00eds. \u201cDenunciamos a crescente ofensiva da direita brasileira contra as lutas de trabalhadoras e trabalhadores organizados por direitos sociais, que se manifesta de diversas formas e se intensifica a cada dia\u201d, afirma a mo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Em breve, essas e as demais mo\u00e7\u00f5es poder\u00e3o ser encontradas em <a href=\"http:\/\/www.assembleiapopular.org\/\" target=\"_blank\">www.assembleiapopular.org<\/a><\/em><\/p>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<hr width=\"100%\" size=\"2\" \/> <\/div>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;\"><strong>Poder da cultura movimenta a luta do povo<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>M\u00fasica, poesia e dan\u00e7a expressam os sentimentos da milit\u00e2ncia na busca da constru\u00e7\u00e3o de uma nova sociedade<\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">As v\u00e1rias linguagens art\u00edsticas que comp\u00f5em a diversidade cultural e socioterritorial representada na II Assembl\u00e9ia Popular Nacional foram expostas e debatidas ao longo do encontro, que aconteceu em Luzi\u00e2nia (GO) entre os dias 25 e 28.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">De Tocantins, o grupo de mulheres ligadas \u00e0 Casa da Mulher Artes\u00e3 mostrou e comercializou quadros e bijuterias produzidas com materiais naturais, como sementes e capim-dourado.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Artes\u00e3o e integrante do Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU), de Sergipe, Silvanei Pereira exibiu a pintura em porcelana que desenvolve h\u00e1 mais de dez anos. Junto a ele, S\u00e9rgio Bastos, tamb\u00e9m militante do MOTU, exp\u00f4s seus quadros com pinturas em ostras e caba\u00e7as utilizando tinta vitral. Os dois promovem oficinas no galp\u00e3o ocupado pelo movimento em Aracaju. \u201cA primeira ocupa\u00e7\u00e3o que fizemos contou com v\u00e1rios artes\u00e3os. As oficinas fazem parte da estrat\u00e9gia de forma\u00e7\u00e3o do movimento\u201d, comenta Bastos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Jaime Silva, acampado do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Japaratuba (SE), \u00e9 apicultor e produz sabonetes artesanais feitos com mel. No acampamento, Silva fabrica cerca de 300 unidades por m\u00eas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Resgatar a cultura dos tupinamb\u00e1s do sul da Bahia \u00e9 o que prop\u00f5e o coletivo de Ramon Ytajib\u00e1 Tupynamb\u00e1 de Oliven\u00e7a. Ao lado de outros ind\u00edgenas presentes na AP, ele representou o povo Tupynamb\u00e1 de Oliven\u00e7a, que vive em uma aldeia em Ilh\u00e9us, no sul da Bahia, com mais de seis mil fam\u00edlias. Quem circulava pelos corredores do CNTI p\u00f4de conhecer os colares e marac\u00e1s produzidos na aldeia ind\u00edgena, o livro \u201cMem\u00f3ria viva dos Tupinamb\u00e1 de Oliven\u00e7a\u201d, al\u00e9m de experimentar na pele pinturas ind\u00edgenas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong>Cultura unifica as lutas<\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">A resist\u00eancia cultural e a preserva\u00e7\u00e3o da identidade dos povos foram a t\u00f4nica da noite cultural da II AP, realizada nesta quinta-feira (27). Apresenta\u00e7\u00f5es musicais, de dan\u00e7a e de poesia contemplaram desde manifesta\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas de origem ind\u00edgena do Pantanal mato-grossense, como o cururu e o siriri, at\u00e9 encontros de rappers que desenvolvem projetos de hip-hop em seus locais de atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Um deles \u00e9 Alan Shark, do projeto Abanca, uma produtora cultural social que utiliza, atrav\u00e9s do m\u00e9todo freireano, a m\u00fasica e a cultura hip-hop como ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o social com atividades como ensaios abertos, shows, eventos musicais e oficinas em espa\u00e7os p\u00fablicos da regi\u00e3o do Jardim \u00c2ngela, na periferia de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Para ele, a cultura em um espa\u00e7o como a AP pode catalisar lutas comuns. \u201cAcho que a cultura unifica as lutas. Aqui encontrei parceiros que fazem um trabalho similar ao nosso, porque voc\u00ea sente que h\u00e1 coisas se concretizando no \u00e2mbito da cultura que visa a transforma\u00e7\u00e3o social\u201d.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Um dos frutos das trocas de experi\u00eancias possibilitados durante os dias da II AP foi a decis\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o de um Encontro Nacional de Cultura da Assembl\u00e9ia, para articula\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o das diferentes produ\u00e7\u00f5es culturais.<\/p>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<hr width=\"100%\" size=\"2\" \/> <\/div>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong>E tem que democratizar a comunica\u00e7\u00e3o&#8230;<\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">A democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o foi um dos temas discutidos na II Assembl\u00e9ia Popular Nacional, que prop\u00f4s espa\u00e7os que articulem formas de se construir uma comunica\u00e7\u00e3o alternativa e representativa dos diversos segmentos da sociedade.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Os meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa mais influentes est\u00e3o nas m\u00e3os de onze fam\u00edlias que se utilizam destes meios para impor a ideologia dominante com necessidades, prefer\u00eancias e costumes que perpetuam a desigualdade social.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Nesta semana em que os diversos movimentos sociais est\u00e3o reunidos na constru\u00e7\u00e3o de um projeto popular para o Brasil, vimos como os negros, \u00edndios, mulheres, movimentos territoriais e ambientais s\u00e3o atingidos pela grande m\u00eddia.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\u00c9 por compreender e sentir na pr\u00e1tica que os movimentos defendem a democratiza\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, em que a sociedade acompanhe com o estado desde a libera\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de seus conte\u00fados.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;\"><strong>Contatos para imprensa: <\/strong><\/p>\n<p>Mayr\u00e1 Lima (61) 9884 8534<\/p>\n<p>Alexania Rossato: (61) 9928 6051<\/p>\n<p>Maria Mello (11) 9690 3614<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.assembleiapopular.org\/\" target=\"_blank\">www.assembleiapopular.org<\/a> | <a href=\"mailto:apnacionalcomunica@gmail.com\" target=\"_blank\">apnacionalcomunica@gmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: www.assembleiapopular.org\n\n\n\n\nMovimentos e pastorais sociais reafirmam Assembl\u00e9ia Popular.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/509\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-509","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c1-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8d","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/509","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=509"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/509\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=509"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=509"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=509"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}