{"id":51,"date":"2009-12-30T03:48:22","date_gmt":"2009-12-30T03:48:22","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=51"},"modified":"2009-12-30T03:48:22","modified_gmt":"2009-12-30T03:48:22","slug":"sair-do-anticomunismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/51","title":{"rendered":"SUPERAR O ANTICOMUNISMO"},"content":{"rendered":"\n<p>Rematando essa persegui\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica, uma profus\u00e3o legislativa de textos europeus e\/ou franceses pretende criminalizar a hist\u00f3ria do comunismo, a misturar o III Reich de Krupp e Thyssen com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica oper\u00e1ria e camponesa, juntar Franco com as Brigadas Internacionais, amalgamar a Wehrmacht dos Einsatzgruppen e o Ex\u00e9rcito dos libertadores de Estalingrado, unir os fuzileiros fascistas aos \u00abterroristas vermelhos\u00bb de Chateaubriant e da Cidadela de Arras, que ca\u00edram por n\u00f3s, com a Marselhesa nos l\u00e1bios, sob as balas alem\u00e3s. A meta destes textos absurdos \u00e9 proporcionar uma base jur\u00eddica ao euromacartismo que se espalha por toda a Uni\u00e3o Europeia; numa Uni\u00e3o Europeia cujos dirigentes querem, por meio do anticomunismo e do antissovietismo retardat\u00e1rio, tentar escapar da rejei\u00e7\u00e3o popular profunda que assombra a \u00abconstru\u00e7\u00e3o europeia\u00bb capitalista(4) de Lisboa a Bucareste.<\/p>\n<p><strong>\u201cCNR (Conselho Nacional da Resist\u00eancia), n\u00e3o conhe\u00e7o\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, quantos alunos do ensino m\u00e9dio, acostumados desde a inf\u00e2ncia a confundir num mesmo opr\u00f3brio \u00abantitotalit\u00e1rio\u00bb a Alemanha nazista e a Uni\u00e3o<\/p>\n<p>Sovi\u00e9tica de Estalingrado, a confundir Mussolini e L\u00eanin? Quantos conhecem a frase pronunciada por Charlles de Gaulle em Moscou no ano de 1966: \u00abos franceses sabem(5) que a R\u00fassia sovi\u00e9tica desempenhou o papel principal em sua liberta\u00e7\u00e3o\u00bb?<\/p>\n<p>E quantos livros de hist\u00f3ria recordam aos jovens leitores que as principais conquistas sociais de nosso pa\u00eds &#8211; essas mesmas pelas quais o Sr. Denis Kessler felicitou cinicamente Sarkozy por \u00abdesmantelar o programa do CNR\u00bb(6) &#8211; , foram levadas a cabo de 1945 a 1947 no marco do governo com participa\u00e7\u00e3o comunista presidido pelo General De Gaulle? Naquele governo de unidade patri\u00f3tica, o ex-deportado comunista Marcel Paul nacionalizara a EDF [Eletricidade da Fran\u00e7a] e a Renault; Maurice Thorez dera os \u00faltimos retoques ao estatuto dos servidores e ao dos mineiros; Henri Wallon e Jolliot-Curie reconstru\u00edram a Educa\u00e7\u00e3o Nacional, o CNRS [Centro Nacional de Pesquisa Cient\u00edfica] e o CEA [Comissariado da Energia At\u00f4mica] sobre bases democr\u00e1ticas; Ambroise Croizat (do PCF) institu\u00eda \u2013 pouca coisa! \u2013 as pens\u00f5es de aposentadoria por ramo, os conv\u00eanios coletivos, os comit\u00eas de empresa&#8230; e a Seguridade Social: em suma, todas essas conquistas de civiliza\u00e7\u00e3o que a \u00abruptura sarkozista\u00bb, aclamada pela UE e pelo MEDEF [Movimento dos Empres\u00e1rios da Fran\u00e7a], esfor\u00e7a-se em aniquilar, impondo a nosso pa\u00eds um plano suicida de alinhamento estrutural.<\/p>\n<p>Fora isso, por que motivos a oligarquia capitalista vacilaria em, finalmente, fazer a sua revanche contra a \u00abFran\u00e7a vermelha\u00bb, agora que a vit\u00f3ria da contrarrevolu\u00e7\u00e3o de Berlim a Vladivostok voltou a mundializar a explora\u00e7\u00e3o capitalista, agora que a Europa socialista e a RDA [Rep\u00fablica Democr\u00e1tica Alem\u00e3 ou Alemanha Oriental] foram novamente colonizadas pela Europa do capital dirigida desde Berlim, e agora que, no que se refere \u00e0 Fran\u00e7a, a muta\u00e7\u00e3o-renega\u00e7\u00e3o do PCF e a euro-formata\u00e7\u00e3o do Estado Maior CGT [Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho] deixam os assalariados a merc\u00ea de uma\u00abfrench\u2019telecomisation(7)\u00bb geral de suas condi\u00e7\u00f5es de vida? Com efeito, os novos Metternich da Europa contrarrevolucion\u00e1ria t\u00eam pouco o que temer de uma cr\u00edtica pela metade como a que \u00e9 feita pelos \u00abalterocapitalistas\u00bb e \u00abaltero-europe\u00edstas\u00bb(8) que no fundo comungam de fundamentos do pensamento \u00fanico como o anticomunismo, o antissovietismo, o antimarxismo e seus subprodutos franceses, o antijacobinismo prim\u00e1rio e a s\u00f3rdida autofobia nacional que caracterizam a oligarquia financeira \u00abfrancesa\u00bb dirigida por \u00abSarko, o estadunidense\u00bb&#8230;<\/p>\n<p><strong>Os her\u00f3is no banco dos acusados, e os herdeiros dos carrascos fazendo o papel de inquisidores!<\/strong><\/p>\n<p>No atual clima neovichysta(9) j\u00e1 n\u00e3o se estranha que os combatentes comunistas da Fran\u00e7a, que dos bosques de Corr\u00e8ze \u00e0 guerrilha urbana dos FTP-MOI [grupo armado comunista formado por imigrantes], passando pela insurrei\u00e7\u00e3o de Paris de 1944, ou seja, justamente aqueles que foram os mais ousados e avan\u00e7ados da nossa resist\u00eancia armada(10), sejam odiosamente postos no banco dos r\u00e9us.<\/p>\n<p>Enquanto isso, os herdeiros dos partidos que referendaram o governo colaboracionista de P\u00e9tain, entregando os judeus e os patriotas \u00e0 Alemanha nazista, atualmente acusam aos combatentes comunistas de n\u00e3o terem arriscado a vida mais cedo! O que importa a estes fals\u00e1rios que, desde a her\u00f3ica manifesta\u00e7\u00e3o comunista da Pra\u00e7a Etoile organizada em 11 de novembro de 1940 pela Uni\u00e3o dos Estudantes Comunistas(11) (proibida desde 1939 pelo governo franc\u00eas!) at\u00e9 as primeiras sabotagens levadas a cabo no Var [regi\u00e3o francesa] desde 1940 pelos irm\u00e3os Landini, passando pela greve mineira de Pas-de-Calais dirigida em maio e junho de 1941 por Michel Br\u00fbl\u00e9 e pelo bolchevique ucraniano Vasil Porik, os comunistas e os militantes da CGT tenham assumido o cerne da luta armada e do combate antifascista de massas(12)? O que lhes importa que tenham ca\u00eddo em grande n\u00famero sob os fuzilamentos nazistas, nos bosques da C\u00f3rsega e nas paredes de execu\u00e7\u00e3o do Mont Val\u00e9rien, gritando <em>Viva a Fran\u00e7a! e Viva o comunismo!<\/em> ?<\/p>\n<p><strong>O anticomunismo, sombra projetada da crise capitalista<\/strong><\/p>\n<p>No entanto, seria ing\u00eanuo acreditar que a meta principal dos inquisidores seja somente queimar o passado comunista para fragilizar a ancoragem revolucion\u00e1ria do movimento oper\u00e1rio. Se \u00e9 verdade que o espectro do anticomunismo est\u00e1 muito pr\u00f3ximo do horizonte da Europa de Maastricht, \u00e9 porque, embora se tenha tornado mundialmente hegem\u00f4nico, o capitalismo, em crise, est\u00e1 na defensiva. N\u00e3o cessa de precarizar a classe trabalhadora e de arruinar os camponeses, de intensificar ao mesmo a mis\u00e9ria mais repugnante e as fortunas mais escandalosas, de multiplicar as guerras neocoloniais (ontem o Iraque, amanh\u00e3 o Ir\u00e3?), enquanto o com\u00e9rcio de armas e de drogas reina sobre o \u00abmercado livre mundial\u00bb organizado pela OMC e pelo FMI dos Lamy (Partido Socialista) e outros Strauss-Kahn (idem) na base de privatiza\u00e7\u00f5es, deslocamentos e crise alimentares organizadas. Enquanto isso, ritmada pelo duplo roubo da Bolsa e das demiss\u00f5es, a \u00absa\u00edda da crise\u00bb anunciada promete de ser t\u00e3o insuport\u00e1vel como a pr\u00f3pria crise. Desde ent\u00e3o, as pessoas honestas se perguntam: sobreviver\u00e1 a humanidade a este sistema desenfreado, no qual o lucro privado de uns poucos elimina todo o sentido humano da hist\u00f3ria dos povos e da vida dos indiv\u00edduos, enquanto sob a m\u00e1scara \u00abliberal\u00bb perfila &#8211; se uma ditadura euroatl\u00e2ntica portadora de um pensamento, de uma economia, de<\/p>\n<p>uma l\u00edngua e de uma pol\u00edtica \u00fanicas, cujos piores d\u00e9spotas de ontem jamais se atreveram a formar um projeto igual \u2013 o projeto \u00abglobalit\u00e1rio\u00bb?!<\/p>\n<p><strong>Renascimento da ideia comunista<\/strong><\/p>\n<p>Eis ent\u00e3o que a ideia comunista refaz o seu caminho: transmitida a n\u00f3s por Cuba, que resistiu quando Gorbatchov e Yeltsin acreditavam t\u00ea-la oferecido fresquinha ao Tio Sam, a aspira\u00e7\u00e3o por um \u00absocialismo do s\u00e9culo XXI\u00bb renasce sob diversas formas, especialmente na Am\u00e9rica Latina. Esta aspira\u00e7\u00e3o se articula com o princ\u00edpio anti-imperialista do direito dos povos a criarem eles mesmos o seu pr\u00f3prio destino. Pois, enfim, n\u00e3o \u00e9 irracional que algumas na\u00e7\u00f5es, l\u00ednguas, culturas seculares sejam aniquiladas pelos incultos mercadores do MacDonalds e da Eurodisney? N\u00e3o \u00e9 suicida que em nossa \u00e9poca de socializa\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria dos interc\u00e2mbios, a anacr\u00f4nica propriedade privada dos grandes meios de produ\u00e7\u00e3o outorgue \u00abdemocraticamente\u00bb a alguns multimilion\u00e1rios um direito de vida e de morte sobre a vida dos povos? Por outro lado, n\u00e3o \u00e9 vital que, planificando sua coopera\u00e7\u00e3o internacional em respeito a sua soberania, os povos assegurem o dom\u00ednio p\u00fablico dos grandes meios de produ\u00e7\u00e3o e que o mundo do trabalho ocupe por fim na, vida pol\u00edtica, o lugar central que deve corresponder aos produtores de riquezas? Por certo, urge que a solidariedade internacional dos novos prolet\u00e1rios de gravata se una ao patriotismo republicano para resistir \u00e0 b\u00e1rbara mundializa\u00e7\u00e3o capitalista assim como aos seus sangrentos c\u00famplices, o racismo, o integrismo e o comunitarismo. Pois se \u00e9 verdade que a explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem perdeu historicamente toda a for\u00e7a propulsora, se est\u00e1 claro que o destrutivismo capitalista levar\u00e1 a humanidade \u00e0 morte por desagrega\u00e7\u00e3o social, depreda\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica ou exterm\u00ednio nuclear, ent\u00e3o a constru\u00e7\u00e3o de um comunismo de segunda gera\u00e7\u00e3o, no qual o \u00abdesenvolvimento de cada um ser\u00e1 a chave do desenvolvimento de todos\u00bb (Marx), torna-se objetivamente uma quest\u00e3o de vida ou morte para todos os seres humanos que querem administrar racionalmente as suas rela\u00e7\u00f5es com os demais seres humanos&#8230; e com a natureza.<\/p>\n<p><strong>Para una assimila\u00e7\u00e3o cr\u00edtica da heran\u00e7a comunista<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio de modo algum que se idealize a primeira experi\u00eancia socialista da hist\u00f3ria. A experi\u00eancia socialista resultante de outubro de 1917 n\u00e3o teria conhecido a derrota se, por raz\u00f5es que o aparato te\u00f3rico marxista permite esclarecer, os trabalhadores destes pa\u00edses tivessem sempre, como em Cuba, percebendo-se como os donos efetivos de seu pa\u00eds. Essa autocr\u00edtica, que exclui toda a autoflagela\u00e7\u00e3o, os revolucion\u00e1rios devem a exercer sem ceder \u00e0 demoniza\u00e7\u00e3o da sua hist\u00f3ria por um sistema capitalista cujos crimes n\u00e3o mereceriam um \u00ablivro negro\u00bb e sim&#8230; dezenas de bibliotecas fascistas!<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 que beber a \u00e1gua suja dos desvios pol\u00edticos do passado feitos sob o pretexto de salvar a crian\u00e7a socialista. Como n\u00e3o h\u00e1 porque renegar a crian\u00e7a socialista sob pretexto de jogar fora a \u00e1gua do banho. H\u00e1 isto sim que partir do atraso inicial no qual essa experi\u00eancia historicamente in\u00e9dita teve que construir-se subtraindo uma parte consider\u00e1vel de seus recursos para enfrentar a corrida armamentista, a guerra ideol\u00f3gica e as invas\u00f5es exterminadoras ininterruptas vindas do Ocidente. Conv\u00e9m, em uma palavra, compreender as condi\u00e7\u00f5es profundamente contradit\u00f3rias nas quais se edificou aquele primeiro esfor\u00e7o da humanidade trabalhadora para edificar durante d\u00e9cadas uma sociedade livre da Bolsa e do capital. Tamb\u00e9m importa recha\u00e7ar categoricamente a desonrosa equa\u00e7\u00e3o comunismo = nazismo, que criminaliza a revolu\u00e7\u00e3o social banalizando o fascismo.<\/p>\n<p><strong>Os povos do Leste viveram uma experi\u00eancia hist\u00f3rica de massas: escutemo-los!<\/strong><\/p>\n<p>Primeiro, consultemos aos povos do Leste; n\u00e3o a esses anticomunistas profissionais que se atrevem a falar em nome de seus respectivos povos depois de t\u00ea-los devorado e arruinado, mas sim aos oper\u00e1rios, camponeses, aposentados da R\u00fassia, da RDA, da Hungria, da Rom\u00eania, etc., que viveram e avaliaram na sua viv\u00eancia cotidiana a restaura\u00e7\u00e3o capitalista travestida de \u00abdemocratiza\u00e7\u00e3o\u00bb. Com efeito, com tal exerc\u00edcio levado a cabo e sem esquecer de modo algum das repress\u00f5es arbitr\u00e1rias e dos aspectos burocr\u00e1ticos da \u00e9poca precedente, os povos fazem as suas contas; comparam os \u00abm\u00e9ritos\u00bb do eurocapitalismo (empobrecimento galopante das massas, enriquecimento fabuloso das m\u00e1fias) com estas conquistas bem reais do socialismo como o pleno emprego, a educa\u00e7\u00e3o de bom n\u00edvel, a cultura, o esporte, as f\u00e9rias e os cuidados m\u00e9dicos para todos, habita\u00e7\u00e3o assegurada, baixa criminalidade, seguran\u00e7a da exist\u00eancia, esp\u00edrito de solidariedade na vida cotidiana.<\/p>\n<p>\u00c9 essa volta refletida do socialismo na mem\u00f3ria do povo o que atestam todas as sondagens feitas na RDA, na Hungria e na R\u00fassia, e mais ainda, na grande sondagem continental a qual recentemente os povos do Leste boicotaram de modo ainda mais massivo que os povos do Oeste europeu: as elei\u00e7\u00f5es europeias nas quais o <em>Partido \u00danico de Maastricht<\/em> ordena periodicamente \u00e0s classes dominadas que \u00abescolham livremente\u00bb entre a vers\u00e3o direitista e a vers\u00e3o \u00abde esquerda\u00bb do destro\u00e7amento social e da decad\u00eancia nacional&#8230;<\/p>\n<p><strong>Superar o anticomunismo para empreender uma ruptura progressista!<\/strong><\/p>\n<p>Superar o anticomunismo permitiria enfim aos progressistas pensar de maneira consequente a ruptura revolucion\u00e1ria imprescind\u00edvel para triunfar sobre a sarko &#8211; \u00abruptura\u00bb thatchero-fascist\u00f3ide. Liberados do complexo contrarrevolucion\u00e1rio que entorpece o seu pensamento, freia a sua a\u00e7\u00e3o e dificulta a sua reorganiza\u00e7\u00e3o, os verdadeiros progressistas poderiam por fim compreender e difundir que \u00e9 preciso tirar a Fran\u00e7a do triturador europeu que a mata e a desnaturaliza, que \u00e9 preciso salvar a 100% da humanidade de um sistema capitalista que n\u00e3o cria a riqueza \u00absen\u00e3o esgotando a Terra e o trabalhador\u00bb (Marx). Para toda a humanidade trabalhadora, est\u00e1 em jogo emergir a tempo deste \u00abfim da hist\u00f3ria universal\u00bb que a mundializa\u00e7\u00e3o contrarrevolucion\u00e1ria pode constantemente transformar, se n\u00e3o for impedida a tempo por novas revolu\u00e7\u00f5es, numa hist\u00f3ria universal do fim.<\/p>\n<p>\u00ab1989!\u00bb clama a rea\u00e7\u00e3o celebrando a contrarrevolu\u00e7\u00e3o anticomunista e antijacobina que ela cr\u00ea eterna; \u00ab17 e 89!\u00bb, responder\u00e3o os herdeiros de Gavroche e de Guy Moquet, bem decididos a triunfar juntos sobre a Noite de Walpurgis dos Brancos e sobre os fascistas de todos os pa\u00edses, coligados em v\u00e3o para sepultar as Luzes!<\/p>\n<p>(tradu\u00e7\u00e3o de Rodrigo Oliveira Fonseca. Original em www.legrandsoir.info\/Sortir-de-l-anticommunisme.html)<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>________________<\/p>\n<p>1. Fil\u00f3sofo, militante francamente comunista [dirigente do Polo de Renascimento Comunista Franc\u00eas]. Autor entre outras obras de Mondialisation capitaliste et projet communiste (Temps des cerises, 1997), Sur la dialectique de la nature (n\u00famero especial de Etincelles), Ressources d\u2019\u00e9conomie marxiste (n\u00famero especial de Etincelles), Lettre ouverte aux bons Fran\u00e7ais qui assassinent la France (Temps des cerises, 2005), Sagesse de la r\u00e9volution (Temps des cerises, 2009), Essai sur la renaissance communiste.<\/p>\n<p>2. [Nota do Tradutor: refer\u00eancia aos defensores do Tratado de Maastricht, de 1992, que marcou a cria\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>da Uni\u00e3o Europeia enquanto entidade pol\u00edtica, com diversas prerrogativas e organismos, o que resultou num dos mecanismos de implementa\u00e7\u00e3o da agenda neoliberal na Europa].<\/p>\n<p>3 [N.T.: azul, liberal; rosa, socialista\/social-democrata ; e castanha, fascista]<\/p>\n<p>4. Estes textos maldosos prov\u00eam dos regimes anticomunistas desacreditados dos pa\u00edses do Leste, dos ultras da UMP [Uni\u00e3o para um Movimento Popular, partido de Sarkozy], do grupo neomussoliniano Fini\/Berlusconi, de um cartel de eurodeputados que re\u00fane desde V. Perillon at\u00e9 Cohn-Bendit passando por &#8230; Gollnisch&#8230;<\/p>\n<p>5. Sabiam, melhor dizendo, visto o tanto que a hist\u00f3ria oficial censura o heroismo de massas sofrido pela Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, com os bolcheviques no front, para derrotar Hitler.<\/p>\n<p>6. Challenges, novembro de 2007, editorial de Denis Kessler presidente geral e conselheiro do MEDEF, Movimento dos Empres\u00e1rios da Fran\u00e7a. [N.T.: o CNR foi formado em 1943 reunindo os maiores grupos da resist\u00eancia ao nazi-fascismo]<\/p>\n<p>7. [N.T.: prov\u00e1vel refer\u00eancia \u00e0 France Telecom, principal empresa francesa de telecomunica\u00e7\u00e3o, privatizada em 2004.]<\/p>\n<p>8. [N.T.: como o alteromundismo, enquadramento geral dos que lutam por um outro mundo poss\u00edvel, no caso referido pelo texto, por outro capitalismo e por outra Europa]<\/p>\n<p>9. [N.T.: referencia ao governo franc\u00eas de Vichy, de colabora\u00e7\u00e3o com o nazismo.]<\/p>\n<p>10. Depois de terem sido a alma das Brigadas na Espanha, organizadas pelo Komintern.<\/p>\n<p>11. Da qual participou G. Moquet.<\/p>\n<p>12. E isso apesar da proibi\u00e7\u00e3o do partido desde 1939, e apesar da pena de morte que o \u00absocialista\u00bb S\u00e9rol havia institu\u00eddo contra eles desde esse per\u00edodo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: RSUrgente\n\n\n\n\npor Georges Gastaud(1)\n\u00abAnti-totalitarismo\u00bb&#8230; totalit\u00e1rio!\nSeria c\u00f4mico se n\u00e3o fosse t\u00e3o grave para a liberdade de pensamento: \u00e9 em nome do \u00abantitotalitarismo\u00bb(!) \u2013 sem quase nunca dispor do menor direito de resposta \u2013 que os defensores do comunismo hist\u00f3rico, e, mais genericamente, todos os que seguem o combate de Babeuf e Varlin, de Marx e de L\u00eanin, de Manouchian e Guevara, s\u00e3o constantemente difamados pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o do Partido \u00danico de Maastricht(2), muito \u00ablaicamente\u00bb auxiliados pela hist\u00f3ria oficial da escola \u00abrepublicana\u00bb, celebrada pelos pont\u00edfices das direitas mais reacion\u00e1rias e das falsas esquerdas, hipocritamente exaltada pelo coro incans\u00e1vel dos \u00abcomunistas arrependidos\u00bb, a grande missa azul-rosa-castanha(3) do anticomunismo em sua infind\u00e1vel ladainha, que tem batido todos os recordes de an\u00e1temas e excomunh\u00f5es com que foram batizados pelos contrarrevolucion\u00e1rios de seu tempo Espartaco e os Gracos, Robespierre e Marat, Eug\u00e8ne Varlin e Louise Michel&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/51\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-51","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-P","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}