{"id":5117,"date":"2013-07-19T00:02:17","date_gmt":"2013-07-19T00:02:17","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5117"},"modified":"2013-07-19T00:02:17","modified_gmt":"2013-07-19T00:02:17","slug":"irlanda-e-pais-basco-emigracao-em-massa-ou-greve-geral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5117","title":{"rendered":"Irlanda e Pa\u00eds Basco: Emigra\u00e7\u00e3o em massa ou Greve Geral?"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cA Irlanda e o Pa\u00eds Basco s\u00e3o governados por regimes vassalos colaboradores que implementam a pilhagem econ\u00f3mica do seu eleitorado e refor\u00e7am os ditames da oligarquia da UE \u2013 incluindo a criminaliza\u00e7\u00e3o dos protestos pol\u00edticos das massas.<\/p>\n<p>As similitudes entre as condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f3micas da Irlanda e do Pa\u00eds Basco face \u00e0 crise, austeridade e dom\u00ednio imperial, contudo, contrastam com as respostas altamente divergentes entre os trabalhadores nas duas regi\u00f5es, devido \u00e0s estruturas pol\u00edticas, econ\u00f3micas e sociais, hist\u00f3rias e pr\u00e1ticas profundamente diferentes.\u201d<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Muitos milhares de milh\u00f5es de euros est\u00e3o a ser extra\u00eddos das na\u00e7\u00f5es devedoras-vassalas da Europa (Espanha, Gr\u00e9cia, Portugal e a Irlanda) e transferidas para os bancos credores, especuladores financeiros e vigaristas na City de Londres, Wall Street, Genebra e Frankfurt.<\/p>\n<p>Sob a capa do que se chamou programas de \u201causteridade\u201d, largos pagamentos tribut\u00e1rios s\u00e3o acumulados pelos governos conservadores e sociais-democratas no poder, por via de cortes or\u00e7amentais selvagens nos sal\u00e1rios, investimento p\u00fablico, programas sociais e emprego. O resultado foi um crescimento catastr\u00f3fico do desemprego, subemprego e trabalho tempor\u00e1rio, que atingem 50% entre os jovens trabalhadores com menos de 25 anos e entre 15% e 32% da for\u00e7a de trabalho total. Sal\u00e1rios e pens\u00f5es foram cortados entre 25% e 40%. A idade da reforma foi adiada de 3 a 5 anos. Contractos de trabalho (ditos \u201creformas\u201d) concentram o poder exclusivamente nas m\u00e3os dos patr\u00f5es e empreiteiros que imp\u00f5em agora condi\u00e7\u00f5es de trabalho reminiscentes do princ\u00edpio do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Para conhecer em primeira m\u00e3o a crise capitalista e as respostas dos trabalhadores, passei a maior parte do m\u00eas de Maio na Irlanda e no Pa\u00eds Basco reunindo com representantes dos trabalhadores, militantes de base, trabalhadores desempregados, activistas pol\u00edticos, acad\u00e9micos e jornalistas. Numerosas entrevistas, observa\u00e7\u00f5es, publica\u00e7\u00f5es, visitas a locais de trabalho e lares (em vilas e cidades) formam a base deste ensaio.<\/p>\n<p><strong>A Irlanda e o Pa\u00eds Basco: as mesmas crises e respostas divergentes<\/strong><\/p>\n<p>Os estados irland\u00eas e espanhol e as suas sociedades e economias (incluindo o referendo pendente no Pa\u00eds Basco) foram v\u00edtimas de uma profunda e prolongada depress\u00e3o capitalista que devastou o n\u00edvel de vida de milh\u00f5es. O desemprego e o subemprego na Irlanda atingem 35% e, no Pa\u00eds Basco, excedem 40%, com o desemprego jovem atingindo 50%. Ambas economias tiveram uma contrac\u00e7\u00e3o de mais de 20% e n\u00e3o mostram sinais de recupera\u00e7\u00e3o. Os partidos do Governo cortaram a despesa p\u00fablica de 15% a 30% em servi\u00e7os sociais. Atrav\u00e9s do resgate dos bancos, o pagamento a credores externos e o cumprimento dos ditames da autocr\u00e1tica \u201ctroika\u201d (FMI, BCE e CE), a classe dirigente capitalista na Irlanda e na regi\u00e3o basca minou quaisquer poss\u00edveis investimentos para recupera\u00e7\u00e3o. O chamado programa de \u201causteridade\u201d \u00e9 imposto apenas sobre os trabalhadores, empregados e pequenos empres\u00e1rios, nunca sobre a elite. A \u201ctroika\u201d sedeada em Bruxelas e os seus colaboradores locais baixaram ou eliminaram impostos sobre as empresas e atribuem subs\u00eddios e outros incentivos financeiros para atrair multinacionais e capital estrangeiro.<\/p>\n<p>Os partidos pol\u00edticos burgueses incumbentes, no poder no in\u00edcio do crash, foram substitu\u00eddos por novos regimes que est\u00e3o a assinar acordos adicionais com a \u201ctroika\u201d e os banqueiros. Estes acordos imp\u00f5em cortes ainda mais profundos e selvagens no emprego p\u00fablico e direitos, e protec\u00e7\u00e3o no trabalho ainda mais enfraquecida. As entidades empregadoras t\u00eam agora poder arbitr\u00e1rio para contratar e despedir trabalhadores num \u00e1pice, sem indemniza\u00e7\u00f5es ou pior: na Irlanda, alguns contractos permitem \u00e0s entidades empregadoras exigir a devolu\u00e7\u00e3o parcial de sal\u00e1rios se os trabalhadores forem obrigados a deixar os seus postos de trabalho antes do fim do contracto devido ao abuso por parte da entidade empregadora. A economia espanhola (incluindo o pa\u00eds basco) est\u00e1 sujeita a uma forma moderna de \u201cpagamentos tribut\u00e1rios\u201d ditados pela oligarquia imperial no poder em Bruxelas. Esta oligarquia n\u00e3o \u00e9 eleita e n\u00e3o representa as pessoas que taxa e explora. Apenas responde perante os banqueiros internacionais. Por outras palavras, a Uni\u00e3o Europeia tornou-se um verdadeiro imp\u00e9rio (governado por e para banqueiros na City de Londres, Genebra, Frankfurt e Wall Street).<\/p>\n<p>A Irlanda e o Pa\u00eds Basco s\u00e3o governados por regimes vassalos colaboradores que implementam a pilhagem econ\u00f3mica do seu eleitorado e refor\u00e7am os ditames da oligarquia da UE \u2013 incluindo a criminaliza\u00e7\u00e3o dos protestos pol\u00edticos das massas.<\/p>\n<p>As similitudes entre as condi\u00e7\u00f5es socio-econ\u00f3micas da Irlanda e do Pa\u00eds Basco face \u00e0 crise, austeridade e dom\u00ednio imperial, contudo, contrastam com as respostas altamente* divergentes entre os trabalhadores nas duas regi\u00f5es, devido \u00e0s estruturas pol\u00edticas, econ\u00f3micas e sociais, hist\u00f3rias e pr\u00e1ticas* profundamente diferentes.<\/p>\n<p><strong>Fazer face \u00e0 crise: Os bascos lutam, os irlandeses emigram [1]<\/strong><\/p>\n<p>Face \u00e0 crise de longo termo e larga escala, a Irlanda tornou-se o estado vassalo \u201cmodelo\u201d para os estados imperiais credores. A principal confedera\u00e7\u00e3o de sindicatos e os partidos pol\u00edticos dominantes, incluindo o Labor Party, actualmente em coliga\u00e7\u00e3o com o Fine Gael, assinaram uma s\u00e9rie de acordos com os oligarcas de Bruxelas para cortar o emprego e investimento p\u00fablicos. Em contraste, a Comiss\u00e3o dos Trabalhadores Bascos, ou LAB, militante da independ\u00eancia basca, conduziu sete greves gerais bem-sucedidas com participa\u00e7\u00e3o superior a 60% dos trabalhadores no Pa\u00eds Basco, incluindo a \u00faltima, a 30 de Maio de 2013.<\/p>\n<p>As pol\u00edticas colaboracionistas de classe dos sindicatos irlandeses conduziram a uma intensa clivagem geracional, com os trabalhadores mais velhos a assinar acordos com os patr\u00f5es para \u201cpreservar\u201d os seus postos de trabalho a custo da seguran\u00e7a laboral para os trabalhadores mais jovens. Assim, sem quaisquer meios organizados para a luta de massas, os jovens trabalhadores irlandeses t\u00eam deixado o pa\u00eds numa escala nunca vista desde a Grande Fome de meados do S\u00e9c. XIX. Mais de 300 000 emigraram nos \u00faltimos quatro anos, com mais 75 000 que se espera deixem o pa\u00eds em 2013, numa popula\u00e7\u00e3o activa de 2,16 milh\u00f5es. Face a esta cat\u00e1strofe do S\u00e9culo XXI, a amargura e a \u201cclivagem geracional\u201d dos trabalhadores emigrantes est\u00e3o expressas no n\u00edvel muito baixo de remessas enviadas para \u201ccasa\u201d. Uma raz\u00e3o por que o desemprego irland\u00eas permanece em 14% em vez de 20-25% \u00e9 a emigra\u00e7\u00e3o para o estrangeiro por parte de jovens trabalhadores.<\/p>\n<p>Em contraste, n\u00e3o h\u00e1 uma tal emigra\u00e7\u00e3o massiva de jovens trabalhadores do Pa\u00eds Basco. Em vez da emigra\u00e7\u00e3o, a luta de classes intensificou-se. A luta pela liberta\u00e7\u00e3o nacional ganhou apoio entre a classe m\u00e9dia e os pequenos empres\u00e1rios confrontados com o completo falhan\u00e7o do regime de direita de Madrid (liderado por um \u201cPartido Popular\u201d com um estilo muito pr\u00f3prio) a levar a uma espiral recessiva. A fus\u00e3o da luta de classes e independentista no Pa\u00eds Basco tem militado contra quaisquer acordos de \u201cvenda\u201d assinados pelos sindicatos \u201cmoderados\u201d, Comiss\u00f5es de Trabalhadores (CCOO), e a Geral Union of Workers (UGT). A LAB, a Comiss\u00e3o de Trabalhadores Bascos, organiza\u00e7\u00e3o militante, \u00e9 muito mais influente do que o seu n\u00famero de trabalhadores formalmente filiados poderia sugerir. A capacidade da LAB para mobilizar tem ra\u00edzes na sua influ\u00eancia entre delegados fabris que s\u00e3o eleitos em todos os locais de trabalho, que muito excede o n\u00famero de membros de todos os sindicatos. Atrav\u00e9s das reuni\u00f5es de delegados, os trabalhadores discutem e votam a greve geral, frequentemente ignorando ordens do governo central em Madrid. A democracia directa e a milit\u00e2ncia de base libertam os trabalhadores militantes bascos de uma estrutura sindical centralizada e burocr\u00e1tica que, na Irlanda, imp\u00f4s \u201creajustamentos\u201d retr\u00f3grados a favor das multinacionais.<\/p>\n<p>No Pa\u00eds Basco, h\u00e1 uma forte tradi\u00e7\u00e3o de cooperativas, em especial o complexo industrial de Mondragon, que criou a solidariedade entre trabalhadores nas comunidades urbanas e rurais que falta entre os trabalhadores irlandeses. Os pol\u00edticos irlandeses no poder e os conselheiros econ\u00f3micos, servis perante as corpora\u00e7\u00f5es multinacionais, ofereceram-lhes as taxas de juro mais baixas, as maiores e mais duradouras isen\u00e7\u00f5es fiscais e a mais submissa legisla\u00e7\u00e3o laboral de qualquer pa\u00eds da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>No Pa\u00eds Basco, o partido pol\u00edtico nacionalista e socialista EH Bildu-Sortu, o jornal di\u00e1rio Gara e a LAB apoiam-se reciprocamente, pol\u00edtica e ideologicamente, durante greves, elei\u00e7\u00f5es e mobiliza\u00e7\u00f5es de massa com base na luta de classes. Juntas, elas confrontam os programas de \u201causteridade\u201d como uma for\u00e7a unida.<\/p>\n<p>Na Irlanda, o Labor Party, supostamente unido aos sindicatos, juntou-se \u00e0 actual coliga\u00e7\u00e3o no governo. Chegaram a acordo quanto a uma nova vaga de cortes na despesa p\u00fablica, despedimentos em massa de funcion\u00e1rios p\u00fablicos, redu\u00e7\u00f5es nos sal\u00e1rios de 20%. A direc\u00e7\u00e3o dos sindicatos pode estar dividida em rela\u00e7\u00e3o a estes cortes draconianos, mas a maioria ainda apoia o Labor Party. O sindicato dos trabalhadores do com\u00e9rcio, mais militante, rejeita os cortes, mas n\u00e3o tem alternativa pol\u00edtica. \u00c0 parte o Sinn F\u00e9in, republicano e nacionalista, e os partidos mais pequenos \u00e0 esquerda, a classe pol\u00edtica n\u00e3o oferece um claro programa progressista ou uma estrat\u00e9gia. O Sinn F\u00e9in fez a \u201ctransi\u00e7\u00e3o\u201d da luta armada para a disputa eleitoral. De acordo com as \u00faltimas sondagens (Maio de 2013), duplicou as inten\u00e7\u00f5es de voto de 10% para 20% devido \u00e0 crise. Contudo, o Sinn F\u00e9in est\u00e1 internamente dividido: a ala \u201cesquerda\u201d pr\u00f3-socialista procura intensificar a luta \u201canti-austeridade\u201d enquanto os l\u00edderes parlamentares \u201crepublicanos\u201d se focam na uni\u00e3o e minimizam a luta de classes. Como resultado da sua colabora\u00e7\u00e3o com a \u201ctroika\u201d e com as novas leis de impostos regressivos, o Labor Party est\u00e1 a perder apoio e o partido da direita tradicional, o Fianna Fail, que conduziu \u00e0s fraudes massivas, \u00e0 bolha especulativa e \u00e0s vendas corporativas ao desbarato, est\u00e1 a levar a cabo uma recupera\u00e7\u00e3o eleitoral. E poder\u00e1 ainda voltar ao poder! Isto ajuda a explicar por que raz\u00e3o os trabalhadores irlandeses perderam a esperan\u00e7a numa mudan\u00e7a pol\u00edtica positiva e fogem em massa \u00e0 perp\u00e9tua inseguran\u00e7a laboral imposta pela elite: \u201c\u00c9 melhor ter um bilhete de avi\u00e3o para a Austr\u00e1lia do que uma vida inteira de servid\u00e3o \u00e0 d\u00edvida, de leis para a bancarrota regressiva e contractos impostos pelos patr\u00f5es e assinados por dirigentes sindicais que auferem sal\u00e1rios de seis d\u00edgitos\u201d.<\/p>\n<p>A revolta do Pa\u00eds Basco contra o poder centralizado de Madrid \u00e9 parcialmente baseado no facto de que \u00e9 uma das regi\u00f5es mais produtivas, tecnologicamente avan\u00e7adas e socialmente progressistas de Espanha. O desemprego basco \u00e9 menor que o do resto de Espanha. Os n\u00edveis de educa\u00e7\u00e3o mais elevados, um sistema de sa\u00fade regional abrangente, especialmente nas zonas rurais e uma ampla rede de assembleias locais eleitas, combinadas com uma heran\u00e7a lingu\u00edstica e cultural \u00fanica conduziram o Pa\u00eds Basco a uma maior autonomia pol\u00edtica. Para muitos isto faz dos bascos a \u201cvanguarda\u201d pol\u00edtica na luta para quebrar os ditames neoliberais da UE e o regime decr\u00e9pito de Madrid.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o: perspectivas pol\u00edticas<\/strong><\/p>\n<p>Se as actuais pol\u00edticas de austeridade e tend\u00eancias de emigra\u00e7\u00e3o continuarem, a Irlanda tornar-se-\u00e1 um pa\u00eds \u2018esvaziado\u2019, de monumentos hist\u00f3ricos, bares cheios de turistas e igrejas antigas, privado dos seus trabalhadores mais ambiciosos, bem preparados e inovadores: um para\u00edso fiscal desindustrializado, as Ilhas Caim\u00e3o do Atl\u00e2ntico Norte. Nenhum pa\u00eds da sua dimens\u00e3o pode permanecer um estado vi\u00e1vel com os n\u00edveis actuais e cont\u00ednuos de emigra\u00e7\u00e3o de jovens trabalhadores. A Irlanda ser\u00e1 lembrada pelos seus postais e redu\u00e7\u00f5es fiscais. Mas h\u00e1 esperan\u00e7a, \u00e0 medida que os republicanos de esquerda do Sinn F\u00e9in, os socialistas, os comunistas e os activistas anti-imperialistas se juntam aos trabalhadores desempregados e mal pagos para formar novas redes entre as bases. Em algum momento, as portas girat\u00f3rias de pol\u00edticos irlandeses que entram e saem do poder poder\u00e3o finalmente parar. Os jovens qualificados, desempregados e revoltados podem resolver ficar em casa, resistir e direccionar as suas energias para uma revolta popular. Um l\u00edder socialista consequente resumiu as coisas deste modo: \u201co pessimismo profundo e a influ\u00eancia da falida democracia social e ideologia imperialista no movimento trabalhista s\u00e3o muito fortes. Como sabem, n\u00e3o podemos come\u00e7ar doutra posi\u00e7\u00e3o sen\u00e3o daquela em qu\u00ea estamos.\u201d A determina\u00e7\u00e3o e convic\u00e7\u00e3o dos activistas sindicais \u00e9 de facto uma raz\u00e3o para ter esperan\u00e7a e acreditar que a emigra\u00e7\u00e3o actual venha no futuro a transformar-se em luta.<\/p>\n<p>No caso do Pa\u00eds Basco, a crescente luta de classes e das massas a n\u00edvel nacional, relacionada com o legado de poderosas cooperativas e assembleias de trabalhadores baseadas nos la\u00e7os de solidariedade traz consigo a esperan\u00e7a de que o regime reaccion\u00e1rio de Madrid pode ser derrotado. A junta neofascista no poder (o partido do Governo ainda honra a ditadura militar de Franco) est\u00e1 crescentemente desacreditada e tem de recorrer a uma maior repress\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o aos movimentos militantes bascos, o regime tomou violentas medidas de provoca\u00e7\u00e3o: criminalizou os protestos de massas legais, prendeu independentistas com acusa\u00e7\u00f5es forjadas e baniu pela for\u00e7a a exibi\u00e7\u00e3o em p\u00fablico de fotos de prisioneiros pol\u00edticos (chamados \u201cterroristas\u201d em Madrid). \u00c9 claro que o Governo est\u00e1 cada vez mais preocupado com a for\u00e7a das greves gerais, e com a crescente for\u00e7a eleitoral da esquerda pr\u00f3-independentista \u2013 e tem tentado provocar uma \u201cresposta violenta\u201d como pretexto para banir o EH Bildu-Sortu e a LAB, a sua imprensa e os programas.<\/p>\n<p>Acredito que Madrid n\u00e3o ter\u00e1 \u00eaxito. Espanha, como estado centralizado, est\u00e1 a desintegrar-se: as pol\u00edticas neoliberais destru\u00edram os elos econ\u00f3micos e abalaram os elos sociais e abriram a porta ao avan\u00e7o dos movimentos sociais de massas. O sistema bipartid\u00e1rio est\u00e1 a ruir e as pol\u00edticas colaboracionistas de classe das confedera\u00e7\u00f5es sindicais tradicionais est\u00e3o a ser postas em causa por uma nova gera\u00e7\u00e3o de movimentos aut\u00f3nomos.<\/p>\n<p>Notas da tradu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>[1] H\u00e1 um jogo de palavras no original, que o autor repete ao longo do texto, que se perde na tradu\u00e7\u00e3o: \u201cBasque fight, Irish flight\u201d, literalmente, \u201cluta basca, voo irland\u00eas\u201d, ou \u201cos bascos lutam, [enquanto] os irlandeses voam\u201d, isto \u00e9, emigram.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o de Andr\u00e9 Rodrigues P. Silva<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=2940\" target=\"_blank\">http:\/\/www.odiario.info\/?p=2940<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nJames Petras\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5117\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-5117","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1kx","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5117","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5117"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5117\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5117"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5117"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5117"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}