{"id":5138,"date":"2013-07-23T22:24:30","date_gmt":"2013-07-23T22:24:30","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5138"},"modified":"2013-07-23T22:24:30","modified_gmt":"2013-07-23T22:24:30","slug":"as-esperancas-ignoradas-da-nova-africa-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5138","title":{"rendered":"As esperan\u00e7as ignoradas da \u201cnova\u201d \u00c1frica do Sul"},"content":{"rendered":"\n<p>Segunda, 15 de Julho de 2013<\/p>\n<p><em>\u201c&#8230; os partidos pol\u00edticos de grande tradi\u00e7\u00e3o, especialmente quando s\u00e3o for\u00e7as governantes, acabam traindo os princ\u00edpios reformistas, se extraviam de sua pr\u00f3pria raiz social e deixam de ser sustentados por movimentos de massa. Uma vez mais, \u00e9 daqui, e tamb\u00e9m aprendendo com a \u00c1frica do Sul, de onde devemos voltar a come\u00e7ar.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Aqueles que, visitando a \u00c1frica do Sul, desejem compreender os acontecimentos que distinguiram a dram\u00e1tica hist\u00f3ria deste pa\u00eds n\u00e3o podem prescindir do museu do apartheid. Situado a poucos quil\u00f4metros do centro de Johanesburgo, representa um dos lugares mais significativos para empreender uma viagem ao passado de um dos piores casos de colonialismo europeu e, ao mesmo tempo, de racismo do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>A atmosfera festiva que se respira no exterior, pela presen\u00e7a de estudantes que, entre doces c\u00e2nticos e doces sorrisos, antes de entrar se disponibilizam numa fila de indument\u00e1rias e mochilas coloridas, cessa bruscamente na porta de acesso. Ao museu n\u00e3o se vai em grupo. Os visitantes, estudantes ou membros de fam\u00edlias s\u00e3o separados um por um em fun\u00e7\u00e3o do n\u00famero do bilhete comprado e antes de se reagruparem junto a uma fotografia de Nelson Mandela reviver\u00e3o a trag\u00e9dia da segrega\u00e7\u00e3o. Os visitantes com n\u00fameros pares entram pelo acesso reservado aos \u201cbrancos\u201d, daqueles de quem s\u00e3o recordados os in\u00fameros privil\u00e9gios gozados e as atrocidades cometidas no curso da visita; enquanto isso, os \u00edmpares, no corredor cont\u00edguo, recorrem o trajeto da brutalidade sofrida pelos negros e mesti\u00e7os. Na parte inicial do museu, todos seguem o mesmo percurso, sendo poss\u00edvel se olhar e caminhar juntos algumas vezes, mas est\u00e3o sempre separados por uma grelha fria de metal; n\u00e3o se tocam nunca e atravessam relatos, documentos e experi\u00eancias de vida completamente distintas.<\/p>\n<p><strong>Racismo e apartheid<\/strong><\/p>\n<p>A coloniza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia come\u00e7ou em 1486, ano em que o navegante portugu\u00eas Bartolomeu Dias superou o extremo meridional da \u00c1frica. Em 1652, alguns pioneiros holandeses de doutrina calvinista, dedicados \u00e0 agricultura e por isso chamados de Boers (camponeses), constru\u00edram um primeiro assentamento como escala dos navios da Companhia Holandesa das \u00cdndias Orientais, que futuramente se tornaria a Cidade do Cabo, ou Capetown.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, come\u00e7aram a se chamar de Afrikaners para se distinguirem dos colonizadores ingleses chegados depois deles; mas o acontecimento que sacudiu a hist\u00f3ria desta terra foi o descobrimento, em 1887, das incr\u00edveis riquezas de seu subsolo. E em poucos anos, tudo mudou: antes de acabar o s\u00e9culo XIX, se produzia na \u00c1frica do Sul um quarto do ouro de todo o mundo e a fama dos seus diamantes preciosos n\u00e3o era menor. O racismo foi um elemento essencial da cultura da popula\u00e7\u00e3o de origem europ\u00e9ia e at\u00e9 o Partido Comunista (CPSA), em 1922, chamou os mineiros \u00e0 luta \u201cpor uma \u00c1frica do Sul<\/p>\n<p>branca e socialista\u201d.<\/p>\n<p>Em abril de 1994, as televis\u00f5es do mundo todo mostraram intermin\u00e1veis fileiras de sul-africanos que, durante horas, com paci\u00eancia e orgulho, esperavam um momento largamente aguardado: o primeiro voto e o fim da segrega\u00e7\u00e3o racial. Passados vinte anos pode-se afirmar que as expectativas daqueles milh\u00f5es de mulheres e homens foram descumpridas. A luta por um pa\u00eds verdadeiramente democr\u00e1tico foi truncada pelas pol\u00edticas neoliberais adotadas pelo African National Congress (ANC). O massacre brutal de Marikana, em agosto de 2012, t\u00e3o similar \u00e0s matan\u00e7as dos tempos de apartheid, onde perderam a vida 47 mineiros em greve pelo aumento salarial (apenas 250 euros por m\u00eas depois de 18 anos de democracia) representa perfeitamente os paradoxos desta na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Frente \u00e0 extraordin\u00e1ria concentra\u00e7\u00e3o de riqueza existente \u2013 um estudo recente da\u00a0<em>Citigroup<\/em>afirma que a \u00c1frica do Sul possui ainda hoje o subsolo mais rico do planeta, estimando o valor das suas reservas minerais em mais de 2,5 trilh\u00f5es de d\u00f3lares \u2013 no per\u00edodo p\u00f3s-guerra este pa\u00eds se destacava, excluindo a popula\u00e7\u00e3o de origem europ\u00e9ia, pelo \u00edndice de mortalidade mais alto do mundo. Mais da metade da popula\u00e7\u00e3o de origem africana vivia confinada nos Bantustan (que cobriam apenas 13% da superf\u00edcie), onde o poder branco relegou \u2013 e \u00e0s vezes deportou \u2013 as popula\u00e7\u00f5es locais segundo sua etnia de proced\u00eancia; a outra metade habitava os\u00a0<em>township<\/em>, aglomera\u00e7\u00f5es de barracas que faziam fronteira com as cidades dos \u201cbrancos\u201d, onde se amontoava, sem qualquer direito civil, a for\u00e7a de trabalho negra que sustentava a economia nacional. Nestas zonas, a mis\u00e9ria extrema. Sapatos somente chegaram em 1979, e gra\u00e7as \u00e0 ajuda da Cruz Vermelha.<\/p>\n<p>Apesar da resolu\u00e7\u00e3o que condena as pol\u00edticas do apartheid, votada na ONU em 1962, o veto imposto \u00e0 mo\u00e7\u00e3o de 1974 por Inglaterra, Fran\u00e7a e Estados Unidos, pot\u00eancias que se beneficiavam das exporta\u00e7\u00f5es na \u00c1frica do Sul, impediu a expuls\u00e3o do pa\u00eds das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Deste modo, pela rota do Cabo da Boa Esperan\u00e7a, seguiram transportando mais de 20% do petr\u00f3leo consumido nos EUA e 70% das mat\u00e9rias-primas estrat\u00e9gicas (especialmente platina, cromo e mangan\u00eas) para a Europa ocidental, seguiram navegando mais de 2000 barcos por ano e as d\u00e9beis san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas aplicadas n\u00e3o melaram em absoluto a economia e o regime do Partido Nacional (National Party).<\/p>\n<p><strong>Pobreza e neoliberalismo<\/strong><\/p>\n<p>No momento dos acordos de paz que seguiram a extraordin\u00e1ria luta de liberta\u00e7\u00e3o, a \u00c1frica do Sul era um pa\u00eds profundamente dividido. A renda per capita da popula\u00e7\u00e3o de origem europ\u00e9ia era a s\u00e9tima mais alta do mundo, enquanto que a da gente africana a cent\u00e9sima vig\u00e9sima. Com a massifica\u00e7\u00e3o das cidades por parte da multid\u00e3o de africanos liberados dos s\u00f3rdidos guetos da segrega\u00e7\u00e3o, os \u201cbrancos\u201d come\u00e7aram a transferir-se a bairros residenciais longe dos centros das cidades, onde ainda hoje vivem entrincheirados em luxuos\u00edssimas casas, uma mescla de vilas de estilo hollywoodiano e fortalezas rodeadas de arame farpado, cercas el\u00e9tricas e guardas privados armados.<\/p>\n<p>Nos primeiros quinze anos de liberdade, junto \u00e0 figura carism\u00e1tica e internacionalmente conhecida de Mandela, destacou-se a de Thabo Mbeki. Vice-presidente do primeiro quinqu\u00eanio e depois \u00e0 frente da \u201cna\u00e7\u00e3o arco-\u00edris\u201d at\u00e9 2008, foi Mbeki quem definiu os des\u00edgnios econ\u00f4micos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em 1994, a\u00a0<em>Alliance<\/em>, coaliz\u00e3o eleitoral composta pelo ANC, CPSA e o COSATU, a principal e mais combativa federa\u00e7\u00e3o sindical sul-africana com mais de 1,8 milh\u00e3o de inscritos, p\u00f4s em marcha o Programa de Reconstru\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (RDP), um conjunto de medidas com a finalidade de criar servi\u00e7os b\u00e1sicos, ocupa\u00e7\u00e3o, moradia e reforma da propriedade de terra. Entretanto, dois anos depois o RDP foi substitu\u00eddo por um novo plano estrat\u00e9gico para o Crescimento, Emprego e Redistribui\u00e7\u00e3o (GEAR) que deveria permitir, segundo promessas de Mandela e Mbeki, a chegada de investimentos estrangeiros e, portanto, o bem-estar geral. Na realidade, com o GEAR, na \u00c1frica do Sul chegaram o neoliberalismo e seus efeitos devastadores.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s haver aceitado pagar a d\u00edvida p\u00fablica (25 bilh\u00f5es de d\u00f3lares) acumulada durante a era do apartheid, para o que foi necess\u00e1rio solicitar um cr\u00e9dito ao Fundo Monet\u00e1rio Internacional e, portanto, submeter-se \u00e0s suas receitas econ\u00f4micas, com o GEAR, a \u00c1frica do Sul iniciou uma temporada de privatiza\u00e7\u00f5es massivas, de liberaliza\u00e7\u00e3o dos interc\u00e2mbios para facilitar a importa\u00e7\u00e3o de mercadorias a baix\u00edssimo custo; de grandes cortes de gastos p\u00fablicos, acompanhados de enormes redu\u00e7\u00f5es fiscais a todas as grandes empresas (cujas cargas fiscais descenderam de 48% em 1994 aos atuais 30%); e da desregulamenta\u00e7\u00e3o do mercado.<\/p>\n<p>Apesar das promessas de maior efici\u00eancia, de cria\u00e7\u00e3o de novos postos de trabalho e conseguinte redu\u00e7\u00e3o da pobreza, estas medidas comportaram o aumento dos pre\u00e7os da eletricidade, \u00e1gua e transporte; o barateamento dos sal\u00e1rios e a flexibiliza\u00e7\u00e3o laboral; os cortes no setor p\u00fablico, sobretudo saneamento b\u00e1sico, educa\u00e7\u00e3o e moradia; e a deteriora\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o ambiental, com a enorme emiss\u00e3o de CO<sub>2 <\/sub>devido \u00e0 quantidade de eletricidade fornecida \u00e0s multinacionais pelo pre\u00e7o mais baixo do mundo; e, em definitiva, a financeiriza\u00e7\u00e3o da economia com um crescimento sem cria\u00e7\u00e3o de postos de trabalho (segundo o\u00a0<em>Economist<\/em>, a \u00c1frica do Sul \u00e9 o mercado emergente mais vulner\u00e1vel). Qualquer an\u00e1lise s\u00e9ria da atual situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica da \u00c1frica do Sul n\u00e3o pode prescindir de uma rigorosa reflex\u00e3o a respeito do GEAR e das suas nefastas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>Junto a esta \u201cprimeira economia\u201d, cada vez mais integrada no mercado global e vinculada aos setores mineiros e financeiros, se desenvolveu uma \u201csegunda\u201d, marginal e similar \u00e0s receitas econ\u00f4micas do Nobel Muhammad Yunnus. Mediante a \u201cmilagrosa\u201d transforma\u00e7\u00e3o dos pobres em pequenos empreendedores e mediante a sedutora ilus\u00e3o de que os microcr\u00e9ditos eram a poss\u00edvel panac\u00e9ia de todos os males, esta \u201csegunda\u201d economia contribuiu, tamb\u00e9m na \u00c1frica do Sul, a uma despolitiza\u00e7\u00e3o da pobreza e permitiu a penetra\u00e7\u00e3o do mercado em \u00e2mbitos de rela\u00e7\u00f5es sociais at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o mercantilizados. Por outro lado, a \u201ctecnocratiza\u00e7\u00e3o\u201d da quest\u00e3o social \u00e9 a anula\u00e7\u00e3o das suas causas econ\u00f4micas e pol\u00edticas, um fen\u00f4meno hoje cada vez mais difundido.<\/p>\n<p>Mbeki guiou esta transforma\u00e7\u00e3o utilizando uma ret\u00f3rica de esquerda com pitadas de nacionalismo africano. N\u00e3o por acaso, sua pol\u00edtica foi definida como \u201cTalk left, walk right\u201d, isto \u00e9, falar como a esquerda e caminhar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 direita. Abordagem que n\u00e3o se distanciou do dito por Jacob Zuma, o atual presidente da \u00c1frica do Sul que, apesar de haver sido eleito em 2009 por sua \u00eanfase em estar situado \u00e0 esquerda do ANC, traiu as expectativas de mudan\u00e7a auspiciadas pelo COSATU e se distinguiu por uma clara continuidade do que havia sido feito antes.<\/p>\n<p><strong>Uma advert\u00eancia para a esquerda<\/strong><\/p>\n<p>A conquista dos direitos pol\u00edticos foi um resultado important\u00edssimo que n\u00e3o pode ser subestimado, menos ainda em um pa\u00eds com a hist\u00f3ria dram\u00e1tica da \u00c1frica do Sul. Contudo, a mudan\u00e7a prometida pela\u00a0<em>Alliance<\/em> n\u00e3o abordou a quest\u00e3o social. De fato, o ANC retirou o tema da redistribui\u00e7\u00e3o da riqueza de sua agenda e, a respeito de 1994, as desigualdades s\u00f3 aumentaram (naquele tempo, o sal\u00e1rio de um trabalhador negro correspondia a 13,5% do sal\u00e1rio de um trabalhador branco; hoje a rela\u00e7\u00e3o caiu para 13%). O aumento do descontentamento social nas \u00e1reas urbanas indica que a \u201cguerra \u00e0 pobreza\u201d, declarada pelo governo em 2008, tamb\u00e9m foi perdida.<\/p>\n<p>O n\u00famero de desempregados \u00e9 superior a um quarto da for\u00e7a de trabalho do pa\u00eds \u2013 maior que durante os tempos do apartheid \u2013 e a porcentagem de desemprego seria superior a 30% se na estimativa forem inclusos os\u00a0<em>discouraged workers<\/em>, aqueles que deixaram de buscar trabalho. Meio milh\u00e3o de postos de trabalho foram precarizados e tiveram seus sal\u00e1rios reduzidos, enquanto que muitos dos novos postos est\u00e3o pagando menos de 20 euros por m\u00eas. Este dram\u00e1tico quadro piorou com os efeitos da crise, causada pela bolha imobili\u00e1ria (diz respeito ao final do s\u00e9culo passado em que os pre\u00e7os haviam aumentado 389%); pelo decrescimento no setores mineiros e manufatureiros, devido \u00e0 forte redu\u00e7\u00e3o da demanda global; pela queda dos investimentos; e pela perda de um milh\u00e3o de postos de trabalho s\u00f3 durante o ano de 2009.<\/p>\n<p>Na \u201cnova \u00c1frica do Sul\u201d, as injusti\u00e7as herdadas do regime segregacionista s\u00f3 aumentaram. O nascimento de uma burguesia \u201cnegra\u201d politicamente influente, mas economicamente fr\u00e1gil, em suma, de outra elite predat\u00f3ria junto \u00e0 j\u00e1 existente, enriqueceu um grupo de homens ligados ao ANC, mas certamente n\u00e3o mudou as condi\u00e7\u00f5es do povo sul-africano. O apartheid racial se transformou em apartheid de classe, termo hoje em dia fora de moda, mas sempre atual, e o fracasso da\u00a0<em>Alliance<\/em> \u00e9 uma advert\u00eancia\u00a0 para todas as esquerdas do mundo. Explica que tamb\u00e9m os partidos pol\u00edticos de grande tradi\u00e7\u00e3o, especialmente quando s\u00e3o for\u00e7as governantes, acabam traindo os princ\u00edpios reformistas, se extraviam de sua pr\u00f3pria raiz social e deixam de ser sustentados por movimentos de massa. Uma vez mais, \u00e9 daqui, e tamb\u00e9m aprendendo com a \u00c1frica do Sul, de onde devemos voltar a come\u00e7ar.<\/p>\n<p><strong>Marcello<\/strong> <strong>Musto \u00e9 soci\u00f3logo e fil\u00f3sofo italiano, professor de Teoria Pol\u00edtica da Universidade de York (Toronto).<\/strong><\/p>\n<p><strong>Traduzido por Raphael Sanz, para o Correio da Cidadania<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nMarcello Musto\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5138\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-5138","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1kS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5138","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5138"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5138\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5138"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5138"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5138"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}