{"id":5201,"date":"2013-08-07T20:34:24","date_gmt":"2013-08-07T20:34:24","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5201"},"modified":"2017-08-25T00:58:32","modified_gmt":"2017-08-25T03:58:32","slug":"a-cura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5201","title":{"rendered":"A cura"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u201c\u00d3 Crentes! n\u00e3o gabeis a vossa cren\u00e7a<\/em> <em>Como \u00fanica; tamb\u00e9m cremos, como v\u00f3s;<\/em> <em>Quem investiga n\u00e3o deixa que a heran\u00e7a<\/em> <em>Lhes roubem, que \u00e9 de todos \u2013 e de n\u00f3s\u201d<\/em> <em>J. W. Goethe<\/em><\/p>\n<p align=\"right\">A pesquisadora de neuroci\u00eancias da Universidade de Oxford, Kathleen Taylor, sugeriu em palestra recente que o fundamentalismo religioso pode ser tratado como doen\u00e7a mental. Como n\u00e3o conhe\u00e7o esta senhora e seus estudos, devemos (de forma prudente) supor que se trata de um infeliz coment\u00e1rio isolado. No entanto, como coment\u00e1rio \u00e9 representativo da vis\u00e3o de mundo da autora.<\/p>\n<p>A dita cientista afirmou que certas pessoas poderiam ser beneficiadas clinicamente de tratamento por serem portadores de uma cren\u00e7a que as leva a comportamentos radicais, e completa dizendo que, desta forma, \u201ctorna-se radical a uma ideologia de culto \u2013 n\u00f3s podemos parar de ver isso como uma escolha pessoal resultado de puro livre-arb\u00edtrio e come\u00e7ar a trat\u00e1-lo como algum tipo de dist\u00farbio mental\u201d. Sua motiva\u00e7\u00e3o seria, ainda segundo seu ju\u00edzo, os evidentes danos que tais cren\u00e7as trazem \u00e0 \u201cnossa sociedade\u201d, pensando, por exemplo, como candidato \u201cmais \u00f3bvio\u201d o \u201cfundamentalismo isl\u00e2mico\u201d (mas n\u00e3o apenas, a pesquisadora inclui pr\u00e1ticas com potencial de cura o h\u00e1bito de bater em crian\u00e7as como algo natural).<\/p>\n<p>Suas convic\u00e7\u00f5es n\u00e3o se reduzem ao estudo do c\u00e9rebro, ela \u00e9 autora de um livro sobre lavagem cerebral (<em>Brainwashing: The Science of Thought Control<\/em>) que procura os fundamentos da persuas\u00e3o da Al Qaeda e sua efici\u00eancia em arregimentar adeptos.<\/p>\n<p>Mesmo em tempos como os nossos, em que parecemos estar diante de um recrudescimento do pensamento religioso e de pr\u00e1ticas sect\u00e1rias, devemos rejeitar o caminho proposto por esta senhora. Primeiro pelo receio fundamentado que depois de curar a religiosidade radical de uns, esta suposta ci\u00eancia se volte para buscar os caminhos que tentem curar nosso ate\u00edsmo, da mesma forma que busque um tratamento adequado ao comportamento radical (como quebrar vitrines em Ipanema e enfrentar a pol\u00edcia ao inv\u00e9s de apenas se deixar espancar, como seria normal). Mas, de forma mais enf\u00e1tica, porque o caminho proposto nos parece ser, em poucas palavras, uma bobagem.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 1929, o psic\u00f3logo sovi\u00e9tico Lev S. Vigotski nos alertava, em seus manuscritos,\u00a0que \u201ca natureza psicol\u00f3gica da pessoa \u00e9 o conjunto das rela\u00e7\u00f5es sociais, transferidas para dentro e que se tornam fun\u00e7\u00f5es da personalidade e formas de sua estrutura\u201d e da\u00ed conclu\u00eda que: \u201c\u00e9 rid\u00edculo procurar centros especiais para fun\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas superiores ou fun\u00e7\u00f5es supremas do c\u00f3rtex\u201d. Completa sua senten\u00e7a argumentando que n\u00e3o se trata de \u201cliga\u00e7\u00f5es internas org\u00e2nicas\u201d, \u201cn\u00e3o s\u00e3o estruturas naturais, mas constru\u00e7\u00f5es\u201d (VIGOTSKI, L. \u201cManuscrito de 1929\u201d, in\u00a0<em>Educa\u00e7\u00e3o e Sociedade<\/em>, n. 71, p. 27, jul, 2000).<\/p>\n<p>Freud, igualmente, ironizava aqueles que buscavam compreender processos psicol\u00f3gicos unicamente por suas fontes neurol\u00f3gicas afirmando que desta forma poderiam no m\u00e1ximo\u00a0compreender\u00a0<em>onde<\/em> ocorrem esses processos, mas n\u00e3o\u00a0<em>como<\/em>.<\/p>\n<p>Aparentemente na contra-m\u00e3o desta linha, um determinado desenvolvimento da neuroci\u00eancia tem mapeado, com efici\u00eancia, o c\u00e9rebro humano em \u00e1reas e logrado atribuir com certa precis\u00e3o a localiza\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os \u201csentimentos\u201d ou \u201ccomportamentos\u201d, como a fome, o prazer sexual, o medo etc. Entre eles, uma \u00e1rea que parece estar vinculada \u00e0 religiosidade. Ora, mesmo supondo tais avan\u00e7os, estar\u00edamos diante apenas das fun\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas que traduzem certos impulsos, mas nem de perto definiriam sua forma. Explico-me.<\/p>\n<p>Norbert Elias, por exemplo, est\u00e1 convencido que n\u00e3o podemos falar em impulsos b\u00e1sicos em estado puro, pois todo impulso j\u00e1 \u00e9 circunscrito em uma determinada cultura, ou (como o autor gosta de denominar) um momento civilizat\u00f3rio. N\u00e3o sentimos \u201cfome\u201d, mas temos sempre fome de alguma coisa e em certas horas, e esta forma encobre o impulso de forma que \u00e9 v\u00e3 a tentativa de descasc\u00e1-lo at\u00e9 chegar na fome em si. Seria estranho a um pitecantropo acordar no meio da noite em uma savana africana com vontade de comer brigadeiro ou um peda\u00e7o de pizza (espero que n\u00e3o haja cura nem para um, nem para outro).<\/p>\n<p>Outro argumento que julgo importante vem da pr\u00f3pria \u00e1rea da neurobiologia e de um de seus especialistas, o portugu\u00eas Ant\u00f4nio Dam\u00e1sio, que critica impiedosamente a dualidade mec\u00e2nica com que temos trabalhado a rela\u00e7\u00e3o entre corpo e mente, assim como entre a emo\u00e7\u00e3o e a raz\u00e3o. Segundo o cientista lusitano \u2013 em sua obra\u00a0<em>O erro de Descartes: emo\u00e7\u00e3o, raz\u00e3o e o c\u00e9rebro humano \u2013 <\/em>tanto as emo\u00e7\u00f5es como a raz\u00e3o n\u00e3o dependeriam de um \u00fanico centro cerebral, mas de uma complexa integra\u00e7\u00e3o interna e externa (como se prova com os estudos de acidentes que alteram ou deslocam certas fun\u00e7\u00f5es das \u00e1reas lesionadas para outras).<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que exista em nosso c\u00e9rebro uma \u00e1rea respons\u00e1vel por um certo sentimento que mil\u00eanios de civiliza\u00e7\u00e3o foram encobrindo com uma incr\u00edvel multiplicidade de formas que chamamos religi\u00e3o, no entanto h\u00e1 entre este sentimento e o fen\u00f4meno religioso a mesma dist\u00e2ncia que separa o processo digestivo de uma boa refei\u00e7\u00e3o. A religi\u00e3o \u00e9 um produto hist\u00f3rico do ser social, uma media\u00e7\u00e3o de segunda ordem diria Luk\u00e1cs, isto \u00e9, uma media\u00e7\u00e3o dos seres humanos entre si, um produto da cultura e n\u00e3o da natureza.<\/p>\n<p>Freud falava de um sentimento \u201coce\u00e2nico\u201d, uma certa admira\u00e7\u00e3o e temor ao olharmos a imensid\u00e3o e supor o que n\u00e3o vemos. Mas essa sensa\u00e7\u00e3o que poderia ter primariamente a fun\u00e7\u00e3o de nos manter em alerta sobre potenciais amea\u00e7as pode ser acionada pela intui\u00e7\u00e3o de que um carn\u00edvoro nos espreita na selva densa, a possibilidade remota de existirem monstros embaixo de nossa cama ou, ainda, a mais improv\u00e1vel sensa\u00e7\u00e3o de que aquele pensamento impuro pode me condenar a passar a eternidade vendo minha carne assar no fogo dos infernos.<\/p>\n<p>A religi\u00e3o sobrevive no espa\u00e7o da sombra, do n\u00e3o conhecido, das d\u00favidas essenciais sobre de onde viemos e para onde vamos. Sua fun\u00e7\u00e3o primordial \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de um sentimento de continuidade, da\u00ed a pr\u00f3pria origem do termo em latim \u2013\u00a0<em>religare \u2013 <\/em>ligar as pontas soltas entre o passado, o presente e o futuro. Os seres humanos se sentem como joguetes ao sabor da aleatoriedade da natureza e procuram primeiro humaniz\u00e1-la para poder chantage\u00e1-la, seduzi-la ou compr\u00e1-la com oferendas ou sacrif\u00edcios, s\u00f3 depois que, de maneira mais sofisticada, deslocam seu pr\u00f3prio ser em um Ser Supremo, uma Provid\u00eancia que por ser nosso criador tem para n\u00f3s um plano.<\/p>\n<p>Podemos sofrer as auguras da vida, mas seremos recompensados com uma salva\u00e7\u00e3o extra-mundana ou qualquer outro bem de salva\u00e7\u00e3o esperado, desde que respeitemos em nossa a\u00e7\u00e3o e pensamentos os limites estabelecidos, n\u00e3o causemos danos \u00e0 propriedade, usemos nossos corpos de maneira aceit\u00e1vel (evitando orgasmos e produzindo mais valia, por exemplo). \u00c9 eficiente, mas tem um efeito colateral. Como j\u00e1 nos esclareceu Feuerbach, os seres humanos antes de compreender o sol de sua exist\u00eancia em si mesmos o projetam para algo fora de si, se alienam. A religi\u00e3o \u00e9 insepar\u00e1vel da aliena\u00e7\u00e3o e do estranhamento que faz com que os produtos e as constru\u00e7\u00f5es sociais da mente humana se voltem contra n\u00f3s como for\u00e7a estranha que nos controla. Arist\u00f3teles dizia: os homens fazem os deuses a sua imagem e semelhan\u00e7a. S\u00e9culos de cristianismo inverteram a senten\u00e7a: Deus fez os homens a sua imagem e semelhan\u00e7a. N\u00e3o h\u00e1 cura cl\u00ednica para a aliena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Partilho com Marx seu otimismo ao acreditar (radicalmente) na possibilidade dos seres humanos superarem o estranhamento das rela\u00e7\u00f5es reificadas e fetichizadas da ordem da mercadoria e do capital e estabelecer uma livre associa\u00e7\u00e3o entre os produtores. No entanto, n\u00e3o sou t\u00e3o otimista quanto ele no que diz respeito ao fen\u00f4meno religioso. O grande alem\u00e3o estava convicto que o reflexo religioso podia desaparecer \u201cquando as rela\u00e7\u00f5es cotidianas da vida pr\u00e1tica se apresentem diariamente para os pr\u00f3prios homens como rela\u00e7\u00f5es transparentes e racionais que eles estabelecem entre si e com a natureza\u201d (Marx, K.\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/livro_completo.php?isbn=978-85-7559-320-2\" target=\"_blank\">O Capital, livro I<\/a><\/em>, p. 154, S\u00e3o Paulo, Boitempo, 2013). L\u00f3gico que isso implicaria uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as nas condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia que tornassem poss\u00edvel a livre associa\u00e7\u00e3o entre os produtores, mas a pr\u00f3pria emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica levada a termos pela revolu\u00e7\u00e3o burguesa daria conta de parte deste processo, at\u00e9 pelo desenvolvimento da ci\u00eancia.<\/p>\n<p>N\u00e3o parece haver d\u00favida que o desenvolvimento de uma sociabilidade que supere as bases do estranhamento diminui o espa\u00e7o ocupado pelo comportamento religioso, mas arriscaria dizer que dificilmente o elimina como fen\u00f4meno social. Sempre haver\u00e1 os espa\u00e7os das sombras, o vazio da exist\u00eancia, o medo, a morte, ou ainda a mais simples sensa\u00e7\u00e3o de fazer parte de algo maior que n\u00f3s mesmos, que nos conecta, nos liga e permite nossa transcend\u00eancia \u2013 como a religi\u00e3o ou a internet ou o compromisso pol\u00edtico.<\/p>\n<p>A doutora de Oxford argumentaria que n\u00e3o se trata de curar a religiosidade, mas de certa ades\u00e3o fundamentalista e radical a uma cren\u00e7a. Mas a\u00ed a coisa fica pior ainda. Ela est\u00e1 em busca da cura da convic\u00e7\u00e3o (dos outros, n\u00e3o as dela). E se a amea\u00e7a que nos espreita n\u00e3o for um carn\u00edvoro assassino, e se o que pode nos matar n\u00e3o se esconde nas profundezas abissais dos oceanos para sair de repente e destruir uma T\u00f3quio de isopor e papel\u00e3o, ou um tsunami, ou um meteoro mirando a Terra, ou um deus vingativo e cruel e seu\u00a0Armagedom?\u00a0E se o que pode nos destruir for n\u00f3s mesmos e a rid\u00edcula sociabilidade que constru\u00edmos e que agora se volta contra n\u00f3s como uma for\u00e7a estranha? Se em nossos estranhos c\u00e9rebros amadurecer a convic\u00e7\u00e3o que \u00e9 necess\u00e1rio destruir esta sociabilidade para garantir a nossa exist\u00eancia enquanto esp\u00e9cie e, coerentemente, rompermos a in\u00e9rcia e transformarmos esta certeza em a\u00e7\u00e3o, em pr\u00e1xis, em revolu\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Devo estar doente, me identifico muito mais com os jovens que nas ruas enfrentam a tropa de choque e se aquecem nas fogueiras da solidariedade que liga os que lutam, do que com peregrinos e seus kits coloridos sob o c\u00e9u cinza (de chumbo, como j\u00e1 anunciou Benedetti) \u201ccom helic\u00f3pteros e sem Deus\u201d.<\/p>\n<p>L\u00e1 em casa, escondido da chuva, escuto Silvio Rodriguez procurando por uma ovelha negra que se perdeu e canta:\u00a0<em>\u201cAhora es la maldici\u00f3n de mi reba\u00f1o, ahora es la incertidumbre de mis hijos, ahora es cuanto hay de triste en estos a\u00f1os (\u2026) La ma\u00f1ana vendr\u00e1 temprano, estar\u00e9 para echarle mano, romper\u00e9 con su malo ejemplo para el reba\u00f1o que manda dios, porque el pasto de mis ovejas lo siembro yo!\u201d<\/em>. A\u00ed, precisamos encontrar rapidamente uma cura para a arte\u2026 estou doente de poesia!<\/p>\n<p>Em tempos de Feliciano patrocinando a cura gay, da senhora Taylor preconizando a cura ao fundamentalismo religioso e o radicalismo, parece-me que por caminhos estranhos a forma da humanidade denuncia sua doen\u00e7a. Parece-me haver uma certa tend\u00eancia contempor\u00e2nea que estranhamente quer curar a humanidade\u2026 da humanidade.<\/p>\n<p>Nosso caminho certamente \u00e9 mais promissor, n\u00e3o se trata da humanidade, mas de uma certa forma particular da hist\u00f3ria humana submetida \u00e0 mercadoria e ao capital que precisa ser superada, inclusive com suas formas caricaturais de religiosidade corporativa\/comercial que lhe s\u00e3o t\u00e3o adequadas. Romp\u00ea-la\u2026 com viol\u00eancia\u2026 preciso marcar uma hora com a Dra. Taylor\u2026 ou ir para a rua\u2026 e que Deus me perdoe\u2026 \u00e9, vou para a rua\u2026 foda-se!<\/p>\n<p>Em tempo: os cientistas cubanos anunciam a vacina contra o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o. Tudo indica que todos poder\u00e3o se beneficiar dela, tanto aqueles que acreditam em Deus, como os que n\u00e3o acreditam.<\/p>\n<p>http:\/\/blogdaboitempo.com.br\/category\/colunas\/mauro-iasi\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nMauro Iasi\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5201\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-5201","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1lT","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5201"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5201\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}