{"id":5212,"date":"2013-08-09T12:53:01","date_gmt":"2013-08-09T12:53:01","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5212"},"modified":"2013-08-09T12:53:01","modified_gmt":"2013-08-09T12:53:01","slug":"o-mundo-sob-a-vigilancia-do-governo-estado-unidense-e-dos-bancos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5212","title":{"rendered":"O mundo sob a vigil\u00e2ncia do governo estado-unidense e dos bancos"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O mundo financeiro como sistema de informa\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>O mundo contempor\u00e2neo das finan\u00e7as \u00e9 sobretudo acerca da informa\u00e7\u00e3o, os dados sobre clientes de bancos, companhias de seguros, pens\u00f5es e investimentos, bem como outras entidades que tratam de neg\u00f3cios financeiros, devem ser recolhidos, armazenados, processados e utilizados. As v\u00e1rias pe\u00e7as e informa\u00e7\u00f5es esparsas de diferentes fontes s\u00e3o reunidas. No caso de indiv\u00edduos tudo se reduz a dinheiro, propriedade, trabalho, sa\u00fade, parentes e condi\u00e7\u00f5es de vida. No caso de entidades legais a esfera de interesse abrange fundos e acordos de neg\u00f3cios, historial de cr\u00e9dito, investimentos planeados, principais l\u00edderes, accionistas e administradores, contratos, fundos de capital de companhias, etc. Estas s\u00e3o as coisas para as quais os bancos e outros agentes financeiros t\u00eam os seus pr\u00f3prios servi\u00e7os. Al\u00e9m disso, as estruturas de informa\u00e7\u00e3o incluem gabinetes de cr\u00e9dito, ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o especial. Alguns bancos ou firmas podem criar centrais\u00a0<em>(pools) <\/em>de informa\u00e7\u00e3o que armazenam a informa\u00e7\u00e3o sobre clientes. Bancos centrais tornaram-se poderosas ag\u00eancias de informa\u00e7\u00e3o, os quais executam fun\u00e7\u00f5es de supervis\u00e3o banc\u00e1ria, aproveitam o acesso praticamente ilimitado aos dados dos bancos comerciais. Al\u00e9m disso, alguns bancos centrais re\u00fanem informa\u00e7\u00e3o por sua pr\u00f3pria iniciativa. O Banco da Fran\u00e7a, por exemplo, monitora empresas manufactureiras sob o pretexto da necessidade de aperfei\u00e7oar sua pol\u00edtica de cr\u00e9dito. Fluxos portentosos de informa\u00e7\u00e3o financeira e comercial passam atrav\u00e9s de terminais de pagamentos, os quais s\u00e3o constitu\u00eddos por sistemas de telecomunica\u00e7\u00f5es que transmitem dados. Sistemas de informa\u00e7\u00e3o separados, mas estreitamente entrela\u00e7ados e inter-actuantes, fiscalizam vastas quantidades de fluxos de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O grosso dos bancos e companhias financeiras opera seus pr\u00f3prios servi\u00e7os de seguran\u00e7a. Formalmente sua miss\u00e3o \u00e9 proteger a informa\u00e7\u00e3o, a qual \u00e9 propriedade das empresas. N\u00e3o oficialmente muitos servi\u00e7os obt\u00eam informa\u00e7\u00e3o adicional acerca de clientes e rivais. Naturalmente isso pressup\u00f5e que efectuem actividades encobertas utilizando equipamento t\u00e9cnicos especial e intelig\u00eancia humana (HUMINT).<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o recolhida \u00e9 confidencial e exige procedimentos legais para a ela ter acesso. O facto de adquirirem informa\u00e7\u00e3o confidencial e desfrutarem de independ\u00eancia significativa do estado traz os bancos mais perto de servi\u00e7os secretos. Realmente, a c\u00fapula da vigil\u00e2ncia global da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 operada em conjunto por bancos e servi\u00e7os especiais. De facto, a fus\u00e3o org\u00e2nica dos servi\u00e7os especiais ocidentais e do sector financeiro e banc\u00e1rio aconteceu resultando num sombrio Leviat\u00e3 gigante com vastos recursos financeiros e de informa\u00e7\u00e3o para controlar todos os aspectos da vida humana.<\/p>\n<p><strong>O SWIFT como &#8220;c\u00fapula&#8221; da vigil\u00e2ncia financeira e de informa\u00e7\u00e3o global <\/strong><\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/financas\/imagens\/swift_la_hulpe.jpg?w=747\" border=\"0\" alt=\"Sedo do SWIFT.\"  align=\"right\" \/>Estou certo de que a sigla\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Sociedade_para_Telecomunica%C3%A7%C3%B5es_Financeiras_Interbanc%C3%A1rias_Globais\" target=\"_blank\">SWIFT<\/a> (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication) \u00e9 algo de novo para muitos. Trata-se de uma cooperativa possu\u00edda por membros do mundo financeiro que efectua suas opera\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cios. Mais de 10 mil institui\u00e7\u00f5es financeiras e corpora\u00e7\u00f5es em 212 pa\u00edses confiam nela diariamente para intercambiar milh\u00f5es de mensagens financeiras padronizadas. Esta actividade envolve o interc\u00e2mbio seguro de dados do propriet\u00e1rio enquanto assegura formalmente sua confidencialidade e integridade. Do ponto de vista legal \u00e9 uma sociedade an\u00f3nima\u00a0<em>(joint-stock company) <\/em>constitu\u00edda por bancos de diferentes pa\u00edses. Foi fundada em 1973 por 240 bancos de 15 Estados para enviar e receber informa\u00e7\u00e3o acerca de transac\u00e7\u00f5es financeiras num ambiente seguro, padronizado e confi\u00e1vel. A Sociedade tem estado a funcionar desde 1977. O US d\u00f3lar \u00e9 utilizado para o grosso das transac\u00e7\u00f5es SWIFT. O SWIFT \u00e9 uma sociedade cooperativa sob o direito belga e \u00e9 possu\u00eddo pelas suas institui\u00e7\u00f5es financeiras membro. Tem escrit\u00f3rios por todo o mundo. A sede do SWIFT, desenhada pelo Gabinete de Arquitectura Ricardo Bofill, est\u00e1 em La Hulpe, B\u00e9lgica, pr\u00f3ximo de Bruxelas. O organismo governante m\u00e1ximo \u00e9 a Assembleia-Geral. A decis\u00e3o \u00e9 tomada na base de &#8220;uma ac\u00e7\u00e3o, um voto&#8221;. Os bancos europeus ocidentais e estado-unidenses dominam os gabinetes de direc\u00e7\u00e3o. Os EUA, Alemanha, Su\u00ed\u00e7a, Fran\u00e7a e Gr\u00e3-Bretanha s\u00e3o os principais accionistas e decisores. As ac\u00e7\u00f5es s\u00e3o distribu\u00eddas de acordo com o volume do tr\u00e1fego transportado.<\/p>\n<p>Qualquer banco que desfrute do direito de efectuar opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias internacionais de acordo com a lei nacional pode aderir ao SWIFT. Desde o fim do s\u00e9culo XX o SWIFT tornou-se indispens\u00e1vel no caso de algu\u00e9m que queira enviar dinheiro para outro pa\u00eds. Uma vez que a fatia de le\u00e3o das transac\u00e7\u00f5es internacionais era feita em d\u00f3lares, todos os pagamentos foram-no atrav\u00e9s de contas abertas em bancos dos EUA, os quais, por sua vez, t\u00eam contas no Federal Reserve System (FRS). Portanto, sendo um organismo internacional, o SWIFT est\u00e1 atado ao FRS, mesmo que os bancos dos EUA n\u00e3o tenham qualquer controle accion\u00e1rio. Os servidores do SWIFT est\u00e3o situados nos Estados Unidos e na B\u00e9lgica. Em meados da d\u00e9cada passada a Sociedade serviu 7800 clientes em 200 pa\u00edses. O fluxo financeiro di\u00e1rio \u00e9 de 6 milh\u00f5es de milh\u00f5es\u00a0<em>(trillion). <\/em><\/p>\n<p><strong>O SWIFT como empreendimento conjunto do FRS e da CIA <\/strong><\/p>\n<p>No Ver\u00e3o de 2006 aconteceu o SWIFT estar no centro de um esc\u00e2ndalo sumarento provocado pelos jornais\u00a0<em>New York Times, Wall Street Journal <\/em>e<em>Los Angeles Times. <\/em><\/p>\n<p>Eis como foi a hist\u00f3ria. Os acontecimentos do 11\/Set estimularam a ideia de colocar sob controle todas as transac\u00e7\u00f5es financeiras dentro do pa\u00eds, especialmente aquelas transnacionais. Formalmente, o objectivo era impedir o financiamento de organiza\u00e7\u00f5es terroristas. Quase de imediato a CIA estabeleceu contactos com o SWIFT para vigiar informa\u00e7\u00e3o de pagamentos indo e vindo. A ag\u00eancia n\u00e3o tinha base legal para isso. Mesmo seus antigos empregados n\u00e3o estavam conscientes destas actividades. Houve uma tentativa para de certo modo justificar as opera\u00e7\u00f5es, de modo que em 2003 a Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication e algumas ag\u00eancias estatais dos EUA, FBI e CIA inclusive, bem como o FRS (o seu presidente, Alan Greenspan, estava ali), mantiveram conversa\u00e7\u00f5es sobre a quest\u00e3o em Washington.<\/p>\n<p>As partes concordaram em continuar a coopera\u00e7\u00e3o sob a condi\u00e7\u00e3o de que Washington observaria algumas regras. Consideraram que os EUA fortaleceriam o controle sobre a parte do Departamento do Tesouro e limitariam as actividades exclusivamente \u00e0s actividades financeiras suspeitas de terem rela\u00e7\u00e3o com o financiamento ao terror. Os Estados Unidos prometeram manter-se afastados de outros pagamentos, incluindo aqueles relacionados com evas\u00e3o fiscal e tr\u00e1fico de droga.<\/p>\n<p>Nas conversa\u00e7\u00f5es os EUA avan\u00e7aram o argumento de que formalmente o SWIFT n\u00e3o era um banco mas sim uma liga\u00e7\u00e3o entre bancos. Assim, o acesso aos seus dados n\u00e3o era uma viola\u00e7\u00e3o das leis estado-unidenses do segredo banc\u00e1rio. Foi afirmado que os bancos centrais da Gr\u00e3-Bretanha, Fran\u00e7a, Alemanha, It\u00e1lia, B\u00e9lgica, Holanda, Su\u00e9cia, Su\u00ed\u00e7a e Jap\u00e3o estavam informados acerca das pr\u00e1ticas da CIA. O Banco Central da R\u00fassia n\u00e3o foi inclu\u00eddo na mencionada lista dos que estavam cientes&#8230;<\/p>\n<p>Em alguns casos a informa\u00e7\u00e3o do SWIFT e sua coopera\u00e7\u00e3o com os EUA era classificada e aos bancos centrais n\u00e3o era permitido que dessem conhecimento ao p\u00fablico, ao governo e ao parlamento (ainda que conscientes, eles nunca deixariam transpirar). Foi assim na Gr\u00e3-Bretanha. No Ver\u00e3o de 2006 o\u00a0<em>Guardian <\/em>publicou a not\u00edcia contando que o SWIFT partilhava com a CIA a informa\u00e7\u00e3o relacionada com milh\u00f5es de transac\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias. Segundo o\u00a0<em>Guardian, <\/em>a partilha de dados classificados \u00e9 uma viola\u00e7\u00e3o do direito do Reino Unido e europeu (em particular, a conven\u00e7\u00e3o europeia sobre direitos humanos).<\/p>\n<p>Um porta-voz do director de informa\u00e7\u00e3o contou ao Guardian que a quest\u00e3o da privacidade estava a ser tomada de modo &#8220;extremamente s\u00e9rio&#8221;. Se a CIA havia acessado dados financeiros pertencentes a indiv\u00edduos europeus ent\u00e3o isto era &#8220;provavelmente uma quebra da legisla\u00e7\u00e3o de protec\u00e7\u00e3o de dados da UE2, disse ele, acrescentando que as leis de protec\u00e7\u00e3o de dados do Reino Unidos tamb\u00e9m podem ter sido infringidas se transac\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias brit\u00e2nicas houvesse sido entregues [\u00e0 CIA]. O director requereu mais informa\u00e7\u00e3o do SWIFT e de autoridades belgas antes de decidir como proceder.<\/p>\n<p>O Banco da Inglaterra, um dos 10 bancos centrais com assento no conselho de administra\u00e7\u00e3o do SWIFT, revelou ter informado o governo brit\u00e2nico acerca do programa no ano de 2002. &#8220;Quando descobrimos inform\u00e1mos o Tesouro e pass\u00e1mos o caso para eles&#8221;, disse Peter Rogers do Banco. &#8220;Tamb\u00e9m dissemos ao SWIFT que tinham de falar eles mesmo ao governo. Isto nada tem a ver connosco. Era um assunto de seguran\u00e7a e n\u00e3o de finan\u00e7a. Era uma quest\u00e3o entre o SWIFT e o governo&#8221;.<\/p>\n<p>Numa resposta parlamentar por escrito, Gordon Brown confirmou que o governo estava consciente do esquema. Contudo, mencionando a pol\u00edtica do governo de n\u00e3o comentar sobre &#8220;quest\u00f5es de seguran\u00e7a espec\u00edficas&#8221;, o chanceler recusou-se a dizer se haviam sido tomadas medidas para &#8220;assegurar a privacidade de cidad\u00e3os do Reino Unidos que possam ter tido suas transac\u00e7\u00f5es financeiras visionadas como parte das investiga\u00e7\u00f5es de contra-terrorismo dos EUA em conjunto com o SWIFT&#8221;. Ele tamb\u00e9m se recusou a dizer se o programa SWIFT fora &#8220;legalmente reconciliado&#8221; com o Artigo 8 da Conven\u00e7\u00e3o Europeia de Direitos Humanos.<\/p>\n<p><strong>Finan\u00e7as, a &#8220;c\u00fapula&#8221; da informa\u00e7\u00e3o hoje <\/strong><\/p>\n<p>Realmente n\u00e3o sabemos nada acerca da coopera\u00e7\u00e3o entre o SWIFT e os servi\u00e7os especiais dos EUA. A quest\u00e3o parece ser mantida fora do conhecimento dos media. As apostas s\u00e3o altas e ainda est\u00e3o em curso, suponho. Pelo menos, os Estados Unidos t\u00eam tudo o que precisa para faz\u00ea-lo (um dos dois servidores est\u00e1 localizado em solo estado-unidense). H\u00e1 muitos sinais indirectos de que o SWIFT, uma entidade formalmente n\u00e3o estatal, est\u00e1 sob forte press\u00e3o de Washington. Um dos exemplos recentes foi a expuls\u00e3o do Ir\u00e3o em 2012. \u00c9 de conhecimento comum que a decis\u00e3o foi tomada sob a press\u00e3o dos EUA.<\/p>\n<p>Finalmente, utilizar o SWIFT n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico meio de exercer controle sobre fluxos financeiros internacionais. O US d\u00f3lar \u00e9 a principal divisa internacional. Isto significa que todas as transac\u00e7\u00f5es se verificam atrav\u00e9s de contas baseadas nos EUA, mesmo se entidades legais e individuais est\u00e3o situadas fora do pa\u00eds. Os dados s\u00e3o acumulados por bancos comerciais e pelo Federal Reserve System dos EUA.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o da base de informa\u00e7\u00e3o consolidada, enorme e pormenorizada, do Departamento do Tesouro dos EUA est\u00e1 a aproximar-se da fase final. Ela utilizar\u00e1 a informa\u00e7\u00e3o de bancos, companhias de seguros, fundos de pens\u00f5es e outras organiza\u00e7\u00f5es financeiras dos EUA. No princ\u00edpio de 2003 os media informaram que todos os servi\u00e7os especiais dos EUA, incluindo a Central Intelligence Agency, o Federal Bureau of Investigation, a National Security Agency e outros, teriam acesso a esta base de dados para proteger a seguran\u00e7a e os interesses nacionais.<\/p>\n<p>O ritmo acelerado da cria\u00e7\u00e3o da base de dados de informa\u00e7\u00e3o para servir os\u00a0<a href=\"http:\/\/www.strategic-culture.org\/news\/2012\/11\/19\/the-fight-against-banksters-or-a-bomb-under-america.html\" target=\"_blank\">banksters<\/a> e os servi\u00e7os especiais dos EUA faz com que outros pa\u00edses procurem protec\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao controle invasivo exercido pelo Big Brother&#8230; Nos dias de hoje fala-se muito acerca da conveni\u00eancia de comutar as transac\u00e7\u00f5es internacionais do US d\u00f3lar para outras divisas. Normalmente isto \u00e9 encarado como o meio para escapar da depend\u00eancia financeira e econ\u00f3mica dos Estados Unidos. Trata-se da coisa certa a fazer porque esta mudan\u00e7a tamb\u00e9m criar\u00e1 uma alternativa a confiar na informa\u00e7\u00e3o controlada pelos EUA.<\/p>\n<p>16\/Julho\/2013<\/p>\n<p><strong><a name=\"14062e904a63b755_1405f37b1fc3681f_asterisco\">[*]<\/a> Economista, presidente da S.F. Sharapov Russian Economic Society <\/strong><\/p>\n<p><strong>O original encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.strategic-culture.org\/news\/2013\/07\/16\/world-under-eagle-eye-of-us-government-and-banks.html\" target=\"_blank\">www.strategic-culture.org\/&#8230;<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Este artigo encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\npor Valentin Katasonov*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5212\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-5212","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1m4","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5212","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5212"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5212\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}