{"id":5223,"date":"2013-08-12T23:45:52","date_gmt":"2013-08-12T23:45:52","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5223"},"modified":"2013-08-12T23:45:52","modified_gmt":"2013-08-12T23:45:52","slug":"qse-o-processo-venezuelano-nao-radicalizar-pode-se-congelar-e-regredirq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5223","title":{"rendered":"&#8220;SE O PROCESSO VENEZUELANO N\u00c3O RADICALIZAR, PODE SE CONGELAR E REGREDIR&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por Enric Llopis<\/strong><\/p>\n<p>O professor e economista <strong>Claudio Katz <\/strong>(Argentina, 1954) destaca-se por uma brilhante capacidade de s\u00edntese. <em>\u201cPode ser que venha da \u00e9poca, que faz muitos anos, em que colaborava na imprensa econ\u00f4mica\u201d<\/em>, ironiza. A partir dos in\u00fameros cursos ministrados, mostrou-se capaz de compor uma acertada an\u00e1lise que nos aproxima \u00e0 realidade pol\u00edtica e econ\u00f4mica da Am\u00e9rica Latina. Al\u00e9m de docente da Universidad de Buenos Aires, <strong>Claudio Katz<\/strong> \u00e9 autor de numerosos trabalhos de investiga\u00e7\u00e3o sobre o capitalismo contempor\u00e2neo, a crise sist\u00eamica global e o impacto do neoliberalismo na Am\u00e9rica Latina. Publicou <em>\u201cEl porvenir del socialismo\u201d<\/em> (2004),<em> \u201cLas disyuntivas de la izquierda en Am\u00e9rica Latina\u201d (2008), \u201cEl redise\u00f1o de Am\u00e9rica Latina. ALCA, MERCOSUR y ALBA\u201d<\/em> (2006) e, mais recentemente,<em> \u201cLa econom\u00eda marxista hoy. Seis debates te\u00f3ricos\u201d<\/em> (2009). Katz faz parte do coletivo de <strong>Economistas de Esquerda (EDI, sigla em espanhol)<\/strong> argentino.<\/p>\n<p><em>&#8211; Em termos de riscos, como a atual crise global afeta a Am\u00e9rica Latina? <\/em><\/p>\n<p>Realmente a <strong>Am\u00e9rica Latina<\/strong> n\u00e3o \u00e9 um epicentro da crise sist\u00eamica global. \u00c9 uma das poucas regi\u00f5es atingidas apenas de maneira relativa. Penso que isto responde, em termos muito gerais, a uma valoriza\u00e7\u00e3o das mat\u00e9rias primas, produtos combust\u00edveis e minerais que a Am\u00e9rica Latina exporta. Al\u00e9m disso, a crise financeira j\u00e1 nos atinge h\u00e1 uma d\u00e9cada. Estes dois fatores outorgaram \u00e0 Am\u00e9rica Latina uma margem, ainda que inst\u00e1vel e fr\u00e1gil, de recuperar receitas fiscais provenientes da exporta\u00e7\u00e3o e colocar em marcha pol\u00edticas assistencialistas. Por\u00e9m, trata-se de um al\u00edvio moment\u00e2neo, que depender\u00e1 de como continue a crise global.<\/p>\n<p><em>&#8211; Atualmente, a Venezuela \u00e9 uma das grandes regi\u00f5es onde se estabelece a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as no continente. Como voc\u00ea observa a conjuntura ap\u00f3s a morte de Ch\u00e1vez e a vit\u00f3ria eleitoral de Maduro? <\/em><\/p>\n<p>&#8211; Existe uma coisa muito evidente. A direita vai tentar ascender ao governo, seja pela via eleitoral, seja mediante provoca\u00e7\u00f5es. \u00c9 preciso considerar que se trata de uma direita golpista, que ensaia diferentes vias. De fato, nos \u00faltimos anos, temos antecedentes de golpismo institucional em <strong>Honduras<\/strong> e no <strong>Paraguai<\/strong>. Na <strong>Venezuela<\/strong>, temos de ver qual \u00e9 a resposta do governo e do movimento popular. S\u00e3o oferecidas duas perspectivas: radicalizar o processo e dirigir-se pelo caminho da transi\u00e7\u00e3o ao socialismo; ou que o processo se congele e regrida. Esperamos que se imponha a primeira op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>&#8211; Desde o ano de 1959, se mant\u00e9m, com todas as suas mudan\u00e7as, a refer\u00eancia cubana. Qual sua opini\u00e3o sobre a pol\u00edtica de \u201cdiretrizes\u201d e o novo per\u00edodo de reformas econ\u00f4micas? <\/em><\/p>\n<p>&#8211;\u00a0 As reformas s\u00e3o uma necessidade compreendida pelo povo cubano. De forma geral, s\u00e3o discutidas tr\u00eas vias. Temos que analisar em qual grau prevalecem ou combinam entre si: maior peso do cooperativismo, mais peso da interven\u00e7\u00e3o estatal na economia e maior espa\u00e7o para a pequena empresa privada. \u00c9 um processo que, certamente, implica riscos e possibilidade de aumento da desigualdade, por\u00e9m<strong> Cuba<\/strong> n\u00e3o disp\u00f5e de outro caminho para salvar as conquistas sociais. Agora, existem v\u00e1rios elementos decisivos. Tudo depender\u00e1 da participa\u00e7\u00e3o popular, o que promove uma maior democratiza\u00e7\u00e3o e a capacidade para encontrar formas de introduzir \u201cmercado\u201d sem voltar ao capitalismo.<\/p>\n<p><em>&#8211; Outro foco decisivo no equil\u00edbrio geopol\u00edtico latino-americano \u00e9 a Col\u00f4mbia, pa\u00eds ao qual se compara com Israel na hora de avaliar seu papel no continente. Que considera\u00e7\u00f5es podem ser feitas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presid\u00eancia de Santos e ao processo de paz? <\/em><\/p>\n<p>&#8211; Com <strong>Santos<\/strong> o pa\u00eds continua em estado de militariza\u00e7\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o do movimento popular. Quanto ao processo de di\u00e1logo, se a finalidade \u00e9 a paz, me parece positivo. Por\u00e9m, outra coisa \u00e9 o processo de conversa\u00e7\u00e3o se converter, como aconteceu na d\u00e9cada de 80, em cobertura para uma nova agress\u00e3o. Assim, ap\u00f3s a legaliza\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Patri\u00f3tica, iniciaram seu exterm\u00ednio. Outra quest\u00e3o \u00e9 que a paz deve chegar junto da reforma agr\u00e1ria, tal como defende a insurg\u00eancia. O realmente dif\u00edcil \u00e9 obter a paz, a reforma agr\u00e1ria e, ao mesmo tempo, derrotar as inten\u00e7\u00f5es belicistas. Basta lembrar que na Col\u00f4mbia est\u00e3o instaladas seis bases militares norte-americanas e o que o pa\u00eds assinou um acordo com a <strong>OTAN<\/strong>. Em resumo, existem grandes expectativas na Am\u00e9rica Latina e na sociedade colombiana de que se alcance a paz. As popula\u00e7\u00f5es a desejam, o que n\u00e3o ocorre com os grupos paramilitares, de direita e do partido republicano estadunidense.<\/p>\n<p><em>&#8211; Voc\u00ea considera que a interven\u00e7\u00e3o militar norte-americana diminuiu na Am\u00e9rica Latina para se focar em outros cen\u00e1rios? <\/em><\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o \u00e9 certo que os Estados Unidos j\u00e1 n\u00e3o se interessem pelo nosso continente, ainda que se diga estarem priorizando o mundo \u00e1rabe ou as negocia\u00e7\u00f5es com a China. A Am\u00e9rica Latina continua sendo um territ\u00f3rio estrat\u00e9gico para os Estados Unidos no plano militar e como fornecedora de recursos naturais. Atualmente, est\u00e3o adaptando sua estrat\u00e9gia militar global com menor investimento em tropas (modelo <strong>Iraque<\/strong>) e maiores doses de tecnologia e opera\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia (por exemplo, com os assassinatos seletivos de inimigos que Obama aponta, os ataques com avi\u00f5es n\u00e3o tripulados ou \u201cdrones\u201d ou com a espionagem). Em definitivo, os Estados Unidos s\u00e3o o \u201cxerife\u201d global do capitalismo e est\u00e3o ajustando seu papel. A respeito da Am\u00e9rica Latina, mant\u00eam um jogo diplom\u00e1tico de toler\u00e2ncia e outro subterr\u00e2neo e de militariza\u00e7\u00e3o, como expresso no golpe de Honduras, com a continuidade do bloqueio e de provoca\u00e7\u00f5es a Cuba e com a perman\u00eancia das bases militares na Col\u00f4mbia. Sempre com os argumentos acerca da luta contra o terrorismo e o narcotr\u00e1fico.<\/p>\n<p><em>&#8211; A influ\u00eancia norte-americana \u00e9 que determina a configura\u00e7\u00e3o dos blocos em conflito?<\/em><\/p>\n<p>&#8211; De fato. Existe um primeiro bloco pol\u00edtico e economicamente neoliberal, que se concretiza, por exemplo, nos <strong>Tratados de Livre Com\u00e9rcio (TLC)<\/strong> e com governos direitistas. \u00c9 o eixo do Pac\u00edfico, onde os Estados Unidos t\u00eam associados o <strong>M\u00e9xico<\/strong>, a <strong>Col\u00f4mbia<\/strong>, o <strong>Chile<\/strong>, o <strong>Peru<\/strong> e v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Central. Insisto: trata-se de um eixo de continuidade do neoliberalismo ortodoxo, da abertura comercial, das desregulamenta\u00e7\u00f5es e das privatiza\u00e7\u00f5es, todo isso com efeitos devastadores sobre a popula\u00e7\u00e3o. Entre os pa\u00edses citados e os Estados Unidos, produz-se uma rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia pol\u00edtica e militar. Por\u00e9m, tamb\u00e9m de associa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica entre as classes privilegiadas destes pa\u00edses e o \u201camigo\u201d norte-americano.<\/p>\n<p><em>&#8211; Voc\u00ea distingue um segundo bloco&#8230;<\/em><\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 o caracterizado por um regionalismo capitalista mais aut\u00f4nomo dos Estados Unidos. Basicamente, trata-se do MERCOSUL, de pa\u00edses como o Brasil e a Argentina. Eles implementam pol\u00edticas externas mais soberanas que a dos pa\u00edses do primeiro bloco, promovem certas concess\u00f5es sociais, promovem uma maior contemporiza\u00e7\u00e3o com os movimentos populares, assim como tentam impulsionar uma economia mais regionalizada. O definiria como um projeto burgu\u00eas local, das classes dominantes sul-americanas, que se mostra muito inconsistente, pois depende, em grande medida, da exporta\u00e7\u00e3o de produtos b\u00e1sicos. E porque depende das indecis\u00f5es do Brasil, que possui uma linha tendente para a economia latino-americana e outra mais forte subordinada \u00e0 economia mundial. Todo o projeto \u00e9 extremamente vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>&#8211; E, finalmente, o bloco da ALBA.<\/em><\/p>\n<p>&#8211; Este \u00e9 um projeto com elementos anti-imperialistas, que pretende a redistribui\u00e7\u00e3o da renda, as reformas radicais e, potencialmente, uma transi\u00e7\u00e3o ao socialismo. \u00c9 o perfil mais interessante a partir de uma perspectiva socialista, com pa\u00edses como a Venezuela, a Bol\u00edvia, Cuba e Equador.<\/p>\n<p><em>&#8211; Por outro lado, como voc\u00ea avalia os recentes protestos populares que ocorreram no Brasil?<\/em><\/p>\n<p>&#8211; Considero que foi uma grata surpresa a irrup\u00e7\u00e3o popular no <strong>Brasil<\/strong>. H\u00e1 muitas d\u00e9cadas que n\u00e3o v\u00edamos este tipo de mobiliza\u00e7\u00f5es de setores das classes m\u00e9dias e trabalhadoras. O que se demonstra com isso \u00e9 a insatisfa\u00e7\u00e3o que existe com as escassas reformas sociais introduzidas por <strong>Lula <\/strong>e<strong> Dilma Rousseff.<\/strong> Por\u00e9m, gostaria de enfatizar um ponto. \u00c9 um movimento ao qual se somou, finalmente, a classe trabalhadora com greves muito importantes. Em minha opini\u00e3o, o processo \u00e9 algo que ilustra o amadurecimento pol\u00edtico dos jovens brasileiros. O fato de demandarem escolas e hospitais em lugar de campos de futebol \u00e9 sintoma desse amadurecimento ideol\u00f3gico.<\/p>\n<p><em>&#8211; Em outros pa\u00edses, como a Bol\u00edvia e o Equador, os protestos populares levaram a conflitos com os governos de esquerda. <\/em><\/p>\n<p>&#8211; E isto \u00e9 algo que expressa uma contradi\u00e7\u00e3o real e objetiva entre, por um lado, a defesa leg\u00edtima dos recursos naturais frente ao extrativismo por parte dos movimentos sociais e, por outro lado, a necessidade que os governos de pa\u00edses muito pobres t\u00eam em obter recursos b\u00e1sicos para o seu desenvolvimento. Defendo que a solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 em compatibilizar as explora\u00e7\u00f5es de minerais e combust\u00edveis, por\u00e9m respeitando, em maior medida, o meio ambiente, al\u00e9m de escutar as demandas de todos os agentes que participam destes processos (sobretudo, os dos movimentos sociais). Em outras palavras, me parece terem errado ao chamar Evo Morales de \u201cneoliberal\u201d, assim como ao acusarem os movimentos sociais de \u201cagentes da CIA\u201d. S\u00e3o olhares cegos sobre o problema. Apostaria num ponto intermedi\u00e1rio, no di\u00e1logo. Por um lado, pelo respeito \u00e0 vontade popular, por\u00e9m tamb\u00e9m pela necessidade destes pa\u00edses de financiarem-se com recursos naturais.<\/p>\n<p><em>&#8211; Este ano faz 40 anos da morte de Allende. Como voc\u00ea observa, grosso modo, a situa\u00e7\u00e3o da esquerda chilena?<\/em><\/p>\n<p>&#8211; A morte de <strong>Allende<\/strong> e a liquida\u00e7\u00e3o do governo da <strong>Unidade Popular<\/strong> representaram uma derrota hist\u00f3rica para a esquerda, da qual custou a se recuperar. Por\u00e9m, gostaria de destacar a batalha dos universit\u00e1rios contra a privatiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o, num pa\u00eds onde a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 mercadoria pura. Esta continuidade das mobiliza\u00e7\u00f5es estudantis coloca o Chile em sintonia com o restante da Am\u00e9rica Latina. Al\u00e9m disso, dir\u00eda que os estudantes n\u00e3o questionam apenas <strong>Pi\u00f1era<\/strong>, mas tamb\u00e9m contestam a pol\u00edtica de <strong>Bachelet<\/strong>, que manteve o regime neoliberal das privatiza\u00e7\u00f5es sem modifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><em>&#8211; O papel dos Estados Unidos, o conflito entre blocos alinhados pol\u00edtica e economicamente, as din\u00e2micas internas dos estados\u2026 Por\u00e9m, irrompeu nos \u00faltimos anos, com for\u00e7a, um novo ator: os meios de comunica\u00e7\u00e3o\u2026 <\/em><\/p>\n<p>&#8211; Na \u00faltima d\u00e9cada, os meios de comunica\u00e7\u00e3o substitu\u00edram os partidos de direita na <strong>Am\u00e9rica Latina<\/strong>. S\u00e3o eles que ditam a agenda e as linhas imediatas de a\u00e7\u00e3o das classes dominantes. Mais ainda, s\u00e3o eles os inimigos declarados de qualquer processo de democratiza\u00e7\u00e3o que os inclua. Ultimamente vem ocorrendo algo muito interessante: o questionamento da hegemonia midi\u00e1tica e o come\u00e7o da democratiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o com leis que limitam a ditadura dos meios. Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples. Neste ponto, existe uma grande batalha cultural para demonstrar como os meios deformam a realidade e constroem um mundo virtual para reproduzir o capitalismo. Parece-me que o mais positivo \u00e9 que, pela primeira vez, est\u00e1 se questionando maci\u00e7amente essa tirania. Por exemplo, no Equador e na Venezuela, foram implantadas leis antimonop\u00f3lios ou que limitam a propriedade dos meios nas m\u00e3os de um grupo empresarial.<\/p>\n<p><em>&#8211; Por \u00faltimo, quais s\u00e3o os grandes desafios a serem enfrentados pela Am\u00e9rica Latina a curto e m\u00e9dio prazo? <\/em><\/p>\n<p>&#8211; O primeiro desafio \u00e9 de car\u00e1ter geopol\u00edtico. \u00c9 como impedir uma nova depreda\u00e7\u00e3o de nossos recursos naturais, ap\u00f3s 500 anos de ingresso no sistema econ\u00f4mico global. O segundo grande desafio \u00e9 como continuar nossas experi\u00eancias de luta social, que converteram a regi\u00e3o em refer\u00eancia para os movimentos sociais de todo o mundo. Porque n\u00e3o s\u00f3 temos lutado, como tamb\u00e9m conseguido vit\u00f3rias traduzidas em conquistas sociais e pol\u00edticas. Agora o desafio \u00e9 aprofundar nesse caminho e vincul\u00e1-lo \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o socialista.<\/p>\n<p>Fonte:http:\/\/canarias-semanal.org\/not\/9680\/_si_el_proceso_venezolano_no_se_radicaliza_puede_involucionar_\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nEntrevista com Claudio Katz\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5223\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-5223","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1mf","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5223","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5223"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5223\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}