{"id":5240,"date":"2013-08-16T18:34:58","date_gmt":"2013-08-16T18:34:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5240"},"modified":"2013-08-16T18:34:58","modified_gmt":"2013-08-16T18:34:58","slug":"governo-derrota-centrais-e-beneficio-sobe-menos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5240","title":{"rendered":"Governo derrota centrais e benef\u00edcio sobe menos"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Em reuni\u00e3o bastante tensa, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) confirmou ontem, por nove votos a favor e sete contra, o uso do INPC como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio de 2013.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Desde o in\u00edcio do ano, as centrais sindicais trabalhavam para reverter essa decis\u00e3o tomada em janeiro. A esperan\u00e7a era conseguir retomar o uso das regras utilizadas para c\u00e1lculo do reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo &#8211; infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses mais varia\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes &#8211; na reuni\u00e3o do Codefat de ontem, o que n\u00e3o aconteceu.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">&#8220;O governo derrotou os trabalhadores mantendo a resolu\u00e7\u00e3o que acata o teto do seguro-desemprego&#8221;, disse o representante da For\u00e7a Sindical no Codefat, S\u00e9rgio Luiz Leite. &#8220;N\u00e3o nos demos por vencidos&#8221;, disse o sindicalista, que pretende colocar o assunto novamente em pauta em setembro. A ideia \u00e9 que a discuss\u00e3o balize as negocia\u00e7\u00f5es de 2014.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Todo embate se deve ao fato de que o uso do INPC, defendido pelo Minist\u00e9rio da Fazenda, implica reajuste menor do seguro-desemprego em 2014. Pelo INPC, o reajuste seria de 6,2% neste ano. J\u00e1 pelo crit\u00e9rio do m\u00ednimo, o percentual subiria para 9%.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Al\u00e9m de gerar insatisfa\u00e7\u00e3o das centrais sindicais, a medida criou &#8220;mal estar&#8221; dentro do pr\u00f3prio governo. Enquanto a Fazenda defendia a manuten\u00e7\u00e3o do INPC para impedir um aumento de R$ 700 milh\u00f5es nos gastos por ano, o do Trabalho era favor\u00e1vel ao retorno da corre\u00e7\u00e3o conforme a regra do sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Nessa disputa, a Fazenda, com o apoio dos empres\u00e1rios, saiu vitoriosa. O Codefat \u00e9 um conselho tripartite, que conta com seis representantes dos trabalhadores, empregadores e governo. Dos quatro representantes dos empres\u00e1rios presentes \u00e0 vota\u00e7\u00e3o, tr\u00eas ficaram do lado do governo, o que foi suficiente para desempatar o placar. &#8220;O governo jogou pesado, articulou e ganhou os empres\u00e1rios&#8221;, disse Leite.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Para conseguir o apoio dos empres\u00e1rios, representantes da \u00e1rea econ\u00f4mica disseram que a perman\u00eancia do INPC era importante para equilibrar as contas do FAT em um cen\u00e1rio de baixo crescimento econ\u00f4mico. A \u00e1rea econ\u00f4mica teria destacado ainda que as desonera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias neste ano chegariam a R$ 90 bilh\u00f5es e que n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para aumento de gasto em um cen\u00e1rio de ajuste fiscal.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Ontem \u00e0 tarde, a For\u00e7a Sindical divulgou nota informando que vai entrar com uma A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) e que far\u00e1 manifesta\u00e7\u00f5es em todo o pa\u00eds contra a decis\u00e3o do Codefat.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">&#8220;Lamentamos que o governo tenha feito desonera\u00e7\u00f5es de bilh\u00f5es de reais em diversos setores da economia sem cobrar contrapartidas sociais como forma de evitar a rotatividade de m\u00e3o de obra. O achatamento do reajuste do seguro-desemprego \u00e9 fruto da intransig\u00eancia, da falta de di\u00e1logo e de sensibilidade do governo&#8221;, afirma a For\u00e7a, em nota assinada pelo presidente da central, Paulo Pereira da Silva.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">____________________________________________________<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><strong><span style=\"font-family: \">Previs\u00f5es de PIB fraco em 2014 tamb\u00e9m<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><em><span style=\"font-family: \">Valor Econ\u00f4mico<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">O alto grau de incerteza que ronda a economia brasileira n\u00e3o s\u00f3 derrubou as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano como tamb\u00e9m j\u00e1 contamina as proje\u00e7\u00f5es para 2014. Em pouco mais de dois meses, a mediana das proje\u00e7\u00f5es para o pr\u00f3ximo ano de cerca de cem institui\u00e7\u00f5es financeiras e consultorias ouvidas pelo Banco Central (BC) caiu um ponto percentual, passando de 3,5% no fim de maio para os atuais 2,5% &#8211; e ainda h\u00e1 a perspectiva de que novas revis\u00f5es para baixo vir\u00e3o. Al\u00e9m disso, entre os economistas j\u00e1 h\u00e1 quem vislumbre expans\u00e3o de apenas 1% na economia brasileira em 2014, percentual inferior ao piso das estimativas para 2013, de 1,7%.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Um conjunto de fatores contribui para o clima pessimista que se espalha pelo mercado. A baixa confian\u00e7a de consumidores e empresas, dizem os analistas, \u00e9 uma trava para o crescimento econ\u00f4mico. Levantamento realizado mensalmente pela Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) mostra que, em julho, a confian\u00e7a do consumidor caiu 4,1% frente ao m\u00eas anterior e voltou aos n\u00edveis de 2009, quando o pa\u00eds sentia o impacto da crise financeira internacional. O mesmo aconteceu com os \u00edndices de confian\u00e7a dos empres\u00e1rios da ind\u00fastria e do setor de servi\u00e7os, que recuaram 4% e 6,4%, respectivamente, no mesmo per\u00edodo. H\u00e1 quatro anos que os empres\u00e1rios n\u00e3o se mostravam t\u00e3o desanimados com os neg\u00f3cios, tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o atual quanto ao futuro.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">O pessimismo \u00e9 refor\u00e7ado pelo quadro de incerteza quanto ao futuro dos investimentos privados, pela estagna\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es na \u00e1rea de infraestrutura, pela perspectiva de lucros menores para as empresas, al\u00e9m da pr\u00f3pria indefini\u00e7\u00e3o eleitoral.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">As manifesta\u00e7\u00f5es que eclodiram por todo o pa\u00eds em junho, comentam os especialistas da \u00e1rea econ\u00f4mica, evidenciaram qu\u00e3o forte \u00e9 o descontentamento da popula\u00e7\u00e3o com a realidade brasileira, colocando mais um ponto de interroga\u00e7\u00e3o nos modelos de proje\u00e7\u00f5es. &#8220;A primeira rea\u00e7\u00e3o do mercado foi questionar como ficaria a situa\u00e7\u00e3o fiscal porque provavelmente o governo tentaria entregar algo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o para acalmar os \u00e2nimos. Congelar o reajuste de tarifas, al\u00e9m de n\u00e3o resolver o problema, aumenta o risco regulat\u00f3rio&#8221;, diz a economista Zeina Latif, s\u00f3cia da Gibraltar Consulting.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Em relat\u00f3rio enviado a clientes, o HSBC afirma que, ironicamente, a maior parte das reformas demandadas pelos manifestantes seria positiva para o crescimento do Brasil. Sem mudan\u00e7as nos servi\u00e7os p\u00fablicos e melhorias no ambiente de neg\u00f3cios, pontua a institui\u00e7\u00e3o, o pa\u00eds n\u00e3o ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de engatar um processo de recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Entretanto, a piora no ambiente pol\u00edtico e a perda de confian\u00e7a por parte de consumidores e empres\u00e1rios tornar\u00e3o mais dif\u00edcil a concretiza\u00e7\u00e3o de reformas no curto prazo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">&#8220;Todos est\u00e3o esperando para ver como o governo vai reagir \u00e0 piora de cen\u00e1rio econ\u00f4mico num momento em que a sociedade desconfia da efici\u00eancia do Estado, apesar da alta carga tribut\u00e1ria, e tendo em vista as elei\u00e7\u00f5es no pr\u00f3ximo ano&#8221;, comenta Zeina.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">H\u00e1 d\u00favidas no mercado quanto \u00e0 capacidade do governo de cumprir, neste ano, a meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio, equivalente a 2,3% do PIB, sem lan\u00e7ar m\u00e3o de artif\u00edcios cont\u00e1beis. Soma-se a isso um quadro de infla\u00e7\u00e3o persistentemente alta, de r\u00e1pida e forte desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, com o d\u00f3lar abandonando o patamar de R$ 2 para se estabelecer na faixa de R$ 2,30, de investimentos parados e menor crescimento do principal comprador de produtos brasileiros &#8211; a China. Est\u00e1 a\u00ed a f\u00f3rmula que ajudou a minar a confian\u00e7a de consumidores e empres\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Um ano atr\u00e1s, o governo anunciou um pacote de infraestrutura, que visava incrementar os investimentos em portos, ferrovias e rodovias em todo o pa\u00eds. At\u00e9 agora, nenhuma licita\u00e7\u00e3o foi feita. A cada adiamento de leil\u00e3o, as expectativas de retomada dos investimentos diminuem.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">No primeiro trimestre deste ano, a forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo (medida das contas nacionais que mostra o quanto foi investido no pa\u00eds em m\u00e1quinas, equipamentos e materiais de constru\u00e7\u00e3o) aumentou de forma mais robusta, levando o mercado a acreditar que estava chegando o momento em que o crescimento da economia brasileira seria puxado pelo investimento, e o consumo assumiria um papel coadjuvante. N\u00e3o demorou muito para que d\u00favidas aparecessem tamb\u00e9m nesta seara.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">&#8220;\u00c9 certo que os dados do PIB do segundo trimestre mostrar\u00e3o uma forte expans\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo, mas a quest\u00e3o \u00e9 o que vir\u00e1 no terceiro trimestre. A falta de confian\u00e7a pode abortar a retomada dos investimentos&#8221;, avalia o superintendente do departamento econ\u00f4mico do Citibank Brasil, Marcelo Kfoury. &#8220;H\u00e1 o risco de termos um PIB no qual os investimentos n\u00e3o crescem e o consumo das fam\u00edlias desacelera. Se o segundo semestre for pior que o primeiro, deixaremos uma heran\u00e7a estat\u00edstica negativa para 2014.&#8221;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">O Ita\u00fa alertou seus clientes, por meio de relat\u00f3rio, que o n\u00edvel mais baixo da bolsa de valores brasileira indica menor perspectiva de lucro para as companhias no pa\u00eds. Dessa forma, os investimentos ficam menos atrativos e as fontes de financiamento para as empresas, mais restritas. Nesse ambiente, a institui\u00e7\u00e3o espera recuo do investimento no segundo semestre.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">A situa\u00e7\u00e3o pode se agravar se o Brasil perder o grau de investimento, selo de bom pagador concedido pelas ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco. Em junho, a Standard &#038; Poor&#8221;s informou que pode rebaixar a nota de cr\u00e9dito do Brasil. &#8220;O Brasil est\u00e1 se tornando relativamente menos atraente para os estrangeiros&#8221;, diz Roberto Luis Troster, economista e s\u00f3cio da Troster &#038; Associados.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">____________________________________________________<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><strong><span style=\"font-family: \">Crescimento medido pelo BC pode ser ponto fora da curva<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><em><span style=\"font-family: \">O Estado de S. Paulo<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">O \u00cdndice de Atividade Econ\u00f4mica do Banco Central (IBC-Br) de junho, divulgado ontem, refor\u00e7ou as expectativas de que a economia crescer\u00e1 em torno de 1%, no segundo trimestre, em compara\u00e7\u00e3o com o primeiro trimestre.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">A m\u00e9dia m\u00f3vel trimestral, que \u00e9 compat\u00edvel com o c\u00e1lculo da varia\u00e7\u00e3o do PIB &#8211; apresentado em base trimestral pelo IBGE &#8211; no segundo quarto do ano, apontou uma expans\u00e3o de 0,89% sobre o per\u00edodo de janeiro a mar\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Previsto para daqui a 15 dias, o an\u00fancio oficial do IBGE para o crescimento no segundo trimestre, se confirmar as proje\u00e7\u00f5es correntes, dar\u00e1 passagem a comemora\u00e7\u00f5es no governo. Depois do quarto trimestre de 2010, o segundo trimestre de 2013 seria o primeiro com expans\u00e3o sobre o trimestre anterior nas alturas de 1%. Em termos anualiza-dos, significaria que a economia andou a um ritmo anualizado relativamente forte de 4%.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">\u00c9 poss\u00edvel, por\u00e9m, que o segundo trimestre registre o pico de crescimento da atividade econ\u00f4mica no ano. Como no caso da infla\u00e7\u00e3o quase zero registrada em julho, o crescimento mais acelerado no segundo trimestre poder\u00e1 vir a ser um ponto fora curva.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Os indicadores econ\u00f4micos j\u00e1 conhecidos dejulho indicam um esfriamento, em rela\u00e7\u00e3o a junho, sob influ\u00eancia da acentuada queda nos \u00edndices de confian\u00e7a de empres\u00e1rios e consumidores, em rela\u00e7\u00e3o ao futuro econ\u00f4mico pr\u00f3ximo. Sinais de estagna\u00e7\u00e3o &#8211; ou mesmo de algum recuo &#8211; no terceiro trimestre est\u00e3o aparecendo no radar dos analistas de conjuntura.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">As proje\u00e7\u00f5es para a varia\u00e7\u00e3o do PIB de 2013, depois do IBC-Br de junho, continuam convergindo para alguma coisa ao redor de 2%. \u00c9 um porcentual compat\u00edvel com estagna\u00e7\u00e3o no terceiro trimestre e crescimento n\u00e3o muito acima de 0,5% (m\u00e9dia dos cinco \u00faltimos trimestres) no quarto final do ano.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">____________________________________________________<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><strong><span style=\"font-family: \">Lob\u00e3o quer manter peso da Petrobras no pr\u00e9-sal<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><em><span style=\"font-family: \">Valor Econ\u00f4mico<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">O ministro de Minas e Energia, Edison Lob\u00e3o, considera que a Petrobras n\u00e3o deve reduzir sua participa\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 30% nos cons\u00f3rcios dos leil\u00f5es do pr\u00e9-sal sob o regime de partilha, nem mesmo perder o posto de operadora \u00fanica &#8211; status que lhe garante participa\u00e7\u00e3o em todos os blocos no novo modelo de licita\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Em defesa da petroleira estatal, Lob\u00e3o descartou a possibilidade de reduzir a participa\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria da companhia. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 a menor possibilidade disso. Quando mandamos ao Congresso o projeto prevendo a Petrobras com participa\u00e7\u00e3o de 30% e como operadora \u00fanica, foi depois de muitos estudos e muitas discuss\u00f5es. E o Congresso aprovou, \u00e9 uma lei&#8221;, disse Lob\u00e3o ontem, ap\u00f3s participar de cerim\u00f4nia no Pal\u00e1cio Buriti, sede do governo do Distrito Federal.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">O Valor informou, em reportagem publicada ontem, que o governo cogita em discuss\u00f5es internas a possibilidade de rever o papel da Petrobras no pr\u00e9-sal com o intuito de aliviar a press\u00e3o sobre a petroleira. Isto porque a companhia sofre com a defasagem de pre\u00e7o dos combust\u00edveis no mercado internet, mas conta com um ambicioso plano de investimento.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Para Lob\u00e3o, a Petrobras n\u00e3o enfrenta dificuldades para fazer os investimentos previstos. &#8220;A Petrobras, s\u00f3 no \u00faltimo trimestre, apresentou lucro superior a R$ 6 bilh\u00f5es. A Petrobras tem condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e financeiras de cumprir o seu papel, e vai cumprir. Mesmo com o c\u00e2mbio na posi\u00e7\u00e3o em que se encontra&#8221;, disse Lob\u00e3o. Ele reiterou ainda que n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o para que o governo autorize um novo aumento no pre\u00e7o dos combust\u00edveis.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">____________________________________________________<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><strong><span style=\"font-family: \">Governo &#8216;ca\u00e7a&#8217; investidor para licita\u00e7\u00e3o de ferrovia<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><em><span style=\"font-family: \">Valor Econ\u00f4mico<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Sem ter despertado entusiasmo nas grandes empreiteiras, o governo federal busca seduzir gigantes do agroneg\u00f3cio e investidores financeiros para o leil\u00e3o da ferrovia A\u00e7ail\u00e2ndia (MA) &#8211; Vila do Conde (PA), previsto para outubro.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Esse \u00e9 o primeiro dos 12 trechos, em um total de dez mil quil\u00f4metros, de novas ferrovias do megaprograma de concess\u00f5es anunciado pela presidente Dilma Rousseff. A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e o ministro dos Transportes, C\u00e9sar Borges, est\u00e3o pessoalmente empenhados em assegurar o sucesso do leil\u00e3o e passaram os dois \u00faltimos dias tentando convencer as empresas a entrar na disputa.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Na quarta-feira, Gleisi e Borges receberam presidentes de grupos do agroneg\u00f3cio, encabe\u00e7ados pelas tradings &#8211; Cargill, Louis Dreyfus e Caramuru &#8211; e pela Cosan. Tamb\u00e9m estiveram com gestores de fundos importantes, como o Vinci Partners e o P\u00e1tria Investimentos, no Pal\u00e1cio do Planalto. Ontem foi a vez de uma rodada de conversas com grandes bancos. O objetivo das reuni\u00f5es, segundo uma fonte graduada do governo, foi motiv\u00e1-los a entrar nas concess\u00f5es de ferrovias e provar que essa \u00e9 uma oportunidade de obter rentabilidade de dois d\u00edgitos para o capital investido.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Na tentativa de evitar a todo o custo um leil\u00e3o sem pretendentes, o Planalto estimulou as empresas do agroneg\u00f3cio e os bancos a se juntar em cons\u00f3rcios.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Reservadamente, as grandes empreiteiras alegam v\u00e1rios motivos para justificar a falta de interesse no primeiro leil\u00e3o de ferrovias. Um deles \u00e9 o foco maior nas concess\u00f5es de rodovias e de aeroportos, que s\u00e3o neg\u00f3cios considerados mais maduros e com menos riscos. Outro ponto cr\u00edtico, segundo elas, \u00e9 que os investimentos necess\u00e1rios para o trecho A\u00e7ail\u00e2ndia-Vila do Conde est\u00e3o subestimados. Nos estudos de viabilidade, o governo calcula os investimentos em R$ 3,1 bilh\u00f5es, mas as construtoras falam em algo mais pr\u00f3ximo de R$ 5 bilh\u00f5es, por tratar-se de um trecho que corta a Amaz\u00f4nia e promete desafios em termos de engenharia.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">Tamb\u00e9m n\u00e3o foi vencida a desconfian\u00e7a quanto ao chamado &#8220;risco Valec &#8220;. No novo modelo, a estatal ferrovi\u00e1ria compra toda a capacidade de transporte dos trechos concedidos, para revender depois o direito de uso da infraestrutura a potenciais clientes. Quando o programa foi lan\u00e7ado, a ideia era que isso desse al\u00edvio aos investidores, pois o mecanismo afasta o risco de demanda dos futuros concession\u00e1rios. Mas ainda existe inseguran\u00e7a sobre a capacidade de pagamento da Valec.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">As empreiteiras lembram que o prazo de concess\u00e3o \u00e9 longo, de 35 anos, e ningu\u00e9m sabe qual ser\u00e1 o tratamento que outros governos dar\u00e3o ao assunto. Em junho, uma medida provis\u00f3ria permitiu ao Tesouro capitalizar a estatal em at\u00e9 R$ 15 bilh\u00f5es, com t\u00edtulos p\u00fablicos. Foi um mecanismo para afastar os temores.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><span style=\"font-family: \">A taxa de retorno para o trecho A\u00e7ail\u00e2ndia-Vila do Conde foi definida em 8,5% ao ano. De acordo com o governo, excluindo a parte de financiamento, o retorno para o capital pr\u00f3prio das empresas chegaria a 16% ou 17%. Os cr\u00edticos afirmam que esses n\u00fameros dificilmente poder\u00e3o ser atingidos, porque as premissas de investimentos s\u00e3o equivocadas.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nValor Econ\u00f4mico\n \nCom o apoio do empresariado, o governo conseguiu derrotar a proposta dos trabalhadores e manter a regra adotada no in\u00edcio deste ano, que prev\u00ea o reajuste do seguro-desemprego com base apenas no \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), quando o valor do benef\u00edcio superar o sal\u00e1rio m\u00ednimo. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5240\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-5240","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1mw","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5240","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5240"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5240\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5240"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5240"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5240"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}