{"id":5245,"date":"2013-08-18T04:36:58","date_gmt":"2013-08-18T04:36:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5245"},"modified":"2013-08-18T04:36:58","modified_gmt":"2013-08-18T04:36:58","slug":"nota-publica-do-favela-nao-se-cala-de-repudio-ao-estado-no-caso-do-amarildo-e-de-solidariedade-a-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5245","title":{"rendered":"Nota p\u00fablica do Favela N\u00e3o Se Cala de rep\u00fadio ao Estado no caso do Amarildo e de solidariedade \u00e0 fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"\n<p>O movimento Favela n\u00e3o se cala lamenta a morte do Amarildo, pedreiro e morador da Rocinha, assassinado por policiais das chamadas Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora- UPPs, que mais que um projeto de seguran\u00e7a e extin\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico continua a coniv\u00eancia com e representa a militariza\u00e7\u00e3o pelo Estado das favelas para integr\u00e1-las aos neg\u00f3cios do capital.<\/p>\n<p>Amarildo se tornou um s\u00edmbolo de todos os casos de exterm\u00ednio dos Amarildos do Brasil nesse estado de exce\u00e7\u00e3o permanente, isto \u00e9, de suspens\u00e3o de qualquer direito, pr\u00e1tica comum nas favelas, fruto da barb\u00e1rie da sociedade capitalista que para se manter precisa exterminar trabalhadores, principalmente negros e favelados.<\/p>\n<p>Manifestamos nosso rep\u00fadio frente ao claro desvio das investiga\u00e7\u00f5es que o Estado est\u00e1 realizando diante dos acontecimentos, criminalizando tanto o Amarildo como sua esposa Beth de serem colaboradores do tr\u00e1fico. Al\u00e9m do desvio e da criminaliza\u00e7\u00e3o, isso tamb\u00e9m tem a clara inten\u00e7\u00e3o de amedrontar a fam\u00edlia da v\u00edtima que teve a coragem de denunciar a viol\u00eancia desse estado genocida e lutar por justi\u00e7a. Ainda mais nesse momento o Favela n\u00e3o se cala est\u00e1 ao lado da fam\u00edlia e de todos os que lutam contra a viol\u00eancia desse estado racista e genocida.<\/p>\n<p>Os moradores das favelas militarizadas pelas UPPs, que antes estavam submetidas aos mandos e desmandos de traficantes est\u00e3o hoje ref\u00e9ns do bra\u00e7o armado do estado. O assassinato de Amarildo demonstra que tal fato n\u00e3o \u00e9 resultante da a\u00e7\u00e3o individual de um policial despreparado, mas de uma pol\u00edcia que desde o seu nascimento surgiu para prender e matar escravos e que ainda hoje continua exercendo esse mesmo papel com os escravos modernos, os trabalhadores negros e favelados. Por essa raz\u00e3o exigimos a puni\u00e7\u00e3o dos policiais envolvidos nesse assassinato, autores materiais, assim como dos principais respons\u00e1veis, o governador S\u00e9rgio Cabral e o secret\u00e1rio de seguran\u00e7a Mariano Beltrame.<\/p>\n<p>O caso de Amarildo demonstra a necessidade de seguirmos na luta contra a repress\u00e3o policial. Para isso exigimos o fim da pol\u00edcia militar, a desmilitariza\u00e7\u00e3o das demais policias e o fim das UPPs. No entanto, apesar da urg\u00eancia e necessidade dessas medidas sabemos dos seus limites j\u00e1 que na sociedade capitalista a principal fun\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o da propriedade privada dos meios de produ\u00e7\u00e3o da burguesia, elemento fundamental para a manuten\u00e7\u00e3o da ordem.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o Favela n\u00e3o se cala acredita que somente com a luta org\u00e2nica e a constru\u00e7\u00e3o de poder popular \u00e9 poss\u00edvel garantir a justi\u00e7a para as mortes de hoje, as de ontem e evitar as mortes de amanha, assim como possibilitar a constru\u00e7\u00e3o de comit\u00eas populares de autodefesa que, al\u00e9m de nos tirar da tutela do Estado e do tr\u00e1fico, sejam os germes de uma nova sociedade, uma sociedade socialista.<\/p>\n<p>Favela n\u00e3o se cala<\/p>\n<p>Trabalhando nas bases<\/p>\n<p>JUNTOS SOMOS FORTES<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5245\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-5245","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c101-criminalizacao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1mB","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5245","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5245"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5245\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5245"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5245"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5245"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}