{"id":5247,"date":"2013-08-18T22:22:43","date_gmt":"2013-08-18T22:22:43","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5247"},"modified":"2013-08-18T22:22:43","modified_gmt":"2013-08-18T22:22:43","slug":"cuba-numeros-que-gritam-e-numeros-que-enganam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5247","title":{"rendered":"Cuba: N\u00fameros que gritam e n\u00fameros que enganam"},"content":{"rendered":"\n<p>por Gustavo Marun (*)<\/p>\n<p>Estudo demonstra que, diferentemente do que tem sido propalado sem fundamenta\u00e7\u00e3o, as reformas cubanas n\u00e3o surgem como tentativa de solu\u00e7\u00e3o para crise econ\u00f4mica alguma. Pelo contr\u00e1rio, os \u00edndices investigados comprovam o alto desenvolvimento recente da ilha, tanto na esfera econ\u00f4mica quanto humana. Explicados principalmente pela intera\u00e7\u00e3o com o bloco de pa\u00edses da ALBA, os indicadores positivos fazem o desempenho do pa\u00eds figurar entre os maiores das Am\u00e9ricas. Este artigo \u00e9 somente um resumo do estudo mais completo, com gr\u00e1ficos e maiores detalhes, que pode ser visto em:\u00a0<a href=\"https:\/\/docs.google.com\/document\/d\/1CoFW9EO0QTDC2OfPHputWnSTNYE3QwU5KVjb_1CRi1k\/edit?pli=1\" target=\"_blank\">docs.google.com<\/a><\/p>\n<p>O estudo foi elaborado baseado nos dados do \u00faltimo relat\u00f3rio anual de Desenvolvimento Humano do PNUD (Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento), publicado em 14 de Mar\u00e7o passado (<a href=\"http:\/\/www.pnud.org.br\/arquivos\/rdh-2013.pdf\" target=\"_blank\">http:\/\/www.pnud.org.br\/arquivos\/rdh-2013.pdf<\/a>). Parte-se dos \u00edndices propostos pelo Programa para a an\u00e1lise, ainda que haja cr\u00edticas e sugest\u00f5es de aprimoramento dos c\u00e1lculos.<\/p>\n<p>A principal mat\u00e9ria do estudo \u00e9 comparar a evolu\u00e7\u00e3o do IDH (\u00cdndice de Desenvolvimento Humano) dos diferentes pa\u00edses do continente americano desde 2000. O intuito \u00e9 buscar algum grau de abstra\u00e7\u00e3o dos processos hist\u00f3ricos mais remotos, e dar maior destaque \u00e0s inflex\u00f5es pol\u00edtico-econ\u00f4micas mais recentes. Em outras palavras, o olhar sobre a transi\u00e7\u00e3o foi priorizado em detrimento do olhar sobre estado.<\/p>\n<p>Sa\u00fade<\/p>\n<p>O componente de sa\u00fade do IDH \u00e9 calculado atrav\u00e9s da expectativa de vida ao nascer.<\/p>\n<p>Cuba figura em 2o. lugar no IDH que considera somente a sa\u00fade (0,94), logo abaixo do Canad\u00e1 (0,96), e empatada com Costa Rica e Chile. Cabe registro de que Cuba situava-se em 4o lugar no ano de 2000, com desempenho ligeiramente inferior aos pa\u00edses latino americanos com quem agora aparece empatada, e aos EUA, que por Cuba foram ultrapassados. A t\u00edtulo comparativo, Cuba tem atualmente como expectativa de vida 79,3 anos, enquanto Canad\u00e1 tem 81,1, EUA 78,7, e o Brasil, 73,8.<\/p>\n<p>Outras vari\u00e1veis poderiam ser levadas em conta para se ter maior consist\u00eancia nessa medida. Uma composi\u00e7\u00e3o mais multifacetada de estat\u00edsticas a serem consideradas sobre o tema enriqueceria o \u00edndice, e possivelmente elevaria ainda mais a constata\u00e7\u00e3o do sucesso do modelo socialista cubano nesta \u00e1rea.<\/p>\n<p>Um outro dado que comprova a qualidade e universalidade do acesso \u00e0 sa\u00fade em Cuba, por exemplo, \u00e9 a taxa de mortalidade infantil (quantidade de crian\u00e7as com menos de 1 ano mortas entre 1000 nascidas). Neste crit\u00e9rio, Cuba lidera o\u00a0<em>ranking<\/em> das Am\u00e9ricas, empatando com o Canad\u00e1 e ultrapassando os EUA na \u00faltima d\u00e9cada. Esse dado torna incontest\u00e1vel o sucesso da a\u00e7\u00e3o governamental deste pa\u00eds nesta esfera.<\/p>\n<p>O motivo principal do alto desempenho cubano com rela\u00e7\u00e3o a esta \u00e1rea revela-se facilmente: Durante praticamente todos os anos desde 2000, Cuba \u00e9 o pa\u00eds das Am\u00e9ricas que mais vem investindo em sa\u00fade. O percentual do or\u00e7amento para essa pasta em rela\u00e7\u00e3o ao PIB estava ao redor dos 10% em 2010 (\u00faltimo ano com registro), com hist\u00f3rico de crescimento significativo na \u00faltima d\u00e9cada (em 2000, correspondia a aproximadamente 6%).<\/p>\n<p>Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Nessa outra dimens\u00e3o, novamente Cuba se destaca. Mesmo antes de 2000, Cuba j\u00e1 se situava entre as primeiras na\u00e7\u00f5es americanas no que tange ao cuidado e desempenho em educa\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, a partir de 2000 o \u00edndice tem um crescimento consistente, sendo ainda mais acentuado ap\u00f3s 2005 (per\u00edodo coincidente com o aumento da rela\u00e7\u00e3o comercial com a Venezuela e demais pa\u00edses da ALBA), quando esse pa\u00eds aproxima-se substancialmente dos pa\u00edses capitalistas ricos do continente (EUA e Canad\u00e1).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m para a Educa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 que se considerar outras vari\u00e1veis, a t\u00edtulo de maior completude no estudo do tema. O pr\u00f3prio PNUD considerava em anos anteriores a taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o de adultos de cada pa\u00eds para a an\u00e1lise de desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o. Agora, adota-se uma composi\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de m\u00e9dia de anos na escola e expectativa de anos na escola. Consideremos, portanto, a taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o adulta cubana. Com impressionantes 99,8%, Cuba n\u00e3o somente lidera o\u00a0<em>ranking<\/em> das Am\u00e9ricas, como aparece como 2o lugar no mundo. EUA e Canad\u00e1 n\u00e3o t\u00eam dados recentes de alfabetiza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m os \u00faltimos \u00edndices publicados em\u00a0<em>CIA World Factbook<\/em>, datados de 2003, indicavam 99% para ambos (ver\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cia.gov\/library\/publications\/the-world-factbook\/fields\/2103.html#us\" target=\"_blank\">https:\/\/www.cia.gov\/library\/publications\/the-world-factbook\/fields\/2103.html#us<\/a>).<\/p>\n<p>Assim como para a Sa\u00fade, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar a principal raz\u00e3o do sucesso nas pol\u00edticas p\u00fablicas de Educa\u00e7\u00e3o em Cuba. Cuba, de longe, supera todas as na\u00e7\u00f5es do continente no que se refere ao percentual de investimento em Educa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao PIB. Se em 2000, com 7,7%, este pa\u00eds j\u00e1 tinha a taxa mais de 2% maior que a da Bol\u00edvia, que figurava em 2o lugar, de 2008 a 2010, com uma oscila\u00e7\u00e3o de 14% a 13%, Cuba n\u00e3o tem par\u00e2metros de compara\u00e7\u00e3o com na\u00e7\u00e3o alguma da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Renda<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode negar que a renda \u00e9 um fator que condiciona o desenvolvimento humano, haja vista que para que se desenvolvam sistemas sociais deve haver investimento. Ocorre que a renda n\u00e3o representa o investimento em si. N\u00e3o retrata o desenvolvimento humano, no m\u00e1ximo indica um potencial deste desenvolvimento. O prop\u00f3sito do IDH \u00e9 justamente medir o desenvolvimento humano, e n\u00e3o o econ\u00f4mico. O objetivo deveria ser medir o resultado, n\u00e3o a condi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o obstante, \u00e9 sabido o fato de a renda do indiv\u00edduo propiciar uma melhor busca por seu desenvolvimento social. No entanto, h\u00e1 que se acrescentar que quase nada mede a renda nacional per capita se a mesma n\u00e3o considera o n\u00edvel de desigualdade de renda do pa\u00eds. Uma renda alta, por\u00e9m fortemente concentrada, pode gerar, no m\u00e1ximo, um desenvolvimento humano elevado para a parcela superior m\u00ednima que usufrui da quase totalidade da renda. Ou seja, ainda que se opte por continuar considerando esse componente no c\u00e1lculo do IDH, que amenos se fa\u00e7a um ajuste, levando-se em conta por exemplo o coeficiente de GINI (que mede o grau de desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o da renda domiciliar per capita entre os indiv\u00edduos) das na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, registra-se o fato de essa ser a vari\u00e1vel mais sens\u00edvel ao embargo econ\u00f4mico imposto a Cuba por parte dos EUA.<\/p>\n<p>Ainda com todas essas ressalvas, cabe destacar a extraordin\u00e1ria evolu\u00e7\u00e3o cubana neste crit\u00e9rio durante o per\u00edodo. Com um salto de $ 3209 para $ 5539 na renda nacional per capita com ajuste PPP &#8211; correspondente a um aumento de 72,61% &#8211; Cuba ultrapassou 3 pa\u00edses. Para ilustrar a grandeza desse avan\u00e7o, em termos de percentuais de acr\u00e9scimo, considerando todo o continente, Cuba s\u00f3 ficou atr\u00e1s do Panam\u00e1 &#8211; que teve crescimento de 75,59% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Evolu\u00e7\u00e3o do IDH desde 2000<\/p>\n<p>Aqui se apresenta de forma concisa o principal objetivo do estudo, que \u00e9 ilustrar a evolu\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de desenvolvimento humano das na\u00e7\u00f5es elencadas, desde o ano de 2000.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses que despontam na evolu\u00e7\u00e3o do desenvolvimento humano no continente s\u00e3o justamente aqueles alinhados ao redor da ALBA. N\u00e3o se pode supor que seja mera coincid\u00eancia 3 destes pa\u00edses (Nicar\u00e1gua, Venezuela, Cuba) liderarem o\u00a0<em>ranking<\/em>. Com o Equador (6o. colocado), ent\u00e3o constata-se que os pa\u00edses da ALBA ocupam 4 das 6 primeiras posi\u00e7\u00f5es. Considerando o escopo adotado, enquanto os pa\u00edses pertencentes \u00e0 ALBA tiveram a m\u00e9dia de crescimento anual de\u00a0<strong>0,92<\/strong> em seu IDH, o conjunto de pa\u00edses das Am\u00e9ricas tiveram crescimento m\u00e9dio de\u00a0<strong>0,70<\/strong>, e os da Am\u00e9rica Latina\u00a0<strong>0,75<\/strong>. Claramente, governos que tomaram decis\u00f5es mais arrojadas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estatiza\u00e7\u00e3o de empresas, distribui\u00e7\u00e3o de renda, investimentos sociais e integra\u00e7\u00e3o latino-americana baseada na complementaridade econ\u00f4mica e solidariedade foram justamente aqueles que experimentaram maior acr\u00e9scimo em seu desenvolvimento humano.<\/p>\n<p><img border=\"0\" alt=\"https:\/\/mail.google.com\/mail\/u\/0\/images\/cleardot.gif\" width=\"1\" height=\"1\" \/><\/p>\n<p>Considere-se agora o IDH com e sem o componente de renda, para que se perceba como as imprecis\u00f5es indicadas anteriormente nessa esfera prejudicam Cuba. Ao desconsiderar-se o componente de renda de IDH, Cuba sai da sexta posi\u00e7\u00e3o no continente (empatada com o Panam\u00e1 e M\u00e9xico), para a terceira, situando-se apenas atr\u00e1s dos dois pa\u00edses ricos da Am\u00e9rica (EUA e Canad\u00e1).<\/p>\n<p>Conclus\u00f5es<\/p>\n<p>Se Cuba j\u00e1 possu\u00eda \u00edndices de desenvolvimento humano marcantes ao final do s\u00e9culo passado, os mesmos tornaram-se ainda mais favor\u00e1veis neste s\u00e9culo. A tese de que as recentes mudan\u00e7as econ\u00f4micas no pa\u00eds se d\u00e3o como resposta a uma suposta crise n\u00e3o se sustenta. Pelo contr\u00e1rio, as movimenta\u00e7\u00f5es de quebra do isolamento comercial e econ\u00f4mico geraram um avan\u00e7o nas estat\u00edsticas que tratam o tema de desenvolvimento humano, e mesmo econ\u00f4mico. Tudo indica que as famosas reformas econ\u00f4micas de Raul Castro surgem num contexto em que os problemas b\u00e1sicos da humanidade est\u00e3o bem encaminhados em Cuba, permitindo anseios por uma ainda maior qualidade de vida, mesmo que isso seja percebido materialmente, atrav\u00e9s de acesso a mais e melhores itens de consumo.<\/p>\n<p>Destacam-se o estabelecimento de governos aliados e a institui\u00e7\u00e3o da ALBA, em 2004, liderada pela Venezuela, como fatores decisivos nessas conquistas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de tudo, n\u00e3o restam d\u00favidas que a queda do embargo estadunidense sobre Cuba faria deslanchar ainda mais os indicadores de desenvolvimento humano desta na\u00e7\u00e3o caribenha.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que faz crer o senso comum de um leitor das m\u00eddias tradicionais brasileiras, e mesmo internacionais, as na\u00e7\u00f5es que mais se destacaram nos \u00faltimos anos no continente foram justamente aquelas cujos governos v\u00eam sendo mais atacados nesses ve\u00edculos.<\/p>\n<p>Pode-se ent\u00e3o presumir que a m\u00eddia em geral tem maior avers\u00e3o a estas experi\u00eancias somente porque elas propiciaram maior incremento de IDH? N\u00e3o exatamente isso. Na realidade, esse ve\u00edculos, por pertencerem ao grande Capital, representam e repercutem a vis\u00e3o das classes dominantes, com todos os seus interesses e preconceitos. Para conquistar maior crescimento de IDH, os governos desses pa\u00edses tiveram que, necessariamente, enfrentar os grandes propriet\u00e1rios, reduzindo a prioriza\u00e7\u00e3o a estas classes, invertendo-a para as classes mais baixas. Interferiu-se significativamente, portanto, na configura\u00e7\u00e3o de classes, propriedades, e consequentemente, de poder. Da\u00ed a persegui\u00e7\u00e3o, mentira, distor\u00e7\u00f5es, e vis\u00e3o \u00fanica sobre a conjuntura desses pa\u00edses por parte desses setores da imprensa.<\/p>\n<p>* Gustavo Marun \u00e9 diretor da Casa da Am\u00e9rica Latina e militante do PCB (RJ)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nAn\u00e1lise sobre o desenvolvimento humano em Cuba desde 2000, baseada no relat\u00f3rio anual de Desenvolvimento Humano do PNUD\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5247\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-5247","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c57-revolucao-cubana"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1mD","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5247"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5247\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}