{"id":526,"date":"2010-06-05T12:35:00","date_gmt":"2010-06-05T12:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=526"},"modified":"2010-06-05T12:35:00","modified_gmt":"2010-06-05T12:35:00","slug":"o-terror-de-israel-extrapola-suas-fronteiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/526","title":{"rendered":"O terror de Israel extrapola suas fronteiras"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando na segunda guerra mundial apareceram os rumores do que acontecia na Alemanha, o mundo calou. Levou tempo demais at\u00e9 que os governos de outros cantos se levantassem contra o que se passava de horror sob o dom\u00ednio nazista. E, mesmo, assim, a interven\u00e7\u00e3o s\u00f3 aconteceu quando o que estava em jogo era o dom\u00ednio de outros pa\u00edses da Europa. N\u00e3o foi, verdadeiramente, o massacre dos judeus e dos ciganos que levou ao rep\u00fadio do governo de Hitler. Foi sua aud\u00e1cia de domina\u00e7\u00e3o sobre os demais pa\u00edses da Europa. Penso eu, c\u00e1 com meus bot\u00f5es, que se Hitler tivesse se mantido nas fronteiras da Alemanha, n\u00e3o haveria tanto rep\u00fadio \u00e0s suas pr\u00e1ticas de terror.<\/p>\n<p>Hoje, assistimos ao estado de Israel repetir o circo dos horrores contra o povo palestino. J\u00e1 se v\u00e3o mais de 60 anos de viol\u00eancia, de opress\u00e3o, de ataques assassinos. Desde 1948 o processo de dizima\u00e7\u00e3o do povo palestino acontece sob os olhos das c\u00e2meras, aparece sistematicamente na hora do jantar, nos jornais noturnos. E, no mais das vezes, a maioria das gentes olha, boceja, e o m\u00e1ximo que tem de rea\u00e7\u00e3o \u00e9 dizer: \u201cessa guerra n\u00e3o termina!\u201d E ponto final. L\u00e1, naquele cant\u00e3o esquecido do mundo, a porta de entrada do rico m\u00e9dio-oriente, seguem os palestinos resistindo com pedras e gritos de dor.<\/p>\n<p>Hoje, segregados em campos de concentra\u00e7\u00e3o, tal e qual ocorria com os judeus e ciganos nos campos nazistas, eles s\u00e3o humilhados, subjugados, tratados como n\u00e3o-seres. Chamados de terroristas quando se levantam em rebeli\u00e3o. E tudo o que querem \u00e9 o direito de viverem em paz no seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio. O mundo sabe muito bem que quando os Estados Unidos criou o estado de Israel, aquela n\u00e3o era uma terra sem povo. Milhares de fam\u00edlias foram desalojadas, expulsas de suas casas, para dar lugar \u00e0s col\u00f4nias israelenses. E, depois, ao longo dos anos, sob o fogo dos canh\u00f5es, Israel foi comendo o territ\u00f3rio at\u00e9 confinar as gentes palestinas em campos fechados por muros gigantes, que deveriam ser repudiados como uma vergonha mundial, tal qual foi o muro de Berlim durante tanto tempo. A pergunta que fica \u00e9: por que o chamado \u201cmundo livre\u201d n\u00e3o brada contra o muro da vergonha de Israel?<\/p>\n<p>Pois, n\u00e3o satisfeitos em dizimar o povo palestino, Israel chegou ontem ao auge da viol\u00eancia e da perf\u00eddia. Foi capaz de atacar militarmente navios que seguiam para Gaza, levando ajuda humanit\u00e1ria. Soldados armados atacaram civis que poucos minutos antes haviam levantado uma bandeira branca. Mesmo nas guerras mais cru\u00e9is, todos os generais sabem o que isso significa. Mas, ao que parece, n\u00e3o Israel. Morreram pessoas comuns, tombadas pelas balas assassinas dos soldados israelense. Gente que se importava com o que se passa por detr\u00e1s dos muros de Israel, que apenas se preocupava em levar comida, rem\u00e9dio e conforto a um povo acossado pela viol\u00eancia e pelo terror. Pois foram atacados de forma absurda, em \u00e1guas internacionais, violando toda a sorte de tratados e acordos internacionais.<\/p>\n<p>E a\u00ed? Cad\u00ea as san\u00e7\u00f5es \u00e0 Israel? O seu parceiro de atrocidades, os Estados Unidos, lamentou o ocorrido, mas n\u00e3o condenou. V\u00e1rios pa\u00edses est\u00e3o declarando condena\u00e7\u00e3o, mas o que isso de fato significa? Palavras ao vento! Quais as medidas reais a serem tomadas contra esse estado assassino que extrapola suas fronteiras, atacando civis?<\/p>\n<p>Os argumentos que as redes de televis\u00e3o oferecem s\u00e3o os mais absurdos poss\u00edveis. Um general israelense dizendo que s\u00f3 revidaram um ataque dos que estavam no navio. Mas, como isso? As pessoas, em alto mar, cercadas de \u00e1gua, fizeram o qu\u00ea? Tinham m\u00edsseis? Arcabuzes? Facas voadoras? Que ataque poderiam fazer essas pessoas dentro de um navio a avi\u00f5es de guerra? Vejam que \u00e9 o mesmo argumento que usam para matar palestinos. Meninos de 12 anos, com pedras na m\u00e3o, s\u00e3o \u201cviolentos terroristas\u201d e amea\u00e7am a vida dos soldados israelenses dentro dos tanques de ferro. \u00c9 o paroxismo do terror.<\/p>\n<p>Por todo o planeta gritam as gentes, como gritaram contra a invas\u00e3o do Iraque, contra a invas\u00e3o do Panam\u00e1, do Afeganist\u00e3o. Gritam os que n\u00e3o tem poder. E lan\u00e7am declara\u00e7\u00f5es os que tem poder. Cuba vive sob um bloqueio criminoso por parte dos Estados Unidos, porque decidiu ser livre e auto-determinada. Isso \u00e9 crime?<\/p>\n<p>O que aconteceu no mar alto nesta segunda-feira n\u00e3o pode ficar s\u00f3 no plano da condena\u00e7\u00e3o pela palavra. \u00c9 preciso parar Israel. Este \u00e9 um dos pa\u00edses mais fortemente armados do globo terrestre. Seu poder militar \u00e9 fabuloso. Tem ainda o servi\u00e7o secreto mais sanguin\u00e1rio do mundo. \u00c9 um c\u00e2ntaro de destrui\u00e7\u00e3o. A fonte de sua viol\u00eancia segue vertendo, como j\u00e1 dizia o grande Mahmud Darwish.<\/p>\n<p>H\u00e1 60 anos Israel mata palestinos como se fossem moscas. Ontem matou nove cidad\u00e3os da paz. O mundo, enfim, se levanta. Agora, h\u00e1 que parar Israel. Ou isso, ou a barb\u00e1rie vai se espalhar, saindo das fronteiras do terror. A hist\u00f3ria \u00e9 boa mestra. Assim come\u00e7aram as grandes guerras. Quando um governo, arvorado de dono do mundo, come\u00e7a a sair de seus limites, abocanhando a vidas dos demais. Se o mundo, na sua maioria, pouco ligou para os palestinos que padecem desde h\u00e1 d\u00e9cadas, que, agora, com estes noves civis, gente da paz, de bandeira branca hasteada, possa se levantar e estancar a fonte do crime.<\/p>\n<p>Existe vida no Jornalismo<\/p>\n<p>Blog da Elaine: <a href=\"http:\/\/www.eteia.blogspot.com\">www.eteia.blogspot.com<\/a><\/p>\n<p>Am\u00e9rica Latina Livre &#8211; <a href=\"http:\/\/www.iela.ufsc.br\">www.iela.ufsc.br<\/a><\/p>\n<p>Desacato &#8211; <a href=\"http:\/\/www.desacato.info\">www.desacato.info<\/a><\/p>\n<p>Pobres &amp; Nojentas &#8211; <a href=\"http:\/\/www.pobresenojentas.blogspot.com\">www.pobresenojentas.blogspot.com<\/a><\/p>\n<p>Agencia Contestado de Noticias Populares &#8211; <a href=\"http:\/\/www.agecon.org.br\">www.agecon.org.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Latuff\n\u00a0\n\n\n\u00a0\n\u00a0\n\n\n\nPor Elaine Tavares &#8211; jornalista\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/526\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-526","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c79-nacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8u","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/526","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=526"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/526\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}