{"id":5280,"date":"2013-08-25T22:10:57","date_gmt":"2013-08-25T22:10:57","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5280"},"modified":"2013-08-25T22:10:57","modified_gmt":"2013-08-25T22:10:57","slug":"alvaro-cunhal-os-intelectuais-a-cultura-e-o-partido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5280","title":{"rendered":"\u00c1lvaro Cunhal, os intelectuais, a cultura e o Partido*"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cA ades\u00e3o de intelectuais, de estudantes, de pessoas de origem social n\u00e3o prolet\u00e1ria \u00e0s ideias do socialismo e do comunismo tem antes de tudo de significar o reconhecimento do papel da classe oper\u00e1ria e das massas trabalhadoras na revolu\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o primeiro ind\u00edcio seguro da perda de preconceitos e ideias de superioridade de classe e da sua identifica\u00e7\u00e3o com a causa dos trabalhadores\u201d<\/p>\n<p>Em 1938 \u00c1lvaro Cunhal escreve duas cartas a Abel Salazar. A primeira, escreve-a sob a impress\u00e3o que lhe suscitara a visita a uma exposi\u00e7\u00e3o da sua pintura, e ao contraste que identifica entre a forma como nela s\u00e3o representadas mulheres trabalhadoras e mulheres burguesas. A segunda, argumentando sobretudo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o de Abel Salazar (na resposta \u00e0 primeira carta) de que \u201cn\u00e3o tem classe\u201d.<\/p>\n<p>Abel Salazar tem ent\u00e3o 49 anos. M\u00e9dico, cientista e intelectual consagrado, \u00e9 tamb\u00e9m um pintor de grande talento. \u00c1lvaro Cunhal \u00e9 um jovem revolucion\u00e1rio de 25 anos, que conheceu j\u00e1 a experi\u00eancia da vida clandestina, da pris\u00e3o e da tortura. Que viveu pessoalmente o in\u00edcio da Guerra Civil em Espanha. Que assumia j\u00e1 elevadas responsabilidades de direc\u00e7\u00e3o na FJCP e no Partido, ent\u00e3o atravessando uma grave crise.<\/p>\n<p>\u00c9 uma troca de correspond\u00eancia cordial. Abel Salazar responde ao tratamento de \u201csr. Dr.\u201d que \u00c1lvaro Cunhal utiliza na primeira carta sugerindo o de \u201ccamarada\u201d e, correspondendo ao pedido deste de que lhe ofere\u00e7a uma obra (\u00c1lvaro Cunhal lamenta \u201cn\u00e3o poder comprar\u201d uma) prop\u00f5e-lhe que escolha a que quiser.<\/p>\n<p>Que pretende \u00c1lvaro Cunhal com essas cartas? Pretende afirmar a necessidade de um compromisso de classe: \u201cquem n\u00e3o tenha classe n\u00e3o pode compreender a luta de classes\u201d(1), nem est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de definir \u201ccom exactid\u00e3o\u201d (seja atrav\u00e9s da pintura ou por qualquer outro meio) \u201cos s\u00edmbolos das classes antag\u00f3nicas\u201d. Abel Salazar \u201cama uma classe\u201d (a classe trabalhadora), falta-lhe integrar-se nela.<\/p>\n<p>Atrair os intelectuais \u00e0 luta democr\u00e1tica e revolucion\u00e1ria<\/p>\n<p>Nessa curta troca de correspond\u00eancia est\u00e1 em germe uma linha de pensamento e de ac\u00e7\u00e3o no que diz respeito aos intelectuais que \u00c1lvaro Cunhal manter\u00e1 ao longo de toda a vida. Por um lado, no esfor\u00e7o para atrair intelectuais \u00e0 luta democr\u00e1tica e antifascista, no combate \u00e0 posi\u00e7\u00e3o dos que se colocam \u201cacima\u201d ou \u00e0 margem, imparcialmente, perante \u201ca dor dos homens\u201d. Ou que \u2013 e em rela\u00e7\u00e3o a esses a cr\u00edtica \u00e9 dur\u00edssima \u2013 contrap\u00f5em \u00e0 trag\u00e9dia do ascenso do fascismo e do nazismo, \u00e0 trag\u00e9dia da explora\u00e7\u00e3o, da repress\u00e3o, da pobreza e da guerra as suas \u201ccogita\u00e7\u00f5es e problemas \u00edntimos\u201d. Por outro lado, a progressiva incorpora\u00e7\u00e3o na avalia\u00e7\u00e3o do Partido e na sua orienta\u00e7\u00e3o geral das quest\u00f5es da cultura art\u00edstica e cient\u00edfica, da liberdade de cria\u00e7\u00e3o e de investiga\u00e7\u00e3o, da liberdade de ensinar e de aprender, do combate contra o obscurantismo como componente destacada do combate antifascista e, ap\u00f3s o VI Congresso, como importante elemento integrante da Revolu\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica e Nacional.<\/p>\n<p>No final da d\u00e9cada de 30, \u00c1lvaro Cunhal atribui aos escritores uma responsabilidade particular entre os intelectuais, antecipando o que em documentos mais recentes do Partido \u00e9 formulado como \u201cum papel particular na formula\u00e7\u00e3o e na intermedia\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o\u201d: \u201cos escritores s\u00e3o, de todos os artistas, os que t\u00eam uma mais activa interven\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o dos pareceres alheios. Os escritores influenciam assim o caminho do mundo\u201d(2). E, nesses termos, critica vigorosamente os que \u201cfazem a prega\u00e7\u00e3o de uma arte alheia \u00e0 vida\u201d, e sublinha que os que assumem tal atitude a realizam mais na sua vida do que na sua arte porque, admita-o ou n\u00e3o o autor, \u201ctoda a arte exprime uma posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social\u201d. Sa\u00fada os que tomam como objecto da criatividade n\u00e3o o seu eu, mas antes \u201ca vida, os problemas, o sentir, as aspira\u00e7\u00f5es das classes trabalhadoras e do povo em geral\u201d (3). Desenvolve ao longo da vida, de forma particularmente densa (e com uma profunda e invulgar compreens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9ctica entre o compromisso do artista, os meios est\u00e9ticos e art\u00edsticos a que recorre, o quadro hist\u00f3rico em que se insere (4)) esta linha de pensamento, essa viva aten\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos intelectuais e artistas, esse l\u00facido entendimento de quanto \u00e9 estrategicamente fundamental para o proletariado a constru\u00e7\u00e3o de uma alian\u00e7a com essa complexa camada social.<\/p>\n<p>A integra\u00e7\u00e3o de intelectuais no Partido, reflexo e condi\u00e7\u00e3o da alian\u00e7a dos intelectuais com o proletariado<\/p>\n<p>\u00c9 interessante acompanhar atrav\u00e9s dos textos especificamente pol\u00edticos de \u00c1lvaro Cunhal a evolu\u00e7\u00e3o desse processo, nomeadamente segundo um aspecto central &#8211; que constitui ao mesmo tempo reflexo e condi\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o de tal alian\u00e7a -: o da integra\u00e7\u00e3o de intelectuais no Partido. E \u00e9 tanto mais interessante quanto a traject\u00f3ria pessoal de \u00c1lvaro Cunhal (que \u00e9, em si mesma, o mais not\u00e1vel exemplo dessa integra\u00e7\u00e3o) apenas numa circunst\u00e2ncia \u2013 a da sua defesa perante o tribunal fascista em 2 de Maio de 1950 \u2013 \u00e9 marginalmente invocada. Na carta para a organiza\u00e7\u00e3o comunista prisional do Tarrafal (Novembro de 1944) diz, dos quadros de direc\u00e7\u00e3o sa\u00eddos da reorganiza\u00e7\u00e3o: \u201ca maioria esmagadora s\u00e3o quadros oper\u00e1rios [\u2026]. H\u00e1 tamb\u00e9m camaradas vindos do campo intelectual (a alguns t\u00eam sido sobretudo atribu\u00eddas, at\u00e9 agora com pleno sucesso, tarefas de car\u00e1cter t\u00e9cnico)\u201d(5). \u201cFilho adoptivo do proletariado\u201d, n\u00e3o \u00e9 como intelectual que se situa no Partido, mas como revolucion\u00e1rio profissional, como quadro leninista que, fazendo seus \u201ca vida, os problemas, o sentir, as aspira\u00e7\u00f5es das classes trabalhadoras e do povo em geral\u201d, organiza e dirige a ac\u00e7\u00e3o e a luta em sua defesa(6). E, de algum modo, quaisquer que sejam as tarefas que assumam, \u00e9 segundo esses termos que a integra\u00e7\u00e3o de intelectuais no Partido se formula. \u201cA ades\u00e3o de intelectuais, de estudantes, de pessoas de origem social n\u00e3o prolet\u00e1ria \u00e0s ideias do socialismo e do comunismo tem antes de tudo de significar o reconhecimento do papel da classe oper\u00e1ria e das massas trabalhadoras na revolu\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o primeiro ind\u00edcio seguro da perda de preconceitos e ideias de superioridade de classe e da sua identifica\u00e7\u00e3o com a causa dos trabalhadores\u201d(7).<\/p>\n<p>A partir dos anos 40, mas acentuando-se em finais da d\u00e9cada de 50 e ao longo da de 60, ampliam-se as refer\u00eancias \u00e0 ac\u00e7\u00e3o progressista dos intelectuais, \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o que o regime fascista exerce sobre \u201calguns dos melhores valores da ci\u00eancia e da arte\u201d. O combate contra atitudes de alheamento e isolamento de intelectuais d\u00e1 lugar a uma afirma\u00e7\u00e3o positiva da crescente integra\u00e7\u00e3o de intelectuais na oposi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, no combate antifascista, na defesa da paz, na resist\u00eancia clandestina. \u201cTudo quanto h\u00e1 de melhor na ci\u00eancia, na literatura, na arte, nas profiss\u00f5es liberais, est\u00e1 pela democracia, a paz, o progresso social\u201d(8). \u201cOs intelectuais [\u2026] participando activamente nas batalhas pol\u00edticas, lutando pela melhoria da sua situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica [\u2026] alinham com o povo e constituem uma for\u00e7a revolucion\u00e1ria de primeiro plano\u201d(9), afirma\u00e7\u00e3o que merece o sublinhado de o PCP incluir j\u00e1 ent\u00e3o a dimens\u00e3o econ\u00f3mica na luta dos intelectuais, identificando precoce e justamente a tend\u00eancia para a perda da condi\u00e7\u00e3o de elite de importantes sectores desta camada.<\/p>\n<p>\u00c1lvaro Cunhal aponta com precis\u00e3o um aspecto essencial da ac\u00e7\u00e3o dos intelectuais que permanece inteiramente v\u00e1lido: \u201cas realiza\u00e7\u00f5es culturais, o trabalho liter\u00e1rio, art\u00edstico e cient\u00edfico s\u00e3o formas fundamentais da [sua] luta\u201d(10). Se se verifica entre os intelectuais \u201cum movimento t\u00e3o amplo que, por muito surpreendente que pare\u00e7a sob uma ditadura fascista, as ideias da democracia e do progresso dominam o panorama intelectual portugu\u00eas\u201d(11), tal situa\u00e7\u00e3o resulta, em boa parte, da contraposi\u00e7\u00e3o da actividade dos intelectuais nas suas esferas pr\u00f3prias \u00e0 mediocridade e ao obscurantismo fascista. Ent\u00e3o contra o fascismo, hoje contra a pol\u00edtica de direita, a ac\u00e7\u00e3o de cada intelectual na sua esfera pr\u00f3pria de especialidade, a reivindica\u00e7\u00e3o dos intelectuais do direito ao livre exerc\u00edcio das suas compet\u00eancias, capacidade e criatividade pr\u00f3prias constituem eixos fundamentais de combate. A luta no plano da cultura, entendida na sua concep\u00e7\u00e3o mais ampla, foi, \u00e9, e continuar\u00e1 a ser uma frente de combate de primeiro plano. E se nela cabe uma especial responsabilidade aos artistas, aos cientistas, aos intelectuais em geral, \u00e9 o Partido, no seu conjunto, quem deve assumir a sua organiza\u00e7\u00e3o, dinamiza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento.<\/p>\n<p>O processo da Revolu\u00e7\u00e3o de Abril constituiu, no seu \u00edmpeto criador e depois no longo per\u00edodo de defesa, resist\u00eancia e refluxo, a clara confirma\u00e7\u00e3o da forte interdepend\u00eancia dos 8 pontos ou objectivos para a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e nacional que o Programa aprovado no VI Congresso formulara, entre os quais se inclu\u00eda a democratiza\u00e7\u00e3o de instru\u00e7\u00e3o e da cultura (5\u00ba ponto). Interdepend\u00eancia a que o actual Programa d\u00e1 seguimento, afirmando o car\u00e1cter indissoci\u00e1vel das quatro componentes da democracia: pol\u00edtica, econ\u00f3mica, social e cultural. Na interven\u00e7\u00e3o proferida na I Assembleia de Artes e Letras da ORL, em 1978, \u00c1lvaro Cunhal formula a luta em defesa da cultura segundo uma ampla perspectiva pol\u00edtica. J\u00e1 num quadro de forte ofensiva de recupera\u00e7\u00e3o capitalista, agr\u00e1ria e imperialista conduzida pelo governo PS\/CDS, sublinha: \u201cQuem restringe os bens materiais ao povo, restringe-lhe tamb\u00e9m os bens espirituais\u201d(12) e, assim, \u201ca frente de uma luta cultural integra-se na frente cont\u00ednua de luta pela consolida\u00e7\u00e3o da democracia consagrada na Constitui\u00e7\u00e3o\u201d, \u00e9 insepar\u00e1vel da luta pela consolida\u00e7\u00e3o das liberdades e das outras conquistas da Revolu\u00e7\u00e3o, da luta em defesa de uma verdadeira independ\u00eancia nacional, da luta pela paz e pelo socialismo.<\/p>\n<p>O Portugal de hoje, o Portugal das troikas (nacional e estrangeira), possui um panorama cultural em aspectos importantes diferente do de 1978. Mas em nenhum tra\u00e7o essencial perdeu validade a afirma\u00e7\u00e3o de \u00c1lvaro Cunhal ent\u00e3o feita: \u201cOs comunistas defendem a cultura e a arte com a mesma firmeza, a mesma convic\u00e7\u00e3o, a mesma paix\u00e3o com que defendem as liberdades [\u2026] e as outras grandes realiza\u00e7\u00f5es e conquistas da Revolu\u00e7\u00e3o portuguesa.<\/p>\n<p>Assim d\u00e3o a sua contribui\u00e7\u00e3o [\u2026] para a constru\u00e7\u00e3o da sociedade democr\u00e1tica e para que, conforme com a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, a democracia portuguesa siga o rumo ao socialismo(13).<\/p>\n<p>*Este artigo foi publicado no \u201cAvante!\u201d n\u00ba 2071, 8.08.2013<\/p>\n<p>1 ACOE, Ed. Avante!, 2007, TI, p. 36<\/p>\n<p>2 Id, ibid, p. 58<\/p>\n<p>3 AC, \u201cA arte, o artista e a sociedade\u201d. Ed. Avante!, 1996, p. 95<\/p>\n<p>4 E n\u00e3o apenas no que diz respeito \u00e0 cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica: vejam-se por exemplo os coment\u00e1rios acerca de Darwin e das \u201cformas de selec\u00e7\u00e3o na sociedade dividida em classes\u201d (Carta ao Director da Cadeia penitenci\u00e1ria de Lisboa de 6.10.1951, ACOE, Ed. Avante!, 2008, TII, p. 139)<\/p>\n<p>5 ACOE, Ed. Avante!, 2007, TI, p. 336<\/p>\n<p>6 Em retrospectiva, entretanto, AC destaca justamente no Pref\u00e1cio aos documentos do IV Congresso, \u201co valor da luta revolucion\u00e1ria e o valor cient\u00edfico e art\u00edstico dos intelectuais comunistas nos anos da reorganiza\u00e7\u00e3o\u201d. ACOE, Ed. Avante!, 2007, TI, p. 400<\/p>\n<p>7 \u201cRadicalismo pequeno-burgu\u00eas\u201d, ACOE, Ed. Avante!, 2013, TIV, p. 552<\/p>\n<p>8 \u201cRumo \u00e0 vit\u00f3ria\u201d, ACOE, Ed. Avante!, 2010, TIII, p. 171<\/p>\n<p>9 \u201cRelat\u00f3rio da Actividade do CC ao VI Congresso\u201d, ACOE, Ed. Avante!, 2010, TIII, p. 286<\/p>\n<p>10 Id, ibid, p. 385<\/p>\n<p>11 Id, ibid, p. 418<\/p>\n<p>12 \u201cCom a arte para transformar a vida\u201d, Ed. Avante!, 1978, p. 206<\/p>\n<p>13 Id, ibid, p. 214<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=2984\" target=\"_blank\">http:\/\/www.odiario.info\/?p=2984<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Filipe Diniz\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5280\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-5280","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1na","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5280","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5280"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5280\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}