{"id":5451,"date":"2013-09-19T22:41:26","date_gmt":"2013-09-19T22:41:26","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5451"},"modified":"2013-09-19T22:41:26","modified_gmt":"2013-09-19T22:41:26","slug":"premio-internacional-de-direitos-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5451","title":{"rendered":"PR\u00caMIO INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS"},"content":{"rendered":"\n<p>A Comiss\u00e3o de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa (ABI), o Sindicatos de Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Munic\u00edpio do Rio de Janeiro, e o Instituto Mais Democracia promovem no pr\u00f3ximo dia 20, sexta-feira, a partir das 18 horas (Rua Ara\u00fajo Porto Alegre, 71 \u2013 7\u00ba andar) solenidade de entrega da MEDALHA DE DIREITOS HUMANOS, por servi\u00e7os prestados a humanidade, ao direito de cidadania e ao direito humano da informa\u00e7\u00e3o as seguintes personalidades:<\/p>\n<p><strong>Julian Assange<\/strong><\/p>\n<p><strong>Edward Snowden<\/strong><\/p>\n<p><strong>Glenn Greenwald<\/strong><\/p>\n<p><strong>Bradley Manning<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aaron Swartz<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mordechai Vanunu<\/strong><\/p>\n<p><strong>James E. &#8220;Hoss&#8221; Cartwright<\/strong><\/p>\n<p>Homenageados:<\/p>\n<p><strong>&#8211; Edward Joseph Snowden<\/strong><\/p>\n<p>Ex-analista de intelig\u00eancia dos Estados Unidos tornou p\u00fablicos detalhes de v\u00e1rias programas altamente confidenciais de vigil\u00e2ncia eletr\u00f4nica dos governos de Estados Unidos e do Reino Unido. Ele participava como colaborador terceirizado da Ag\u00eancia de Seguran\u00e7a Nacional (NSA) e foi tamb\u00e9m agente da Ag\u00eancia Central de Intelig\u00eancia dos Estados Unidos (CIA).<\/p>\n<p>Ao prestar as relevantes informa\u00e7\u00f5es de utilidade para o mundo, Snowden revelou como a intelig\u00eancia norte-americana espiona pa\u00edses e personalidades. Com isso os brasileiros ficaram sabendo que o pa\u00eds \u00e9 o maior vigiado pela NSA depois dos Estados Unidos. At\u00e9 a Presidenta Dilma Roussseff e seus auxiliares mais pr\u00f3ximos foram monitorados pelos espi\u00f5es norte-americanos, uma afronta a soberania nacional que merece o rep\u00fadio de todos os brasileiros.<\/p>\n<p>Snowden prestou servi\u00e7o relevante ao tornar p\u00fablico detalhesda vigil\u00e2ncia de comunica\u00e7\u00f5es e tr\u00e1fego de informa\u00e7\u00f5es executada pelo programa de vigil\u00e2ncia PRISM dos Estados Unidos, tendo sido por isso considerado pelo governo dos Estados Unidos como ladr\u00e3o de propriedade do governo, comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o autorizada de informa\u00e7\u00f5es de defesa nacional e comunica\u00e7\u00e3o intencional de informa\u00e7\u00f5es classificadas como de intelig\u00eancia para pessoa n\u00e3o autorizada.<\/p>\n<p>Mas para a comunidade internacional \u00e9 considerado um her\u00f3i da humanidade. Sua a\u00e7\u00e3o humanista \u00e9 tamb\u00e9m um servi\u00e7o de direito humano, porque indiscutivelmente a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito humano, bem como um direito de cidadania, totalmente ignorado por sucessivos governos estadunidenses.<\/p>\n<p>Edward Joseph Snowden \u00e9 um cidad\u00e3o estadunidense nascido em 20 de junho de 1983 em Elizabeth City, na Carolina do Norte. Estudou computa\u00e7\u00e3o na Anne Arundel Community College e posteriormente diplomou-se em uma faculdade comunit\u00e1ria, a\u00a0<em>General Educational\u00a0Development.\u00a0Mestrado <\/em>on-line da Universidade de Liverpool em 2011, Snowden trabalhou em uma base militar dos EUA no Jap\u00e3o. Poliglota, fala japon\u00eas e mandarin e decidiu professar a religi\u00e3o budista. Em 7 de maio de 2004 alistou-se no Ex\u00e9rcito de seu pa\u00eds. Em seguida<\/p>\n<p>Seu emprego seguinte foi como guarda de seguran\u00e7a da Ag\u00eancia de Seguran\u00e7a Nacional no Centro de Estudos Avan\u00e7ados de L\u00edngua na\u00a0 Universidade de Maryland e na CIA onde passou a exercer a fun\u00e7\u00e3o de agente de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Considerado como g\u00eanio da computa\u00e7\u00e3o, a partir de 2006 passou a escrever em um site de not\u00edcias de tecnologia e informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Decidido a prestar um servi\u00e7o de utilidade p\u00fablica para a humanidade, Edward Snowden primeiro fugiu em 20 de maio de 2013 para Hong Kong. N\u00e3o conseguiu asilo pol\u00edtico e seguiu para a R\u00fassia, permanecendo um m\u00eas numa \u00e1rea de tr\u00e2nsito do aeroporto de Moscou at\u00e9 finalmente ter sido concedido o asilo pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Snowden foi indicado pelo professor de sociologia Stefan Svallfors, de nacionalidade sueca, para o Pr\u00eamio Nobel da Paz. Na justificativa, Svallfors assinalou que os feitos de Snowden s\u00e3o &#8220;her\u00f3icos e significaram grandes sacrif\u00edcios pessoais&#8221;. E acrescentou que a atitude deste her\u00f3i da humanidade estimula que pessoas envolvidas em atos contr\u00e1rios aos direitos humanos possam denunci\u00e1-los.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Glenn Greenwald<\/strong><\/p>\n<p>Advogado constitucionalista, colunista influente nos Estados Unidos, blogueiro, comentarista pol\u00edtico e escritor. Divulgou as informa\u00e7\u00f5es de utilidade p\u00fablica elaboradas por Snowden no jornal brit\u00e2nico The Guardian, revela\u00e7\u00f5es estas tamb\u00e9m editadas no jornal O Globo.\u00a0Glenn Greenwald \u00e9 colunista do site Salon.com.<\/p>\n<p>Suas an\u00e1lises sobre a vigil\u00e2ncia governamental e a separa\u00e7\u00e3o de poderes foram mencionadas nos jornais norte-americanos The New York Times e The Washington Post.<\/p>\n<p>Grenwlad \u00e9 autor de dois best-sellers,\u00a0<em>How Would a Patriot Act, em 2006, e A Tragic\u00a0Legacy<\/em>, em 2007, bem como\u00a0<em>Great American Hypocrites, <\/em>em 2008.<\/p>\n<p>Ele\u00a0vive atualmente no Rio de Janeiro com o companheiro brasileiro David Miranda, que foi arbitrariamente detido no aeroporto de Londres e respondeu a um interrogat\u00f3rio tendo seus pertences apreendidos e n\u00e3o devolvidos. Uma arbitrariedade, portanto, que merece o rep\u00fadio de todos.<\/p>\n<p>Gleen Greenwlad \u00e9 tamb\u00e9m um her\u00f3i da humanidade e que tem de ser homenageado por n\u00f3s, jornalistas e sindicalistas, com este pr\u00eamio de Direitos Humanos. E, vale sempre repetir, da mesma forma que Edward Joseph Snowden, Gleen Greenwald prestou tamb\u00e9m um servi\u00e7o de utilidade p\u00fablica, n\u00e3o s\u00f3 honrando o exerc\u00edcio do jornalismo, como refor\u00e7ando o\u00a0direito humano da informa\u00e7\u00e3o e de cidadania.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Julian Paul Assange<\/strong><\/p>\n<p>Nascido em3 de julho de 1971 na cidade australiana de Townsville, Assange \u00e9 respons\u00e1vel pelo site Wikileaks, integrado por nove membros do conselho consultivo. Gra\u00e7as a este espa\u00e7o midi\u00e1tico na internet, o mundo foi informado sobre uma s\u00e9rie de den\u00fancias e vazamento de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Estudante de matem\u00e1tica e f\u00edsica, Assange foi tamb\u00e9m programador e hacker, antes de se tornar editor chefe do WikiLeaks, fundado em 2006.<\/p>\n<p>Esteve envolvido em publica\u00e7\u00f5es de documentos sobre execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais no Qu\u00eania, tendo por isso recebido o pr\u00eamio da Anistia Internacional Media Award no ano de 2009.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de informar ao mundo sobre documentos relacionados com res\u00edduos t\u00f3xicos na \u00c1frica, revelou o tratamento desumano que as autoridades estadunidenses d\u00e3o aos prisioneiros de Guant\u00e1namo. Em 2010, o WikiLeaks publicou detalhes pormenorizados sobre o envolvimento dos Estados Unidos nas guerras do Afeganist\u00e3o e Iraque. O mundo ficou chocado com as imagens de bombardeios atrav\u00e9s de helic\u00f3pteros de civis.<\/p>\n<p>A partir de 28 de novembro de 2010, o Wikileaks, jornais europeus e norte-americanos come\u00e7aram a publicar os telegramasimagem secretos da diplomacia dos Estados Unidos. Os brasileiros, por exemplo, foram informados sobre atividades secretas dos Estados Unidos no pa\u00eds e at\u00e9 mesmo a colabora\u00e7\u00e3o de maus brasileiros.<\/p>\n<p>O importante trabalho de Assange no site WikLeaks foi reconhecido em v\u00e1rias partes do mundo tendo sido considerado pelo jornal Le Monde em 2008 como \u201chomem do ano\u201d. E em 2011 foi inclu\u00eddo na lista da revista Time como um dos 100 mais influentes do planeta.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as ao seu trabalho o mundo foi informado sobre crimes de guerra cometidos no Afeganist\u00e3o e Iraque pelo Ex\u00e9rcito dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Em resposta aos relevantes servi\u00e7os prestados \u00e0 humanidade, Julian Assange foi acusado na Su\u00e9cia de ter cometido abuso sexual e estupro. Perseguido e amea\u00e7ado de ser deportado para a Su\u00e9cia e em seguida para os Estados Unidos, onde possivelmente pegaria altas penas, Assange finalmente decidiu pedir asilo na embaixada do Equador em Londres, onde permanece a mais de um ano, tendo o governo brit\u00e2nico o mantido sob vigil\u00e2ncia permanente e com amea\u00e7as de pris\u00e3o caso tente embarcar para Quito.<\/p>\n<p>Assange \u00e9 um her\u00f3i da humanidade, que est\u00e1 tendo os seus direitos desrespeitados pelo governo brit\u00e2nico.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Bradley Edward Manning, atualmente Chelsea Elizabeth Manning<\/strong><\/p>\n<p>Nasceu em Crescent, Estado norte-ameircano da Calif\u00f3rnia, a 17 de dezembro de 1987.<\/p>\n<p>Soldado do Ex\u00e9rcito estadunidense, Manning foi\u00a0preso, em maio de 2010, e processado por acesso e divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sigilosas. Foi condenado a 35 anos de pris\u00e3o pela Justi\u00e7a norte-americana sob a acusa\u00e7\u00e3o de ter vazado 700 mil documentos secretos para o site WikiLeaks.<\/p>\n<p>O soldado servia no contingente militar norte-americano no Iraque. Exerce a fun\u00e7\u00e3o de analista de intelig\u00eancia do Ex\u00e9rcito no Iraque e no Afeganist\u00e3o. Ele foi preso por Agentes do Comando de Investiga\u00e7\u00e3o Criminal do Ex\u00e9rcito com base em informa\u00e7\u00f5es recebidas de autoridades federais, prestadas pelo informante dedo duro Adrian Lamo. Numa conversa com Lamo, Manning revelou que havia sido respons\u00e1vel pelo vazamento de um v\u00eddeo do ataque de um helic\u00f3ptero a civis iraquianos, em 12 de julho de 2007, imagem divulgada no site WikiLeaks.<\/p>\n<p>Manning foi ainda acusado de vazar mais de 150 mil documentos para o site dirigido por Julian Paul Assange, mas a acusa\u00e7\u00e3o nunca foi provada.<\/p>\n<p>Os militares norte-americanos mantiveram Manning preso na base de Qu\u00e2ntico, no Estado da Virg\u00ednia, em condi\u00e7\u00f5es ilegais e desumanas. Ele foi impedido de falar com um juiz e tamb\u00e9m de impetrar habeas corpus.<\/p>\n<p>Logo depois de ter sido divulgada a senten\u00e7a, Bradley Manning pediu que fosse considerado mulher e submetido a tratamento hormonal. N\u00e3o quer mais ser chamado de Bradley Manning, mas sim Chelsea Elizabeth Manning.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Aaron Hillel Swartz<\/strong><\/p>\n<p>Nascido em Chicago a 8 de novembro de 1986,\u00a0foi um programador estadunidense, escritor, organizador pol\u00edtico e ativista da internet.<\/p>\n<p>Seu curr\u00edculo \u00e9 grandioso, destacando-se, entre outras coisas, como um dos\u00a0fundadores da organiza\u00e7\u00e3o ativista online Demand Progress e tamb\u00e9m membro do Centro Experimental de \u00c9tica da Universidade de Harvard.<\/p>\n<p>Ajudou a criar o Creative Commons, que possibilitou acesso a milh\u00f5es de arquivos p\u00fablicos do judici\u00e1rio norte-americano, al\u00e9m de textos acad\u00eamicos de bancos de dados.<\/p>\n<p>Em 6 de janeiro de 2011, Swartz foi preso pelas autoridades federais estadunidenses, por compartilhar artigos em dom\u00ednio p\u00fablico distribu\u00eddos pagos pela revista cient\u00edfica JSTOR. Ele foi acusado pelo governo dos Estados Unidos de crime de invas\u00e3o de computadores.<\/p>\n<p>Em 11 de janeiro de 2013, portanto dois anos depois de ser acusado pelo governo de seu pa\u00eds, Aaron Swartz suicidou-se sendo encontrado enforcado &#8211; podendo pegar at\u00e9 35 anos de pris\u00e3o e multa de mais de um milh\u00e3o de d\u00f3lares &#8211; pelo fato de ter usado formas n\u00e3o convencionais de acesso ao reposit\u00f3rio da revista.<\/p>\n<p>Swartz era contr\u00e1rio \u00e0 pr\u00e1tica da JSTOR de compensar financeiramente as editoras, e n\u00e3o os autores, e de cobrar o acesso aos artigos, limitando o acesso para finalidades acad\u00eamicas.<\/p>\n<p>Dois anos depois, na manh\u00e3 de 11 de janeiro de 2013, Aaron Swartz foi encontrado enforcado em seu apartamento no Brooklin. Se estivesse vivo, Swartz provavelmente pegaria a mesma senten\u00e7a que Manning.<\/p>\n<p>Ao se pronunciar sobre a morte de Aaron Swartz, Gleen Greenwald disse que ele \u201cfoi destru\u00eddo por um sistema de \u00b4justi\u00e7a` que d\u00e1 prote\u00e7\u00e3o integral aos criminosos mais ilustres (\u2026) mas que pune sem piedade e com dureza incompar\u00e1vel quem n\u00e3o tem poder e, acima de tudo, aqueles que desafiam o poder\u201d.<\/p>\n<p>Depois da morte de Aaron Swartz, a promotoria federal em Boston retirou as acusa\u00e7\u00f5es contra ele. Mas esse procedimento n\u00e3o alivia o fato de o Estado norte-americano ter sido o respons\u00e1vel pelo fim tr\u00e1gico do jovem.<\/p>\n<p>Aaron Swartz \u00e9 um her\u00f3i da humanidade que n\u00e3o pode ser esquecido. Esta homenagem post mortem \u00e9 mais do que merecida.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Mordechai Vanunu<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m conhecido pelo nome de batismo de John Crossman, nasceu a 13 de outubro de 1954, em Marraquech, no Marrocos.<\/p>\n<p>Depois de emigrar para Israel, tornou-se t\u00e9cnico nuclear. Revelou a informa\u00e7\u00e3o sobre o programa nuclear do Estado de Israel, fato divulgado pela imprensa brit\u00e2nica, em 1986, e que \u00e9 omitido oficialmente pelas autoridades daquele pa\u00eds.<\/p>\n<p>Vanunu foi ent\u00e3o seq\u00fcestrado em Londres pelo Mossad, o servi\u00e7o secreto israelense, sendo julgado e condenado por trai\u00e7\u00e3o. Ficou ent\u00e3o preso durante 18 anos, sendo mais de 11 em cela solit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Mesmo libertado em 2004, Vanunu continua\u00a0sujeito a uma s\u00e9rie de restri\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o e movimento. Desde que deixou a pris\u00e3o voltou a ser preso por diversas vezes, acusado de n\u00e3o respeitar tais restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 2005 foi citado por 21 acusa\u00e7\u00f5es de &#8220;contraven\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem legal&#8221;, sujeito a pena m\u00e1xima de 2 anos de pris\u00e3o por acusa\u00e7\u00e3o, e desde ent\u00e3o espera pelo julgamento em liberdade.<\/p>\n<p>Vanunu \u00e9 considerado por defensores dos direitos humanos como um prisioneiro de opini\u00e3o. A Anistia Internacional condena as atuais restri\u00e7\u00f5es impostas pelo Estado de Israel a Vanunu.<\/p>\n<p>Mordechai Vanunu na verdade \u00e9 v\u00edtima do arb\u00edtrio por ter prestado um servi\u00e7o de utilidade p\u00fablica ao mundo informando a exist\u00eancia de armas nucleares por Israel.<\/p>\n<p><strong>&#8211; James &#8220;Hoss&#8221; Cartwright<\/strong><\/p>\n<p>General da Reserva do corpo de Fuzileiros Navios da Marinha norte-americana nasceu\u00a0em 22 de setembro de 1949. Exerceu v\u00e1rios altos cargos em sua corpora\u00e7\u00e3o, inclusive como comandante interino do Comando Estrat\u00e9gico dos Estados Unidos, tendo depois de 40 anos de servi\u00e7o se aponsentado em 3 de agosto de 2011.<\/p>\n<p>Chegou a ser conselheiro militar do Presidente Barack Obama.<\/p>\n<p>Mas, em junho de 2013 o militar passou a responder processo no Departamento de Justi\u00e7a dos EUA. Ele \u00e9 acusado de ter tornado p\u00fablica a informa\u00e3o segundo a qual foi feita uma opera\u00e7\u00e3o cibern\u00e9tica para atrav\u00e9s do Stuxnet v\u00edrus, desativar centr\u00edfugas nucleares do Ir\u00e3, como parte da chamada Opera\u00e7\u00e3o Jogos Ol\u00edmpicos.<\/p>\n<p>O processo a que ele responde est\u00e1 sob segredo de justi\u00e7a e tanto a Casa Branca como a imprensa de um modo geral procuram evitar qualquer declara\u00e7\u00e3o ou coment\u00e1rio a respeito.<\/p>\n<p>A invas\u00e3o cibern\u00e9tica nas usinas nucleares do Ir\u00e3 \u00e9 fato praticamente mantido em segredo pelos governo e Justi\u00e7a norte-americana. A revela\u00e7\u00e3o do fato demonstra que os Estados Unidos e seus aliados n\u00e3o s\u00f3 espionam pa\u00edses e personalidades que o governo quer, como tamb\u00e9m executa servi\u00e7os como o realizado no Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as ao\u00a0General James E. &#8220;Hoss&#8221; Cartwright, a a\u00e7\u00e3o clandestina tornou-se p\u00fablica. Ao fazer isso, o militar permitiu que fosse informada a manobra norte-americana e alertado o mundo como os Estados Unidos cercam um pa\u00eds simplesmente pelo fato de tentar desenvolver a energia nuclear para fins pac\u00edficos, como alega o governo iraniano.<\/p>\n<p>Com essa atitude, o militar norte-americano demonstrou que acima de qualquer coisa, o que precisa ser preservado \u00e9 a paz mundial.<\/p>\n<p>A sua maneira, portanto, prestou tamb\u00e9m um servi\u00e7o de utilidade p\u00fablica para o mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5451\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[71],"tags":[],"class_list":["post-5451","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c84-solidariedade"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1pV","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5451","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5451"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5451\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5451"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5451"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5451"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}