{"id":5467,"date":"2013-09-21T22:25:29","date_gmt":"2013-09-22T01:25:29","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5467"},"modified":"2017-11-09T13:24:06","modified_gmt":"2017-11-09T16:24:06","slug":"pcb-presente-em-atividade-do-prcf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5467","title":{"rendered":"PCB presente em atividade do PRCF!"},"content":{"rendered":"\n<p>No dia 14 de setembro de 2013, o camarada Victor Neves esteve representando o PCB no Encontro Internacionalista organizado pelo Polo de Renascimento Comunista na Fran\u00e7a (P\u00f4le de Renaissance Communiste en France \u2013 PRCF). Al\u00e9m da organiza\u00e7\u00e3o anfitri\u00e3 e do PCB, estiveram presentes ao Encontro o Partido Comunista de Cuba, o Partido Argelino da Democracia e do Socialismo e o Partido Comunista da Dinamarca.<\/p>\n<p>A atividade ocorreu por ocasi\u00e3o da festa do jornal l\u2019Humanit\u00e9, que tem lugar anualmente durante tr\u00eas dias na Fran\u00e7a e re\u00fane o conjunto da esquerda francesa para debates, feiras e atividades culturais. Este foi um importante espa\u00e7o para o estreitamento dos la\u00e7os com o PRCF, organiza\u00e7\u00e3o que cumpre papel imprescind\u00edvel na Fran\u00e7a teimando em manter erguidas as bandeiras da luta comunista, da independ\u00eancia da classe trabalhadora e do internacionalismo prolet\u00e1rio.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, nosso representante na atividade fez a seguinte interven\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cCamaradas,<\/p>\n<p>Em primeiro lugar gostaria, em nome do Partido Comunista Brasileiro,\u00a0\u00a0de agradecer o convite.<\/p>\n<p>N\u00f3s, militantes do PCB, nos irmanamos com todos os Partidos Comunistas que, ao redor do mundo, mant\u00eam erguida a bandeira da emancipa\u00e7\u00e3o humana. Esta fraternidade entre os comunistas, que seria uma obviedade em outros tempos, nos nossos se tornou uma esp\u00e9cie de \u201cproclama\u00e7\u00e3o do imposs\u00edvel\u201d, que teimamos e sempre teimaremos em fazer. Afinal, o poss\u00edvel j\u00e1 foi cantado e decantado em verso e prosa, e o poema resultante n\u00e3o \u00e9 dos mais belos que j\u00e1 se viu&#8230; Vivemos em um estado de coisas em que a barb\u00e1rie se aprofunda visivelmente. Um estado em que o imenso progresso material nos centros do capitalismo gera a mais descarada mis\u00e9ria nas periferias. Um estado, por fim, em que estas periferias tamb\u00e9m se reproduzem no interior dos pr\u00f3prios centros, como testemunhamos hoje na Fran\u00e7a e mesmo no Brasil.<\/p>\n<p>Tal n\u00edvel de desenvolvimento material tem pre\u00e7o elevad\u00edssimo para o conjunto dos trabalhadores. Aqueles que ocupam os melhores postos na divis\u00e3o social e t\u00e9cnica do trabalho devem se apoiar sobre os ombros cansados de quem trabalha em condi\u00e7\u00f5es mais penosas, e todos s\u00e3o for\u00e7ados a sacrificar o desenvolvimento de suas potencialidades e a enorme riqueza espiritual, tornada poss\u00edvel pelo desenvolvimento das for\u00e7as criativas humanas, \u00e0s exig\u00eancias do capital&#8230;<\/p>\n<p>Isto significa que todos os dias todos os trabalhadores do mundo se confrontam com a necessidade de sacrificar seus sonhos por um prato de lentilhas (pouco importa que sejam lentilhas douradas&#8230;); de se amesquinhar; de descer ao desumano; de se portar em rela\u00e7\u00e3o ao outro como em rela\u00e7\u00e3o a um advers\u00e1rio, quando n\u00e3o um inimigo, quando n\u00e3o um \u201cn\u00e3o-humano\u201d que pode \u2013 e deve \u2013 ser descartado; de desconfiar de tudo que n\u00e3o seja \u201cevidente por si\u201d, que n\u00e3o seja cotidianamente med\u00edocre e repetitivo; de repudiar, portanto, o surpreendente e a beleza, apenas porque s\u00e3o coloridos demais para essa vida em tons de cinza e de vermelho \u2013 mas n\u00e3o do nosso vermelho, aquele da transforma\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, mas sim deste vermelho vergonhoso do sangue derramado.<\/p>\n<p>Vemos isso cotidianamente no Rio de Janeiro, cidade dita \u201cmaravilhosa\u201d para poucos, onde mesmo entre trabalhadores reina a divis\u00e3o e o apoio difuso (por vezes passivo, por vezes ativo) aos massacres cotidianamente perpetrados pelo Estado contra os trabalhadores mais pobres e, portanto, \u201cmais perigosos\u201d porque s\u00e3o os que t\u00eam menos a perder.<\/p>\n<p>Vemos isso tamb\u00e9m aqui na Fran\u00e7a, na indiferen\u00e7a de grande parte da popula\u00e7\u00e3o, inclusive da classe trabalhadora, \u00e0s agress\u00f5es imperialistas perpetradas pelo governo franc\u00eas h\u00e1 tantos anos, das quais a \u00faltima amostra \u00e9 esta vergonhosa iniciativa de interven\u00e7\u00e3o militar na S\u00edria. Sa\u00fado aos camaradas do PRCF por sua posi\u00e7\u00e3o firme e franca contra isso \u2013 e fico feliz em informar que tamb\u00e9m o PCB repudia veementemente mais esta manobra das pot\u00eancias imperialistas e de sua \u201cOrganiza\u00e7\u00e3o Terrorista do Atl\u00e2ntico Norte\u201d, a OTAN, que tem custado tantas vidas e feito correr o sangue de tantos trabalhadores s\u00edrios.<\/p>\n<p>N\u00f3s, comunistas do PCB, declaramos nossa amizade fraternal ao PRCF e saudamos este encontro. Fazemos isso em nome de nosso projeto comum: uma sociedade em que o vermelho seja sangue nas veias, pulsante e alimentando a criatividade; em que o amarelo n\u00e3o seja covardia, mas a cor dos instrumentos com que constru\u00edmos nossos sonhos e realizamos nossos desejos; em que a estrela da liberdade, enfim, n\u00e3o seja apenas ret\u00f3rica na cabe\u00e7a de uma est\u00e1tua em uma pra\u00e7a em que os carros ocupam o lugar dos homens, mas o brilho nos olhos de cada um e de cada uma, plenamente humanos numa sociedade plenamente humana \u2013 uma sociedade comunista.<\/p>\n<p>Sauda\u00e7\u00f5es fraternais a todos e a todas,<\/p>\n<p>Victor Neves, em nome do Partido Comunista Brasileiro\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5467\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[36],"tags":[],"class_list":["post-5467","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c41-unidade-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1qb","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5467","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5467"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5467\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5467"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5467"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5467"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}