{"id":5479,"date":"2013-09-25T14:15:30","date_gmt":"2013-09-25T14:15:30","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5479"},"modified":"2013-09-25T14:15:30","modified_gmt":"2013-09-25T14:15:30","slug":"noam-chomsky-os-eua-estao-ha-60-anos-a-torturar-o-irao-desde-o-golpe-de-1953-orquestrado-pela-cia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5479","title":{"rendered":"Noam Chomsky: Os EUA est\u00e3o h\u00e1 60 anos a \u201ctorturar\u201d o Ir\u00e3o, desde o golpe de 1953 orquestrado pela CIA"},"content":{"rendered":"\n<p>Neste exclusivo, dispon\u00edvel apenas na Web, o professor em\u00e9rito do MIT, Noam Chomsky, fala sobre os \u00faltimos 60 anos das rela\u00e7\u00f5es EUA-Ir\u00e3o, desde o golpe de 1953, organizado pela CIA. \u201cO facto crucial acerca do Ir\u00e3o, pelo qual devemos come\u00e7ar, \u00e9 que nos \u00faltimos 60 anos, n\u00e3o passou um \u00fanico dia em que os EUA n\u00e3o tenham torturado iranianos\u201d, diz Chomsky. \u201cCome\u00e7ou com um golpe militar que derrubou o regime parlamentar, em 1953.\u201d<\/p>\n<p>Amy Goodman : O meu nome \u00e9 Amy Goodman, com Nermeen Shaikh . O nosso convidado \u00e9 Noam Chomsky. Noam, poderia referir-se ao Ir\u00e3o no presente e sobre o que o conflito na S\u00edria significa para o Ir\u00e3o e que os EUA poderiam fazer para, globalmente, mudar a din\u00e2mica do M\u00e9dio Oriente?<\/p>\n<p>Noam Chomsky : O facto crucial acerca do Ir\u00e3o, pelo qual devemos come\u00e7ar, \u00e9 que nos \u00faltimos 60 anos, n\u00e3o passou um \u00fanico dia em que os EUA n\u00e3o tenham torturado iranianos. Faz agora 60 anos. Come\u00e7ou com um golpe militar, que derrubou o regime parlamentar, em 1953, e instalou o X\u00e1, um ditador brutal. A Amnistia Internacional descreveu-o como um dos piores e mais extremistas torturadores do mundo, ano ap\u00f3s ano. Quando ele foi derrubado, em 1979, os EUA quase imediatamente se viraram para apoiar Saddam Hussein num ataque contra o Ir\u00e3o, que matou centenas de milhares de iranianos, usando extensivamente armas qu\u00edmicas. Claro que, ao mesmo tempo, Saddam atacou a sua popula\u00e7\u00e3o curda com terr\u00edveis ataques de armas qu\u00edmicas. Os EUA apoiaram isso tudo. A administra\u00e7\u00e3o Reagan ainda conseguiu evitar puni\u00e7\u00f5es para o Iraque. Os EUA ganharam, essencialmente, a guerra contra o Ir\u00e3o por meio do seu apoio ao Iraque. Saddam Hussein era um favorito da Administra\u00e7\u00e3o de Reagan e da primeira Administra\u00e7\u00e3o de Bush, a tal ponto que George H.W. Bush, o primeiro Bush, logo ap\u00f3s a guerra, em 1989, convidou engenheiros nucleares iraquianos para virem aos EUA para terem forma\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada na produ\u00e7\u00e3o de armas nucleares. Era esse o pa\u00eds que havia devastado o Ir\u00e3o, com um terr\u00edvel ataque e guerra. Logo depois disso, o Ir\u00e3o foi submetido a duras san\u00e7\u00f5es. E isso continua, at\u00e9 este momento. Portanto, temos agora um registo de 60 anos a torturar iranianos. N\u00e3o prestamos aten\u00e7\u00e3o a isso, mas pode ter certeza de que eles o fazem, com raz\u00e3o. Essa \u00e9 a primeira quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Porqu\u00ea o ataque contra o Ir\u00e3o? Voltamos ao princ\u00edpio da M\u00e1fia. Em 1979, os iranianos levaram a cabo um acto ileg\u00edtimo: derrubaram um tirano que os Estados Unidos haviam imposto e apoiado e tomaram um rumo independente, desobedecendo \u00e0s ordens dos EUA. Isso entra em conflito com a doutrina da M\u00e1fia, que de facto governa o mundo. A credibilidade deve ser mantida. O padrinho n\u00e3o pode permitir a independ\u00eancia e o sucesso dos que o desafiam, como no caso de Cuba. Portanto, o Ir\u00e3o tem de ser punido por isso.<\/p>\n<p>O pretexto actual \u00e9 que o Ir\u00e3o tem um programa de armas nucleares. Bem, segundo o New York Times, o Ir\u00e3o est\u00e1 desenvolvendo armas nucleares, mas os servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o nos EUA, por outro lado, desconhecem esse facto. Dizem que talvez estejam. Se, de acordo com os sistemas de informa\u00e7\u00e3o dos EUA, com os seus relat\u00f3rios peri\u00f3dicos ao Congresso, o Ir\u00e3o est\u00e1 a desenvolver armas nucleares, seria parte de sua estrat\u00e9gia de dissuas\u00e3o, ou seja, parte da sua estrat\u00e9gia para se defender de um ataque externo. Como os servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o dos EUA apontam, o Ir\u00e3o tem muito pouca capacidade de se impor pela for\u00e7a. A sua despesa militar \u00e9 baixa, mesmo para os padr\u00f5es da regi\u00e3o, mas tem uma estrat\u00e9gia de dissuas\u00e3o e com raz\u00e3o. Est\u00e1 cercado por pot\u00eancias nucleares, que s\u00e3o apoiadas pelos Estados Unidos e recusaram assinar o Tratado de N\u00e3o-Prolifera\u00e7\u00e3o. Israel, a \u00cdndia e o Paquist\u00e3o desenvolveram armas nucleares com a assist\u00eancia dos EUA. A \u00cdndia e Israel continuam a ter um apoio substancial dos EUA para os seus programas de armas nucleares e outros programas, tais como a ocupa\u00e7\u00e3o de parte da S\u00edria, em viola\u00e7\u00e3o das ordens do Conselho de Seguran\u00e7a. E o Ir\u00e3o est\u00e1 constantemente amea\u00e7ado. Os Estados Unidos e Israel, duas grandes pot\u00eancias nucleares (quero dizer, um \u00e9 uma superpot\u00eancia, o outro uma superpot\u00eancia regional), est\u00e3o constantemente a amea\u00e7ar o Ir\u00e3o com um ataque. Novamente, isso \u00e9 uma viola\u00e7\u00e3o da Carta da ONU, que pro\u00edbe a amea\u00e7a ou o uso da for\u00e7a, mas os EUA autoimunizaram-se relativamente ao direito internacional, e os seus clientes herdaram esse direito. Assim, o Ir\u00e3o est\u00e1 sob amea\u00e7a constante. Est\u00e1 cercado por estados hostis com capacidade nuclear. E talvez esteja a desenvolver uma capacidade de dissuas\u00e3o. N\u00e3o sabemos. O New York Times sabe, mas os servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o. Esse \u00e9 o pretexto.<\/p>\n<p>Existe alguma coisa que possamos fazer? Os EUA encaram o Ir\u00e3o como \u201ca mais grave amea\u00e7a \u00e0 paz mundial.\u201d Esse foi o relat\u00f3rio de imprensa ap\u00f3s o debate presidencial, o debate presidencial final sobre pol\u00edtica externa, e descrevendo com bastante precis\u00e3o o consenso, o acordo entre Obama e Romney sobre as amea\u00e7as no M\u00e9dio Oriente: o Ir\u00e3o \u00e9 a maior amea\u00e7a \u00e0 paz mundial, a maior amea\u00e7a na regi\u00e3o, por causa dos seus programas nucleares. Essa \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o dos EUA. Qual \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o do mundo? Bem, isso \u00e9 f\u00e1cil de descobrir. A maioria dos pa\u00edses do mundo pertence ao Movimento de Pa\u00edses N\u00e3o-alinhados, que acabara de ter, de facto, a sua reuni\u00e3o ordin\u00e1ria, em Teer\u00e3o, no Ir\u00e3o. E, mais uma vez, apoiou vigorosamente \u2013 vigorosamente &#8211; o direito do Ir\u00e3o de enriquecer ur\u00e2nio, como signat\u00e1rio do Tratado de N\u00e3o-Prolifera\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio de Israel e da \u00cdndia. Este \u00e9 o Movimento dos N\u00e3o-alinhados.<\/p>\n<p>E quanto ao mundo \u00e1rabe? Bem, no mundo \u00e1rabe, n\u00e3o gostam do Ir\u00e3o, n\u00e3o gostam mesmo nada. As tens\u00f5es v\u00eam de h\u00e1 muitos s\u00e9culos. Mas isso n\u00e3o \u00e9 considerado como uma amea\u00e7a. N\u00e3o gostam do Ir\u00e3o, mas n\u00e3o o consideram uma amea\u00e7a. Uma percentagem muito pequena no mundo \u00e1rabe encara o Ir\u00e3o como uma amea\u00e7a, mas de todo a mais grave amea\u00e7a \u00e0 paz mundial. No mundo \u00e1rabe, eles reconhecem de facto as amea\u00e7as graves: os EUA e Israel. Isso \u00e9 revelado por pesquisa atr\u00e1s de pesquisa, feitas pelos principais \u00f3rg\u00e3os de pesquisa ocidentais. Aqui, a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que os \u00e1rabes apoiam os EUA contra o Ir\u00e3o. Mas a refer\u00eancia n\u00e3o \u00e9 feita relativamente \u00e0s popula\u00e7\u00f5es \u00e1rabes, que s\u00e3o consideradas irrelevantes, mas aos ditadores. Uma das ditaduras mais extremistas, e a mais importante, do ponto de vista dos EUA, \u00e9 a Ar\u00e1bia Saudita. A Ar\u00e1bia Saudita \u00e9 o estado fundamentalista mais extremista no mundo. \u00c9 tamb\u00e9m um estado mission\u00e1rio. Despende enormes esfor\u00e7os, de h\u00e1 muitos anos, para divulgar sua vers\u00e3o extremista Wahhabista-salafista do Isl\u00e3o, tudo com o apoio dos EUA. \u00c9 uma ditadura, n\u00e3o h\u00e1 por l\u00e1 Primavera \u00c1rabe. E os ditadores, ali e noutros emirados \u00e1rabes, provavelmente apoiam a pol\u00edtica dos EUA em rela\u00e7\u00e3o ao Ir\u00e3o. E, para os EUA, e para os m\u00e9dia dos EUA e para os comentadores dos EUA, basta que os ditadores nos apoiem. N\u00e3o importa o que a popula\u00e7\u00e3o pensa. Bem, isso quanto ao mundo \u00e1rabe. E \u00e9 o mesmo no resto do mundo. A obsess\u00e3o com o Ir\u00e3o \u00e9 uma obsess\u00e3o dos EUA, e talvez atraia alguns dos seus aliados.<\/p>\n<p>A \u00faltima pergunta sobre o Ir\u00e3o \u00e9: O que poderemos fazer sobre a alegada amea\u00e7a? Bem, h\u00e1 coisas que podem ser feitas. Assim, por exemplo, em 2010, chegou-se a uma solu\u00e7\u00e3o para o problema das armas nucleares iranianas. Houve um acordo entre Ir\u00e3o, Turquia e Brasil para o que o Ir\u00e3o pudesse expedir todos os seus recursos de ur\u00e2nio para outro pa\u00eds, para a Turquia, para armazenamento. N\u00e3o continuaria a enriquecer ur\u00e2nio. E, em contrapartida, o Ocidente iria fornecer o Ir\u00e3o com os is\u00f3topos de que necessita para os seus reactores de investiga\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Era esse o acordo. Assim que o acordo foi anunciado, foi duramente condenado pelo presidente Obama, pela imprensa, pelo Congresso; houve duras condena\u00e7\u00f5es ao Brasil, em particular, e \u00e0 Turquia, por concordarem com isto. Obama apressou-se a decretar san\u00e7\u00f5es mais duras. O ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores brasileiro estava bastante irritado com isso e lan\u00e7ou para a imprensa uma carta do presidente Obama em que este havia sugerido exactamente este programa ao Brasil. Obviamente, tinha sugerido no pressuposto de que o Ir\u00e3o nunca iria aceit\u00e1-lo e ent\u00e3o teria outro motivo para propaganda. Bem, o Ir\u00e3o aceitou, portanto, o Brasil tinha de ser condenado e a Turquia tinha de ser parcialmente condenada, e amea\u00e7ados, de facto, pela implementa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica que Obama tinha sugerido. Isso poderia ser reinstitu\u00eddo, talvez, com alguma modifica\u00e7\u00e3o. Isso seria uma forma de abordar o problema.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma maneira muito mais ampla. Durante anos, desde 1974\u2026<\/p>\n<p>Amy Goodman: Noam, temos dois minutos.<\/p>\n<p>Noam Chomsky: Ok. Houve uma proposta, desde 1974, para estabelecer uma zona livre de armas nucleares na regi\u00e3o. Essa seria a melhor maneira de mitigar, talvez p\u00f4r um termo a qualquer que seja a amea\u00e7a que o Ir\u00e3o \u00e9 acusado de constituir. E isso tem um enorme apoio internacional, t\u00e3o grande que os EUA foram obrigados a concordar formalmente, mas acrescentando que n\u00e3o pode ser feito. Essa \u00e9 uma quest\u00e3o muito actual agora. Em Dezembro passado, haveria uma confer\u00eancia em Hels\u00ednquia, na Finl\u00e2ndia, uma confer\u00eancia internacional para levar esta proposta adiante. Israel anunciou que n\u00e3o iria participar. O Ir\u00e3o anunciou, no in\u00edcio de Novembro, que iria participar da confer\u00eancia, sem condi\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, Obama cancelou a confer\u00eancia. Nada de Confer\u00eancia de Hels\u00ednquia. A raz\u00e3o que os EUA deram foi, quase textualmente, a raz\u00e3o de Israel: N\u00f3s n\u00e3o podemos ter um acordo de armas nucleares at\u00e9 que haja um acordo geral de paz regional. E isso n\u00e3o vai acontecer enquanto os EUA continuarem a bloquear uma solu\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica para o conflito Israel &#8211; Palestina , como v\u00eam fazendo h\u00e1 35 anos. \u00c9 nesse ponto que estamos.<\/p>\n<p>Amy Goodman: Noam, queremos agradecer-lhe muito ter estado connosco, neste dia muito importante, hoje, 11 de Setembro. T\u00eam havido um grande n\u00famero de 11 de Setembro; o horror do 11 de Setembro de 2001, \u00e9 claro, h\u00e1 12 anos, e 11 de Setembro de 1973, no Chile, como Noam Chomsky apontou, como temos vindo a debater ao longo dos \u00faltimos dias e anos. Pode ir ao nosso site, \u00e0 nossa p\u00e1gina especial neste 40 \u00ba anivers\u00e1rio do golpe de Estado contra o presidente democraticamente eleito, Salvador Allende.<\/p>\n<p>Noam Chomsky, dissidente pol\u00edtico mundialmente conhecido, linguista e autor. \u00c9 Professor Em\u00e9rito do Massachusetts Institute of Technology, onde leccionou por mais de 50 anos.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o de Andr\u00e9 Rodrigues<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=3027\" target=\"_blank\">http:\/\/www.odiario.info\/?p=3027<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nAmy Goodman e Nermeen Shaikh\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5479\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-5479","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1qn","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5479","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5479"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5479\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5479"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5479"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5479"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}