{"id":5480,"date":"2013-09-25T15:52:11","date_gmt":"2013-09-25T15:52:11","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5480"},"modified":"2013-09-25T15:52:11","modified_gmt":"2013-09-25T15:52:11","slug":"ha-40-anos-a-primeira-viagem-de-fidel-ao-vietna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5480","title":{"rendered":"H\u00e1 40 anos: a primeira viagem de Fidel ao Vietn\u00e3"},"content":{"rendered":"\n<p>J\u00e1\u00a0haviam assinado os acordos de Paris que abriam o caminho para a paz no Vietn\u00e3. O dia 12 de setembro de 1973, h\u00e1\u00a040 anos, Fidel Castro encabe\u00e7ava uma delega\u00e7\u00e3o do Partido e do governo de Cuba que chegava a Han\u00f3i, a capital da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Vietn\u00e3. N\u00e3o o fez diretamente desde Havana, antes esteve em Trinidad y Tobago, Guin\u00e9 (Conakry), Argel, Bagd\u00e1 e Nova Deli.<\/p>\n<p>Como rep\u00f3rter do di\u00e1rio\u00a0Granma, tive o privil\u00e9gio de dar cobertura a toda a viagem, ainda que eu tenha ficado com uma insatisfa\u00e7\u00e3o de quatro d\u00e9cadas que ainda n\u00e3o se apagou: ser exclu\u00eddo do pequeno grupo de jornalistas cubanos que, junto a Fidel, ultrapassaram o Paralelo 17 e, no sul do Vietn\u00e3, se reuniram com os combatentes do Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional. As raz\u00f5es disso ser\u00e3o explicadas mais adiante.<\/p>\n<p>Aquela hist\u00f3rica viagem come\u00e7ou em Puerto Espa\u00f1a, Trinidad y Tobago. Ali, em um pequeno hotel pr\u00f3ximo ao aeroporto, Fidel teve um encontro com os primeiros-ministros de Trinidad y Tobago (Eric Williams), da Jamaica (Michael Manley), da Guiana (Forbes Burnham) e de Barbados (Errol Barrow). Fidel lhes agradeceu a atitude de valentia que haviam tido, meses antes, de estabelecer rela\u00e7\u00f5es com Cuba, ou seja, ao assumir uma posi\u00e7\u00e3o comum em desobedi\u00eancia \u00e1 pol\u00edtica que havia sido imposta pelos Estados Unidos para a maioria dos pa\u00edses da regi\u00e3o caribenha.<\/p>\n<p>Recordo algo importante daquele encontro. Fidel lhes falou da necessidade que tinham os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe de se integrarem e cooperarem entre eles. E dizia algo que ent\u00e3o era s\u00f3 um sonho: \u201cDevemos ter uma organiza\u00e7\u00e3o regional que defenda nossos interesses sem os Estados Unidos\u201d. N\u00e3o tiveram que esperar demasiado. Neste s\u00e9culo XXI isso se materializou com a cria\u00e7\u00e3o da Comunidade Econ\u00f4mica Latino-americana e Caribenha (CELAC).<\/p>\n<p>No mesmo avi\u00e3o da Cubana de Avia\u00e7\u00e3o, viajaram para a Guin\u00e9 (Conakry) Fidel, Manley e Burnham, e foram recebidos pelo l\u00edder africano Sekou Tour\u00e9. E, no mesmo avi\u00e3o, esses quatro mandat\u00e1rios chegaram a Argel no dia 6 de setembro para participar da IV C\u00fapula do Movimento de Pa\u00edses N\u00e3o Alinhados (NOAL). Esse encontro, do qual participaram 70 pa\u00edses, se caracterizou em uma primeira etapa por uma torrente de orat\u00f3ria ret\u00f3rica, anticomunista e direitista de v\u00e1rios Chefes de Estado e governo, buscando golpear mortalmente os princ\u00edpios anticolonialistas, anti-imperialistas, progressistas e democr\u00e1ticos do movimento que come\u00e7ou a se gestar em Bandung.<\/p>\n<p>Seus discursos na tribuna e a sabedoria pol\u00edtica do presidente da Arg\u00e9lia, Houari Boumediene, de Fidel Castro, de Indira Gandhi, da \u00cdndia, do arcebispo Makarios, do Chipre, e de outros dirigentes impediram que essa c\u00fapula terminasse em um fracasso. A tend\u00eancia anticomunista foi derrotada e os direitistas sa\u00edram desmoralizados e as for\u00e7as progressistas fortalecidas. Entre seus acordos mais importantes, estava o recha\u00e7o a criminosa agress\u00e3o estadunidense e o apoio a heroica luta de resist\u00eancia do povo do Vietn\u00e3. Durante a c\u00fapula, v\u00e1rios pa\u00edses anunciaram seu reconhecimento ao Governo Provis\u00f3rio do Vietn\u00e3 do Sul. Outro acordo foi o respaldo ao amea\u00e7ado governo popular de Salvador Allende, do Chile, cujo chanceler Clodomiro Almeida o representou na c\u00fapula de Argel.<\/p>\n<p>Fidel na IV Confer\u00eancia da C\u00fapula do Movimento de Pa\u00edses N\u00e3o Alinhados. Argel, 7 de setembro de 1973<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a conclus\u00e3o da c\u00fapula, e depois de efetuar uma escala em Bagd\u00e1, onde Fidel teve um encontro com o ent\u00e3o presidente Saddam Hussein, no dia 11 de setembro o IL-62 da Cubana de Avia\u00e7\u00e3o levantou voo para Nova Delhi. No ar, recebem as primeiras not\u00edcias sobre os tr\u00e1gicos acontecimentos que tiveram lugar no Chile. Aproximadamente \u00e0s 6 da tarde (hora da \u00cdndia), chegaram \u00e0 capital indiana, onde a delega\u00e7\u00e3o cubana recebe a confirma\u00e7\u00e3o sobre a morte de Allende e que as for\u00e7as fascistas haviam tomado o Pal\u00e1cio La Moneda.<\/p>\n<p>Como jornalista, pude conhecer Allende quando cobri sua visita a Cuba, e fiquei profundamente impressionado e emocionado. Passei por um estado de crise que me produziu v\u00f4mitos constantes, diarreias e enjoos. N\u00e3o pude sair do quarto 11 (coincid\u00eancia?) que me designaram no moderno hotel Ashoka. N\u00e3o pude, pois, participar das atividades em que Fidel esteve essa noite em Nova Delhi. Soube que \u00e0s 4 da madrugada seguir\u00edamos viagem at\u00e9 Han\u00f3i. Ent\u00e3o, \u00e0s 3 da madrugada desci para tomar um ch\u00e1 e contei para Fundora e Robre\u00f1o, que eram os chefes do grupo de imprensa, o que eu estava sentindo. \u201cNesse estado creio que ter\u00e1 que ficar aqui em Delhi. Falaremos com a embaixada\u201d, me disse Fundora. Voltei para o meu quarto e peguei minha maleta de m\u00e3o. Sa\u00ed para a rua e pedi ao chofer do carro que me haviam designado que f\u00f4ssemos para o aeroporto. Fui um dos primeiros a subir no avi\u00e3o, um IL-18, porque o IL-62 deveria ficar em terra j\u00e1 que a pista de aterrissagem em Han\u00f3i era curta. Quando Fundora chegou, eu j\u00e1 esperava uma forte reprimenda, mas ela apenas me perguntou como eu me sentia. \u201cMelhor, respondi, n\u00e3o podia perder essa viagem ao Vietn\u00e3\u201d, que j\u00e1 conhecia porque fui por tr\u00eas anos correspondente de guerra nesse pa\u00eds. Pouco depois de o avi\u00e3o decolar, a equipe m\u00e9dica do comandante viu meu estado e me aplicou um calmante: acordei quando pousamos em Han\u00f3i, ao meio dia.<\/p>\n<p>A recep\u00e7\u00e3o a Fidel foi apote\u00f3tica. Milhares de vietnamitas debaixo de uma temperatura de mais de 30 graus cent\u00edgrados se alinhavam ao longo de dez quil\u00f4metros. Escrevi um primeiro artigo para oGranma: \u201cO calor oferecido pelo povo vietnamita a Fidel e a comitiva oficial que o acompanha sobrepassa o limite do descrit\u00edvel. Han\u00f3i est\u00e1 em festa\u2026 a visita de Fidel emocionou cada homem e mulher, cada jovem e anci\u00e3o, cada crian\u00e7a. N\u00e3o h\u00e1 palavras, voc\u00eas deveriam ver com seus pr\u00f3prios olhos nas ruas, ansiosos por ver Fidel, v\u00ea-los agitando pequenas bandeiras do Vietn\u00e3 e de Cuba na passagem da delega\u00e7\u00e3o cubana, v\u00ea-los gritando em espanhol Viva Cuba, Viva Fidel. Essas express\u00f5es de afeto tocam profundamente nossos cora\u00e7\u00f5es porque sabemos que brotam de rostos de her\u00f3is de guerra, dos forjadores da vitoria contra a agress\u00e3o ianque\u201d.<\/p>\n<p>Le Duan, primeiro-secret\u00e1rio do Partido dos Trabalhadores do Vietn\u00e3, Pham Van Dong, primeiro-ministro, e Vo Nguyen Giap, o her\u00f3i de Dien Bien Phu, deram as boas vindas a Fidel no aeroporto. Pela primeira vez se utilizou no Vietn\u00e3 um carro sem capota para receber um chefe de Estado ou governo, que lentamente avan\u00e7ou at\u00e9 o Pal\u00e1cio Presidencial. E ali Fidel disse: \u201cO Vietn\u00e3 \u00e9 o mais extraordin\u00e1rio exemplo do esp\u00edrito revolucion\u00e1rio de um povo. Por isso viajamos desde Cuba, t\u00e3o distante geograficamente, por\u00e9m t\u00e3o pr\u00f3ximo nas ideias e nos sentimentos\u201d. Esse mesmo primeiro dia come\u00e7ou com as conversa\u00e7\u00f5es oficiais entre as delega\u00e7\u00f5es do Vietn\u00e3 e de Cuba, com um jantar de boas vindas para Fidel.<\/p>\n<p>Fidel pronuncia palavras de agradecimento durante a recep\u00e7\u00e3o oferecida pelo Partido dos Trabalhadores do Vietn\u00e3 e ao governo da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Vietn\u00e3 por motivo de sua visita a esse pa\u00eds. Estavam presentes o presidente Ton Duc Thang e dirigentes do Bir\u00f3 Pol\u00edtico e do Comit\u00ea Central do PTV.<\/p>\n<p>Foto: Estudios Revoluci\u00f3n\/Cubadebate<\/p>\n<p>A visita havia sido programada para duas semanas, mas os acontecimentos no Chile determinaram com que fosse encurtada.<\/p>\n<p>No dia 13 de setembro, Fidel visitou a casa na qual viveu o presidente Ho Chi Minh, situada justamente do lado do Pal\u00e1cio Presidencial. Foi acompanhado por Pham Van Dong e Giap. Essa casa foi constru\u00edda nos dias em que os bombardeios ianques a Han\u00f3i foram mais intensos. Percorreu o quarto onde o \u201ctio Ho\u201d faleceu no dia 1\u00ba de setembro de 1969. E ali, Pham Van Dong comentou: \u201cO sonho mais profundo de Ho Chi Minh era ir ao sul. Mas nos \u00faltimos anos de sua vida estava muito debilitado fisicamente, e assim nos pedia diariamente: \u201cQuero ir agora ao sul para me unir aos combatentes\u201d. Tamb\u00e9m Fidel esteve no estu\u00e1rio, fora da casa, onde Ho Chi Minh costumava se sentar ao entardecer para dar comida aos seus peixes.<\/p>\n<p>Nesse dia, Fidel esteve no Museu do Ex\u00e9rcito Popular do Vietn\u00e3. E ali, diante de uma maquete, Giap lhe explicou detalhadamente a batalha de Dien Bien Phu, que se estendeu por 55 dias, e que colocou fim ao dom\u00ednio colonial franc\u00eas no Vietn\u00e3. Fidel, em seu estilo caracter\u00edstico, ansioso por conhecer cada detalhe, fez numerosas perguntas ao her\u00f3i vietnamita. Algumas delas: Que possibilidades tinham as for\u00e7as francesas de refor\u00e7ar por terra sua presen\u00e7a em Dien Bien Phu? Por que n\u00e3o tentaram essa manobra? Como fizeram o traslado dos abastecimentos para os defensores de Dien Bien Phu? Quantos canh\u00f5es e pe\u00e7as de artilharia tinham? Como eram as trincheiras? Buscando as respostas na sua boa mem\u00f3ria, Giap recordava com precis\u00e3o cada cifra. No final do encontro, Giap presenteou Fidel, Carlos Rafael Rodr\u00edguez, Osmany Cienfuegos, H\u00e9ctor Rodr\u00edguez Llompart, Pep\u00edn Naranjo, Melba Hern\u00e1ndez, o embaixador Ra\u00fal Vald\u00e9s Viv\u00f3 e outros integrantes da delega\u00e7\u00e3o cubana com o \u201cSelo de Combatentes de Dien Bien Phu\u201d.<\/p>\n<p>O general Giap coloca em Fidel o \u201cSelo de Combatente de Dien Bien Phu\u201d<\/p>\n<p>No dia 14 de setembro, uma parte do reduzido grupo de jornalistas, pessoal m\u00e9dico e inclusive alguns integrantes do corpo de seguran\u00e7a do comandante em chefe empreendemos nosso caminho at\u00e9 Haiphong, porto do Vietn\u00e3 que durante muitos anos foi centro dos ataques da avia\u00e7\u00e3o estadunidense. S\u00f3 ficaram Santiago \u00c1lvarez e Iv\u00e1n N\u00e1poles, do ICAIC, e o fot\u00f3grafo Pablo Caballero, do Estudios Revoluci\u00f3n, em Han\u00f3i. Pensamos que \u00e9ramos um grupo avan\u00e7ado e que atr\u00e1s viria a caravana de Fidel. O mesmo que havia ocorrido em Han\u00f3i sucedeu em Haiphong. Milhares de pessoas nas ruas para dar boas-vindas a Fidel. Em seu nome receberam os jornalistas cubanos, entre eles recordo de Ricardo S\u00e1enz, da\u00a0Juventude Rebelde, e Carlos Mora, da\u00a0Prensa Latina. Entregaram-nos flores e inclusive participamos em um ato de massas em apoio a Cuba.<\/p>\n<p>No dia seguinte, soubemos que Fidel, com uma pequena comitiva, havia ido para o sul do Vietn\u00e3. Muito tempo depois, o companheiro Vald\u00e9s Viv\u00f3 me explicou que, pela antecipa\u00e7\u00e3o da viagem e para garantir a seguran\u00e7a de Fidel, houve necessidade de reduzir o grupo que iria para o sul. Foi uma decis\u00e3o compartilhada com os vietnamitas.<\/p>\n<p>Regressamos a Han\u00f3i e quase ao meio dia de 14 de setembro fomos para o aeroporto a fim de receber Fidel e a comitiva cubana. Descendo de um avi\u00e3o An-24, pod\u00edamos ver que estava feliz e, junto \u00e0 escada, foi recebido pelo general Giap, que lhe deu um forte abra\u00e7o e, em espanhol, disse: \u201cGrande vit\u00f3ria de Cuba e do Vietn\u00e3\u201d. Repetiu isso tr\u00eas vezes.<\/p>\n<p>Como jornalista do\u00a0Granma, eu devia fazer algo para que nosso povo tivesse a grande not\u00edcia do encontro de Fidel com os combatentes do Vietn\u00e3 do Sul. Ocorreu-me, no mesmo aeroporto, entrevistar Santiago \u00c1lvarez, capaz de sintetizar todo o essencial que havia ocorrido nos dois dias da viagem ao sul. Intitulei a cr\u00f4nica de \u201cA viagem de Fidel ao Vietn\u00e3\u201d e fiz o document\u00e1rio \u201cAs quatro pontes\u201d, que enviei a Havana no dia 16 de setembro.<\/p>\n<p>Comecei a cr\u00f4nica assim: \u201cFidel Castro transp\u00f4s o paralelo 17, a artificial demarca\u00e7\u00e3o militar tra\u00e7ada pelos imperialistas ianques, e visitou as zonas libertadas pelos patriotas do Vietn\u00e3 do Sul. Esse sensacional acontecimento se produziu durante o s\u00e1bado, e foi conhecido pela popula\u00e7\u00e3o de Han\u00f3i na manh\u00e3 de hoje, pouco antes de Fidel descer de um AN-24 no aeroporto de Gia Lam, que o trouxe de retorno desde a Quarta Zona Militar. Ao pousar o avi\u00e3o, o rosto de Fidel refletia uma imensa felicidade. N\u00e3o era para menos: acabava de materializar o belo sonho de avan\u00e7ar pelos lugares onde a guerra de agress\u00e3o ianque alcan\u00e7ava seus n\u00edveis mais destrutivos e onde as express\u00f5es de hero\u00edsmo do povo do Vietn\u00e3 se sucediam, minuto ap\u00f3s minuto, ao longo dos \u00faltimos dez anos, no combate contra o mais poderoso e criminoso imperialismo que a humanidade conheceu\u201d.<\/p>\n<p>Santiago \u00c1lvarez, com essa eloqu\u00eancia que o caracterizava, me contou sobre a experi\u00eancia vivida. Encontrei-o quase irreconhec\u00edvel usando sobre sua cabe\u00e7a um capacete verde que lhe foi presenteado pelos combatentes vietnamitas, e suas roupas estavam salpicadas de barro vermelho. E ainda com um estado de tens\u00e3o elevado, reconstruiu o que tinha passado, cena por cena, momento por momento. Do encontro de Fidel com tr\u00eas her\u00f3is das mil\u00edcias em Vinh Linh, das crateras abertas pelas bombas ianques, da destrui\u00e7\u00e3o das estradas e pontes que tornaram dif\u00edcil avan\u00e7ar a caravana de jipes e \u00f4nibus empregados, da travessia do rio Ben Hai que corre junto \u00e0 fict\u00edcia linha do paralelo 17, da visita \u00e0 base de Doc Mien, que formava parte do complexo estrat\u00e9gico eletr\u00f4nico dos Estados Unidos, da colina 241, que os imperialistas chamavam de base Carol, e onde Fidel falou aos combatentes, da assist\u00eancia dada por nossos m\u00e9dicos a quatro trabalhadores vietnamitas v\u00edtimas da explos\u00e3o de uma bomba enquanto aravam o solo para cultiv\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Santiago propunha intitular seu document\u00e1rio de \u201cAs quatro pontes\u201d. Por qu\u00ea?, perguntei-lhe, e me respondeu: \u201cEsse t\u00edtulo me foi sugerido quando passei perto de Dong Ha. Ali h\u00e1 tr\u00eas pontes sobre o rio Cam Lo. A primeira foi constru\u00edda pelos franceses, representa o colonialismo e est\u00e1 hoje destru\u00edda; a segunda, constru\u00edda pelos estadunidenses, representa o neocolonialismo e tamb\u00e9m est\u00e1 destru\u00edda; a terceira \u00e9 obra dos vietnamitas e por ela cruzaram Fidel e sua delega\u00e7\u00e3o, est\u00e1 novinha, \u00e9 modesta, mas sobre ela passam todos os vietnamitas. \u201cE qual \u00e9 a quarta ponte, Santiago? \u201dEssa \u00e9 a que chamo \u201cA Ponte da Solidariedade e da Amizade com o Vietn\u00e3\u201d. Essa existe desde muitos anos pelo ar, por mar, por terra, por r\u00e1dio, pela imprensa, pelo cinema, pelos comit\u00eas de solidariedade de todo o mundo\u201d.<\/p>\n<p>Fidel confraterniza com os combatentes vietnamitas em sua visita ao sul em guerra<\/p>\n<p>No dia 18 de setembro sa\u00edmos de Han\u00f3i. Fizemos escalas t\u00e9cnicas em Calcut\u00e1\u00a0e Delhi \u2013aqui tomamos novamente o IL-62\u2013, e depois em Praga e Gander. Fidel falou em v\u00e1rios aeroportos com a imprensa. Junto com a visita ao Vietn\u00e3 e a c\u00fapula de N\u00e3o Alinhados, muito presente esteve o tema da trag\u00e9dia ocorrida no Chile. Denunciou a participa\u00e7\u00e3o estadunidense no compl\u00f4 para derrocar Allende, os m\u00e9todos fascistas dos militares golpistas e da valentia e dignidade do presidente Allende, que o converteu em uma bandeira da luta para o povo chileno.<\/p>\n<p>Trinta e seis horas depois estar\u00edamos em Havana. Foram 18 dias muito produtivos e inesquec\u00edveis.<\/p>\n<p>Fidel junto ao Primeiro-Ministro vietnamita Pham Van Dong em setembro de 1973 Foto: Estudios Revoluci\u00f3n\/Cubadebate<\/p>\n<p>Fidel chega \u00e0 resid\u00eancia de Pham Van Dong, setembro de 1973<\/p>\n<p>Foto: Estudios Revoluci\u00f3n\/Cubadebate<\/p>\n<p>Fidel visita os combatentes vietnamitas no campo de batalha, setembro de 1973<\/p>\n<p>Fidel no Vietn\u00e3\u00a0em setembro de 1973, em plena guerra contra o imperialismo estadunidense e os vende-p\u00e1trias do Sul<\/p>\n<p>Foto: Estudios Revoluci\u00f3n\/Cubadebate<\/p>\n<p>Fidel percorre as posi\u00e7\u00f5es vietnamitas em meio da guerra, setembro de 1973<\/p>\n<p>Foto: Estudios Revoluci\u00f3n\/Cubadebate<\/p>\n<p>Combatentes vietnamitas sa\u00fadam Fidel durante sua visita \u00e0s zonas de combate<\/p>\n<p>Foto: Estudios Revoluci\u00f3n\/Cubadebate<\/p>\n<p>Fidel confraterniza com os dirigentes vietnamitas<\/p>\n<p>Foto: Estudios Revoluci\u00f3n\/Cubadebate<\/p>\n<p>Fidel visita o Paralelo 17, ao sul do Vietn\u00e3<\/p>\n<p>Fidel Castro em visita ao sul do Vietn\u00e3, Paralelo 17<\/p>\n<p>Fidel Castro no Vietn\u00e3, 1973<\/p>\n<p>Ato de Solidariedade com Cuba em Haiphong. Juan Marrero no centro<\/p>\n<p>Vietn\u00e3, setembro de 1973<\/p>\n<p>Foto: Arquivo do autor\/Cubadebate<\/p>\n<p>Fidel chega ao aeroporto de Han\u00f3i ap\u00f3s sua visita ao sul em guerra<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.cubadebate.cu\/opinion\/2013\/09\/16\/dieciocho-dias-inolvidables-fotos-y-video\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.cubadebate.cu\/opinion\/2013\/09\/16\/dieciocho-dias-inolvidables-fotos-y-video\/ <\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: PCB Partido Comunista Brasileiro<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cubadebate.cu\/opinion\/2013\/09\/16\/dieciocho-dias-inolvidables-fotos-y-video\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.cubadebate.cu\/opinion\/2013\/09\/16\/dieciocho-dias-inolvidables-fotos-y-video\/ <\/a><\/p>\n<p>\u201cOs comunistas se recusam a dissimular suas opini\u00f5es e seus fins. Proclamam abertamente que seus objetivos s\u00f3 podem ser alcan\u00e7ados pela derrubada violenta de toda a ordem social existente. Que as classes dominantes tremam \u00e0 ideia de uma revolu\u00e7\u00e3o comunista! Nela os prolet\u00e1rios nada t\u00eam a perder a n\u00e3o ser os seus grilh\u00f5es. T\u00eam um mundo a ganhar\u201d. MARX &amp; ENGELS (Manifesto do Partido Comunista)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5480\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-5480","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c57-revolucao-cubana"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1qo","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5480","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5480"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5480\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5480"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5480"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5480"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}