{"id":5516,"date":"2013-10-03T01:51:42","date_gmt":"2013-10-03T01:51:42","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5516"},"modified":"2013-10-03T01:51:42","modified_gmt":"2013-10-03T01:51:42","slug":"do-derrubamento-de-mossadegh-a-ofensiva-contra-a-siria-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5516","title":{"rendered":"Do derrubamento de Mossadegh \u00e0 ofensiva contra a S\u00edria"},"content":{"rendered":"\n<p>Recordar os acontecimentos do Ir\u00e3o h\u00e1 70 anos ajuda a compreender a atual estrat\u00e9gia dos EUA para o M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n<p>O discurso em que Obama anunciou que decidira bombardear a S\u00edria inseriu-se numa pol\u00edtica de domina\u00e7\u00e3o universal concebida no final da II Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Inseguro quanto \u00e0 atitude do Congresso e ciente de que a maioria do seu povo condenava um ataque militar \u00e0 S\u00edria, o presidente recuou. Mas seria uma ingenuidade acreditar numa viragem da estrat\u00e9gia agressiva dos EUA para a Regi\u00e3o. Nesta, o derrubamento do governo de Bashar al Assad \u00e9 somente uma etapa do projeto que tem por alvo numa segunda fase o Ir\u00e3o, o grande pa\u00eds mu\u00e7ulmano que n\u00e3o se submete ao imperialismo norte-americano.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00fatil lembrar que foi ainda em vida de Roosevelt que um grupo de s\u00e1bios da Casa Branca e do Pent\u00e1gono elaborou o\u00a0War and Peace Program, ambicioso plano que visava a longo prazo estabelecer o dom\u00ednio perp\u00e9tuo dos EUA sobre a Humanidade, a partir da convic\u00e7\u00e3o de que a desagrega\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico estava iminente e era irrevers\u00edvel.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o fora criado o estado de Israel, mas a substitui\u00e7\u00e3o da hegemonia da Gr\u00e3-Bretanha no M\u00e9dio Oriente figurava entre as prioridades desse Programa entre cujas metas se inclu\u00eda o esfacelamento da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>O \u00eaxito em 1953 do golpe de Estado que derrubou o governo progressista de Mohammad Mossadegh (1882-1967) e permitiu a recoloniza\u00e7\u00e3o do Ir\u00e3o contribuiu para acelerar a penetra\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, econ\u00f3mica e militar dos EUA no M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n<p>ANTECEDENTES<\/p>\n<p>Desde meados do seculo XIX, a Inglaterra e o Imp\u00e9rio russo, no contexto da sua confronta\u00e7\u00e3o no Afeganist\u00e3o, desenvolveram um esfor\u00e7o permanente para colocar o Ir\u00e3o (ao tempo P\u00e9rsia) sob a sua &#8220;prote\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o Russa de Outubro de 1917 a situa\u00e7\u00e3o mudou e as pretens\u00f5es brit\u00e2nicas esbarraram com a firme oposi\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>No final da I Guerra Mundial, a monarquia persa agonizava. Um general, Reza Khan, tornou-se primeiro-ministro em 1921 e tentou modernizar o pa\u00eds. Mas, ambicioso, usou a sua popularidade para promover um golpe de estado. Derrubou o soberano Ahmed Qajar e proclamou-se X\u00e1, isto \u00e9, imperador.<\/p>\n<p>Entre as personalidades que se opuseram ao novo regime ditatorial destacou-se um jovem que j\u00e1 desempenhara importantes fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas: Mohammad Mossadegh.<\/p>\n<p>Filho de um ministro da monarquia e de uma princesa Qajar, Mossadegh estudara Ci\u00eancias Sociais em Fran\u00e7a e posteriormente doutorara-se em Direito na Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>Desde a juventude chamou a aten\u00e7\u00e3o pela sua honestidade. Ganhou a alcunha de &#8220;incorrupt\u00edvel\u201d, como Robespierre. Mas, aristocrata pelo nascimento e educa\u00e7\u00e3o, casou com uma princesa da \u00faltima dinastia.<\/p>\n<p>Reza X\u00e1 demitiu-o dos cargos que exercia e desterrou-o para Ahamadabad, sua cidade natal.<\/p>\n<p>Nos anos que separaram as duas guerras, o petr\u00f3leo adquirira uma import\u00e2ncia enorme na economia mundial. E a Gr\u00e3-Bretanha controlava as gigantescas jazidas de hidrocarbonetos do Ir\u00e3o atrav\u00e9s da Anglo Iranian Oil, um gigantesco polvo transnacional que atuava como monop\u00f3lio na produ\u00e7\u00e3o e extra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Alegando simpatias do X\u00e1 pela Alemanha de Hitler, o governo brit\u00e2nico obrigou-o a abdicar em 1941, ocupou o Pais (com exce\u00e7\u00e3o da faixa Norte, fronteiri\u00e7a da URSS) e colocou no trono o filho, Reza Pahlavi.<\/p>\n<p>Mossadegh regressou ent\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica, primeiro como deputado, depois como ministro das Finan\u00e7as e ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, e finalmente como Primeiro-ministro.<\/p>\n<p>A NACIONALIZA\u00c7\u00c3O DO PETROLEO<\/p>\n<p>Uma vaga de nacionalismo varria ent\u00e3o o Ir\u00e3o. Mohammad Mossadegh foi o dirigente que soube encarnar as aspira\u00e7\u00f5es do seu povo, liderando a luta por uma independ\u00eancia real.<\/p>\n<p>O Ir\u00e3o estava reduzido \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de semi-col\u00f3nia. Ousou o que parecia imposs\u00edvel: desafiou a Inglaterra imperial ao nacionalizar a Anglo Iranian, que era oficialmente propriedade do Almirantado Brit\u00e2nico.<\/p>\n<p>Londres reagiu com sobranceria, apresentando queixa no Conselho de Seguran\u00e7a, mas o \u00f3rg\u00e3o executivo das Na\u00e7\u00f5es Unidas remeteu o caso para o Tribunal da Haia.<\/p>\n<p>Mossadegh desenvolveu nesses meses uma atividade fren\u00e9tica em defesa da soberania iraniana. Esteve primeiro nos EUA e o seu discurso na ONU teve tamanha repercuss\u00e3o que a revista conservadora\u00a0Time Magazine o nomeou Homem do Ano em 1951. Viajou depois para a Holanda e pronunciou um discurso hist\u00f3rico no Tribunal de Haia. A sua interven\u00e7\u00e3o foi decisiva para o veredicto daquela alta corte de justi\u00e7a. O tribunal concluiu que n\u00e3o tinha compet\u00eancia para julgar a den\u00fancia da Gr\u00e3-Bretanha.<\/p>\n<p>De regresso a Teer\u00e3o, Mossadegh fechou os consulados brit\u00e2nicos, expulsou todos os t\u00e9cnicos ingleses e rompeu as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com o governo de Londres.<\/p>\n<p>Restitu\u00edra ao Ir\u00e3o a dignidade perdida h\u00e1 s\u00e9culos e o povo identificou nele um her\u00f3i.<\/p>\n<p>O GOLPE<\/p>\n<p>O governo brit\u00e2nico, apoiado pelo norte-americano Truman, decidiu recorrer a m\u00e9todos dr\u00e1sticos para afastar Mossadegh do poder. Intrigando junto do X\u00e1, criou um conflito entre o monarca e o Primeiro-ministro. Mossadegh foi demitido em julho de 1952, mas essa decis\u00e3o provocou tamanha indigna\u00e7\u00e3o popular, com manifesta\u00e7\u00f5es de protesto nas ruas, que o X\u00e1 o nomeou novamente Primeiro-ministro.<\/p>\n<p>Fortalecido pelo apoio popular, pediu poderes especiais ao Parlamento para levar adiante 80 projetos de lei que beneficiariam as massas, esmagadas pelas engrenagens de uma sociedade arcaica.<\/p>\n<p>Obteve-os. Mossadegh introduziu nos meses seguintes reformas revolucion\u00e1rias que envolveram as finan\u00e7as, o or\u00e7amento, a sa\u00fade p\u00fablica, a Justi\u00e7a, as pescas, a habita\u00e7\u00e3o, a previd\u00eancia social, as comunica\u00e7\u00f5es, as for\u00e7as armadas. Reformas nunca imaginadas numa sociedade isl\u00e2mica marcada por heran\u00e7as feudais.<\/p>\n<p>Os acontecimentos precipitaram-se. O governo de Churchill comprou dezenas de deputados para sabotar a pol\u00edtica de Mossadegh. Este reagiu convocando um referendo no in\u00edcio de Agosto de 1953 para dissolver o Parlamento. O povo iraniano votou a dissolu\u00e7\u00e3o por ampla maioria.<\/p>\n<p>A conspira\u00e7\u00e3o, entretanto, estava j\u00e1 muito avan\u00e7ada. No dia 15 houve uma tentativa de golpe de estado promovida pelo Parlamento.<\/p>\n<p>Fracassou e o X\u00e1 fugiu para Roma.<\/p>\n<p>Mas a CIA, que contava com todo o apoio do governo brit\u00e2nico, que pedira a colabora\u00e7\u00e3o de Truman, montara quase simultaneamente o seu golpe com colabora\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito. Foi precedido de manifesta\u00e7\u00f5es de rua com a participa\u00e7\u00e3o de agentes provocadores e de a\u00e7\u00f5es de vandalismo no contexto de uma campanha de cal\u00fanias contra Mossadegh.<\/p>\n<p>E esse segundo golpe teve \u00eaxito. Preso, Mossadegh foi julgado sumariamente por um tribunal militar que o condenou a tr\u00eas anos de pris\u00e3o e, posteriormente, a resid\u00eancia fixa na sua prov\u00edncia.<\/p>\n<p>O X\u00e1 regressou de Roma, e em tempo m\u00ednimo, as leis progressistas de Mossadegh foram revogadas. O grande benefici\u00e1rio da mudan\u00e7a foi, por\u00e9m, o imperialismo norte-americano. As grandes petrol\u00edferas dos Estados Unidos, j\u00e1 ent\u00e3o fortemente implantadas na Ar\u00e1bia Saudita e no Iraque, cobi\u00e7avam os hidrocarbonetos iranianos. E abocanharam uma grande fatia \u00e0 custa da Anglo Iranian que reapareceu com o nome de British Petroleum.<\/p>\n<p>UM NACIONALISTA REVOLUCION\u00c1RIO<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o iraniana de 1979 foi o desfecho da longa e cruel ditadura que, sob a lideran\u00e7a nominal do X\u00e1 Reza Pahlavi, se implantou no pa\u00eds ap\u00f3s o golpe de 1953.<\/p>\n<p>Recolonizado, o Ir\u00e3o foi o melhor e mais d\u00f3cil aliado dos EUA no M\u00e9dio Oriente. Durante um quarto de s\u00e9culo, os gigantes transnacionais do petr\u00f3leo foram no pa\u00eds o poder real.<\/p>\n<p>O Ayatollah Komeiny n\u00e3o teria obtido a amplo apoio popular que lhe permitiu impor a sua Rep\u00fablica Isl\u00e2mica xiita se o povo n\u00e3o sentisse uma repulsa t\u00e3o forte pela arrog\u00e2ncia imperial dos EUA e n\u00e3o estivesse maduro para se rebelar contra o monstruoso regime policial do X\u00e1.<\/p>\n<p>A mem\u00f3ria do breve governo revolucion\u00e1rio de Mossadegh permanece viva e funciona como um estimulante no confronto dos atuais governantes com Washington. Obama n\u00e3o esconde que os EUA n\u00e3o aceitam um Ir\u00e3o insubmisso.<\/p>\n<p>Mas a ofensiva de desinforma\u00e7\u00e3o estado-unidense que continua a apresentar Mossadegh como um defensor do socialismo deforma a realidade. Ele foi um patriota que amou profundamente o seu povo e tinha um grande orgulho pela contribui\u00e7\u00e3o civilizacional para a Humanidade dos Aquem\u00e9nidas e Sass\u00e2nidas persas e do s\u00e9culo de ouro dos Saf\u00e9vidas. Mas, apesar de anti-imperialista irredut\u00edvel, n\u00e3o contestava o sistema capitalista.<\/p>\n<p>O persa Mohammad Mossadegh foi um humanista. Herdeiro de grandes latif\u00fandios, distribuiu as suas terras pelos camponeses que as trabalhavam. E como Primeiro-ministro ofereceu o seu vencimento a estudantes pobres de Direito.<\/p>\n<p>Hoje \u00e9 venerado como um her\u00f3i pelo seu povo.<\/p>\n<p>O Ir\u00e3o desconhecido<\/p>\n<p>Contrariamente ao que pensam muitos portugueses, intoxicados por um sistema medi\u00e1tico perverso, o Ir\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds subdesenvolvido.<\/p>\n<p>Com uma superf\u00edcie de 1 648 000 km2 (o triplo da Fran\u00e7a) tem uma popula\u00e7\u00e3o de 79 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>Herdeiro de grandes civiliza\u00e7\u00f5es, o seu povo \u00e9 o mais culto e educado do Isl\u00e3o, sendo muito baixa a percentagem de analfabetos.<\/p>\n<p>Sociedade multinacional \u2013 somente 52% dos habitantes s\u00e3o persas \u2013 o idioma oficial, o farsi, \u00e9 falado por toda a popula\u00e7\u00e3o. Foi durante s\u00e9culos a l\u00edngua da corte otomana e dos imperadores Mong\u00f3is da India.<\/p>\n<p>O sector avan\u00e7ado da ind\u00fastria \u00e9 compar\u00e1vel ao de pa\u00edses como o Brasil e o M\u00e9xico. Produz quase meio milh\u00e3o de autom\u00f3veis por ano, a maioria de marcas nacionais.<\/p>\n<p>\u00c9 o quarto produtor de petr\u00f3leo do mundo e possui as maiores reservas de g\u00e1s natural. Auto-suficiente na produ\u00e7\u00e3o de cereais, conta com rebanhos bovino e ovino de muitas dezenas de milh\u00f5es de cabe\u00e7as.<\/p>\n<p>Tive a oportunidade numa viagem de carro pelo planalto iraniano de passar em frente das instala\u00e7\u00f5es nucleares de Natanz. Soube ali que est\u00e3o protegidas por misseis sofisticados, de produ\u00e7\u00e3o nacional, capazes de atingir Israel.<\/p>\n<p>Os generais do Pent\u00e1gono admitem que bombas convencionais ser\u00e3o provavelmente ineficazes se utilizadas contra os bunkers subterr\u00e2neos de Natanz.<\/p>\n<p>O original encontra-se no seman\u00e1rio\u00a0<a href=\"http:\/\/www.avante.pt\/pt\/2078\/temas\/127096\/\" target=\"_blank\">Avante!<\/a> de 26\/Setembro\/2013<\/p>\n<p>Este artigo encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\npor Miguel Urbano Rodrigues\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5516\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-5516","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1qY","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5516","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5516"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5516\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5516"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5516"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5516"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}