{"id":5621,"date":"2013-11-02T14:54:17","date_gmt":"2013-11-02T14:54:17","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5621"},"modified":"2013-11-02T14:54:17","modified_gmt":"2013-11-02T14:54:17","slug":"todo-apoio-a-luta-dos-trabalhadores-rurais-na-paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5621","title":{"rendered":"Todo apoio \u00e0 luta dos trabalhadores rurais na Para\u00edba!"},"content":{"rendered":"\n<p>Na \u00faltima quinta-feira (24 de outubro) aconteceu uma reuni\u00e3o entre o governador do estado da Para\u00edba, Ricardo Coutinho, e trabalhadores rurais que integram a Via Campesina (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra &#8211; MST, Movimento dos Atingidos por Barragens &#8211; MAB, Movimento dos Pequenos Agricultores &#8211; MPA, Movimento dos Quilombolas e Comiss\u00e3o Pastoral da Terra \u2013 CPT).<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o foi discutido a Pauta de Reivindica\u00e7\u00f5es do movimento, exigindo medidas efetivas que garantam a obten\u00e7\u00e3o de terras para o assentamento de fam\u00edlias acampadas em diversas localidades do estado e a estrutura\u00e7\u00e3o dos assentamentos j\u00e1 existentes, com rela\u00e7\u00e3o a condi\u00e7\u00f5es para produ\u00e7\u00e3o, obten\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, financiamento de projetos, acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>O governador se comprometeu em manter uma agenda de discuss\u00f5es com os membros do movimento para viabilizar tais reivindica\u00e7\u00f5es, atitude diferente daquela apresentada no \u00faltimo dia 21 de outubro, onde cerca de 2500 manifestantes, ao ocuparem o centro administrativo do estado, exigindo uma audi\u00eancia com o governador, foram recebidos pela pol\u00edcia militar da Para\u00edba com balas de borracha, spray de pimenta e a tradicional viol\u00eancia promovida pelo Estado junto aos trabalhadores que lutam por seus direitos, repetindo a brutalidade dos aparelhos repressores junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o que vem acontecendo em outras regi\u00f5es do pa\u00eds nas \u00faltimas semanas.<\/p>\n<p>Em carta aberta, a Via Campesina esclareceu \u00e0 popula\u00e7\u00e3o que foram \u00ednfimos os avan\u00e7os para ver atendidas as demandas dos movimentos sociais que a comp\u00f5em nos tr\u00eas anos de governo de Ricardo Coutinho, e lamentou a tentativa de criminaliza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de reivindica\u00e7\u00e3o por parte do governo do estado e parte da imprensa local.<\/p>\n<p>O que acontece na Para\u00edba de nada difere das a\u00e7\u00f5es do governo Dilma Roussef. Atendendo aos interesses do agroneg\u00f3cio em detrimento das demandas por uma Reforma Agr\u00e1ria pautada por estes movimentos sociais, no ano de 2013 n\u00e3o foi realizado nenhuma desapropria\u00e7\u00f5es de qualquer \u00e1rea para este fim por parte do governo federal. O governo do Partido dos Trabalhadores e de sua base aliada vem contribuindo, assim, para a acentua\u00e7\u00e3o das prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es dos trabalhadores do campo.<\/p>\n<p>A agudiza\u00e7\u00e3o das contradi\u00e7\u00f5es capital-trabalho s\u00f3 vem a reafirmar a necessidade de organiza\u00e7\u00e3o e luta dos trabalhadores como a alternativa para o enfrentamento de seus problemas. Como vem acontecendo nas \u00e1reas urbanas dos grandes centros, tamb\u00e9m se v\u00ea no campo um ascenso dos movimentos dos trabalhadores. Na Para\u00edba, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem organizando desde julho uma de suas maiores ocupa\u00e7\u00f5es dos \u00faltimos tempos, o acampamento Wanderley Caixe, com cerca de 1600 fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Mas como em toda a iniciativa de luta, n\u00e3o demorou muito para que as for\u00e7as contr\u00e1rias aos interesses dos trabalhadores tentassem coibir e abortar este processo, o que ficou evidente no \u00faltimo dia 05 de outubro. Na esteira das iniciativas de coer\u00e7\u00e3o dos acampados que vinham acontecendo em dias anteriores, foram identificados tr\u00eas elementos da pol\u00edcia militar de Pernambuco que, a servi\u00e7o do dono da usina Maravilha Curandi, dona da \u00e1rea onde se localiza o acampamento, alegando fazerem parte de uma empresa de seguran\u00e7a, armados coagiam os trabalhadores e procuravam identificar as lideran\u00e7as do acampamento. Detidos pelos membros do movimento, foi iminente o confronto com as for\u00e7as policiais que tentavam resgatar estes indiv\u00edduos. A solidariedade de muitos companheiros do estado impediu um desfecho tr\u00e1gico.<\/p>\n<p>Em protesto e em defesa da legitimidade da luta camponesa, os trabalhadores acampados fizeram nos dias 14 e 15 de outubro uma marcha de 70 Km do acampamento at\u00e9 Jo\u00e3o Pessoa, contando com 2500 pessoas que, nestes dois dias, percorreram \u00e0 p\u00e9 a BR 101. J\u00e1 na capital, ap\u00f3s marcharem por alguns bairros da cidade, acamparam na sede do INCRA. No dia 16 foram realizada manifesta\u00e7\u00f5es no centro administrativo do estado e em frente a Caixa Econ\u00f4mica Federal, fechando uma das principais avenidas da capital paraibana. N\u00e3o obtendo respostas por parte das autoridades constitu\u00eddas, foi organizada a ocupa\u00e7\u00e3o de que se trata o in\u00edcio deste texto.<\/p>\n<p>O PCB na Para\u00edba vem se solidarizar aos camponeses e aos membros do MST, repudiando toda e qualquer forma de criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais e da utiliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia para coibir as mobiliza\u00e7\u00f5es dos trabalhadores na luta por seus direitos, denunciando o atrelamento do Estado brasileiro aos interesses do capital em detrimento aos interesses da popula\u00e7\u00e3o, propondo-se contribuir com os processos ora em curso e aqueles que apontem para a emancipa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Pessoa \u2013 PB, 31 de outubro de 2013.<\/p>\n<p>Comit\u00ea Regional da Para\u00edba<\/p>\n<p>Partido Comunista Brasileiro &#8211; PCB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5621\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-5621","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c1-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1sF","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5621","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5621"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5621\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}