{"id":5629,"date":"2013-11-04T21:58:45","date_gmt":"2013-11-04T21:58:45","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5629"},"modified":"2013-11-04T21:58:45","modified_gmt":"2013-11-04T21:58:45","slug":"contra-a-criminalizacao-dos-movimentos-sociais-todo-apoio-as-lutas-da-juventude-e-do-proletariado-pelo-poder-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5629","title":{"rendered":"Contra a criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais. Todo apoio \u00e0s lutas da juventude e do proletariado. Pelo Poder Popular!"},"content":{"rendered":"\n<p>As lutas sociais v\u00eam se intensificando de maneira expressiva no Brasil ap\u00f3s as extraordin\u00e1rias jornadas que se iniciaram em junho. Como o governo n\u00e3o atendeu as reivindica\u00e7\u00f5es populares e como a popula\u00e7\u00e3o, especialmente a juventude, perdeu o medo de se manifestar, o conflito social tem se tornado cada vez mais explosivo em v\u00e1rias cidades do Pa\u00eds, especialmente no Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Todo dia em alguma cidade brasileira a popula\u00e7\u00e3o proletarizada e a juventude saem \u00e0s ruas para protestar contra alguma arbitrariedade do governo e do capital, fecham rodovias, paralisam a circula\u00e7\u00e3o de mercadorias, enfrentam as for\u00e7as policiais, sendo reprimidos violentamente.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o governo federal e os governos estaduais, numa santa alian\u00e7a do grande capital, afiam seus instrumentos pol\u00edticos, militares e de intelig\u00eancia para reprimir os movimentos sociais. A esta estrat\u00e9gia se juntam os meios de comunica\u00e7\u00e3o de massas desenvolvendo uma grande campanha de manipula\u00e7\u00e3o no sentido de caracterizar as manifesta\u00e7\u00f5es de massas como atos de vandalismo, depreda\u00e7\u00f5es e caos. Para tanto, procuram criar bodes expiat\u00f3rios, para esconder o descontentamento da popula\u00e7\u00e3o, justificar a viol\u00eancia policial contra os manifestantes e afastar a popula\u00e7\u00e3o das ruas.<\/p>\n<p>No entanto, cada vez fica mais claro para o povo que a origem da viol\u00eancia s\u00e3o as dram\u00e1ticas condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira,que enfrenta cotidianamente um transporte coletivo ca\u00f3tico e caro, a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o indignas, a habita\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria e a viol\u00eancia policial nos bairros populares. Em vez de resolver esses problemas concretos do povo, o estado burgu\u00eas, como sempre, trata a quest\u00e3o social como caso de pol\u00edcia. Dessa forma, amplia a repress\u00e3o contra a justa luta da popula\u00e7\u00e3o e da juventude por seus direitos sociais b\u00e1sicos e contra os desmandos policiais nos bairros das grandes cidades e at\u00e9 chamam o Ex\u00e9rcito e a For\u00e7a Nacional para reprimir as greves e manifesta\u00e7\u00f5es, como ocorreu recentemente nos protestos contra a entrega do petr\u00f3leo ao capital.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a tradi\u00e7\u00e3o das classes dominantes brasileiras, que foram viciadas historicamente na impunidade e na viol\u00eancia contra o proletariado e atualmente v\u00eam realizando uma verdadeira guerra aberta conta o povo. Isso pode ser sintetizado em recente entrevista do governador de S\u00e3o Paulo, ap\u00f3s o massacre de jovens pela pol\u00edcia. Arrogante, ele disse:\u201cquem n\u00e3o reagiu est\u00e1 vivo\u201d, \u00a0numa autoriza\u00e7\u00e3o \u00e0 barb\u00e1rie. Nessa guerra, a pol\u00edcia utiliza armas letais, carros blindados, balas de borracha, g\u00e1s lacrimog\u00eaneo e de pimenta, bombas de efeito moral e todo um aparato b\u00e9lico para enfrentar a popula\u00e7\u00e3o e os manifestantes, al\u00e9m do fato de que ainda infiltra agentes provocadores nas manifesta\u00e7\u00f5es para justificar a repress\u00e3o. Todos s\u00e3o testemunhas das pris\u00f5es em massas nos recentes protestos, dos assassinatos e da viol\u00eancia, sobretudo contra jovens pobres e negros,v\u00edtimas principais da pol\u00edcia, sem direito de defesa e mais ainda a \u201cembargos infringentes\u201d.<\/p>\n<p>Alguns exemplos concretos podem ilustrar a barb\u00e1rie contra a popula\u00e7\u00e3o e a juventude. Recentemente, o ajudante de pedreiro Amarildo foi torturado at\u00e9 a morte numa Unidade de Pol\u00edcia \u201cpacificadora\u201d do Rio de Janeiro. Em S\u00e3o Paulo, um policial matou com um tiro no peito jovem Douglas Rodrigues numa batida policial, sem nenhum motivo. \u201cPor que o senhor atirou em mim?\u201d foram as \u00faltimas palavras do jovem antes de morrer. Durante as manifesta\u00e7\u00f5es de junho a pol\u00edcia atirou com balas de borracha e cegou dois manifestantes, um estudante e um fot\u00f3grafo.<\/p>\n<p>Portanto, essa \u00e9 a verdadeira viol\u00eancia, a viol\u00eancia institucionalizada, a viol\u00eancia do Estado e do capital. O que \u00e9 mais desumano? Quebrar algumas ag\u00eancias de banco, lojas comerciais e bater num policial que estava provocando os manifestantes ou a tortura at\u00e9 a morte do ajudante de pedreiro Amarildo, o assassinato do jovem Douglas Rodrigues ou furar os olhos de dois jovens? \u00a0Portanto, a viol\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nada mais nada menos que a resposta \u00e0s atrocidades de que cotidianamente s\u00e3o v\u00edtimas o proletariado \u00a0e a juventude nos bairros populares.<\/p>\n<p>Essa conjuntura \u00e9 que provocou o surgimento de diversos grupos e t\u00e1ticas que identificamos como anticapitalistas, incluindo os chamados Black Blocs, que v\u00eam dando resposta violenta \u00e0 viol\u00eancia da pol\u00edcia, expressando a indigna\u00e7\u00e3o da juventude contra a repress\u00e3o permanente ao povo, contra as humilha\u00e7\u00f5es cotidianas das batidas policiais nos bairros e as prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o. Os jovens e os prolet\u00e1rios n\u00e3o querem mais ver seus irm\u00e3os, amigos e conhecidos serem assassinados nesta escalada da criminaliza\u00e7\u00e3o da pobreza. Esses grupos combativos de jovens s\u00e3o um fen\u00f4meno social e n\u00e3o podem ser tratados como marginais, nem criminosos. S\u00e3o jovens indignados com a viol\u00eancia do capital, que imaginam estar contribuindo para o enfraquecimento do capitalismo com a\u00e7\u00f5es espetaculares, de pequenos grupos ousados. Os jovens comunistas, nas manifesta\u00e7\u00f5es populares, perfilam lado a lado com esses grupos na autodefesa contra a viol\u00eancia policial.<\/p>\n<p>O Partido Comunista Brasileiro (PCB) tem longa experi\u00eancia de luta contra o capital. Sabemos que s\u00f3 as lutas que envolvam grandes massas, com protagonismo da classe oper\u00e1ria e dos trabalhadores em geral, s\u00e3o capazes de derrubar o capitalismo. Por isso, procuramos organizar os trabalhadores, a juventude e o povo pobres dos bairros para derrotar o sistema capitalista. Entendemos que os Black Blocs, anarquistas e outros grupos que se formam em fun\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia \u00e0 viol\u00eancia policial n\u00e3o s\u00e3o nossos inimigos, como alguns setores da esquerda institucionalizada procuram fazer crer. S\u00e3o companheiros que utilizam uma t\u00e1tica diferente da nossa, mas merecem respeito e solidariedade e temos a obriga\u00e7\u00e3o de dialogar com esses segmentos e procurar traz\u00ea-los para a luta organizada de massas.<\/p>\n<p>Entendemos que a luta de classes mudou de patamar no Pa\u00eds e tende a se acirrar \u00e0 medida em que a crise econ\u00f4mica mundial avan\u00e7a e que a crise social se intensifica no Brasil. \u00c9 bom que a esquerda institucionalizada v\u00e1 se acostumando com a resposta das massas \u00e0 viol\u00eancia do Estado. As jornadas de junho foram apenas o come\u00e7o de um processo que ser\u00e1 longo, violento e tenso, como toda a luta de classes. Como organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, n\u00f3s estaremos sem vacila\u00e7\u00f5es na linha de frente das lutas sociais e pol\u00edticas no Brasil, procurando contribuir para a organiza\u00e7\u00e3o e autodefesa do povo e constru\u00e7\u00e3o do poder popular, no rumo da sociedade socialista.<\/p>\n<p>Contra a criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais!<\/p>\n<p>Toda solidariedade aos que est\u00e3o na luta anticapitalista!<\/p>\n<p>Pela liberta\u00e7\u00e3o dos presos pol\u00edticos e o fim dos processos judiciais!<\/p>\n<p>Pelo Poder Popular!<\/p>\n<p>PCB (Partido Comunista Brasileiro)<\/p>\n<p>Comiss\u00e3o Pol\u00edtica Nacional<\/p>\n<p>(novembro de 2013)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n(Nota Pol\u00edtica do PCB)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5629\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-5629","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c25-notas-politicas-do-pcb"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1sN","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5629","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5629"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5629\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5629"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5629"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5629"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}