{"id":5630,"date":"2013-11-05T09:06:32","date_gmt":"2013-11-05T09:06:32","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5630"},"modified":"2013-11-05T09:06:32","modified_gmt":"2013-11-05T09:06:32","slug":"homenagem-a-uma-mulher-exemplar-berta-rosenvorzel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5630","title":{"rendered":"Homenagem a uma mulher exemplar: Berta Rosenvorzel"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Guillermina Roca Iturralde<\/p>\n<p>Fotos: Ver\u00f3nica Canino<\/p>\n<p>(do Resumen Latinoamericano)<\/p>\n<p>Com grande afeto e admira\u00e7\u00e3o foi homenageada Berta Rosenvorzel, um dos cinco professores argentinos que participaram da Campanha Nacional de Alfabetiza\u00e7\u00e3o cubana, na Embaixada de cuba em Buenos Aires.<\/p>\n<p>A Campanha est\u00e1 nas v\u00e9speras de comemorar 52 anos, em 22 de dezembro, dia em que Fidel Castro anunciou uma Cuba livre do analfabetismo. Berta recordou-se do papel do professor argentino Jos\u00e9 Murillo que, junto das educadoras Tatiana Viola, Elisa Vigo, Ang\u00e9lica Iglesias e ela, se alistou no Ex\u00e9rcito de Alfabetiza\u00e7\u00e3o das Brigadas Conrado Ben\u00edtez, em solo cubano. Um momento da hist\u00f3ria revolucion\u00e1ria que n\u00e3o \u00e9 conhecido na profundidade que merece, mas que est\u00e1 muito claro no testemunho vital de uma de suas protagonistas.<\/p>\n<p>O ato foi organizado pela filial San Mart\u00edn da AELAC (Associa\u00e7\u00e3o de Educadores da Am\u00e9rica Latina e do Caribe), entidade a qual pertence a homenageada. Abriu o turno de oradores a companheira do falecido professor Jos\u00e9 Murilo, que evocou o que foi essa cruzada do saber levada a cabo pelo povo de Cuba.<\/p>\n<p>Depois, Rosenvorzel, com muita for\u00e7a e presen\u00e7a apesar dos 94 anos feitos nesta mesma semana, come\u00e7ou esclarecendo \u201cque no lugar do cora\u00e7\u00e3o, possui um motor\u201d para suportar tantas emo\u00e7\u00f5es. Refletiu que n\u00e3o podem existir as ci\u00eancias sociais e educativas sem o primeiro passo dado por Cuba com a alfabetiza\u00e7\u00e3o em 1961, com essa fa\u00e7anha cultural e popular do povo cubano. Assinalou que confia na responsabilidade dos educadores porque \u201ca educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um elemento muito importante nas transforma\u00e7\u00f5es sociais\u201d. \u201cHoje compartilhamos os sonhos, a realidade do que significou Cuba para as lutas da Am\u00e9rica Latina e \u00c1frica que a puderam incorporar, porque Cuba demonstrou que nos momentos t\u00e3o dif\u00edceis se pode e se deve bater o imperialismo ianque e aos outros que tamb\u00e9m permanecem\u201d, assegurou Berta.<\/p>\n<p>Por outro lado, recordou que o dia que regressaram \u00e0 Argentina, estava ocorrendo o encontro da OEA, quando Cuba foi expulsa. \u201cNo entanto, agora temos na Am\u00e9rica Latina v\u00e1rios organismos muitos importantes de integra\u00e7\u00e3o e vamos seguir adiante, pois j\u00e1 n\u00e3o se pode voltar atr\u00e1s. O socialismo, de uma ou outra forma, vai permanecer em nossa Am\u00e9rica Latina. \u00c9 o mais belo, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, n\u00e3o \u00e9 simples, mas est\u00e1 sempre a disposi\u00e7\u00e3o. Viva Cuba!\u201d. Todos os presentes responderam com o mesmo fervor a esse grito sentido e com aplausos interromperam o discurso de Berta, que depois fez men\u00e7\u00e3o \u00e0 recente declara\u00e7\u00e3o de constitucionalidade da Lei de M\u00eddias na Argentina, que a professora alfabetizadora incluiu como \u201cum dos tantos projetos futuros a serem aprovados em benef\u00edcio de nosso povo\u201d.<\/p>\n<p>O ato come\u00e7ou com a proje\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio produzido pelo Resumen Latinoamericano: \u201cCuba: a grande fa\u00e7anha do saber\u201d, de Mar\u00eda Torrellas, onde se evoca o trabalho realizado por Berta em Cuba, e em homenagem \u00e0 campanha atual de alfabetiza\u00e7\u00e3o \u201cYo si puedo\u201d, realizada na Argentina e em outras partes da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>\u201cA ideia \u00e9 que Berta explique de onde surgiu esse af\u00e3 da revolu\u00e7\u00e3o cubana de ensinar a ler e escrever ao mundo e mostrar como foi essa fa\u00e7anha da alfabetiza\u00e7\u00e3o em torno de Mart\u00ed, de Fidel, do Che, das mulheres da revolu\u00e7\u00e3o. Dessas meninas que, com treze anos, iam alfabetizar e diziam a Fidel: \u201ceu vou fazer o que minha p\u00e1tria precisa\u201d e os meninos de quinze anos que alfabetizavam, apesar de colocar suas vidas em perigo\u201d, explicou Torrellas.<\/p>\n<p>Depois, a respons\u00e1vel da Funda\u00e7\u00e3o Un Mundo Mejor es Posible, Claudia Cambia, lembrou que Berta apoiou desde o come\u00e7o a campanha alfabetizadora do \u201cYo si puedo\u201d na Argentina.<\/p>\n<p>Para finalizar a homenagem, o embaixador cubano na Argentina, Jorge Lamadrid Mascar\u00f3, agradeceu Berta por sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 luta de Cuba e citou as palavras que Fidel Castro proclamou na Plaza de la Revoluci\u00f3n em 22 de dezembro de 1961, ap\u00f3s ganhar a batalha contra o analfabetismo: \u201cNenhum momento mais solene e emocionante, nenhum instante de maior j\u00fabilo, nenhum minuto de leg\u00edtimo orgulho e de gl\u00f3ria, como este em quatro s\u00e9culo e meio de ignor\u00e2ncia foram derrubados\u201d.<\/p>\n<p>Parte del p\u00fablico que asisti\u00f3 al homenaje, en momentos que se proyecta el documental sobre Berta.<\/p>\n<p>Berta e o embaixador Lamadrid Mascar\u00f3<\/p>\n<p>Homenagem aos 94 anos de exist\u00eancia desta lutadora argentina solid\u00e1ria com Cuba<\/p>\n<p>A Madre de Plaza de Mayo (L\u00ednea Fundadora), Nora Corti\u00f1as, junto da companheira de outro dos alfabetizadores de Cuba em 1961, Jos\u00e9 Murillo.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.kaosenlared.net\/america-latina\/item\/72750-homenaje-a-una-mujer-ejemplar-berta-rosenvorzel.html<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nAlfabetizadora argentina em Cuba de 1961, quando rec\u00e9m amanhecia a Revolu\u00e7\u00e3o.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5630\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-5630","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c57-revolucao-cubana"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1sO","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5630","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5630"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5630\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5630"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5630"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5630"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}