{"id":5645,"date":"2013-11-09T16:19:24","date_gmt":"2013-11-09T16:19:24","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5645"},"modified":"2013-11-09T16:19:24","modified_gmt":"2013-11-09T16:19:24","slug":"qa-luta-contra-o-reformismo-e-o-oportunismo-e-a-principal-batalha-dos-revolucionarios-na-atualidadeq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5645","title":{"rendered":"&#8220;A luta contra o reformismo e o oportunismo \u00e9 a principal batalha dos revolucion\u00e1rios na atualidade&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>Entrevista ao jornal \u201cUnidad y Lucha\u201d, do PCPE (Partido Comunista dos Povos de Espanha), outubro de 2013<\/p>\n<p>Unidad y Lucha: Camarada Ivan, h\u00e1 uns meses o Brasil viveu fortes mobiliza\u00e7\u00f5es populares iniciadas por causa do pre\u00e7o das passagens de \u00f4nibus. Voc\u00ea pode comentar que an\u00e1lise faz o PCB desses movimentos?<\/p>\n<p>Ivan Pinheiro: As manifesta\u00e7\u00f5es no Brasil n\u00e3o terminaram, apenas se encontram em fogo baixo. O reajuste das tarifas de \u00f4nibus s\u00f3 destampou uma panela de press\u00e3o social que misturava in\u00fameras insatisfa\u00e7\u00f5es, derramando todas as ang\u00fastias e demandas do povo brasileiro, sobretudo da grande maioria da juventude das camadas populares, sem perspectiva de futuro digno. Esta explos\u00e3o desmontou uma mentira oficial dos governos reformistas do PT, a de que todos os brasileiros viviam felizes e em harmonia, em um capitalismo &#8220;de rosto humano&#8221; que favorecia todas as classes sociais e no qual todos ganhavam. Inventaram dois conceitos ex\u00f3ticos: &#8220;capitalismo de massas&#8221; e &#8220;sociedade de classe m\u00e9dia&#8221;.<\/p>\n<p>Para se ter uma dimens\u00e3o do tamanho desta manipula\u00e7\u00e3o, basta ver que, apesar do crescimento do PIB, a desigualdade social segue aumentando. Os ricos s\u00e3o mais ricos e os pobres mais pobres. Segundo dados do Banco Mundial, apesar de o Brasil ser a 6\u00aa economia do mundo, est\u00e1 no posto 85\u00ba no IDH (\u00cdndice de Desenvolvimento Humano). Na Am\u00e9rica Latina, ocupa o \u00faltimo lugar na m\u00e9dia de anos de escolariza\u00e7\u00e3o e o primeiro na evas\u00e3o escolar no n\u00edvel b\u00e1sico (PNUD\/ONU).<\/p>\n<p>Esse discurso artificial era funcional dentro do pa\u00eds, para manter a passividade dos trabalhadores, e no exterior, para captar investimentos estrangeiros e alavancar a posi\u00e7\u00e3o do capitalismo brasileiro no sistema imperialista.<\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o dos governos do PT pela governabilidade institucional burguesa e por enfrentar a crise do capitalismo com mais capitalismo est\u00e1 entre as principais causas da explos\u00e3o social. Ao tomar posse, em 2003, Lula tinha todas as condi\u00e7\u00f5es para convocar uma assembleia constituinte soberana, como o fizeram Hugo Ch\u00e1vez, Evo Morales e Rafael Correa, a fim de promover as mudan\u00e7as prometidas na campanha eleitoral, com governabilidade popular. Pelo contr\u00e1rio, nomeou o ex-presidente do Banco de Boston para dirigir o Banco Central e manteve intacta a pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo neoliberal e entreguista de Fernando Henrique Cardoso, aprofundando o abandono e a privatiza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, da educa\u00e7\u00e3o e dos servi\u00e7os p\u00fablicos em geral. Atualmente, o governo se dedica \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o, em grande escala, de rodovias, ferrovias, portos, hidroel\u00e9tricas, aeroportos e at\u00e9 est\u00e1dios de futebol.<\/p>\n<p>Dando continuidade \u00e0s pol\u00edticas neoliberais, o governo do PT promove a entrega de nossas reservas de petr\u00f3leo e privilegia o agroneg\u00f3cio, o sistema financeiro e os grandes monop\u00f3lios. Recentemente, o governo promoveu um leil\u00e3o, aberto \u00e0s multinacionais, do chamado &#8220;Campo de Libra&#8221;, uma \u00e1rea onde est\u00e3o as maiores reservas de petr\u00f3leo da camada pr\u00e9-sal, em uma quantidade superior a todas as reservas brasileiras, desde a funda\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s h\u00e1 60 anos.<\/p>\n<p>Enquanto o governo isenta de impostos o capital, segue a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho (com mais e piores empregos) e a chamada &#8220;flexibiliza\u00e7\u00e3o&#8221; dos direitos trabalhistas, obviamente para baixo.<\/p>\n<p>Amplia-se a pol\u00edtica de &#8220;super\u00e1vit prim\u00e1rio&#8221;, um mecanismo que reduz gastos sociais, para poder pagar aos rentistas uma d\u00edvida p\u00fablica que nunca foi auditada. As cifras do or\u00e7amento nacional para 2014 s\u00e3o impressionantes: 42,42% para o pagamento aos rentistas; 3,91% para a sa\u00fade, 3,44% para a educa\u00e7\u00e3o! A isso chamam &#8220;responsabilidade fiscal&#8221;.<\/p>\n<p>Eis o que engrossa o caldo dos protestos: abandono dos servi\u00e7os p\u00fablicos, privatiza\u00e7\u00f5es, generaliza\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o, desemprego e falta de perspectiva para a juventude. Uma das consequ\u00eancias deste quadro \u00e9 o descr\u00e9dito da pol\u00edtica e dos partidos pol\u00edticos, em fun\u00e7\u00e3o das alian\u00e7as e acordos esp\u00farios, em um governo de coaliz\u00e3o com for\u00e7as conservadoras, capitaneado por um partido que subiu ao governo prometendo transforma\u00e7\u00f5es sociais, mas que s\u00f3 se transformou a si mesmo. A burguesia estimula este descr\u00e9dito, para generalizar o desgaste e afastar os trabalhadores da pol\u00edtica e dos partidos antag\u00f4nicos \u00e0 ordem do capital.<\/p>\n<p>H\u00e1 sinais de esgotamento do ciclo do PT como partido popular, classista, de massas. Isto n\u00e3o significa seu fim, mas a consolida\u00e7\u00e3o de um processo de transforma\u00e7\u00e3o em um partido da ordem, protagonista do bipartidarismo em que a disputa se d\u00e1, fundamentalmente sobre a forma de administra\u00e7\u00e3o do capitalismo. O fato de que o PT se chama &#8220;Partido dos Trabalhadores&#8221; contribui para confundir as massas e retardar sua experi\u00eancia.<\/p>\n<p>O povo espanhol conhece como ningu\u00e9m outra transforma\u00e7\u00e3o como esta, pois quem implantou o neoliberalismo na Espanha foi um partido (PSOE), que at\u00e9 hoje se apresenta como &#8220;socialista e oper\u00e1rio&#8221;!<\/p>\n<p>Esta explos\u00e3o popular no Brasil pode voltar com amplitude e combatividade ainda maiores em 2014, com a Copa do Mundo de futebol, um mega evento cada vez mais lucrativo para o capital e excludente para os trabalhadores. Ser\u00e1 um momento em que as desigualdades sociais se tornar\u00e3o mais evidentes, quando o povo compreender\u00e1 que perdeu at\u00e9 o direito a seu mais tradicional direito ao lazer: a alegria de ir aos est\u00e1dios de futebol, agora privatizados e privativos das classes mais abastadas, devido aos elevados pre\u00e7os dos ingressos. Observe-se que a emerg\u00eancia do Brasil como pot\u00eancia capitalista trouxe para c\u00e1 tamb\u00e9m as Olimp\u00edadas de 2016.<\/p>\n<p>Estes mega eventos e o &#8220;destravamento&#8221; do capitalismo, que o PT chama &#8220;neo-desenvolvimentismo&#8221;, est\u00e3o destruindo inclusive os direitos \u00e0 vida e \u00e0 moradia. Como o capitalismo n\u00e3o pede permiss\u00e3o a nada, vai criminalizando a pobreza, varrendo bairros populares, comunidades ind\u00edgenas, ribeirinhas e afrodescendentes. Enquanto isso, o Estado brasileiro passa por um processo de fascistiza\u00e7\u00e3o, militarizando cada vez mais a pol\u00edcia, reprimindo e criminalizando os movimentos populares, enquanto os meios de comunica\u00e7\u00e3o burgueses reinam soberanos, forjando as vers\u00f5es e manipula\u00e7\u00f5es que lhes interessam, j\u00e1 que os governos do PT n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o tocaram um dedo no monop\u00f3lio das comunica\u00e7\u00f5es como o financiam com publicidade oficial.<\/p>\n<p>Nesta escalada repressiva, tramita no Congresso Nacional, com o sil\u00eancio c\u00famplice do governo, uma lei &#8220;antiterrorista&#8221; intencionalmente ampla e evasiva, para servir \u00e0 criminaliza\u00e7\u00e3o das lutas populares e das organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias e para tratar de evitar grandes manifesta\u00e7\u00f5es durante os megaeventos esportivos programados.<\/p>\n<p>Unidad y Lucha: H\u00e1 quem afirme que o governo de Dilma Rousseff e do PT \u00e9 favor\u00e1vel aos trabalhadores. Qual \u00e9 a postura do PCB a respeito?<\/p>\n<p>Ivan Pinheiro: Como tentei demonstrar na pergunta anterior, os governos &#8220;petistas&#8221; est\u00e3o, fundamentalmente, a servi\u00e7o do capital. N\u00e3o h\u00e1 governo neutro; n\u00e3o h\u00e1 terceira via.<\/p>\n<p>O governo Dilma parece mais neoliberal que o de Lula, somente porque agora a crise do capitalismo amea\u00e7a tamb\u00e9m os pa\u00edses emergentes, que se haviam beneficiado dela na primeira d\u00e9cada deste s\u00e9culo. Para retardar a chegada da crise ao pa\u00eds, ou mitig\u00e1-la, Dilma faz cada vez mais concess\u00f5es ao capital. Seu governo est\u00e1 sendo pautado pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o burgueses, por aliados conservadores e pelas metas estabelecidas pelas ag\u00eancias internacionais do capital. No entanto, seu governo \u00e9 de continuidade, n\u00e3o de ruptura com o de Lula.<\/p>\n<p>No imagin\u00e1rio de parte da esquerda latino-americana, os governos &#8220;petistas&#8221; ainda parecem progressistas; alguns chegam a idealiz\u00e1-los como antiimperialistas. Isso tem a ver com o passado combativo do PT e de Lula, sua principal refer\u00eancia.<\/p>\n<p>Superar esta ilus\u00e3o, este obst\u00e1culo, \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia para que avancemos na constru\u00e7\u00e3o de uma unidade de a\u00e7\u00e3o continental revolucion\u00e1ria, anticapitalista e antiimperialista. O PT \u00e9 hoje um partido da ordem. Domesticou e cooptou as principais entidades de massas, como a CUT (Central \u00danica dos Trabalhadores) e a UNE (Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes). Seu aliado principal \u00e9 um partido de centro-direita (PMDB), que tem em suas m\u00e3os a chave do poder legislativo brasileiro, presidindo, ao mesmo tempo, a C\u00e2mara de Deputados e o Senado, al\u00e9m de ocupar a Vice-presid\u00eancia da Rep\u00fablica e minist\u00e9rios estrat\u00e9gicos.<\/p>\n<p>No Brasil, nunca os banqueiros, as empreiteiras, o agroneg\u00f3cio e os monop\u00f3lios haviam tido tanto lucro. A pol\u00edtica econ\u00f4mica e a pol\u00edtica externa do Estado burgu\u00eas brasileiro est\u00e3o a servi\u00e7o do projeto que busca fazer do Brasil uma grande pot\u00eancia capitalista, nos marcos do sistema imperialista. Seu fetiche \u00e9 uma cadeira permanente no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, que confere o status de pot\u00eancia. As chamadas multinacionais de origem brasileira, alavancadas por financiamento p\u00fablico, j\u00e1 dominam mercados em muitos pa\u00edses, especialmente na Am\u00e9rica Latina, um grande canteiro de obras para as empreiteiras preferidas do governo, principais fontes de financiamento privado do PT. A Petrobras, apresentada como estatal, \u00e9 uma multinacional como outra qualquer, com mais de 60% de suas a\u00e7\u00f5es em m\u00e3os particulares, vendidas na Bolsa de Nova York.<\/p>\n<p>Hoje, o governo brasileiro \u00e9 o organizador da transfer\u00eancia da maior parte da renda e da riqueza produzida pelo pa\u00eds para a burguesia, por meio do super\u00e1vit prim\u00e1rio, da pol\u00edtica de elevadas taxas de juros e do sistema tribut\u00e1rio altamente regressivo. O consumo \u00e9 estimulado com isen\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias \u00e0s empresas, com cr\u00e9dito f\u00e1cil e caro, mas n\u00e3o com aumentos salariais. O resultado \u00e9 que as fam\u00edlias brasileiras t\u00eam um dos \u00edndices de endividamento mais altos do mundo, que compromete, em m\u00e9dia, 46% de suas rendas.<\/p>\n<p>Unidad y Lucha: No seu pa\u00eds existem diferentes organiza\u00e7\u00f5es que se reivindicam do campo comunista. Que tipo de rela\u00e7\u00f5es mant\u00eam com elas?<\/p>\n<p>Ivan Pinheiro: A maioria destas organiza\u00e7\u00f5es imagina o imperialismo como o inimigo externo, o que as leva a defender o que uns chamam &#8220;projeto popular e democr\u00e1tico&#8221;, outros &#8220;nacional desenvolvimentismo&#8221; ou &#8220;liberta\u00e7\u00e3o nacional&#8221;. Prevalece neste campo pol\u00edtico o discurso contra o imperialismo norte-americano \u2013 como se houvesse outro imperialismo bom, com o qual poder\u00edamos nos aliar \u2013 e contra o neoliberalismo, que v\u00eaem como um capitalismo &#8220;selvagem&#8221;, desumano.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o do PCB, n\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00f5es antag\u00f4nicas entre o n\u00facleo hegem\u00f4nico da burguesia brasileira e o imperialismo, que n\u00e3o \u00e9 um &#8220;inimigo externo&#8221; que deve ser combatido por uma frente de concilia\u00e7\u00e3o de classe entre o proletariado e a burguesia &#8220;nacional&#8221;, como dizem os reformistas. \u00c9 um inimigo interno, j\u00e1 que o Brasil \u00e9 parte do sistema imperialista, apesar de suas contradi\u00e7\u00f5es e de ainda ser um ator coadjuvante, mas em plena ascens\u00e3o.<\/p>\n<p>O PCB, estudando o capitalismo brasileiro, a partir de um rigoroso ponto de vista marxista, chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que ele \u00e9 plenamente desenvolvido, de que disp\u00f5e de todas as institui\u00e7\u00f5es e condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para seu florescimento. Com esta an\u00e1lise, chegamos \u00e0 compreens\u00e3o l\u00f3gica de que a contradi\u00e7\u00e3o fundamental da sociedade brasileira se d\u00e1 entre o capital e o trabalho, o que nos leva a concluir que o car\u00e1ter da revolu\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 socialista. Isto n\u00e3o significa que estamos dizendo, como insinuam nossos detratores, que em nosso pa\u00eds, o socialismo est\u00e1 ali na esquina, porque nos faltam (e muito) as condi\u00e7\u00f5es subjetivas, entre outros fatores em fun\u00e7\u00e3o da hegemonia reformista e oportunista no campo que se define genericamente como esquerda.<\/p>\n<p>Obviamente, temos diverg\u00eancias com essas organiza\u00e7\u00f5es na pol\u00edtica de alian\u00e7as. As estrat\u00e9gias reformistas implicam em alian\u00e7as com a burguesia, em privilegiar a luta no campo institucional. Transmitem aos trabalhadores a ilus\u00e3o de que \u00e9 poss\u00edvel humanizar o capitalismo e caminhar at\u00e9 o socialismo pela democracia burguesa, por meio de avan\u00e7os seguros e graduais. J\u00e1 as estrat\u00e9gias socialistas levam a alian\u00e7as no campo das for\u00e7as pol\u00edticas e sociais anticapitalistas e antiimperialistas, privilegiando as lutas de massas, sem descartar nenhuma forma de luta.<\/p>\n<p>Com algumas destas organiza\u00e7\u00f5es reformistas temos unidade pontual na solidariedade internacional, como no caso da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, do processo de mudan\u00e7as na Venezuela, da resist\u00eancia dos s\u00edrios e de outros povos.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o estamos juntos nas lutas contra as a\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter imperialista do Brasil, porque desagradam ao governo, como \u00e9 o caso da ocupa\u00e7\u00e3o do Haiti, do intenso com\u00e9rcio de armas que o Brasil mant\u00e9m com a Col\u00f4mbia e Israel, do acordo militar com os Estados Unidos estabelecido durante o governo Lula, denunciado em 2010 pelo PCB, e da solidariedade \u00e0 insurg\u00eancia colombiana, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qual os reformistas querem manter dist\u00e2ncia para n\u00e3o comprometer sua imagem de &#8220;democratas&#8221;, de &#8220;esquerda moderna&#8221;. Consideram que a persist\u00eancia da guerrilha dificulta a integra\u00e7\u00e3o latino-americana e a estabilidade dos governos que consideram progressistas. Querem uma &#8220;paz&#8221; em curto prazo, a qualquer pre\u00e7o, ainda que seja a dos cemit\u00e9rios.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m h\u00e1 no Brasil organiza\u00e7\u00f5es comunistas com as que temos afinidade estrat\u00e9gica e, portanto, tamb\u00e9m na oposi\u00e7\u00e3o aos governos &#8220;petistas&#8221;. Todavia, por uma s\u00e9rie de raz\u00f5es, ainda s\u00e3o d\u00e9beis os la\u00e7os que nos unem. Existem tamb\u00e9m partidos e tend\u00eancias com refer\u00eancias socialistas, democr\u00e1ticas radicais e libert\u00e1rias, em parte com voca\u00e7\u00e3o reformista, mas com os quais temos unidade, sobretudo nos temas nacionais, na oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o do PT, incluindo entre eles uma diversidade de organiza\u00e7\u00f5es com refer\u00eancias trotskistas que, ao menos no caso brasileiro, n\u00e3o podem ser analisadas como um conjunto homog\u00eaneo.<\/p>\n<p>Nossas principais diferen\u00e7as com algumas destas organiza\u00e7\u00f5es se d\u00e3o fundamentalmente no campo da solidariedade internacional, que n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o irrelevante para um partido marxista-leninista, como \u00e9 o caso do PCB, que se reivindica e tem um comportamento profundamente internacionalista. H\u00e1 organiza\u00e7\u00f5es que jogam objetivamente o jogo do imperialismo em todos os temas internacionais, chegando at\u00e9 o ponto de apoiar o que chamam de &#8220;rebeldes&#8221; na S\u00edria, de caracterizar a Revolu\u00e7\u00e3o Cubana como una &#8220;ditadura capitalista&#8221; e considerar que Ch\u00e1vez (Maduro, hoje) e Evo Morales n\u00e3o t\u00eam qualquer diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a seus opositores olig\u00e1rquicos a servi\u00e7o do imperialismo.<\/p>\n<p>Com o surgimento das manifesta\u00e7\u00f5es de rua e como consequ\u00eancia do aumento da repress\u00e3o policial, surgem combativos grupos anarquistas, de corte anticapitalista, mas que subestimam a centralidade do trabalho e da organiza\u00e7\u00e3o da classe. Adotam uma linha de insurg\u00eancia foquista e horizontal. O PCB, que defende a radicaliza\u00e7\u00e3o da luta de classes e o direito \u00e0 insurrei\u00e7\u00e3o dos povos, compreende a viol\u00eancia com que atuam estes jovens militantes, muitos deles moradores de comunidades pobres, movidos por um justo \u00f3dio a uma pol\u00edcia que assassina a cada dia seus amigos e parentes. Em que pesem nossas diferen\u00e7as, n\u00e3o nos associamos \u00e0 campanha de sataniza\u00e7\u00e3o da qual t\u00eam sido v\u00edtimas, inclusive por parte de algumas correntes populares.<\/p>\n<p>Dentro deste quadro complexo, o PCB se move buscando a unidade pontual, em cada caso concreto, sem manter nenhuma rela\u00e7\u00e3o exclusiva com nenhuma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica deste amplo e diversificado campo do que, \u00e0 falta de outro nome, podemos chamar de\u00a0esquerda.<\/p>\n<p>Unidad y Lucha: Como analisa os diferentes processos de integra\u00e7\u00e3o que est\u00e3o surgindo na Am\u00e9rica Latina, como MERCOSUL, ALBA, CELAC e UNASUL?<\/p>\n<p>Ivan Pinheiro: Apesar de todas as limita\u00e7\u00f5es, determinadas pelo fato de que, inclusive nos pa\u00edses nos quais mais se aprofundaram os processos de mudan\u00e7a (Venezuela, Bol\u00edvia e Equador), segue vigente o sistema capitalista, o PCB nutre uma simpatia moderada com experi\u00eancias como a ALBA, uma tentativa de contraponto \u00e0 integra\u00e7\u00e3o sob a hegemonia imperialista, que seria implantada se o projeto da ALCA n\u00e3o houvesse sido derrotado pelos povos latino-americanos.<\/p>\n<p>A ALBA luta para ser uma integra\u00e7\u00e3o soberana e solid\u00e1ria, n\u00e3o s\u00f3 entre os estados e os mercados, mas tamb\u00e9m entre os povos de &#8220;Nuestra Am\u00e9rica&#8221;. Mas a indiferen\u00e7a do governo brasileiro, o desaparecimento f\u00edsico do Comandante Ch\u00e1vez e a ofensiva do imperialismo em nosso continente dificultam seu desenvolvimento.<\/p>\n<p>Para entender melhor o capitalismo brasileiro, o Brasil esteve contra a ALCA, mas boicota a ALBA, buscando um espa\u00e7o pr\u00f3prio para seu desenvolvimento. Assim, o Brasil, al\u00e9m de boicotar a ALBA, travou o desenvolvimento do Banco do Sul e do Sucre (um projeto de moeda comum latino-americana), iniciativas de Hugo Ch\u00e1vez que n\u00e3o sa\u00edram do papel, dada a oposi\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Na realidade, a estrat\u00e9gia brasileira \u00e9 ampliar e continentalizar o MERCOSUL, isolando e esvaziando a ALBA. O MERCOSUL, como sabemos, \u00e9 um projeto de integra\u00e7\u00e3o capitalista, liderado pelo Brasil e, em menor escala, tamb\u00e9m pela Argentina, ao qual a Venezuela e outros pa\u00edses sul-americanos v\u00eam aderindo, em fun\u00e7\u00e3o de suas necessidades de mercado. Como o chamado Pacto do Pac\u00edfico (M\u00e9xico, Col\u00f4mbia, Chile e Peru) \u00e9 um contraponto, mais \u00e0 ALBA que ao MERCOSUL, nada impede que este e aquele se integrem a m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<p>J\u00e1 a CELAC e a UNASUL, ainda que tenham a virtude de n\u00e3o incluir os Estados Unidos e, no caso da primeira, incluir Cuba, s\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es interestatais heterog\u00eaneas, que abarcam desde os pa\u00edses que j\u00e1 mant\u00eam TLCs (Tratados de Livre Com\u00e9rcio) com os Estados Unidos at\u00e9 aqueles que t\u00eam mantido uma postura antiimperialista. Ambas t\u00eam sido importantes para a ado\u00e7\u00e3o de alguns acordos e a solu\u00e7\u00e3o de alguns conflitos, mas incapazes de evitar golpes do imperialismo e das oligarquias, como nos casos de Honduras e Paraguai, o crescimento das bases militares ianques na regi\u00e3o, al\u00e9m de se omitirem em rela\u00e7\u00e3o ao importante di\u00e1logo pol\u00edtico para a solu\u00e7\u00e3o do conflito colombiano em Havana. Tanto na CELAC como na UNASUL, a hegemonia \u00e9 amplamente capitalista.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina necessitamos uma articula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as revolucion\u00e1rias, anticapitalistas e antiimperialistas, para fazer frente \u00e0 hegemonia do Foro de S\u00e3o Paulo, que se transformou em correia de transmiss\u00e3o do capitalismo brasileiro para ocupar mais espa\u00e7os na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a inten\u00e7\u00e3o de afirmar o Foro como bra\u00e7o regional do neodesenvolvimentismo sob a hegemonia brasileira, o PT \u2013 em alian\u00e7a com outros partidos reformistas e com aqueles que priorizam raz\u00f5es de Estado \u2013 passa a privilegiar os processos eleitorais em detrimento das lutas de massas, buscando em cada pa\u00eds contribuir pol\u00edtica e materialmente para a elei\u00e7\u00e3o de governos aliados com esta articula\u00e7\u00e3o. Isto significou a descaracteriza\u00e7\u00e3o do Foro de S\u00e3o Paulo, que havia nascido como uma articula\u00e7\u00e3o antiimperialista e socialista.<\/p>\n<p>Unidad y Lucha: O PCB realizar\u00e1 seu 15\u00ba Congresso em abril de 2014. Que objetivos tem o Partido em rela\u00e7\u00e3o a este Congresso?<\/p>\n<p>Ivan Pinheiro: Partindo do pressuposto de que a estrat\u00e9gia socialista da revolu\u00e7\u00e3o brasileira e a an\u00e1lise da crise mundial do capitalismo, elaboradas pelo XIV Congresso do Partido Comunista Brasileiro (PCB), s\u00e3o consensuais nas fileiras do PCB, o Comit\u00ea Central do PCB decidiu centrar o debate do XV Congresso Nacional em quest\u00f5es internas. Na quest\u00e3o org\u00e2nica, destacaremos o balan\u00e7o e perspectivas do processo que chamamos Reconstru\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria. No que se refere \u00e0 linha pol\u00edtica, ter\u00e3o centralidade as quest\u00f5es da via e das media\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas da estrat\u00e9gia socialista.<\/p>\n<p>O XV Congresso Nacional se dar\u00e1 em um momento especial para o Partido, que experimenta uma grande renova\u00e7\u00e3o e um crescimento com qualidade, ainda que modesto, a partir do XIV Congresso, quando o PCPE nos honrou com sua presen\u00e7a. A maioria dos atuais militantes do Partido est\u00e1 participando pela primeira vez de um Congresso do PCB.<\/p>\n<p>Com esta pauta mais orientada para quest\u00f5es internas, e diante da necessidade de usar o melhor de nossas energias para a efetiva participa\u00e7\u00e3o da milit\u00e2ncia em todo o processo congressual, tomamos a dif\u00edcil decis\u00e3o de n\u00e3o convidar desta vez o conjunto dos partidos comunistas de outros pa\u00edses, o que n\u00e3o significa que n\u00e3o receberemos com afeto os camaradas dos partidos mais identificados com o PCB que queiram presenciar este debate, trocar experi\u00eancias, opini\u00f5es, oferecer \u00e0 nossa milit\u00e2ncia seus pontos de vista e estreitar os la\u00e7os de amizade e unidade dos partidos comunistas que combatem o reformismo.<\/p>\n<p>Unidad y Lucha: Em novembro deste ano se realizar\u00e1 em Lisboa o Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios. Como v\u00ea o estado de sa\u00fade do Movimento Comunista Internacional e, especificamente, na Am\u00e9rica?<\/p>\n<p>Ivan Pinheiro: Seguimos carentes de um novo e vigoroso movimento comunista internacional, lamento ter que incluir aqui o adjetivo\u00a0revolucion\u00e1rio, pois cada vez as palavras e conceitos perdem mais seu sentido. H\u00e1 partidos que se dizem comunistas, inclusive no Brasil, mas que na realidade s\u00e3o linha auxiliar do capital. N\u00e3o mudam de nome porque lhes \u00e9 funcional, a fim de serem aceitos e bem tratados pela burguesia, em fun\u00e7\u00e3o dos favores que prestam iludindo os trabalhadores com a possibilidade de humanizar o capitalismo.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o defendemos uma internacional verticalizada e burocratizada, que pretenda dirigir os partidos membros com manuais de orienta\u00e7\u00f5es padronizadas, como se os pa\u00edses fossem homog\u00eaneos e as revolu\u00e7\u00f5es um produto de exporta\u00e7\u00e3o. Pensamos em uma articula\u00e7\u00e3o comunista internacional baseada na unidade de a\u00e7\u00e3o, com uma coordena\u00e7\u00e3o que facilite o interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es, as rela\u00e7\u00f5es bilaterais e regionais, contribua para o debate e a forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e ideol\u00f3gica, para o protagonismo e a unidade de a\u00e7\u00e3o do proletariado em \u00e2mbito mundial e a solidariedade internacionalista aos povos em luta. O ocaso do culto \u00e0 personalidade e a n\u00e3o exist\u00eancia de um &#8220;partido guia&#8221; s\u00e3o fatores favor\u00e1veis a este projeto.<\/p>\n<p>Esta articula\u00e7\u00e3o deve ser levada ao \u00e2mbito regional. Temos visto com bons olhos o recente encontro em Bruxelas, que reuniu trinta partidos comunistas (revolucion\u00e1rios) de v\u00e1rios pa\u00edses da Europa, incluindo o PCPE, e que criou uma alternativa ao reformismo do Partido da Esquerda Europeia (PEE) que, ao que sabemos, se articula com o Foro de S\u00e3o Paulo na perspectiva de uma internacional social-liberal.\u00a0O PCB est\u00e1 disposto a colaborar, dentro de suas possibilidades, para a reprodu\u00e7\u00e3o de uma iniciativa do g\u00eanero na Am\u00e9rica Latina<\/p>\n<p>A luta contra o reformismo e o oportunismo \u00e9 a principal batalha dos revolucion\u00e1rios na atualidade.<\/p>\n<p>Unidad y Lucha: H\u00e1 algo mais que gostaria de dizer aos nossos leitores?<\/p>\n<p>Ivan Pinheiro: Algo mais sobre a Am\u00e9rica Latina, regi\u00e3o que se destaca hoje no tabuleiro da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as mundial.<\/p>\n<p>Mais al\u00e9m da necessidade de refor\u00e7ar nossa solidariedade \u00e0 her\u00f3ica Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, aos processos da Bol\u00edvia e Equador e a resist\u00eancia dos povos, a a\u00e7\u00e3o dos internacionalistas deve concentrar-se hoje na luta de classes que se desenvolve na Col\u00f4mbia e Venezuela. O futuro da Am\u00e9rica Latina est\u00e1 sendo jogado nestes dos pa\u00edses de povos irm\u00e3os, com repercuss\u00f5es mundiais.<\/p>\n<p>Na Venezuela, segue a ofensiva da direita, valendo-se da aus\u00eancia f\u00edsica do Comandante Hugo Ch\u00e1vez, do resultado modesto na vit\u00f3ria leg\u00edtima de Nicol\u00e1s Maduro e, principalmente, das limita\u00e7\u00f5es da chamada revolu\u00e7\u00e3o bolivariana. Uma revolu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o avan\u00e7a, que n\u00e3o consegue ir destruindo as estruturas do estado burgu\u00eas, expropriar as oligarquias e construir o poder popular, corre o risco de ser derrotada. Ante o impasse pol\u00edtico, se aproxima o momento do ajuste de contas. Ali n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de concilia\u00e7\u00e3o, de pactos de elites.<\/p>\n<p>A derrota do povo venezuelano pela oligarquia e o imperialismo impactaria negativamente na Mesa de Di\u00e1logos de Havana. Do mesmo modo, a frustra\u00e7\u00e3o destes di\u00e1logos, al\u00e9m de fragilizar e amea\u00e7ar o potente e unit\u00e1rio movimento de massas colombiano, tamb\u00e9m influiria negativamente na Venezuela.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio refor\u00e7ar nossa solidariedade ao Presidente Maduro, ao Partido Comunista de Venezuela e ao proletariado venezuelano, este ator decisivo para garantir o desbloqueio do processo bolivariano e o seu necess\u00e1rio avan\u00e7o ao socialismo.<\/p>\n<p>O \u00eaxito da Mesa de Di\u00e1logo de Havana n\u00e3o \u00e9 um problema s\u00f3 dos colombianos, mas de todos os povos da Am\u00e9rica Latina e do mundo. \u00c9 necess\u00e1rio desmontar o projeto imperialista que atribui \u00e0 Col\u00f4mbia o papel que Israel tem no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Se os di\u00e1logos prosperam, poder\u00e1 haver no pa\u00eds um clima favor\u00e1vel para as lutas pelas demandas populares, mas n\u00e3o uma &#8220;paz social&#8221;, porque a luta de classes n\u00e3o se acaba. Se frustrarem-se os di\u00e1logos, pode se repetir na Col\u00f4mbia outra fase de extrema viol\u00eancia contra o povo e suas organiza\u00e7\u00f5es, uma marca da hist\u00f3ria do estado terrorista colombiano.<\/p>\n<p>A oligarquia colombiana quer uma paz dos cemit\u00e9rios, r\u00e1pida, sem custos, para criar um ambiente favor\u00e1vel ao desenvolvimento capitalista. Ajuda a desestabilizar a Venezuela para tentar impor um acordo rebaixado \u00e0 insurg\u00eancia. N\u00e3o nos enganemos com o &#8220;pacifismo&#8221; da oligarquia e do imperialismo que a dirige. S\u00f3 recorreram ao di\u00e1logo porque sua guerra contra a insurg\u00eancia fracassou, apesar de todos os imensos recursos militares e financeiros investidos no Plano Col\u00f4mbia, dos paramilitares, das bases estadunidenses, da assessoria da CIA e da Mossad.<\/p>\n<p>Por outro lado, os interesses do povo colombiano e das guerrilhas, que se fundem na mesa de di\u00e1logo, s\u00e3o por uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com justi\u00e7a social e econ\u00f4mica, consolidada atrav\u00e9s de uma Assembleia Constituinte soberana, com amplia participa\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>O PCB se solidariza com as guerrilhas, o Partido Comunista Colombiano e as organiza\u00e7\u00f5es de massas. Neste momento, \u00e9 decisiva a solidariedade \u00e0 Delega\u00e7\u00e3o das FARC em Havana e \u00e0 Marcha Patri\u00f3tica (um movimento plural e unit\u00e1rio, que congrega milhares de organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais), de cujo desenvolvimento depende em grande medida a continuidade e a viabilidade das negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Finalmente, deixamos aqui uma sauda\u00e7\u00e3o fraterna e revolucion\u00e1ria ao PCPE (Partido Comunista dos Povos da Espanha), com o qual compartilhamos a ousadia de contribuir para que um dia o comunismo prevale\u00e7a no mundo, colocando fim \u00e0 explora\u00e7\u00e3o, \u00e0 opress\u00e3o, \u00e0s guerras imperialistas, \u00e0 fome e \u00e0 mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>Unidad y Lucha: Muito obrigado, camarada.<\/p>\n<p>(*) Ivan Pinheiro \u00e9 Secret\u00e1rio Geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<p>O original encontra-se em <a href=\"http:\/\/www.unidadylucha.es\/index.php\/internacional\/301-entrevista-ivan-pinheiro-secretario-general-del-pcb\" target=\"_blank\">www.unidadylucha.es\/&#8230; <\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nIvan Pinheiro (*)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5645\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-5645","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c29-organizacao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1t3","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5645","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5645"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5645\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5645"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}