{"id":5689,"date":"2013-11-29T12:22:18","date_gmt":"2013-11-29T12:22:18","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5689"},"modified":"2013-11-29T12:22:18","modified_gmt":"2013-11-29T12:22:18","slug":"retrato-estilhacado-de-um-guerrilheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5689","title":{"rendered":"Retrato estilha\u00e7ado de um guerrilheiro"},"content":{"rendered":"\n<p>Em entrevista ao Correio, o jornalista M\u00e1rio Magalh\u00e3es, autor de biografia vencedora do Pr\u00eamio Jabuti 2013, fala sobre a grandeza, as contradi\u00e7\u00f5es e a contribui\u00e7\u00e3o de Carlos Marighella para a conquista de direitos no Brasil<\/p>\n<p>Severino Francisco<\/p>\n<p>Durante muitas d\u00e9cadas, o guerrilheiro Carlos Marighella foi um personagem em busca de um autor. N\u00e3o \u00e9 mais. O rep\u00f3rter M\u00e1rio Magalh\u00e3es, 49, dedicou 9 anos de sua vida (sendo cinco anos e nove meses de trabalho exclusivo) para reconstituir a trajet\u00f3ria aventurosa, apaixonada, acidentada e quixotesca de Marighella. A varredura da pesquisa incluiu entrevistas com 256 pessoas que passaram pela vida do mulato baiano e alcan\u00e7ou arquivos p\u00fablicos e acervos pessoais. O resultado \u00e9 um retrato estilha\u00e7ado, contradit\u00f3rio, dram\u00e1tico e vivo, registrado em Marighella \u2014 O guerrilheiro que incendiou o mundo (Ed. Cia das Letras), livro vencedor do Pr\u00eamio Jabuti de 2013 no g\u00eanero biografia.<\/p>\n<p>Filho de um italiano e de uma mulata baiana, passional e estrategista, destemido e sentimental, disciplinado e an\u00e1rquico, cultivador da poesia e autor de manuais sobre a luta armada,\u00a0 supostamente ateu e consagrado filho de Ox\u00f3ssi em um terreiro de candombl\u00e9, Marighella foi deputado do Partido Comunista Brasileiro e l\u00edder da resist\u00eancia clandestina ao longo de duas ditaduras.\u00a0 Permaneceu preso durante sete anos e meio dos 57 anos e 11 meses em que viveu.<\/p>\n<p>Mesmo depois da redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds,\u00a0 Marighella permanece um personagem maldito e proscrito da hist\u00f3ria brasileira. Essa imagem sai abalada com esse livro, que restaura a dignidade humana e pol\u00edtica do l\u00edder comunista. Magalh\u00e3es mostra o enlace indivis\u00edvel entre a vida do mulato baiano e as transforma\u00e7\u00f5es vertigionosas pelas quais o Brasil e o mundo passaram\u00a0 durante o per\u00edodo de 1930 a 1960. Marighella \u00e9 um dos protagonistas de lutas que levariam a conquistas essenciais dos cidad\u00e3os brasileiros: o 13\u00ba sal\u00e1rio, o combate \u00e0 mortalidade infantil, o direito de organiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria e o direito ao div\u00f3rcio. A farsa montada pelo regime militar para simular uma rea\u00e7\u00e3o\u00a0 armada do guerrilheiro durante tocaia \u00e9 desconstru\u00edda. Ele foi assassinado quando estava desarmado. Nesta entrevista, M\u00e1rio Magalh\u00e3es fala sobre as lutas, as contradi\u00e7\u00f5es e o lugar de\u00a0 Marighella na hist\u00f3ria brasileira: &#8220;\u00c9 leg\u00edtimo amar ou odiar Marighella, mas \u00e9 imposs\u00edvel ficar indiferente \u00e0 sua vida fascinante&#8221;, sustenta M\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>O que o fascinou em Carlos Mariguella para dedicar nove anos de sua vida em pesquisas e escrever um livro de mais de 700 p\u00e1ginas. Ele permanece um personagem maldito?<\/strong><\/p>\n<p>Marighella continua sendo um personagem maldito. Enquanto seu nome estiver barrado dos livros de hist\u00f3ria, essa condi\u00e7\u00e3o persistir\u00e1. N\u00e3o proponho que os manuais escolares o promovam ou condenem, mas que contem sua hist\u00f3ria. Omiti-la \u00e9 crime de lesa-hist\u00f3ria e de desonestidade intelectual. Como costumo enfatizar, \u00e9 leg\u00edtimo amar ou odiar Marighella, mas \u00e9 imposs\u00edvel ficar indiferente \u00e0 sua vida fascinante. Foi ela que me seduziu a mergulhar na biografia, com dois motivos relevantes. A trajet\u00f3ria de Carlos Marighella (1911-69) me permitiu narrar quatro d\u00e9cadas fren\u00e9ticas do Brasil e do mundo, dos anos 1930 aos 1960. E perfilar outros personagens espetaculares. No livro que escrevi, h\u00e1 dezenas de coadjuvantes e figurantes que merecem biografias espec\u00edficas sobre eles.<\/p>\n<p><strong>Logo na capa, voc\u00ea faz uma aposta alta, chamando Marighella de &#8220;guerrilheiro que incendiou o mundo&#8221;. At\u00e9 que ponto Marighella foi t\u00e3o importante no imagin\u00e1rio da guerrilha em um plano internacional?\u00a0 Seria algo compar\u00e1vel ao impacto de Che Guevara?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel comparar, porque Che Guevara foi comandante guerrilheiro de uma revolu\u00e7\u00e3o vitoriosa e ministro de Estado. Mas, com sua morte, em 1967, a CIA norte-americana apontou Marighella como seu sucessor na inspira\u00e7\u00e3o de movimentos rebeldes na Am\u00e9rica Latina. Em todo o mundo, Marighella inspirou e ainda inspira movimentos contestat\u00f3rios. Ele e sua organiza\u00e7\u00e3o armada foram ajudados por personalidades como o cineasta franc\u00eas Jean-Luc Godard, seu colega italiano Luchino Visconti, o fil\u00f3sofo franc\u00eas Jean-Paul Sartre e o pintor catal\u00e3o Joan Mir\u00f3. O jornal parisiense Le Monde chamava Marighella de &#8220;mulato herc\u00faleo&#8221;. A revista Time, dos Estados Unidos, de &#8220;mulato de olhos verdes&#8221;, quando eram castanhos. Quando a A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional, grupo guerrilheiro de Marighella, transmitiu mensagens pela R\u00e1dio Nacional paulista, em 1969, o New York Times dedicou enorme espa\u00e7o ao fato. At\u00e9 hoje os documentos escritos por Marighella s\u00e3o estudados nas academias militares da China e nas escolas de espi\u00f5es nos EUA. Nas manifesta\u00e7\u00f5es de junho, cartazes com o rosto e proclama\u00e7\u00f5es de Marighella apareceram por todo o Brasil. Excluindo artistas e desportistas, ele \u00e9 um dos 10 brasileiros de maior proje\u00e7\u00e3o internacional do s\u00e9culo 20. O sil\u00eancio sobre seu nome foi uma longeva heran\u00e7a da ditadura.<\/p>\n<p><strong>Um dos m\u00e9ritos do seu livro \u00e9 mostrar que Marighella participou ativamente dos movimentos de reivindica\u00e7\u00e3o de direitos sociais e mudan\u00e7as em quatro d\u00e9cadas cruciais para a hist\u00f3ria do Brasil do s\u00e9culo 20. Que mudan\u00e7as considera cruciais no pa\u00eds e qual o papel de Marighella nas conquistas de direitos sociais?<\/strong><\/p>\n<p>Na Constituinte de 1946, ele defendeu o div\u00f3rcio e perdeu, mas no futuro esse direito seria conquistado. Batalhou pelo 13\u00ba sal\u00e1rio e o derrotaram, por\u00e9m mais tarde o benef\u00edcio se tornou lei. Idem o direito de organiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria. A luta contra a exist\u00eancia de ditaduras \u2014 ele viveu sob duas, o Estado Novo (1937-45) e o regime instaurado em 1964 \u2014 n\u00e3o foi em v\u00e3o. Quando Marighella foi eleito deputado federal constituinte, em 1946, a mortalidade infantil em Salvador era de 250\/1.000. Hoje deve estar em torno de 20\/1.000.<\/p>\n<p><strong>Marighella, que se empenhou contra a mis\u00e9ria, \u00e9 um perdedor?<\/strong><\/p>\n<p>Divirjo da ideia de que Marighella foi um perdedor. Embora o Brasil tenha melhorado desde o assassinato de Marighella, em 1969, eterniza-se nossa maior trag\u00e9dia: a pornogr\u00e1fica desigualdade social. O meu livro mostra como Marighella e seus companheiros foram decisivos em muitos movimentos nos quais se mantiveram discretos. Foi ele quem pessoalmente orientou a c\u00e9lebre Greve dos 300 Mil, em S\u00e3o Paulo, em 1953. Partid\u00e1rios seus lideraram a maior greve oper\u00e1ria de 1968, em Contagem (MG).<\/p>\n<p><strong>Que bandeiras do Partido Comunista Brasileiro, demonizado h\u00e1 50 anos, foram incorporadas ao discurso pol\u00edtico atual? Qual a contribui\u00e7\u00e3o do PCB para constru\u00e7\u00e3o do Brasil moderno?<\/strong><\/p>\n<p>A principal foi a ideia de que os trabalhadores n\u00e3o s\u00e3o cidad\u00e3os de segunda classe, embora ainda sejam tratados como tal.<\/p>\n<p><strong>O Marighella que voc\u00ea revela no livro rompe com o figurino do comunista dogm\u00e1tico. Parece ser firme, mas com tra\u00e7os pouco ortodoxos, de esp\u00edrito meio an\u00e1rquico e hedonista baiano, dur\u00e3o e feminista. \u00c9 o fato de ser baiano que explicaria essas nuances?<\/strong><\/p>\n<p>A Bahia foi fundamental em sua forma\u00e7\u00e3o. Marighella se definia, em s\u00edntese, como &#8220;um mulato baiano&#8221;. \u00c9 curioso que, embora \u00e0 frente do seu tempo, dividindo o trabalho dom\u00e9stico com a mulher, ele n\u00e3o se considerava feminista e condenava o feminismo como compreendido na d\u00e9cada de 1940. Conto em detalhes no livro. Pr\u00f3ximo da morte, Marighella entrou em colis\u00e3o com governo cubano. Um dos motivos foi a recusa dos caribenhos em treinar mulheres brasileiras em guerrilha rural, distin\u00e7\u00e3o de g\u00eanero inaceit\u00e1vel para Marighella.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Responda sempre com poesia&#8221;, diz Marighella para uma amiga. Desde os tempos de estudos secund\u00e1rios ele sempre exercitou a poesia. Qual a import\u00e2ncia da poesia na vida de Marighella? Era s\u00f3 um versejar ou significava tamb\u00e9m uma vis\u00e3o de mundo?<\/strong><\/p>\n<p>Significava uma maneira de encarar a vida. \u00c0s v\u00e9speras da morte, Marighella se dedicava a compor par\u00f3dias de sucessos de Roberto Carlos. Ele ficou famoso na Bahia n\u00e3o pela pol\u00edtica, mas ao responder em versos rimados, aos 17 anos, uma prova de f\u00edsica, que eu publiquei na \u00edntegra. Marighella foi profundamente influenciado por dois poetas da Bahia, Greg\u00f3rio de Matos e Castro Alves. Em 1965, lan\u00e7ou clandestinamente um livro de poesias. A maior parte era de versos er\u00f3ticos, e n\u00e3o pol\u00edticos. Aos 19 anos, concluiu assim um poema: &#8220;Andei como o diabo! Enfim&#8230; eis-me de novo aqui:\/ quero ver se descubro se j\u00e1 me descobri&#8221;. Est\u00e1 tudo no livro.<\/p>\n<p><strong>Como disse o Renato Russo: a viol\u00eancia \u00e9 fascinante. A partir de certo momento, Marighella tomou o caminho da viol\u00eancia como op\u00e7\u00e3o de transforma\u00e7\u00e3o social. \u00c9 algo que mancha a biografia dele e o coloca na condi\u00e7\u00e3o de bandido? O que considera os altos e os baixos na trajet\u00f3ria de Marighella?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o escrevi nem uma hagiografia, exaltando o protagonista do livro, nem um libelo contra ele. Tamb\u00e9m n\u00e3o tenho veleidades de juiz. Cumpro a miss\u00e3o do bi\u00f3grafo: contei o que Marighella fez, disse e, na medida do poss\u00edvel, pensou. Ele tem grandes e pequenos momentos, como qualquer ser humano. N\u00e3o exponho minha opini\u00e3o sobre a luta armada contra a ditadura. Apenas registro que havia muitas formas leg\u00edtimas de enfrentar o regime p\u00f3s-1964, e a guerrilha era uma delas. Te\u00f3logos cl\u00e1ssicos da Igreja j\u00e1 aceitavam, s\u00e9culos atr\u00e1s, o recurso \u00e0 viol\u00eancia como instrumento para combater tiranias. Mas n\u00e3o julgo Marighella, n\u00e3o escrevo que ele foi her\u00f3i ou bandido. Conto sua hist\u00f3ria, para que cada leitor a avalie conforme seus pr\u00f3prios valores. Papel de bi\u00f3grafo n\u00e3o \u00e9 fazer cabe\u00e7a de leitor, mas contar hist\u00f3rias. Reconstituo a tortura pela qual o jovem Marighella passou por 21 dias em 1936. N\u00e3o duvido que haja quem se identifique com os torturadores&#8230;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1, no momento, uma discuss\u00e3o sobre a inviolabilidade da vida privada de pessoas p\u00fablicas. No caso de Marighella, a vida privada e a vida p\u00fablica se entrela\u00e7am de maneira indivis\u00edvel. Que preju\u00edzos para a compreens\u00e3o de Marighella e da hist\u00f3ria a que ele est\u00e1 ligado se houvesse cerceamento de pesquisa a aspectos da vida \u00edntima do personagem?<\/strong><\/p>\n<p>O livro que eu escrevi n\u00e3o existiria. Marighella lutou apaixonadamente pela revolu\u00e7\u00e3o social e amou e foi amado com igual intensidade. Como separar o revolucion\u00e1rio valente do homem passional?<\/p>\n<p><strong>O grupo Procure Saber afirmou que os bi\u00f3grafos ganham rios de dinheiro com os livros que escrevem no Brasil. \u00c9 verdade que voc\u00eas, bi\u00f3grafos, s\u00e3o milion\u00e1rios? No seu caso espec\u00edfico, voc\u00ea ficou muito rico com o livro sobre Marighella?<\/strong><\/p>\n<p>Trabalhei nove anos na biografia. Nesse per\u00edodo, cinco anos e nove meses em regime de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva. Somando tudo o que ganhei com a venda de exemplares e o que vou ganhar com os direitos de adapta\u00e7\u00e3o para o cinema, s\u00f3 receberei 15% dos sal\u00e1rios de que abri m\u00e3o por 69 meses, ao largar um \u00f3timo emprego para cuidar do livro. Ou seja, de cada R$ 100, s\u00f3 vi a cor de R$ 15. Trocando em mi\u00fados, escrever biografia \u00e9 um suic\u00eddio financeiro.<\/p>\n<p><strong>O que diria aos ministros do STF que v\u00e3o julgar o m\u00e9rito da a\u00e7\u00e3o que pede a revis\u00e3o do artigo do C\u00f3digo Civil que tem possibilitado a censura \u00e0s biografias e a outras obras documentais envolvendo personagens da hist\u00f3ria brasileira? O direito \u00e0 inviolabilidade da vida \u00edntima deve se sobrepor ao direito da informa\u00e7\u00e3o ou essa \u00e9 uma falsa quest\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Todos os direitos, de privacidade e liberdade de express\u00e3o, est\u00e3o garantidos pela Constitui\u00e7\u00e3o Cidad\u00e3 de 1988. Mas o que o direito \u00e0 privacidade tem a ver com censura pr\u00e9via? O Brasil \u00e9 hoje a \u00fanica grande democracia do planeta a censurar livros que ainda nem foram lan\u00e7ados. A lei \u00e9 de 2002, mas ela expressa a sobreviv\u00eancia da cultura obscurantista. Quem gosta de censura \u00e9 ditadura. Espero que os ministros do STF e os congressistas consagrem a democracia, a liberdade de express\u00e3o e o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, abolindo a censura.<\/p>\n<p><em>&#8220;Marighella continua sendo um personagem maldito. Enquanto seu nome estiver barrado dos livros de hist\u00f3ria, essa condi\u00e7\u00e3o persistir\u00e1. N\u00e3o proponho que os manuais escolares o promovam ou condenem, mas que contem sua hist\u00f3ria&#8221;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5689\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-5689","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c56-memoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1tL","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5689","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5689"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5689\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5689"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5689"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5689"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}