{"id":5709,"date":"2013-12-06T23:45:37","date_gmt":"2013-12-06T23:45:37","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5709"},"modified":"2013-12-06T23:45:37","modified_gmt":"2013-12-06T23:45:37","slug":"criado-o-comite-memoria-justica-e-verdade-do-oeste-do-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5709","title":{"rendered":"Criado o Comit\u00ea Mem\u00f3ria, Justi\u00e7a e Verdade do Oeste do Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>Nessa quinta-feira, dia 4\/12\/2013 ocorreu um importante evento para aqueles que lutam pela mem\u00f3ria, verdade e justi\u00e7a no Oeste do Paran\u00e1. Estiveram reunidos na Sala dos Conselhos da Universidade Estadual do Oeste do Paran\u00e1 mais de vinte militantes da causa dos Direitos Humanos, focados na den\u00fancia dos crimes da Ditadura Civil Militar Brasileira. Estiveram l\u00e1 representadas v\u00e1rias entidades, militantes e pesquisadores no firme prop\u00f3sito da cria\u00e7\u00e3o do COMIT\u00ca MEM\u00d3RIA, VERDADE E JUSTI\u00c7A DO OESTE DO PARAN\u00c1.<\/p>\n<p>O Comit\u00ea \u00e9 uma entidade da sociedade civil, que funciona em forma de f\u00f3rum de discuss\u00e3o e encaminhamentos. \u00c9 aberto a toda e qualquer entidade que se proponha a estar engajada na luta pela den\u00fancia, apura\u00e7\u00e3o e justi\u00e7a contra os crimes cometidos pelos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o da ditadura civil-militar \u2013 1964-1988, bem como por disseminar a mem\u00f3ria da resist\u00eancia e da luta pela democracia. Seu foco principal \u00e9 a ditadura brasileira, que nos seus 21 anos deixou um rastro de mortos e desaparecidos que envergonham o Brasil na comunidade internacional. Tamb\u00e9m s\u00e3o objeto do comit\u00ea as diferentes viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos cometidos atualmente.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do per\u00edodo letivo de 2014, ser\u00e3o realizadas atividade de lan\u00e7amento p\u00fablico do Comit\u00ea em v\u00e1rias cidades do Oeste do Paran\u00e1. O Comit\u00ea participar\u00e1 da organiza\u00e7\u00e3o de uma Audi\u00eancia P\u00fablica em Cascavel, que ocorrer\u00e1 nos dias 20 e 21 de mar\u00e7o de 2014 na Unioeste, em Cascavel. Essa atividade ser\u00e1 promovida em conjunto com a Comiss\u00e3o Estadual da Verdade e com a Universidade Estadual do Oeste do Paran\u00e1, e objetiva ouvir publicamente todos aqueles que tenham algo a relatar sobre as sev\u00edcias, viol\u00eancias e persegui\u00e7\u00f5es cometidas pela Ditadura. Torturados, presos, perseguidos e banidos. E tamb\u00e9m objetiva ouvir os autores dos atos de viol\u00eancia, torturadores que se auto-atribu\u00edram, com a coniv\u00eancia do Estado brasileiro, o direito \u00e0 tortura, pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, mortes, ocultamento de presos e cad\u00e1veres.<\/p>\n<p>Se considerarmos apenas aqueles casos totalmente comprovados pela Lei, foram mais de 200 fam\u00edlias de desaparecidos (mortos) indenizadas pelo Estado brasileiro, ou seja, que tiveram reconhecimento dos casos de abuso de poder por parte do pr\u00f3prio Estado, muitas vezes com a coniv\u00eancia de parcelas da sociedade. Foram os familiares que sempre levaram adiante essa luta por Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a. Nos \u00faltimos anos a cria\u00e7\u00e3o dos Comit\u00eas tem sido uma forma de ampliar e disseminar essa luta, que tamb\u00e9m contempla o resgate da Mem\u00f3ria e da Hist\u00f3ria. De acordo com o dossi\u00ea\u00a0<em>Ditadura. Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos no Brasil<\/em>, passam de 400 os mortos e desaparecidos no Brasil, mas esse n\u00famero n\u00e3o contabiliza ind\u00edgenas, trabalhadores rurais e muitas outras pessoas mortas em situa\u00e7\u00f5es desconhecidas como manifesta\u00e7\u00f5es ou no ambiente de trabalho. Milhares foram enquadrados em crime contra a \u201cSeguran\u00e7a Nacional\u201d, incluindo-se a\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias ao Golpe de 64 que posteriormente foram enquadradas retroativamente como crimes de \u201clesa p\u00e1tria\u201d.<\/p>\n<p>Os avan\u00e7os recentes em termos de recupera\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria das viol\u00eancias cometidas \u00e9 em grande medida fruto da mobiliza\u00e7\u00e3o dos familiares de v\u00edtimas e organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos. Mas \u00e9 necess\u00e1rio avan\u00e7ar muito mais. \u00c9 imprescind\u00edvel a a\u00e7\u00e3o do Estado na apura\u00e7\u00e3o desses crimes, da mesma forma como \u00e9 necess\u00e1rio acabar com a impunidade garantida aos autores dos atos de viol\u00eancia de Estado conferida por uma interpreta\u00e7\u00e3o conivente da Lei de Anistia. Desde 2012 est\u00e1 em vigor a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, que vem atuando no sentido da repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, embora de forma limitada e sob a prem\u00eancia do tempo.<\/p>\n<p>O Comit\u00ea Mem\u00f3ria, Justi\u00e7a e Verdade do Oeste do Paran\u00e1 seguir\u00e1 existindo para al\u00e9m da vig\u00eancia da Lei que criou a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, porque ele \u00e9 uma entidade civil, que seguir\u00e1 cumprindo seu papel de den\u00fancia e exig\u00eancia da apura\u00e7\u00e3o dos fatos de abusos da Ditadura.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que se afirma na mem\u00f3ria dominante, a regi\u00e3o Oeste do Paran\u00e1 foi extremamente atingida pelos crimes e arbitrariedades da Ditadura. Pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, persegui\u00e7\u00f5es, desaparecimentos, torturas, desapropria\u00e7\u00f5es for\u00e7adas, intimida\u00e7\u00f5es, cassa\u00e7\u00f5es, fazem parte desse momento sangrento da nossa hist\u00f3ria recente. Uma hist\u00f3ria que n\u00e3o pode continuar sendo calada,\u00a0<em>para que n\u00e3o se esque\u00e7a, para que nunca mais aconte\u00e7a<\/em>.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea possui informa\u00e7\u00f5es, se conhece algu\u00e9m, se tem familiares diretamente atingidos, entre em contato conosco:\u00a0comissaodaverdadecascavel@gmail.com<\/p>\n<p><strong>Comit\u00ea Mem\u00f3ria, Justi\u00e7a e Verdade do Oeste do Para<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5709\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-5709","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c64-ditadura"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1u5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5709","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5709"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5709\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}