{"id":5777,"date":"2014-01-03T18:19:19","date_gmt":"2014-01-03T21:19:19","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5777"},"modified":"2017-08-25T00:00:06","modified_gmt":"2017-08-25T03:00:06","slug":"coronel-uruguaio-da-condor-fugiu-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5777","title":{"rendered":"Coronel uruguaio da Condor fugiu para o Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>O Brasil, para\u00edso da impunidade, est\u00e1 virando um santu\u00e1rio da Opera\u00e7\u00e3o Condor. Ao longo do tempo, aqui se refugiaram agentes da repress\u00e3o da Argentina e do Uruguai, fugindo da Justi\u00e7a implac\u00e1vel de seus pa\u00edses para sobreviver sob o manto de impunidade da Justi\u00e7a brasileira. Na v\u00e9spera do Ano Novo, outro torturador do Cone Sul e membro ilustre da Condor buscou o ref\u00fagio seguro das ensolaradas praias brasileiras: o coronel de Infantaria do Ex\u00e9rcito uruguaio Pedro Ant\u00f3nio Mato Narbondo, 72 anos, agora na condi\u00e7\u00e3o de fugitivo da Justi\u00e7a de Montevid\u00e9u, que esperava ouvi-lo como r\u00e9u no processo da morte de um oper\u00e1rio da constru\u00e7\u00e3o, preso e torturado em 1972 no quartel onde Mato servia.<\/p>\n<p>A constrangedora den\u00fancia da fuga de r\u00e9veillon do coronel foi feita na internet nesta segunda, 30, pelo mais temido e destemido rep\u00f3rter do Uruguai, Roger Rodr\u00edguez, 53 anos, reconhecido e premiado internacionalmente pelo jornalismo contundente que faz sobre as ditaduras e crimes contra os direitos humanos no seu pa\u00eds e no Cone Sul. Detentor do pr\u00eamio Vladimir Herzog de 1984, concedido pelo Sindicato dos Jornalistas de S\u00e3o Paulo, e do pr\u00eamio Liberdade de Express\u00e3o Iberoamericana da Casa Am\u00e9rica Catalunha, de Barcelona, em 2011, entre outros, Rodr\u00edguez \u00e9 uma figura singular do pa\u00eds: foi o \u00faltimo preso da longa ditadura (1973-1985) e o primeiro anistiado da democracia. No crep\u00fasculo do regime dos generais, foi processado pela Justi\u00e7a Militar por denunciar maus tratos \u00e0s presas pol\u00edticas da penitenci\u00e1ria de Punta de Rieles e, condenado, passou 20 dias encarcerado pela ditadura moribunda, at\u00e9 ser anistiado em seguida pela democracia nascente.<\/p>\n<p>As mais not\u00e1veis reportagens sobre o regime militar, no Uruguai, levam a assinatura de Rodr\u00edguez, que em 2001 descobriu o Segundo Vuelo, o translado clandestino em avi\u00f5es da For\u00e7a A\u00e9rea de uruguaios presos e torturados pela Condor em Buenos Aires e desaparecidos em Montevid\u00e9u. Em 2002 localizou na capital argentina o jovem Sim\u00f3n Riquelo, personagem dram\u00e1tica da ditadura, que 26 anos antes, ainda um beb\u00ea de 20 dias, foi retirado do peito da m\u00e3e, Sara M\u00e9ndez, presa e torturada pela Condor no centro de horrores montado na Automotores Orletti, no bairro portenho de Floresta. Com a sabedoria que deve ser \u00fatil a todos os rep\u00f3rteres e ainda mais essencial para os inertes ju\u00edzes brasileiros, Rodr\u00edgues ensina: \u201cCuando se sabe la verdad, se exige la justicia. La verdad es, la historia puede ser\u201d.<\/p>\n<p>Tortura antes da ditadura<\/p>\n<p>Com a obstina\u00e7\u00e3o de um exemplar sabujo do jornalismo, o rep\u00f3rter descobriu a fuga do coronel e contou a verdade, para que a hist\u00f3ria possa ser. O coronel Mato, fiel ao nome, est\u00e1 envolvido com o bando mais truculento da Opera\u00e7\u00e3o Condor no Uruguai. Ele foi acusado em 1986 de integrar o esquadr\u00e3o clandestino que sequestrou e matou em Buenos Aires, dez anos antes, o senador Zelmar Michelini e o ex-presidente da C\u00e2mara de Deputados, H\u00e9ctor Gutierrez Ruiz. Anos depois, numa crise de depress\u00e3o, o coronel recebeu tranquilizantes da enfermeira Hayde\u00e9 Tr\u00edas, a quem acabou confessando o duplo assassinato em Buenos Aires dos pol\u00edticos de oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 ditadura. Mato, reanimado pela medica\u00e7\u00e3o, acabou mostrando \u00e0 enfermeira uma placa que recebeu do Ex\u00e9rcito pelo sucesso de sua miss\u00e3o assassina.<\/p>\n<p>Mato passou para a reserva em 1984, um ano antes da queda da ditadura, e come\u00e7ou a preparar sua fuga. Era um ilustre integrante da repress\u00e3o uruguaia desde sua estrondosa apari\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio nacional, em 1972, quando ainda servia como capit\u00e3o, aos 31 anos, no Batalh\u00e3o de Infantaria n\u00ba 10 de Treinta y Tres, uma pequena cidade de 27 mil habitantes nos limites da Lagoa Mirim, no extremo sul brasileiro. No dia 21 de maio, o oper\u00e1rio Lu\u00eds Carlos Batalla, casado, dois filhos, militante democrata-crist\u00e3o, foi preso pela unidade de Mato e torturado. Quatro dias depois seu cad\u00e1ver foi devolvido \u00e0 fam\u00edlia, transformado num esc\u00e2ndalo nacional no governo ainda constitucional de Juan Mar\u00eda Bordaberry, que assumiria a ditadura apenas um ano depois. Era o primeiro caso comprovado de tortura das For\u00e7as Armadas no pa\u00eds. Formado em contrainsurg\u00eancia pelos especialistas da Escola das Am\u00e9ricas da Zona do Canal do Panam\u00e1, em 1970, Mato voltou ao pa\u00eds no ano seguinte integrado ao SID, o Servicio de Informaci\u00f3n y Defensa que concentrava a \u00e1rea de intelig\u00eancia das For\u00e7as Conjuntas. Dias atr\u00e1s, o coronel estava convocado pela ju\u00edza Blanca Rieiro Fern\u00e1ndez, do Juizado Penal do 9\u00ba Turno, justamente para depor como r\u00e9u no Caso Batalla, quando decidiu fugir para o Brasil.<\/p>\n<p>Foi uma fuga meticulosamente preparada ainda em 1984, ao vislumbrar o fim da ditadura, que cairia no ano seguinte. O coronel mudou-se de Montevid\u00e9u para sua cidade natal, Rivera, na fronteira norte, uma cidade separada por apenas uma rua da brasileira Santana do Livramento, onde a lei uruguaia n\u00e3o tem jurisdi\u00e7\u00e3o. Botou no carro uma placa brasileira, IBV-4589, e com ele atravessava regularmente a fronteira sem limites das duas cidades. Passou o Natal de 2013 ao lado de um parrillero, a tradicional churrasqueira uruguaia, em uma casa do lado brasileiro, como apurou o rep\u00f3rter Rodr\u00edguez.<\/p>\n<p>Vivia com sua atual mulher, Juliana del Sarro, que mant\u00e9m uma p\u00e1gina no Facebook com uma frase significativa sobre o passado do marido: \u201cA dist\u00e2ncia serve para entender o que se passou, aceitar o que machucou e aprender sobre o que n\u00e3o funcionou\u201d. Juliana \u00e9 ativista do Foro Libertad y Concordia, um agrupamento de militares da ditadura que desde 2011 defende os acusados por graves viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos \u2014 caso espec\u00edfico do seu marido, um confesso ex-integrante da Condor. Quando o grupo surgiu, o rep\u00f3rter Rodr\u00edguez tratou de investigar suas ra\u00edzes e foi amea\u00e7ado pelo Foro Libertad y Concordia, que publicou na sua p\u00e1gina do Facebook insultos ao jornalista, seus dados pessoais, seu endere\u00e7o e ainda o mapa de sua resid\u00eancia, sugerindo uma amea\u00e7a aberta.<\/p>\n<p>Abacaxi e zombaria<\/p>\n<p>A p\u00e1gina pessoal de Juliana no Facebook, resgatada pelo rep\u00f3rter, d\u00e1 sinais claros de onde o marido fugitivo procurou ref\u00fagio, zombando da Justi\u00e7a uruguaia e desdenhando da Justi\u00e7a brasileira, que nada faz contra militares denunciados por crimes de lesa humanidade, dentro ou fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O coronel Mato aparece sorridente numa foto, de bermuda vermelha, sem camiseta, empunhando um abacaxi com canudinho, sob um guarda-sol em alguma praia do litoral do Brasil. Atr\u00e1s dele, h\u00e1 uma arma\u00e7\u00e3o de madeira em azul onde se pode ler parte da propaganda: \u201c\u2026 da tia\u201d. Em bom portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Na foto seguinte, o coronel posa para uma foto num barco ao lado da mulher, Juliana, que veste um mai\u00f4 preto e usa um chap\u00e9u de palha. Pela \u00e1gua azulada, parece ser alguma praia do litoral nordestino. O vermelh\u00e3o no pesco\u00e7o da mulher indica que o corpo ainda n\u00e3o est\u00e1 acostumado com as f\u00e9rias recentes. Em outra imagem, o coronel aparece boiando, com largas bermudas azuis, em \u00e1guas rasas e transl\u00facidas, com a leveza que lhe d\u00e1 a consci\u00eancia do dever cumprido na ditadura \u2014 aparentemente usufruindo da \u201cdist\u00e2ncia que serve para entender o que passou, aceitar o que machucou e aprender o que n\u00e3o funcionou\u201d, como escreveu Juliana no Facebook.<\/p>\n<p>A fama do coronel Mato flutuou at\u00e9 a Europa. Ele \u00e9 um dos 17 militares e civis uruguaios denunciados em 2007 na Justi\u00e7a italiana, em Roma, pelo procurador Giancarlo Capaldo. Uma ordem internacional de captura foi expedida contra 146 autoridades militares e civis do Cone Sul envolvidas na Opera\u00e7\u00e3o Condor e no sequestro e morte de 23 cidad\u00e3os latino-americanos de origem italiana. Na lista de procurados da Interpol estavam 61 argentinos, 32 uruguaios, 22 chilenos, sete bolivianos, sete paraguaios, quatro peruanos \u2014 e 13 brasileiros.<\/p>\n<p>Ao lado dos not\u00f3rios ditadores da regi\u00e3o, como o chileno Augusto Pinochet, os argentinos Jorge Rafael Videla e Leopoldo Galtieri e os uruguaios Juan Maria Bordaberry e Greg\u00f3rio Alvarez, estava o contingente verde-amarelo, liderado pelo ex-presidente Jo\u00e3o Baptista Figueiredo, junto com outros cinco generais, quatro coron\u00e9is, dois policiais federais e um civil. Entre eles, o ex-ministro do Ex\u00e9rcito Walter Pires, o ex-chefe do SNI Oct\u00e1vio Aguiar de Medeiros e os ex-comandantes do I Ex\u00e9rcito (general Euclydes Figueiredo, irm\u00e3o do ex-presidente), no Rio de Janeiro, e do III Ex\u00e9rcito (Ant\u00f4nio Bandeira), em Porto Alegre.<\/p>\n<p>Dos brasileiros, oito j\u00e1 morreram, incluindo os mais graduados. Dos treze denunciados, pelo menos dez tiveram algum tipo de envolvimento em etapas do sequestro em Porto Alegre dos militantes uruguaios Lili\u00e1n Celiberti e Universindo Rodr\u00edguez D\u00edaz, em novembro de 1978, a mais not\u00f3ria incurs\u00e3o da Condor em solo brasileiro, com a cumplicidade dos generais de Bras\u00edlia e de Montevid\u00e9u. O bando brasileiro s\u00f3 foi lembrado pelo procurador Capaldo gra\u00e7as ao zelo de outro brasileiro, o ativista Jair Krischke, presidente do respeitado Movimento de Justi\u00e7a e Direitos Humanos (MJDH), de Porto Alegre, que chegou a viajar a Roma para um detalhado depoimento \u00e0 Justi\u00e7a italiana.<\/p>\n<p>O argentino Cl\u00e1udio Vallejos, 55 anos, agente do servi\u00e7o de Informa\u00e7\u00e3o da Marinha, foi extraditado em abril passado para a Argentina para responder a processo como um dos torturadores da ESMA, a Escola de Mec\u00e2nica da Armada, ap\u00f3s viver muito tempo oculto em Santa Catarina. O major uruguaio Manuel Juan Cordero Piacentini, 71 anos, morou anos clandestino em Santana do Livramento \u2014 cidade ga\u00facha vizinha de Rivera, terra natal de seu compatriota coronel Mato \u2014, at\u00e9 ser extraditado em 2010 tamb\u00e9m para Argentina, onde \u00e9 acusado pelo sequestro e desaparecimento de onze pessoas, incluindo um beb\u00ea, e a tortura em cinco argentinos e 27 uruguaios. Piacentini era um dos nomes mais temidos da Automotores Orletti, o centro de tortura que o Uruguai montou em Buenos Aires no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Condor.<\/p>\n<p>A vida mansa de Vallejos e Piacentini acabou, no Brasil, por conta da efic\u00e1cia da Justi\u00e7a argentina, que procura ouvir dos militares da repress\u00e3o o que n\u00e3o interessa aos ju\u00edzes brasileiros. Vallejos, por exemplo, ir\u00e1 confirmar sua participa\u00e7\u00e3o na pris\u00e3o e desaparecimento do brasileiro Francisco Ten\u00f3rio Cerqueira Jr., o Tenorinho, pianista que acompanhava Vin\u00edcius de Moraes e Toquinho numa turn\u00ea em Buenos Aires, em 1976. Poucos dias antes do golpe, Tenorinho foi preso ao sair de uma farm\u00e1cia e levado pela equipe da Marinha de Vallejos para o sinistro centro de torturas da ESMA, segundo relato do argentino \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, no final de 2012. O relato de Vallejos indica que diplomatas e adidos militares da embaixada brasileira na Argentina chegaram a ver Tenorinho ainda vivo no centro da Marinha, de onde desapareceu para sempre.<\/p>\n<p>Aqui no Brasil, a Justi\u00e7a mant\u00eam ilesos os torturadores com base na Lei de Anistia autoconcedida pela ditadura em 1979, sob o governo do \u00faltimo general-presidente, Jo\u00e3o Figueiredo, que a Justi\u00e7a italiana gostaria de ouvir, se estivesse vivo. Mas, curiosamente, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu as extradi\u00e7\u00f5es para que Vallejos e Piacentini sejam ouvidos na Argentina, sob o ponder\u00e1vel argumento de que seus crimes de desaparecimento for\u00e7ado s\u00e3o atos continuados e permanentes, portanto sujeitos ao crivo dos tribunais. Um ju\u00edzo curioso que, segundo o Supremo do Brasil, vale l\u00e1, mas n\u00e3o aqui.<\/p>\n<p>Enquanto a Rede Condor continua impune no Brasil, o fugitivo coronel Mato se refestela na rede confort\u00e1vel de uma praia inexpugn\u00e1vel do litoral brasileiro. Na foto, o coronel da Condor ri. N\u00e3o se se sabe bem do qu\u00ea ou de quem.<\/p>\n<p>(*) Luiz Claudio Cunha \u00e9 jornalista<\/p>\n<p>Fonte: Sul 21<\/p>\n<p>Cesar Cordaro<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo &#8211; Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nLuiz Claudio Cunha (*)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5777\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-5777","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1vb","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5777","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5777"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5777\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}