{"id":5791,"date":"2014-01-06T16:23:30","date_gmt":"2014-01-06T16:23:30","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5791"},"modified":"2014-01-06T16:23:30","modified_gmt":"2014-01-06T16:23:30","slug":"a-luta-do-pcv-contra-o-oportunismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5791","title":{"rendered":"A LUTA DO PCV CONTRA O OPORTUNISMO"},"content":{"rendered":"\n<p>Em seus mais de 80 anos de exist\u00eancia, o Partido Comunista da Venezuela (PCV), como muitos outros partidos comunistas e oper\u00e1rios do mundo, teve que enfrentar em mais de uma ocasi\u00e3o tanto o oportunismo de direita como seu irm\u00e3o de esquerda. A realiza\u00e7\u00e3o de nossa Primeira Confer\u00eancia Nacional, em agosto de 1937, j\u00e1 estava marcada por esta luta, que naquela oportunidade se manifestou como o conflito entre aqueles que defendiam a necessidade de dotar o Partido de estrutura org\u00e2nica pr\u00f3pria e \u201cmostrar a cara\u201d diante do pa\u00eds como organiza\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria com independ\u00eancia de programa e a\u00e7\u00e3o, e aqueles que, a partir de uma posi\u00e7\u00e3o oportunista de direita, sem \u00eaxito propuseram abortar a forma\u00e7\u00e3o do Partido e dissolv\u00ea-lo dentro do seio das organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas liberal-burguesas e pequeno-burguesas da \u00e9poca (1980-a).<\/p>\n<p>De 1941 a 1945, os comunistas venezuelanos sofremos um novo desvio oportunista de direita que propunha o colaboracionismo de classe, que se viu fortalecido em 1943 com a ado\u00e7\u00e3o da doutrina liquidacionista conhecida internacionalmente como \u201cbrowderismo\u201d. A influ\u00eancia e a difus\u00e3o desta doutrina, de repercuss\u00f5es muito graves em diversos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, resultaram favorecidas na Venezuela pela aproxima\u00e7\u00e3o ao governo da \u00e9poca (presid\u00eancia de Isa\u00edas Medina) de diversos setores progressistas e revolucion\u00e1rios, desde 1942, e pela situa\u00e7\u00e3o de divis\u00e3o que ent\u00e3o existia nas fileiras comunistas. Tal quadro foi resolvido no essencial com a realiza\u00e7\u00e3o, em dezembro de 1946, de nosso Primeiro Congresso, chamado de \u201ca Unidade\u201d, que logrou unificar a maior parte dos grupos comunistas da \u00e9poca sob o nome que nosso Partido mant\u00e9m desde ent\u00e3o e emitiu uma severa censura ao \u201cbrowderismo\u201d e ao colaboracionismo de classe (1946).<\/p>\n<p>O oportunismo, em seu sentido mais geral, pode ser definido como qualquer altera\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica, do programa ou das concep\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas dos partidos revolucion\u00e1rios ou movimentos oper\u00e1rios, surgido do influxo dos eventos e circunst\u00e2ncias do momento, que os afastem objetivamente dos interesses hist\u00f3ricos e das necessidades estrat\u00e9gicas pr\u00f3prias da classe oper\u00e1ria e os levem a coincidir, em troca, com os interesses e as necessidades de camadas e classes n\u00e3o prolet\u00e1rias da sociedade (particularmente da burguesia e da pequena burguesia). Como j\u00e1 tem sido destacado por v\u00e1rios autores, as diferentes variedades do oportunismo se diferenciam umas das outras, fundamentalmente, em raz\u00e3o das camadas e setores da burguesia ou da pequena-burguesia das quais cada [variedade] emana e [das quais] se pretende que o movimento oper\u00e1rio e revolucion\u00e1rio rasteje por detr\u00e1s (1924).<\/p>\n<p>No caso venezuelano, este preceito foi cumprido com not\u00e1vel regularidade e, posto que ao longo dos anos diversos setores pequeno-burgueses, intelectuais e profissionais tinham uma presen\u00e7a muito forte na composi\u00e7\u00e3o das fileiras de nosso Partido, n\u00e3o deve surpreender que tenhamos experimentado repetidos surtos de oportunismo, tanto de direita como de esquerda. O mais agudo e danoso dos epis\u00f3dios de oportunismo de esquerda, ocorrido ao longo da d\u00e9cada de 1960, se concluiu com a divis\u00e3o de nosso Partido que deu lugar \u00e0 apari\u00e7\u00e3o do chamado Movimento ao Socialismo (MAS), ao qual dedicaremos alguns par\u00e1grafos.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m o oportunismo de direita fez sua apari\u00e7\u00e3o em nossa organiza\u00e7\u00e3o e em sua periferia, e n\u00e3o somente, como j\u00e1 vimos, na Confer\u00eancia de 1937 e na d\u00e9cada de 1940, sen\u00e3o igualmente em outras ocasi\u00f5es, a mais recente em 2006-2007, quando enfrentamos e derrotamos um novo surto de liquidacionismo que pretendia uma vez mais, como naquela Confer\u00eancia hist\u00f3rica, dissolver o Partido e o integrar a outra organiza\u00e7\u00e3o de perfil pluriclassista e de orienta\u00e7\u00e3o pequeno-burguesa, mas logrou apenas nos causar um desprendimento relativamente menor. Dedicaremos especial aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m a este epis\u00f3dio todavia recente, n\u00e3o tanto por seu peso quantitativo como por sua import\u00e2ncia na interpreta\u00e7\u00e3o e na an\u00e1lise da atualidade pol\u00edtica nacional.<\/p>\n<p>Discutiremos por\u00e9m, ainda que brevemente, algumas outras manifesta\u00e7\u00f5es de oportunismo que temos combatido e continuamos combatendo em outras organiza\u00e7\u00f5es pretensiosamente \u00abrevolucion\u00e1rias\u00bb ou \u00abprogressistas\u00bb, cuja den\u00fancia e desmascaramento s\u00e3o necess\u00e1rios para evitar a confus\u00e3o ideol\u00f3gica e a desorienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da classe trabalhadora e do povo em geral.<\/p>\n<p>II<\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 1960 se iniciou para nosso pa\u00eds em um clima carregado de possibilidades e de amea\u00e7as. Ap\u00f3s a derrocada da ditadura militar em janeiro de 1958 como resultado da acertada e audaz pol\u00edtica de alian\u00e7as do PCV que conduziu a uma aut\u00eantica insurrei\u00e7\u00e3o popular, a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica foi se decompondo rapidamente. As esperan\u00e7as despertadas pelo triunfo popular sobre a ditadura foram tra\u00eddas quase de imediato pelo chamado \u00abPacto [da cidade] de Punto Fijo\u00bb, por meio do qual os partidos da direita (o social-democrata AD e o democrata-crist\u00e3o COPEI, com a cumplicidade da URD como s\u00f3cio menor), acordaram a exclus\u00e3o dos comunistas e outras for\u00e7as progressistas e populares da composi\u00e7\u00e3o do novo governo, acordo que, mais tarde, resultou na conforma\u00e7\u00e3o de um sistema bipartid\u00e1rio para a preserva\u00e7\u00e3o dos interesses do imperialismo e da burguesia local associada a esse.<\/p>\n<p>Entre 1962 e 1967, o PCV desenvolveu a t\u00e1tica da luta armada como resposta aos governos antipatri\u00f3ticos e antipopulares que surgiram desse pacto. Sem entrar na discuss\u00e3o nesta oportunidade dos erros cometidos pelo Partido na s\u00e9rie de decis\u00f5es pol\u00edticas que conduziram \u00e0 luta armada, nem os cometidos durante esses anos de guerra tanto na dire\u00e7\u00e3o militar das a\u00e7\u00f5es como, sobretudo, na sua dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, em 1965 j\u00e1 era absolutamente evidente que no pa\u00eds n\u00e3o havia condi\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento exitoso de tal t\u00e1tica, disso estava consciente boa parte de nosso Comit\u00ea Central. Debatiam-se ent\u00e3o as possibilidades para uma retirada militar dirigida e a reinser\u00e7\u00e3o de nosso Partido na vida pol\u00edtica nacional (1971-a: 88).<\/p>\n<p>Mas este debate foi obstaculizado pelo surgimento em nossas fileiras de um surto fracionista que procurava a autonomia do aparato militar e a supremacia deste sobre a dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica coletiva. As ambi\u00e7\u00f5es pessoais de mando de alguns dos comandantes militares (especialmente Douglas Bravo), alimentadas pelas posi\u00e7\u00f5es aventureiras de esquerda de alguns outros que insistiam na viabilidade de uma vit\u00f3ria militar (Teodoro Petkoff, Freddy Mu\u00f1oz), criaram uma situa\u00e7\u00e3o muito complexa em nosso Partido, que demorou por mais de dois anos a decis\u00e3o final da retirada militar.<\/p>\n<p>A partir de posi\u00e7\u00f5es pequeno-burguesas de esquerda, t\u00edpicas de uma intelectualidade radicalizada, os oportunistas da \u00e9poca promoviam em nossas fileiras o culto da experi\u00eancia guerrilheira cubana como exemplo a seguir, mas de maneira abstrata, sem levar em conta as condi\u00e7\u00f5es concretas existentes na Venezuela, e o mais grave, sem conex\u00e3o org\u00e2nica com a maior parte do povo e em especial com a classe trabalhadora. \u00c9 sintom\u00e1tico que simultaneamente com o desvio militarista, se desenvolveu tamb\u00e9m um processo de abandono quase completo do trabalho do Partido na frente sindical, de menosprezo pelo trabalho de organiza\u00e7\u00e3o camponesa e em tudo o que n\u00e3o tinha rela\u00e7\u00e3o direta com a atividade militar:<\/p>\n<p>\u2026 se apoderou da Dire\u00e7\u00e3o do Partido um desprezo pelo trabalho sindical, e se chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que na pr\u00e1tica n\u00e3o valia a pena dedicar recursos materiais nem humanos \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es sindicais nem, em geral, a nenhum trabalho de massas n\u00e3o armado.<\/p>\n<p>Por alguns anos da d\u00e9cada de 60, durante os quais os dirigentes sindicais do PCV eram como p\u00e1rias, considerados elementos desnecess\u00e1rios para a vit\u00f3ria revolucion\u00e1ria que se esperava conquistar exclusivamente pelo caminho da luta armada. (1971-a: 97-98).<\/p>\n<p>O pior do desvio militarista foi resolvido com a expuls\u00e3o de Bravo e de outros, os quais fundaram ent\u00e3o o chamado Partido Revolucion\u00e1rio Venezuelano (PRV), j\u00e1 desaparecido. N\u00e3o obstante, outros elementos continuaram alimentando em nossas fileiras o aventureirismo de esquerda e atentando contra a unidade de nossa organiza\u00e7\u00e3o. O prolongamento desse estado de coisas criou as condi\u00e7\u00f5es, o \u00abcaldo f\u00e9rtil\u00bb, para o desenvolvimento do novo fracionismo que emergiria no final da d\u00e9cada.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de retirada militar foi finalmente tomada pela 8o Plen\u00e1ria de nosso Comit\u00ea Central de Emerg\u00eancia em abril de 1967, em que se fixaram as orienta\u00e7\u00f5es gerais do PCV acerca da luta armada, confirmadas desde ent\u00e3o algumas vezes, incorporadas desde 1980 ao Programa do Partido e vigentes at\u00e9 hoje. Reivindicamos e honramos o heroico sacrif\u00edcio de centenas de militantes que ofereceram suas vidas nesses anos e dos milhares que sofreram pris\u00f5es, torturas e persegui\u00e7\u00f5es, reconhecemos a legitimidade do uso da t\u00e1tica armada pelos povos quando as condi\u00e7\u00f5es o fa\u00e7am valer, mas procuraremos sempre impulsionar o desenvolvimento de nossos objetivos estrat\u00e9gicos pelas vias menos traum\u00e1ticas poss\u00edveis e conquistando para isso o mais amplo apoio popular:<\/p>\n<p>O PCV se esfor\u00e7ar\u00e1 para que as transforma\u00e7\u00f5es antiimperialistas, antimonop\u00f3licas, antiolig\u00e1rquicas, democr\u00e1ticas e populares, assim como o transi\u00e7\u00e3o da Venezuela ao socialismo, ocorram com a menor cota de sacrif\u00edcios. Para isso nos apoiaremos na organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, somando todas as for\u00e7as poss\u00edveis para conseguir que seja expressa a vontade de nosso povo, reduzindo \u00e0 impot\u00eancia o inimigo e esquivando provoca\u00e7\u00f5es; mas n\u00e3o vacilaremos em utilizar as formas mais elevadas de luta na procura da vit\u00f3ria para os trabalhadores e para o povo, para defender as conquistas sociais e pol\u00edticas se as classes dominantes utilizam a fraude ou a viol\u00eancia contra-revolucion\u00e1ria e fascista em seus interesses ego\u00edstas de violentar a vontade popular (1980-b: 74-75).<\/p>\n<p>Ao longo de 1969, quando se iniciava o processo de prepara\u00e7\u00e3o e de debates do 4o Congresso Nacional do Partido, aqueles que haviam alentado com maior for\u00e7a as posi\u00e7\u00f5es oportunistas nos anos anteriores finalmente tornaram p\u00fablica sua ruptura com o PCV. Os \u00abdissidentes\u00bb, no lugar de expor e de defender seus pontos de vista nos organismos correspondentes durante o processo de debates que apenas se iniciava, lan\u00e7aram uma campanha p\u00fablica de ataques contra o Partido, contra a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e outros pa\u00edses socialistas, contra o leninismo (1970, 1976, 1979).<\/p>\n<p>No momento da abertura do 4o Congresso Nacional em janeiro de 1971, havia v\u00e1rias semanas que Pompeyo M\u00e1rquez, Petkoff, Eloy Torres, Mu\u00f1oz e Alfredo Maneiro, entre outros, haviam abandonado nossas fileiras e haviam iniciado a organiza\u00e7\u00e3o de um novo Partido, o MAS, que inicialmente se apresentou como defensor das genu\u00ednas posi\u00e7\u00f5es comunistas e at\u00e9 reivindicou para si o apelativo \u00abFor\u00e7a Comunista Venezuelana\u00bb. Devido ao prest\u00edgio que estes dirigentes haviam alcan\u00e7ado, especialmente entre nossos militantes mais jovens ou menos experientes, foi muito consider\u00e1vel o dano que esta deser\u00e7\u00e3o nos causou particularmente nas fileiras da Juventude Comunista de Venezuela (JCV), que ficaram significativamente diminu\u00eddas, e entre os setores intelectuais e profissionais (1971-b).<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio 4o Congresso Nacional do PCV e o Comit\u00ea Central que foi escolhido nesse evento, imediatamente desencadearam uma contraofensiva que buscava expor o verdadeiro car\u00e1ter da nova organiza\u00e7\u00e3o, suas vacila\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas, composi\u00e7\u00e3o, estrutura e din\u00e2mica interna, a condenavam inexoravelmente a derivar e se distanciar cada vez mais de suas pretendidas posi\u00e7\u00f5es de esquerda:<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nada novo nem original em todas as formula\u00e7\u00f5es feitas (pelos dissidentes). E todo esse discurso, essa suposta \u00abmaneira nova de ser socialista\u00bb n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o uma cortina de fuma\u00e7a para o que \u00e9 na realidade uma debandada \u00e0 direita. Sua pr\u00e1tica de 1970 nesta parte indica que esse \u00e9 o caminho que tomaram. E por a\u00ed cair\u00e3o fatalmente em um precip\u00edcio (1976: 106).<\/p>\n<p>O desenvolvimento posterior dos eventos deu raz\u00e3o ao nosso Partido: ao longo dos anos, os supostos \u00abnovos comunistas\u00bb censuraram primeiro o \u00absocialismo real\u00bb, quase de imediato renunciaram ao leninismo (e ao apelido de \u00abFor\u00e7a Comunista\u00bb), logo em seguida ao que eles qualificavam de \u00abmarxismo ortodoxo\u00bb e mais tarde todo o marxismo, e por \u00faltimo qualquer forma de socialismo genu\u00edno. Hoje resta do antigo MAS apenas seu nome, cada vez mais incoerente com sua pr\u00e1tica pol\u00edtica concreta que os levaram recentemente a alian\u00e7a com a direita fascista em seu empenho de descarrilar o processo de libera\u00e7\u00e3o nacional em curso em nosso pa\u00eds desde 1999.<\/p>\n<p>Durante o resto da d\u00e9cada de 1970 e na primeira metade da d\u00e9cada de 1980, nosso Partido enfrentou v\u00e1rios outros surtos de oportunismo, ainda que nenhum t\u00e3o grave e danoso como os j\u00e1 comentados. Entre 1971 e 1974, os remanescentes dos grupos fracionistas que haviam permanecido em nossas fileiras, assim como outros elementos que coincidiam na pr\u00e1tica com esses, depararam-se com um ambiente interno de maior disciplina, uma vida org\u00e2nica fortalecida e um Partido francamente decidido a se emendar e se proletarizar novamente, em cumprimento do acordado pelo 4o Congresso:<\/p>\n<p>\u2026 a \u00faltima crise p\u00f5e em evid\u00eancia a necessidade de proletarizar cada vez mais nossa Dire\u00e7\u00e3o, pelo qual se faz imprescind\u00edvel elevar \u00e0 categoria de dirigentes do PCV um n\u00famero maior de oper\u00e1rios e camponeses (\u2026) como a melhor garantia de que este Partido se manter\u00e1 vigilante para recha\u00e7ar os contrabandos ideol\u00f3gicos e organizativos daqueles que, procedentes de outras classes sociais, geralmente v\u00eam \u00e0 Dire\u00e7\u00e3o do PCV n\u00e3o para ajudar a classe oper\u00e1ria, sen\u00e3o para desviar o rumo de sua marcha\u2026 (1971-a: 100).<\/p>\n<p>Diante de tais condi\u00e7\u00f5es internas que dificultavam a possibilidade de perturbar de novo a vida da organiza\u00e7\u00e3o, os remanescentes foram se apartando individualmente ou em pequenos grupos, com consequ\u00eancias relativamente leves. Outros grupos menores abandonaram nosso Partido e nossa Juventude em meados da d\u00e9cada de 1980 (imediatamente antes e imediatamente depois de nosso 7o Congresso Nacional, de 1985), com consequ\u00eancias contudo menos relevantes.<\/p>\n<p>III<\/p>\n<p>Foram principalmente causas externas ao nosso Partido e ao nosso pa\u00eds as que provocaram a debilidade e o longo decl\u00ednio do PCV de 1988 at\u00e9 1998. Eram os anos da crise e posterior derrubada do campo socialista na Europa Central e Eur\u00e1sia, particularmente da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, principal refer\u00eancia para nosso Partido desde o momento de sua pr\u00f3pria funda\u00e7\u00e3o em 1931.<\/p>\n<p>No entanto, o PCV manteve sua atividade e hasteou as bandeiras do marxismo-leninismo inclusive nos momentos mais obscuros dessa crise, quando havia grande press\u00e3o de for\u00e7as oportunistas nacionais e internacionais para transformar nosso Partido em uma organiza\u00e7\u00e3o \u00abp\u00f3s-comunista\u00bb ao estilo das que efetivamente apareceram nesses anos em outros pa\u00edses. Ainda que cada vez mais reduzidos e encurralados, lan\u00e7amos com grande aud\u00e1cia e convic\u00e7\u00e3o, em nosso 9o Congresso Nacional de 1992, a palavra de ordem: \u00abO socialismo segue sendo a esperan\u00e7a dos povos!\u00bb, em um momento em que os te\u00f3ricos do capitalismo mundial celebravam o \u00abfim da hist\u00f3ria\u00bb e o suposto triunfo definitivo do sistema de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O desenvolvimento da hist\u00f3ria nacional havia demonstrado depois de tudo que nossas advert\u00eancias contra o neoliberalismo e nossa f\u00e9rrea oposi\u00e7\u00e3o ao bipartidarismo ao longo de quatro d\u00e9cadas haviam sido corretas. Inicia-se assim em 1999 o processo de liberta\u00e7\u00e3o nacional liderado por Hugo Ch\u00e1vez, ao passo da progressiva recupera\u00e7\u00e3o de nosso Partido. Mas nesse momento se inicia tamb\u00e9m um novo ciclo de nossos enfrentamentos contra os desvios de esquerda e de direita, tanto dentro como fora de nossas fileiras.<\/p>\n<p>O PCV foi, por decis\u00e3o de nossa 10a Confer\u00eancia Nacional de 1998, o primeiro partido que apoiou oficialmente a candidatura presidencial de Ch\u00e1vez e \u00e9 hoje o \u00fanico membro da alian\u00e7a original (na qual estavam o MAS e outras personalidades e organiza\u00e7\u00f5es de ex-comunistas sa\u00eddos de nosso Partido durante os epis\u00f3dios que acabamos de relatar) e que continua o apoiando. Mas este apoio n\u00e3o foi nem \u00e9 acr\u00edtico nem mec\u00e2nico: desde o come\u00e7o do governo do Presidente Ch\u00e1vez, nosso Partido exp\u00f4s, com prud\u00eancia e cordialidade mas tamb\u00e9m com firmeza, os desvios pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos do pr\u00f3prio Presidente e de quem o rodeia.<\/p>\n<p>Inicialmente propulsor de um nacionalismo gen\u00e9rico e pouco preciso, o Presidente oscilou nestes anos entre a suposta \u00abterceira via\u00bb, um bolivarismo equivocado, alguns elementos de cristianismo social, a social-democracia de esquerda e diversas outras variedades de reformismo, at\u00e9 chegar em 2005 (e sempre, a partir de ent\u00e3o), a coincidir com nosso Partido em que \u00e9 o socialismo a \u00fanica via para o futuro da humanidade. N\u00e3o obstante, continuam at\u00e9 hoje as confus\u00f5es conceituais e pol\u00edticas que dificultam o avan\u00e7o eficaz por essa via.<\/p>\n<p>Neste sentido, o 14o Congresso Nacional do PCV, em agosto de 2011, ratificou o diagn\u00f3stico que j\u00e1 havia feito nosso Comit\u00ea Central em diversas oportunidades, pelo menos desde 2007, acerca do car\u00e1ter e do conte\u00fado do processo que dirige o Presidente Ch\u00e1vez:<\/p>\n<p>\u2026 entre os atores e as figuras governamentais que parecem interessadas em avan\u00e7ar rumo ao socialismo, predomina uma heterog\u00eanea mescla de concep\u00e7\u00f5es idealistas e pequeno-burguesas acerca da nova sociedade e das [respectivas] vias para avan\u00e7ar at\u00e9 sua constru\u00e7\u00e3o. N\u00e3o havendo nos altos n\u00edveis de condu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica uma concep\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do socialismo, coerente e solidamente fundamentada nos princ\u00edpios do materialismo hist\u00f3rico, o processo de mudan\u00e7as carece de clareza nas defini\u00e7\u00f5es chaves para alavancar seu avan\u00e7o na dire\u00e7\u00e3o correta (2011).<\/p>\n<p>E nessa mesma oportunidade, nosso Partido identificou tamb\u00e9m a causa hist\u00f3rica concreta de tais desvios:<\/p>\n<p>\u2026 por um lado, o sujeito social que at\u00e9 agora dirigiu o processo, corresponde a um perfil classista de setores m\u00e9dios e da pequena-burguesia, n\u00e3o da classe oper\u00e1ria, que \u00e9 o verdadeiro sujeito social historicamente chamado a construir o socialismo; e por outro [lado], a pr\u00f3pria classe oper\u00e1ria e o povo trabalhador da cidade e do campo em geral, n\u00e3o alcan\u00e7aram todavia em nosso pa\u00eds o n\u00edvel necess\u00e1rio de consci\u00eancia, organiza\u00e7\u00e3o, clareza program\u00e1tica e mobiliza\u00e7\u00e3o que lhes permitiria impor sua hegemonia de classe e for\u00e7ar o rumo dos acontecimentos na dire\u00e7\u00e3o correta (2011).<\/p>\n<p>IV<\/p>\n<p>O confrontamento ideol\u00f3gico cordial mas firme que temos mantido ao longo destes anos com o Presidente Ch\u00e1vez e seu entorno, alcan\u00e7ou um momento de cl\u00edmax em 2006-2007, quando o pr\u00f3prio Presidente, de maneira unilateral e sem consulta, deu instru\u00e7\u00f5es a todos os partidos e organiza\u00e7\u00f5es que ent\u00e3o o apoiavam para dissolverem-se e unificarem-se na nova organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que ele estava construindo, o Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV).<\/p>\n<p>Esta circunst\u00e2ncia agudizou algumas tens\u00f5es que haviam se desenvolvido no seio de nosso Partido entre uma maioria que propunha aprofundar e fortalecer o perfil pr\u00f3prio e independente do PCV como organiza\u00e7\u00e3o classista aliada mas n\u00e3o submetida ao Presidente, e uma minoria que vinha mostrando desvios estranhos aos partidos prolet\u00e1rios tanto na linguagem e nas ideias como na pr\u00e1tica pol\u00edtica e nos m\u00e9todos de trabalho. O Comit\u00ea Central tomou a acertada decis\u00e3o de convocar um Congresso Nacional com car\u00e1ter extraordin\u00e1rio, apenas oito meses ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de nosso Congresso anterior, a fim de que fosse esta m\u00e1xima inst\u00e2ncia de dire\u00e7\u00e3o de nossa organiza\u00e7\u00e3o a que debateria e decidiria a situa\u00e7\u00e3o apresentada pela ordem presidencial.<\/p>\n<p>Realizou-se assim nosso 13o Congresso Nacional (extraordin\u00e1rio) entre janeiro e mar\u00e7o de 2007, resultado do qual se aprovou a Tese sobre o Partido da Revolu\u00e7\u00e3o, documento que exp\u00f5e com precis\u00e3o a concep\u00e7\u00e3o do Partido que sustentamos os revolucion\u00e1rios do mundo: um Partido com clara defini\u00e7\u00e3o classista, com ideologia e programa pr\u00f3prios da classe trabalhadora, com voca\u00e7\u00e3o internacionalista, com uma dire\u00e7\u00e3o coletiva e uma vida interna emanadas dos princ\u00edpios do centralismo democr\u00e1tico e com independ\u00eancia absoluta frente \u00e0 burguesia e seu instrumento, o Estado burgu\u00eas. (2007-a).<\/p>\n<p>Esta defini\u00e7\u00e3o do Partido revolucion\u00e1rio era e \u00e9 incompat\u00edvel com as propostas que foram feitas para a constru\u00e7\u00e3o do PSUV, o qual se prefigurava desde o princ\u00edpio como uma organiza\u00e7\u00e3o pluriclassista, com forte influ\u00eancia da pequena burguesia e dos funcion\u00e1rios do Estado, e sem perfil ideol\u00f3gico definido, pelo qual a vasta maioria do PCV recha\u00e7ou as instru\u00e7\u00f5es que havia emitido o Presidente Ch\u00e1vez. O 13o Congresso aprovou ademais, em consequ\u00eancia, a Resolu\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica, que distinguia entre a necessidade de avan\u00e7ar, junto ao Presidente Ch\u00e1vez e seu novo Partido e outras for\u00e7as, na constru\u00e7\u00e3o de uma frente ampla para desenvolver a luta antiimperialista atualmente em curso em nosso pa\u00eds, e a necessidade paralela de fortalecer e desenvolver um Partido s\u00f3lida e genuinamente classista como instrumento para a futura tarefa de constru\u00e7\u00e3o socialista:<\/p>\n<p>Assim como para alcan\u00e7ar a vit\u00f3ria na luta antiimperialista se requer a mais ampla unidade das for\u00e7as pol\u00edticas e sociais a n\u00edvel nacional, continental e mundial, o avan\u00e7o at\u00e9 o socialismo demanda simultaneamente a constru\u00e7\u00e3o de um partido revolucion\u00e1rio que agrupe as e os quadros que expressem as posi\u00e7\u00f5es mais consequentes das classes e camadas sociais historicamente comprometidas com a revolu\u00e7\u00e3o e o socialismo; um partido que se constitua na vanguarda ideol\u00f3gica, pol\u00edtica e org\u00e2nica, que dirija organizada, coletiva e de forma coesa o esfor\u00e7o criador das massas, para destruir o Estado capitalista e assumir as tarefas de constru\u00e7\u00e3o do Poder Popular; um partido que propugne valores, princ\u00edpios e condutas dirigidas a superar a hegemonia cultural burguesa ainda dominante. Esta organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica deve expressar em sua teoria e em sua pr\u00e1tica social as tradi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e de luta de nosso povo de profunda raiz bolivariana, assim como o marxismo-leninismo aplicado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es concretas de nossa p\u00e1tria (2007-b: 98).<\/p>\n<p>De tal maneira, foi derrotado r\u00e1pida e decisivamente este germe de liquidacionismo. N\u00e3o obstante, algo mais que um ter\u00e7o dos membros de nosso Comit\u00ea Central, assim como grupos importantes ainda que isolados de dirigentes regionais, locais e militantes de base em Caracas e em v\u00e1rias outras regi\u00f5es do pa\u00eds, desobedeceram as decis\u00f5es do 13o Congresso e \u00abmigraram\u00bb ao novo Partido do Presidente.<\/p>\n<p>Tal \u00abmigra\u00e7\u00e3o\u00bb foi o resultado, em alguns casos, de press\u00f5es desleais exercidas pelo governo contra comunistas empregados pelo Estado que se viram virtualmente obrigados a renunciar \u00e0s nossas fileiras ou ao seus postos de trabalho; em outros casos, militantes jovens ou pouco experientes cederam confundidos pela lideran\u00e7a indiscut\u00edvel do Presidente e pelo afeto que sua figura desperta em nosso Partido e em amplas camadas do povo venezuelano; j\u00e1 em outros foi produto de ambi\u00e7\u00f5es pessoais de autoridade e protagonismo que n\u00e3o encontravam satisfa\u00e7\u00e3o em nossa organiza\u00e7\u00e3o e buscaram outros espa\u00e7os de realiza\u00e7\u00e3o; e finalmente, em alguns casos importantes, foi abertamente consequ\u00eancia das tenta\u00e7\u00f5es oportunistas de direita nascidas da proximidade que vinha criando-se entre as posi\u00e7\u00f5es de certos dirigentes de nosso Partido e as dos setores pequeno-burgueses que atualmente dominam o processo de transforma\u00e7\u00f5es em curso na Venezuela.<\/p>\n<p>Nesse \u00faltimo sentido, \u00e9 muito sintom\u00e1tico que, j\u00e1 desde v\u00e1rios anos antes do epis\u00f3dio relatado, alguns de nossos dirigentes vinham adotando em suas an\u00e1lises e discursos o uso de certas categorias e f\u00f3rmulas alheias ao marxismo-leninismo e muito caracter\u00edsticas da confusa am\u00e1lgama de ideias pr\u00f3prias dos setores pequeno-burgueses no governo. Exemplos not\u00e1veis disto s\u00e3o, entre outros, o uso equivocado e anticient\u00edfico da categoria \u00abimp\u00e9rio\u00bb em substitui\u00e7\u00e3o de \u00abimperialismo\u00bb, o que mistifica a natureza pr\u00f3pria da fase superior do capitalismo e dificulta sua correta compreens\u00e3o e an\u00e1lise; a ado\u00e7\u00e3o das frases \u00abQuarta Rep\u00fablica\u00bb e \u00abQuinta Rep\u00fablica\u00bb para se referir aos governos anteriores e posteriores a 1999, omitindo que a ess\u00eancia de classe (burguesa) do aparato estatal venezuelano n\u00e3o foi alterada e, em consequ\u00eancia, desde o ponto de vista materialista-hist\u00f3rico h\u00e1 continuidade no fundamental; ou o uso excessivamente otimista dos termos \u00abrevolu\u00e7\u00e3o\u00bb e \u00abgoverno revolucion\u00e1rio\u00bb para se referir ao processo de mudan\u00e7as liderado pelo Presidente Ch\u00e1vez, cujo car\u00e1ter genuinamente revolucion\u00e1rio est\u00e1 ainda sob observa\u00e7\u00e3o. Devemos admitir autocriticamente que tra\u00e7os deste estilo de an\u00e1lise e linguagem lograram inclusive vazar em alguns dos documentos que aprovamos em nosso 12o Congresso Nacional de 2006, o que revela a profundidade e gravidade que havia alcan\u00e7ado esse desvio.<\/p>\n<p>Apenas seis meses depois da culmina\u00e7\u00e3o do 13o Congresso (extraordin\u00e1rio), levamos a cabo nossa 11a Confer\u00eancia Nacional, com o prop\u00f3sito de completar a restaura\u00e7\u00e3o de nossos \u00f3rg\u00e3os de dire\u00e7\u00e3o e dar por definitivamente superadas as sequelas da crise iniciada no ano anterior. Esta Confer\u00eancia estabeleceu os princ\u00edpios que teriam que reger (e continuam regendo) as rela\u00e7\u00f5es entre nosso Partido e o PSUV como aliados na constru\u00e7\u00e3o da frente ampla antiimperialista, em um marco de respeito m\u00fatuo e de n\u00e3o inger\u00eancia nos assuntos da vida interna de cada organiza\u00e7\u00e3o; assim mesmo, se estabeleceram algumas pontes para as rela\u00e7\u00f5es do PCV com nossos antigos militantes que haviam \u00abmigrado\u00bb (tal foi o termo que ent\u00e3o se utilizou) ao Partido aliado:<\/p>\n<p>Apesar de seu comportamento divorciado das normas internas do PCV, n\u00e3o se deve assumir (os \u00abemigrantes\u00bb) como desertores ou traidores, j\u00e1 que decidiram ir para uma organiza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 contra-revolucion\u00e1ria; pelo contr\u00e1rio (&#8230;) este novo Partido \u00e9 objetivamente nosso aliado nas tarefas da revolu\u00e7\u00e3o nacional libertadora (2007-c: 125).<\/p>\n<p>Ainda que algum tanto debilitado numericamente por tais \u00abmigra\u00e7\u00f5es\u00bb, nosso Partido emergiu deste epis\u00f3dio depurado e revigorado no plano ideol\u00f3gico. Temos procurado desde ent\u00e3o exercer maior cuidado no rigor cient\u00edfico de nossas an\u00e1lises e no uso correto e preciso das categorias pr\u00f3prias do marxismo-leninismo.<\/p>\n<p>E, ao mesmo tempo, temos presenciado como antigos comunistas que haviam iniciado sua degenera\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica nos anos 2005-2007, continuam fora de nosso Partido seu deslizamento pela senda do oportunismo at\u00e9 posi\u00e7\u00f5es cada vez mais distanciadas da ci\u00eancia revolucion\u00e1ria, at\u00e9 recentemente chegar a distorcer postulados fundamentais da economia pol\u00edtica marxista ou questionar o car\u00e1ter da classe oper\u00e1ria como for\u00e7a motriz fundamental da futura revolu\u00e7\u00e3o socialista. Por esse caminho, o repetimos agora como o dissemos nos anos 70 sobre aqueles que fundaram o MAS, \u00abcair\u00e3o fatalmente em um precip\u00edcio\u00bb.<\/p>\n<p>V<\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o especial merece o caso dos partidos e organiza\u00e7\u00f5es que colaboram objetivamente na atualidade com a direita nacional e transnacional em seus esfor\u00e7os por restaurar o estado de coisas anterior a 1999 [e que] ainda insistem em chamarem-se a si mesmos como \u00abprogressistas\u00bb ou de \u00abesquerda\u00bb. Nos referimos em particular aos remanescentes degenerados de velhas organiza\u00e7\u00f5es que alcan\u00e7aram em d\u00e9cadas anteriores seu momento de auge com um discurso e um estilo progressista e at\u00e9 revolucion\u00e1rio, mas que foram desmascarados pela hist\u00f3ria como produtos de surtos oportunistas sem verdadeira subst\u00e2ncia revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>O mais tr\u00e1gico desses, ainda que seguramente n\u00e3o o mais importante numericamente ou por sua influ\u00eancia, \u00e9 o chamado Bandera Roja [Bandeira Vermelha] (BR). Este \u00e9 um grupo com ra\u00edzes nos movimentos que persistiram na t\u00e1tica da luta armada depois da retirada militar do PCV em 1967 e \u00e9 produto das sucessivas cis\u00f5es e recombina\u00e7\u00f5es do extinto Movimiento de Isquierda Revolucionaria [Movimento de Esquerda Revolucion\u00e1ria] (MIR, resultado por sua vez de uma divis\u00e3o do [partido] social-democrata AD), mais diversos grupos aventureiros de origem heterog\u00eanea que se foram somando ao longo dos anos. Em sua composi\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica podiam ser identificados elementos de mao\u00edsmo e de guevarismo (a doutrina do chamado \u00abfoquismo\u00bb).<\/p>\n<p>Desde meados da d\u00e9cada de 1970, ilhado da classe oper\u00e1ria e virtualmente sem conex\u00f5es com nenhum movimento importante de massas, o principal cen\u00e1rio de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de BR era o movimento estudantil universit\u00e1rio, no qual gozava de certa influ\u00eancia e do qual recrutava a grande maioria de seus quadros. Nosso Partido e nossa Juventude censuraram reiteradamente o oportunismo e o aventureirismo das a\u00e7\u00f5es de BR e procuraram sempre que foi poss\u00edvel estabelecer um debate pol\u00edtico com seus dirigentes.<\/p>\n<p>Durante a d\u00e9cada de 1980, cada vez mais ilhado, encurralado e infiltrado pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a do Estado, BR e sua periferia sofreram duros golpes da repress\u00e3o militar e policial que lhes causou baixas importantes, em particular nos chamados \u00abmassacres de Cantaura e Yumare\u00bb, denunciadas na ocasi\u00e3o pelo nosso Partido como crimes de Estado contra a humanidade. Desde ent\u00e3o, desmantelado seu aparato militar, BR se voltou exclusivamente aos cen\u00e1rios estudantis universit\u00e1rios, nos quais protagonizou a\u00e7\u00f5es provocadoras de grande aud\u00e1cia, mas sem conte\u00fado pol\u00edtico construtivo, que eram recha\u00e7adas de maneira quase un\u00e2nime pela popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Do oportunismo de ultraesquerda, BR passou ao de ultradireita no fim dos anos 90, diante da imin\u00eancia do triunfo eleitoral do Presidente Ch\u00e1vez. Alguns de seus quadros romperam ent\u00e3o com a organiza\u00e7\u00e3o e se somaram ao projeto pol\u00edtico do Presidente (e hoje ocupam postos de import\u00e2ncia no PSUV e no governo), enquanto que os demais se declararam em oposi\u00e7\u00e3o ao novo governo e se converteram, na pr\u00e1tica, em tropa de choque a servi\u00e7o daqueles que os haviam perseguido e assassinado nas d\u00e9cadas anteriores.<\/p>\n<p>Devemos considerar tamb\u00e9m o caso da organiza\u00e7\u00e3o chamada La Causa Radical (La Causa-R ou LCR). Fundada por volta de 1972 como resultado dos desacordos e das pol\u00eamicas de lideran\u00e7a entre os renegados expulsos de nossas fileiras em 1971 (especialmente entre Maneiro por um lado e Petkoff, M\u00e1rquez e Mu\u00f1oz por outro lado), LCR foi durante seus primeiros anos uma organiza\u00e7\u00e3o \u00e0 sombra do MAS, que era muito maior.<\/p>\n<p>Aproveitando o vazio que os comunistas hav\u00edamos deixado no movimento oper\u00e1rio durante a luta armada (erro do qual todavia n\u00e3o conseguimos a recupera\u00e7\u00e3o completa), LCR cresceu rapidamente nos meios sindicais durante as d\u00e9cadas de 1970 e 1980, e logrou alcan\u00e7ar importante influ\u00eancia especialmente entre os oper\u00e1rios das grandes ind\u00fastrias metal\u00fargicas da regi\u00e3o de Guayana. Ali se fez notar de novo o car\u00e1ter oportunista da LCR, e ficou ent\u00e3o em evid\u00eancia o que havia de ser seu destino pol\u00edtico: sua pr\u00e1tica concreta \u00e0 frente do movimento sindical se mostrou cada vez mais obreirista, reivindicativa e cada vez mais distante do genu\u00edno sindicalismo classista.<\/p>\n<p>A degenera\u00e7\u00e3o dos sindicatos controlados pela LCR os levou inclusive a pr\u00e1ticas abertamente corruptas e \u00e0 progressiva deteriora\u00e7\u00e3o de sua influ\u00eancia. No princ\u00edpio dos anos 90, a LCR teve um breve momento de auge como partido pol\u00edtico nacional, j\u00e1 com candidatura pr\u00f3pria ou j\u00e1 apoiando figuras individuais da direita, mas sua falta de coer\u00eancia ideol\u00f3gica e pol\u00edtica lhe impediu um crescimento maior e a levou a decair quase de imediato. Formou parte da alian\u00e7a que apoiou a candidatura presidencial de Hugo Ch\u00e1vez em 1998, mas nos anos iniciais do novo governo rompeu com o Presidente e se somou \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o, na qual permanece at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Um grupo importante de seus dirigentes escolheu manter-se junto ao Presidente Ch\u00e1vez e formou uma nova organiza\u00e7\u00e3o, o Partido P\u00e1tria Para Todos (PPT), o qual, depois de subdividir-se em pelo menos duas ocasi\u00f5es, terminou por coincidir com a LCR nas fileiras da oposi\u00e7\u00e3o. Alguns dos que formaram parte do PPT decidiram em 2007 se somar ao PSUV e hoje se mant\u00eam ao lado do Presidente.<\/p>\n<p>O MAS e seus derivados, junto \u00e0 BR e \u00e0 LCR e seus descendentes, hoje pretendem aproveitar seu remoto passado de esquerda para al\u00e7ar bandeiras supostamente \u00abprogressistas\u00bb e fazerem-se passar como a \u00abala esquerda\u00bb da oposi\u00e7\u00e3o ao Presidente Ch\u00e1vez. Esta manobra, nova demonstra\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter oportunista e da natureza de classe de tais elementos, busca confundir alguns setores da classe trabalhadora e das grandes massas e por elas deve ser denunciada e desmascarada.<\/p>\n<p>VI<\/p>\n<p>\u00c9 hora de encerrar com algumas conclus\u00f5es e ensinamentos que se depreendem de nossa hist\u00f3ria de lutas contra o oportunismo. A primeira e principal \u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o em nossa pr\u00f3pria experi\u00eancia do que foi afirmado por Lenin sobre a origem e a natureza do oportunismo como express\u00e3o da presen\u00e7a inelud\u00edvel nas fileiras dos partidos revolucion\u00e1rios de camadas pequeno-burguesas, com suas concep\u00e7\u00f5es e tend\u00eancias pr\u00f3prias:<\/p>\n<p>\u2026 em todo pa\u00eds capitalista existe sempre, ao lado do proletariado, extensas camadas de pequena-burguesia, de pequenos propriet\u00e1rios (\u2026) \u00c9 portanto muito natural que as concep\u00e7\u00f5es de mundo pequeno-burguesas irrompam uma e outra vez nas fileiras dos grandes partidos oper\u00e1rios (1908: 26-27).<\/p>\n<p>Cada camada pequeno-burguesa que se fa\u00e7a presente com for\u00e7a suficiente em nosso Partido, tender\u00e1 automaticamente, a menos que seja detida a tempo, a desenvolver sua pr\u00f3pria variedade de oportunismo, em correspond\u00eancia com suas caracter\u00edsticas, interesses e perfis. A intelectualidade universit\u00e1ria radicalizada tender\u00e1 ao oportunismo de esquerda, enquanto os funcion\u00e1rios, profissionais e outros relativamente estabelecidos e pr\u00f3speros, tender\u00e3o \u00e0 varia\u00e7\u00e3o de direita.<\/p>\n<p>Daqui, deste diagn\u00f3stico, se depreende sem demasiado esfor\u00e7o a medicina e a profilaxia para este mal: a proletariza\u00e7\u00e3o integral de nosso Partido. N\u00e3o nos referimos somente \u00e0 assimila\u00e7\u00e3o profunda dos pontos de vista e da ideologia prolet\u00e1ria pelos membros do Partido que n\u00e3o provenham originalmente da classe oper\u00e1ria, sen\u00e3o sobretudo \u00e0 presen\u00e7a efetiva e dominante de quadros oper\u00e1rios nos \u00f3rg\u00e3os de dire\u00e7\u00e3o do Partido em t\u00e3o alta propor\u00e7\u00e3o como as circunst\u00e2ncias o permitam. Este \u00faltimo \u00e9 o que o camarada \u00c1lvaro Cunhal denomina a \u00abregra de ouro\u00bb:<\/p>\n<p>Garantia importante para a pol\u00edtica de classe do Partido \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o determinante de militantes oper\u00e1rios na dire\u00e7\u00e3o. Ou seja, uma dire\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria com maioria oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>(\u2026) O mais frequente (e a regra geral) \u00e9 que a ideologia burguesa influencie mais e mais facilmente os intelectuais que os oper\u00e1rios, e portanto, que a participa\u00e7\u00e3o determinante de oper\u00e1rios na dire\u00e7\u00e3o assegure maior solidez de princ\u00edpios que a participa\u00e7\u00e3o determinante de camaradas de outras origens sociais (1985: 62).<\/p>\n<p>E tal regra, como j\u00e1 vimos, foi precisamente o rem\u00e9dio que se receitou a si mesmo o PCV no 4o Congresso Nacional de 1971. Neste mesmo sentido, nossos 13o e 14o Congressos, assim como nossa 11a Confer\u00eancia, insistiram nos \u00faltimos anos na necessidade de incrementar a presen\u00e7a prolet\u00e1ria nas filas de nosso Partido e priorizaram o trabalho entre e com a classe trabalhadora como primeira tarefa do PCV. Mas devemos reconhecer que, ainda que recentemente tenhamos obtido alguns \u00eaxitos importantes neste sentido, hoje o nosso Partido todavia n\u00e3o est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de cumprir integralmente com esse princ\u00edpio de ouro.<\/p>\n<p>O segundo grande ensinamento que se depreende de nossa experi\u00eancia \u00e9 que a dial\u00e9tica implac\u00e1vel da hist\u00f3ria, cedo ou tarde, se imp\u00f5e sobre todos os oportunistas, inclusive contra sua vontade, e acaba por empurr\u00e1-los ao campo da burguesia; ou seja, que todos os oportunismos sempre terminam sendo de direita, independentemente das formas e motes que adotem inicialmente. E isto se deve a que todos eles t\u00eam em comum um elemento central: seu recha\u00e7o ou desconhecimento do ponto de vista de classe do proletariado, o que lhes impede de apreciar a perspectiva hist\u00f3rica do desenvolvimento geral das sociedades (1924).<\/p>\n<p>Com efeito, como disse o pr\u00f3prio L\u00eanin, todo oportunismo, por uma via ou por outra, com maior ou menor \u00eanfase te\u00f3rica, com maior ou menor sutileza, sempre \u00abfalsifica o marxismo lhe amputando tudo aquilo que a burguesia n\u00e3o pode aceitar\u00bb (1918: 490). E desde logo, o primeiro que deve ser mutilado de nossa doutrina para ganhar a aceita\u00e7\u00e3o da burguesia, \u00e9 precisamente a an\u00e1lise de classe, centro e pe\u00e7a fundamental de todo o marxismo.<\/p>\n<p>Se faz portanto imprescind\u00edvel exercer a maior vigil\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o ao rigor te\u00f3rico e conceitual em nossas an\u00e1lises e em rela\u00e7\u00e3o ao uso preciso das categorias cient\u00edficas do marxismo-leninismo. A experi\u00eancia nos indica que os surtos oportunistas s\u00e3o anunciados com desvios ou \u00abinova\u00e7\u00f5es\u00bb no plano do discurso e da an\u00e1lise, inclusive antes que se tornem vis\u00edveis no campo da a\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Isto n\u00e3o significa de nenhuma maneira que deveremos resistir dogmaticamente ao leg\u00edtimo e necess\u00e1rio desenvolvimento da ci\u00eancia revolucion\u00e1ria, ou que tenhamos que nos fechar ao debate s\u00e3o e \u00e0 natural confronta\u00e7\u00e3o de ideias tanto dentro como fora de nossas fileiras; antes pelo contr\u00e1rio, significa que devemos encarar todo debate e todo potencial desenvolvimento doutrin\u00e1rio com a maior seriedade e rigor. A ci\u00eancia pode e deve crescer e desenvolver-se, mas \u00e9 nossa obriga\u00e7\u00e3o exercer a vigil\u00e2ncia cr\u00edtica para que, entre as inova\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas, n\u00e3o se infiltre o contrabando ideol\u00f3gico que perverta os fundamentos provados do marxismo-leninismo, especialmente em tudo o que tenha a ver com a an\u00e1lise de classe.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, queremos assinalar que nossas batalhas contra o liquidacionismo nos reafirmaram a import\u00e2ncia de manter a independ\u00eancia e a autonomia org\u00e2nica e program\u00e1tica do partido pol\u00edtico da classe trabalhadora. Como demonstrou o desenvolvimento posterior dos acontecimentos, ceder \u00e0s press\u00f5es liquidacionistas, mesmo que estas tenham sido muito poderosas e sedutoras em seu momento, seria um erro de consequ\u00eancias catastr\u00f3ficas, que teria deixado a classe oper\u00e1ria politicamente desarmada e em um n\u00edvel todavia maior de desamparo e de desorganiza\u00e7\u00e3o diante das for\u00e7as e posi\u00e7\u00f5es pequeno-burguesas e burguesas.<\/p>\n<p>Fazemos nossas, neste sentido, as palavras do camarada Jos\u00e9 Carlos Mari\u00e1tegui:<\/p>\n<p>&#8230; a vanguarda do proletariado e dos trabalhadores conscientes, fiel \u00e0 sua a\u00e7\u00e3o dentro do terreno da luta de classes, repudia toda tend\u00eancia que signifique fus\u00e3o com as for\u00e7as ou organismos pol\u00edticos de outras classes. Condenamos como oportunista toda pol\u00edtica que apresente a ren\u00fancia moment\u00e2nea do proletariado \u00e0 sua independ\u00eancia de programa e de a\u00e7\u00e3o, a qual em todo momento deve manter inteiramente (1930: 201).<\/p>\n<p>Hoje, derrotadas as posi\u00e7\u00f5es que pretendiam liquidar nosso Partido e submetidas as influ\u00eancias que aspiravam a diluir ou deformar nosso perfil de classe e distanciar-nos da ideologia marxista-leninista, o PCV cresce e se fortalece com novas energias e com a b\u00fassola apontando firmemente para a perspectiva da revolu\u00e7\u00e3o socialista e o futuro comunista.<\/p>\n<p>CITA\u00c7\u00d5ES E REF\u00caRENCIAS<\/p>\n<p>1908. Vladimir I. Lenin. \u00abMarxismo e revisionismo\u00bb. Em: Obras escolhidas. Moscou: Editorial Progresso, 1974: 20-27.<\/p>\n<p>1918. &#8212;&#8212;&#8212;-. \u00abA revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria e o renegado Kautsky\u00bb. Em: Obras escolhidas. Moscou: Editorial Progresso, 1974: 400-494.<\/p>\n<p>1924. Gyorgy Luk\u00e1cs. Lenin: Estudo sobre a coer\u00eancia de seu pensamento. Buenos Aires: A Rosa Blindada, 1968. [T\u00edtulo original: Lenin: Estudio sobre la coherencia de su pensamiento].<\/p>\n<p>1930. Jos\u00e9 Carlos Mari\u00e1tegui. \u00abSobre um t\u00f3pico superado\u00bb. Em: Ideologia e pol\u00edtica. Caracas: Edi\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio de Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o, 2006: 199-201.<\/p>\n<p>1946. Partido Comunista da Venezuela. O Congresso da Unidade dos Comunistas. Caracas: Comiss\u00e3o Nacional de Educa\u00e7\u00e3o e Propaganda. [T\u00edtulo original: El Congresso de Unidad de los Comunistas].<\/p>\n<p>1970. Pedro Ortega D\u00edaz e Antonio Garc\u00eda Ponce. As ideias antissocialistas de Teodoro Petkoff. Caracas: Editorial Cantaclaro. [T\u00edtulo original: Las ideas antisocialistas de Teodoro Petkoff].<\/p>\n<p>1971-a. 4o Congresso Nacional do PCV. \u00abInforme do Comit\u00ea Central (A cargo de Jes\u00fas Far\u00eda)\u00bb. Em: 4o Congresso Nacional do PCV. Documentos e Resolu\u00e7\u00f5es. Caracas: Gr\u00e1fica Americana: 77-112.<\/p>\n<p>1971-b. &#8212;&#8212;&#8212;-. \u00abResolu\u00e7\u00e3o de expuls\u00e3o do grupo fracionista renegado (Declara\u00e7\u00e3o do 4o Congresso sobre a recente deser\u00e7\u00e3o)\u00bb. Em: 4o Congresso Nacional do PCV. Documentos e Resolu\u00e7\u00f5es. Caracas: Gr\u00e1fica Americana: 211-223. [T\u00edtulo original: \u00abResoluci\u00f3n de expulsi\u00f3n del grupo fraccional renegado (Declaraci\u00f3n del 4o Congresso sobre la reciente deserci\u00f3n)\u00bb].<\/p>\n<p>1976. Rafael Jos\u00e9 Cort\u00e9s. \u00abProcesso \u00e0 esquerda ou debandada \u00e0 direita?\u00bb. Em: O MAS, debandada \u00e0 direita. Caracas: Edi\u00e7\u00f5es Centauro, 1979: 75-106. [T\u00edtulo original: \u00ab\u00bfProceso a la esquerda o desbandada hacia la derecha?\u00bb. En: El MAS, desbandada hacia la derecha].<\/p>\n<p>1979. &#8212;&#8212;&#8212;-. Em defesa do socialismo (Resposta aos \u00abDi\u00e1logos\u00bb). Caracas: Gr\u00e1ficas R\u00edo Orinoco. [T\u00edtulo original: En defensa del socialismo (Respuesta a las \u00abConversaciones\u00bb)].<\/p>\n<p>1980-a. Fernando Key S\u00e1nchez. Funda\u00e7\u00e3o do Partido Comunista da Venezuela. Caracas: Fundo Editorial Carlos Aponte.<\/p>\n<p>1980-b. 6o Congresso Nacional do PCV. Programa do PCV. Caracas: COTRAGRAF.<\/p>\n<p>1985. \u00c1lvaro Cunhal. O Partido com paredes de vidro. Lisboa: Editorial Avante, 2006.<\/p>\n<p>2007-a. 13o Congresso Nacional (extraordin\u00e1rio) do PCV. \u00abTese sobre o Partido da Revolu\u00e7\u00e3o\u00bb. Em: Documentos fundamentais do Partido Comunista da Venezuela. Caracas: Departamento Nacional de Educa\u00e7\u00e3o e Ideologia do PCV, 2009: 99-112.<\/p>\n<p>2007-b. &#8212;&#8212;&#8212;-. \u00abResolu\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica\u00bb. Em: Documentos fundamentais do Partido Comunista da Venezuela. Caracas: Departamento Nacional de Educa\u00e7\u00e3o e Ideologia do PCV, 2009: 97-98.<\/p>\n<p>2007-c. 11a Confer\u00eancia Nacional do PCV. \u00abInforme Central\u00bb. Em: Documentos fundamentais do Partido Comunista da Venezuela. Caracas: Departamento Nacional de Educa\u00e7\u00e3o e Ideologia do PCV, 2009: 117-130.<\/p>\n<p>2011. 14o Congresso Nacional do PCV. \u00abLinha Pol\u00edtica\u00bb. [Em processo de publica\u00e7\u00e3o].<\/p>\n<p>As inser\u00e7\u00f5es da tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas encontram-se entre colchetes \u201c[ ]\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Revista Comunista Internacional (n\u00ba 4)<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: PCB (Partido Comunista Brasileiro)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nPartido Comunista da Venezuela\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5791\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-5791","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1vp","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5791","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5791"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5791\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}