{"id":58,"date":"2010-01-03T07:13:38","date_gmt":"2010-01-03T07:13:38","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=58"},"modified":"2010-01-03T07:13:38","modified_gmt":"2010-01-03T07:13:38","slug":"os-estados-unidos-a-economia-da-destruicao-e-a-terapia-de-choque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/58","title":{"rendered":"Os Estados Unidos: a Economia da destrui\u00e7\u00e3o e a Terapia de Choque"},"content":{"rendered":"\n<p>O or\u00e7amento de desenvolvimento e pesquisa do Pent\u00e1gono, equivale a algo entre 70% e 80% das pesquisas militares realizadas no planeta. Seymour Melman, afirma que desde 1951 o or\u00e7amento militar americano envolve uma quantia maior do que a somat\u00f3rias de todas as corpora\u00e7\u00f5es sediados no pa\u00eds. O setor b\u00e9lico (estatal e privado), empregava em 1986, mais de 6 milh\u00f5es de pessoas, um em cada 20 empregos depende direto ou indiretamente de gastos militares (Washington Post \u2013 17\/01\/1986) , sendo que a fronteira entre o que \u00e9 incluindo ou n\u00e3o no or\u00e7amento militar \u00e9 mantido inteiramente na sombra. George McGovern, sustenta que em 1969 a cada um d\u00f3lar pago de imposto pelo cidad\u00e3o dos estados Unidos, apenas 28% ficavam liberados para despesas n\u00e3o militares. Como se pode concluir, considerar o grande irm\u00e3o do norte como um estado militarista tem a sua raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Atualmente o Capital Financeiro, a industria militar americana, aliado ao capital petrol\u00edfero e a grande m\u00eddia, comp\u00f5em o centro hegem\u00f4nico na estrutura de poder da sociedade americana. A administra\u00e7\u00e3o W. Bush, foi apenas uma express\u00e3o mais reveladora da presen\u00e7a deste agrupamento no dom\u00ednio da maior pot\u00eancia militar do planeta. Ap\u00f3s os atentados de 2001, foram autorizados mais gastos militares. As empresas contratadas no setor privado s\u00e3o as mais lucrativas. A Rockwell International multiplicou por oito seus contratos com o Pent\u00e1gono. Desde ent\u00e3o, segundo Mario Pianta, as contribui\u00e7\u00f5es \u00e0s campanhas presidenciais multiplicaram por quatro.<\/p>\n<p>Richard Chenney (Vice \u2013 Presidente de Bush), foi executivo principal da Halliburtun Corp, empresa m\u00e3e de uma das maiores benefici\u00e1rias de contratos com Pent\u00e1gono (Kellogg, Brown &#038; Root), que ganhou contrato milion\u00e1rios para as obras do Iraque ocupado. Na vig\u00eancia da pol\u00edtica contra o \u201ceixo do mau\u201d, os gastos militares foram elevados em 18% para fim de moderniza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Empresas como Boeing, Lockeed Martin e Northorp Grummann, est\u00e3o entre as que mais faturaram com os avan\u00e7os da m\u00e1quina da guerra.<\/p>\n<p>Vinte e dois, dos cinq\u00fcentas estados americanos, dependem das despesas militares. Em 14 estados o emprego est\u00e1 ligado a empresas com \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com o sistema de defesa. A economia deste pa\u00eds n\u00e3o pode suportar o desarmamento. Em sete estados a ind\u00fastria da guerra representa 20% da economia. Desta forma, \u00e9 f\u00e1cil chegar a conclus\u00e3o que a economia dos Estados Unidos \u00e9 extremamente dependente da m\u00e1quina de destrui\u00e7\u00e3o da vida. Os grupos industriais norte americanos, que nas d\u00e9cadas de 1920 e 1930, eram inseridos na produ\u00e7\u00e3o automobil\u00edstica, migraram com a crise de 1929 e a II Grande Guerra, para as encomendas militares. O complexo industrial militar do Tio Sam \u00e9 de um tipo jamais visto na hist\u00f3ria da humanidade, que resultou (direta ou indiretamente), nas guerras mais sangrentas da experi\u00eancia humana na Terra.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da economia armamentista norte americana andou lado a lado, com o aumento do d\u00e9ficit p\u00fablico. As aparentes tentativas de fazer encolher ou de formatar o complexo militar \u2013 industrial, converteu \u2013 se em seu oposto, isto \u00e9, em mais gastos militares. Em 1949, houve uma depress\u00e3o na economia dos Estados Unidos, com diminui\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto e quebra das importa\u00e7\u00f5es. Este fen\u00f4meno estava relacionado ao desarmamento seguido pelo fim da Guerra. A Guerra da Cor\u00e9ia reverteu esta tend\u00eancia, realimentando a taxas de lucros. A sa\u00edda encontrada pela economia capitalista para a crise de super \u2013 produ\u00e7\u00e3o, veio com a corrida armamentista e n\u00e3o atrav\u00e9s da Teoria Geral de Keynes como muito se divulga. Para Claudio Katz \u00e9 importante observar o desenvolvimento tecnol\u00f3gico, que se faz fundamental neste setor, Katz indica que todas as inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas significativas nas \u00faltimas d\u00e9cadas, foram inicialmente concebidas em esfera militar: a microeletr\u00f4nica surge como resolu\u00e7\u00e3o de problemas de bal\u00edsticas; a energia nuclear veio do \u00e2mbito militar etc.<\/p>\n<p>No imediato p\u00f3s guerra, a demanda mundial era inferior a capacidade produtiva dos Estados Unidos. A pura e simples expans\u00e3o produtiva poderia agravar ainda mais a super \u2013 produ\u00e7\u00e3o. A ind\u00fastria da guerra tem o \u201cm\u00e9rito\u201d de elevar o poder de compra e consequentemente o consumo, sem produzir uma massa de mercadorias que v\u00e3o ao mercado competir com outras mercadorias j\u00e1 existentes. A produ\u00e7\u00e3o induzida pelo governo, tem a vantagem de n\u00e3o concorrer com a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o militar. Os setores da economia voltado para a produ\u00e7\u00e3o de mercadorias, perderam o controle da reprodu\u00e7\u00e3o ampliada do capital para a ind\u00fastria armamentista. O governo americano passou a ser o grande comprador \u201cconsumidor coletivo\u201d.<\/p>\n<p>A partir da estrutura\u00e7\u00e3o da economia de guerra dos E. U A. fica patente a insufici\u00eancia do argumento, que defende a id\u00e9ia na qual a cada crise a economia capitalista se renova, volta a crescer, acumula e desenvolve novamente as for\u00e7as produtivas. O Grande Irm\u00e3o do Norte criou uma economia baseada na guerra permanente, bem diferenciado do imperialismo brit\u00e2nico precedente.<\/p>\n<p>Governos no mundo inteiro, n\u00e3o tem como subsidiar nada. A capitaliza\u00e7\u00e3o de recursos estatais s\u00e3o provenientes da pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o. Na pr\u00e1tica o que ocorre \u00e9 que uma parte da sociedade subvenciona a outra parte. O setor da economia n\u00e3o militar financia por meio de impostos a ajuda governamental \u00e0 produ\u00e7\u00e3o b\u00e9lica. Os pa\u00edses mais ricos do mundo passam a ter sua base econ\u00f4mica embalada pelo crescimento da d\u00edvida p\u00fablica, o G\u2013 7, (grupo dos sete pa\u00edses mais ricos do mundo: E.U.A, Fran\u00e7a, Reino Unido, It\u00e1lia, Canad\u00e1 , Alemanha e Jap\u00e3o), criado no contexto do choque do petr\u00f3leo de 1975 e do esgotamento do acordo de Breton Woods, vem implementando esfor\u00e7os de controlar artificialmente o d\u00e9ficit estatal atrav\u00e9s da financeiriza\u00e7\u00e3o, na qual a especula\u00e7\u00e3o passa a ter papel destacado e constituir-se como principal ator. Financeiriza\u00e7\u00e3o empresarial, desenvolvimento de estrat\u00e9gias de lucratividade a curto prazo, v\u00e3o construindo o cen\u00e1rio em que o setor produtivo vai cedendo lugar aos ativos financeiros. O resultado? Todos n\u00f3s j\u00e1 conhecemos: a atual crise econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Aliada a incr\u00edvel m\u00e1quina de guerra estadounidense, uma outra t\u00e1tica \u00e9 largamente adotada: a chamada terapia do choque, t\u00e9cnica que consiste em se aproveitar momentos de pavor para introduzir mudan\u00e7as tidas como necess\u00e1rias. Segundo o economista norte americano Milton Friedman, considerado um dos principais te\u00f3ricos do liberalismo econ\u00f4mico contempor\u00e2neo, defensor do Capitalismo Laisse \u2013 Faire e do livre mercado, Somente uma crise, real ou pressentida, produz mudan\u00e7a verdadeira\u201d. A afirma\u00e7\u00e3o de Friedman \u00e9 a ponte que vincula uma onda de desastres naturais e provocados, com a ascens\u00e3o do chamado neoliberalismo, nas mais variadas regi\u00f5es do planeta.<\/p>\n<p>Nas terras do Tio Sam o furac\u00e3o Katrina, que arrasou com a regi\u00e3o metropolitana de New Orleans, em agosto de 2005 e vitimou milhares de pessoas, foi recebido por \u201cTio Miltie\u201d (nome dado pelos alunos de Friedman), em mat\u00e9ria publicada no Wall Street Journal, como uma \u201cenorme possibilidade de reforma no sistema educacional de Lousiania\u201d. Antes da passagem do Katrina, havia 123 escolas p\u00fablicas e 7 privadas. Os professores contavam com uma forte representa\u00e7\u00e3o sindical. Depois da tempestade, s\u00f3 restaram 4 escolas p\u00fablicas, pois, as demais foram privatizadas. Os 4.700 professores demitidos e depois, uma parcela recontratada com sal\u00e1rios reduzidos e sem estabilidade. O Americam Interprise Institute, declarou : \u201c O Katrina realizou em uma semana, o que os reformadores neoliberais n\u00e3o conseguiram em anos\u201d, \u00e9 o Capitalismo de Desastre.<\/p>\n<p>Em 1947 Milton Friedman e Friedrich Hayek fundaram a sociedade de Mont Pelerin, um clube que incorporava economistas defensores da id\u00e9ia de livre mercado, que levou o mesmo nome da pequena cidade su\u00ed\u00e7a onde reuniam-se anualmente. Neste momento hist\u00f3rico, o mundo acabava de sair de uma Grande Guerra e de uma depress\u00e3o econ\u00f4mica. O contexto da funda\u00e7\u00e3o do grupo de Mont Pelerin n\u00e3o era o mais estimulante para os novos liberais. Desde a crise de 1929 e a Teoria geral de John Maynard Keynes, a interven\u00e7\u00e3o do estado como instrumento de regula\u00e7\u00e3o da economia era amplamente praticada. Friedman e Hayek eram vistos como pensadores ex\u00f3ticos e completamente descontextualizados das reais necessidades existentes no mundo da economia.<\/p>\n<p>Em um de seus livros (Capitalismo e Liberdade), Friedman sistematiza os principais elementos que orientariam o mercado global e nos Estados Unidos seria transformada na agenda do movimento neo\u2013 conservador: Em primeiro lugar os governos deveriam abolir sistematicamente todos os entraves e empecilhos existente no caminho da acumula\u00e7\u00e3o de capital; Deveriam vender todos os ativos que pudessem ser administradas por empresas privadas. Deveria ainda cortar os gastos sociais. As diretrizes apresentadas tinham o inconveniente de ser extremamente impopular n\u00e3o podendo ser aplicada em um pa\u00eds onde a democracia e vontade popular fosse base estruturante da vida pol\u00edtica, pois a rea\u00e7\u00e3o a tais medidas poderia representar perda de popularidade e consequentemente de voto.<\/p>\n<p>Com o crescimento das orienta\u00e7\u00f5es do Desenvolvimentistas no Terceiro Mundo e as constantes amea\u00e7as aos interesses americanos nestas regi\u00f5es \u00e9 que vem a tona a Doutrina do Choque, em que se aproveita de um momento na qual a sociedade se encontra atordoada para realiza\u00e7\u00e3o da agenda apresentada por Friedman. Os sucessivos golpes militares executados na Am\u00e9rica Latina v\u00e3o fornecer o ambiente necess\u00e1rio para a aplica\u00e7\u00e3o da agenda Neoliberal, sendo que a resposta popular passaria a ser simplesmente criminalizada e taxada de vandalismo, terrorismo ou comunismo.<\/p>\n<p>O Chile \u00e9 o palco da primeira experi\u00eancia . O choque implemetado pela violenta deposi\u00e7\u00e3o do Governo eleito de Salvador Allende e a ascens\u00e3o de Augusto Pinochet, foi a bandeirada de largada do experimento Neo- liberal. Com tanques e canh\u00f5es de guerra nas ruas a sociedade chilena presenciou a taxa de desemprego subir de 3% (durante o governo Allende ) para 20% um ano ap\u00f3s o golpe. As manifesta\u00e7\u00f5es populares duramente reprimidas pela Lei Marcial e o toque de recolher. A economia contraiu 15%. Em contrapartida grandes empresas estrangeiras passavam a controlar a economia aumentando expressivamente sua lucratividade.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima experi\u00eancia vem com outro golpe militar um novo choque, desta vez na Argentina (1976), que ao colocar o Peronismo na clandestinidade, a Junta Militar pro\u00edbe greves e elimina todas as restri\u00e7\u00f5es para demiss\u00e3o de trabalhadores. A ditadura privatizou centenas de |Companhias Estatais, transformando o pa\u00eds em solo atrativos para as multinacionais com a admira\u00e7\u00e3o e agradecimento de Washington. As celas e pres\u00eddios ficaram abarrotadas de prisioneiros criminalizados pela resist\u00eancia. Bol\u00edvia,Col\u00f4mbia, Uruguai, Paraguai, entre outros seguiram o mesmo caminho.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980. o choque, na Am\u00e9rica Latina, foi causado pelo impacto da d\u00edvida externa. Com a eleva\u00e7\u00e3o brutal dos juros da d\u00edvida promovida pelo Banco Central americano (FED), os pa\u00edses endividados foram obrigados a recorrer a empr\u00e9stimos de curto prazo (F.M.I), o que invariavelmente agravou a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O ide\u00e1rio neoliberal e sua Doutrina de Choque n\u00e3o se restringe aos pa\u00edses sul americanos. A Inglaterra do final da d\u00e9cada de 1970 vivencia sua terapia de choque com Margareth Thatcher. Eleita em 1979 com o slogan \u201c O trabalhismo n\u00e3o est\u00e1 funcionando\u201d, provocou a eleva\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de desemprego e da infla\u00e7\u00e3o. Em 1982 seu \u00edndice de aprova\u00e7\u00e3o chegava a 18%. Mas um fato inusitado veio a proporcionar ao governo conservador ingl\u00eas, bem como a junta militar argentina a edi\u00e7\u00e3o de um novo choque. As Ilhas Malvinas, identificado como territ\u00f3rio brit\u00e2nico no atl\u00e2ntico sul e considerado, at\u00e9 ent\u00e3o, como um peso para os cofres da coroa, foi ocupada por tropas argentinas. A guerra estava declarada. Uma ampla campanha de m\u00eddia foi iniciada relembrando a trajet\u00f3ria do orgulho do Imp\u00e9rio Ingl\u00eas. No final da guerra (11 semanas e pouco mais de mil mortos), a popularidade de Thatcher ultrapassava a 59%. A reelei\u00e7\u00e3o estava garantida. O novo inimigo, agora interno, s\u00e3o os trabalhadores das minas de carv\u00e3o em greve. Com o aparato repressor j\u00e1 montado pela recente guerra, a greve dos mineiros (o sindicato mais forte da Inglaterra) foi derrotada em um manifesta\u00e7\u00e3o final com mais de setecentos feridos. O choque estava completo atordoados os Keynesianos e a esquerda trabalhista n\u00e3o puderam mais reagir. Privatiza\u00e7\u00f5es, est\u00edmulo a fus\u00f5es e cortes sociais foi o que se seguiu.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses do Bloco Socialistas n\u00e3o estavam imunes a Terapia do Choque de vertente Neoliberal. A ascens\u00e3o do Movimento Solidariedade de Lech Walesa ao governo levou a Pol\u00f4nia a infla\u00e7\u00e3o de 600% e ao racionamento de comida. A festejada Perestroika (reestrutura\u00e7\u00e3o) e Glasnost (abertura) de Mikhail Gorbachev, culminou com Boris Yeltsin e a completa bancarrota e desaparecimento da URSS. Na \u00c1frica do Sul a chegada ao governo de Nelson Mandela e dos militantes anti-apartheid do C.N.A (Congresso Nacional africano), incorporou a premissa neoliberal e foi incapaz de corrigir as graves distor\u00e7\u00f5es sociais e econ\u00f4micas existentes no pa\u00eds<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos da era Reagan o mesmo ocorreu. O ex ator de Hollywood, em uma \u00fanica canetada demitiu 11.400 controladores de v\u00f4o em greve, dobrando um importante sindicato deste pa\u00eds. Recentemente, os atentados \u00e0s Torres G\u00eameas fornecem os ingredientes necess\u00e1rios para a execu\u00e7\u00e3o da chamada Terapia do Choque. Atordoadas pela a\u00e7\u00e3o que vitimou milhares de pessoas, o governo americano em uma imaginada cruzada, constr\u00f3i todo um cen\u00e1rio prop\u00edcio a manobras pol\u00edticas e econ\u00f4micas de seus interesses. Governos em v\u00e1rias partes do planeta apresentam \u201cpreocupa\u00e7\u00f5es\u201d semelhantes e recorrem a medidas de exce\u00e7\u00e3o que fortalecem o controle e a obedi\u00eancia, evitando ou combatendo diretamente as mais variadas rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A crise do capitalismo expressada pelo descenso pol\u00edtico do neoliberalismo, pode representar uma crise de hegemonia norte americana, no entanto, a edifica\u00e7\u00e3o de um bloco de for\u00e7as anti-imperialistas e anti-neoliberais, encontra uma s\u00e9rie de dificuldades. O que se denomina de P\u00f3s-Neoliberalismo, \u00e9 um termo por demais gen\u00e9rico e incorpora diferentes formas de nega\u00e7\u00e3o do Consenso de Washington. A quadra hist\u00f3rica que vivemos \u00e9 amplamente marcada pela perda de legitimidade das correntes liberais e por variados esfor\u00e7os de viabiliza\u00e7\u00e3o de projetos alternativos tendo ainda como pano de fundo o cheiro de p\u00f3lvora e cad\u00e1ver do belicismo americano.<\/p>\n<p>*Professor; membro da Comiss\u00e3o de Pol\u00edticas Urbanas da Associa\u00e7\u00e3o dos Ge\u00f3grafos (AGB-GO) e militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Latuff\n\n\n\n\n*Robson de Moraes\nA economia norte americana est\u00e1 assentada em complexo militar \u2013 industrial. Se o Pent\u00e1gono fosse um pa\u00eds, estaria entre as quinze maiores economias do mundo. Segundo Stephen Dais, com os d\u00f3lares que foram gastos com armamento pelo governo americano, no per\u00edodo de 1947 a 1989 (8,2 trilh\u00f5es de d\u00f3lares), poderia se construir um outro do pa\u00eds do porte dos E.U.A , incluindo todas as suas ind\u00fastrias e infra-estrutura existente. S\u00f3 no ano de 2002 foram gastos com armamento, em todo o planeta a soma de 0,8 trilh\u00f5es de d\u00f3lares, sendo que cinco pa\u00edses s\u00e3o respons\u00e1veis por metade deste gastos.Em 2005, somente o Minist\u00e9rio da Defesa Americano, superou a cifra de um bilh\u00e3o de d\u00f3lares por dia.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/58\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-58","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-W","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}