{"id":5805,"date":"2014-01-10T20:40:25","date_gmt":"2014-01-10T20:40:25","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5805"},"modified":"2014-01-10T20:40:25","modified_gmt":"2014-01-10T20:40:25","slug":"angola-a-batalha-que-pos-fim-ao-apartheid","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5805","title":{"rendered":"Angola: a batalha que p\u00f4s fim ao apartheid"},"content":{"rendered":"\n<p><a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/index.php?autman=Piero%20Gleijeses*&amp;submit=Buscar\" target=\"_blank\"><\/a><\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 o sangue dos her\u00f3is cubanos e n\u00e3o o dos nossos novos \u00ab amigos \u00bb que irriga a terra africana e a \u00e1rvore da liberdade da Africa do Sul&#8221;<\/p>\n<p><em>&#8220;N\u00f3s n\u00e3o lutamos nem pela gl\u00f3ria nem pelas condecora\u00e7\u00f5es, n\u00f3s lutamos pelas ideias que consideramos justas&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>Fidel Castro<\/em><\/p>\n<p>O general Magnus Malan escreve nas suas mem\u00f3rias que a campanha foi uma grande vit\u00f3ria para as for\u00e7as de defesa da \u00c1frica do Sul (SADF), mas a opini\u00e3o de Nelson Mandela n\u00e3o podia ser mais diferente : \u00ab Cuito Cuanavale marcou a viragem da luta de liberta\u00e7\u00e3o do meu continente e do meu povo contra o flagelo do apartheid \u00bb.<\/p>\n<p>O debate acerca do significado de Cuito Cuanavale foi intenso, em parte porque os principais documentos sul-africanos relativos a esta opera\u00e7\u00e3o foram classificados. Todavia, pude consultar os documentos dos arquivos cubanos, bem como os documentos dos Estados-Unidos. Apesar do fosso ideol\u00f3gico que separa Havana e Washington, estes documentos fascinam pela sua semelhan\u00e7a.<\/p>\n<p>Examinemos os factos. Em Julho de 1987 o ex\u00e9rcito angolano (FAPLA) lan\u00e7a uma ofensiva de grande envergadura no sudeste de Angola contra as for\u00e7as de Jonas Savimbi. Constatando que esta opera\u00e7\u00e3o se desenvolvia com sucesso, as SADF que controlavam as zonas mais meridionais do sudoeste do pa\u00eds intervieram no sudeste. No in\u00edcio do m\u00eas de Novembro, as SADF tinham cercado as melhores unidades angolanas na aldeia de Cuito Cuanavale e preparavam-se para as destro\u00e7ar.<\/p>\n<p>O Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas exigia a retirada incondicional das SADF de Angola, mas a administra\u00e7\u00e3o Reagan encarregou-se de agir de forma a que esta exig\u00eancia fosse entendida como mais uma resolu\u00e7\u00e3o a n\u00e3o ser respeitada.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Estado adjunto encarregado de Africa, Chester Crocker, assinalou ao embaixador dos EUA na Africa do Sul : \u00ab A resolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o exige san\u00e7\u00f5es e n\u00e3o prev\u00ea qualquer assist\u00eancia a Angola. Isto n\u00e3o se verifica por acaso, \u00e9 fruto dos nossos esfor\u00e7os para manter a resolu\u00e7\u00e3o dentro de certos limites \u00bb. (1) Entretanto, as SADF aniquilariam as unidades de elite das FAPLA.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 1988, fontes militares sul-africanas e diplom\u00e1ticas ocidentais garantiam que a queda de Cuito estava iminente. O que constituiria um golpe demolidor para o governo angolano.<\/p>\n<p>Mas a 15 de Novembro de 1987 o presidente cubano Fidel Castro tinha decidido refor\u00e7ar o envio de tropas e de armamento para Angola : os seus melhores pilotos equipados dos melhores avi\u00f5es, as suas armas antia\u00e9reas e os seus tanques mais modernos. A inten\u00e7\u00e3o de Fidel Castro era n\u00e3o apenas defender Cuito, mais desembara\u00e7ar de uma vez por todas o sul de Angola das SADF. Fidel exporia mais tarde a sua estrat\u00e9gia ao leader do Partido comunista sul-africano Joe Slovo : \u00ab Cuba deteria a ofensiva sul-africana e atacaria em seguida numa outra direc\u00e7\u00e3o, \u00abcomo o boxeur que mant\u00e9m o seu advers\u00e1rio \u00e0 distancia com a m\u00e3o esquerda, antes de golpear com a m\u00e3o direita\u00bb. (2)<\/p>\n<p>Os avi\u00f5es cubanos e 1 500 soldados cubanos foram refor\u00e7ar os Angolanos, e Cuito n\u00e3o caiu. A 23 de Mar\u00e7o de 1988, os Sul-africanos lan\u00e7aram o seu derradeiro assalto de envergadura contra Cuito. Como assinala o coronel Jan Breytenbach, a ofensiva sul-africana \u00ab foi abrupta e definitivamente detida \u00bb pelas for\u00e7as cubano-angolanas.<\/p>\n<p>A m\u00e3o direita de Havana preparava-se para golpear. Poderosas colunas cubanas progrediam no sudoeste de Angola em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 fronteira da Nam\u00edbia. Os documentos que poderiam esclarecer-nos acerca do que os dirigentes sul-africanos pensavam desta amea\u00e7a permanecem classificados. Mas sabe-se o que fizeram as SADF : cederam terreno. Os servi\u00e7os de informa\u00e7\u00f5es dos Estados-Unidos explicaram que os Sul-africanos se retiravam porque ficaram impressionados pela rapidez e a pot\u00eancia da progress\u00e3o dos Cubanos, e porque consideravam que um combate de maior envergadura \u00ab comportaria grandes riscos \u00bb. (3)<\/p>\n<p>Quando era crian\u00e7a, em It\u00e1lia, ouvi o meu pai falar da esperan\u00e7a que tinham alimentado em Dezembro de 1941 quando ouviram na r\u00e1dio que as tropas alem\u00e3s tinham sido obrigadas a retirar da cidade de Rostov-sobre-o-Don. Era a primeira vez em dois anos de guerra que o \u00ab super-homem \u00bb alem\u00e3o era obrigado a retirar. Recordei-me das suas palavras &#8211; e do grande sentimento de esperan\u00e7a que elas suscitavam &#8211; quando li a imprensa sul-africana e namibiana em meados de 1988.<\/p>\n<p>Em 28 de Maio de 1988, o chefe das SADF anunciava que as \u00ab for\u00e7as cubanas e da SWAPO, fortemente armadas e operando conjuntamente pela primeira vez, avan\u00e7aram para sul a uns sessenta quil\u00f3metros da fronteira com a Nam\u00edbia \u00bb. A 26 de Junho, o administrador geral sul-africano na Nam\u00edbia reconhecia que MiG-23 cubanos sobrevoavam territ\u00f3rio namibiano: uma altera\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica naqueles tempos em que as SADF dominavam os c\u00e9us. Acrescentava que \u00ab a presen\u00e7a dos Cubanos tinha provocado uma onda de ansiedade na Africa do Sul \u00bb.<\/p>\n<p>Todavia, estes sentimentos de ansiedade n\u00e3o eram partilhados pela popula\u00e7\u00e3o negra da Africa do Sul, que descortinava uma luz de esperan\u00e7a na retirada das for\u00e7as sul-africanas.<\/p>\n<p>Enquanto as tropas de Fidel Castro avan\u00e7avam em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 Nam\u00edbia, Cubanos, Angolanos, Sul-africanos e Norte-americanos confrontavam-se \u00e0 mesa das negocia\u00e7\u00f5es, com dois pontos-chave na ordem do dia : a aceita\u00e7\u00e3o pela Africa do Sul da implementa\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o N\u00ba 435 do Conselho de seguran\u00e7a sobre a independ\u00eancia da Nam\u00edbia, e um acordo entre as partes sobre um cronograma de retirada das tropas cubanas em Angola.<\/p>\n<p>Os Sul-africanos pareciam cheios de esperan\u00e7a: o ministro dos Neg\u00f3cios estrangeiros Pik Botha pensava que a Resolu\u00e7\u00e3o N\u00ba 435 n\u00e3o acarretaria qualquer altera\u00e7\u00e3o. O ministro da Defesa Malan e o presidente P.W. Botha afirmavam que a Africa do Sul s\u00f3 se retiraria de Angola \u00ab se os Russos e os seus fantoches fizessem o mesmo\u00bb. N\u00e3o faziam sequer men\u00e7\u00e3o \u00e0 retirada das suas tropas da Nam\u00edbia. Em 16 de Mar\u00e7o de 1988, Business Day anunciava que Pretoria \u00ab propunha retirar-se para a Nam\u00edbia &#8211; e n\u00e3o da Nam\u00edbia &#8211; em troca de uma retirada das tropas cubanas em Angola \u00bb. Por outras palavras, a Africa do Sul n\u00e3o tinha qualquer inten\u00e7\u00e3o de se retirar num futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Mas os Cubanos tinham invertido a situa\u00e7\u00e3o no terreno, e quando Pik Botha apresentou as exig\u00eancias sul-africanas, Jorge Risquet, que dirigia a delega\u00e7\u00e3o cubana, foi implac\u00e1vel : \u00ab J\u00e1 passou a \u00e9poca das aventuras militares, das agress\u00f5es impunes, dos vossos massacres de refugiados \u00bb. A Africa do Sul, declarou, \u00ab age como um ex\u00e9rcito vitorioso quando o que ela \u00e9 verdadeiramente \u00e9 um agressor derrotado e empenhado numa retirada discreta. A Africa do Sul deve compreender que n\u00e3o obter\u00e1 nesta mesa de negocia\u00e7\u00f5es aquilo que n\u00e3o p\u00f4de obter no campo de batalha \u00bb. (4)<\/p>\n<p>No final da ronda de conversa\u00e7\u00f5es no Cairo, Crocker enviou uma mensagem ao secret\u00e1rio de Estado George Shultz explicando-lhe que as negocia\u00e7\u00f5es tinham tido \u00ab como pano de fundo a tens\u00e3o militar crescente provocada pelo avan\u00e7o das tropas cubanas fortemente armadas estacionadas no sudoeste de Angola em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 fronteira namibiana. A progress\u00e3o dos Cubanos no sudoeste de Angola a criou uma din\u00e2mica militar imprevis\u00edvel \u00bb. (5)<\/p>\n<p>A grande quest\u00e3o era: iriam os Cubanos deter-se na fronteira ? Para obter uma resposta a esta interroga\u00e7\u00e3o, Crocker contactou Risquet.<\/p>\n<p>\u00ab Tem Cuba a inten\u00e7\u00e3o de deter as suas tropas na fronteira entre a Nam\u00edbia e Angola ? \u00bb.<\/p>\n<p>Risquet respondeu : \u00ab Se eu lhe dissesse que n\u00e3o se deter\u00e3o, poderia ser interpretado como uma amea\u00e7a. E se lhe dissesse que se deter\u00e3o, seria como ministrar-lhe um tranquilizante, e n\u00e3o quero nem amea\u00e7ar-vos nem acalmar-vos. O que eu disse \u00e9 que apenas os acordos sobre a independ\u00eancia da Nam\u00edbia podem oferecer garantias \u00bb. (6)<\/p>\n<p>No dia seguinte, 27 de Junho de 1988, MiG cubanos atacaram posi\u00e7\u00f5es das SADF perto da barragem de Calueque, a 11 quil\u00f3metros a norte da fronteira da Nam\u00edbia. A CIA informa que : \u00ab a efic\u00e1cia com que Cuba utilizou a sua for\u00e7a a\u00e9rea e a aparente fraqueza das defesas antia\u00e9reas de Pretoria \u00bb confirmavam que Havana tinha alcan\u00e7ado a superioridade a\u00e9rea no sul de Angola e no norte da Nam\u00edbia. Algumas horas depois do ataque vitorioso dos Cubanos, as SADF destru\u00edram uma ponte na proximidade de Culueque, sobre o rio Cunene. Destru\u00edram-na &#8211; segundo a CIA &#8211; \u00ab para tornar mais dif\u00edcil a passagem da fronteira pelas tropas cubanas e angolanas, e para diminuir o n\u00famero de posi\u00e7\u00f5es a defender \u00bb. (7)<\/p>\n<p>Nunca fora t\u00e3o real o perigo de uma progress\u00e3o cubana em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 Nam\u00edbia.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos soldados sul-africanos deixaram Angola a 30 de Agosto, quando as negocia\u00e7\u00f5es sobre o cronograma da retirada das tropas cubanas ainda n\u00e3o tinham sequer come\u00e7ado.<\/p>\n<p>Apesar de todos os esfor\u00e7os de Washington, Cuba mudou o curso da Hist\u00f3ria na Africa austral. O pr\u00f3prio Crocker reconheceu o papel de Cuba ao assinalar, numa mensagem enviada a Shultz a 25 de Agosto de 1988 : \u00ab descobrir o que pensam os Cubanos \u00e9 quase uma arte. Est\u00e3o t\u00e3o bem preparados para a guerra como est\u00e3o para a paz. Fomos testemunhas de um grande refinamento t\u00e1ctico e de uma genu\u00edna criatividade \u00e0 mesa das negocia\u00e7\u00f5es. Isto tem por pano de fundo as invectivas de Castro e a movimenta\u00e7\u00e3o sem precedentes de soldados sobre o terreno \u00bb. (8)<\/p>\n<p>As proezas dos Cubanos sobre o campo de batalha e o seu virtuosismo \u00e0 mesa das negocia\u00e7\u00f5es revelaram-se decisivas para pressionar a Africa do Sul a aceitar a independ\u00eancia da Nam\u00edbia. A sua defesa vitoriosa de Cuito Cuanavale foi o prel\u00fadio de uma campanha que obrigou as SDAF a sair de Angola. Esta vit\u00f3ria teve repercuss\u00f5es para al\u00e9m das fronteiras da Nam\u00edbia.<\/p>\n<p>Numerosos autores &#8211; Malan n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o um exemplo &#8211; tentaram reescrever esta hist\u00f3ria, mas os documentos norte-americanos e cubanos informam acerca daquilo que realmente se passou. Esta verdade foi exposta com eloqu\u00eancia por Mme. Thenjiwe Mtintso, embaixadora da Africa do Sul em Cuba, em Dezembro de 2005 : \u00ab A Africa do Sul tem hoje numerosos novos amigos. Ontem, esses amigos tratavam os nossos dirigentes e os nossos combatentes de terroristas, e perseguiam-nos nos seus pa\u00edses ao mesmo tempo que apoiavam a Africa do Sul do apartheid. Nos dias de hoje, esses mesmos amigos querem que acusemos e isolemos Cuba. A nossa resposta \u00e9 muito simples : \u00c9 o sangue dos her\u00f3is cubanos e n\u00e3o o dos nossos novos \u00ab amigos \u00bb que irriga a terra africana e a \u00e1rvore da liberdade da Africa do Sul \u00bb<\/p>\n<p>Este artigo foi escrito h\u00e1 5 anos, por ocasi\u00e3o do 20\u00ba anivers\u00e1rio da batalha. Este ano<\/p>\n<p>marcar\u00e1 o 25\u00ba anivers\u00e1rio do in\u00edcio da batalha de Cuito Cuanavale no sudeste de Angola, onde as for\u00e7as armadas da Africa do Sul de apartheid se defrontaram com o ex\u00e9rcito cubano e as for\u00e7as angolanas.<\/p>\n<p><em>*Piero Gleijeses \u00e9 polit\u00f3logo e historiador italiano, professor de pol\u00edtica externa dos Estados-Unidos na Escola de estudos internacionais avan\u00e7ados (SAIS) da Universidade Johns Hopkins, Estados-Unidos.<\/em><\/p>\n<p><em>30 Mar\u00e7o 2013<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte : Granma em franc\u00eas<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nPiero Gleijeses*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5805\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[71],"tags":[],"class_list":["post-5805","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c84-solidariedade"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1vD","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5805","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5805"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5805\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5805"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}