{"id":5819,"date":"2014-01-15T22:54:30","date_gmt":"2014-01-15T22:54:30","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5819"},"modified":"2014-01-15T22:54:30","modified_gmt":"2014-01-15T22:54:30","slug":"as-guerrilheiras-das-farc-ep-parteiras-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5819","title":{"rendered":"As Guerrilheiras das FARC-EP: Parteiras da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p>Se os ex\u00e9rcitos regulares s\u00e3o um mundo de homens, a guerrilha e as for\u00e7as insurgentes s\u00e3o o oposto: um mundo onde a mulher sempre teve um papel central. Pensemos em Agustina de Arag\u00f3n, Olga Ben\u00e1rio, Tania Bunke, Mar\u00eda Grajales e Celia S\u00e1nchez ou, inclusive, as amazonas lend\u00e1rias. Tampouco \u00e9 uma coincid\u00eancia que\u00a0<em>Libert\u00e9 <\/em>\u2013 a figura representada por Delacroix nas barricadas da revolu\u00e7\u00e3o de 1830 \u2013 seja uma mulher.<\/p>\n<p>A Col\u00f4mbia n\u00e3o \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o a esta regra. Inclusive antes da independ\u00eancia, mulheres como Cacica Gaitana e Policarpa Salavarrieta tiveram um papel fundamental na luta insurrecional. Hoje em dia este legado de mulheres na resist\u00eancia continua nas FARC-EP, a guerrilha de mais longa dura\u00e7\u00e3o em nosso continente. Esta organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e militar participa agora dos di\u00e1logos de paz em Havana, onde um em cada tr\u00eas membros da Delega\u00e7\u00e3o de Paz \u00e9 mulher.<\/p>\n<p>Quem s\u00e3o estas mulheres? O que as fizeram arriscar suas vidas pelos ideais do socialismo e da liberta\u00e7\u00e3o nacional num pa\u00eds sob o tac\u00e3o dos Estados Unidos? Qual \u00e9 seu papel no atual processo de paz, que aponta a uma solu\u00e7\u00e3o negociada nos 50 anos de conflito interno na Col\u00f4mbia? De nossas visitas \u00e0 Delega\u00e7\u00e3o em Havana regressamos com respostas interessantes a estas e outras perguntas acerca das mulheres da insurg\u00eancia colombiana.<\/p>\n<p><strong>A pobreza e a injusti\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um fato bem conhecido que a sociedade colombiana se caracteriza por uma desigualdade extrema (com um \u00edndice de Gini de at\u00e9 0,89 em \u00e1reas rurais).\u00a0No entanto, igualmente \u00e0 pobreza em todo o mundo, o peso recai especialmente sobre os ombros das mulheres. Uma combatente chamada Marcela Gonz\u00e1lez se referiu \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre g\u00eanero, pobreza e opress\u00e3o: \u201cA mulher \u00e9 quem leva a pior neste conflito&#8230; A maioria dos removidos s\u00e3o mulheres. A isto tamb\u00e9m se soma a viol\u00eancia sexual, a viol\u00eancia dom\u00e9stica\u2026 A maioria dessas mulheres s\u00e3o chefes de fam\u00edlia que perambulam com seus filhos pelo territ\u00f3rio nacional. Ent\u00e3o, esta \u00e9 a trag\u00e9dia humana vivida pela mulher colombiana\u201d.<\/p>\n<p>Ainda que as mulheres levem a pior e representem uma grande porcentagem dos quase cinco milh\u00f5es de removidos na Col\u00f4mbia, as raz\u00f5es fundamentais que levam homens e mulheres a incorporarem-se \u00e0 guerrilha s\u00e3o exatamente as mesmas: a pobreza, a injusti\u00e7a e a repress\u00e3o \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da esquerda. \u201cAs mesmas necessidades, a mesma mis\u00e9ria\u201d, Marcela continuou, \u201cobrigam que a gente opte por buscar sa\u00eddas para esta realidade\u201d.<\/p>\n<p>A falta de op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas \u00e9 realmente a chave para determinar a forma que toma a luta. O \u00faltimo convite para constituir uma alternativa legal foi a Uni\u00e3o Patri\u00f3tica, partido formado em 1985. A iniciativa gerou grande entusiasmo, por\u00e9m os agentes da oligarquia massacraram sistematicamente os militantes da UP: em torno de 5.000 mortos em menos de uma d\u00e9cada. A li\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, escrita nos muros com o sangue da oposi\u00e7\u00e3o, \u00e9 que onde n\u00e3o existe democracia \u00e9 preciso lutar por ela. Por agora, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel opor-se ao regime olig\u00e1rquico da Col\u00f4mbia \u2013 armado at\u00e9 os dentes pelos EUA e seus aliados \u2013 portando armas.<\/p>\n<p>Uma vez na guerrilha, os homens e as mulheres t\u00eam pap\u00e9is id\u00eanticos. \u201cHomens e mulheres t\u00eam os mesmos direitos, as mesmas tarefas\u201d, explicou Bibiana Hern\u00e1ndez, que se incorporou \u00e0s FARC h\u00e1 trinta anos. \u201cAssim como vamos transportar, vamos tirar a lenha, vamos dirigir as massas&#8230; tamb\u00e9m vamos ao combate, tamb\u00e9m vamos enfrentar o inimigo. Estamos nas mesmas condi\u00e7\u00f5es [que os homens]\u201d. Da mesma forma, as mulheres assumem fun\u00e7\u00f5es de dire\u00e7\u00e3o e lideran\u00e7a nas FARC-EP e sua igualdade \u00e9 parte dos estatutos da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As mulheres participantes da Delega\u00e7\u00e3o de Paz s\u00e3o de origens diversas. Camila Cienfuegos nasceu numa fam\u00edlia campesina e muito jovem viu a pobreza extrema com seus pr\u00f3prios olhos. Laura Villa estudou medicina em Bogot\u00e1. Ela mencionou a privatiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade como os fatores que pesaram em sua decis\u00e3o de unir-se \u00e0 luta revolucion\u00e1ria das FARC, onde agora contribui com sua experi\u00eancia m\u00e9dica. Alexandra Nari\u00f1o, nascida Tanja Nijmeijer na Holanda, conseguiu um trabalho como professora de ingl\u00eas na Col\u00f4mbia em 1998 e, num processo gradual de aprendizagem sobre a opress\u00e3o e a injusti\u00e7a pol\u00edtica, acabou por ingressar \u00e0 guerrilha.<\/p>\n<p>Estas mulheres continuam uma longa tradi\u00e7\u00e3o nas FARC: a organiza\u00e7\u00e3o foi fundada em 1964, quando 48 camponeses em Marquetalia enfrentaram e superaram o ataque de mais de 10 mil efetivos governamentais. Entre os \u201cMarquetalianos\u201d havia duas jovens mulheres heroicas: Judith Grisales e Miriam Narv\u00e1ez.<\/p>\n<p><strong>No territ\u00f3rio livre da Am\u00e9rica<\/strong><\/p>\n<p>As doze mulheres da Delega\u00e7\u00e3o de Paz das FARC s\u00e3o sobreviventes de um conflito brutal, por\u00e9m ante seu falar suave e suas roupas de civil \u00e9 poss\u00edvel esquecer as duras realidades da guerra. Pode-se sentar e tomar um sorvete com elas na Coppelia (\u00b9) ou juntar-se na busca de livros usados nas in\u00fameras livrarias de Havana. \u00c9 que, apesar de suas tarefas pol\u00edticas, estas mulheres buscam tempo para a leitura. Diana Grajales, uma guerrilheira do sudoeste da Col\u00f4mbia, nos disse que est\u00e1 imersa nos livros de Che Guevara.<\/p>\n<p>Um dos projetos destas mulheres \u2013 al\u00e9m de \u201crearmar-se\u201d com livros e participar das conversa\u00e7\u00f5es de paz com os delegados do governo \u2013 \u00e9 fazer contato com organiza\u00e7\u00f5es de mulheres: \u201cEstamos escutando as propostas que nos chegam das organiza\u00e7\u00f5es de mulheres na Col\u00f4mbia\u201d, explicou Alexandra, acrescentando que tamb\u00e9m objetivam estabelecer rela\u00e7\u00f5es com grupos internacionais de mulheres. A comandante Yira Castro observou que os movimentos de mulheres s\u00e3o praticamente invis\u00edveis, por\u00e9m o processo de paz permitiu que as guerrilheiras participantes da delega\u00e7\u00e3o conhecessem mais de perto as lutas outras mulheres, compartilhando experi\u00eancias com elas. As mulheres da Delega\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m mant\u00eam uma p\u00e1gina na Internet (<a href=\"http:\/\/www.mujerfariana.co\/\" target=\"_blank\">www.mujerfariana.co<\/a>) e uma conta no Facebook.<\/p>\n<p>Apesar da tranquilidade de Havana, a realidade da guerra irrompe quando se est\u00e1 em companhia da Delega\u00e7\u00e3o. A cicatriz no bra\u00e7o de uma companheira ou a les\u00e3o de outra nos recorda que o governo colombiano viola sistematicamente os direitos humanos em sua condu\u00e7\u00e3o da guerra. O da Col\u00f4mbia \u00e9 um conflito desigual e imperialista no qual \u2013 assim como no Vietn\u00e3 ou na Arg\u00e9lia \u2013 tudo cabe para manter a ordem neocolonial.<\/p>\n<p>Muitas destas mulheres sobreviveram a bombardeios com tecnologia de ponta que tanto se parecem \u00e0s tentativas ianques e israelenses de assassinatos \u201ccir\u00fargicos\u201d. Algumas perderam amigos pr\u00f3ximos e familiares \u2013 assassinados a sangue frio ou desaparecidos em valas comuns como a da Macarena (a maior vala comum da Am\u00e9rica Latina, onde as for\u00e7as especiais da Col\u00f4mbia depositaram aproximadamente 2.000 cad\u00e1veres) \u2013 e pelo menos uma companheira da delega\u00e7\u00e3o foi v\u00edtima de torturas e viola\u00e7\u00e3o por parte dos soldados do ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>Laura Villa fala das duras realidades da guerra: \u201cUma guerra \u00e9 uma guerra&#8230; \u00c9 uma guerra para conquistar a liberdade dos povos e, nessa guerra, se d\u00e3o mortos e se d\u00e3o feridos. Existem mortos que nos sensibilizam demais\u201d. Entre as perdas mais sentidas se encontra a do comandante Alfonso Cano, que iniciou o atual processo de paz e foi assassinado pelo ex\u00e9rcito h\u00e1 dois anos. Camila Cienfuegos denunciou os abusos sexuais e os desaparecimentos for\u00e7ados por parte dos militares: \u201cLembre que temos um epis\u00f3dio bastante palp\u00e1vel que s\u00e3o as madres de Soacha, cujos filhos foram apresentados como falsos positivos (\u00b2). Isso tamb\u00e9m \u00e9 terrorismo de Estado\u201d. Camila fala do terror do Estado a partir de sua experi\u00eancia: tem queimaduras de cigarros nas m\u00e3os e nos bra\u00e7os ao ter sido torturada durante um interrogat\u00f3rio empreendido pelo ex\u00e9rcito colombiano.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos, existe a constante difama\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica sobre as combatentes das FARC. Inventam hist\u00f3rias sobre guerrilheiras, hist\u00f3rias que s\u00e3o um simples reflexo da sociedade exterior: uma sociedade que pressiona a mulher a entrar em todo tipo de rela\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o no trabalho e na vida privada e, \u00e0s vezes, aceita a ideia equivocada de que as mulheres se veem for\u00e7adas a ingressar \u00e0s FARC. Ainda assim as m\u00eddias colombianas dizem falsamente que as guerrilheiras, que desfrutam de condi\u00e7\u00f5es de igualdade de g\u00eanero muito superiores \u00e0s da sociedade exterior, s\u00e3o meras cozinheiras e acompanhantes sexuais dos comandantes.<\/p>\n<p><strong>Olhando para a paz<\/strong><\/p>\n<p>Uma das raz\u00f5es de fundo deste tipo de difama\u00e7\u00e3o \u00e9 tentar dividir e cooptar membros das FARC-EP, separando as mulheres dos homens. Essa, dizem as mulheres da Delega\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma tentativa f\u00fatil, que n\u00e3o impede o n\u00famero cada vez mais crescente de mulheres que tomam a decis\u00e3o de mudar o mundo, em lugar de apenas contempl\u00e1-lo. Estas manobras midi\u00e1ticas tampouco fazem com que as mulheres que j\u00e1 est\u00e3o nas FARC alterem sua vis\u00e3o dos problemas sociais ou abandonem um projeto que reconhecem essencialmente como luta de classes pela justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>Este \u00faltimo ponto \u00e9 importante. As mulheres nas FARC veem a domina\u00e7\u00e3o patriarcal como parte da luta de classes e n\u00e3o est\u00e3o dispostas a separar as causas, erro em que caem algumas feministas. As farianas lutam n\u00e3o apenas pelas mulheres colombianas, mas pela Col\u00f4mbia em seu conjunto. Assim, a paz que tratam de construir \u2013 uma paz com justi\u00e7a social, uma paz que erradicar\u00e1 as ra\u00edzes da desigualdade social \u2013 ser\u00e1 uma paz para toda a sociedade.<\/p>\n<p>Como entender, ent\u00e3o, a import\u00e2ncia das mulheres na luta das FARC-EP? Por que \u00e9 que, para citar Victoria Sandino, \u201csem a participa\u00e7\u00e3o da mulher no processo revolucion\u00e1rio n\u00e3o existe revolu\u00e7\u00e3o\u201d? Talvez a chave esteja na velha ideia de que esses grupos, os que a estrutura da sociedade coloca entre a espada e a parede, s\u00e3o precisamente os convocados pela hist\u00f3ria para mudar a sociedade em sua totalidade. Isto \u00e9 o que se chama uma miss\u00e3o hist\u00f3rica e \u00e9 uma descri\u00e7\u00e3o perfeita da posi\u00e7\u00e3o da mulher colombiana, cuja situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se pode melhorar sem mudan\u00e7as fundamentais em toda a sociedade. Por isso o setor mais consciente das colombianas muitas vezes tomou as armas para mudar as condi\u00e7\u00f5es que operam em seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>Hoje esta mesma miss\u00e3o hist\u00f3rica pode conduzir a novas t\u00e1ticas. Com as mudan\u00e7as profundas que est\u00e3o sendo vividas em muitos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e o ressurgimento do movimento popular colombiano, se abre a possibilidade de que os homens e as mulheres da insurg\u00eancia pensem numa paz dialogada para conquistar os mesmos objetivos pelos quais sempre lutaram. Por\u00e9m, isto apenas ocorrer\u00e1 se o Estado colombiano mudar radicalmente sua atitude e permitir que as for\u00e7as da mudan\u00e7a participem no \u00e2mbito da pol\u00edtica legal. A partir deste ponto de partida \u2013 uma \u201cjanela democr\u00e1tica\u201d obtida com as vidas de muitos guerrilheiros e guerrilheiras \u2013, a for\u00e7a pol\u00edtica mais abnegada e comprometida poderia iniciar o processo de desmantelamento das injusti\u00e7as estruturais do pa\u00eds e a constru\u00e7\u00e3o de uma paz duradoura.<\/p>\n<p><strong>Chris Gilbert \u00e9 professor de Estudos Pol\u00edticos na Universidade Bolivariana de Venezuela. Vilma Kahlo est\u00e1 trabalhando em\u00a0<em>Rosas y Fusiles<\/em>, un document\u00e1rio sobre as mulheres das FARC-EP.<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/em><\/strong><strong><\/strong><\/p>\n<p><strong>Notas da tradu\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>(2) \u2013 <\/strong><strong><em>Coppelia<\/em><\/strong> \u00e9 uma popular sorveteria estatal numa das principais pra\u00e7as do centro de Havana;<\/p>\n<p>(2) \u2013\u00a0<strong><em>Falso positivo<\/em><\/strong> \u00e9 uma pr\u00e1tica comum das for\u00e7as de repress\u00e3o colombianas, que consiste em assassinar jovens, principalmente na periferia, e vesti-los como guerrilheiros, para aumentar a estat\u00edstica e os assassinos receberem pr\u00eamios em dinheiro, por \u201cprodutividade\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nChris Gilbert e Vilma Kahlo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5819\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-5819","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1vR","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5819","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5819"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5819\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}