{"id":5826,"date":"2014-01-20T15:31:37","date_gmt":"2014-01-20T15:31:37","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5826"},"modified":"2014-01-20T15:31:37","modified_gmt":"2014-01-20T15:31:37","slug":"nao-cederemos-perante-agressoes-chantagem-ou-ameacas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5826","title":{"rendered":"N\u00e3o cederemos perante agress\u00f5es, chantagem ou amea\u00e7as"},"content":{"rendered":"\n<p>Santiagueiras e Santiagueiros,<\/p>\n<p>Orientais,<\/p>\n<p>Combatentes do Ex\u00e9rcito Rebelde, da luta clandestina e de todas as ac\u00e7\u00f5es combativas em defesa da Revolu\u00e7\u00e3o ao longo destes 55 anos,<\/p>\n<p>Compatriotas:<\/p>\n<p>Nem o maior dos sonhadores entre os que acompanh\u00e1mos Fidel num acto como este, o Primeiro de Janeiro de 1959, podia imaginar que hoje estar\u00edamos aqui.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi nada f\u00e1cil este longo e acidentado caminho. Em primeiro lugar foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 imensa capacidade de resist\u00eancia e luta de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es do nobre e her\u00f3ico povo cubano, verdadeiro protagonista desta sua Revolu\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o triunfo do ideal dos mambises que em 1868, com C\u00e9spedes \u00e0 cabe\u00e7a, iniciaram a guerra pela independ\u00eancia do jugo espanhol; de Maceo e G\u00f3mez, com quem Mart\u00ed em 1895 retoma a gesta libertadora truncada pela interven\u00e7\u00e3o norte-americana em 1898, que impediu a entrada em Santiago de Cuba do Ex\u00e9rcito Libertador.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m a causa dos que se levantaram contra a rep\u00fablica burguesa e neocolonial, como Bali\u00f1o, Mella, R\u00faben, Martinez, Guiteras e Jes\u00fas Men\u00e9ndez, para s\u00f3 citar alguns.<\/p>\n<p>Foi esse o af\u00e3 que motivou a Gera\u00e7\u00e3o do Centen\u00e1rio, sob o comando de Fidel, a assaltar os quart\u00e9is de Moncada nesta cidade e de Carlos Manuel de C\u00e9spedes em Bayamo; ao sobrepor-se ao fracasso, resistir ao rigor da pris\u00e3o, vir na expedi\u00e7\u00e3o do iate Granma, suportar o duro rev\u00e9s de Alegria de P\u00edo e encaminhar-se para a Serra Maestra, para come\u00e7ar a luta guerrilheira do nascente Ex\u00e9rcito Rebelde, cujo Primeiro Comandante, exemplo pessoal de valor em combate, tenacidade e inultrapass\u00e1vel f\u00e9 na vit\u00f3ria, aliada \u00e0 sua voca\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria e indiscut\u00edvel lideran\u00e7a soube forjar a unidade de todas as for\u00e7as revolucion\u00e1rias e conduzi-las ao triunfo definitivo.<\/p>\n<p>Exactamente 60 anos depois de os interventores norte-americanos escamotearem a vit\u00f3ria das hostes insurrectas, desta vez os mambises puderam entrar na cidade de Santiago de Cuba.<\/p>\n<p>Prestamos hoje merecido tributo aos que entregaram as suas vidas em montanhas, campos e cidades, combatentes do Ex\u00e9rcito Rebelde e lutadores clandestinos, \u00e0queles que depois do triunfo ca\u00edram noutras muitas honrosas miss\u00f5es, a todos os que dedicaram a sua juventude e energias a construir o socialismo, guiando-se pela pr\u00e9dica martiana de que toda a gl\u00f3ria do mundo cabe num bago de milho, e que n\u00e3o h\u00e1 satisfa\u00e7\u00e3o nem pr\u00e9mio maior do que o cumprimento do dever.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos deixar de mencionar a contribui\u00e7\u00e3o decisiva das mulheres cubanas ao longo do processo revolucion\u00e1rio, como dignas continuadoras do exemplo de Mariana Grajales, m\u00e3e dos Maceo, tanto na luta guerrilheira como particularmente na clandestinidade, submetidas a brutal persegui\u00e7\u00e3o dos esbirros da tirania. Na passagem deste 55\u00ba anivers\u00e1rio, a Televis\u00e3o Cubana tem estado a difundir uma s\u00e9rie hist\u00f3rica, Clandestinas, como justa homenagem \u00e0quelas valorosas raparigas que tantas vezes arriscaram a vida. Algumas delas encontram-se aqui presentes para nossa alegria.<\/p>\n<p>Neste mesmo lugar, no Primeiro de Janeiro de 1959, no meio do j\u00fabilo popular que se apoderou de todo o pa\u00eds, j\u00e1 Fidel premonitoriamente advertia, cito: \u00aba Revolu\u00e7\u00e3o come\u00e7a agora, a Revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 uma tarefa f\u00e1cil, a Revolu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 um empreendimento duro e cheio de perigos.<\/p>\n<p>Desde bem cedo, se puseram em marcha os planos de desestabiliza\u00e7\u00e3o, tendo come\u00e7ado pela oferta de ref\u00fagio nos Estados Unidos a criminosos e torturadores do regime de Batista e a toda a esp\u00e9cie de corruptos que se apropriaram do er\u00e1rio da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o triunfante teve que enfrentar o fomento e a organiza\u00e7\u00e3o do terrorismo de Estado atrav\u00e9s da sabotagem e do banditismo armado, que por duas vezes chegou a actuar nas seis prov\u00edncias em que ent\u00e3o se dividia administrativamente o pa\u00eds; a exclus\u00e3o de Cuba da OEA [N. do T.: Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos] e a ruptura das rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas por todas todos os pa\u00edses latino-americanos, com a honrosa excep\u00e7\u00e3o do M\u00e9xico; a invas\u00e3o de Playa Gir\u00f3n, o bloqueio econ\u00f3mico e comercial e financeiro, a massiva campanha medi\u00e1tica para difamar o processo revolucion\u00e1rio e os seus l\u00edderes, especialmente contra Fidel, que foi objecto de mais de 600 planos de atentado; a crise dos misseis em Outubro de 1962, o sequestro e ataques a embarca\u00e7\u00f5es e aeronaves civis, o assass\u00ednio de professores e alfabetizadores, oper\u00e1rios e camponeses, estudantes e diplom\u00e1ticos que deixou um rasto de 3.478 mortos e 2.099 inv\u00e1lidos.<\/p>\n<p>Foram 55 anos de incessante luta contra os des\u00edgnios de onze administra\u00e7\u00f5es norte-americanas que, com maior ou menor hostilidade, nunca desistiram do seu prop\u00f3sito de mudar o regime econ\u00f3mico e social fruto da Revolu\u00e7\u00e3o, de apagar o seu exemplo e reinstaurar o dom\u00ednio imperial sobre a nossa P\u00e1tria.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Cubana p\u00f4s fim a v\u00e1rios mitos, entre eles o de que n\u00e3o era poss\u00edvel construir o socialismo numa pequena ilha a 90 milhas dos Estados Unidos. Uma Revolu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o foi consequ\u00eancia de um confronto internacional nem contou com apoio massivo do exterior. Uma Revolu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se limitou \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o de um poder pelo outro, mas que em menos de 24 horas destruiu a maquinaria repressiva do regime ditatorial e assentou as bases de uma nova sociedade.<\/p>\n<p>Uma Revolu\u00e7\u00e3o que construiu um ex\u00e9rcito que \u00e9 o povo uniformizado, e elaborou, para se defender, a sua pr\u00f3pria doutrina militar.<\/p>\n<p>Uma Revolu\u00e7\u00e3o que cumpre 55 anos de trabalho por e para o povo, a quem fez dono da sua pr\u00f3pria terra e das ind\u00fastrias, alfabetizando primeiro e formando professores, construiu escolas gerais e especiais para todas as crian\u00e7as, universidades, escolas de arte e desportos, edificou policl\u00ednicas e hospitais, preparou m\u00e9dicos para Cuba e para o mundo. Uma Revolu\u00e7\u00e3o que nos levou a atingir n\u00edveis de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade que hoje s\u00e3o refer\u00eancia internacional.<\/p>\n<p>Uma Revolu\u00e7\u00e3o que assentou as bases para democratizar os espa\u00e7os de cria\u00e7\u00e3o, difus\u00e3o e acesso \u00e0 cultura.<\/p>\n<p>Resumindo, uma Revolu\u00e7\u00e3o que tornou realidade e prosseguir\u00e1 a cumprir o anseio profundo martiano que preside \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o e diz, cito: \u00abEu quero que a primeira lei da nossa Rep\u00fablica seja o culto dos cubanos pela dignidade plena do homem\u00bb.<\/p>\n<p>Ao falar destas quest\u00f5es, recordo a frase de Fidel em 26 de Julho de 2003 ao intervir no com\u00edcio do 50\u00ba anivers\u00e1rio de Moncada, quando afirmou: \u00abeducar o povo na verdade, com palavras e factos irrebat\u00edveis, foi talvez o factor fundamental da grandiosa proeza que este realizou\u00bb.<\/p>\n<p>Como qualificar de outro modo a colossal capacidade de resist\u00eancia e de confian\u00e7a em si mesmo que o nosso povo ofereceu ao mundo, que soube resistir estoicamente durante o dur\u00edssimo per\u00edodo especial a que nos vimos submetidos em consequ\u00eancia do desaparecimento da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e do campo socialista, no meio de uma onda de incerteza e desmoraliza\u00e7\u00e3o que esses dram\u00e1ticos acontecimentos provocaram em boa parte das for\u00e7as progressistas da humanidade.<\/p>\n<p>A imagem de Cuba, famosa na Am\u00e9rica antes da Revolu\u00e7\u00e3o como um para\u00edso para o jogo e a prostitui\u00e7\u00e3o, ref\u00fagio de mafiosos e destino preferido dos seus investimentos sujos, facilitados pela generalizada corrup\u00e7\u00e3o administrativa da tirania, transformou-se atrav\u00e9s do processo revolucion\u00e1rio em s\u00edmbolo da dignidade, da independ\u00eancia, humanismo e intransigente defesa dos princ\u00edpios.<\/p>\n<p>De acordo com a m\u00e1xima de Mart\u00ed, a Revolu\u00e7\u00e3o nunca perguntou de que lado se vive melhor, mas de que lado est\u00e1 o dever. Fomos coerentes e consequentes com a \u00e9tica martiana. Ao longo de 55 anos recebemos a solidariedade nobre e generosa de muitos povos irm\u00e3os, em primeiro lugar da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica enquanto existiu e muito especialmente nos primeiros e dif\u00edceis anos, no tempo em que oferec\u00edamos o nosso apoio solid\u00e1rio em distintas regi\u00f5es do planeta, tanto em gloriosas miss\u00f5es internacionalistas de combate como nos programas de colabora\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, educacional, desportiva e noutros campos, tornando realidade o legado de que \u00abP\u00e1tria \u00e9 Humanidade\u00bb.<\/p>\n<p>Jamais cedemos perante agress\u00f5es, chantagem ou amea\u00e7as. A pol\u00edtica externa da Revolu\u00e7\u00e3o sempre foi uma arma poderosa para defender a independ\u00eancia, a autodetermina\u00e7\u00e3o e a soberania nacionais, a favor da paz mundial, do desenvolvimento, da justi\u00e7a social e da solidariedade com os povos do Terceiro Mundo.<\/p>\n<p>O planeta que habitamos mudou muito desde o primeiro de Janeiro de 1959. Esta pequena ilha, que atrav\u00e9s de brutais press\u00f5es dos governos norte-americanos se pretendeu separar do seu meio regional, exerce a presid\u00eancia Pro Tempore da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC) e prepara-se para realizar a sua Cimeira em Havana no final deste m\u00eas, animada pelo ideal de forjar uma nova unidade dentro da diversidade da Nossa Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>N\u00e3o esque\u00e7amos a singular coincid\u00eancia hist\u00f3rica de numa data como a de hoje, 1\u00ba de Janeiro, h\u00e1 210 anos, triunfou a primeira revolu\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o latino-americana e caribenha, e que tamb\u00e9m foi a primeira e \u00fanica vit\u00f3ria de um movimento dirigido por escravos negros que lutavam contra esse sistema vergonhoso, e ao mesmo tempo pela independ\u00eancia nacional.<\/p>\n<p>Os efeitos daqueles dram\u00e1ticos acontecimentos repercutiram-se em Cuba, inclusive corre sangue haitiano nas veias de n\u00e3o poucos orientais.<\/p>\n<p>Ambas as na\u00e7\u00f5es t\u00eam tido que pagar um pre\u00e7o elevado pela aud\u00e1cia de enfrentar os imp\u00e9rios dominantes.<\/p>\n<p>Ao abordar este assunto, quero reiterar ao povo irm\u00e3o haitiano e ao seu governo que os cubanos jamais os abandonar\u00e3o, e que podem contar sempre com a nossa modesta colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Companheiras e companheiros:<\/p>\n<p>Aproveito a ocasi\u00e3o para dedicar umas breves palavras \u00e0 marcha dos importantes programas de interesse para Santiago de Cuba.<\/p>\n<p>Com um custo de mais de 200 milh\u00f5es de d\u00f3lares fez-se a reconstru\u00e7\u00e3o do aqueduto da segunda cidade em popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, onde um quarto de milh\u00e3o de habitantes recebia um servi\u00e7o de abastecimento de \u00e1gua entre 7 e 9 dias, outros 76.500 tinham um ciclo de distribui\u00e7\u00e3o superior a 15 dias e mais de 16.000 nem sequer contavam com o aqueduto, o que levava ao transporte \u00e0 volta de 200 viagens di\u00e1rias com barris para os abastecer, com um elevado consumo de combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Para quase todos v\u00f3s hoje a situa\u00e7\u00e3o descrita pertence ao passado, pois dos 32 sectores hidrom\u00e9tricos existentes, 29 abastecem-se diariamente ficando tr\u00eas que o fazem em dias alternados e trabalha-se para calibrar o sistema de distribui\u00e7\u00e3o e alcan\u00e7ar a meta tra\u00e7ada. Al\u00e9m disso, foram reabilitadas as tr\u00eas esta\u00e7\u00f5es de tratamento e 22 esta\u00e7\u00f5es de bobagem.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m como parte deste programa se iniciou a constru\u00e7\u00e3o da conduta e drenagem pluvial, especificamente no bairro de San Pedrito, o que ser\u00e1 extensivo ao resto da cidade em 2014.<\/p>\n<p>Dotou-se a Empresa de Aqueduto e Esgotos do equipamento necess\u00e1rio para assegurar a sustentabilidade dos seus servi\u00e7os. Cabe agora a todos v\u00f3s fazer o uso racional da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Como \u00e9 sabido, esta cidade sofreu a f\u00faria do furac\u00e3o Sandy na madrugada de 25 de Outubro de 2012, que tamb\u00e9m afectou, ainda que em menor escala, as prov\u00edncias de Holguin e Guant\u00e1namo. A perda de 11 vidas humanas e as desoladoras imagens de destrui\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00f5es, infra-estruturas e instala\u00e7\u00f5es vitais que sofremos nos primeiros dias posteriores ao acontecimento evidenciaram, a par da solidariedade nacional e internacional em primeiro lugar dos irm\u00e3os venezuelanos, a capacidade do povo santiagueiro para vencer qualquer obst\u00e1culo.<\/p>\n<p>Depois de um ano e dois meses de intenso trabalho conseguiu-se solucionar 50% das 171.380 afecta\u00e7\u00f5es reportadas a habita\u00e7\u00f5es, al\u00e9m disso foram restabelecidas 97% das instala\u00e7\u00f5es de sa\u00fade p\u00fablica, 88% das do sistema de educa\u00e7\u00e3o, 82% das de cultura e desporto, assim como cem por cento dos casos da ind\u00fastria alimentar.<\/p>\n<p>Apesar do incumprimento do plano provincial de novas habita\u00e7\u00f5es, atingiram-se as 331 planificadas para o bairro de San Pedrito, historicamente um dos mais modestos, e continuam os trabalhos noutras zonas da cidade.<\/p>\n<p>Prosseguiremos a partir do Governo Central o controlo sistem\u00e1tico destes trabalhos at\u00e9 ao seu total restabelecimento.<\/p>\n<p>Para conseguir edificar uma cidade cada vez mais bela, higi\u00e9nica, ordenada e disciplinada, \u00e0 altura da sua condi\u00e7\u00e3o de Cidade Hist\u00f3rica, ber\u00e7o da Revolu\u00e7\u00e3o como expressei em 26 de Julho do ano passado na comemora\u00e7\u00e3o do 60\u00ba anivers\u00e1rio de Moncada, corresponde agora, em primeiro lugar \u00e0s autoridades, com o apoio dos seus cidad\u00e3os, refor\u00e7ar o respeito \u2013 repito, refor\u00e7ar o respeito \u2013 ao papel que deve ter a Planifica\u00e7\u00e3o F\u00edsica, para o que contribuir\u00e1 o estrito cumprimento do novo Plano de Ordenamento Territorial da cidade, que ser\u00e1 aprovado este ano pela Assembleia Provincial do Poder Popular.<\/p>\n<p>Penso que se todos cumprirmos com o nosso dever, poderemos continuar a assegurar que \u00abSantiago continua a ser Santiago\u00bb. Exactamente. Se quis\u00e9ssemos ajudar a traduzi-lo, isso quer dizer que se pode construir, mas n\u00e3o onde a cada um lhe ocorra, se n\u00e3o nunca mais vamos ter a cidade como diz\u00edamos em 26 de Julho e hoje: bela, higi\u00e9nica, ordenada e disciplinada. Est\u00e3o de acordo?<\/p>\n<p>At\u00e9 aqui falei do que queria dizer-lhes sobre ambos os programas.<\/p>\n<p>Agora, no tempo que me resta, abordarei uma quest\u00e3o que tem um largo caminho a percorrer. Refiro-me ao desafio que nos imp\u00f5e a permanente campanha de subvers\u00e3o politico-ideol\u00f3gica, concebida e dirigida a partir dos centros do poder global, para recolonizar as mentes dos povos e anular as suas aspira\u00e7\u00f5es de construir um mundo melhor.<\/p>\n<p>Na sua brilhante defini\u00e7\u00e3o do conceito \u00abRevolu\u00e7\u00e3o\u00bb formulada no 1\u00ba de Maio de 2000, na Pra\u00e7a da Revolu\u00e7\u00e3o, em Havana, Fidel enunciou, entre outras, o seguinte:<\/p>\n<p>\u00abRevolu\u00e7\u00e3o \u00e9 desafiar poderosas for\u00e7as dominantes dentro e fora do \u00e2mbito social e nacional\u00bb; \u00ab\u00e9 defender valores em que se acredita pelo pre\u00e7o de qualquer sacrif\u00edcio\u00bb; \u00ab\u00e9 convic\u00e7\u00e3o profunda de que n\u00e3o existe for\u00e7a no mundo capaz de esmagar a for\u00e7a da verdade e das ideias\u00bb.<\/p>\n<p>No nosso caso, como sucede em v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo, percebem-se tentativas de introduzir subtilmente plataformas de pensamento neoliberal e de restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo neocolonial alinhadas contra a pr\u00f3pria ess\u00eancia da Revolu\u00e7\u00e3o Socialista, a partir de uma manipula\u00e7\u00e3o premeditada da hist\u00f3ria e da situa\u00e7\u00e3o actual de crise geral do sistema capitalista, com menosprezo pelos valores, a identidade e a cultura nacionais, favorecendo o individualismo, o ego\u00edsmo e o interesse mercantilista, sem importar a moral.<\/p>\n<p>Em resumo empenham-se com af\u00e3 a enganosamente em vender aos mais jovens as supostas vantagens de prescindir de ideologias e consci\u00eancia social, como se esses preceitos n\u00e3o representassem totalmente os interesses da classe dominante no mundo capitalista. Com isso pretendem, al\u00e9m disso, induzir a ruptura entre a direc\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da Revolu\u00e7\u00e3o e as novas gera\u00e7\u00f5es, e promoverem a incerteza e o pessimismo em rela\u00e7\u00e3o ao futuro, tudo isso com claro objectivo de desmantelar a partir de dentro o socialismo em Cuba.<\/p>\n<p>Nas presentes circunst\u00e2ncias, o desafio torna-se maior e estamos seguros que com o concurso das for\u00e7as de que disp\u00f5e a Revolu\u00e7\u00e3o sairemos vitoriosos neste decisivo campo de batalha, tornando realidade os objectivos que na esfera ideol\u00f3gica aprovou a Primeira Confer\u00eancia Nacional do Partido h\u00e1 dois anos, direc\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o se avan\u00e7ou o necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>H\u00e1 muit\u00edssimo trabalho por fazer. Para isso contamos com a pujan\u00e7a e o compromisso patri\u00f3tico da grande massa de intelectuais, artistas e professores, revolucion\u00e1rios, bem como com a firmeza dos nossos centros de investiga\u00e7\u00f5es sociais, universidades e dos seus estudantes, que ainda n\u00e3o utilizaram plenamente as suas potencialidades.<\/p>\n<p>O empenho em disseminar ideias que negam a vitalidade dos conceitos marxistas, leninista e martianos, dever\u00e1 contrariar-se, entre outros meios, com uma criativa conceptualiza\u00e7\u00e3o te\u00f3rica do socialismo poss\u00edvel nas condi\u00e7\u00f5es de Cuba, como \u00fanica alternativa de igualdade e justi\u00e7a para todos.<\/p>\n<p>As novas gera\u00e7\u00f5es de dirigentes, que paulatina e ordenadamente v\u00e3o assumindo as principais responsabilidades na direc\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o, nunca poder\u00e3o esquecer que esta \u00e9 a Revolu\u00e7\u00e3o Socialista dos humildes, pelos humildes e para os humildes, premissa imprescind\u00edvel e ant\u00eddoto efectivo para n\u00e3o cair sob o influxo dos cantos de sereia do inimigo, que n\u00e3o renunciar\u00e1 ao objectivo de os distanciar do nosso povo, com o prop\u00f3sito de socavar a sua unidade com o Partido Comunista, \u00fanico herdeiro leg\u00edtimo do legado e da autoridade Primeiro Comandante da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, o companheiro Fidel Castro Ruz.<\/p>\n<p>Neste sentido, vale a pena recordar agora a relev\u00e2ncia que tem continuar o aperfei\u00e7oamento constante do princ\u00edpio de consultar de maneira directa a popula\u00e7\u00e3o nas decis\u00f5es vitais para o desenvolvimento da sociedade, como ficou demonstrado durante o processo pr\u00e9vio de aprova\u00e7\u00e3o do novo C\u00f3digo de Trabalho pela nossa Assembleia Nacional, tal como na sua altura se fez com os Alinhamentos da Pol\u00edtica Econ\u00f3mica e Social, que depois do seu amplo e democr\u00e1tico exame popular foram aprovados pelo Sexto Congresso do Partido e referendados posteriormente no nosso Parlamento, perante qual se prestam contas duas vezes por ano sobre a sua implementa\u00e7\u00e3o, tal como tamb\u00e9m acontece no seio do Governo e do Partido.<\/p>\n<p>Com este m\u00e9todo poder-se-\u00e1 garantir que o programa da Revolu\u00e7\u00e3o se actualize a cada cinco anos, para que responda sempre aos interesses do povo nos assuntos fundamentais da sociedade e corrigir oportunamente qualquer erro. Assim se assegurar\u00e1 tamb\u00e9m o permanente aperfei\u00e7oamento e aprofundamento da nossa democracia socialista.<\/p>\n<p>Estreitamente ligada a estes conceitos de alcance estrat\u00e9gico, verdadeiramente estrat\u00e9gico para o presente e o futuro da P\u00e1tria, est\u00e1 a frase aqui pronunciada por Fidel, quase \u00e0 mesma hora, a partir exactamente desta varanda, faz hoje 55 anos, com a qual, pela sua eterna vig\u00eancia desejo concluir as minhas palavras, cito: \u00abA Revolu\u00e7\u00e3o chega ao triunfo absolutamente sem compromissos com ningu\u00e9m, apenas com o povo, que \u00e9 o \u00fanico a quem deve as suas vit\u00f3rias\u00bb<\/p>\n<p>Cinquenta e cinco anos depois, no mesmo local, podemos repetir com orgulho: A Revolu\u00e7\u00e3o continua igual, absolutamente sem compromissos com ningu\u00e9m, apenas com o povo!<\/p>\n<p>Muito obrigado.<\/p>\n<p><em>* Discurso pronunciado na comemora\u00e7\u00e3o do 55\u00ba anivers\u00e1rio do triunfo da Revolu\u00e7\u00e3o, no Parque Carlos Manuel Cespedes, Santiago de Cuba, em 1 de Janeiro de 2014.<\/em><\/p>\n<p>Este texto foi publicado em:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cubadebate.cu\/opinion\/2014\/01\/01\/discurso-de-raul-en-santiago-no-cederemos-ante-agresiones-chantajes-ni-amenazas-fotos-y-video\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.cubadebate.cu\/opinion\/2014\/01\/01\/discurso-de-raul-en-santiago-no-cederemos-ante-agresiones-chantajes-ni-amenazas-fotos-y-video\/<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Paulo Gasc\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nRa\u00fal Castro*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5826\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-5826","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c57-revolucao-cubana"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1vY","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5826","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5826"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5826\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5826"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5826"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5826"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}