{"id":5827,"date":"2014-01-20T15:34:13","date_gmt":"2014-01-20T15:34:13","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5827"},"modified":"2014-01-20T15:34:13","modified_gmt":"2014-01-20T15:34:13","slug":"basta-de-perseguir-o-pensamento-dissidente-liberdade-para-o-professor-francisco-toloza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5827","title":{"rendered":"Basta de perseguir o pensamento dissidente: Liberdade para o professor Francisco Toloza"},"content":{"rendered":"\n<p>O tempo todo prendem os nossos companheiros. Tentam nos cansar e desgastar. N\u00e3o passa um m\u00eas sem que eu n\u00e3o tenha que escrever me solidarizando com algum revolucion\u00e1rio que foi encarcerado. Isso \u00e9 o que chamam de \u201cliberdade\u201d? Isso \u00e9 o que denominam de \u201cpluralismo\u201d?<\/p>\n<p>Este \u00e9 \u201co mundo livre\u201d? Por favor! Soltam um, e, no outro dia, prendem outro companheiro.<\/p>\n<p>Acabam de soltar o cantor e compositor Juli\u00e1n Conrado e, ao mesmo tempo, encarceraram o professor Francisco Toloza. Eles nos mant\u00e9m \u201cocupados\u201d pedindo e reclamando todo o tempo: \u201csoltem fulano\u201d, \u201clibertem sicrano\u201d. Na Col\u00f4mbia. Tamb\u00e9m na Argentina. No Paraguai. Em todo o continente. Acabamos de ir ver um dirigente piqueteiro na pris\u00e3o e j\u00e1 h\u00e1 outro trabalhador rural preso. Mal soltaram um cantor popular e j\u00e1 colocaram atr\u00e1s das grades um conhecido professor universit\u00e1rio. E nesse vai e vem a vida segue. Visitando presos, escrevendo todo o tempo estas cartas de solidariedade, tratando de parar a repress\u00e3o, a persegui\u00e7\u00e3o, a demoniza\u00e7\u00e3o. At\u00e9 quando?<\/p>\n<p>E enquanto isso\u2026. Eles seguem fazendo seus neg\u00f3cios sujos. Imundos neg\u00f3cios. Com seu sorriso c\u00ednico na boca. Mostrando sempre os dentes em cada fotografia, como se fossem modelos da TV que fazem an\u00fancios de pasta de dente. Falsidade. Seus sorrisos s\u00e3o de papel\u00e3o. Cinismo puro e duro. N\u00e3o \u00e9 um riso solto, relaxado, de alegria espont\u00e2nea e serenidade de esp\u00edrito. \u00c9 um sorriso artificial para a foto, duro, petrificado, meditado, planejado, manipulado. Riem enquanto destilam veneno, odeiam e prendem o povo. Gente m\u00e1. Sim, gente m\u00e1. N\u00e3o apenas exploram, degradam, humilham o nosso povo e entregam nossas riquezas e recursos naturais. Al\u00e9m de tudo isso, s\u00e3o pessoas. Sua risada \u00e9 a de uma hiena.<\/p>\n<p>Conhecido intelectual e professor universit\u00e1rio colombiano caiu prisioneiro. Seu nome \u00e9 Francisco Toloza. Ele \u00e9 a bola da vez. N\u00e3o lhes bastaram colocar na pris\u00e3o o professor Miguel \u00c1ngel Beltr\u00e1n, grande conhecedor da historiografia sobre Sim\u00f3n Bol\u00edvar e o pensamento te\u00f3rico de Jos\u00e9 Mart\u00ed. N\u00e3o ficaram satisfeitos com as amea\u00e7as de morte ao professor Ren\u00e1n Vega Cantor, erudito de sociologia e grande pesquisador colombiano. N\u00e3o. A lista segue. Agora \u00e9 Toloza, o jovem e valente intelectual Francisco Toloza. \u201cPacho\u201d Toloza, para seus amigos e companheiros.<\/p>\n<p>Todos eles vieram a Buenos Aires, passaram pelas aulas universit\u00e1rias na Argentina, compartilharam seus saberes, suas leituras, seus livros, suas teorias, seus debates. O movimento estudantil argentino, seus professores, seus pesquisadores universit\u00e1rios e cientistas os conheceram. E, com um sabor amargo na boca, com um \u00e1cido no est\u00f4mago, nos inteiramos agora que est\u00e3o presos. Que os ca\u00e7am como moscas. Que os tratam como se fossem delinquentes. D\u00e1 asco. N\u00e3o escondamos o que sentimos. D\u00e1 asco. Que classe social dominante, corrupta, degradada, mafiosa e ignorante que n\u00e3o pode permitir o que at\u00e9 uma burguesia l\u00facida e pensante se permitiria: que haja alguns intelectuais que opinem diferente, que escrevam seus livros, que deem confer\u00eancias. N\u00e3o. A burguesia colombiana, submissa e obediente at\u00e9 a humilha\u00e7\u00e3o com o imperialismo estadunidense, por momentos mais papista que o papa, persegue sem piedade at\u00e9 o \u00faltimo pensador que se anime a escrever duas linhas expressando um pensamento diferente.<\/p>\n<p>E n\u00e3o s\u00f3 perseguem sistematicamente todo pensador, mas tamb\u00e9m todo escritor, toda voz dissidente. Fossas comuns. A \u00faltima que se encontrou (at\u00e9 onde temos not\u00edcias) albergava nada menos que 2.000 (dois mil!) cad\u00e1veres, sepultados como NN, sem nome nem sobrenome, sem tumba individual. Nem sequer um s\u00edmbolo religioso singular que desse consolo a cada fam\u00edlia de cada morto. Nem isso! N\u00e3o era uma fossa comum de cinco d\u00e9cadas atr\u00e1s\u2026 Era no ano de 2007. Muito recente! Nada o diferente do Chile de 1973 ou da Argentina de 1976.<\/p>\n<p>At\u00e9 quando vamos seguir permitindo isso? At\u00e9 quando vamos continuar aceitando que esse pa\u00eds participe no concerto internacional das na\u00e7\u00f5es modernas \u201cdemocr\u00e1ticas\u201d e \u201cconstitucionais\u201d? Por que o Estado da Col\u00f4mbia segue formando parte dos organismos multilaterais latino-americanos sem receber san\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas ou comerciais que de uma vez por todas discipline sua classe dominante e a obrigue \u2013 gostando ou n\u00e3o \u2013 a garantir ainda que minimamente os direitos democr\u00e1ticos, t\u00edpicos de qualquer pa\u00eds burgu\u00eas? Aqui n\u00e3o se trata de direitos populares ou socialistas. N\u00e3o! Na Col\u00f4mbia n\u00e3o se respeitam nem os direitos jur\u00eddicos burgueses. Nem sequer isso.<\/p>\n<p>Professor Francisco Toloza. Muito preparado. Com uma leitura consistente. Culto. Erudito. Persuasivo. Grande orador. Inundava cada uma de suas ora\u00e7\u00f5es com dados emp\u00edricos e bibliografia atualizada. A primeira impress\u00e3o que tivemos dele foi impactante. O professor Francisco Toloza fala r\u00e1pido e sem parar. Com um entusiasmo e uma energia que n\u00e3o tenta dissimular. Por tr\u00e1s de suas grandes lentes de pl\u00e1stico negro, com um bon\u00e9 que nunca abandona, tirando e colocando durante horas, movendo as m\u00e3os, fazendo gestos e, enquanto isso, proporciona cifras constrangedoras, dados emp\u00edricos demolidores da sociedade oficial colombiana.<\/p>\n<p>Conhece a dedo a hist\u00f3ria de seu pa\u00eds e a conforma\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica de sua forma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-social. Por\u00e9m, como viajou por v\u00e1rios pa\u00edses representando a sua organiza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica, a Marcha Patri\u00f3tica, ao mesmo tempo vai descrevendo a situa\u00e7\u00e3o do movimento popular de muitos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. E n\u00e3o acaba por a\u00ed. Come\u00e7a a falar da Europa Ocidental. D\u00e1 detalhes da situa\u00e7\u00e3o de cada pa\u00eds europeu, suas tend\u00eancias, seus debates, como est\u00e1 o movimento oper\u00e1rio, como se encontra o movimento estudantil, o que pensam em cada pa\u00eds e em cada movimento popular europeu sobre a Nossa Am\u00e9rica. Sim, falar com o professor Francisco Toloza provoca um impacto.<\/p>\n<p>N\u00f3s o conhecemos pessoalmente em Buenos Aires. O professor Toloza estava ent\u00e3o pedindo e reclamando solidariedade para a federa\u00e7\u00e3o estudantil universit\u00e1ria. Contatou, junto com Atilio Bor\u00f3n e Jorge Beinstein, todos os professores da Universidade de Buenos Aires (UBA). Seguramente deve ter falado com outros pesquisadores tamb\u00e9m. Algum tempo depois voltamos a nos encontrar no M\u00e9xico, em um semin\u00e1rio internacional organizado anualmente pelo Partido do Trabalho (PT) do M\u00e9xico, do qual participaram intelectuais de todo o mundo, incluindo estadunidenses e europeus. Em meio dessa multid\u00e3o, escutamos com surpresa: \u201cEi, professor Nestor, como est\u00e1? Vamos tomar uma cerveja? Podemos conversar um pouco?\u201d (Eu sempre sorria quando ele me chamava de professor, quando na pr\u00e1tica Toloza sabe muito mais do que n\u00f3s de uma quantidade enorme de temas. Pensei comigo mesmo que talvez seja um costume colombiano essa maneira de falar).<\/p>\n<p>E com essa cerveja compartilhada ficamos durante horas conversando sobre cifras, dados, livros, artigos, textos e debates. Uma grande prepara\u00e7\u00e3o intelectual. No mesmo estilo de Ren\u00e1n Vega Cantor e Miguel \u00c1ngel Beltr\u00e1n. N\u00e3o \u00e9 casual que todos eles tenham sido \u201cmarcados\u201d pelos poderosos na Col\u00f4mbia e seus aparatos de vigil\u00e2ncia e repress\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 acidental que na Col\u00f4mbia tenham sido perseguidos, amea\u00e7ados ou diretamente feito prisioneiros. Em outro pa\u00eds lhes premiariam (por exemplo Ren\u00e1n Vega recebeu o \u00abPr\u00eamio Libertador ao Pensamento Cr\u00edtico\u00bb na Venezuela; no M\u00e9xico, dentro da UNAM e no \u00e2mbito de suas p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es em ci\u00eancias sociais e estudos latino-americanos, os principais pesquisadores n\u00e3o deixaram de me falar maravilhas de Miguel \u00c1ngel Beltr\u00e1n, j\u00e1 que havia dado aulas ali). Na Col\u00f4mbia, ao contr\u00e1rio, a sociedade oficial os trata como se fossem \u201ccriminosos\u201d, quando seu grav\u00edssimo pecado e seu principal \u201cdelito\u201d foi e \u00e9 atuar como intelectuais comprometidos com seu povo e sua na\u00e7\u00e3o. Claramente o que deveria fazer com sua vida qualquer intelectual que se apresente como tal.<\/p>\n<p>Que not\u00e1vel diferen\u00e7a a atitude intelectual desses companheiros (Vega Cantor, Beltr\u00e1n, Toloza) frente a tantos \u201cdoutores\u201d que andam circulando por Buenos Aires, e n\u00e3o podem articular nem sequer palestras porque est\u00e3o presos dentro do seu aqu\u00e1rio e de sua pequena parcela de \u201cespecialistas\u201d! Com esses companheiros, ao contr\u00e1rio, se pode falar de tudo. Manejam um leque incr\u00edvel de problem\u00e1ticas, autores e debates. Nota-se, simplesmente vendo-os, que s\u00e3o intelectuais militantes \u2013 o que n\u00e3o implica nenhum delito jur\u00eddico \u2013 e por isso mesmo nunca aceitaram ser \u201cespecialistas\u201d nesse sentido t\u00e3o med\u00edocre e rasteiro que outorga a esse termo o Banco Mundial. Especialistas, ruminadores e ventr\u00edloquos de \u201cpapers\u201d insulsos, inodoros, incoloros, ins\u00edpidos, orgulhosos de sua douta ignor\u00e2ncia em tudo aquilo que n\u00e3o seja seu microsc\u00f3pico e intranscedente \u201ctema de beca\u201d ou de tudo o que se interponha em seu mesquinho caminho de ascenso nos escal\u00f5es acad\u00eamicos. J\u00e1 dizia nosso querido Deodoro Roca, ide\u00f3logo da Reforma Universit\u00e1ria de C\u00f3rdoba em 1918, que \u201co puro universit\u00e1rio \u00e9 uma coisa monstruosa\u201d. O professor Francisco Toloza constitui precisamente a ant\u00edtese desse tipo de intelectual med\u00edocre e submisso.<\/p>\n<p>Toloza \u00e9 sim um intelectual universit\u00e1rio, mas em um sentido muito mais rico e completo, comprometido at\u00e9 os ossos com seu povo, tal como reclamava Deodoro Roca. Por isso, fiquei t\u00e3o contente em escutar agora um v\u00eddeo seu em que se acaba de difundir a raiz de sua injusta deten\u00e7\u00e3o na Col\u00f4mbia, onde Toloza reivindica com nome e sobrenome o nosso Deodoro Roca e a Reforma Universit\u00e1ria de C\u00f3rdoba (1918).<\/p>\n<p>Onde falei com Pacho Toloza nas vezes em que nos cruzamos? Na Argentina e no M\u00e9xico, onde Pacho Toloza n\u00e3o deixou de denunciar o Estado gangster e mafioso que dirige seu pa\u00eds h\u00e1 d\u00e9cadas. A situa\u00e7\u00e3o calamitosa da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica. A viola\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos direitos humanos. A mis\u00e9ria de seus trabalhadores rurais e a explora\u00e7\u00e3o de sua classe trabalhadora urbana. A persegui\u00e7\u00e3o oficial contra qualquer tipo de oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Foi isso que tanto enraiveceu os ju\u00edzes que o encarceram. Porque o professor Toloza jamais calou a boca. Se visitou outros pa\u00edses n\u00e3o foi para buscar uma receita mesquinha ou lucro pessoal, para \u201cacomodar-se\u201d nem para mendigar uma migalha de l\u00e1stima. N\u00e3o. O professor Francisco Toloza n\u00e3o deixou nem um minuto, seja na Argentina, no M\u00e9xico ou na Europa, de reclamar pelos direitos de seu povo para viver em liberdade, com justi\u00e7a social e respeito aos direitos humanos. Isso n\u00e3o constitui delito algum. Ao contr\u00e1rio! Por isso nos enche de orgulho t\u00ea-lo conhecido e escutado.<\/p>\n<p>Mas, para al\u00e9m de sua erudi\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, sua milit\u00e2ncia incans\u00e1vel e sua paix\u00e3o pol\u00edtica, Pacho Toloza \u00e9 um homem com um humor hil\u00e1rio. Assim que pega confian\u00e7a, come\u00e7a a fazer piadas e brincadeiras. Inclusive \u00e9 um grande imitador. Quando vivermos no socialismo e j\u00e1 n\u00e3o tenhamos que nos preocupar com os assassinatos, com a persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da oposi\u00e7\u00e3o, com a censura ou o encarceramento da dissid\u00eancia, o professor Toloza bem poderia ganhar a vida em um programa de humor.<\/p>\n<p>Tomara que a solidariedade internacional n\u00e3o deixe de crescer. Oxal\u00e1 que bem cedo possamos voltar a conversar com ele em liberdade, falando de Sim\u00f3n Bol\u00edvar, da hist\u00f3ria de seu abnegado povo e escutando suas piadas, suas brincadeiras e sua risada sincera.<\/p>\n<p>Universidade de Buenos Aires (UBA), Argentina<\/p>\n<p>S\u00e1bado 11 de janeiro de 2014<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: PCB Partido Comunista Brasileiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nNestor Kohan (Argentina)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5827\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-5827","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1vZ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5827","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5827"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5827\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5827"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5827"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5827"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}