{"id":5924,"date":"2014-02-27T18:26:18","date_gmt":"2014-02-27T18:26:18","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5924"},"modified":"2014-02-27T18:26:18","modified_gmt":"2014-02-27T18:26:18","slug":"camarada-lenina-falou-em-nome-do-pcb-no-congresso-do-mst","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5924","title":{"rendered":"Camarada Lenina falou em nome do PCB, no Congresso do MST"},"content":{"rendered":"\n<p>O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra \u2013 MST \u2013 comemora seus 30 anos de luta e vit\u00f3rias com a proposta de radicalizar a luta pela reforma agr\u00e1ria. O lema \u201cLutar, Construir Reforma Agr\u00e1ria Popular\u201d apresentado no IV Congresso Nacional e que contou com a presen\u00e7a de 15 mil delegados tem como objetivo repensar as a\u00e7\u00f5es, tarefas, desafios e do papel do Movimento nesse per\u00edodo hist\u00f3rico que se abre.<\/p>\n<p>O Programa Agr\u00e1rio busca ampliar as lutas conjuntas com demais movimentos, da cidade e do campo e ampliar a atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0s bases. Segundo o documento \u201cbusca mudan\u00e7as estruturais na forma de usar os bens da natureza, que pertencem a toda sociedade, na organiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e nas rela\u00e7\u00f5es sociais no campo. Queremos contribuir de forma permanente na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade justa, igualit\u00e1ria e fraterna.\u201d Uma nova forma de agricultura, diferente do modelo capitalista, que seja voltada ao povo brasileiro. \u201cPara isso precisaremos lutar e fortalecer nossa organiza\u00e7\u00e3o e a qualifica\u00e7\u00e3o das nossas lutas para promovermos, junto com toda a classe trabalhadora, as mudan\u00e7as estruturais da sociedade capitalista\u201d (Programa Agr\u00e1rio do MST).<\/p>\n<p>Na quinta-feira, 13 de fevereiro, aconteceu o Ato Pol\u00edtico em apoio \u00e0 Reforma Agr\u00e1ria. O PCB, em nome do Comit\u00ea Central leu uma nota pol\u00edtica de apoio e um poema do camarada Mauro Iasi escrito especialmente para a comemora\u00e7\u00e3o dos 30 anos. Quem falou em nome do PCB foi a militante do partido, membro do CR de S\u00e3o Paulo, Lenina Vernucci da Silva. Lenina, al\u00e9m de representar o partido, estava como delegada pelo NARA \u2013 N\u00facleo de A\u00e7\u00e3o pela Reforma Agr\u00e1ria e foi a \u00fanica mulher a falar no ato pol\u00edtico. Em entrevista, conta um pouco da sua luta junto ao MST.<\/p>\n<p>O que \u00e9 o NARA e como funciona sua atua\u00e7\u00e3o junto aos assentamentos e acampamentos do MST?<\/p>\n<p>Lenina: O N\u00facleo de A\u00e7\u00e3o pela Reforma Agr\u00e1ria atua em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, interior de S\u00e3o Paulo desde 2005. Foi criado por diferentes partidos pol\u00edticos na \u00e9poca (PCB, PT, PSOl) e outros idealizadores para auxiliar na luta de um acampamento que chegava \u00e0 regi\u00e3o. Quem nos procurou foram os membros do MST e da CPT (Comiss\u00e3o Pastoral da Terra) do Assentamento Reunidas, em Promiss\u00e3o, um dos mais antigos do estado de S\u00e3o Paulo e possui uma forte milit\u00e2ncia, principalmente a Agrovila Campinas. Desejavam, h\u00e1 muito tempo, realizar um trabalho maior campo-cidade. A cidade, por meio do nosso n\u00facleo, teria como papel: ajudar a divulgar a luta pela terra, mostrando um olhar diferente do propagado pela m\u00eddia; acompanhar os acampamentos que se formariam; fazer trabalho de base junto \u00e0s fam\u00edlias acampadas e assentadas. Futuramente poderia se tornar um n\u00facleo urbano para agregar as fam\u00edlias interessadas em voltar \u00e0s ra\u00edzes (um trabalho que ainda n\u00e3o come\u00e7amos).<\/p>\n<p>Mas voc\u00ea \u00e9 sem terra?<\/p>\n<p>Lenina: Segundo o lema do movimento \u201cenquanto houver um sem terra, somos todos sem terra\u201d eu me considero sim, ideologicamente e politicamente. Mas na pr\u00e1tica n\u00e3o, sou da cidade, n\u00e3o tenho passado rural e nem interesse em batalhar por um lote meu. A minha luta \u00e9 por justi\u00e7a social, por reforma agr\u00e1ria e pelo fim da grande extens\u00e3o de terras no pa\u00eds. Acredito que a cidade precisa se envolver nesse amplo debate para que se tenha uma nova forma de sociedade. O fim do latif\u00fandio \u00e9 uma luta de todos.<\/p>\n<p>Como voc\u00ea avalia o 6\u00b0 Congresso Nacional do MST?<\/p>\n<p>Lenina: Foi muito emocionante ficar uma semana ao lado de trabalhadores e trabalhadoras na constru\u00e7\u00e3o de um programa de luta pela terra e transforma\u00e7\u00e3o social. O MST \u00e9 um dos maiores movimentos sociais da contemporaneidade e ainda consegue, depois de 30 anos, despertar os maiores amores e temores poss\u00edveis. Tem muita for\u00e7a e coragem. Mas precisa se posicionar mais, precisa ter mais ousadia para romper definitivamente com o governo e ampliar sua atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0s classes trabalhadoras. Precisa \u2013 e senti falta desse posicionamento mais claro \u2013 definir concretamente um programa de a\u00e7\u00e3o mais radical, de ruptura com o sistema. A marcha, ocorrida dia 12, foi ind\u00edcio de que 2014 ir\u00e1 ampliar as jornadas de luta, ir\u00e1 mais para o embate. \u00c9 isso que espero que ocorra.<\/p>\n<p>Qual a import\u00e2ncia do apoio demonstrado ao MST pelas v\u00e1rias entidades e organiza\u00e7\u00f5es na luta pela Reforma Agr\u00e1ria?<\/p>\n<p>Lenina: Naquele espa\u00e7o estavam reunidos desde as organiza\u00e7\u00f5es de esquerda at\u00e9 as mais moderadas e de centro, al\u00e9m de setores da Igreja e do governo. Isso \u00e9 fant\u00e1stico e ao mesmo tempo complicado. \u00c9 fant\u00e1stico ver como o movimento consegue agregar tantos apoios, o que mostra a atualidade de sua luta e sua beleza. Mas tamb\u00e9m mostra o quanto ainda est\u00e1 apegado ao governo e isso pode compromet\u00ea-lo. \u00c9 preciso, como foi dito em uma das mesas, definir de que lado ele samba. Sa\u00ed do congresso muito renovada e com certeza de estar cada vez mais junto ao movimento, levar para o NARA e para a cidade de Rio Preto como um todo, a experi\u00eancia e aprendizado que o congresso proporcionou, mesmo que a resposta de ruptura n\u00e3o tenha sido dada. Isso significa que \u00e9 um espa\u00e7o em disputa muito importante e que nossa luta deve ser ainda mais forte.<\/p>\n<p>Trinta anos<\/p>\n<p>(aos 30 anos do MST)<\/p>\n<p>Trinta anos n\u00e3o s\u00e3o trinta dias,<\/p>\n<p>Um m\u00eas, mesada<\/p>\n<p>S\u00e3o muitas \u00e1guas passadas<\/p>\n<p>Muitas que ainda h\u00e3o de passar.<\/p>\n<p>Trinta anos \u00e9 uma vida Menina bonita, mulher,<\/p>\n<p>Menino que virou rapaz,<\/p>\n<p>Uma estrada que j\u00e1 deixou de longe<\/p>\n<p>A porteira, muita gente com saudade,<\/p>\n<p>Os p\u00e9s do\u00eddos da caminhada<\/p>\n<p>um vazio no peito da pessoa amada<\/p>\n<p>e uma vontade doida de chegar.<\/p>\n<p>Trinta anos \u00e9 uma caminhada,<\/p>\n<p>Marcha, movimento, jornada,<\/p>\n<p>Muita pedra chutada,<\/p>\n<p>Muita cerca arrancada<\/p>\n<p>Muita esperan\u00e7a plantada<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m as coisas erradas<\/p>\n<p>Que ajudam a acertar o rumo<\/p>\n<p>De verdade onde queremos chegar.<\/p>\n<p>Trinta gr\u00e3os de areia na praia do tempo<\/p>\n<p>Trinta gotas de sangue no mar do povo<\/p>\n<p>Trinta badaladas navegando no vento<\/p>\n<p>Anunciando o novo tempo que vai chegar<\/p>\n<p>Quem tem seus noventa saiu na frente<\/p>\n<p>E as vezes fica pra tr\u00e1s,<\/p>\n<p>mas n\u00e3o nos perdemos,<\/p>\n<p>pois temos um encontro marcado<\/p>\n<p>No dia que este mundo vai mudar.<\/p>\n<p>Mauro Iasi<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5924\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-5924","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c1-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1xy","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5924","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5924"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5924\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5924"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5924"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5924"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}