{"id":5944,"date":"2014-03-08T08:41:01","date_gmt":"2014-03-08T08:41:01","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5944"},"modified":"2017-08-25T00:59:16","modified_gmt":"2017-08-25T03:59:16","slug":"escutem-o-louco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5944","title":{"rendered":"Escutem o louco"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Reprimir os protestos \u00e9 uma forma brutal de n\u00e3o escutar o que dizem aqueles que ainda se preocupam em dizer<\/em><\/p>\n<p>O homem que empurrou uma passageira nos trilhos do metr\u00f4 desnuda o momento perturbador vivido pelo Brasil<\/p>\n<p><strong>Reprimir os protestos \u00e9 uma forma brutal de n\u00e3o escutar o que dizem aqueles que ainda se preocupam em dizer<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os protestos iniciados em junho pelos 20 centavos e agora centrados na Copa do Mundo s\u00e3o um dizer. Responder a eles com repress\u00e3o \u2013 seja da pol\u00edcia no espa\u00e7o p\u00fablico, seja em projetos de lei que transformam manifestantes em terroristas, seja anunciando que o Ex\u00e9rcito vai para as ruas em tempos de democracia \u2013 \u00e9 uma forma brutal de n\u00e3o escutar aqueles que ainda se preocupam em dizer. \u00c9 talvez a maior viol\u00eancia de todas.<\/strong><\/p>\n<p>De repente, o taxista aumentou o som da pequena TV acoplada no console do carro. No banco de tr\u00e1s, eu parei de ler e afinei os ouvidos. Era meio-dia da sexta-feira de Carnaval (28\/2). O homem que, dias antes, havia empurrado uma passageira nos trilhos do metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo tinha sido preso. A mulher teve o bra\u00e7o amputado. O agressor sofre de esquizofrenia, destacou o apresentador de TV. \u201cLouco\u201d, decodificou de imediato o taxista. Doen\u00e7a triste, disse o apresentador na TV. Ao ser preso, continuou o apresentador, o agressor afirmou que a empurrou porque sentiu raiva. Essa parte o taxista n\u00e3o escutou. Algo l\u00e1 fora o havia perturbado. Colou a m\u00e3o na buzina, abriu a janela do carro e xingou o motorista ao lado, que tentava mudar de pista. Perdigotos saltavam da sua boca enquanto ele empunhava o dedo m\u00e9dio com uma m\u00e3o que deveria estar no volante. Fechou a janela, para n\u00e3o perder a temperatura do ar-condicionado, e voltou a falar comigo. \u201cA pol\u00edcia tem de tirar os loucos da rua\u201d. A quem ele se refere, pensei eu, confusa, olhando para fora, para dentro. Era ao louco do metr\u00f4.<\/p>\n<p>H\u00e1 algo de tr\u00e1gico nos loucos. E n\u00e3o apenas o que \u00e9 definido como loucura nessa \u00e9poca hist\u00f3rica. H\u00e1 uma outra trag\u00e9dia, que \u00e9 a de n\u00e3o ser escutado. Sempre que algu\u00e9m com um diagn\u00f3stico de doen\u00e7a mental comete um crime, a patologia \u00e9 usada para anular as interroga\u00e7\u00f5es e esvaziar o discurso de sentido. A pessoa n\u00e3o \u00e9 mais uma pessoa, com hist\u00f3ria e circunst\u00e2ncias, na qual a doen\u00e7a \u00e9 uma circunst\u00e2ncia e uma parte da hist\u00f3ria, jamais o todo. A pessoa deixa de ser uma pessoa para ser uma doen\u00e7a. Se h\u00e1 um hist\u00f3rico, \u00e9 o de sua ficha m\u00e9dica, marcada por interna\u00e7\u00f5es e medicamentos \u2013 ou a falta de um e de outro. Esvaziada de sua humanidade, o que diz \u00e9 automaticamente descartado como sem subst\u00e2ncia. A doen\u00e7a mental, ao substituir a pessoa, explica tamb\u00e9m o crime. E, se n\u00e3o h\u00e1 sujeito, n\u00e3o \u00e9 preciso nem pensar sobre os significados do crime, nem sobre o que diz aquele que o cometeu.<\/p>\n<p>Mas o que essa escolha \u2013 a de reduzir uma pessoa a uma patologia e a de anular os sentidos do seu discurso \u2013 diz da sociedade na qual foi forjado esse modo de olhar? Se Alessandro de Souza Xavier, 33 anos, o homem que na ter\u00e7a-feira (25\/2) empurrou Maria da Concei\u00e7\u00e3o Oliveira, 28, no metr\u00f4, for escutado, h\u00e1 algo de particularmente perturbador na justificativa que confere ao seu ato. Alessandro diz: \u201cFizeram um mal pra mim, e eu descontei. Fiz porque estava nervoso com o pessoal do mundo.\u201d<\/p>\n<p>O louco n\u00e3o expressa apenas a sua loucura. Ele tamb\u00e9m denuncia a insanidade da sociedade em que vive<\/p>\n<p>O que h\u00e1 de particularmente perturbador nessa fala \u00e9 que, quando escutada, ela desnuda o atual momento do Brasil. Vale a pena lembrar que o louco \u00e9 tamb\u00e9m aquele que diz explicitamente do seu mundo. Sem media\u00e7\u00f5es, ao diz\u00ea-lo ele pode sacrificar a vida de outros, assim como a sua. Vale a pena lembrar ainda que o louco n\u00e3o expressa apenas a sua loucura. Ele denuncia tamb\u00e9m a insanidade da sociedade em que vive.<\/p>\n<p>Ao interrogar sobre os sentidos do que Alessandro diz, quando explica por que empurrou Maria, \u00e9 necess\u00e1rio olhar para os outros crimes que viraram not\u00edcia nos \u00faltimos dias. Nenhum deles, at\u00e9 agora, relacionado a doen\u00e7as mentais. Torcedores do S\u00e3o Paulo bateram com barras de ferro em um torcedor do Santos que esperava o \u00f4nibus. Bateram nele at\u00e9 mat\u00e1-lo. Ao deparar-se com blocos de Carnaval interrompendo o tr\u00e2nsito, na Vila Madalena, bairro de classe m\u00e9dia de S\u00e3o Paulo, um homem acelerou o carro e feriu dez pessoas. Quem estava perto o arrancou do ve\u00edculo e passou a agredi-lo. Quando ele conseguiu fugir, destru\u00edram o carro. Um casal de l\u00e9sbicas foi espancado ao sair de um bloco de Carnaval, no Rio. Uma delas teve a roupa arrancada. Apenas uma pessoa na multid\u00e3o ao redor tentou ajud\u00e1-las. Em Franca, no interior de S\u00e3o Paulo, um adolescente correu atr\u00e1s de um suspeito de assalto e lhe aplicou um golpe chamado de \u201cmata-le\u00e3o\u201d (estrangulamento). O suspeito, de 22 anos, teve um infarto ap\u00f3s ser imobilizado e morreu no hospital. Um morador de rua foi linchado em Sorocaba (SP) por ter pegado um xampu de um supermercado. Teve afundamento do cr\u00e2nio. No Rio, mais um adolescente foi amarrado e agredido depois de furtar um celular. Linchamentos eclodiram em todo o pa\u00eds depois do caso do <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/02\/17\/opinion\/1392640036_999835.html\" target=\"_blank\">garoto acorrentado com uma trava de bicicleta no Flamengo<\/a>. Nas semanas anteriores, dois manifestantes acenderam um roj\u00e3o num protesto no Rio, matando um cinegrafista. Na Baixada Fluminense, um homem executou um suspeito de assalto com tr\u00eas tiros, em plena rua, durante o dia, assistido por v\u00e1rios. Mais de 40 \u00f4nibus foram incendiados em S\u00e3o Paulo em 2014.<\/p>\n<p>A lucidez do louco \u00e9 a de n\u00e3o vestir como raz\u00e3o a nudez do seu \u00f3dio \u2013 ou do seu medo<\/p>\n<p>O discurso do louco \u00e9 encarado como uma afirma\u00e7\u00e3o (e confirma\u00e7\u00e3o) da sua loucura, o que \u00e9 outra forma de n\u00e3o escut\u00e1-lo. No caso de Alessandro, uma das provas da loucura do louco teria sido ele dizer que jogou Maria nos trilhos do metr\u00f4 por raiva e tamb\u00e9m por vingan\u00e7a. Expl\u00edcito assim. Outra prova da loucura do louco revelou-se ao afirmar que n\u00e3o a conhecia, que a escolheu de forma aleat\u00f3ria. \u201cDesconexo\u201d \u2013 foi o adjetivo usado para definir o discurso de Alessandro. Sua v\u00edtima n\u00e3o era torcedora do Santos, n\u00e3o era l\u00e9sbica, n\u00e3o tinha furtado um celular ou um xampu, as\u00a0desraz\u00f5es\u00a0interpretadas como raz\u00f5es. Por que, ent\u00e3o? O louco confessou: Maria n\u00e3o era Maria, j\u00e1 que n\u00e3o a conhecia nem sabia o seu nome, mas o \u201cpessoal do mundo\u201d. A lucidez do louco talvez seja a de n\u00e3o vestir como raz\u00e3o a nudez do seu \u00f3dio \u2013 ou a nudez do seu medo. Por isso tamb\u00e9m \u00e9 louco.<\/p>\n<p>Diante da viol\u00eancia que irrompe no Brasil em todos os espa\u00e7os, talvez seja a hora de escutar o louco. Talvez o fato de ele atacar no metr\u00f4 n\u00e3o seja um detalhe descart\u00e1vel, uma coincid\u00eancia destitu\u00edda de significado. No mesmo dia em que Alessandro foi preso, morreu no hospital\u00a0Nivanilde\u00a0de Silva Souza, aos 38 anos. No mesmo dia em que, na Esta\u00e7\u00e3o da S\u00e9, Alessandro empurrou Maria, na Esta\u00e7\u00e3o da Luz um trem atingiu a cabe\u00e7a de\u00a0Nivanilde. Ela tinha dito a um estagi\u00e1rio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que estava gr\u00e1vida, o que lhe assegurava o direito a entrar no vag\u00e3o especial. O estagi\u00e1rio disse a ela que teria de apresentar um documento comprovando a gesta\u00e7\u00e3o. Os dois teriam se empurrado, seguran\u00e7as deram voz de pris\u00e3o \u00e0\u00a0Nivanilde. Na confus\u00e3o, ela teria ca\u00eddo na plataforma. O trem bateu na sua cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de fevereiro, a linha-3 vermelha do metr\u00f4 parou por cinco horas depois da falha em uma porta na esta\u00e7\u00e3o da S\u00e9, a mesma em que Alessandro empurrou Maria. No ver\u00e3o paulistano mais quente desde 1943, o ar-condicionado foi desligado. Pessoas vagavam pelos t\u00faneis, algumas desmaiaram, gr\u00e1vidas e velhos esperaram dentro de vag\u00f5es abafados por horas. Pelo menos 19 dos 40 trens que circulavam na linha foram depredados.<\/p>\n<p>O outro, qualquer outro, tornou-se inimigo e competidor por um lugar no trem que nos engole e nos cospe em seu vaiv\u00e9m autom\u00e1tico<\/p>\n<p>Os protestos de junho de 2013 come\u00e7aram por causa das tarifas do transporte p\u00fablico, em S\u00e3o Paulo os 20 centavos de aumento da passagem. Naquele momento, milhares romperam o imobilismo, no concreto e no simb\u00f3lico, e passaram a andar por cidades em que n\u00e3o se andava, vidas consumidas em \u00f4nibus e metr\u00f4s superlotados. O aumento de 20 centavos foi cancelado, mas o p\u00e9ssimo transporte p\u00fablico continuou mastigando o tempo, desumanizando gente. Basta parar para esperar o trem nos hor\u00e1rios de pico para ser empurrado, xingado, odiado. O outro, qualquer outro, tornou-se nosso inimigo e nosso competidor por um lugar no trem que nos engole e nos cospe em seu vaiv\u00e9m autom\u00e1tico. Somos passageiros que n\u00e3o passam, e a tens\u00e3o dessa impossibilidade cotidiana pode ser apalpada. A viol\u00eancia \u00e9 gestada como uma promessa para o segundo seguinte.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o o louco vai l\u00e1 e empurra a mulher sobre os trilhos. Rompe o imobilismo e empurra aquela que espera. Porque \u00e9 louco. Caso isolado, nenhuma conex\u00e3o com nada, desconexo \u00e9 o seu discurso, fora da hist\u00f3ria \u00e9 o seu gesto, a insanidade \u00e9 s\u00f3 dele. Basta elimin\u00e1-lo, tir\u00e1-lo de circula\u00e7\u00e3o, para que a sociedade brasileira volte a ser s\u00e3. E o metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo um espa\u00e7o de conviv\u00eancia agrad\u00e1vel e pac\u00edfico, marcado pela cordialidade.<\/p>\n<p>Talvez estejamos todos n\u00e3o loucos, mas no lugar do louco. J\u00e1 n\u00e3o nos subjetivamos, tudo \u00e9 literal. Nos m\u00ednimos atos do cotidiano nos falta a palavra que pode mediar a a\u00e7\u00e3o, interromper o gesto de viol\u00eancia antes que se complete. Mas talvez estejamos no lugar do louco especialmente porque nem escutamos, nem somos escutados. E quem n\u00e3o \u00e9 escutado vai perdendo a capacidade de dizer. S\u00f3 resta ent\u00e3o a viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Reprimir os protestos \u00e9 uma forma brutal de n\u00e3o escutar o que dizem aqueles que ainda se preocupam em dizer<\/p>\n<p>Os protestos iniciados em junho pelos 20 centavos e agora centrados na Copa do Mundo s\u00e3o um dizer. Responder a eles com repress\u00e3o \u2013 seja da pol\u00edcia no espa\u00e7o p\u00fablico, seja em projetos de lei que transformam manifestantes em terroristas, seja anunciando que o Ex\u00e9rcito vai para as ruas em tempos de democracia \u2013 \u00e9 uma forma brutal de n\u00e3o escutar aqueles que ainda se preocupam em dizer. \u00c9 talvez a maior viol\u00eancia de todas.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso ser muito surdo para acreditar que prender todos, \u201cdeter para averigua\u00e7\u00e3o\u201d, criminalizar manifestantes \u00e9 suficiente para voltarmos a ser o Brasil cordial e contente que nunca existiu, 200 milh\u00f5es em a\u00e7\u00e3o torcendo pela sele\u00e7\u00e3o\u00a0canarinha. Que o dizer de quem deseja um Brasil diferente seja hoje expressado no campo simb\u00f3lico do futebol \u00e9 mais uma raz\u00e3o para escut\u00e1-lo, ao mostrar que estamos diante de novas constru\u00e7\u00f5es do imagin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Escutem o louco. Para n\u00e3o colocar aqueles que protestam no lugar do louco, no lugar daquele que n\u00e3o \u00e9 escutado porque n\u00e3o teria nada a dizer. E depois surpreenderem-se com a resposta violenta, convencendo-se de que n\u00e3o t\u00eam nada a ver com isso.<\/p>\n<p><strong>Eliane Brum \u00e9 escritora, rep\u00f3rter e documentarista. Autora dos livros de n\u00e3o\u00a0fic\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Coluna<\/em><em> Prestes, o Avesso da Lend<\/em>a, <\/strong><em><strong>A Vida Que Ningu\u00e9m v\u00ea, O Olho da Rua<\/strong><\/em><strong> e <\/strong><em><strong>A Menina Quebrada<\/strong><\/em><strong> e do romance <\/strong><em><strong>Uma Duas<\/strong><\/em><strong>. Email:<a href=\"mailto:elianebrum@uol.com.br\" target=\"_blank\">elianebrum@uol.com.br<\/a>. Twitter:<\/strong> <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brumelianebrum\" target=\"_blank\">@brumelianebrum<\/a><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/03\/03\/opinion\/1393852189_834821.html\" target=\"_blank\">http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/03\/03\/opinion\/1393852189_834821.html<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nde Eliane Brum\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5944\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-5944","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1xS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5944","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5944"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5944\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}