{"id":5996,"date":"2014-03-22T22:37:57","date_gmt":"2014-03-22T22:37:57","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=5996"},"modified":"2014-03-22T22:37:57","modified_gmt":"2014-03-22T22:37:57","slug":"coronel-afirma-que-desenterrou-corpo-do-desaparecido-rubens-paiva-em-1973","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5996","title":{"rendered":"Coronel afirma que desenterrou corpo do desaparecido Rubens Paiva em 1973"},"content":{"rendered":"\n<p>Ex-deputado federal Rubens Paiva, cassado em 1964 e assassinado em 1971<\/p>\n<p>O coronel Paulo Malh\u00e3es, oficial reformado do Ex\u00e9rcito e legend\u00e1rio membro do aparato repressivo da ditadura(1964-85), afirmou ter participado de opera\u00e7\u00e3o para desenterrar o ossada do deputado federal cassado Rubens Paiva, desaparecido em 1971 depois de ter sido morto na tortura em depend\u00eancias militares. At\u00e9 hoje seu corpo n\u00e3o foi encontrado.<\/p>\n<p>\u201cRecebi a miss\u00e3o para resolver o problema, que n\u00e3o seria enterrar de novo&#8221;, disse o coronel \u00e0 rep\u00f3rter Juliana Dal Piva. \u201cProcuramos at\u00e9 que se achou, levou algum tempo. Foi um sufoco para achar (o cad\u00e1ver). A\u00ed, seguiu o destino normal.&#8221;<\/p>\n<p>O \u201cdestino normal&#8221; seria ocultar o corpo para sempre.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o teria ocorrido em 1973, na praia carioca do Recreio dos Bandeirantes. Malh\u00e3es disse que sabia de quem eram os restos mortais:\u00a0\u201cEu podia negar, dizer que n\u00e3o sabia, mas eu sabia quem era sim. N\u00e3o sabia por que tinha morrido, nem quem matou. Mas sabia que ele era um deputado federal, que era correio de algu\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Malh\u00e3es foi apontado por numerosos presos pol\u00edticos como autor de viol\u00eancias. Integra listas de torturadores. Militou em \u00f3rg\u00e3os como o Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito (CIE). Cuidava de alguns dos servi\u00e7os mais sujos da ditadura.<\/p>\n<p>Sua identifica\u00e7\u00e3o, com declara\u00e7\u00f5es de relev\u00e2ncia hist\u00f3rica, est\u00e3o na edi\u00e7\u00e3o de hoje do jornal \u201cO Dia&#8221; (<a href=\"http:\/\/odia.ig.com.br\/noticia\/brasil\/2014-03-20\/coronel-revela-como-sumiu-com-corpo-de-rubens-paiva.html\" target=\"_blank\"><strong>reportagem aqui<\/strong><\/a>). A mat\u00e9ria nomeia outros militares que teriam atuado com Malh\u00e3es para desenterrar e desaparecer com o corpo. O coronel disse ignorar o destino dos restos mortais. E que o CIE resolveu dar ao caso uma \u201csolu\u00e7\u00e3o final&#8221;.<\/p>\n<p>De acordo com o oficial, a opera\u00e7\u00e3o foi necess\u00e1ria porque alguns agentes do Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es (DOI) do I Ex\u00e9rcito amea\u00e7avam divulgar onde estava a ossada.<\/p>\n<p>Para onde foi levado o corpo?\u00a0\u201cPode ser que tenha ido para o mar. Pode ser que tenha ido para um rio.\u201d<\/p>\n<p>Malh\u00e3es disse que a ordem para desenterrar Rubens Paiva veio do gabinete do ministro do Ex\u00e9rcito. \u00c0 \u00e9poca, o ministro do Ex\u00e9rcito era o general Orlando Geisel, irm\u00e3o do futuro ditador Ernesto Geisel. O presidente da Rep\u00fablica (igualmente ditador) era o general Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"M\u00e1rio Magalh\u00e3es\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/5996\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-5996","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c64-ditadura"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1yI","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5996","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5996"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5996\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5996"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5996"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5996"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}