{"id":6040,"date":"2014-03-29T20:08:09","date_gmt":"2014-03-29T20:08:09","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6040"},"modified":"2014-03-29T20:08:09","modified_gmt":"2014-03-29T20:08:09","slug":"violencia-e-terror-a-via-ucraniana-e-colombiana-para-a-construcao-do-imperio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6040","title":{"rendered":"Viol\u00eancia e terror: A via ucraniana e colombiana para a constru\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio"},"content":{"rendered":"\n<p>As duas vias para a constru\u00e7\u00e3o-do-imp\u00e9rio do s\u00e9culo XXI atrav\u00e9s-de-terceiros s\u00e3o ilustradas pela violenta tomada de poder na Ucr\u00e2nia por uma junta, apadrinhada pelos EUA, e pelos ganhos eleitorais de Alvaro Uribe, o senhor da guerra colombiana, protegido pelos EUA. Vamos descrever a &#8216;mec\u00e2nica&#8217; da interven\u00e7\u00e3o dos EUA na pol\u00edtica interna destes dois pa\u00edses e os seus profundos efeitos externos \u2013 \u00e9 assim que eles refor\u00e7am o poder imperialista numa escala continental.<\/p>\n<p><strong>Interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e regimes alinhados: Ucr\u00e2nia<\/strong><\/p>\n<p>A prepara\u00e7\u00e3o para o golpe.A transforma\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia num estado vassalo EUA-UE tem sido um longo processo que envolveu, em grande escala e a longo prazo, o financiamento, a doutrina\u00e7\u00e3o e o recrutamento de quadros, a organiza\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos e de arruaceiros e, sobretudo, a capacidade de aliar a ac\u00e7\u00e3o directa com a pol\u00edtica eleitoral.<\/p>\n<p>Conquistar o poder \u00e9 um jogo de apostas altas para o imp\u00e9rio: (1) a Ucr\u00e2nia, na m\u00e3o de clientes, fornece \u00e0 NATO um trampolim militar no cora\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Russa; (2) os recursos industriais e agr\u00edcolas da Ucr\u00e2nia fornecem uma fonte de enorme riqueza para os investidores ocidentais e (3) a Ucr\u00e2nia \u00e9 uma regi\u00e3o estrat\u00e9gica para a penetra\u00e7\u00e3o no C\u00e1ucaso e para al\u00e9m dele.<\/p>\n<p>Washington investiu mais de 5 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares para arranjar clientes, na sua maior parte na &#8216;Ucr\u00e2nia ocidental&#8217;, em especial em Kiev e arredores, concentrando-se em &#8216;grupos da sociedade civil&#8217; e em partidos pol\u00edticos male\u00e1veis e seus l\u00edderes. Em 2004, o &#8216;investimento&#8217; pol\u00edtico inicial dos EUA na mudan\u00e7a de regime culminou na chamada &#8216;Revolu\u00e7\u00e3o laranja&#8217; que instalou um regime de curta dura\u00e7\u00e3o pr\u00f3-EUA-UE. Este, por\u00e9m, rapidamente degenerou no meio de grandes esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o, gest\u00e3o danosa e pilhagem olig\u00e1rquica do er\u00e1rio nacional e dos recursos p\u00fablicos que levaram \u00e0 condena\u00e7\u00e3o do antigo vice-presidente e \u00e0 queda do regime. Novas elei\u00e7\u00f5es resultaram num novo regime, que tentou manter liga\u00e7\u00f5es com os EUA e com a R\u00fassia atrav\u00e9s de acordos econ\u00f3micos, embora continuasse com muitas das caracter\u00edsticas odiosas (grande corrup\u00e7\u00e3o end\u00e9mica) do regime anterior. Os EUA e a UE, depois de terem perdido em elei\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, relan\u00e7aram as suas &#8216;organiza\u00e7\u00f5es de ac\u00e7\u00e3o directa&#8217; com um novo programa radical. Os neofascistas tomaram o poder e institu\u00edram uma junta ditatorial atrav\u00e9s de manifesta\u00e7\u00f5es violentas, vandalismo, assaltos armados e ac\u00e7\u00e3o da popula\u00e7a. A composi\u00e7\u00e3o da nova junta p\u00f3s-golpe reflectiu dois aspectos das organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas apadrinhadas pelos EUA; (1) pol\u00edticos neoliberais para gerir a pol\u00edtica econ\u00f3mica e para forjar la\u00e7os mais estreitos com a NATO, (2) e nacionalistas neofascistas\/violentos para impor a ordem pela for\u00e7a e com m\u00e3o-de-ferro, e esmagar os &#8216;autonomistas&#8217; pr\u00f3-russos da Crimeia, os russos \u00e9tnicos e outras minorias, em especial no sul e no leste industrializados.<\/p>\n<p>Seja o que for que vier a acontecer, o golpe e a resultante junta est\u00e3o totalmente subordinados e dependentes da vontade de Washington: n\u00e3o obstante a reivindica\u00e7\u00e3o da &#8216;independ\u00eancia&#8217; ucraniana. A junta procedeu \u00e0 purga dos funcion\u00e1rios governamentais eleitos e nomeados, filiados em partidos pol\u00edticos do anterior regime democr\u00e1tico e \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o dos seus apoiantes. O seu objectivo \u00e9 garantir que as subsequentes elei\u00e7\u00f5es manipuladas proporcionem uma suposta legitimidade, e as elei\u00e7\u00f5es sejam limitadas a dois conjuntos de clientes imperiais: os neoliberais (auto-intitulados &#8216;moderados&#8217;) e os neofascistas, rotulados de &#8216;nacionalistas&#8217;.<\/p>\n<p>A via da Ucr\u00e2nia para o poder imperialista atrav\u00e9s de um regime colaboracionista ilustra os diversos instrumentos da constru\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio: (1) o uso de fundos estatais imperialistas, canalizados atrav\u00e9s das ONG, para grupos pol\u00edticos de fachada e a montagem duma &#8216;base de massas&#8217; na sociedade civil; (2) o financiamento da ac\u00e7\u00e3o directa de massas que leva a um golpe (&#8216;mudan\u00e7a de regime&#8217;); (3) a imposi\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas neoliberais pelo regime cliente; (4) o financiamento imperialista da reorganiza\u00e7\u00e3o e reagrupamento de grupos de ac\u00e7\u00e3o directa de massas depois da queda do primeiro regime cliente; (5) a transi\u00e7\u00e3o dos protestos para uma ac\u00e7\u00e3o directa violenta como o principal pano de fundo para os sectores extremistas (neofascistas) organizarem a tomada do poder e a purga da oposi\u00e7\u00e3o; (6) a organiza\u00e7\u00e3o de uma &#8216;campanha internacional nos meios de comunica\u00e7\u00e3o&#8217; para apoiar a nova junta enquanto demoniza a oposi\u00e7\u00e3o interna e internacional (R\u00fassia); e (7) um poder pol\u00edtico centralizado nas m\u00e3os da junta, convocando &#8216;elei\u00e7\u00f5es manipuladas&#8217; limitadas \u00e0 vit\u00f3ria de um dos dois candidatos pr\u00f3-junta e pr\u00f3-imperialistas.<\/p>\n<p>Em resumo, os construtores do imp\u00e9rio funcionam em v\u00e1rios n\u00edveis: violento e eleitoral; social e pol\u00edtico; e com operadores seleccionados e rivais empenhados num \u00fanico objectivo estrat\u00e9gico: a tomada do poder estatal e a transforma\u00e7\u00e3o da elite dominante em vassalos obedientes do imp\u00e9rio.<\/p>\n<p><strong>Democracia dos Esquadr\u00f5es de Morte da Col\u00f4mbia: Pe\u00e7a central do avan\u00e7o imperialista na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n<p>Perante o decl\u00ednio da influ\u00eancia dos EUA em todo a Am\u00e9rica Latina, a Col\u00f4mbia destaca-se como um basti\u00e3o permanente dos interesses imperialistas dos EUA: (1) a Col\u00f4mbia assinou um acordo de com\u00e9rcio livre com os EUA; (2) ofereceu sete bases militares e convidou milhares de operacionais americanos da contra-insurrei\u00e7\u00e3o; e (3) colaborou na cria\u00e7\u00e3o em grande escala de esquadr\u00f5es de morte paramilitares preparados para ataques transfronteiri\u00e7os contra a Venezuela, arqui-inimiga de Washington.<\/p>\n<p>A oligarquia dirigente da Col\u00f4mbia e as suas for\u00e7as armadas conseguiram resistir \u00e0 vaga de levantamentos maci\u00e7os democr\u00e1ticos, nacionais e populares e de vit\u00f3rias eleitorais que deram origem aos estados p\u00f3s-neoliberais no Brasil, na Argentina, na Venezuela, no Equador, na Bol\u00edvia, no Paraguai e no Uruguai.<\/p>\n<p>Enquanto a Am\u00e9rica latina avan\u00e7ou para &#8216;organiza\u00e7\u00f5es regionais&#8217; excluindo os EUA, a Col\u00f4mbia refor\u00e7ou os la\u00e7os com os EUA atrav\u00e9s de acordos bilaterais. Enquanto a Am\u00e9rica latina reduziu a sua depend\u00eancia nos mercados dos EUA, a Col\u00f4mbia alargou os seus elos comerciais. Enquanto a Am\u00e9rica latina reduziu os seus la\u00e7os militares com o Pent\u00e1gono, a Col\u00f4mbia refor\u00e7ou-os. Enquanto a Am\u00e9rica latina avan\u00e7ou para uma maior inclus\u00e3o social aumentando os impostos sobre as multinacionais estrangeiras, a Col\u00f4mbia baixou os impostos a essas empresas. Enquanto a Am\u00e9rica latina expandiu a coloniza\u00e7\u00e3o de terras para as suas popula\u00e7\u00f5es rurais sem terra, a Col\u00f4mbia deslocou mais de 4 milh\u00f5es de camponeses, no \u00e2mbito da pol\u00edtica contra-insurrei\u00e7\u00e3o de &#8216;terra queimada&#8217;, tra\u00e7ada pelos EUA.<\/p>\n<p>A &#8216;excepcional&#8217; submiss\u00e3o inabal\u00e1vel da Col\u00f4mbia aos interesses imperialistas dos EUA tem ra\u00edzes em v\u00e1rios programas de grande escala e a longo prazo tra\u00e7ados em Washington. Em 2000, o presidente Bill Clinton comprometeu os EUA num programa contra-insurrei\u00e7\u00e3o de 6 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (Plano Col\u00f4mbia) que aumentou enormemente a brutal capacidade repressiva da elite colombiana para confrontar os movimentos populares de base de camponeses e trabalhadores. Juntamente com armamento e treino, as For\u00e7as Especiais e as ideologias americanas entraram na Col\u00f4mbia para desenvolver opera\u00e7\u00f5es terroristas militares e paramilitares \u2013 destinadas principalmente para penetrar e dizimar a oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e os movimentos sociais da sociedade civil e assassinar activistas e l\u00edderes. Alvaro Uribe, apadrinhado pelos EUA, um conhecido narcotraficante e a pr\u00f3pria personifica\u00e7\u00e3o de um vassalo imperialista desumano, tornou-se o presidente duma &#8216;Democracia de Esquadr\u00f5es de Morte&#8217;.<\/p>\n<p>O presidente Uribe militarizou ainda mais a sociedade colombiana, trucidou os movimentos da sociedade civil e esmagou qualquer possibilidade de um renascimento democr\u00e1tico popular, como os que estavam a ocorrer em todo o resto da Am\u00e9rica latina. Foram assassinados, torturados e encarcerados milhares de activistas, sindicalistas, defensores dos direitos humanos e camponeses.<\/p>\n<p>O &#8216;Sistema Colombiano&#8217; aliou o uso sistem\u00e1tico de paramilitares (esquadr\u00f5es da morte) para esmagar os sindicatos locais e regionais e a oposi\u00e7\u00e3o camponesa com a &#8216;tecnifica\u00e7\u00e3o&#8217; e a massifica\u00e7\u00e3o das for\u00e7as armadas (mais de 300 mil soldados) na luta contra a insurrei\u00e7\u00e3o popular e para &#8216;limpar o terreno&#8217; de simpatizantes rebeldes. Muitos milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares do tr\u00e1fico da drogas e da lavagem de dinheiro formaram a &#8216;cola financeira&#8217; para cimentar uma forte rela\u00e7\u00e3o entre oligarcas, pol\u00edticos, banqueiros e conselheiros americanos da contra-insurrei\u00e7\u00e3o \u2013 criando um terr\u00edvel estado policial com alta tecnologia nas fronteiras da Venezuela, do Equador e do Brasil \u2013 pa\u00edses com substanciais movimentos de massas populares.<\/p>\n<p>A mesma m\u00e1quina de estado terrorista, que dizimou os movimentos sociais pr\u00f3-democracia, protegeu, promoveu e participou em &#8216;elei\u00e7\u00f5es encenadas&#8217;, a marca da Col\u00f4mbia enquanto &#8216;democracia de esquadr\u00f5es de morte&#8217;.<\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es realizam-se ao abrigo de uma vasta rede sobreposta de bases militares, em que os esquadr\u00f5es da morte e os traficantes de droga ocuparam cidades e aldeias intimidando, aterrorizando e &#8216;corrompendo&#8217; o eleitorado. O \u00fanico protesto &#8216;seguro&#8217; nesta atmosfera repressiva tem sido a absten\u00e7\u00e3o. Os resultados eleitorais s\u00e3o pr\u00e9-estabelecidos: os oligarcas nunca perdem nas democracias de esquadr\u00f5es de morte, s\u00e3o eles os vassalos de maior confian\u00e7a do imp\u00e9rio.<\/p>\n<p>Os efeitos cumulativos da purga sangrenta, que durou d\u00e9cada e meia, da sociedade civil colombiana pelo presidente Uribe e pelo seu sucessor, Santos, foram eliminar qualquer oposi\u00e7\u00e3o eleitoral consequente. Washington conseguiu o seu ideal: um estado vassalo est\u00e1vel; umas for\u00e7as armadas de grande escala e obedientes; uma oligarquia ligada \u00e0s elites empresariais dos EUA; e um sistema &#8216;eleitoral&#8217; controlado apertadamente que nunca permite a elei\u00e7\u00e3o de um opositor genu\u00edno.<\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es colombianas de Mar\u00e7o de 2014 ilustram brilhantemente o \u00eaxito da interven\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica dos EUA em colabora\u00e7\u00e3o com a oligarquia: a grande maioria do eleitorado, mais de dois ter\u00e7os, absteve-se, demonstrando a aus\u00eancia de qualquer real legitimidade entre os votantes eleg\u00edveis. Entre os que &#8216;votaram&#8217;, dez por cento apresentaram boletins nulos ou em branco. A absten\u00e7\u00e3o dos votantes e os votos inutilizados foram especialmente elevados nas \u00e1reas da classe trabalhadora que tinham sido sujeitas ao terrorismo do estado.<\/p>\n<p>Dada a intensa repress\u00e3o do estado, a massa dos votantes decidiu que nenhum partido aut\u00eantico pr\u00f3-democracia teria qualquer hip\u00f3tese e por isso recusaram-se a legitimar o processo. Os 30% que votaram foram principalmente colombianos da classe urbana m\u00e9dia e alta e os residentes nalgumas \u00e1reas rurais totalmente controladas por narcotraficantes e militares onde a &#8216;vota\u00e7\u00e3o&#8217; pode ter sido &#8216;compulsiva&#8217;. De um total de 32 milh\u00f5es de votantes eleg\u00edveis na Col\u00f4mbia, 18 milh\u00f5es abstiveram-se e mais 2,3 milh\u00f5es apresentaram boletins inutilizados. As duas coliga\u00e7\u00f5es olig\u00e1rquicas dominantes chefiadas pelo presidente Santos e pelo ex-presidente Uribe obtiveram apenas 2,2 milh\u00f5es e 2,05 milh\u00f5es de votos, respectivamente, uma frac\u00e7\u00e3o do n\u00famero dos que se abstiveram. Nesta farsa eleitoral, amplamente criticada, os partidos centro-esquerda e esquerda deram um espect\u00e1culo miser\u00e1vel. O sistema eleitoral da Col\u00f4mbia p\u00f5e um revestimento de propaganda num estado vassalo perigoso, altamente militarizado e preparado para desempenhar um papel estrat\u00e9gico nos planos dos EU para &#8216;reconquistar&#8217; a Am\u00e9rica latina.<\/p>\n<p>Duas d\u00e9cadas de terror sistem\u00e1tico, financiado por um programa de militariza\u00e7\u00e3o de seis mil milh\u00f5es de d\u00f3lares, garantiram que Washington n\u00e3o encontrar\u00e1 qualquer oposi\u00e7\u00e3o substancial na assembleia legislativa ou no pal\u00e1cio presidencial em Bogot\u00e1. Isto \u00e9 o &#8216;aroma acre do \u00eaxito, com laivos de p\u00f3lvora&#8217; para os pol\u00edticos dos EUA: a viol\u00eancia \u00e9 a parteira do estado vassalo. A Col\u00f4mbia foi transformada num trampolim para o desenvolvimento de um bloco comercial centrado nos EUA e uma alian\u00e7a militar para sabotar as alian\u00e7as regionais bolivarianas da Venezuela, como a ALBA e a Petro Caribe, assim como a seguran\u00e7a nacional da Venezuela. Bogot\u00e1 vai tentar influenciar os regimes vizinhos de direita e centro-esquerda, pressionando-os para aderirem ao imp\u00e9rio dos EUA contra a Venezuela.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o da subvers\u00e3o em grande escala e a longo prazo na Ucr\u00e2nia e na Col\u00f4mbia, assim como o financiamento de organiza\u00e7\u00f5es paramilitares e da sociedade civil (ONG), t\u00eam possibilitado a Washington: \u00a0 (1) construir alian\u00e7as estrat\u00e9gicas; \u00a0 (2) montar liga\u00e7\u00f5es a oligarcas, pol\u00edticos male\u00e1veis e assassinos paramilitares e \u00a0 (3) aplicar o terrorismo pol\u00edtico para a sua tomada de poder estatal. Os planeadores imperialistas criaram assim &#8216;estados modelo&#8217; \u2013 desprovidos de opositores consequentes e &#8216;abertos&#8217; a elei\u00e7\u00f5es de farsa entre pol\u00edticos vassalos rivais.<\/p>\n<p>Golpes e juntas, orquestrados por pol\u00edticos mandatados de longa data, e estados fortemente militarizados dirigidos por &#8216;Executivos de Esquadr\u00f5es da Morte&#8217; s\u00e3o legitimados por sistemas eleitorais destinados a expandir e refor\u00e7ar o poder imperialista.<\/p>\n<p>Ao tornar imposs\u00edveis os processos democr\u00e1ticos e as reformas populares pac\u00edficas e ao derrubar governos independentes, democraticamente eleitos, Washington est\u00e1 a tornar inevit\u00e1veis guerras e levantamentos violentos.<\/p>\n<p>O original encontra-se em http:\/\/www.globalresearch.ca\/violence-and-terror-the-ukrainian-and-colombian-road-to-empire-building\/5374440.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o de Margarida Ferreira.<\/p>\n<p>Este artigo encontra-se em http:\/\/resistir.info\/ .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nJames Petras\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6040\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-6040","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1zq","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6040","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6040"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6040\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6040"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6040"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6040"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}