{"id":6053,"date":"2014-03-31T19:57:58","date_gmt":"2014-03-31T19:57:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6053"},"modified":"2014-03-31T19:57:58","modified_gmt":"2014-03-31T19:57:58","slug":"manifestacao-em-repudio-ao-golpe-de-1964-50-anos-abaixo-a-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6053","title":{"rendered":"MANIFESTA\u00c7\u00c3O EM REP\u00daDIO AO GOLPE DE 1964 &#8211; 50 ANOS! ABAIXO A DITADURA!"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>\u2022 Tributo aos mortos, desaparecidos pol\u00edticos, perseguidos, presos e torturados pela ditadura militar (1964 &#8211; 1985).<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u2022 Pela mudan\u00e7a nome do<em> Viaduto Castelo Branco <\/em>para <\/strong><strong><em>Viaduto Dona Helena Greco!<\/em><\/strong><\/p>\n<p>TER\u00c7A-FEIRA, DIA 1\u00ba DE ABRIL DE 2014, \u00c0S 17H<\/p>\n<p>LOCAL: VIADUTO CASTELO BRANCO &#8211; BH\/MG<\/p>\n<p>Leiam a nota da FIMVJ &#8211; MG:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p><strong>ABAIXO O GOLPE DE 1\u00ba DE ABRIL DE 1964 \u2013 50 ANOS! <\/strong><strong>ABAIXO A DITADURA!<\/strong><\/p>\n<\/li>\n<li> <strong>Tributo aos mortos e desaparecidos pol\u00edticos, aos que lutaram contra a repress\u00e3o, que foram perseguidos, presos e torturados pela ditadura militar (1964-1985)<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li> <strong>Pela mudan\u00e7a do nome do\u00a0<em>Viaduto Castelo Branco<\/em> &#8211; primeiro ditador imposto pelo golpe de 1964 &#8211; para\u00a0<em>Viaduto Dona Helena Greco<\/em> \u2013 militante dos direitos humanos, que lutou contra a ditadura e contra todas as formas de explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o!<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>H\u00e1 50 anos, o golpe de 1\u00ba de abril de 1964 implantou ditadura militar sangrenta no pa\u00eds, levada a cabo pelo\u00a0<em>Estado de Seguran\u00e7a Nacional.<\/em> Assume o poder, ent\u00e3o, o marechal Castelo Branco, primeiro dos cinco generais-ditadores que v\u00e3o se revezar no poder. A ditadura durou 21 anos (1964-1985) e serviu de refer\u00eancia para as outras ditaduras dos pa\u00edses do Cone Sul da Am\u00e9rica Latina, nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970.\u00a0 Estes longos anos de ditadura deixaram marcas indel\u00e9veis, que t\u00eam sido refor\u00e7adas nestes igualmente longos vinte e nove anos de transi\u00e7\u00e3o conservadora \u2013 pactuada e controlada \u2013 sem ruptura e sem perspectiva de desenlace.\u00a0 N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida quanto ao car\u00e1ter de classe do golpe, da ditadura e da transi\u00e7\u00e3o.\u00a0 Trata-se do projeto burgu\u00eas de concep\u00e7\u00e3o, articula\u00e7\u00e3o, e consecu\u00e7\u00e3o da chamada moderniza\u00e7\u00e3o conservadora do capitalismo no Brasil. Sua ess\u00eancia \u00e9 o aumento exponencial da explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e da repress\u00e3o pol\u00edtica para garantir a acelera\u00e7\u00e3o da acumula\u00e7\u00e3o capitalista.\u00a0\u00a0 Seus protagonistas s\u00e3o a burguesia, associada ao capital multinacional \u2013 portanto ao imperialismo estadunidense -, os donos do aparato midi\u00e1tico, os latifundi\u00e1rios, as For\u00e7as Armadas, a Igreja Cat\u00f3lica e a ortodoxia crist\u00e3: as mesm\u00edssimas for\u00e7as conservadoras e reacion\u00e1rias respons\u00e1veis pela opress\u00e3o desenfreada \u00e0 qual a sociedade brasileira continua submetida, agora em novo formato: o pessimamente chamado\u00a0<em>Estado Democr\u00e1tico de Direito.<\/em><\/p>\n<p>O que est\u00e1 na base da ditadura militar implantada pelo golpe de 1964 \u00e9 o Terror de Estado.\u00a0 Este est\u00e1 consolidado na Doutrina de Seguran\u00e7a Nacional, arcabou\u00e7o ideol\u00f3gico do Estado de Seguran\u00e7a Nacional.Tal projeto veio para aniquilar toda a constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e todas as conquistas acumuladas pela classe trabalhadora e pelo movimento popular pelo menos desde a d\u00e9cada de 1920.\u00a0 Para isto montou-se gigantesco aparato repressivo que tinha como objetivo expl\u00edcito a elimina\u00e7\u00e3o dos\u00a0<em>inimigos internos. <\/em>Eram considerados\u00a0<em>inimigos internos<\/em> todos aqueles que faziam &#8211; ou pensavam em fazer &#8211; qualquer tipo de oposi\u00e7\u00e3o ao sistema. A tortura sistem\u00e1tica, a interdi\u00e7\u00e3o continuada do exerc\u00edcio da pol\u00edtica, a censura, o obscurantismo pol\u00edtico e a mentira organizada foram institucionalizados e adotados n\u00e3o apenas como m\u00e9todo de governo, mas como pol\u00edtica de Estado.\u00a0\u00a0 Milhares de brasileiras e brasileiros foram perseguidos, monitorados, cassados, presos, torturados, exilados e banidos.\u00a0 Cerca de 440 foram mortos sob tortura nos por\u00f5es da repress\u00e3o.\u00a0 Cunhou-se a categoria de\u00a0<em>desaparecidos pol\u00edticos<\/em>. \u00a0A ditadura fez desaparecer os corpos de, pelo menos, 183 presos pol\u00edticos. Estas contas n\u00e3o est\u00e3o fechadas uma vez que, at\u00e9 hoje, n\u00e3o se abriram os arquivos da repress\u00e3o. Os governos constitu\u00eddos a partir de 1985, quando o \u00faltimo general deixou o poder, t\u00eam mantido o acordo com as For\u00e7as Armadas. Elas s\u00e3o preservadas de quaisquer desgastes &#8211; sempre em nome do pacto da transi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica sem ruptura.<\/p>\n<p>Cinquenta anos depois do golpe, o contencioso da ditadura militar n\u00e3o foi sequer equacionado: n\u00e3o houve desmantelamento do aparato repressivo; n\u00e3o houve esclarecimento circunstanciado das torturas, mortes e desaparecimentos de opositores; n\u00e3o houve abertura dos arquivos da repress\u00e3o; n\u00e3o houve a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos torturadores e assassinos de presos pol\u00edticos.\u00a0 Tamb\u00e9m a mentira organizada e a fabrica\u00e7\u00e3o do esquecimento t\u00eam prosperado: a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade\/CNV, institu\u00edda pela presidente Dilma Rousseff (PT), n\u00e3o passa de um simulacro cuja prioridade \u00e9 a reconcilia\u00e7\u00e3o nacional e a manuten\u00e7\u00e3o do pacto com os militares e os empres\u00e1rios.\u00a0 O exerc\u00edcio da justi\u00e7a est\u00e1 descartado.\u00a0 At\u00e9 agora, depois de mais de dois anos de vig\u00eancia, a CNV tem evitado cuidadosamente a abordagem do que realmente importa para que a verdade prevale\u00e7a: a solu\u00e7\u00e3o definitiva da quest\u00e3o dos mortos e desaparecidos e a puni\u00e7\u00e3o dos torturadores e assassinos de presos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Cinquenta anos depois do golpe, a tortura permanece como uma das institui\u00e7\u00f5es brasileiras mais s\u00f3lidas. Sabemos que o Estado burgu\u00eas n\u00e3o abre m\u00e3o dos instrumentos de viol\u00eancia que tem \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o.\u00a0 Assim sendo,\u00a0<em>o pau de arara<\/em>, os choques el\u00e9tricos, o afogamento e o desaparecimento for\u00e7ado vieram para ficar.\u00a0 O aparato repressivo continua vivo e ativo e se volta agora para aqueles que s\u00e3o considerados pelo Estado os inimigos internos de sempre: o movimento popular; a luta dos trabalhadores da cidade e do campo; os 2\/3 da popula\u00e7\u00e3o que vivem no limiar da linha de mis\u00e9ria \u2013 sobretudo jovens, negros, ind\u00edgenas, moradores das comunidades de periferia e das favelas.\u00a0\u00a0 Para estes, o Estado de exce\u00e7\u00e3o \u00e9 permanente.\u00a0\u00a0 Este \u00e9 o pa\u00eds do racismo e do genoc\u00eddio institucionalizados contra negros e ind\u00edgenas, do encarceramento em massa, da guerra generalizada contra os pobres, da criminaliza\u00e7\u00e3o das lutas dos trabalhadores e do povo.<\/p>\n<p>O aparato repressivo tem sido aperfei\u00e7oado e refor\u00e7ado. Nas jornadas de junho de 2013, todo o repert\u00f3rio de viol\u00eancia policial e militar dispon\u00edvel foi mobilizado: Guardas Municipais, Pol\u00edcia Civil, Pol\u00edcia Militar, For\u00e7as Armadas, For\u00e7a Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica. Lembremo-nos de alguns casos exemplares da exacerba\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia do Estado: o ajudante de pedreiro <strong>Amarildo Souza<\/strong>, trucidado sob tortura na Unidade de Pol\u00edcia Pacificadora\/UPP da Rocinha \u2013 RJ, em julho de 2013; ainda no Rio de Janeiro, os quinze moradores executados pela PM no Bairro Nova Holanda, no Complexo da Mar\u00e9; a morte de quatro jovens nas manifesta\u00e7\u00f5es em Belo Horizonte e na regi\u00e3o metropolitana (<strong>Douglas Henrique de Oliveira Souza, Luiz Felipe Aniceto de Almeida, Lu\u00eds Estrela <\/strong>e<strong>Lucas Daniel Alc\u00e2ntara Lima<\/strong>). S\u00e3o os novos mortos e desaparecidos pol\u00edticos de responsabilidade do governo federal (PT, PMDB, PCdoB) da presidente Dilma Rousseff (PT), do governo estadual Anastasia (PSDB), do governo municipal M\u00e1rcio Lacerda (PSB) e demais governos estaduais e municipais por todo o pa\u00eds.\u00a0 H\u00e1 tamb\u00e9m os novos presos pol\u00edticos: s\u00e3o centenas de manifestantes, em todo o Brasil, indiciados pelo simples fato de sa\u00edrem \u00e0s ruas para protestar.<\/p>\n<p>Trata-se, portanto, de reciclagem do Terror de Estado. O governo federal quer reeditar o AI-5 atrav\u00e9s das leis antiterrorismo e da Portaria Normativa 3.461 do Minist\u00e9rio da Defesa (19 de dezembro de 2013) que deposita a <em>opera\u00e7\u00e3o de garantia da lei e da ordem <\/em>nas m\u00e3os das For\u00e7as Armadas e tacha os manifestantes e os movimentos sociais de <em>For\u00e7as Oponentes. <\/em>Trata-se da mesma l\u00f3gica e do mesmo vocabul\u00e1rio canhestro da ditadura na implementa\u00e7\u00e3o da Doutrina de Seguran\u00e7a Nacional: conten\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o radical dos <em>inimigos internos. <\/em> Recentemente, a presidente Dilma Rousseff declarou que as For\u00e7as Armadas atuar\u00e3o na repress\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es de protesto \u00e0 Copa do mundo.<\/p>\n<p>N\u00f3s, da <strong>Frente Independente pela Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a &#8211; MG<\/strong>, entendemos que h\u00e1 uma linha direta entre o Estado de Seguran\u00e7a Nacional implantado pelo golpe de 1964 e o Estado Penal \u2013 verdadeiro nome do <em>Estado Democr\u00e1tico de Direito.<\/em> Reiteramos que temos como princ\u00edpios: a puni\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis por torturas e assassinatos perpetrados pela ditadura militar; a abertura irrestrita dos arquivos da repress\u00e3o; o desmantelamento do aparato repressivo \u2013 o que inclui o fim da Pol\u00edcia Militar, da Pol\u00edcia Civil, da For\u00e7a Nacional de Seguran\u00e7a e das Guardas Municipais; a erradica\u00e7\u00e3o da tortura; a solu\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o dos mortos e desaparecidos.\u00a0 Repetimos \u00e0 exaust\u00e3o: tortura e desaparecimento constituem crime de lesa humanidade.\u00a0 Como tal n\u00e3o prescrevem, s\u00e3o inafian\u00e7\u00e1veis e n\u00e3o s\u00e3o, definitivamente, pass\u00edveis de anistia &#8211; muito menos de auto anistia. O Estado brasileiro tem dificuldades intranspon\u00edveis de se haver com as pr\u00f3prias iniquidades. \u00a0\u00a0Para a Frente Independente pela Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a &#8211; MG, a \u00fanica maneira de erradicar estas iniquidades \u00e9 o fortalecimento e a radicaliza\u00e7\u00e3o da luta da classe trabalhadora e do movimento popular, com absoluta independ\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao Estado, aos \u00a0governos, aos patr\u00f5es e \u00e0 institucionalidade.<\/p>\n<p>Decidimos marcar o cinquenten\u00e1rio do golpe de 1964 com a mudan\u00e7a definitiva do nome do <em>Viaduto Castelo Branco<strong>, <\/strong><\/em>em Belo Horizonte &#8211; MG.\u00a0 Trata-se do primeiro ditador a se instalar no poder a partir do golpe de 1964. Precisamos extirpar, de uma vez por todas, a estranha mania brasileira de contemplar aqueles que cometeram crimes contra a humanidade.\u00a0 Nenhum sequer foi punido, mas a todos foi outorgada impunidade e, at\u00e9, inimputabilidade. Muitos foram premiados com cargos p\u00fablicos, promo\u00e7\u00f5es, comendas, nomes de ruas e de locais p\u00fablicos \u2013 com \u00e9 o caso do Viaduto Castelo Branco.\u00a0\u00a0 N\u00e3o podemos mais tolerar que ruas, avenidas, escolas, pra\u00e7as, est\u00e1dios e viadutos de nossa cidade ostentem os nomes de articuladores do golpe, ditadores, torturadores e assassinos de opositores.<\/p>\n<p>Propomos, ent\u00e3o, que o viaduto passe a se chamar <strong><em>Viaduto Dona Helena Greco<\/em><\/strong> . A partir da luta contra a ditadura, D. Helena dedicou a sua vida \u00e0 luta pelos direitos humanos e ao combate contra a repress\u00e3o e todas as formas de explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o. Ela \u00e9 uma das fundadoras do <strong>Movimento Feminino pela Anistia\/MG <\/strong>(1977), do <strong>Comit\u00ea Brasileiro de Anistia<\/strong> (1978) e do <strong>Movimento Tortura Nunca Mais\/MG<\/strong> (1987). D. Helena nunca transigiu: considerava a ditadura como o inimigo a ser combatido e derrotado, n\u00e3o algum eventual interlocutor a ser deposit\u00e1rio de reivindica\u00e7\u00f5es pontuais. Seus focos principais eram a luta feminina e feminista e a luta contra o aparato repressivo \u2013 portanto, pela erradica\u00e7\u00e3o da tortura e pela puni\u00e7\u00e3o dos torturadores.\u00a0 Tornou-se inimiga p\u00fablica dos militares, das pol\u00edcias, dos grupos parapoliciais e paramilitares e da m\u00eddia burguesa. S\u00e3o suas marcas registradas a radicalidade, a capacidade de indigna\u00e7\u00e3o e a ades\u00e3o permanente \u00e0s causas da classe trabalhadora e do movimento popular. \u00a0D. Helena Greco faleceu no dia 27 de julho de 2011, aos noventa e cinco anos.\u00a0 Alguns anos antes de sua morte, em entrevista para um document\u00e1rio sobre sua trajet\u00f3ria, foi instada a caracterizar sua pr\u00f3pria pessoa.\u00a0 Ela se declarou, sem titubear: \u201c<em>Sou feminista radical e militante socialista de extrema esquerda\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Com esta iniciativa da nomea\u00e7\u00e3o do<em> <strong>Viaduto D. Helena Greco<\/strong>,<\/em> prestamos tributo a todas e todos que tombaram na luta contra a opress\u00e3o e a todas e todos que combateram a ditadura e mant\u00eam desfraldada a bandeira da luta por mem\u00f3ria, verdade e justi\u00e7a. Nossas homenagens \u00e0quelas e aqueles que foram perseguidos, cassados, presos, torturados, exilados e banidos.\u00a0\u00a0 Nossas maiores homenagens aos mortos e desaparecidos pol\u00edticos e seus familiares.<\/p>\n<p><strong>Pelo direito \u00e0 Mem\u00f3ria, \u00e0 Verdade e \u00e0 Justi\u00e7a! <\/strong><\/p>\n<ul>\n<li> Pela mudan\u00e7a do nome do\u00a0<em>Viaduto Castelo Branco <\/em>para\u00a0<em>Viaduto D. Helena Greco!<\/em><\/li>\n<li> Nem perd\u00e3o, nem esquecimento, nem reconcilia\u00e7\u00e3o: puni\u00e7\u00e3o para os respons\u00e1veis por torturas, mortes e desaparecimentos durante a ditadura militar!<\/li>\n<li> Pela abertura irrestrita dos arquivos da repress\u00e3o!<\/li>\n<li> Pelo cumprimento da senten\u00e7a da Corte Interamericana de Direitos Humanos que condenou o Brasil a punir os respons\u00e1veis pelas mortes, torturas e desaparecimentos pol\u00edticos ocorridos durante a ditadura militar!<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Abaixo a repress\u00e3o! Pela liberdade de manifesta\u00e7\u00e3o e express\u00e3o!<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li> Pelo fim das torturas e das execu\u00e7\u00f5es! Pelo fim do genoc\u00eddio dos jovens, negros, ind\u00edgenas e pobres!<\/li>\n<li> Pelo fim do aparato repressivo! Pelo fim imediato das Guardas Municipais, da Pol\u00edcia Militar, da Pol\u00edcia Civil e da For\u00e7a Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica! Fora as For\u00e7as Armadas e fora a FIFA!<\/li>\n<li> Pelo fim da criminaliza\u00e7\u00e3o dos pobres!\u00a0 Pelo fim da criminaliza\u00e7\u00e3o das lutas dos estudantes! Pelo fim da criminaliza\u00e7\u00e3o da luta dos trabalhadores da cidade, do campo e do movimento popular!<\/li>\n<li> Pelo fim das leis repressivas que criminalizam manifestantes!<\/li>\n<li> Abaixo as UPPs! Abaixo as invas\u00f5es policiais e militares dos morros, universidades, ocupa\u00e7\u00f5es e favelas!<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Pela luta independente, realizada pela classe trabalhadora e pelo movimento popular, em rela\u00e7\u00e3o ao Estado, aos governos, aos patr\u00f5es e \u00e0 institucionalidade!<\/strong><\/p>\n<p>Belo Horizonte, 1\u00ba de abril de 2014<\/p>\n<p><strong>FRENTE INDEPENDENTE <\/strong><\/p>\n<p><strong>PELA MEM\u00d3RIA, VERDADE E JUSTI\u00c7A \u2013 MG<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/frentemvj.blogspot.com.br\/\">frentemvj.blogspot.com.br<\/a><a href=\"http:\/\/frentemvj.blogspot.com.br\/\"><\/a><\/p>\n<p>Divulga\u00e7\u00e3o no Blog da FIMVJ &#8211; MG:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/frentemvj.blogspot.com.br\/2014\/03\/manifestacao-em-repudio-ao-golpe-de.html\"><strong>http:\/\/frentemvj.blogspot.com.br\/2014\/03\/manifestacao-em-repudio-ao-golpe-de.html<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Leiam a nota no blog da FIMVJ &#8211; MG:<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/frentemvj.blogspot.com.br\/2014\/03\/abaixo-o-golpe-de-1-de-abril-de-1964-50.html\">http:\/\/frentemvj.blogspot.com.br\/2014\/03\/abaixo-o-golpe-de-1-de-abril-de-1964-50.htm<\/a><\/strong><strong><a href=\"http:\/\/frentemvj.blogspot.com.br\/2014\/03\/abaixo-o-golpe-de-1-de-abril-de-1964-50.html\">l<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Evento: <\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/events\/506609096116103\/?source=1\">https:\/\/www.facebook.com\/events\/506609096116103\/?source=1<\/a><\/strong><\/p>\n<p>http:\/\/institutohelenagreco.blogspot.com.br\/2014\/03\/manifestacao-em-repudio-ao-golpe-de.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6053\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-6053","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c64-ditadura"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1zD","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6053","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6053"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6053\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6053"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6053"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6053"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}