{"id":6095,"date":"2014-04-07T02:50:50","date_gmt":"2014-04-07T02:50:50","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6095"},"modified":"2014-04-07T02:50:50","modified_gmt":"2014-04-07T02:50:50","slug":"sobre-homofobia-fidel-sempre-assumiu-responsabilidades-diz-mariela-castro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6095","title":{"rendered":"Sobre homofobia, Fidel sempre assumiu responsabilidades, diz Mariela Castro"},"content":{"rendered":"\n<p>Filha do atual presidente de Cuba, a ativista pelos direitos gays falou sobre as pol\u00eamicas UMAPs<\/p>\n<p>Mariela Castro Esp\u00edn conseguiu se libertar da heran\u00e7a familiar. Sobrinha de Fidel Castro, l\u00edder hist\u00f3rico da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, e filha de Ra\u00fal Castro, atual presidente de Cuba, Mariela ganhou reconhecimento internacional n\u00e3o gra\u00e7as ao sobrenome, mas sim pela a\u00e7\u00e3o a favor do direito \u00e0 diversidade sexual.<\/p>\n<p>Cubadebate<\/p>\n<p>Licenciada em Psicologia e Pedagogia, com mestrado em sexualidade, Mariela tornou sua a causa dos homossexuais, bissexuais, l\u00e9sbicas e transexuais e possibilitou que essas comunidades sa\u00edssem da marginalidade na qual fora colocada pela sociedade, como diretora do Centro de Educa\u00e7\u00e3o Sexual (Cenesex), cuja atua\u00e7\u00e3o tem sido coroada com \u00eaxitos.<\/p>\n<p>Desde 2007, o dia contra a homofobia \u00e9 celebrado em Cuba, em 17 de maio. O Estado se encarrega gratuitamente das opera\u00e7\u00f5es de mudan\u00e7a de sexo. A homofobia diminuiu de forma sens\u00edvel, apesar de persistir em alguns setores. Finalmente, importantes institui\u00e7\u00f5es, como o Partido Comunista de Cuba ou o Minist\u00e9rio da Cultura, s\u00e3o agora aliados de primeira ordem na luta pelos direitos de todos.<\/p>\n<p>Mariela se parece com a m\u00e3e, Vilma Esp\u00edn. Herdou ao mesmo tempo a beleza natural e o car\u00e1ter. De fato, como ilustra a conversa abaixo, deprecia a linguagem estereotipada e n\u00e3o vacila em apontar as injusti\u00e7as que foram cometidas em Cuba no passado, ou em denunciar os obst\u00e1culos institucionais ainda presentes na sociedade. Sua franqueza n\u00e3o suscita unanimidade no poder cubano, particularmente no setor mais conservador. Mas, cada vez que Ra\u00fal Castro recebe uma queixa a seu respeito, a resposta \u00e9 invari\u00e1vel: \u201cSe voc\u00ea tem algo a dizer sobre a minha filha, v\u00e1 procur\u00e1-la diretamente\u201d, conta ela. No momento, os cr\u00edticos n\u00e3o arrefeceram.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de n\u00e3o evitar nenhuma pergunta, Mariela n\u00e3o imp\u00f4s condi\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias \u00e0 entrevista, dividida em quatro partes. Na primeira parte do di\u00e1logo , aborda temas como a situa\u00e7\u00e3o dos homossexuais ap\u00f3s o triunfo da Revolu\u00e7\u00e3o, as tristemente c\u00e9lebres Unidades Militares de Ajuda \u00e0 Produ\u00e7\u00e3o, o famoso \u201cQuinqu\u00eanio Cinza\u201d, a Funda\u00e7\u00e3o do Cenesex, a luta contra a homofobia, a prostitui\u00e7\u00e3o, o fen\u00f4meno transexual ou o casamento para todos.<\/p>\n<p><strong>Opera Mundi: Qual era a situa\u00e7\u00e3o das minorias sexuais em 1959, ap\u00f3s o triunfo da Revolu\u00e7\u00e3o em Cuba?<\/strong><\/p>\n<p>Mariela Castro Esp\u00edn: No in\u00edcio dos anos 1960, a sociedade cubana era o reflexo de sua heran\u00e7a cultural, principalmente espanhola. Cuba tinha uma cultura \u201chomoer\u00f3tica\u201d, patriarcal e, portanto, homof\u00f3bica. Naquela \u00e9poca, o mundo inteiro era patriarcal e homof\u00f3bico, tanto os pa\u00edses desenvolvidos como as na\u00e7\u00f5es do Terceiro Mundo. Em todas as culturas ocidentais baseadas na religi\u00e3o cat\u00f3lica dominante essas caracter\u00edsticas estavam estabelecidas nos c\u00f3digos culturais da rela\u00e7\u00e3o homem\/mulher.<\/p>\n<p>No entanto, \u00e9 curioso que o processo da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, em cujo programa pol\u00edtico se reivindicava a luta contra desigualdades, racismo e diferentes formas de discrimina\u00e7\u00e3o contra mulheres, al\u00e9m do fim de injusti\u00e7as e brechas entre a cidade e o campo, n\u00e3o tenha se interessado pelos homossexuais e os considerado v\u00edtimas de discrimina\u00e7\u00f5es de todos os tipos. A homofobia era a regra inclusive depois do triunfo da Revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>OM: Ent\u00e3o ser homof\u00f3bico era algo \u201cnatural\u201d?<\/strong><\/p>\n<p>MCE: A homofobia era a regra. O que se considerava anormal era o respeito a quem havia escolhido uma orienta\u00e7\u00e3o sexual diferente. Mas, repito, n\u00e3o era algo espec\u00edfico de Cuba. A homofobia institucionalizada dos primeiros anos da Revolu\u00e7\u00e3o refletia essa realidade e estava em conson\u00e2ncia com a cultura da \u00e9poca. Zombar dos homossexuais era algo normal, assim como depreci\u00e1-los ou denegri-los. Era normal discrimin\u00e1-los no mercado de trabalho, em sua vida profissional, e esse era o aspecto mais grave.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o permitiu ao povo cubano conseguir a soberania nacional e colocou em xeque in\u00fameros paradigmas, como a virgindade da mulher como condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via ao casamento, a aus\u00eancia do div\u00f3rcio, o status do homem como chefe da fam\u00edlia, a fidelidade natural da mulher frente \u00e0 infidelidade do homem, a desqualifica\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia monoparental e da mulher solteira, mas n\u00e3o se interessou pelo problema da diversidade sexual.<\/p>\n<p><strong>OM: Entre 1965 e 1968, o Estado Cubano elaborou as Unidades Militares de Ajuda \u00e0 Produ\u00e7\u00e3o, as Umap, \u00e0s quais os homossexuais foram integrados \u00e0 for\u00e7a. Voc\u00ea poderia falar sobre esse obscuro epis\u00f3dio?<\/strong><\/p>\n<p>MCE: Primeiro, conv\u00e9m precisar que as Umap afetavam todos os homens em idade de entrar no servi\u00e7o militar, n\u00e3o s\u00f3 os homossexuais. Alguns, inclusive, falaram de campos de concentra\u00e7\u00e3o para homossexuais. N\u00e3o creio que seja necess\u00e1rio exagerar, \u00e9 preciso ser fiel \u00e0 verdade hist\u00f3rica. As Umap afetaram a todo, menos aos que podia justificar [a n\u00e3o integra\u00e7\u00e3o] com um emprego est\u00e1vel. Os estudantes tinham que colocar entre par\u00eanteses a carreira universit\u00e1ria para fazer o servi\u00e7o militar.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante tamb\u00e9m lembrar o contexto da \u00e9poca. Nosso pa\u00eds se encontrava constantemente sob a agress\u00e3o dos Estados Unidos: a Ba\u00eda dos Porcos em abril de 1961, a Crise dos M\u00edsseis em 1962, e os grupos da CIA compostos por exilados cubanos, que multiplicavam os atentados terroristas. As bombas explodiam todos os dias em Cuba, queimavam canaviais, sabotavam as ferrovias, atacavam teatros com bazuca. N\u00e3o se pode esquecer essa realidade, viv\u00edamos em estado de s\u00edtio. Grupos paramilitares agiam nas montanhas do Escambray e assassinavam trabalhadores rurais favor\u00e1veis \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o, torturavam e executavam jovens professores que tinham se integrado \u00e0 campanha de alfabetiza\u00e7\u00e3o. No total, 3.478 cubanos perderam a vida por conta do terrorismo naquela \u00e9poca. Foi um per\u00edodo muito dif\u00edcil, n\u00f3s nos encontr\u00e1vamos permanentemente agredidos e a luta de classes estava em seu auge. Os latifundi\u00e1rios tinham reagido com muita viol\u00eancia \u00e0 reforma agr\u00e1ria e n\u00e3o estavam dispostos a perder sua posi\u00e7\u00e3o de poder na sociedade. Ent\u00e3o havia uma mobiliza\u00e7\u00e3o geral para a defesa da na\u00e7\u00e3o, e neste contexto nasceram as Umap.<\/p>\n<p><strong>OM: Ent\u00e3o porque as Umap foram associadas ao reino do arbitr\u00e1rio e da discrimina\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>MCE: Como todos deveriam participar na defesa do pa\u00eds, grupos marginais, como os hippies, por exemplo, e os filhos da burguesia que haviam se acostumado com uma vida de \u00f3cio e n\u00e3o trabalhavam, pois tinham recursos, tiveram que se integrar \u00e0s Umap. Grupos que n\u00e3o se sentiam comprometidos com o processo de transforma\u00e7\u00e3o social iniciado em 1959 e preferiam um papel de observador tinham que se integrar e trabalhar nas f\u00e1bricas ou na agricultura.<\/p>\n<p>O ex\u00e9rcito criou ent\u00e3o as Umap para apoiar os processos de produ\u00e7\u00e3o. Mas a realidade foi outra. O Minist\u00e9rio do Interior tinha a tarefa de identificar esses grupos e integr\u00e1-los \u00e0 for\u00e7a, pois o servi\u00e7o era obrigat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Essas pessoas n\u00e3o tinham uma boa imagem na sociedade cubana, que os recha\u00e7ava por sua falta de comprometimento na constru\u00e7\u00e3o da nova na\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, e os considerava parasitas.<\/p>\n<p>Lembro, em minha juventude, de ouvir reflex\u00f5es desagrad\u00e1veis devido \u00e0 minha rela\u00e7\u00e3o familiar com meu tio e meu pai. Alguns diziam: \u201c\u00c9 uma menininha\u201d, quer dizer, uma \u201cfilhinha de papai\u201d, uma pessoa que gozava de uma posi\u00e7\u00e3o privilegiada, que n\u00e3o tinha o mesmo padr\u00e3o de vida que o resto por seus v\u00ednculos familiares. Eu sentia uma raiva terr\u00edvel cada vez que isso acontecia e me esfor\u00e7ava para fazer tudo o que os demais faziam, recha\u00e7ando todo tipo de privil\u00e9gio ou de favoritismo. Nunca suportei esse qualificativo, que era muito depreciativo.<\/p>\n<p><strong>OM: Esse m\u00e9todo de integra\u00e7\u00e3o era muito arbitr\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p>MCE: Conv\u00e9m recordar que o procedimento era arbitr\u00e1rio e discriminat\u00f3rio. Houve vozes na sociedade cubana que se opuseram a essas medidas, entre elas a Federa\u00e7\u00e3o de Mulheres Cubanas, assim como muitas personalidades. As den\u00fancias que algumas m\u00e3es fizeram desataram esse movimento contra as Umap.<\/p>\n<p><strong>OM: E os homossexuais? Foram v\u00edtimas de muitos abusos nas Umap?<\/strong><\/p>\n<p>MCE: Em uma sociedade homof\u00f3bica, nesse contexto de hegemonia masculina e viril, as autoridades consideraram que os homossexuais sem profiss\u00e3o tinham que ser integrados \u00e0s Umap para serem verdadeiros \u201chomens\u201d. Em algumas delas, essas pessoas foram tratadas como todos os demais e n\u00e3o foram v\u00edtimas de discrimina\u00e7\u00e3o. Em outras, onde reinava a arbitrariedade, eles foram separados injustamente dos demais jovens. Havia ent\u00e3o o grupo dos homossexuais e dos travestis, o grupo dos religiosos e dos crentes, o grupo dos hippies, etc. Foi reservado a eles um tratamento especial com chacotas cotidianas e humilha\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Em uma palavra, as discrimina\u00e7\u00f5es que existiam na sociedade cubana se tornaram mais vivas e mais cru\u00e9is nas Umap.<\/p>\n<p>N\u00e3o resta a menor d\u00favida de que o processo de cria\u00e7\u00e3o e de funcionamento das Umap foi arbitr\u00e1rio. Por isso, essas unidades foram fechadas definitivamente tr\u00eas anos depois. Mas, repito, a situa\u00e7\u00e3o dos homossexuais no resto do mundo era similar, \u00e0s vezes pior. Isso, evidentemente, n\u00e3o justifica em nada as discrimina\u00e7\u00f5es das quais os homossexuais foram v\u00edtimas em Cuba.<\/p>\n<p><strong>OM: Qual era a situa\u00e7\u00e3o das minorias sexuais no resto do mundo?<\/strong><\/p>\n<p>MCE: H\u00e1 um estudo extremamente interessante de um pesquisador norte-americano chamado David Carter sobre os movimentos LGBT na Am\u00e9rica Latina e no resto do mundo. Por exemplo, no nosso continente, as ditaduras militares perseguiam impiedosamente os homossexuais. Essa realidade, no entanto, n\u00e3o deve nos impedir de analisar criticamente o que ocorreu em Cuba.<\/p>\n<p><strong>OM: Qual foi a responsabilidade de Fidel na cria\u00e7\u00e3o das Umap?<\/strong><\/p>\n<p>MCE: Fidel Castro \u00e9 como o Quixote. Sempre assumiu suas responsabilidades como l\u00edder do processo revolucion\u00e1rio. Em raz\u00e3o de seu cargo, considera que deve assumir a responsabilidade de tudo o que ocorreu em Cuba, tanto os aspectos positivos como os negativos. \u00c9 uma posi\u00e7\u00e3o muito honesta de sua parte, ainda que me pare\u00e7a n\u00e3o ser justo, pois n\u00e3o deve assumir sozinho todos esses excessos, o que n\u00e3o aproxima da verdade hist\u00f3rica. Era uma \u00e9poca na qual emergia uma nova sociedade com a cria\u00e7\u00e3o de novas institui\u00e7\u00f5es, em meio a agress\u00f5es, trai\u00e7\u00f5es, amea\u00e7as contra sua vida. Fidel foi v\u00edtima de mais de 600 tentativas de assassinato. N\u00e3o podia cuidar de tudo e, portanto, delegava muitas tarefas.<\/p>\n<p><strong>OM: Concretamente, qual \u00e9 o v\u00ednculo entre Fidel e as Umap?<\/strong><\/p>\n<p>MCE: Fidel Castro n\u00e3o desempenhou um papel nesta cria\u00e7\u00e3o. Na realidade, o \u00fanico v\u00ednculo dele com as Umap foi quando decidiu fech\u00e1-las, ap\u00f3s numerosos protestos da sociedade civil, e a investiga\u00e7\u00e3o levada a cabo a pela pol\u00edtica das For\u00e7as Armadas, que concluiu que muitos abusos foram cometidos. A partir dessa data, decidiu-se n\u00e3o incluir os homossexuais no servi\u00e7o militar para evitar discrimina\u00e7\u00f5es em uma for\u00e7a marcada pela homofobia, n\u00e3o apenas em Cuba, mas no resto do mundo. Tamb\u00e9m se poder\u00e1 argumentar que se tratava de uma nova discrimina\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a eles, mas sua incorpora\u00e7\u00e3o \u00e0s for\u00e7as armadas foi t\u00e3o nefasta por conta dos preconceitos, que resultou nessa decis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>OM: Qual era o ponto de vista do seu pai?<\/strong><\/p>\n<p>MCE: Falei muitas vezes sobre esse tema com meu pai e ele me explicou que era extremamente dif\u00edcil eliminar os preconceitos sem uma pol\u00edtica de educa\u00e7\u00e3o. Por outro lado, o universo militar continua sendo muito machista em Cuba. Lamentavelmente, \u00e9 not\u00f3rio que, em nossas sociedades, recha\u00e7amos tudo o que se mostra diferente. Imagine ent\u00e3o no contexto dos anos 1960. A esse respeito, o Cenesex lan\u00e7ou um programa de pesquisa sobre as Umap e estamos recolhendo os testemunhos das pessoas que sofreram com essa pol\u00edtica.<\/p>\n<p>http:\/\/operamundi.uol.com.br\/conteudo\/entrevistas\/26925\/sobre+homofobia+fidel+sempre+assumiu+responsabilidades+diz+mariela+castro.shtml<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nMaeiela Castro\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6095\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-6095","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c57-revolucao-cubana"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Aj","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6095","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6095"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6095\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6095"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6095"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6095"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}