{"id":61,"date":"2010-01-06T04:48:56","date_gmt":"2010-01-06T04:48:56","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=61"},"modified":"2010-01-06T04:48:56","modified_gmt":"2010-01-06T04:48:56","slug":"nosso-povo-continuara-resistindo-as-tropas-de-ocupacao-das-nacoes-unidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/61","title":{"rendered":"Nosso povo continuar\u00e1 resistindo \u00e0s tropas de ocupa\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"texto\">Na Am\u00e9rica Latina h\u00e1 um pa\u00eds que n\u00e3o s\u00f3 foi o primeiro a proclamar a independ\u00eancia como tamb\u00e9m ajudou a que outras na\u00e7\u00f5es subjugadas pelos espanh\u00f3is acelerassem o caminho da emancipa\u00e7\u00e3o. Trata-se do mais esquecido e maltratado lugar de nosso continente: o Haiti. Ali, precisamente, est\u00e1 em curso uma importante escalada de resist\u00eancia popular n\u00e3o s\u00f3 contra o mau governo de Ren\u00e9 Preval como tamb\u00e9m contra aqueles que afirmam estar em solo haitiano para colaborar com sua popula\u00e7\u00e3o: as tropas das Na\u00e7\u00f5es Unidas (MINUSTAH).<\/p>\n<p>No final de 2008, a MINUSTAH contava com a participa\u00e7\u00e3o de 9.028 efetivos (7.009 soldados e 2.019 policiais), apoiados por 502 funcion\u00e1rios internacionais, 1.197 funcion\u00e1rios nacionais e 205 volunt\u00e1rios da ONU, todos sob o comando de militares brasileiros.<\/p>\n<p>Estas tropas, entre as quais h\u00e1 argentinos, uruguaios, brasileiros, chilenos, bolivianos e de outros pa\u00edses, operam repressivamente contra a popula\u00e7\u00e3o haitiana, raz\u00e3o pela qual surgem in\u00fameras den\u00fancias que, em geral, ficam totalmente impunes.<\/p>\n<p>Um dos casos documentados pelas organiza\u00e7\u00f5es haitianas de direitos humanos \u00e9 o massacre ocorrido em 22 de dezembro de 2006 na comunidade de Cit\u00e9 Soleil, durante uma manifesta\u00e7\u00e3o de cerca de dez mil pessoas que pediam o retorno do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide ao pa\u00eds e sa\u00edda das tropas militares estrangeiras. Segundo relatos da popula\u00e7\u00e3o e v\u00eddeos produzidos pela organiza\u00e7\u00e3o Haiti Information Project (HIP), as for\u00e7as da ONU atacaram a comunidade e mataram cerca de 30pessoas, incluindo a\u00ed mulheres e crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Isso tudo vem ocorrendo sob um marco de sil\u00eancio generalizado em n\u00edvel informativo. O Haiti n\u00e3o conta nas mat\u00e9rias dos jornais e muito menos nas telas das televis\u00f5es. Seu povo n\u00e3o entra nas estat\u00edsticas populacionais. Mas, apesar disso, o povo n\u00e3o se resigna com a domina\u00e7\u00e3o e segue lutando.<\/p>\n<p>Conversamos com o dirigente do Comit\u00ea Democr\u00e1tico Haitiano, Henry Boisrolin, sobre essa realidade e suas conseq\u00fc\u00eancias. Boisrolin est\u00e1 encarregado de conseguir solidariedade internacional com aqueles que est\u00e3o hoje liderando a resist\u00eancia popular, os estudantes universit\u00e1rios e secund\u00e1rios que est\u00e3o, h\u00e1 meses, ocupando v\u00e1rios dos estabelecimentos educacionais do pa\u00eds.<\/p>\n<p><em>Qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o do Haiti hoje?<\/em><\/p>\n<p><strong>Boisrolin<\/strong> \u2013 O Haiti est\u00e1 sob ocupa\u00e7\u00e3o, mas a grande imprensa internacional apresenta esse fato como se fosse \u201cajuda humanit\u00e1ria\u201d. O pr\u00f3prio nome da miss\u00e3o da ONU diz que o objetivo \u00e9 \u201ca estabiliza\u00e7\u00e3o do Haiti\u201d. H\u00e1 uma combina\u00e7\u00e3o de 40 pa\u00edses integrantes desta miss\u00e3o e desgra\u00e7adamente temos tropas latinoamericanas dentro do pa\u00eds. Como \u00e9 sabido, o comando militar encontra-se sob a lideran\u00e7a do Brasil. Isso \u00e9 algo que n\u00f3s recha\u00e7amos porque entendemos que \u00e9 uma viola\u00e7\u00e3o de nossa autodetermina\u00e7\u00e3o, de nossa soberania e dignidade como povo.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia prov\u00e9m de diferentes setores da popula\u00e7\u00e3o, mas ultimamente s\u00e3o os estudantes universit\u00e1rios, junto com estudantes de col\u00e9gios secundaristas, que tem ido para as ruas exigir a retirada das tropas e a promulga\u00e7\u00e3o de uma lei sobre sal\u00e1rio m\u00ednimo votada pelo Parlamento. O que ocorre \u00e9 que o governo de Preval n\u00e3o aceita essa lei, sob o pretexto de que se o Haiti j\u00e1 tem cerca de 70% de sua popula\u00e7\u00e3o ativa desempregada, promulgar uma lei que significa aumentar de 1,70 d\u00f3lares para 4 ou 5 d\u00f3lares o sal\u00e1rio m\u00ednimo por dia, \u201cvai provocar uma avalanche de demiss\u00f5es e agravar\u00e1 ainda mais a situa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores\u201d. Para os estudantes, esta resposta \u00e9 uma nova fal\u00e1cia do governo, e eles t\u00eam implementado a\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia, ocupando v\u00e1rias faculdades.<\/p>\n<p><em>Como reagiu o governo de Preval?<\/em><\/p>\n<p><strong>Boisrolin:<\/strong> Reprimindo os estudantes. J\u00e1 temos v\u00e1rios mortos e dezenas de presos, professores perseguidos. Foram lan\u00e7adas bombas de g\u00e1s lacrimog\u00eaneo e balas de chumbo contra os manifestantes. A miss\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas acompanhou a pol\u00edcia haitiana em toda essa tarefa repressiva. Isso \u00e9 o que queremos denunciar e, ao mesmo tempo, pedir solidariedade para que os governos latinoamericanos entendam que essa n\u00e3o \u00e9 a via, que o Haiti n\u00e3o necessita de tropas militares. O que precisamos \u00e9 do tipo de ajuda oferecida por Cuba e Venezuela. Esse \u00e9 o modelo v\u00e1lido de apoio, de humanidade, de respeito \u00e0 nossa independ\u00eancia e soberania.<\/p>\n<p>Vamos nos deter neste \u00faltimo tema. As tropas das Na\u00e7\u00f5es Unidas dizem que cumprem tarefas humanit\u00e1rias. Isso \u00e9, ao menos, o que dizem as chancelarias dos pa\u00edses implicados nesta manobra, como Argentina, Uruguai, Brasil e outros. Inclusive, alguns partidos progressistas se encarregaram de dizer que \u201cera melhor que fossem as tropas latinoamericanas no Haiti , do que o pa\u00eds ser invadido pelos EUA. Qual sua opini\u00e3o sobre isso?<\/p>\n<p>Antes de mais nada, \u00e9 preciso desmentiu uma coisa: n\u00e3o houve nenhuma autoridade leg\u00edtima de meu pa\u00eds que tenha pedido tal interven\u00e7\u00e3o, isso \u00e9 uma mentira. Em 2004, no bicenten\u00e1rio de nossa independ\u00eancia, havia um presidente leg\u00edtimo que era Jean-Bertrand Aristide. Havia dist\u00farbios no pa\u00eds e, utilizando esse pretexto, um comando militar norteamericano entrou no pa\u00eds, seq\u00fcestrou Aristide, colocou-o em um avi\u00e3o e mandou-o para o ex\u00edlio, na Rep\u00fablica CentroAfricana (ele agora est\u00e1 na \u00c1frica do Sul). Algo muito parecido com o que fizeram agora com o presidente Zelaya, em Honduras. N\u00e3o s\u00e3o casos isolados e assentam precedentes que amea\u00e7am a seguran\u00e7a e a democracia nos demais pa\u00edses latinoamericanos.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 a hist\u00f3ria, ningu\u00e9m pediu tal interven\u00e7\u00e3o. Eles impuseram um governo de fato que organizou as elei\u00e7\u00f5es e a\u00ed Preval ganhou, legitimando o golpe, do mesmo modo que se pretende agora em Honduras. O presidente Preval, que ganhou as elei\u00e7\u00f5es, solicitou a perman\u00eancia da miss\u00e3o da Minustah, mas originalmente n\u00e3o houve nenhuma autoridade haitiana que tenha solicitado isso. Al\u00e9m disso, n\u00e3o \u00e9 porque Preval tenha feito, \u00e9 preciso levar em conta o sentimento do povo haitiano. Essa \u00e9 outra fal\u00e1cia. Seria preciso ir ao Haiti e andar pelas ruas dos bairros mais populares para compreender o recha\u00e7o majorit\u00e1rio das pessoas \u00e0 presen\u00e7a das tropas de ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Como atuam essas tropas invasoras?<\/em><\/p>\n<p><strong>Boisrolin:<\/strong> A a\u00e7\u00e3o das tropas das Na\u00e7\u00f5es Unidas \u00e9 algo que indigna a qualquer ser humano com um pouquinho de sensibilidade. Isso em um pa\u00eds onde 70% de sua popula\u00e7\u00e3o ativa n\u00e3o tem trabalho, onde temos uma taxa de mortalidade infantil superior a 80 por mil e uma taxa de analfabetismo que supera os 70% no campo e chega a 50% nas cidades, com uma expectativa de vida que n\u00e3o supera os 50 anos. Estamos falando de um pa\u00eds com suas estruturas econ\u00f4micas destru\u00eddas, onde 60% do or\u00e7amento haitiano prov\u00e9m da ajuda internacional e das remessas enviadas pelos haitianos que trabalham no exterior. Por tudo isso, defender que \u00e9 preciso entrar no pa\u00eds com tanques, avi\u00f5es e helic\u00f3pteros para resolver isso, \u00e9 totalmente falso e cruel.<\/p>\n<p>E o que tem feito esses \u201csalvadores\u201d? Entre outras coisas, tem violado meninas e mulheres haitianas, tem agredido e torturado nossos jovens. N\u00e3o somos n\u00f3s que o dizemos, mas sim uma investiga\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria ONU confirmou esses fatos, e a \u00fanica coisa que fez foi retirar alguns soldados e envi\u00e1-los para a casa, porque segundo o conv\u00eanio da Resolu\u00e7\u00e3o 545, que permitiu a entrada das tropas em 1\u00b0 de junho de 2004, o Haiti n\u00e3o tem o direito de julgar nenhum militar estrangeiro, por mais que tenha cometido crimes de lesa humanidade. Mais submiss\u00e3o que isso n\u00e3o pode existir. E \u00e9 preciso dizer que h\u00e1 soldados do Sri Lanka, do Uruguai e de outros pa\u00edses, acusados de praticar esses abusos.<\/p>\n<p><em>Ou seja, viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos realizadas dentro de uma \u201clegalidade\u201d imposta, que assegura mais impunidade&#8230;<\/em><\/p>\n<p><strong>Boisrolin:<\/strong> Exato. Mas h\u00e1 outro tema que quero abordar e que \u00e0s vezes \u00e9 postergado porque nos aprofundamos mais em estudar a realidade pol\u00edtica e econ\u00f4mica de um pa\u00eds. Me refiro \u00e0 dignidade humana, ao valor da rela\u00e7\u00e3o e dos sentimentos humanos, ao contato entre os povos. Ou seja, a uma hist\u00f3ria em comum. O Haiti, depois da independ\u00eancia, ofereceu uma solidariedade efetiva a muitos povos latinoamericanos, ajudou a Miranda, a Bol\u00edvar, em duas oportunidades, com fuzis, dinheiro e outros recursos, mas fundamentalmente com volunt\u00e1rios. Centenas de haitianos morreram pela independ\u00eancia da Venezuela e de outros pa\u00edses. Por isso dizemos que receber o tratamento atual \u00e9 uma afronta com a hist\u00f3ria. Nosso povo n\u00e3o cometeu nenhum crime, salvo pedir maior justi\u00e7a. E sofremos um comportamento mercen\u00e1rio, porque muitos destes invasores v\u00eam ao Haiti pelo pagamento, ganham milhares de d\u00f3lares sem gastar absolutamente nada. Ap\u00f3s seis ou sete meses, voltam a seus respectivos pa\u00edses com uma boa quantidade de dinheiro na m\u00e3o, coisa que n\u00e3o podem ter em seus lugares de origem.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, aproveitando uma situa\u00e7\u00e3o de debilidade, de falta de capacidade do movimento popular haitiano para reverter essa situa\u00e7\u00e3o, vem e te tornam vassalo.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso ver, por exemplo, em Porto Pr\u00edncipe, em alguns dos bairros mais calmos, como \u00e0 noite (porque n\u00e3o h\u00e1 praticamente vida noturna no Haiti, n\u00e3o h\u00e1 luz nem os servi\u00e7os que existem em outros pa\u00edses) se v\u00ea um cont\u00ednuo desfile de carros das Na\u00e7\u00f5es Unidas a frente dos melhores bares e restaurantes, gastando muitos d\u00f3lares, enquanto do lado de fora o povo dorme nas ruas.<\/p>\n<p><em>\u00c9 realmente ofensivo e indignante&#8230;<\/em><\/p>\n<p><strong>Boisrolin:<\/strong> Isso exige uma reflex\u00e3o, porque temos escutado alguns governos, quando passam os furac\u00f5es ou ocorrem outros fen\u00f4menos clim\u00e1ticos, dizer que as tropas est\u00e3o ali precisamente para ajudar-nos nos maus momentos. Mas isso est\u00e1 longe de ser o fator determinante. A ocupa\u00e7\u00e3o do Haiti \u00e9 um novo esquema para sufocar a rebeli\u00e3o popular em um pa\u00eds onde as classes dominantes n\u00e3o t\u00eam possibilidade alguma de ganhar as elei\u00e7\u00f5es de maneira limpa. Ent\u00e3o s\u00f3 lhes resta impor pela for\u00e7a das armas uma estrat\u00e9gia de domina\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o verdadeiro papel dos ocupantes. E para aqueles que dizem que \u00e9 \u201cmelhor essas tropas do que as dos EUA\u201d, n\u00f3s dizemos que \u00e9 exatamente o contr\u00e1rio. Desta forma, ter\u00edamos a frente o inimigo de maneira mais clara. Em troca, \u00e9 dur\u00edssimo ver irm\u00e3os latinoamericanos enviados por governos que deveriam ter outro tipo de comportamento frente ao drama haitiano. Eu estive em bairros populares muito castigados por essas tropas e escutei o que diz o cora\u00e7\u00e3o dessa gente. A indigna\u00e7\u00e3o que marca seus relatos sobre bombardeios pela madrugada para retirar supostos bandidos destes bairros. Ou quando os soldados entram e metem o p\u00e9 na porta, arrastando para fora aterrorizados moradores. Por isso, n\u00e3o h\u00e1 mais lugar para mentiras: trata-se de uma ocupa\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica do Haiti e na medida em que prossiga essa situa\u00e7\u00e3o haver\u00e1 mais resist\u00eancia.<\/p>\n<p><strong><em>Tradu\u00e7\u00e3o: Katarina Peixoto<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito:\nhttp:\/\/200.169.228.51\n\n\n\n\nEm entrevista, Henry Boisrolin, dirigente do Comit\u00ea Democr\u00e1tico Haitiano, critica a presen\u00e7a e a atua\u00e7\u00e3o das tropas das Na\u00e7\u00f5es Unidas no Haiti. Para ele, a ocupa\u00e7\u00e3o do Haiti \u00e9 um novo esquema de domina\u00e7\u00e3o para sufocar a rebeli\u00e3o popular contra as p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de vida no pa\u00eds: 70% da popula\u00e7\u00e3o ativa n\u00e3o tem trabalho; a taxa de mortalidade infantil \u00e9 superior a 80 por mil; a taxa de analfabetismo supera os 70% no campo e chega a 50% nas cidades; e a expectativa de vida n\u00e3o supera a casa dos 50 anos.\nCarlos Azn\u00e1rez &#8211; Resumen Latinoamericano\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/61\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[55],"tags":[],"class_list":["post-61","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c66-haiti"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Z","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}