{"id":6121,"date":"2014-04-12T23:35:26","date_gmt":"2014-04-12T23:35:26","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6121"},"modified":"2014-04-12T23:35:26","modified_gmt":"2014-04-12T23:35:26","slug":"ajuda-internacional-ao-haiti-e-grande-mentira-defende-tese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6121","title":{"rendered":"Ajuda internacional ao Haiti \u00e9 \u2018grande mentira\u2019, defende tese"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cN\u00e3o tem ningu\u00e9m ajudando o Haiti. \u00c9 o Haiti que est\u00e1 ajudando todo mundo\u201d, disse ao Jornal da Unicamp o haitiano Franck Seguy, que acaba de defender sua tese de doutorado \u201cA cat\u00e1strofe de janeiro de 2010, a \u2018Internacional Comunit\u00e1ria\u2019 e a recoloniza\u00e7\u00e3o do Haiti\u201d, no Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas (IFCH) da Unicamp, sob orienta\u00e7\u00e3o do professor Ricardo Antunes.<\/p>\n<p>\u201cA ajuda internacional ao Haiti \u00e9 a grande mentira que a m\u00eddia conta\u201d, disse o pesquisador. Em sua tese, ele sustenta que o catastr\u00f3fico terremoto de janeiro de 2010, que deixou cerca de 300 mil mortos e 2,3 milh\u00f5es de desabrigados, deu ao que ele chama de \u201cInternacional Comunit\u00e1ria\u201d \u2013 o conjunto de pa\u00edses hegem\u00f4nicos e organiza\u00e7\u00f5es a eles vinculadas, comumente chamados de comunidade internacional \u2013 a oportunidade de impor a recoloniza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. \u201cLiteralmente, o Haiti est\u00e1 se tornando uma col\u00f4nia\u201d, disse ele. \u201cN\u00e3o uma col\u00f4nia como antigamente, a col\u00f4nia de uma metr\u00f3pole, mas \u00e9 uma col\u00f4nia do capital transnacional\u201d.<\/p>\n<p>O projeto de recoloniza\u00e7\u00e3o, afirma Seguy, j\u00e1 ficava claro no texto do \u201cPlano de A\u00e7\u00e3o para a Recupera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento o Haiti\u201d (PARDN), apresentado pelo governo haitiano dois meses depois do terremoto. \u201cO governo haitiano escreveu um plano de reconstru\u00e7\u00e3o que ele apresenta aos seus parceiros da mal chamada comunidade internacional \u2013 n\u00e3o \u00e0 sociedade civil haitiana. S\u00f3 que quando analisei o plano para minha tese, descobri que \u00e9 na verdade apenas uma atualiza\u00e7\u00e3o de um estudo realizado por um economista da Universidade de Oxford que se chama Paul Collier, que foi enviado ao Haiti pelo Secret\u00e1rio Geral da ONU, e que publicou o relat\u00f3rio dele em janeiro de 2009\u201d, explicou o pesquisador. \u201cQuer dizer: o que est\u00e1 sendo implementado hoje no Haiti, como \u2018reconstru\u00e7\u00e3o\u2019, na verdade \u00e9 um plano de antes do terremoto\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO terremoto atingiu o Haiti na regi\u00e3o onde fica a capital. O Haiti \u00e9 dividido em departamentos. O departamento onde fica a capital, Porto Pr\u00edncipe, se chama o Departamento Oeste. E esta regi\u00e3o foi a que foi atingida, o Departamento Oeste e um pouco do Sudeste. Por\u00e9m, tudo o que est\u00e1 acontecendo em torno da reconstru\u00e7\u00e3o do Haiti est\u00e1 acontecendo no Nordeste\u201d, relatou o pesquisador. \u201cDo outro lado da ilha. O plano n\u00e3o est\u00e1 atendendo \u00e0s necessidades criadas pelo terremoto. O plano est\u00e1 implementando as conclus\u00f5es do estudo anterior ao terremoto, que \u00e9 o Relat\u00f3rio Collier\u201d. Levantamento da ag\u00eancia de not\u00edcias Reuters d\u00e1 conta de que, no in\u00edcio deste ano, ainda havia mais de 150 mil pessoas morando em tendas e abrigos improvisados em Porto Pr\u00edncipe, e que n\u00e3o t\u00eam nem \u00e1gua limpa e nem sequer pias para lavar as m\u00e3os.<\/p>\n<p>Uma das propostas de Collier \u00e9 de que o Haiti se aproveite de uma s\u00e9rie de leis dos Estados Unidos, que permitem que produtos manufaturados haitianos entrem no pa\u00eds sem pagar tarifas, para estabelecer uma s\u00e9rie de zonas francas para a produ\u00e7\u00e3o t\u00eaxtil. Diz texto de Collier, citado na tese:<\/p>\n<p>\u201cNo setor de vestu\u00e1rio, o custo principal \u00e9 o da m\u00e3o de obra. O Haiti sendo relativamente pouco regulamentado, o custo da m\u00e3o de obra aguenta perfeitamente a concorr\u00eancia com a China, que constitui a refer\u00eancia padr\u00e3o. A m\u00e3o de obra haitiana n\u00e3o somente \u00e9 barata, tamb\u00e9m \u00e9 de qualidade. Com efeito, dado que a ind\u00fastria do vestu\u00e1rio j\u00e1 foi anteriormente muito mais desenvolvida do que o \u00e9 atualmente ali, o Haiti disp\u00f5e neste setor de uma importante reserva de m\u00e3o de obra experiente\u201d.<\/p>\n<p>O foco do investimento supostamente enviado para a reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, explica Seguy, vem sendo a zona franca de Caracol, no nordeste haitiano, onde est\u00e1 sendo implantado um parque industrial t\u00eaxtil exportador. A tese afirma que o parque ocupa \u201c250 hectares de terras cultivadas por fam\u00edlias campesinas, que o governo expropriou\u201d. \u201cNo dia 11 de janeiro de 2011, ou seja, um dia antes do primeiro anivers\u00e1rio do terremoto, o governo haitiano havia assinado um acordo com a secret\u00e1ria de Estado norte-americana, Hillary Clinton, junto a representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a companhia de t\u00eaxtil coreana, Sae-A Trading, em virtude do qual os 366 lares de agricultores que trabalhavam 250 hectares de terras das mais f\u00e9rteis do munic\u00edpio precisavam ser expropriados para deixarem o lugar \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma zona dita industrial\u201d, diz a tese. As fam\u00edlias que tiveram suas terras desapropriadas ainda aguardam indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/field\/image\/ju594_p3_b.jpg?w=747\" border=\"0\" \/>Franck n\u00e3o acredita que a instala\u00e7\u00e3o de zonas industriais exportadoras como a Caracol possa levar ao desenvolvimento econ\u00f4mico do pa\u00eds. \u201cO Haiti \u00e9 visto como espa\u00e7o para produzir, n\u00e3o como espa\u00e7o para consumir. O trabalhador haitiano na zona franca, que produz as camisas, jeans ou t\u00eanis nunca vai consumir esses produtos. Por qu\u00ea? Porque o sal\u00e1rio dele, o sal\u00e1rio do haitiano hoje, \u00e9 de 200 gurdes (cerca de US$ 5) ao dia. Quer dizer, est\u00e1 se utilizando do Haiti para produzir, mas n\u00e3o se enxerga o Haiti, o trabalhador haitiano, como um consumidor\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, lembra ele, a industrializa\u00e7\u00e3o est\u00e1 se dando por meio de produ\u00e7\u00e3o t\u00eaxtil, sem transfer\u00eancia de tecnologia e sem investimento firme do empres\u00e1rio, que em geral \u00e9 estrangeiro. \u201cA constru\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o n\u00e3o \u00e9 investimento do capitalista. O investimento para construir a f\u00e1brica \u00e9 o dinheiro que vai para o Haiti em nome da ajuda ao povo haitiano. Se em alguma regi\u00e3o do mundo a m\u00e3o de obra for mais barata que a haitiana, a empresa n\u00e3o tem dificuldade em se mudar. O capitalista que est\u00e1 explorando a m\u00e3o de obra haitiana n\u00e3o tem compromisso nenhum com o Haiti. Porque ele n\u00e3o tem nada a preservar ali\u201d.<\/p>\n<p>O pesquisador n\u00e3o \u00e9 otimista quanto \u00e0 possibilidade de uma melhor inser\u00e7\u00e3o do Haiti na economia global: \u201cA divis\u00e3o internacional do trabalho j\u00e1 decidiu qual o papel do Haiti: fornecer m\u00e3o de obra barata\u201d. Mais de 80% dos haitianos com curso superior deixam o pa\u00eds, disse ele. \u201cH\u00e1 dois fluxos migrat\u00f3rios: o que \u00e9 chamado de c\u00e9rebros, principalmente para o Canad\u00e1, e o outro, de trabalhadores manuais, para as ilhas da circunvizinhan\u00e7a do Haiti, e agora cada vez mais para o Brasil\u201d. Franck afirma que parte do fluxo de trabalhadores haitianos pouco qualificados em dire\u00e7\u00e3o ao Brasil parece clandestino, mas que na verdade as rotas s\u00e3o bem organizadas, e conhecidas das autoridades. \u201cSe n\u00e3o estivesse atendendo a interesses no Brasil, elas poderiam ser facilmente fechadas\u201d, declarou.<\/p>\n<p><strong>Tropas brasileiras<\/strong><\/p>\n<p>O Ex\u00e9rcito brasileiro chegou ao Haiti ap\u00f3s o levante de 2004, que culminou com o ex\u00edlio do ent\u00e3o presidente Jean-Bertrand Aristide. O Brasil assumiu o comando militar da Miss\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Estabiliza\u00e7\u00e3o do Haiti (Minustah) em junho daquele ano. Franck \u00e9 c\u00e9tico quanto \u00e0 necessidade da presen\u00e7a de for\u00e7as internacionais em seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cTiveram que vender a ideia de que o pa\u00eds estava em guerra e precisava ser pacificado. E desde que cheguei ao Brasil essa \u00e9 a pergunta que me fazem: sobre a guerra do Haiti ou miss\u00e3o de paz no Haiti. N\u00e3o, o Haiti nunca precisou de miss\u00e3o de paz, nunca teve guerra\u201d, disse. Al\u00e9m disso, o pesquisador lembra que o pr\u00f3prio nome da miss\u00e3o \u00e9 de \u201cEstabiliza\u00e7\u00e3o\u201d, n\u00e3o de paz. Ele compara a situa\u00e7\u00e3o de desordem que levou \u00e0 interven\u00e7\u00e3o internacional no Haiti aos conflitos dentro das favelas do Rio de Janeiro. \u201cEsses conflitos existem, e justificam muitas coisas, mas n\u00e3o d\u00e1 para dizer que o Brasil esteja em guerra e precise ser pacificado\u201d, comparou.<\/p>\n<p>Assim como o capital internacional se serve das zonas francas, o Brasil se serve do Haiti para ganhar proje\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio internacional, tentar comprovar sua capacidade a ocupar uma vaga permanente no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU e para treinar suas tropas, disse o pesquisador. \u201cO Haiti serve para isso. \u00c9 um campo de treinamento. Praticamente todos os soldados brasileiros que j\u00e1 foram para o Haiti est\u00e3o, agora, sendo utilizados para controlar o Rio de Janeiro, porque a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito parecida\u201d. O papel do Brasil no Haiti, disse ele, \u00e9 de repressor dos movimentos sociais de contesta\u00e7\u00e3o. \u201cEm 2008 houve movimentos contra o encarecimento da cesta b\u00e1sica e, em 2009, muitos movimentos oper\u00e1rios pelo reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo. Qual o papel do Ex\u00e9rcito brasileiro em tais ocasi\u00f5es? Repress\u00e3o. O papel do Brasil \u00e9 o papel policial, de reprimir qualquer movimento contra esta ordem que se est\u00e1 caracterizando no Haiti\u201d.<\/p>\n<p><strong>Futuro<\/strong><\/p>\n<p>O Haiti \u00e9 hoje um pa\u00eds sem soberania, afirma Franck, onde o governo nacional tem menos poder que um governador de Estado. \u201cSe o Haiti fosse anexado aos EUA, seu governador teria mais autonomia que os dirigentes haitianos t\u00eam agora\u201d, disse ele. O pesquisador n\u00e3o v\u00ea uma sa\u00edda para o pa\u00eds que passe pela \u201cinternacional comunit\u00e1ria\u201d, pelo governo nacional e as classes dominantes que colaboram com ela.<\/p>\n<p>\u201cA sa\u00edda seria pelo outro lado, pelo lado dos movimentos sociais, das lutas sociais, s\u00f3 que este lado tamb\u00e9m est\u00e1 comprometido: porque hoje, o que existe de movimentos sociais no Haiti vive de financiamento estrangeiro, por meio das ONGs que se dizem ONGs de esquerda\u201d.<\/p>\n<p>Franck desconfia das ONGs, mesmo das que se declaram de esquerda. O texto de sua tese traz uma cr\u00edtica \u00e0 \u201csolidariedade de espet\u00e1culo\u201d das organiza\u00e7\u00f5es internacionais. Referindo-se ao apoio prestado pelas ONGs aos camponeses haitianos, ele escreve: \u201ctanto as ONGs da sociedade civil quanto os movimentos sociais, at\u00e9 as organiza\u00e7\u00f5es de bairros urbanos e o pr\u00f3prio movimento campon\u00eas contempor\u00e2neo, quando se organizam, o fazem com o intuito de se metamorfosear em institui\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o de projeto de desenvolvimento, em vez de colocar a quest\u00e3o agr\u00e1ria \u2013 quest\u00e3o fundamental \u2013 na agenda pol\u00edtico-ideol\u00f3gica\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA ONG pode at\u00e9 se dizer de esquerda, mas a ONG, de esquerda ou de direita, funciona \u00e0 base de financiamento. E tem de prestar contas, periodicamente, ao financiador. O funcion\u00e1rio da ONG pode acreditar que \u00e9 um militante, mas n\u00e3o pode ser um militante contra o capital. Porque ele \u00e9 um funcion\u00e1rio que tem de prestar contas\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Publica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tese:<\/strong> \u201cA cat\u00e1strofe de janeiro de 2010, a \u2018Internacional Comunit\u00e1ria\u2019 e a recoloniza\u00e7\u00e3o do Haiti\u201d<\/p>\n<p><strong>Autor:<\/strong> Franck Seguy<\/p>\n<p><strong>Orientador:<\/strong> Ricardo Antunes<\/p>\n<p><strong>Unidade:<\/strong> Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas (IFCH)<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Reportagem<\/strong><\/p>\n<p><strong>Texto:<\/strong> CARLOS ORSI<\/p>\n<p><strong>Fotos:<\/strong> Marcello Casal Jr\/ABr, Antoninho Perri<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o de Imagens:<\/strong> Diana Melo<\/p>\n<p>Campinas, 11 de abril de 2014 a 27 de abril de 2014 \u2013 ANO 2014 \u2013 N\u00ba 594<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/594\/ajuda-internacional-ao-haiti-e-grande-mentira-defende-tese\" target=\"_blank\">http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/594\/ajuda-internacional-ao-haiti-e-grande-mentira-defende-tese<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nHaitiano, autor do estudo afirma que pa\u00eds est\u00e1 sendo recolonizado pelo capital transnacional\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6121\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-6121","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c65-lulismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1AJ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6121"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6121\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}